Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3635198 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as justificativas para o uso das vírgulas nos itens abaixo:



I. Em “A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado.


II. Em “Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes (...)” o uso das vírgulas entre o vocábulo “também” é facultativo, pois separa o adjunto adverbial, de pouca extensão, antepostos.


III. Em “(...) passam por normais, mas que (...)” o uso da vírgula, antes do vocábulo “mas”, é obrigatório para separar orações coordenadas sindéticas adversativas.


IV. Em ““Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social” o uso da vírgula justifica-se por separar termos com funções semelhantes.



Assinale: 

Alternativas
Q3635197 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Analise as orações abaixo:



1. Se queremos ser respeitados, devemos respeitar.


2. “(...) utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais (...)”.


3. “Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os diferentes”.


4. A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador.



Acerca das orações acima, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3635196 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere o seguinte período: 



Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. 



Acerca do período acima, analise as assertivas abaixo:



I. O vocábulo em destaque estabelece uma relação adversativa e pode ser substituída, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por: por conseguinte.


II. A forma verbal “utilizamos” indica a indeterminação do sujeito. Desse modo, o sujeito da oração é indeterminado.


III. a forma verbal “utilizamos” expressa uma ação passada que já foi concluída e, portanto, está no pretérito imperfeito do indicativo.



Assinale: 

Alternativas
Q3635195 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as afirmações abaixo:



I. Em “ (...) “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem (...)” o termo em destaque exerce função anafórica.


II. Em “para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os diferentes” o termo em destaque classifica-se como pronome relativo.


III. Em “utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais (...)” o termo em destaque é conjunção integrante.



Assinale: 

Alternativas
Q3628965 Português
Leia o texto a seguir:

Cigarro aumenta o risco para 56 doenças, mostra estudo da Lancet

Análise de meio milhão de pessoas mostrou que fumar eleva em até 216% a probabilidade de desenvolver um câncer de laringe

Um novo e amplo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade Peking e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ambos na China, avaliou os impactos a longo prazo do hábito de fumar. Publicado na revista científica The Lancet Public Health, o trabalho é considerado um dos maiores já feitos sobre o tema.
“Este estudo forneceu a primeira avaliação abrangente dos efeitos do tabagismo na saúde a longo prazo em uma ampla gama de doenças em homens e mulheres adultos na China. No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente”, escreveram os pesquisadores.
Para isso, eles utilizaram informações de 512 mil adultos, recrutados entre 2004 e 2008, de diferentes regiões da China, disponíveis no banco de dados de saúde Kadoorie. Os participantes foram acompanhados durante um período de 11 anos, em que 48,8 mil deles morreram e 1,14 milhão de diagnósticos para doenças foram realizados.
Em seguida, os pesquisadores ajustaram os resultados para identificar quais óbitos e problemas de saúde foram ligados ao cigarro, dentro de um universo de 85 causas de morte e 480 doenças. Eles identificaram que o tabagismo foi diretamente associado a um maior risco para 56 diagnósticos e 22 causas de óbito.
O risco variou entre apenas 6%, no caso da diabetes, para até 216%, em relação ao câncer de laringe. Homens, no geral, tiveram maior probabilidade de desenvolver todas as doenças quando comparado as mulheres. Em ambos os sexos, algumas das doenças que tiveram o risco mais elevado pelo cigarro, de quase o dobro ou mais, foram: câncer de laringe; pneumotórax; tumores benignos de glândulas salivares; aneurisma e dissecção de aorta; câncer de pulmão; bronquite crônica; carcinoma in situ do ouvido médio e do aparelho respiratório; embolia e trombose arterial; enfisema; doença hepática alcoólica; câncer de bexiga.
Já entre as causas de morte, foram principalmente: câncer de pulmão; enfisema; parada cardíaca; câncer de bexiga; bronquite crônica; infarto.
Outro achado significativo do estudo foi que metade dos homens chineses que começaram a fumar antes dos 18 anos, e adotaram o habito de forma frequente durante a vida, morreram devido ao cigarro.
Porém, o trabalho mostrou ainda um lado positivo. Entre as pessoas que decidiram parar de fumar completamente, após dez anos do último cigarro, os riscos para desenvolvimento de doenças eram praticamente os mesmos daqueles que nunca desenvolveram o hábito do tabagismo.
“Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva’, afirma Ka Hung Chan, pesquisador da Universidade de Oxford e principal autor do artigo, em comunicado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/12/cigarro-aumenta-o-risco-para-56-doencas-mostra-estudo-da-lancet.ghtml. Acesso em 04/12
No trecho “Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva” (9º parágrafo), há orações subordinadas e:  
Alternativas
Q3628963 Português
Leia o texto a seguir:

Cigarro aumenta o risco para 56 doenças, mostra estudo da Lancet

Análise de meio milhão de pessoas mostrou que fumar eleva em até 216% a probabilidade de desenvolver um câncer de laringe

Um novo e amplo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade Peking e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ambos na China, avaliou os impactos a longo prazo do hábito de fumar. Publicado na revista científica The Lancet Public Health, o trabalho é considerado um dos maiores já feitos sobre o tema.
“Este estudo forneceu a primeira avaliação abrangente dos efeitos do tabagismo na saúde a longo prazo em uma ampla gama de doenças em homens e mulheres adultos na China. No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente”, escreveram os pesquisadores.
Para isso, eles utilizaram informações de 512 mil adultos, recrutados entre 2004 e 2008, de diferentes regiões da China, disponíveis no banco de dados de saúde Kadoorie. Os participantes foram acompanhados durante um período de 11 anos, em que 48,8 mil deles morreram e 1,14 milhão de diagnósticos para doenças foram realizados.
Em seguida, os pesquisadores ajustaram os resultados para identificar quais óbitos e problemas de saúde foram ligados ao cigarro, dentro de um universo de 85 causas de morte e 480 doenças. Eles identificaram que o tabagismo foi diretamente associado a um maior risco para 56 diagnósticos e 22 causas de óbito.
O risco variou entre apenas 6%, no caso da diabetes, para até 216%, em relação ao câncer de laringe. Homens, no geral, tiveram maior probabilidade de desenvolver todas as doenças quando comparado as mulheres. Em ambos os sexos, algumas das doenças que tiveram o risco mais elevado pelo cigarro, de quase o dobro ou mais, foram: câncer de laringe; pneumotórax; tumores benignos de glândulas salivares; aneurisma e dissecção de aorta; câncer de pulmão; bronquite crônica; carcinoma in situ do ouvido médio e do aparelho respiratório; embolia e trombose arterial; enfisema; doença hepática alcoólica; câncer de bexiga.
Já entre as causas de morte, foram principalmente: câncer de pulmão; enfisema; parada cardíaca; câncer de bexiga; bronquite crônica; infarto.
Outro achado significativo do estudo foi que metade dos homens chineses que começaram a fumar antes dos 18 anos, e adotaram o habito de forma frequente durante a vida, morreram devido ao cigarro.
Porém, o trabalho mostrou ainda um lado positivo. Entre as pessoas que decidiram parar de fumar completamente, após dez anos do último cigarro, os riscos para desenvolvimento de doenças eram praticamente os mesmos daqueles que nunca desenvolveram o hábito do tabagismo.
“Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva’, afirma Ka Hung Chan, pesquisador da Universidade de Oxford e principal autor do artigo, em comunicado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/12/cigarro-aumenta-o-risco-para-56-doencas-mostra-estudo-da-lancet.ghtml. Acesso em 04/12
A frase “o trabalho mostrou ainda um lado positivo” (8°período), na voz passiva, fica:
Alternativas
Q3628958 Português
Leia o texto a seguir:

Cigarro aumenta o risco para 56 doenças, mostra estudo da Lancet

Análise de meio milhão de pessoas mostrou que fumar eleva em até 216% a probabilidade de desenvolver um câncer de laringe

Um novo e amplo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade Peking e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ambos na China, avaliou os impactos a longo prazo do hábito de fumar. Publicado na revista científica The Lancet Public Health, o trabalho é considerado um dos maiores já feitos sobre o tema.
“Este estudo forneceu a primeira avaliação abrangente dos efeitos do tabagismo na saúde a longo prazo em uma ampla gama de doenças em homens e mulheres adultos na China. No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente”, escreveram os pesquisadores.
Para isso, eles utilizaram informações de 512 mil adultos, recrutados entre 2004 e 2008, de diferentes regiões da China, disponíveis no banco de dados de saúde Kadoorie. Os participantes foram acompanhados durante um período de 11 anos, em que 48,8 mil deles morreram e 1,14 milhão de diagnósticos para doenças foram realizados.
Em seguida, os pesquisadores ajustaram os resultados para identificar quais óbitos e problemas de saúde foram ligados ao cigarro, dentro de um universo de 85 causas de morte e 480 doenças. Eles identificaram que o tabagismo foi diretamente associado a um maior risco para 56 diagnósticos e 22 causas de óbito.
O risco variou entre apenas 6%, no caso da diabetes, para até 216%, em relação ao câncer de laringe. Homens, no geral, tiveram maior probabilidade de desenvolver todas as doenças quando comparado as mulheres. Em ambos os sexos, algumas das doenças que tiveram o risco mais elevado pelo cigarro, de quase o dobro ou mais, foram: câncer de laringe; pneumotórax; tumores benignos de glândulas salivares; aneurisma e dissecção de aorta; câncer de pulmão; bronquite crônica; carcinoma in situ do ouvido médio e do aparelho respiratório; embolia e trombose arterial; enfisema; doença hepática alcoólica; câncer de bexiga.
Já entre as causas de morte, foram principalmente: câncer de pulmão; enfisema; parada cardíaca; câncer de bexiga; bronquite crônica; infarto.
Outro achado significativo do estudo foi que metade dos homens chineses que começaram a fumar antes dos 18 anos, e adotaram o habito de forma frequente durante a vida, morreram devido ao cigarro.
Porém, o trabalho mostrou ainda um lado positivo. Entre as pessoas que decidiram parar de fumar completamente, após dez anos do último cigarro, os riscos para desenvolvimento de doenças eram praticamente os mesmos daqueles que nunca desenvolveram o hábito do tabagismo.
“Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva’, afirma Ka Hung Chan, pesquisador da Universidade de Oxford e principal autor do artigo, em comunicado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/12/cigarro-aumenta-o-risco-para-56-doencas-mostra-estudo-da-lancet.ghtml. Acesso em 04/12
No trecho “No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente” (2º parágrafo), o conectivo destacado tem valor:  
Alternativas
Q3628930 Português

Segue um trecho da entrevista realizada com Arvind Krishna, engenheiro elétrico indiano que assumiu o posto de CEO global da IBM. Leia e em seguida responda à questão.


Há quem diga que a tecnologia nos afasta uns dos outros. O senhor concorda? É preciso usar a tecnologia da forma correta. Não podemos esquecer que a democracia depende de nossa habilidade para transmitir informação. Nesse sentido, a tecnologia é essencial, pois ela dissemina informações e permite que as pessoas tomem melhores decisões. Precisamos observar o que George Orwell propôs em 1984: a tecnologia será usada para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa? É esse o ponto-chave.


Muitas pessoas reclamam que nossos smartphones nos impedem de conversar à mesa. Antes, diziam que os jornais faziam a mesma coisa. Não é só a tecnologia que exerce esse papel. Precisamos ter regras sociais que, de certa forma, regulem a maneira como usamos as tecnologias. Acredito que 90% da tecnologia existe para nos ajudar, e não inibir. Precisamos apenas nos certificar de que ela não está nos enterrando em uma bolha. 


Devemos temer o uso da inteligência artificial? Chegará o dia em que poderá ameaçar a humanidade? Ainteligência artificial é uma ferramenta que, se desenvolvida e utilizada com responsabilidade, tem o poder de trazer enormes benefícios à humanidade. Seu uso, por si só, deverá liberar 16 trilhões de dólares em benefícios econômicos até 2030. Mas esses benefícios só podem ser realizados se garantirmos que ela seja confiável. As empresas devem ter clareza sobre quem treina seus sistemas de IA, quais dados são usados nesse treinamento e, o mais importante, o que foi incluído nas recomendações de seus algoritmos. 



(Por Sabrina Brito - Veja, 14/09/22)

Avalie a veracidade das proposições expostas na sequência com relação à estruturação dos períodos, em particular sobre as estruturas que constam na primeira resposta da entrevista:


I- A oração introduzida pela forma verbal no infinitivo “usar a tecnologia da forma correta” (Linha 1) está em relação de subordinação à oração anterior “é preciso”, funcionando como objeto direto.


II- O item POIS estabelece relação de subordinação causal entre as orações: “a tecnologia é essencial” / “ela dissemina informações”. (Linhas 2-3)


III- O item E estabelece relação de coordenação entre as orações “ela dissemina informações” / “(ela) permite que as pessoas tomem melhores decisões” (Linha 3),indicando fatos cronologicamente sequenciados.


IV- O coordenador OU estabelece relação semântica de alternância entre as duas orações subordinadas adverbiais que indicam finalidade: ([...] para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa?) (Linha 4)


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3628928 Português

Leia o texto abaixo, com atenção para as formas gramaticais em destaque e, em seguida, responda à questão.


Algumas pessoas sentem dornum membro que já foi amputado. Como fazerparar, se o membro não existe mais?


Cerca de 90% dos indivíduos que passaram pela amputação de alguma parte do corpo continuam sentindo dores, queimação, formigamento, pontadas… e até cócegas no membro que já não está mais  LA1.  Isso porque uma perna, por exemplo, não existe só a  partir da sua pelve. Ela existe no seu cérebro também. A “central de comando” do membro continua funcionando. E ISSO2  deixa o tratamento mais complicado. Não há exame para o diagnóstico de “dor fantasma”. O médico precisa identificá-lA3  contando só com o relato do paciente. A medicina costuma ajudar a aflição dESSES4   indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia. Uma alternativa promissora é a estimulação cerebral com eletrodos e uma pequena corrente elétrica. Mas os dados de eficácia ainda são limitados. 

(Superinteressante, setembro/2022)

No trecho transcrito abaixo, depreende-se uma relação de sentido entre as orações, viabilizada pela locução MESMO QUE, que, genericamente, pertence à esfera do contraste.


“A medicina costuma ajudar a aflição desses indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia”.


Analise as versões propostas como paráfrase e indique qual delas contraria a versão original: 

Alternativas
Q3628925 Português

Feita a leitura da matéria que se apresenta na sequência, responda à questão.


Meus pais não enxergam


Um dos maiores desafios para os pais é conhecer e compreender a forma como seus filhos atingem e gerem o conhecimento. Hoje, no centro desse desafio estão as mídias sociais. No século 20 parece que foi já em outra vida, os instrumentos de comunicação eram lineares e de fácil compreensão, mas hoje tudo é diferente. Antes uma coisa era sempre consequência de outra; e essa coisa estava quase sempre perto e era conhecida por todos. Não havia surpresa nas novidades.


Antigamente, os filhos aprendiam dos pais porque tinham menor acesso à informação. Hoje não é assim. Os filhos, porque são mais jovens, menos ocupados e mais digitais, têm acesso a mais e melhor informação que seus progenitores. O desafio dos mais velhos é hoje muito maior. Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, agora é preciso saber que mundo devemos conhecer. E neste jogo os guris levam grande vantagem. As redes sociais são o território onde esta batalha se trava. Porque são mais imediatas, rápidas e expõem os nossos filhos a um mundo que nos é desconhecido; mas também porque, paradoxalmente, são o local onde nos encontramos com eles na internet. Por exemplo, o Google é muito mais perigoso do que o Facebook, mas os adultos se preocupam menos com o F azul que com o G multicolor. Talvez porque as hipóteses de encontrar um filho ou uma filha num motor de busca sejam quase nulas, mas nas redes sociais já não é tanto assim.


Quem tem filhos adolescentes se preocupa. Nos perguntamos se eles conseguem ter uma vida normal passando tanto tempo ligados remotamente aos amigos. Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles? Os mais novos sabem exatamente para que serve cada uma das redes sociais, como se mantêm vivas, e qual a recompensa que existe em cada uma. ACarol quando tinha 14 anos, sabia que o que mantém vivo o Snapchat é a regularidade com que contacta cada pessoa – é a rede da Amizade. Sabe que no Instagram o objetivo são os gostos em cada fotografia – é a rede da Vaidade. Já o Twitter é tudo diferente, ele serve para encontrar coisas interessantes – é a rede da Informação. Os adolescentes estão a abandonar o Facebook. Se transferiram para o Snapchat e para o Instagram, deixando a meta rede de Zuckerberg para a mais tradicional forma de comunicação: as mensagens de texto.


Como educadores, um dos nossos maiores receios é que nossos filhos possam estar a falar com alguém que seja uma ameaça para eles. Mas isso rapidamente vai perdendo sentido. Eles sabem mais sobre o assunto do que nós, e o funcionamento das redes sociais — onde eles verdadeiramente vivem — são elas próprias a segurança necessária.


 (José Manuel Diogo - ISTO É, 25/11/2022)

Na frase interrogativa abaixo exposta, o autor se utiliza de um mecanismo de ênfase, ao colocar o sujeito “ELES” entre o verbo SER e a partícula QUE.


“Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles?”


Assinale, dentre as versões propostas na sequência, a única que NÃO substitui a versão original.

Alternativas
Q3628923 Português

 Após a leitura do poema abaixo, de Cora Coralina, avalie a validade das asserções que se apresentam em seguida:


SOMBRAS


Tudo em mim vai se apagando.

Cede minha força de mulher de luta em dizer:

estou cansada.


A claridade se faz em névoa e bruma.

O livro amado: o negro das letras se embaralham,

entortam as linhas paralelas.

Dançam as palavras,

A claridade se faz em névoa e bruma.

a distância se faz em quebra luz.


Deixo de reconhecer rostos amigos, familiares

Um véu tênue vai se incorporando no campo da retina.

Passam lentamente como ovelhas mansas os vultos conhecidos

que já não reconheço.


É a catarata amortalhando a visão que se faz sombra.


Sinto que cede meu valor de mulher de luta,

e eu me confesso:

estou cansada.


I- A temática depreendida no texto é o envelhecer, sinalizado, nos versos que fazem menção à diminuição da capacidade de ver/enxergar e ao cansaço.


II- Sob o aspecto linguístico, as locuções verbais como: “vai se apagando”, “vai se incorporando”, “estou cansada” e “amortalhando” remetem à imagem do processo contínuo/progressivo, natural do envelhecimento.


III- O poema apresenta o recurso da inversão sintática manifestado na estrutura comparativa expressa nos seguintes versos: “Passam lentamente como ovelhas mansas os vultos conhecidos /que já não reconheço”, de modo que o verbo “passar” está em relação de concordância com o sujeito “vultos conhecidos que já não conheço mais”.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3628922 Português

Após a leitura da matéria jornalística exposta na sequência, responda à questão.


O REVERSO DA FORTUNA


Depois de anos de crescimento exponencial, as poderosas empresas de tecnologia viram a maré mudar com a queda no valor de suas ações e foram obrigadas a demitir milhares de funcionários


Habituados a índices de crescimento exponenciais e valorização correspondente de suas ações, os gigantes do Vale do Silício tiveram poucos motivos para comemorar em 2022. Até meados do ano anterior, os colossos da tecnologia haviam navegado com desenvoltura pela pandemia de Covid-19, quando o isolamento social em escala planetária multiplicou a demanda por seus serviços. Estrelas no mercado de capitais, aumentaram suas estruturas corporativas e a contratação de funcionários. Os ventos que impulsionavam a boa fase, entretanto, mudaram rapidamente.


AMeta, que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou o ano na berlinda, acusada de estimular fake News e discursos de ódio em suas plataformas, e se tornou o melhor exemplo das agruras vividas pelo mundo tech. No terceiro trimestre, o lucro da empresa caiu 52% em relação ao mesmo período do ano passado e houve uma perda acumulada de 9,44 bilhões de dólares no Reality Labs, com a aposta do fundador Mark Zuckerberg na área de pesquisas de realidade virtual. E as perdas não param por aí: no acumulado do ano, o preço das ações caiu 63,8%, saindo do patamar dos 330 dólares no fim de 2021 para 120 dólares na primeira quinzena de dezembro deste ano. Já o valor de mercado, que chegou ao pico de 1,07 trilhão de dólares em agosto de 2021, despencou até bater em 302,5 bilhões de dólares no início de dezembro.


Apesar de questões pontuais que atingem a empresa, como estagnação no número de usuários e perda de receita com publicidade, que podem até ser atribuídas ao fim da pandemia, a maré de pessimismo tem causas mais profundas e afeta o setor como um todo. Amais relevante advém, principalmente, da alta de juros nos Estados Unidos. Enquanto o ano de 2022 se iniciou com os juros da principal economia do mundo em zero por cento, o Federal Reserve decidiu por sucessivos aumentos e indicia 2023 a 4,25%. Com isso, [...]. Com juros mais altos, investidores tendem a abandonar aplicações de risco, como as das empresas de tecnologia, e buscar opções mais estáveis que passam a remunerar melhor os recursos investidos. 


[...] O mesmo cenário pessimista tomou o Twitter, que foi recentemente comprado por Elon Musk, cuja chegada à direção da companhia causou uma fuga de anunciantes e levou a demissões, em uma companhia que perde 4 milhões de dólares por dia. Um baque e tanto em um setor onde o dinheiro fluía com prodigalidade.


 (Fragmento de reportagem – PorLuisa Purchio,Veja, 28/12/22)

Nos fragmentos textuais abaixo transcritos, estão em destaque elementos responsáveis pela coesão sequencial. Avalie a adequação da classificação proposta para esses itens, de modo a sinalizar (V) Verdadeiro ou (F) Falso:


( ) Os ventos que impulsionavam a boa fase, entretanto, mudaram rapidamente. (Entretanto = conjunção subordinativa com valor concessivo).

( ) Apesar de questões pontuais que atingem a empresa, como estagnação no número de usuários e perda de receita com publicidade, [...], a maré de pessimismo tem causas mais profundas e afeta o setor como um todo. (Apesar de = Locução prepositiva com valor de condição).

( ) Enquanto o ano de 2022 se iniciou com os juros da principal economia do mundo em zero por cento, o Federal Reserve decidiu por sucessivos aumentos e indicia 2023 a 4,25%. (Enquanto = conjunção subordinativa indicativa de tempo simultâneo).

( ) “O mesmo cenário pessimista tomou o Twitter, que foi recentemente comprado por Elon Musk, cuja chegada à direção da companhia causou uma fuga de anunciantes e levou a demissões, [...]” (E = conjunção coordenativa aditiva que sinaliza fatos sequenciados com relação de causa e efeito).


Asequência CORRETA de preenchimento é:

Alternativas
Q3628919 Português

Após a leitura da matéria jornalística exposta na sequência, responda à questão.


O REVERSO DA FORTUNA


Depois de anos de crescimento exponencial, as poderosas empresas de tecnologia viram a maré mudar com a queda no valor de suas ações e foram obrigadas a demitir milhares de funcionários


Habituados a índices de crescimento exponenciais e valorização correspondente de suas ações, os gigantes do Vale do Silício tiveram poucos motivos para comemorar em 2022. Até meados do ano anterior, os colossos da tecnologia haviam navegado com desenvoltura pela pandemia de Covid-19, quando o isolamento social em escala planetária multiplicou a demanda por seus serviços. Estrelas no mercado de capitais, aumentaram suas estruturas corporativas e a contratação de funcionários. Os ventos que impulsionavam a boa fase, entretanto, mudaram rapidamente.


AMeta, que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou o ano na berlinda, acusada de estimular fake News e discursos de ódio em suas plataformas, e se tornou o melhor exemplo das agruras vividas pelo mundo tech. No terceiro trimestre, o lucro da empresa caiu 52% em relação ao mesmo período do ano passado e houve uma perda acumulada de 9,44 bilhões de dólares no Reality Labs, com a aposta do fundador Mark Zuckerberg na área de pesquisas de realidade virtual. E as perdas não param por aí: no acumulado do ano, o preço das ações caiu 63,8%, saindo do patamar dos 330 dólares no fim de 2021 para 120 dólares na primeira quinzena de dezembro deste ano. Já o valor de mercado, que chegou ao pico de 1,07 trilhão de dólares em agosto de 2021, despencou até bater em 302,5 bilhões de dólares no início de dezembro.


Apesar de questões pontuais que atingem a empresa, como estagnação no número de usuários e perda de receita com publicidade, que podem até ser atribuídas ao fim da pandemia, a maré de pessimismo tem causas mais profundas e afeta o setor como um todo. Amais relevante advém, principalmente, da alta de juros nos Estados Unidos. Enquanto o ano de 2022 se iniciou com os juros da principal economia do mundo em zero por cento, o Federal Reserve decidiu por sucessivos aumentos e indicia 2023 a 4,25%. Com isso, [...]. Com juros mais altos, investidores tendem a abandonar aplicações de risco, como as das empresas de tecnologia, e buscar opções mais estáveis que passam a remunerar melhor os recursos investidos. 


[...] O mesmo cenário pessimista tomou o Twitter, que foi recentemente comprado por Elon Musk, cuja chegada à direção da companhia causou uma fuga de anunciantes e levou a demissões, em uma companhia que perde 4 milhões de dólares por dia. Um baque e tanto em um setor onde o dinheiro fluía com prodigalidade.


 (Fragmento de reportagem – PorLuisa Purchio,Veja, 28/12/22)

As preposições ora são empregadas como elo puramente sintático (relacional), ora com valor semântico (conteúdo nocional). Analise o uso desses itens nos trechos abaixo relacionados e avalie com (V) para verdadeiras e (F) para as falsas, as afirmações a respeito de seu funcionamento sintático-semântico.


( ) Em: “ [...] as poderosas empresas de tecnologia viram a maré mudar com a queda no valor de suas ações”, a preposição COM liga as informações antecedente e consequente, estabelecendo relação de CAUSA.


( ) Em: “Até meados do ano anterior, os colossos da tecnologia haviam navegado com desenvoltura pela pandemia de Covid-19, [...]”, a preposição COM liga as informações antecedente e consequente, estabelecendo relação de COMPANHIA.


( ) Em: “A Meta, que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou o ano na berlinda, acusada de estimular fake News [...], e se tornou o melhor exemplo das agruras vividas pelo mundo tech.”, a preposição POR estabelece relação entre o particípio e o agente da passiva.


( ) Em: “E as perdas não param por aí: no acumulado do ano, o preço das ações caiu 63,8%, [...]”, a preposição POR relaciona as informações, indicando sentido de MOVIMENTO/PERCURSO no tempo.


( ) Em: “[...], o preço das ações caiu 63,8%, saindo do patamar dos 330 dólares no fim de 2021 para 120 dólares na primeira quinzena de dezembro deste ano.”, a preposição PARA indica relação de FINALIDADE entre antecedente e consequente.


Asequência CORRETA de preenchimento é:

Alternativas
Q3628492 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS


Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Em “E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu” (linha 6) o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por:
Alternativas
Q3628365 Português

Leia o Texto IV, a seguir, para responder à questão:


Texto IV:


Metade dos usuários de criptomoedas as abandonam por medo de perder dinheiro

Receio também impede que seis em cada dez pessoas que não utilizam alternativa a adotem.

Por O Tempo. Publicado em 20 de janeiro de 2023


Antes celebradas como uma nova potência das finanças, hoje as criptomoedas são foco de sucessivas notícias sobre perdas de valor milionárias, que alguns analistas já disseram, inclusive, tratar-se de um colapso. Nesse cenário, quase metade (48%) dos usuários deixaram de utilizá-las porque avaliam que elas são muito voláteis. Ao mesmo tempo, o medo de perder dinheiro é o principal motivo apontado por seis em cada dez não usuários das criptomoedas para não adotá-las.


Os dados são de uma pesquisa recém-divulgada pela empresa internacional de cibersegurança Kaspersky, que ouviu cidadãos de 16 países, inclusive o Brasil. Ela descobriu, ainda, que, apesar do receio sobre elas, quase um quarto dos usuários das criptomoedas afirma sequer estar de fato informados sobre elas. O estudo mostra, ainda, que o “boom” de compras desse ativo ocorreu durante a ascensão do Bitcoin, uma das criptomoedas mais conhecidas do mundo, após 2020. Em 2022, sua cotação desabou.


O relatório aponta que o número de usuários que possui criptomoedas para fazer compras online está aumentando e, hoje, corresponde a 29% do total. O principal fator para adquiri-las, entretanto, continua sendo tentar ganhar o máximo de dinheiro possível incluindo-as em um portfólio de investimentos, resposta de 33% dos entrevistados. [...]


A despeito do clima de desconfiança entre os entrevistados, o pesquisador sênior de segurança da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky, Marc Rivero, avalia que as criptomoedas ainda exercem uma atração sobre os investidores. "Apesar dos desafios que a indústria de criptomoedas enfrenta atualmente, é importante lembrar que ainda é um espaço relativamente novo e inovador com um tremendo potencial. Como acontece com qualquer tecnologia que chega, haverá contratempos, mas as perspectivas de longo prazo ainda podem ser boas para o universo do cripto. Ao priorizar a segurança, os entusiastas da criptomoeda podem minimizar o risco de perder dinheiro ou informações pessoais e se proteger contra ameaças que dependem deles". [...]


Disponível em: . Acesso: 20 jan. 2023.

Leia o fragmento do Texto IV, a seguir:


“A despeito do clima de desconfiança entre os entrevistados, o pesquisador sênior de segurança da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky, Marc Rivero, avalia que as criptomoedas ainda exercem uma atração sobre os investidores”.


Os conectivos estabelecem relações sintáticas e semânticas entre os enunciados de um texto, influenciando na sua construção de sentido. Assinale a alternativa que indica a substituição adequada e coerente do conectivo destacado no fragmento

Alternativas
Q3628360 Português

Leia os Textos II e III para responder à questão:


Texto II:


MPE vai acompanhardenúncia de racismo contra irmãs abordadas e revistadas em loja de Aracaju


    O Ministério Público de Sergipe (MPE) informou, nesta sexta-feira (20), que pretende acompanhar as investigações policiais referentes a denúncia de racismo registrada por duas irmãs, que foram abordadas e revistadas após funcionários de uma Loja Marisa, em Aracaju, acionarem a Polícia Militar.


    Segundo o MP, o procedimento instaurado por meio da 4º Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão junto com a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Copier), tem o intuito de acompanhar o inquérito, que já está tramitando na delegacia, bem como observar medidas mais administrativas por parte da empresa no combate ao racismo.


    A abordagem aconteceu no dia 16 de dezembro, quando a babá, Simone Matos, 38 anos, e a empregada doméstica, Mônica Mattos, de 46, escolhiam roupas. A cunhada delas filmou a cena. O vídeo mostra as duas em uma sala sendo revistadas e uma delas chora. Na ocasião, elas registram um Boletim de Ocorrência denunciando o caso como racismo.


    Recentemente, elas registraram uma nova denúncia, afirmando que estão sendo monitoradas por funcionários do estabelecimento comercial.


    A assessoria de comunicação da Loja Marisa havia informado, que após a apuração dos fatos, o funcionário envolvido foi desligado imediatamente. Disse ainda que lamenta o ocorrido e que a empresa vai continuar empenhada na conscientização de todos os funcionários, reforçando treinamentos em todas as lojas.

Disponível em: . Acesso: 20/01/2023.


Texto III:

Disponível em: . Acesso: 20 jan. 2023. 



O trecho destacado na frase “Recentemente, elas registraram uma nova denúncia, afirmando que estão sendo monitoradas por funcionários do estabelecimento comercial”, transcrita do Texto II, pode ser classificado como: 
Alternativas
Q3628359 Português

Leia os Textos II e III para responder à questão:


Texto II:


MPE vai acompanhardenúncia de racismo contra irmãs abordadas e revistadas em loja de Aracaju


    O Ministério Público de Sergipe (MPE) informou, nesta sexta-feira (20), que pretende acompanhar as investigações policiais referentes a denúncia de racismo registrada por duas irmãs, que foram abordadas e revistadas após funcionários de uma Loja Marisa, em Aracaju, acionarem a Polícia Militar.


    Segundo o MP, o procedimento instaurado por meio da 4º Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão junto com a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Copier), tem o intuito de acompanhar o inquérito, que já está tramitando na delegacia, bem como observar medidas mais administrativas por parte da empresa no combate ao racismo.


    A abordagem aconteceu no dia 16 de dezembro, quando a babá, Simone Matos, 38 anos, e a empregada doméstica, Mônica Mattos, de 46, escolhiam roupas. A cunhada delas filmou a cena. O vídeo mostra as duas em uma sala sendo revistadas e uma delas chora. Na ocasião, elas registram um Boletim de Ocorrência denunciando o caso como racismo.


    Recentemente, elas registraram uma nova denúncia, afirmando que estão sendo monitoradas por funcionários do estabelecimento comercial.


    A assessoria de comunicação da Loja Marisa havia informado, que após a apuração dos fatos, o funcionário envolvido foi desligado imediatamente. Disse ainda que lamenta o ocorrido e que a empresa vai continuar empenhada na conscientização de todos os funcionários, reforçando treinamentos em todas as lojas.

Disponível em: . Acesso: 20/01/2023.


Texto III:

Disponível em: . Acesso: 20 jan. 2023. 



Leia o seguinte período transcrito do Texto II:


“Aabordagem aconteceu no dia 16 de dezembro, quando a babá, Simone Matos, 38 anos, e a empregada doméstica, Mônica Mattos, de 46, escolhiam roupas”.


Acerca das relações sintáticas estabelecidas no período, atribua (V) para verdadeiro e (F) para falso, para cada assertiva abaixo:



( ) O período é composto por duas orações. O sujeito da primeira oração é simples e o sujeito da segunda oração é composto.


( ) A função sintática do constituinte “no dia 16 de dezembro” é de adjunto adverbial.


( ) O constituinte “Simone Matos” tem a função sintática de aposto.


( ) A função sintática de “A abordagem” é de objeto direto.



A sequência CORRETA obtida no sentido de cima para baixo é:

Alternativas
Q3628355 Português

Leia o Texto I, a seguir, para responder à questão:


Texto I:

O cometa verde que se aproxima da Terra pela 1ª vez em 50 mil anos


Chloe Kim e Madeline Halpert

Da BBC News

19 janeiro 2023


    Um cometa verde brilhante deve passar pelo espaço próximo à Terra pela primeira vez em 50 mil anos, sendo possível avistálo durante cerca de um mês.

    No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro.

    Funcionários da agência espacial americana Nasa disseram que o cometa foi visto pela primeira vez em março de 2022, quando estava dentro da órbita de Júpiter.

    A partir desta quinta-feira (19/1), ele já pode ser visto com auxílio de binóculos para quem está no hemisfério Norte.

    Ele estará mais próximo da Terra em 2 de fevereiro, disseram os cientistas.

    "Os cometas são notoriamente imprevisíveis, mas se este continuar com sua tendência atual de brilho, será fácil detectá-lo", escreveu a Nasa em seu blog no início deste mês.

    "É possível que ele fique visível a olho nu em céus escuros", disse.

    O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro. No dia 2 de fevereiro, ele chegará ao ponto mais próximo da Terra.

    Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society.

    O professor aposentado do ensino médio e astrofotógrafo amador Dan Bartlett tem capturado imagens do cometa de sua casa perto do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Ele diz que olhar para o céu é uma experiência que o faz se sentir pequeno diante da imensidão [...].

    "Sempre que você tem um sistema de lago ou oceano ao seu redor, isso causa um fluxo de ar mais suave. Isso significa que as estrelas não piscam tanto, então você obtém mais detalhes", explicou ele.

    Para observadores no hemisfério Norte sem telescópio, o cometa aparecerá como uma "mancha fraca e esverdeada no céu". Quem tiver um telescópio poderá ver a cauda do cometa, diz a Planetary Society [...].

    Não se espera que o cometa seja um "espetáculo" como o cometa 2020 NEOWISE, o mais brilhante visível do hemisfério Norte desde 1997, disse a Nasa.

    Mas ainda será "uma oportunidade incrível de fazer uma conexão pessoal com um visitante gelado do distante sistema solar externo", segundo a Nasa.

    O cometa leva cerca de 50 mil anos para orbitar o Sol, então "a oportunidade de vê-lo só acontecerá uma vez na vida", diz a Planetary Society.


Disponível em: . Acesso: 20 jan.2023.

Acerca dos usos dos sinais de pontuação presentes nos trechos I, II e III, é CORRETO afirmar:



I- Em “No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro”, considerando a intencionalidade de atribuir realce a uma informação, os travessões não poderiam ser retirados do texto.


II- Em “O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro”, as vírgulas são utilizadas para separar uma oração com valor de subordinada adjetiva.


III- Em “Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society”, o uso das aspas contribui para conferir destaque a um termo proferido pela entidade.



Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmação(ões):

Alternativas
Q3628354 Português

Leia o Texto I, a seguir, para responder à questão:


Texto I:

O cometa verde que se aproxima da Terra pela 1ª vez em 50 mil anos


Chloe Kim e Madeline Halpert

Da BBC News

19 janeiro 2023


    Um cometa verde brilhante deve passar pelo espaço próximo à Terra pela primeira vez em 50 mil anos, sendo possível avistálo durante cerca de um mês.

    No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro.

    Funcionários da agência espacial americana Nasa disseram que o cometa foi visto pela primeira vez em março de 2022, quando estava dentro da órbita de Júpiter.

    A partir desta quinta-feira (19/1), ele já pode ser visto com auxílio de binóculos para quem está no hemisfério Norte.

    Ele estará mais próximo da Terra em 2 de fevereiro, disseram os cientistas.

    "Os cometas são notoriamente imprevisíveis, mas se este continuar com sua tendência atual de brilho, será fácil detectá-lo", escreveu a Nasa em seu blog no início deste mês.

    "É possível que ele fique visível a olho nu em céus escuros", disse.

    O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro. No dia 2 de fevereiro, ele chegará ao ponto mais próximo da Terra.

    Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society.

    O professor aposentado do ensino médio e astrofotógrafo amador Dan Bartlett tem capturado imagens do cometa de sua casa perto do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Ele diz que olhar para o céu é uma experiência que o faz se sentir pequeno diante da imensidão [...].

    "Sempre que você tem um sistema de lago ou oceano ao seu redor, isso causa um fluxo de ar mais suave. Isso significa que as estrelas não piscam tanto, então você obtém mais detalhes", explicou ele.

    Para observadores no hemisfério Norte sem telescópio, o cometa aparecerá como uma "mancha fraca e esverdeada no céu". Quem tiver um telescópio poderá ver a cauda do cometa, diz a Planetary Society [...].

    Não se espera que o cometa seja um "espetáculo" como o cometa 2020 NEOWISE, o mais brilhante visível do hemisfério Norte desde 1997, disse a Nasa.

    Mas ainda será "uma oportunidade incrível de fazer uma conexão pessoal com um visitante gelado do distante sistema solar externo", segundo a Nasa.

    O cometa leva cerca de 50 mil anos para orbitar o Sol, então "a oportunidade de vê-lo só acontecerá uma vez na vida", diz a Planetary Society.


Disponível em: . Acesso: 20 jan.2023.

Com base na leitura dos fragmentos textuais I e II, a seguir, pode-se classificar as orações subordinadas neles presentes, respectivamente, como:



I- O cometa verde que se aproxima da Terra pela 1ª vez em 50 mil anos.


II- “É possível que ele fique visível a olho nu em céus escuros”.

Alternativas
Q3627467 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Considere os seguintes trechos:

I. Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema.
II.No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro.

As conjunções em destaque podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, respectivamente, por:
Alternativas
Respostas
14321: A
14322: D
14323: E
14324: A
14325: D
14326: B
14327: A
14328: A
14329: B
14330: B
14331: E
14332: D
14333: B
14334: E
14335: A
14336: C
14337: D
14338: A
14339: E
14340: C