Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3694897 Português
É PRECISO ACREDITAR NA FORÇA DO AMOR!

(1º§) Muitas vezes, desacreditamos na força do amor. Há sonhos que se projetam em cima de algo que é maior do que tudo, que prevalece todo o desejo do inalcançável.

(2º§) Vemos uma linda história de amor em um desses belos filmes americanos, que nos faz viajar, pensar em ir além de nós mesmos. Mas a cada dia que passa, por situações diversas, deixamos de acreditar que o impossível possa se realizar.

(3º§) Perder as esperanças não faz com que seu sonho deixe de existir, mas nos faz crer que um dia possa se tornar realidade. A magia do amor existe, restando-nos apenas acreditar, porque um sonho jamais será irreal. Acredite e siga a força do seu coração!


(William Drobot) - (https://www.pensador.com/forca_do_amor/) − (Adaptado) - (Acesso 02.10.2023)
Analise as assertivas:

I.Se o título do texto for lido com atenção, o leitor vai entender que, nele, temos uma ideia de ânimo para que se acredite na força que o amor tem.

II.No título do texto, temos um monossílabo tônico, comprovado por um verbo de segunda conjugação, enunciando mensagem no tempo presente do modo indicativo.

III.O período que dá título ao texto exemplifica uma frase nominal.

IV.Sobre a estrutura da oração: "desacreditamos na força do amor" − podemos comprovar: sujeito elíptico ou desinencial, identificado pela desinência verbal de primeira pessoa do plural (MOS); uma contração prepositiva imposta pela regência verbal; uma contração prepositiva imposta pela regência nominal.

V.A vírgula usada na oração: "Muitas vezes, desacreditamos na força do amor" − separa o núcleo do sujeito simples.


Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3694896 Português
É PRECISO ACREDITAR NA FORÇA DO AMOR!

(1º§) Muitas vezes, desacreditamos na força do amor. Há sonhos que se projetam em cima de algo que é maior do que tudo, que prevalece todo o desejo do inalcançável.

(2º§) Vemos uma linda história de amor em um desses belos filmes americanos, que nos faz viajar, pensar em ir além de nós mesmos. Mas a cada dia que passa, por situações diversas, deixamos de acreditar que o impossível possa se realizar.

(3º§) Perder as esperanças não faz com que seu sonho deixe de existir, mas nos faz crer que um dia possa se tornar realidade. A magia do amor existe, restando-nos apenas acreditar, porque um sonho jamais será irreal. Acredite e siga a força do seu coração!


(William Drobot) - (https://www.pensador.com/forca_do_amor/) − (Adaptado) - (Acesso 02.10.2023)
Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(__)As palavras oxítonas: "situações" e "coração" não têm acento gráfico que justifique a tonicidade, porque "T I L" é uma marca suprassegmental de nasalização da vogal.

(__)No trecho: "que nos faz viajar, pensar em ir além de nós mesmos" − temos exemplo de pronome oblíquo em posição de próclise; "faz viajar" é uma locução verbal escrita com um verbo no presente do modo indicativo e um na forma nominal do infinitivo; uma vírgula usada para separar duas orações; uma preposição essencial usada por imposição do verbo "pensar"; uma expressão com ideia de "nós próprios".

(__)O predicado verbal da oração: "que prevalece todo o desejo do inalcançável" pede objeto direto.

(__)A expressão: "uma linda história" - exemplifica concordância nominal no feminino singular; a expressão: "desses belos filmes" - exemplifica concordância nominal no masculino plural.


Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3694290 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
Na estrutura da oração, as palavras assumem funções distintas dependendo do contexto em que estão inseridas. Após analisar sintaticamente os itens a seguir, indique a opção que apresenta afirmação INADEQUADA acerca deles.

I. Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee estava surfando.
II. Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo à lontra subir sobre a peça.
III. Ela será levada ao Aquário de Monterey Bay.
IV. A culpada é uma lontra-marinha fêmea. 
Alternativas
Q3694287 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
O trecho “Tentei tirá-la de cima [...], mas ela estava fixada sobre minha prancha” poderia ser reescrito, sem comprometimento de sentido, EXCETO por: 
Alternativas
Q3694101 Português
Leia as afirmativas abaixo:
I.Conhecemos estranhas mulheres e homens. II.Dieta é boa para quem é atleta. III.Tenho bastante figurinhas da copa. IV.Nós vimos os armários e a mesa destruídos.
Em qual(is) das afirmativas lidas há erro de concordância?
Alternativas
Q3694042 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
De acordo com a norma-padrão da língua, qual dos segmentos de frases abaixo apresenta DESVIO com relação à concordância verbal?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692565 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A Arte

        O Renascimento proporcionou mudança na mentalidade conceitual da arte ao separá-la dos ofícios e das ciências. À época, a poesia, por exemplo, passou a ser considerada arte ao invés de um tipo de filosofia ou mesmo profecia. A partir daí, nota-se inclusive uma melhora na percepção e na situação social do artista, pois os nobres e os ricos europeus aguçaram seus interesses pela beleza. A arte consagra-se como um objeto de consumo estético da nobreza e das altas classes sociais.

        Hoje em dia, em pleno século 21, até mesmo a televisão, a moda, a publicidade e os videojogos são por muitos considerados manifestações artísticas. Segundo René Huyghe, a arte e o homem são indissociáveis. Não há arte sem homem, muito menos homem sem arte. O ser isolado ou a civilização que não chega à arte estão ameaçados por uma secreta asfixia espiritual, por uma turbação moral.

        Se para São Tomás de Aquino a arte é o reto ordenamento da razão, para Pablo Picasso, a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade. Ambos estarão certos. Quiçá, por isso, se aceita o conceito de arte englobar todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar sua visão mais sensível acerca do mundo, seja real ou imaginário.

        A arte é a capacidade humana de criação. É a expressão ou aplicação de habilidades criativas e a imaginação para criar obras que são apreciadas principalmente por sua beleza, intelecto ou poder emocional. Seus resultados são obtidos por distintos meios. A arte de cozinhar, de pintar quadros, de grafitar, as artes plásticas, a arte de compor (poemas e partituras musicais), a gravura, a impressão de livros e, até mesmo, atrelados a um conceito mais severo, meios hoje em dia causadores de grande repulsa social, como a caça e a guerra, podem ser considerados como arte. O ser humano e a arte estão rigorosamente conectados. A arte liberta. E, atualmente, a arte de viver cada vez mais se faz indispensável para a emancipação humana.

LEÃO, Renato Zerbini Ribeiro. 2020. “A Arte”. Correio Braziliense, 26 de janeiro de 2020. https://www.correiobraziliense.com.br/. [Fragmento Adaptado] 
Observe o enunciado: “O ser isolado ou a civilização que não chega à arte estão ameaçados por uma secreta asfixia espiritual.” O conectivo “ou” produz um efeito de sentido que estabelece uma 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692564 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A Arte

        O Renascimento proporcionou mudança na mentalidade conceitual da arte ao separá-la dos ofícios e das ciências. À época, a poesia, por exemplo, passou a ser considerada arte ao invés de um tipo de filosofia ou mesmo profecia. A partir daí, nota-se inclusive uma melhora na percepção e na situação social do artista, pois os nobres e os ricos europeus aguçaram seus interesses pela beleza. A arte consagra-se como um objeto de consumo estético da nobreza e das altas classes sociais.

        Hoje em dia, em pleno século 21, até mesmo a televisão, a moda, a publicidade e os videojogos são por muitos considerados manifestações artísticas. Segundo René Huyghe, a arte e o homem são indissociáveis. Não há arte sem homem, muito menos homem sem arte. O ser isolado ou a civilização que não chega à arte estão ameaçados por uma secreta asfixia espiritual, por uma turbação moral.

        Se para São Tomás de Aquino a arte é o reto ordenamento da razão, para Pablo Picasso, a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade. Ambos estarão certos. Quiçá, por isso, se aceita o conceito de arte englobar todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar sua visão mais sensível acerca do mundo, seja real ou imaginário.

        A arte é a capacidade humana de criação. É a expressão ou aplicação de habilidades criativas e a imaginação para criar obras que são apreciadas principalmente por sua beleza, intelecto ou poder emocional. Seus resultados são obtidos por distintos meios. A arte de cozinhar, de pintar quadros, de grafitar, as artes plásticas, a arte de compor (poemas e partituras musicais), a gravura, a impressão de livros e, até mesmo, atrelados a um conceito mais severo, meios hoje em dia causadores de grande repulsa social, como a caça e a guerra, podem ser considerados como arte. O ser humano e a arte estão rigorosamente conectados. A arte liberta. E, atualmente, a arte de viver cada vez mais se faz indispensável para a emancipação humana.

LEÃO, Renato Zerbini Ribeiro. 2020. “A Arte”. Correio Braziliense, 26 de janeiro de 2020. https://www.correiobraziliense.com.br/. [Fragmento Adaptado] 
Assinale a alternativa que apresenta uma ambiguidade estrutural, isto é, em que há mais de um entendimento possível devido à disposição das palavras no enunciado. 
Alternativas
Q3691684 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia. (L.40-47)

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha-se mantido de acordo com a norma culta. Não leve em conta possíveis alterações de sentido.
Alternativas
Q3690920 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"



(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.



(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.



(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.



(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.



(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!



*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.


Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −

(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)



Marque o que se comprova entre os componentes gramaticais do (1º§).
Alternativas
Q3690153 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea. (L.1-2)


O termo sublinhado no período acima desempenha função sintática de

Alternativas
Q3690152 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. (L.10-11)


A forma QUE no período acima se classifica como

Alternativas
Q3690151 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda. (L.17-18)


O segmento sublinhado no período acima desempenha papel

Alternativas
Q3689499 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão. (L.30-36)


Os três termos sublinhados no período acima exercem função sintática, respectivamente, de

Alternativas
Q3689496 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não desempenhe papel adverbial.
Alternativas
Q3689495 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano. (L.11-12)


O segmento sublinhado no período acima, no âmbito do que se informa na sequência, apresenta valor

Alternativas
Q3689493 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro. (L.25- 27) A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. O período é composto por coordenação e subordinação.
II. Há duas orações reduzidas.
III. As orações subordinadas são todas substantivas.

Assinale
Alternativas
Q3689398 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Os países europeus que estão banindo

celulares em sala de aula



    Celulares, tablets e relógios inteligentes serão banidos das salas de aula da Holanda, segundo anunciou o governo do país na terça-feira (4). A medida, que tem o objetivo de afastar as distrações trazidas por esses aparelhos, deve entrar em vigor a partir de 2024.


    Por enquanto, a proibição não tem efeitos legais coercitivos – ou seja, não traz punições diante da lei se não for cumprida. Entretanto, isso pode mudar no futuro.

    

    A regra deverá ter algumas exceções, como para alunos com necessidades médicas ou deficiências que precisem desses aparelhos, ou em aulas focadas em habilidades digitais.


    "Embora os celulares estejam praticamente interligados com nossas vidas, eles não encaixam na sala de aula", afirmou o ministro da Educação da Holanda, Robbert Dijkgraaf.


    "Os alunos devem ser capazes de se concentrar ali e ter todas as oportunidades para aprender bem. Sabemos por pesquisas científicas que os celulares atrapalham isso."


    Vários estudos já demonstraram que limitar o tempo de tela das crianças traz melhoras na cognição e na concentração.


    O governo holandês disse que caberá às escolas alinhar regras detalhadas com professores, pais e alunos.


    A decisão será revisada no final do ano letivo de 2024-2025, quando o funcionamento da medida será avaliado, assim como a necessidade de trazer efeitos legais para a proibição ou não.


    O anúncio da Holanda vem depois de uma decisão semelhante anunciada pela Finlândia na semana passada.


    O novo governo finlandês, formado por uma coalizão conservadora, pretende alterar a legislação para facilitar restrições a celulares nas escolas – mas isso ainda precisa ser aprovado pelo parlamento.


    Em 2018, a França aprovou uma lei banindo o uso de celulares por estudantes com menos de 15 anos nas dependências das escolas, inclusive durante os recreios. Entretanto, a aplicação da lei tem enfrentado desafios, como a resistência dos alunos em entregar seus celulares.



(Kathryn Armstrong. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/07/os-paises-europeus-queestao-banindo-celulares-em-sala-de-aula.shtml. 5.jul.2023)

A decisão será revisada no final do ano letivo de 2024-2025, quando o funcionamento da medida será avaliado, assim como a necessidade de trazer efeitos legais para a proibição ou não. (L.25- 28)


Considerando o período acima, levando em consideração sua estrutura tanto explícita quanto implícita, é correto afirmar que ele é composto por 

Alternativas
Q3689396 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Os países europeus que estão banindo

celulares em sala de aula



    Celulares, tablets e relógios inteligentes serão banidos das salas de aula da Holanda, segundo anunciou o governo do país na terça-feira (4). A medida, que tem o objetivo de afastar as distrações trazidas por esses aparelhos, deve entrar em vigor a partir de 2024.


    Por enquanto, a proibição não tem efeitos legais coercitivos – ou seja, não traz punições diante da lei se não for cumprida. Entretanto, isso pode mudar no futuro.

    

    A regra deverá ter algumas exceções, como para alunos com necessidades médicas ou deficiências que precisem desses aparelhos, ou em aulas focadas em habilidades digitais.


    "Embora os celulares estejam praticamente interligados com nossas vidas, eles não encaixam na sala de aula", afirmou o ministro da Educação da Holanda, Robbert Dijkgraaf.


    "Os alunos devem ser capazes de se concentrar ali e ter todas as oportunidades para aprender bem. Sabemos por pesquisas científicas que os celulares atrapalham isso."


    Vários estudos já demonstraram que limitar o tempo de tela das crianças traz melhoras na cognição e na concentração.


    O governo holandês disse que caberá às escolas alinhar regras detalhadas com professores, pais e alunos.


    A decisão será revisada no final do ano letivo de 2024-2025, quando o funcionamento da medida será avaliado, assim como a necessidade de trazer efeitos legais para a proibição ou não.


    O anúncio da Holanda vem depois de uma decisão semelhante anunciada pela Finlândia na semana passada.


    O novo governo finlandês, formado por uma coalizão conservadora, pretende alterar a legislação para facilitar restrições a celulares nas escolas – mas isso ainda precisa ser aprovado pelo parlamento.


    Em 2018, a França aprovou uma lei banindo o uso de celulares por estudantes com menos de 15 anos nas dependências das escolas, inclusive durante os recreios. Entretanto, a aplicação da lei tem enfrentado desafios, como a resistência dos alunos em entregar seus celulares.



(Kathryn Armstrong. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/07/os-paises-europeus-queestao-banindo-celulares-em-sala-de-aula.shtml. 5.jul.2023)

O governo holandês disse que caberá às escolas alinhar regras detalhadas com professores, pais e alunos. (L.23-24)


O segmento sublinhado no período acima desempenha função sintática de

Alternativas
Q3689394 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Os países europeus que estão banindo

celulares em sala de aula



    Celulares, tablets e relógios inteligentes serão banidos das salas de aula da Holanda, segundo anunciou o governo do país na terça-feira (4). A medida, que tem o objetivo de afastar as distrações trazidas por esses aparelhos, deve entrar em vigor a partir de 2024.


    Por enquanto, a proibição não tem efeitos legais coercitivos – ou seja, não traz punições diante da lei se não for cumprida. Entretanto, isso pode mudar no futuro.

    

    A regra deverá ter algumas exceções, como para alunos com necessidades médicas ou deficiências que precisem desses aparelhos, ou em aulas focadas em habilidades digitais.


    "Embora os celulares estejam praticamente interligados com nossas vidas, eles não encaixam na sala de aula", afirmou o ministro da Educação da Holanda, Robbert Dijkgraaf.


    "Os alunos devem ser capazes de se concentrar ali e ter todas as oportunidades para aprender bem. Sabemos por pesquisas científicas que os celulares atrapalham isso."


    Vários estudos já demonstraram que limitar o tempo de tela das crianças traz melhoras na cognição e na concentração.


    O governo holandês disse que caberá às escolas alinhar regras detalhadas com professores, pais e alunos.


    A decisão será revisada no final do ano letivo de 2024-2025, quando o funcionamento da medida será avaliado, assim como a necessidade de trazer efeitos legais para a proibição ou não.


    O anúncio da Holanda vem depois de uma decisão semelhante anunciada pela Finlândia na semana passada.


    O novo governo finlandês, formado por uma coalizão conservadora, pretende alterar a legislação para facilitar restrições a celulares nas escolas – mas isso ainda precisa ser aprovado pelo parlamento.


    Em 2018, a França aprovou uma lei banindo o uso de celulares por estudantes com menos de 15 anos nas dependências das escolas, inclusive durante os recreios. Entretanto, a aplicação da lei tem enfrentado desafios, como a resistência dos alunos em entregar seus celulares.



(Kathryn Armstrong. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/07/os-paises-europeus-queestao-banindo-celulares-em-sala-de-aula.shtml. 5.jul.2023)

"Embora os celulares estejam praticamente interligados com nossas vidas, eles não encaixam na sala de aula", afirmou o ministro da Educação da Holanda, Robbert Dijkgraaf. (L.13-16)


Assinale a alternativa que não poderia substituir o termo grifado no período acima, sob pena de grave alteração de sentido.

Alternativas
Respostas
13981: A
13982: D
13983: A
13984: D
13985: B
13986: D
13987: C
13988: A
13989: D
13990: C
13991: C
13992: A
13993: C
13994: B
13995: C
13996: A
13997: D
13998: C
13999: A
14000: D