Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Texto 3
Quem é Katalin Karikó, a bioquímica que
ganhou o Nobel de Medicina
Gabriela Guido

Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-
mulher/2023/10/quem-e-katalin-kariko-a-bioquimica-que-
ganhou-o-nobel-de-medicina/ Acesso em: 16 out 2023.
Fragmento.
A forma verbal sublinhada no enunciado acima está na voz passiva analítica. De acordo com a norma culta, na voz passiva sintética, o enunciado teria a seguinte estrutura:
Texto 1

Fonte: BRUM, Eliane. O menino do alto. In: ___. A vida
que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2006. p. 70-75. Fragmento.
Eliane Brum, jornalista e escritora brasileira, é autora de “crônicas-reportagem” como “O menino do alto”, que aliam a realidade dos fatos a uma linguagem poética, em um estilo bastante peculiar.
PALAVRAS OU EXPRESSÕES DESTACADAS
1 - O feminismo é uma revolução pacífica na qual o território em disputa é o corpo da mulher, seja cis ou trans.
2 - O escrutínio sobre as formas femininas revela uma guerra em curso, pois mais do que emitir uma opinião pessoal — nunca solicitada — sobre como uma mulher deve aparentar, os árbitros da plástica alheia estão afirmando que têm o direito sobre ela.
3 - Se o corpo da mulher está sob julgamento, é para deixar claro que ele não é inteiramente dela [...]
4 - Gérard Depardieu nunca foi um homem bonito, mas seu talento e seu charme são colocados em primeiro lugar.
5 - Idade e beleza no homem são contingentes e na mulher são obrigatórias, dito de outra forma, o corpo de um homem vale mais do que o de uma mulher.
EFEITOS DE SENTIDO
( ) Esclarece ideias empregadas anteriormente.
( ) Estabelece uma relação opositiva.
( ) Introduz uma explicação.
( ) Apresenta uma condição.
( ) Indica possibilidade.
A sequência correta para essa associação é:
“E com isso, o interesse pelas diversas formas de Avaliações Econômicas em Saúde (AES), conforme apresentada pelo Ministério da Saúde e por diversos autores, constitui-se como fundamental no processo de alocação de recursos de forma racional e equânime.”
Sobre a frase, é correto o que se afirma em:
Apesar de as tecnologias em saúde estarem comumente associadas à incorporação de equipamentos e novos medicamentos em hospitais, salienta-se, conforme definição do Ministério da Saúde, serem tecnologias em saúde “todas as formas de conhecimento que podem ser aplicadas para a solução ou a redução dos problemas de saúde de indivíduos ou populações”.
Assinale a alternativa correta sobre a frase.
I. O menino trazia a calça e a camisa suja.
II. O menino trazia a calça e a camisa sujas.
De acordo com a concordância empregada entre os termos da frase, pode-se afirmar que
“________são palavras invariáveis que ligam orações ou termos de uma mesma oração, estabelecendo relações de coordenação ou de subordinação.”
Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.
Professores de melancolia
É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.
O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.
Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.
Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.
(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)