Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 41.971 questões

Q2549995 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Os percalços de viver no espaço


Seu sonho, acalentado quando as coisas por aqui não vão bem, é viver no espaço? Pense bem. A falta de gravidade pode causar perda de densidade óssea e muscular[,] problemas de visão[,] dificuldade para urinar e uma possível disfunção erétil. Um dos problemas identificados mais recentemente é que, após uma caminhada no espaço, provavelmente por causa da pressão atmosférica, muitas unhas caem – os trajes são pressurizados, mas as luvas não. A hipótese mais aceita é de que as luvas, que têm uma camada apertada de borracha para simular a pressão atmosférica, possam prender a circulação do sangue e assim provocar a queda das unhas. Essa situação deve ser, de algum modo, amenizada com os novos trajes espaciais do programa Artemis, que pretende levar à Lua a primeira mulher e a primeira pessoa negra até 2025. Na Estação Espacial Internacional (ISS), que, no final de 2023, completou 25 anos em operação, um experimento com embriões de ratos alimentou a possibilidade de seres humanos e de outros mamíferos se reproduzirem no espaço. Ao chegar à estação espacial, em agosto de 2021, os embriões foram descongelados e cultivados sob microgravidade durante quatro dias. Foram então devolvidos à Terra e comparados com embriões que cresceram em gravidade normal. Na ISS começaram a crescer normalmente, EMBORA a taxa de sobrevivência tenha sido menor do que aqueles que ficaram na Terra (Space.com, 31 de outubro; iScience, 17 de novembro; ScienceAlert, 28 de novembro). 


OS PERCALÇOS de viver no espaço. Pesquisa Fapesp, janeiro de 2024. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-percalcos-de-viver-no-espaco/. Acesso em: 25 jan. 2024. Adaptado.

Como se classificam, respectivamente, as orações grifadas no texto?
Alternativas
Q2549945 Português

TEXTO 3


Se você é um amante de dinossauros, assim como os repórteres desta revista eletrônica, já deve ter ouvido falar que a extinção inesperada dessas criaturas maravilhosas foi causada pela queda de um gigantesco meteoro e pela mudança no clima do planeta. Isso aconteceu há cerca de 66 milhões de anos e foi o último evento de extinção em massa da Terra que tivemos registro.



(SUPERINTERESSANTE. São Paulo: Editora Abril, 2007-2008. VERSIGNASSI, A.; REZENDE, R. Evolução. In: Superinteressante. São Paulo: 2022, edição 240, junho. Acesso em 22/04/2024)

O conectivo ‘assim como’ indica: 
Alternativas
Q2549937 Português

TEXTO 1


Historicamente o primeiro grande poeta do Brasil, do período Barroco, Gregório de Matos Guerra nasceu em 1633, na cidade de Salvador, na Bahia, e sua obra, principalmente a satírica, faz alusão a duas de suas maiores referências: Brasil e Portugal.

Filho de um fidalgo português que se tornou senhor de engenho no Recôncavo Baiano com uma brasileira, Gregório de Matos não publicou nada em vida, de forma impressa. No século 17, a leitura era proibida – muitos eram os iletrados – e o livro circulava como um objeto raríssimo e caro, com folhas feitas de trapo (pano). “Era comum o poema ser composto nessa folha, e na sátira, por exemplo, era extremamente rotineiro alguém escrever à noite e, de madrugada, aquela folha ser pregada com cola de farinha de mandioca na porta da igreja. Alguém que sabia ler declamava em voz alta e, como eram facilmente memorizáveis, os versos eram utilizados para a produção de novos poemas”

Em 1682, passou a escrever cada vez mais poesias satíricas e eróticas, onde expõe sem nenhum pudor a sociedade da época, o que lhe rendeu o apelido “Boca do Inferno”.

Em qual das alternativas houve desrespeito a uma regra de concordância da norma padrão? 
Alternativas
Q2549785 Português

TEXTO 2


Mar português

Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal 

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador T

em que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu. 


PESSOA, Fernando. Mar português. In: PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. p. 82.

O verso “se a alma não é pequena”, estabelece com a oração anterior uma relação de:
Alternativas
Q2549781 Português

TEXTO 1


"Eu e casca de bala". 

Se você usa muito o TikTok, é bem provável que tenha se deparado com essa expressão nas últimas semanas.

O termo viralizou graças ao hit "Casca de bala", cantado por Thullio Milionário, e virou "trend": pessoas aparecem nos vídeos com aqueles que seriam seus "cascas de bala", ou seja, pessoas próximas. 
Flávio Pizada Quente, compositor da música, explicou que percebeu a expressão sendo usada nas redes sociais. "Eu vi que as páginas de vaquejada estavam usando muito essa expressão. 'Hoje eu vou para a vaquejada com meu casca de bala'. Sou muito ligado nas redes sociais e tiro dali minhas ideias de música", disse em entrevista a Splash.

O artista de São João do Rio do Peixe (PB) explica: "Casca de Bala é aquele amigo que tá ali para tudo que vier".

Mas esse significado é novo. Rafael Gustavo Rigolon, professor de Ensino de Ciências na Universidade Federal de Viçosa (UFV), explica a Splash que essa definição ganhou força após o sucesso da música. 

Originalmente, a bala era a bala a bala que sai da arma mesmo. Já a casca, era a cápsula. "Em grande parte da literatura de algumas décadas atrás, o termo 'casca de bala' aparece apenas com o sentido de 'cápsula, cilindro que contém o projétil da arma de fogo'.

Originalmente, então, a bala em questão não é a guloseima e a casca não é a embalagem", explica Rigolon.

Assistindo ao clipe da música, ainda há outra interpretação: a de que o apelido do amigo é Casca de Bala. "Provavelmente, 'Casca de Bala' foi um termo que, no início, estaria associado a passar uma imagem de medo. Parece-me que o intuito de 'Casca de Bala', no 'hit' atual, era para ser um nome engraçado, já que o parceiro representado no clipe também pretende ser. Se 'Casca de Bala' causa medo; no clipe, a ironia caiu bem".

O termo foi ressignificado de forma bastante positiva e hoje você pode chamar seu amigão, parceiro e companheiro inseparável, de 'casca de bala', mesmo ele sendo um docinho.

Em qual dos trechos a seguir as regras de concordância foram plenamente obedecidas? 
Alternativas
Q2549605 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Ensino médio pode passar por nova reforma em 2024.


    O Novo Ensino Médio (NEM), cujas regras começaram a ser aplicadas em 2022, pode ser substituído por outro modelo. A discussão sobre as mudanças, já iniciada no Congresso, deve continuar em 2024. Além de um projeto apresentado pelo Executivo (PL 5.230/2023), o ano também foi marcado por debates na Subcomissão Temporária para Debater e Avaliar o Ensino Médio no Brasil (Ceensino), que apresentou um relatório com recomendações de ajustes na lei.
    
    A reforma do Ensino Médio foi conduzida em 2017, durante o governo Michel Temer, mas as novas regras começaram a ser aplicadas em 2022 para parte dos alunos. A reforma alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e, entre outros pontos, determina que disciplinas tradicionais passem a ser agrupadas em áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas). Cada estudante também passou a montar a sua própria grade de ensino médio escolhendo os chamados “itinerários formativos”.

    Segundo o Ministério da Educação, muitos dos elementos da Lei 13.415, de 2017, que instituiu o NEM, não encontraram apoio de educadores e estudantes. A implementação do novo ensino médio está suspensa desde abril.

    Para críticos das mudanças, a adoção das novas regras foi feita sem o devido debate e poderia aprofundar desigualdades entre estudantes das redes pública e privada. O novo modelo, segundo especialistas, induz jovens de escolas públicas a cursarem itinerários de qualificação profissional de baixa complexidade e ofertados precariamente, já que muitas escolas não têm infraestrutura adequada.

    A mudança nas regras pode impactar a vida de quase 8 milhões de estudantes. Dados do último censo escolar divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) apontam que, em 2022, 7,86 milhões de alunos se matricularam no ensino médio. Desse total, 6,89 milhões de matrículas foram em escolas públicas e 971 mil em escolas particulares. Se acompanhada a tendência de anos anteriores, o número de matrículas deve crescer no censo escolar de 2023, cujos resultados serão divulgados no dia 31 de janeiro.

Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/01/17/ensino-medio-pode-passar-por-nova-reforma-em-2024 (adaptado).

No trecho "A mudança nas regras pode impactar a vida de quase 8 milhões de estudantes", quais vocábulos constituem o sujeito da oração?
Alternativas
Q2549517 Português

Leia o texto para responder à questão.


Sou inimigo de fraudes e falsificações, mesmo pensando como as fraudes e falsificações podem ser mais encantadoras e melhores do que as ditas coisas autênticas. Quer dizer que sou inimigo, em parte. Mas sou. E para ilustrar esta aversão, ainda que de um certo modo prosaico e sem arte, poderia invocar os meus não muito velhos tempos de Farmácia Rosário, quando uma de minhas inveteradas manias era andar investigando a pureza e a qualidade dos produtos químicos e dos medicamentos, perturbando consequentemente os bons negócios de pobres-diabos que com eles traficavam. Era enorme essa minha trabalheira de detetive de laboratório, policiando, farejando com testes e reações, às vezes durante dias a fio, o que estava errado com uma ou outra droga. “O que é que você ganha com isso?” – me perguntavam. Pois as despesas também não eram poucas. E logo se seguia um argumento, com ares de campeão do bom senso, aposentado: “Nenhuma farmácia faz assim”. Eu sabia. Nenhuma farmácia fazia assim. E acredito que ainda não faça. Pouco me importa, entretanto, que não fizesse. Era o meu hábito de não concordar com descuidos e velhacarias; o meu gosto de pôr em prática as teorias aprendidas nos livros, de não esquecer sobre os meus balcões a dignidade intelectual; era a responsabilidade de quem cuida de medicamentos, prepara medicamentos e os entrega depois a seres confiantes, inteiramente impossibilitados de aí discernir entre o bom e o mau, o nocivo e o benéfico.


(Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias. Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a circunstância estabelecida pela expressão destacada está corretamente indicada entre colchetes. 
Alternativas
Q2549515 Português

Leia o texto para responder à questão.


No começo de novembro de 1985, um estudante brasileiro de pós-graduação na prestigiosa Universidade de Yale e um escritor português de fama crescente, mas ainda muito longe do ícone literário que acabaria por se tornar, passaram algumas horas agradáveis em uma conversa-entrevista na ilha de Manhattan. Havia apenas nove anos que o escritor lusitano tinha começado sua carreira temporã e, naquele dia frio do outono nova-iorquino, já com 63 anos, ele começava a enveredar por um caminho de reconhecimento internacional e ficou encantado com o interesse do jovem pesquisador brasileiro, de apenas 30 anos, em sua obra emergente. Trinta e sete anos depois, aquele encontro entre José Saramago, que 13 anos mais tarde ganharia o Nobel de Literatura, e o poeta, tradutor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Horácio Costa finalmente virou livro.


Mas por que a entrevista demorou tanto a ser publicada? A explicação é do próprio Costa, em sua apresentação: “Porque esteve perdida entre muitas caixas de papéis e livros que vieram do México, quando regressei ao Brasil em 1997 e 2001, nas duas mudanças que trouxe de lá por via marítima”, explica ele, que viveu cerca de duas décadas no México. E havia mais duas explicações adicionais. A primeira: Horácio Costa não queria publicar a entrevista antes de finalizar sua tese. A outra, mais prosaica: ele acreditava piamente que as duas fitas cassetes com a entrevista saramaguiana tinham se perdido para sempre em meio a tantas mudanças. Até que em 2020, durante a pandemia, numa velha caixa preta de sapatos, encontrou as tais fitas.


“Esse diálogo assimétrico entre um pós-graduando, obviamente feliz com a perspectiva de estudo que descortinava, e um escritor tardio que se confessava surpreso com a sua recente ascensão ao teatro internacional da literatura é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que de mais característico têm essas páginas”, afirma Costa em sua apresentação.


Ao longo de toda a conversa, José Saramago vai revelando suas influências, a composição de seu estilo, a forma de elaborar seus livros – uma ourivesaria que só se faria sofisticar pelos anos seguintes.


(Marcello Rollemberg. Quando Saramago se preparava para ser Saramago. https://jornal.usp.br, 18.11.2022. Adaptado)



Considere os trechos:


•  Havia apenas nove anos que o escritor lusitano tinha começado sua carreira temporã e, naquele dia frio do outono nova-iorquino… (1o parágrafo)

•  E havia mais duas explicações adicionais: a primeira, Horácio Costa não queria publicar a entrevista antes de finalizar sua tese. (2o parágrafo)

•  … é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que de mais característico têm essas páginas”… (3o parágrafo)


Os vocábulos destacados podem ser substituídos, respectivamente, preservando a norma-padrão de concordância e de correspondência de tempos e modos verbais, por:

Alternativas
Q2549225 Português

Panelas e saúde



Panelas metálicas fazem mal ........ saúde? Panelas podem liberar resíduos e contaminar os alimentos? Considerações como essas assustam os consumidores, mas não são reais.


Pois é, o assunto volta e meia vem ...... tona e, recentemente, aqueceu as redes sociais.......... acusação era de que os tipos metálicos não seriam seguros. Ocorre que a afirmação carece de comprovação científica. “Utensílios que entram em contato com alimentos precisam de uma certificação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), e não ........ nenhum estudo significativo que justifique mudanças nas panelas aprovadas atualmente”, esclarece a nutricionista Beatriz Tenuta, autora do livro Negócios com Comida. Segundo ela, que também é professora do Centro Universitário São Camilo, na capital paulista, ........ maior diferença entre os materiais autorizados é o tempo de transferência de calor para os alimentos, o que pode alterar o período de cozimento.


Mas jamais devemos usar panelas de cobre, pois segundo pesquisas, o mineral pode causar danos renais e cerebrais. As panelas de cobre não são aprovadas pelo INMETRO.


VejaSaúde. Editora Abril, São Paulo. Edição 503, maio de 2024; adaptado.

Assinale a única alternativa em que a concordância está correta.
Alternativas
Q2549163 Português
Todo filho é pai da morte de seu pai


       Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

       É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

     É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho.

      É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

    É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

     É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

    E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

     Todo filho é pai da morte de seu pai.

    Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

     E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

      Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática.

       A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

      Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

      A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

     Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

    Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

    Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

      E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

       Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

      No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

      – Deixa que eu ajudo.

     Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

     Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

      Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

     Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

       Embalou o pai de um lado para o outro.

        Aninhou o pai.

       Acalmou o pai.

      E apenas dizia, sussurrado:

     – Estou aqui, estou aqui, pai!

    O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.



(Fabrício Carpinejar. Coluna GZH Comportamento. Em: 06/10/2013.)
Observe as transcrições textuais a seguir:

“No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, [...]” (20º§)
“É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.” (3º§)


A função sintática exercida pelas expressões sublinhadas nas frases é, respectivamente: 
Alternativas
Q2549157 Português
Todo filho é pai da morte de seu pai


       Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

       É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

     É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho.

      É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

    É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

     É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

    E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

     Todo filho é pai da morte de seu pai.

    Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

     E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

      Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática.

       A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

      Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

      A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

     Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

    Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

    Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

      E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

       Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

      No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

      – Deixa que eu ajudo.

     Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

     Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

      Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

     Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

       Embalou o pai de um lado para o outro.

        Aninhou o pai.

       Acalmou o pai.

      E apenas dizia, sussurrado:

     – Estou aqui, estou aqui, pai!

    O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.



(Fabrício Carpinejar. Coluna GZH Comportamento. Em: 06/10/2013.)
Em relação aos aspectos linguísticos, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q2549152 Português
O mundo não vai acabar. Mas vai.



       O Rio Grande do Sul está enfrentando o pior desastre natural de sua história. (...) O volume de chuvas inédito – em uma semana, já caiu metade de toda a precipitação prevista para 2024 – é, em grande parte, culpa de uma sequência de frentes frias que deveriam ter cruzado os céus gaúchos só de passagem, mas acabaram estacionando em cima do estado e derramando toda a água ali.

      O trânsito de nuvens na atmosfera congestionou porque, em pleno outono, uma onda de calor atingiu o Sudeste e o Centro-Oeste e bloqueou o caminho dessas frentes para latitudes mais altas.

        E essa onda não foi a primeira, é claro. O outro surto de temperaturas extremas que o Centro-Sul do Brasil encarou no meio de março, dias antes do início do outono, foi um marco na série histórica. A cidade de São Paulo bateu um recorde de temperatura para o mês: 37,4°C em 16 de março. Um dia depois, o município do Rio registrou sensação térmica de 62,3°C. Parte do crédito por esse caos, você sabe, é do El Niño, uma mudança na circulação dos ventos e das águas no Pacífico que ocorre de maneira cíclica e sempre acentua o verão brasileiro.

     Mas a culpa também é nossa. O calor é consequência da emissão desmedida de gases de efeito estufa pelo ser humano desde o início da era industrial, no século 18. A temperatura média global no El Niño de 1998 foi 0,64°C acima da média. Em 2005, 0,69°C. Em 2010, 0,71°C. Em 2016, 0,99°C. O Menino está cada vez mais quente.

      Pouca gente, porém, parece desesperada. Uma reportagem do Jornal Hoje exibida em 18 de março descreveu o último final de semana do verão como “caprichado”, e mostra uma banhista feliz com o prospecto de tomar uma dose cavalar de radiação UV: “amo calor, amo verão, espero que nunca acabe”. Por que sofremos de uma incapacidade crônica de entender a gravidade das mudanças climáticas?

      Deslizamentos de terra e enchentes como no Rio Grande do Sul (2024), no litoral norte de São Paulo (2023) e em Petrópolis (2022) geram comoção no noticiário, mas logo desaparecem da memória de todos, com exceção dos diretamente afetados. É muito difícil entender fatos afastados no tempo como capítulos de um mesmo processo gradual de degradação ecológica. Mas eles são: com um aumento de 1°C na temperatura média global, que já aconteceu, chuvas extremas têm 6,7% mais água e inundações se tornam 30% mais comuns.

       Além de uma percepção inadequada do tempo geológico, há o problema de que somos péssimos em fazer sacrifícios em curto-prazo para colher benefícios em longo-prazo. Sair de carro alivia minha preguiça agora, enquanto pressionar as autoridades por políticas públicas para melhorar o transporte público salvará meus netos – além de ser uma ação de resultado incerto, que depende de algum grau de ação coletiva.

      São obstáculos psicológicos, acima de tudo, que precisamos transpor para combater com eficácia as mudanças climáticas. Nossos cérebros não evoluíram para entender como ameaça o que não nos afeta perceptivelmente.

     Em suma: não é o mundo que vai acabar se deixarmos as mudanças climáticas rolarem soltas. Só o mundo como o conhecemos. E o que é o mundo senão o que você conhece? Pense em cada casa, escola, restaurante etc. que estão debaixo d’água no Rio Grande do Sul: nós somos os lugares em que vivemos, as memórias que cultivamos, as pessoas que amamos e até nossos objetos favoritos. O aquecimento global pode parecer um problema abstrato, mas já estamos experimentando suas consequências reais. Para as vítimas de tragédias ambientais, o mundo já acabou. E agora elas precisam reconstruí-lo.



(VAIANO, Bruno. O mundo não vai acabar. Mas vai. Revista Superinteressante, 2024. Adaptado.)
O título do texto – “O mundo não vai acabar. Mas vai.” – sugere uma aparente contradição. Considerando as informações veiculadas no texto, pode-se compreender que o mundo
Alternativas
Q2547815 Português
Um Brasil de oportunidades

Quando se pensa no Brasil, costuma-se pensar em Carnaval, futebol e belas paisagens naturais. De fato, todos esses elementos compõem a cultura brasileira — e são motivo de orgulho nacional. Mas o País vai muito além: com uma das maiores produções agrícolas do mundo, tem o papel de ser a reserva global de alimentos. É líder inconteste na inovação entre os 33 países da América Latina, região da qual é de longe a maior economia com um produto interno bruto (PIB) de 1,6 trilhão de dólares. 

Disponível em: <https://exame.com/revista-exame/>. Acesso em: 2 fev. 2024, com adaptações.

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2547527 Português

Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado.



    A Agência de Inteligência Francesa (DGSI) pediu mudanças no esquema de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris. Segundo a rádio francesa Europe 1, a sugestão foi realizada durante reunião com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, nessa quinta-feira (28).


    Após o atentado em Moscou, na Rússia, as autoridades francesas elevaram nível máximo de alerta de segurança. Segundo informações do veículo francês, manter o desfile dos atletas no rio Sena seria muito arriscado. Para evitar um novo ataque, o DGSI teria sugerido pensar em um “Plano B” para a cerimônia.


    As autoridades francesas teriam constatado uma movimentação “fora do normal” entre suspeitos. O temor da agência seriam ações de “terrorismo em massa”, com a utilização de carros-bombas, que podem ser acionados à distância.

    

    A atuação dos chamados “Lobos Solitários”, terroristas que decidem por atacar sozinhos, também é preocupação. Em dezembro de 2023, um ataque nesses moldes matou um homem e deixou outros dois feridos no centro de Paris.


    Em entrevista na última semana, Gérald Darmanin, garantiu que o país está pronto para garantir segurança durante os Jogos Olímpicos de Paris. “A França ‘está particularmente ameaçada’, principalmente durante estes eventos extraordinários que serão os Jogos Olímpicos”, afirmou Darmanin durante uma visita a Roubaix, no norte do país.

    

    A abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o dia 26 de julho, já foi modificada por questões de segurança. A cerimônia terá metade dos espectadores inicialmente planejados.


    O esquema de segurança conta com 45 mil policiais e militares. Segundo dados do governo francês, 18 mil soldados franceses foram mobilizados para os 19 dias de competição, além de cerca de 35.000 policiais e militares. De acordo com o Ministério das Forças Armadas da França, haverá reforço de países estrangeiros. “Várias nações vão enviar reforços em setores críticos, como cães farejadores”, informou o Ministério.



Fonte: Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pela oração subordinada em destaque no período: “Para evitar um novo ataque, o DGSI teria sugerido pensar em um “Plano B” para a cerimônia”.
Alternativas
Q2547526 Português

Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado.



    A Agência de Inteligência Francesa (DGSI) pediu mudanças no esquema de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris. Segundo a rádio francesa Europe 1, a sugestão foi realizada durante reunião com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, nessa quinta-feira (28).


    Após o atentado em Moscou, na Rússia, as autoridades francesas elevaram nível máximo de alerta de segurança. Segundo informações do veículo francês, manter o desfile dos atletas no rio Sena seria muito arriscado. Para evitar um novo ataque, o DGSI teria sugerido pensar em um “Plano B” para a cerimônia.


    As autoridades francesas teriam constatado uma movimentação “fora do normal” entre suspeitos. O temor da agência seriam ações de “terrorismo em massa”, com a utilização de carros-bombas, que podem ser acionados à distância.

    

    A atuação dos chamados “Lobos Solitários”, terroristas que decidem por atacar sozinhos, também é preocupação. Em dezembro de 2023, um ataque nesses moldes matou um homem e deixou outros dois feridos no centro de Paris.


    Em entrevista na última semana, Gérald Darmanin, garantiu que o país está pronto para garantir segurança durante os Jogos Olímpicos de Paris. “A França ‘está particularmente ameaçada’, principalmente durante estes eventos extraordinários que serão os Jogos Olímpicos”, afirmou Darmanin durante uma visita a Roubaix, no norte do país.

    

    A abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o dia 26 de julho, já foi modificada por questões de segurança. A cerimônia terá metade dos espectadores inicialmente planejados.


    O esquema de segurança conta com 45 mil policiais e militares. Segundo dados do governo francês, 18 mil soldados franceses foram mobilizados para os 19 dias de competição, além de cerca de 35.000 policiais e militares. De acordo com o Ministério das Forças Armadas da França, haverá reforço de países estrangeiros. “Várias nações vão enviar reforços em setores críticos, como cães farejadores”, informou o Ministério.



Fonte: Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: “A Agência de Inteligência Francesa (DGSI) pediu mudanças no esquema de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris”.
Alternativas
Q2547524 Português

Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado.



    A Agência de Inteligência Francesa (DGSI) pediu mudanças no esquema de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris. Segundo a rádio francesa Europe 1, a sugestão foi realizada durante reunião com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, nessa quinta-feira (28).


    Após o atentado em Moscou, na Rússia, as autoridades francesas elevaram nível máximo de alerta de segurança. Segundo informações do veículo francês, manter o desfile dos atletas no rio Sena seria muito arriscado. Para evitar um novo ataque, o DGSI teria sugerido pensar em um “Plano B” para a cerimônia.


    As autoridades francesas teriam constatado uma movimentação “fora do normal” entre suspeitos. O temor da agência seriam ações de “terrorismo em massa”, com a utilização de carros-bombas, que podem ser acionados à distância.

    

    A atuação dos chamados “Lobos Solitários”, terroristas que decidem por atacar sozinhos, também é preocupação. Em dezembro de 2023, um ataque nesses moldes matou um homem e deixou outros dois feridos no centro de Paris.


    Em entrevista na última semana, Gérald Darmanin, garantiu que o país está pronto para garantir segurança durante os Jogos Olímpicos de Paris. “A França ‘está particularmente ameaçada’, principalmente durante estes eventos extraordinários que serão os Jogos Olímpicos”, afirmou Darmanin durante uma visita a Roubaix, no norte do país.

    

    A abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o dia 26 de julho, já foi modificada por questões de segurança. A cerimônia terá metade dos espectadores inicialmente planejados.


    O esquema de segurança conta com 45 mil policiais e militares. Segundo dados do governo francês, 18 mil soldados franceses foram mobilizados para os 19 dias de competição, além de cerca de 35.000 policiais e militares. De acordo com o Ministério das Forças Armadas da França, haverá reforço de países estrangeiros. “Várias nações vão enviar reforços em setores críticos, como cães farejadores”, informou o Ministério.



Fonte: Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Segundo informações do veículo francês, manter o desfile dos atletas no rio Sena seria muito arriscado”.
Alternativas
Q2547520 Português

Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado.



    A Agência de Inteligência Francesa (DGSI) pediu mudanças no esquema de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris. Segundo a rádio francesa Europe 1, a sugestão foi realizada durante reunião com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, nessa quinta-feira (28).


    Após o atentado em Moscou, na Rússia, as autoridades francesas elevaram nível máximo de alerta de segurança. Segundo informações do veículo francês, manter o desfile dos atletas no rio Sena seria muito arriscado. Para evitar um novo ataque, o DGSI teria sugerido pensar em um “Plano B” para a cerimônia.


    As autoridades francesas teriam constatado uma movimentação “fora do normal” entre suspeitos. O temor da agência seriam ações de “terrorismo em massa”, com a utilização de carros-bombas, que podem ser acionados à distância.

    

    A atuação dos chamados “Lobos Solitários”, terroristas que decidem por atacar sozinhos, também é preocupação. Em dezembro de 2023, um ataque nesses moldes matou um homem e deixou outros dois feridos no centro de Paris.


    Em entrevista na última semana, Gérald Darmanin, garantiu que o país está pronto para garantir segurança durante os Jogos Olímpicos de Paris. “A França ‘está particularmente ameaçada’, principalmente durante estes eventos extraordinários que serão os Jogos Olímpicos”, afirmou Darmanin durante uma visita a Roubaix, no norte do país.

    

    A abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o dia 26 de julho, já foi modificada por questões de segurança. A cerimônia terá metade dos espectadores inicialmente planejados.


    O esquema de segurança conta com 45 mil policiais e militares. Segundo dados do governo francês, 18 mil soldados franceses foram mobilizados para os 19 dias de competição, além de cerca de 35.000 policiais e militares. De acordo com o Ministério das Forças Armadas da França, haverá reforço de países estrangeiros. “Várias nações vão enviar reforços em setores críticos, como cães farejadores”, informou o Ministério.



Fonte: Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Segundo a rádio francesa Europe 1, a sugestão foi realizada durante reunião com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, nessa quinta-feira (28)”.
Alternativas
Q2547411 Português
Brasil passa de mil mortes por dengue em
2024 e se aproxima de recorde histórico.


    O Brasil passou de mil óbitos por dengue em 2024. Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde atualizados nesta quarta-feira (03), o país registrou 1.020 mortes nas primeiras treze semanas deste ano.

    Este é o terceiro maior número desde o início da série histórica, em 2000. O recorde de óbitos ocorreu em 2023, com 1.094. Já o segundo ano com maior número foi 2022 com 1.053. No mesmo período do ano passado, em 3 meses, o Brasil tinha 388 mortes. Além disso, até o momento, 2.671.332 casos foram registrados nas primeiras treze semanas deste ano, uma taxa inédita. Em 2023, foram 589.294 casos entre as semanas 01 e 13.

    Em fevereiro, a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que a estimativa do Ministério da Saúde é que o país registre, neste ano, 4,2 milhões de casos. Apesar disso, nesta semana, o governo afirmou que a maioria dos estados brasileiros já superou o pico de casos de dengue. Das 27 unidades da federação, oito estão em "tendência de queda consolidada" e 12 estão em "tendência de estabilidade".

     "Temos uma queda nos casos prováveis de dengue. Isso está se consolidando. É um pouco diferente a epidemia nos estados agora", pontuou a secretária. Ao todo, 11 unidades da federação decretaram emergência por causa da dengue: Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Amapá, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

       A partir dos dados referentes a exames laboratoriais realizados para identificar a dengue, o ministério também mapeou quais são os sorotipos do vírus com maior circulação no país. A dengue do sorotipo 1 é a mais presente no Brasil, sendo registrada em todos os estados. Na sequência, é observado o sorotipo 2, em 24 estados e no Distrito Federal. Há a circulação simultânea dos quatro sorotipos de dengue no território nacional, mas somente Minas Gerais registrou, até o momento, a presença de todos os sorotipos atuando simultaneamente.

    O vírus possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — todos podem causar as diferentes formas da doença. Uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque ela pode ser infectada com os quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposta a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, ela passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.

Fonte: Brasil passa de mil mortes por dengue em 2024 e se aproxima de recorde histórico | Dengue | G1 (globo.com)

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: “Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde atualizados nesta quarta-feira (03), o país registrou 1.020 mortes nas primeiras treze semanas deste ano”. 
Alternativas
Q2547407 Português
Brasil passa de mil mortes por dengue em
2024 e se aproxima de recorde histórico.


    O Brasil passou de mil óbitos por dengue em 2024. Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde atualizados nesta quarta-feira (03), o país registrou 1.020 mortes nas primeiras treze semanas deste ano.

    Este é o terceiro maior número desde o início da série histórica, em 2000. O recorde de óbitos ocorreu em 2023, com 1.094. Já o segundo ano com maior número foi 2022 com 1.053. No mesmo período do ano passado, em 3 meses, o Brasil tinha 388 mortes. Além disso, até o momento, 2.671.332 casos foram registrados nas primeiras treze semanas deste ano, uma taxa inédita. Em 2023, foram 589.294 casos entre as semanas 01 e 13.

    Em fevereiro, a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que a estimativa do Ministério da Saúde é que o país registre, neste ano, 4,2 milhões de casos. Apesar disso, nesta semana, o governo afirmou que a maioria dos estados brasileiros já superou o pico de casos de dengue. Das 27 unidades da federação, oito estão em "tendência de queda consolidada" e 12 estão em "tendência de estabilidade".

     "Temos uma queda nos casos prováveis de dengue. Isso está se consolidando. É um pouco diferente a epidemia nos estados agora", pontuou a secretária. Ao todo, 11 unidades da federação decretaram emergência por causa da dengue: Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Amapá, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

       A partir dos dados referentes a exames laboratoriais realizados para identificar a dengue, o ministério também mapeou quais são os sorotipos do vírus com maior circulação no país. A dengue do sorotipo 1 é a mais presente no Brasil, sendo registrada em todos os estados. Na sequência, é observado o sorotipo 2, em 24 estados e no Distrito Federal. Há a circulação simultânea dos quatro sorotipos de dengue no território nacional, mas somente Minas Gerais registrou, até o momento, a presença de todos os sorotipos atuando simultaneamente.

    O vírus possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — todos podem causar as diferentes formas da doença. Uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque ela pode ser infectada com os quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposta a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, ela passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.

Fonte: Brasil passa de mil mortes por dengue em 2024 e se aproxima de recorde histórico | Dengue | G1 (globo.com)

Assinale a alternativa que apresente o tipo de relação estabelecida pelo termo em destaque no período: “Há a circulação simultânea dos quatro sorotipos de dengue no território nacional, mas somente Minas Gerais registrou, até o momento, a presença de todos os sorotipos atuando simultaneamente”.
Alternativas
Q2547061 Português
Analise a seguinte sentença quanto aos papéis sintáticos:
“Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” (Olavo Bilac)
O termo “de todo mundo” desempenha, no contexto apresentado, o papel de: 
Alternativas
Respostas
14121: C
14122: C
14123: C
14124: C
14125: D
14126: A
14127: B
14128: A
14129: E
14130: A
14131: D
14132: B
14133: E
14134: A
14135: B
14136: D
14137: C
14138: A
14139: A
14140: D