Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3248092 Português

O texto a seguir é referência para a questão:


ATLETAS DESISTEM DO SONHO OLÍMPICO PARA AJUDAR VÍTIMAS DAS CHUVAS


Por JORNAL DO BRASIL com Esportes JB


A menos de 80 dias dos Jogos de Paris, atletas gaúchos que se preparavam para seletivas para participar da principal competição esportiva do ano abriram mão do sonho olímpico para ajudarem nos trabalhos em ações de resgate de pessoas e animais, abrigo e apoio diante da catástrofe que abala praticamente todo o Estado do Rio Grande do Sul desde a semana passada.


Entre outros, Evaldo Mathias Becker e Piedro Tuchtenhagen, dupla brasileira do remo no skiff duplo peso leve, desistiram de ir à Lucerna (Suíça) entre os dias 19 e 21 de maio para o préolímpico da categoria. O remador Alef Fontoura foi outro que desistiu.


A nadadora Viviane Jungblut, que já está classificada para a prova de águas abertas, anunciou nas redes sociais que não participaria de novas seletivas para concentrar esforços em suas ações no Rio Grande do Sul.


O Comitê Olímpico do Brasil (COB) chegou a montar um esquema para auxiliar atletas gaúchos, classificados ou próximos da vaga, a deixarem o Estado com segurança e continuarem a preparação para os Jogos, marcados para começar no dia 26 de julho.


Por sua vez, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos determinou que ocorra futuramente uma seletiva exclusiva no Rio de Janeiro para atletas que treinam por um clube gaúcho. Além de atletas, outros envolvidos com o esporte de alto rendimento têm buscado ajudar. O técnico da seleção brasileira masculina de judô Antonio Carlos Kiko Pereira está por lá buscando atuar.


O surfista Ítalo Ferreira, campeão mundial e olímpico, foi ao Rio Grande do Sul para participar das ações e chegou a leiloar 10 pranchas autografadas para arrecadar fundos. O atacante Neymar também disponibilizou avião e helicóptero particulares para apoiar as vítimas no Estado.


A ex-ginasta gaúcha Daiane dos Santos, que participou de três Olimpíadas, também está envolvida nas ações. O ex-nadador olímpico Nicholas Santos, paulista e que é detentor do recorde mundial dos 50 metros borboleta, é outro que participa da mobilização.

Em “Por sua vez, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos determinou que ocorra futuramente uma seletiva exclusiva no Rio de Janeiro para atletas que treinam por um clube gaúcho.”, é possível afirmar CORRETAMENTE que os termos grifados exercem, no texto, as seguintes funções, respectivamente: 
Alternativas
Q3247410 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


O trabalho infantil precisa sair de cena


    A imagem é cotidiana nas cidades brasileiras: crianças e adolescentes pelas ruas exercendo atividades para ganhar algum dinheiro. Durante o dia ou à noite, surgem oferecendo doces, amendoins e petiscos do gênero, água, refrigerante e até mesmo mimos e brinquedos. Às vezes, estão acompanhados, mas, em muitos casos, enfrentam a função sozinhos. Há também aquela limpeza rápida no para-brisa, em dias de calor ou de frio, em busca de um trocado dos motoristas. Uma realidade que está escancarada e precisa provocar discussões e ações.

    A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente classificam o trabalho infantil como uma grave violação de direitos, a qual impede o desenvolvimento amplo e sadio de crianças e jovens. Segundo estabelece a legislação, a partir dos 16 anos, adolescentes podem trabalhar apenas de forma protegida, sendo que, entre 14 e 16 anos, somente na condição de aprendiz. Abaixo dos 14 anos, qualquer tipo de trabalho é proibido.

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, em 2022, o Brasil apresentou quase 1,9 milhão de crianças e adolescentes realizando alguma prática econômica, o equivalente a 4,9% do total de habitantes entre 5 e 17 anos no país. Os estudos apontam que a crise gerada pela pandemia de COVID-19, com o aumento da vulnerabilidade das famílias de baixa renda, deixou os jovens ainda mais expostos e agravou a situação.

    Ainda segundo o IBGE, em 2023, houve uma retomada da presença na pré-escola, porém foi registrada uma tendência de queda nas matrículas do ensino fundamental. Já em relação ao ensino médio, houve pouca oscilação se comparado a 2022. No ano passado, 91,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na sala de aula, e 75% faziam, especificamente, essa etapa do processo. 

    A complexidade do problema é tanta que frequentar a escola não significa que o jovem está afastado do trabalho. As duas atividades normalmente acontecem juntas, impossibilitando um crescimento adequado e impactando a educação e a saúde dos menores. Diante de um cenário intrincado, identificar o início desse novelo pode ser uma maneira de impedir que ele ganhe proporção. O aliciamento – que costuma passar pela necessidade – deve ser atacado sem julgamentos. Cortar essa linha no começo, dando suporte às famílias, é o passo inicial. O segundo é criar condições para que as instituições de ensino sejam capazes de cativar e manter as crianças e os adolescentes em seus quadros.

    Em 2023, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, tirou 2.564 crianças e adolescentes de situações de exploração do trabalho infantil em 1.518 ações de combate. Das 2.564 vítimas resgatadas, 1.923 eram meninos e 641, meninas. O Mato Grosso do Sul liderou com 372 afastamentos, seguido por Minas Gerais, com 326 casos, e São Paulo, com 203. O órgão informa que o aumento da fiscalização é uma das metas neste ano. Esse trabalho é fundamental, porém não soluciona a questão.

    Traçar medidas e pensar iniciativas que aprofundem uma solução para o problema são pontos cruciais. Políticas públicas devem amparar menores e familiares carentes. E a sociedade precisa pensar sobre essa problemática como prioridade. É importante que a responsabilidade pelo bem-estar das crianças e adolescentes seja compartilhada com a população. Investir na proteção dos jovens é preparar um futuro mais justo e melhor para a nação. Adquirir uma mercadoria oferecida pelas mãos dos pequenos com a intenção de ajudar pode ser destrutivo para a vida deles. Não exigir das autoridades e dos políticos um olhar comprometido é perpetuar o descaso. 

    O Brasil precisa abraçar essa causa – que é gigante em importância e dificuldade. Nas metrópoles e nas pequenas cidades do país, o trabalho infantil tem de ser erradicado. Avanços aconteceram, porém o objetivo precisa ser livrar, definitivamente, os jovens desse tipo de exploração, dando a eles proteção e garantindo o direito de viver a infância plenamente.


Disponível em: https ://www.em.com.br/. Aces so em: 10 maio 2024.
Para responder à questão, analise o excerto abaixo.

Ainda segundo o IBGE, em 2023, houve uma retomada da presença na pré-escola, porém foi registrada uma tendência de queda nas matrículas do ensino fundamental. Já em relação ao ensino médio, houve pouca oscilação se comparado a 2022. No ano passado, 91,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na sala de aula, e 75% faziam, especificamente, essa etapa do processo.

No segundo período, o verbo “haver” 
Alternativas
Q3247408 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


O trabalho infantil precisa sair de cena


    A imagem é cotidiana nas cidades brasileiras: crianças e adolescentes pelas ruas exercendo atividades para ganhar algum dinheiro. Durante o dia ou à noite, surgem oferecendo doces, amendoins e petiscos do gênero, água, refrigerante e até mesmo mimos e brinquedos. Às vezes, estão acompanhados, mas, em muitos casos, enfrentam a função sozinhos. Há também aquela limpeza rápida no para-brisa, em dias de calor ou de frio, em busca de um trocado dos motoristas. Uma realidade que está escancarada e precisa provocar discussões e ações.

    A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente classificam o trabalho infantil como uma grave violação de direitos, a qual impede o desenvolvimento amplo e sadio de crianças e jovens. Segundo estabelece a legislação, a partir dos 16 anos, adolescentes podem trabalhar apenas de forma protegida, sendo que, entre 14 e 16 anos, somente na condição de aprendiz. Abaixo dos 14 anos, qualquer tipo de trabalho é proibido.

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, em 2022, o Brasil apresentou quase 1,9 milhão de crianças e adolescentes realizando alguma prática econômica, o equivalente a 4,9% do total de habitantes entre 5 e 17 anos no país. Os estudos apontam que a crise gerada pela pandemia de COVID-19, com o aumento da vulnerabilidade das famílias de baixa renda, deixou os jovens ainda mais expostos e agravou a situação.

    Ainda segundo o IBGE, em 2023, houve uma retomada da presença na pré-escola, porém foi registrada uma tendência de queda nas matrículas do ensino fundamental. Já em relação ao ensino médio, houve pouca oscilação se comparado a 2022. No ano passado, 91,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na sala de aula, e 75% faziam, especificamente, essa etapa do processo. 

    A complexidade do problema é tanta que frequentar a escola não significa que o jovem está afastado do trabalho. As duas atividades normalmente acontecem juntas, impossibilitando um crescimento adequado e impactando a educação e a saúde dos menores. Diante de um cenário intrincado, identificar o início desse novelo pode ser uma maneira de impedir que ele ganhe proporção. O aliciamento – que costuma passar pela necessidade – deve ser atacado sem julgamentos. Cortar essa linha no começo, dando suporte às famílias, é o passo inicial. O segundo é criar condições para que as instituições de ensino sejam capazes de cativar e manter as crianças e os adolescentes em seus quadros.

    Em 2023, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, tirou 2.564 crianças e adolescentes de situações de exploração do trabalho infantil em 1.518 ações de combate. Das 2.564 vítimas resgatadas, 1.923 eram meninos e 641, meninas. O Mato Grosso do Sul liderou com 372 afastamentos, seguido por Minas Gerais, com 326 casos, e São Paulo, com 203. O órgão informa que o aumento da fiscalização é uma das metas neste ano. Esse trabalho é fundamental, porém não soluciona a questão.

    Traçar medidas e pensar iniciativas que aprofundem uma solução para o problema são pontos cruciais. Políticas públicas devem amparar menores e familiares carentes. E a sociedade precisa pensar sobre essa problemática como prioridade. É importante que a responsabilidade pelo bem-estar das crianças e adolescentes seja compartilhada com a população. Investir na proteção dos jovens é preparar um futuro mais justo e melhor para a nação. Adquirir uma mercadoria oferecida pelas mãos dos pequenos com a intenção de ajudar pode ser destrutivo para a vida deles. Não exigir das autoridades e dos políticos um olhar comprometido é perpetuar o descaso. 

    O Brasil precisa abraçar essa causa – que é gigante em importância e dificuldade. Nas metrópoles e nas pequenas cidades do país, o trabalho infantil tem de ser erradicado. Avanços aconteceram, porém o objetivo precisa ser livrar, definitivamente, os jovens desse tipo de exploração, dando a eles proteção e garantindo o direito de viver a infância plenamente.


Disponível em: https ://www.em.com.br/. Aces so em: 10 maio 2024.
Analise o período abaixo.

A complexidade do problema é tanta que[1] frequentar a escola não significa que[2] o jovem está afastado do trabalho.

Os termos [1] e [2] introduzem, respectivamente, orações com valor
Alternativas
Q3247258 Português
A frase em que a norma-padrão de concordância e de regência nominal e verbal está preservada é:
Alternativas
Q3247257 Português
Leia o texto para responder à questão.

    Eis a última perplexidade dos habitantes de Buenos Aires: como a fumaça do lixo queimado nos fornos, que todos os edifícios sempre tiveram no porão, estava contaminando demais o ambiente, uma saudável portaria municipal acaba de proibir essa operação. A população foi instruída no sentido de reunir as sobras domésticas em sacolas plásticas, que depois das 9h da noite devem ser colocadas ao lado do elevador de serviço. O porteiro as recolhe de manhã e junta todas em outra sacolona, a qual por sua vez é posta na calçada. Com tanto trabalho, os lixeiros vêm tarde ou não aparecem. Os depósitos gerais também não estão preparados para receber tal quantidade de detritos, mas as autoridades se sentem em paz, pois estabeleceram um prazo máximo de dois anos para que os moradores dos edifícios de mais de 25 apartamentos instalem, no lugar do forno inútil, máquinas compactadoras, que reduzirão o lixo a pequenos e confortáveis volumes. (Estão sendo fabricadas a toda pressa e algumas empresas já as anunciam, por preços inatingíveis). A quinta-feira, 12 de janeiro último, em que essa medida entrou em vigor, foi sugestivamente batizada pelo prefeito de “Dia do ar puro”.

(Maria Julieta Drummond de Andrade. Coisas de antes e de agora. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)
Considere os trechos:

•  … como a fumaça do lixo queimado nos fornos, que todos os edifícios sempre tiveram no porão, estava contaminando demais o ambiente…
•  … as sobras domésticas em sacolas plásticas, que depois das 9h da noite devem ser colocadas ao lado do elevador de serviço.
•  (Estão sendo fabricadas a toda pressa e algumas empresas já as anunciam, por preços inatingíveis).

Assinale a alternativa em que corretamente se indicam as circunstâncias das expressões destacadas, na ordem em que se encontram.
Alternativas
Q3247253 Português
Leia o texto para responder à questão.

    Não importa se é Natal, Dia das Crianças, aniversário. Todo ano, eu ouço o mesmo pedido de presente dos meus filhos quando uma data dessas se aproxima: “Mamãe, me dá um celular? Todo mundo tem menos eu”. E a minha resposta tem sido sempre a mesma: “só aos 13 anos”. Nos últimos tempos, porém, alguns movimentos estão me fazendo repensar a decisão. Tanto no Brasil quanto fora crescem as mobilizações de pais e especialistas para retardar ainda mais a entrega de celular aos filhos.
    Nos Estados Unidos, por exemplo, há um movimento que incentiva pais a assumir um compromisso com outras famílias de só entregar um smartphone ao filho no final do oitavo ano escolar. Segundo eles, 10 anos é hoje a idade média com que as crianças americanas ganham o primeiro aparelho e isso se deve sobretudo a um motivo: “pressão social irrealista”. De novo, o clássico “todo mundo tem, menos eu”.
    O site do movimento alerta que os smartphones são potencialmente perigosos para as crianças por uma lista extensa de motivos. Os mais assustadores se baseiam em pesquisas que, além de impactos na escola, mostram que a dependência do celular pode produzir respostas cerebrais semelhantes à produzida por álcool, drogas e jogo. “Smartphones são como máquinas caça-níqueis nos bolsos infantis constantemente persuadindo as crianças a usá-los cada vez mais”, afirmam os organizadores do movimento. “Esses dispositivos estão mudando rapidamente a infância das crianças. Brincar ao ar livre, passar tempo com amigos, ler livros e sair com a família estão sendo trocados por horas de bate-papo em redes sociais e aplicativos de mensagens. Pais sentem-se impotentes nessa difícil batalha e precisam de apoio”, acrescentam.

(Luciana Garbin. Celular aos 14 anos e rede social aos 16? Por que campanha que cresce no País e fora merece atenção. www.estadao.com.br, 19.06.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas estabelecem ideia de comparação.
Alternativas
Q3245651 Português
Leia o texto para responder à questão.


Brinquedos incendiados

   Uma noite houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-los nos mostruários – uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas. Ah! maravilhosas bonecas louras, de chapéu de seda! pianos cujos sons cheiravam a metal e verniz! carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! piões zumbidores! – e uns bondes com algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia – filhotes que éramos, então, de Mr. Jordain, fazendo a nossa poesia concreta antes do tempo.

    Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguimos receber de presente algum bonequinho de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem possibilidades de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, aqueles batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido feitos.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho)
As crianças, desejosas ____________ brinquedos do bazar, aspiravam ____________ deles como presente de aniversário ou Natal.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
Alternativas
Q3244948 Português
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal. 
Alternativas
Q3244907 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


    As mudanças climáticas têm potencial de impacto extremamente relevante sobre o setor de saneamento e a vida das pessoas em geral. O impacto é de tal ordem que provoca desabrigados, fome e migrações em busca de melhores condições para sobrevivência.

    As consequências das mudanças de padrão de chuvas trazem ainda outras questões relevantes, como conflitos de uso, quando da ocorrência de secas, e potenciais desastres, quando da ocorrência de cheias. Os conflitos provocados pela falta de oferta geram dificuldades de alocação de água e disputas entre usuários. As cheias provocam, muitas vezes, situações de desastre que impactam vidas e trazem prejuízos econômicos. 

    A resiliência precisa ser construída com o objetivo de reduzir o impacto dos desastres sobre as populações, de modo a possibilitar a adaptação a novos regimes hidrológicos. Outras medidas de adaptação podem atuar sobre a oferta de água, necessitando intervenções estruturais, como a implantação de dessalinizadores, reúso, estruturas de armazenamento de água e interligação de bacias, às vezes até mesmo como sistemas redundantes.

    Há, por fim, a necessidade de serem adotadas medidas que induzam ao uso racional da água e que atuem na redução da demanda. Já há uma preocupação com redução de perdas em sistemas de distribuição, mas também é necessário o incentivo à introdução de equipamentos poupadores, na área residencial ou industrial. 



(Meio ambiente, mudança climática e segurança hídrica –

Brazil Water Week. Disponível em: https://brazilwaterweek.com.br.

Adaptado)

É preciso adotar medidas que contemplem desde _____________  implantação de dessalinizadores ________________ interligação de bacias, ____________ fim de reduzir o impacto dos desastres.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho.

Alternativas
Q3244906 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


    As mudanças climáticas têm potencial de impacto extremamente relevante sobre o setor de saneamento e a vida das pessoas em geral. O impacto é de tal ordem que provoca desabrigados, fome e migrações em busca de melhores condições para sobrevivência.

    As consequências das mudanças de padrão de chuvas trazem ainda outras questões relevantes, como conflitos de uso, quando da ocorrência de secas, e potenciais desastres, quando da ocorrência de cheias. Os conflitos provocados pela falta de oferta geram dificuldades de alocação de água e disputas entre usuários. As cheias provocam, muitas vezes, situações de desastre que impactam vidas e trazem prejuízos econômicos. 

    A resiliência precisa ser construída com o objetivo de reduzir o impacto dos desastres sobre as populações, de modo a possibilitar a adaptação a novos regimes hidrológicos. Outras medidas de adaptação podem atuar sobre a oferta de água, necessitando intervenções estruturais, como a implantação de dessalinizadores, reúso, estruturas de armazenamento de água e interligação de bacias, às vezes até mesmo como sistemas redundantes.

    Há, por fim, a necessidade de serem adotadas medidas que induzam ao uso racional da água e que atuem na redução da demanda. Já há uma preocupação com redução de perdas em sistemas de distribuição, mas também é necessário o incentivo à introdução de equipamentos poupadores, na área residencial ou industrial. 



(Meio ambiente, mudança climática e segurança hídrica –

Brazil Water Week. Disponível em: https://brazilwaterweek.com.br.

Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita do texto está em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3244904 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


    As mudanças climáticas têm potencial de impacto extremamente relevante sobre o setor de saneamento e a vida das pessoas em geral. O impacto é de tal ordem que provoca desabrigados, fome e migrações em busca de melhores condições para sobrevivência.

    As consequências das mudanças de padrão de chuvas trazem ainda outras questões relevantes, como conflitos de uso, quando da ocorrência de secas, e potenciais desastres, quando da ocorrência de cheias. Os conflitos provocados pela falta de oferta geram dificuldades de alocação de água e disputas entre usuários. As cheias provocam, muitas vezes, situações de desastre que impactam vidas e trazem prejuízos econômicos. 

    A resiliência precisa ser construída com o objetivo de reduzir o impacto dos desastres sobre as populações, de modo a possibilitar a adaptação a novos regimes hidrológicos. Outras medidas de adaptação podem atuar sobre a oferta de água, necessitando intervenções estruturais, como a implantação de dessalinizadores, reúso, estruturas de armazenamento de água e interligação de bacias, às vezes até mesmo como sistemas redundantes.

    Há, por fim, a necessidade de serem adotadas medidas que induzam ao uso racional da água e que atuem na redução da demanda. Já há uma preocupação com redução de perdas em sistemas de distribuição, mas também é necessário o incentivo à introdução de equipamentos poupadores, na área residencial ou industrial. 



(Meio ambiente, mudança climática e segurança hídrica –

Brazil Water Week. Disponível em: https://brazilwaterweek.com.br.

Adaptado)

No trecho “ há uma preocupação com redução de perdas em sistemas de distribuição, mas também é necessário o incentivo à introdução de equipamentos poupadores, na área residencial ou industrial”, as expressões destacadas, respectivamente, indicam:
Alternativas
Q3235783 Português
Assinale a única alternativa que, do ponto de vista da concordância verbal e nominal, está adequado ao que preceitua a gramática da norma culta da língua portuguesa
Alternativas
Q3235781 Português
A forma da oração "O aumento na mancha de poluição sobre o Rio Tietê pode ser comprovada por qualquer cidadão" na voz ativa verbal é:
Alternativas
Q3235774 Português
Mancha de poluição no Tietê atinge 207 km


A mancha de poluição no Rio Tietê aumentou 47 km entre 2023 e 2024, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Agora já são 207 km de rio poluído, a maior extensão desde 2012, quando a mancha chegou a 240 km. No ano passado era de 160 km, o que dá um aumento de 29%. A qualidade da água foi monitorada em 576 km do rio, da nascente, em Salesópolis, Grande São Paulo, até Barra Bonita, no interior. A extensão total do rio é de 1.100 km. A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, disse ao Estadão que a piora na condição de rios como o Tietê já era esperada por causa da estiagem prolongada que afetou o Estado e todo o País. "Tivemos diminuição nos volumes de água, o que traz menos oxigenação, menos movimentação da água e maior concentração de nutrientes e esgoto na água", afirmou a secretária. A aposta do governo para reverter esse quadro, disse ela, é o programa Integra Tietê, lançado no ano passado, com o objetivo de, até 2029, ter R$ 23 bilhões investidos na ampliação da rede de saneamento básico, desassoreamento, melhorias no monitoramento da qualidade da água, recuperação de fauna e flora, entre outras medidas. O programa prevê a universalização do saneamento - toda a população atendida com água e esgoto até 2029.


José Maria Tomazela

Jornal O Estado de São Paulo, 21 de setembro de 2024.
Assinale a única alternativa em que o uso da conjunção dá à relação o mesmo sentido que dela se compreende na leitura do texto.
A piora na condição de rios como o Tietê já era esperada
Alternativas
Q3235771 Português
Mancha de poluição no Tietê atinge 207 km


A mancha de poluição no Rio Tietê aumentou 47 km entre 2023 e 2024, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Agora já são 207 km de rio poluído, a maior extensão desde 2012, quando a mancha chegou a 240 km. No ano passado era de 160 km, o que dá um aumento de 29%. A qualidade da água foi monitorada em 576 km do rio, da nascente, em Salesópolis, Grande São Paulo, até Barra Bonita, no interior. A extensão total do rio é de 1.100 km. A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, disse ao Estadão que a piora na condição de rios como o Tietê já era esperada por causa da estiagem prolongada que afetou o Estado e todo o País. "Tivemos diminuição nos volumes de água, o que traz menos oxigenação, menos movimentação da água e maior concentração de nutrientes e esgoto na água", afirmou a secretária. A aposta do governo para reverter esse quadro, disse ela, é o programa Integra Tietê, lançado no ano passado, com o objetivo de, até 2029, ter R$ 23 bilhões investidos na ampliação da rede de saneamento básico, desassoreamento, melhorias no monitoramento da qualidade da água, recuperação de fauna e flora, entre outras medidas. O programa prevê a universalização do saneamento - toda a população atendida com água e esgoto até 2029.


José Maria Tomazela

Jornal O Estado de São Paulo, 21 de setembro de 2024.
No trecho "A aposta do governo para reverter esse quadro, disse ela, é o programa Integra Tietê," as preposições em destaque imprimem às relações que estabelecem, respectivamente, os sentidos de
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Q3235297 Português
A Flor e a Náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.


O tempo pobre,
o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.
(...)

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.

Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
(...)

(ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1ª
ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012. )

Analise sintaticamente a frase "Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto." que fazem parte do excerto do poema, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3235292 Português
2023 foi o ano mais quente já registrado; a previsão é que este ano seja ainda mais


Em 2024, as tendências climáticas globais são motivo de alarme profundo e otimismo cauteloso. O ano passado foi o mais quente já registrado por uma enorme margem e este ano provavelmente será mais quente ainda. A temperatura média global anual pode, pela primeira vez, ultrapassar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais – um limiar crucial para estabilizar o clima da Terra. Sem uma ação imediata, corremos o sério risco de cruzar pontos de inflexão irreversíveis no sistema climático da Terra. No entanto, há razões para esperança.

As emissões globais de gases de efeito estufa podem atingir o pico neste ano e começar a cair. Este seria um ponto de virada histórico, anunciando o fim da era dos combustíveis fósseis, à medida que o carvão, o petróleo e o gás são cada vez mais substituídos por tecnologias de energia limpa.

Mas temos de fazer mais do que tirar o pé do acelerador de aquecimento – temos de pisar no freio. Para evitar o pior da crise climática, as emissões globais devem cair aproximadamente pela metade até 2030. A tarefa é monumental, mas possível, e não poderia ser mais urgente. Não é fim de jogo. É início de jogo.

No ano passado, a Terra foi a mais quente desde o início dos registros. O início das condições de El Niño no Oceano Pacífico ajudou a elevar as temperaturas globais a novos patamares. O Copernicus Climate Change Service da União Europeia descobriu que 2023 foi 1,48 °C mais quente do que a média pré-industrial.

Temperaturas globais mais quentes em 2023 trouxeram eventos extremos e desastres em todo o mundo. Como ondas de calor mortais no verão do hemisfério norte, incêndios florestais devastadores no Canadá e no Havaí e chuvas recordes em muitos lugares, incluindo Coreia, África do Sul e China.

O ano passado também foi o mais quente já registrado para os oceanos do mundo. Mais de 90% do calor do aquecimento global é armazenado nos oceanos. As temperaturas nas águas são um indicador claro do aquecimento do nosso planeta, revelando um aumento ano a ano e uma aceleração na taxa de aquecimento.

O aquecimento dos oceanos significou para partes de 2023 que a extensão do gelo marinho nas regiões polares da Terra foi a mais baixa já registrada. Durante o inverno do hemisfério sul, o gelo marinho na Antártida ficou mais de 1 milhão de quilômetros quadrados abaixo do recorde anterior – uma área de gelo mais de 15 vezes o tamanho da Tasmânia.

Este ano pode ser mais quente ainda. Há uma chance razoável de 2024 terminar com uma temperatura média global mais de 1,5 °C acima dos níveis préindustriais. Os governos concordaram, por meio do Acordo de Paris, em trabalhar juntos para limitar o aquecimento global a 1,5 °C, porque o aquecimento além desse limiar representa enormes perigos para a humanidade.

O acordo refere-se a tendências de longo prazo na temperatura, não a um único ano. Portanto, ultrapassar 1,5 °C em 2024 não significaria que o mundo deixou de cumprir a meta de Paris. No entanto, em tendências de longo prazo, estamos no caminho certo para ultrapassar o limite de 1,5 °C no início da década de 2030.

 À medida que o planeta aquece, corremos agora um sério risco de cruzar “pontos de inflexão” irreversíveis no sistema climático da Terra – incluindo a perda de mantos de gelo polares, o aumento associado do nível do mar e o colapso das principais correntes oceânicas. Esses pontos de inflexão representam limiares que, quando ultrapassados, desencadearão mudanças abruptas e perpetuantes no clima e nos oceanos do mundo. São ameaças de uma magnitude nunca antes enfrentada pela humanidade – portas de mão única pelas quais não queremos passar.

Em 2024 também há muitos motivos para esperança.

Nas negociações climáticas da COP28 das Nações Unidas, em dezembro de 2023, governos de quase 200 países concordaram em acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis nesta década crucial. A queima de combustíveis fósseis é a principal causa da crise climática.

Temos a tecnologia necessária para substituir os combustíveis fósseis em toda a nossa economia: na geração de eletricidade, transporte, aquecimento, alimentação e processos industriais. De fato, a crescente demanda do mercado por tecnologias de energia limpa – eólica, solar, baterias e carros elétricos – está agora substituindo tecnologias poluentes, como veículos movidos a carvão e motores a combustão, em escala global.

O mundo adicionou 510 bilhões de watts de capacidade de energia renovável em 2023, 50% a mais do que em 2022 e equivalente a toda a capacidade de energia da Alemanha, França e Espanha juntas. Espera-se que os próximos cinco anos vejam um crescimento ainda mais rápido das energias renováveis.

A mudança acelerada para tecnologias de energia limpa significa que as emissões globais de gases de efeito estufa podem cair em 2024. Uma análise recente da Agência Internacional de Energia (AIE), com base nas políticas declaradas dos governos, sugere que as emissões podem, de fato, ter atingido o pico no ano passado. A conclusão é apoiada por uma análise do instituto Climate Analytics, que encontrou 70% de chance de as emissões caírem a partir de 2024 se o crescimento atual das tecnologias limpas continuar. 

Um número crescente de grandes economias ultrapassou seus picos de emissões, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia, o Reino Unido e o Japão. A China é atualmente o maior emissor do mundo, contribuindo com 31% do total global no ano passado. Mas o crescimento explosivo dos investimentos em energia limpa significa que as emissões da China não devem apenas cair em 2024, mas entrar em declínio estrutural.

Além disso, a China está passando por um boom na fabricação de energia limpa e uma expansão histórica de energias renováveis – especialmente solar. Esperase um crescimento igualmente explosivo para baterias e veículos elétricos. Um pico nas emissões globais é motivo de otimismo – mas não será suficiente. As emissões de gases de efeito estufa ainda se acumularão na atmosfera e impulsionarão um aquecimento catastrófico, até que as aproximemos o máximo de zero possível.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que as emissões globais devem cair pela metade até 2030 para manter a meta de 1,5 °C ao alcance. A tarefa é gigantesca, mas possível. A Austrália está fazendo grandes avanços na implantação de energia renovável. Mas os governos estaduais e federal estão minando esse progresso ao aprovar novos projetos de combustíveis fósseis.

Cada novo desenvolvimento de carvão, petróleo ou gás põe em perigo todos nós. A Austrália deve reformar urgentemente sua lei ambiental nacional – a Lei de Proteção Ambiental e Conservação da Biodiversidade – para acabar com novos desenvolvimentos de combustíveis fósseis.

Da mesma forma, os ganhos da Austrália em energia renovável foram compensados pelo aumento das emissões em outros setores, principalmente nos transportes. É hora de implementar padrões de eficiência de combustível há muito prometidos e reduzir essas emissões. Além desses próximos passos práticos imediatos, a Austrália tem muito trabalho pela frente para mudar das exportações de combustíveis fósseis para alternativas limpas.

 A oportunidade para a Austrália desempenhar um papel positivo importante na jornada de descarbonização do mundo é inegável, mas essa janela de oportunidade está se estreitando rapidamente.



(Fonte: Wesley Morgan. Este texto foi republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. Disponivel em: https://esginsights.com.br/por-que2024-e-um-ano-determinante-para-a-crise-climatica/ ).
Analise sintaticamente os termos da seguinte oração, destacada do penúltimo parágrafo do artigo: "O início das condições de El Niño no Oceano Pacífico ajudou a elevar as temperaturas globais a novos patamares."

1. O início das condições de El Niño no Oceano Pacífico
2. ajudou
3. a elevar as temperaturas globais a novos patamares
4. das condições de El Niño no Oceano Pacífico


Assinale a alternativa que contém a análise sintática na sequência correta: 
Alternativas
Q3234943 Português
Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Com base ainda no trecho acima, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta sobre a concordância verbal e nominal:
Alternativas
Q3234527 Português
“Quem vem a ser esta mulher que caminha, toda curvada, encostando-se a uma bengala? Reconheço-lhe no rosto os vestígios de uma beleza orgulhosa que já não existe, conquanto ela procure lutar ainda contra o enfraquecimento da sua inteligência resmungona, imbecil, desvairada! Vejo-a num jardim; ao pé dela vejo também uma mulher violenta, sombria, encarquilhada, com uma cicatriz no lábio.” Extraído da obra “David Copperfield”, de Charles Dickens.
Para que se mantenha o sentido do texto, a conjunção sublinhada acima não poderia ser substituída por: 
Alternativas
Q3234526 Português
Assinale a alternativa em que expressão “de que” preenche corretamente a lacuna da frase (textos adaptados da obra: Schwarcz, Lilia Moritz; Starling, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia: Com novo pós-escrito (Portuguese Edition). Companhia das Letras. Edição do Kindle): 
Alternativas
Respostas
12081: C
12082: A
12083: A
12084: D
12085: C
12086: A
12087: A
12088: D
12089: A
12090: C
12091: B
12092: C
12093: B
12094: A
12095: C
12096: A
12097: A
12098: C
12099: C
12100: B