Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q2631556 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03 (duas ocorrências) e 14.

Alternativas
Q2631506 Português

Por que a reciclagem de embalagem plástica no Brasil é tão baixa?


Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos, reciclagem de alguns dos principais materiais no Brasil encontra barreiras.


No Brasil, cada pessoa produz, em média, 343 quilos de resíduos sólidos por ano, totalizando cerca de 80 milhões de toneladas anualmente.

RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) são todos os materiais produzidos nas residências, comércios, indústrias, hospitais e demais instalações e descartados após o término de sua utilidade. Os RSU são classificados em quatro tipos: resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, galhos e esterco), recicláveis (papel, plástico, metal e vidro), perigosos (pilhas, baterias e resíduos hospitalares) e rejeitos materiais (não recicláveis ou reutilizáveis).

A fração orgânica é a mais significativa, representando 46% do total, enquanto entre os resíduos recicláveis secos destaca-se o plástico, que constitui cerca de 17% dos RSU. Em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 13,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos nas cidades, o equivalente a 64 quilos por pessoa durante o ano. Essa produção coloca o Brasil como o quarto maior produtor global de resíduos plásticos, atrás somente de Estados Unidos, China e Índia.

Além do excesso de resíduos plásticos gerados pela população brasileira, outro grande problema é a sua baixa taxa de reciclagem, apesar da lei nº 12.305/2010, que instituiu a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos).

A PNRS introduziu a logística reversa como um dos pilares fundamentais para promover a responsabilidade compartilhada pelos setores por todo ciclo de vida dos produtos. O objetivo é que produtos e embalagens pós-consumo retornem para um novo ciclo de aproveitamento, seja por reúso ou reciclagem.

Apesar desses esforços impulsionados pela legislação, os índices de reciclagem de alguns dos principais materiais no Brasil permanecem significativamente baixos, especialmente no que diz respeito às embalagens plásticas. Os maiores índices de reciclagem de embalagem pós-consumo são de latas de alumínio (97,4%), seguidos de papel e papelão (66,9%). Somente 22% das embalagens plásticas são recicladas no Brasil.

A baixa taxa de reciclagem de embalagens plásticas no Brasil pode ser atribuída a diversos fatores. Um deles é a falta de infraestrutura adequada para coleta seletiva, separação e processamento de resíduos plásticos. Muitas regiões do país não têm sistemas eficientes de coleta seletiva e reciclagem.

Além disso, existem diferentes tipos de plásticos, com diferentes composições químicas, o que dificulta o processo de reciclagem. A falta de padronização dos materiais e a necessidade de separação por tipo tornam o processo mais dispendioso e complicado.

A baixa conscientização da população sobre a importância da separação adequada e da reciclagem é outro fator importante.

Em muitos casos, o custo de reciclar plásticos pode superar o de produzir novos a partir de matéria-prima virgem. Isso se deve à inexistência ou à má estruturação dos mercados locais de comercialização e reciclagem, à alta carga tributária, à competição desigual com alternativas inadequadas de descarte final (como lixões e aterros controlados) e à instabilidade da cadeia logística.

Esses fatores comprometem a consistência, estabilidade e segurança no fornecimento de materiais, desencorajando os investimentos em infraestrutura de reciclagem e impactando a rentabilidade do processo.

Para ilustrar, o preço de compra do plástico reciclável varia de R$ 0,30 a R$ 3,00 por quilo, dependendo das condições locais de mercado, das flutuações nos preços de commodities e de outras variáveis econômicas. Por outro lado, o preço de compra do alumínio para reciclagem pode variar de R$ 3,00 a R$ 7,00 por quilo.

Para melhorar os índices de coleta e reciclagem de embalagens plásticas, é fundamental um esforço coordenado entre os setores público e privado, juntamente com organizações de catadores.

Isso envolve investimentos direcionados para aprimorar a infraestrutura de reciclagem, promover programas de educação ambiental, implementar políticas governamentais que incentivem práticas sustentáveis e continuar a conscientização da população sobre a importância da reciclagem.

Essa abordagem integrada e colaborativa é essencial para contribuir para a preservação do meio ambiente, para a segurança climática e para o uso mais eficiente dos recursos naturais.


(Priscila Borin Claro. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas. Adaptado.)

Analise a função sintática do trecho sublinhado em “[...] existem diferentes tipos de plásticos, com diferentes composições químicas [...]” (8º§). Assinale a alternativa em que o trecho sublinhado exerce a mesma função sintática.

Alternativas
Q2631200 Português

Indique a opção na qual a concordância está devidamente empregada.

Alternativas
Q2630988 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://www.gov.br/agricultura/>. Acesso em: 3 fev. 2024, com adaptações.

Considerando os sentidos e os aspectos gramaticais do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2630514 Português

Texto

DE VESTIDO DE ONCINHA E PLUMAS

Por Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 27/11/11

Temos o direito de ficar ressabiados por postarem nossas fotos pré-históricas sem nos consultar?

Outro dia aconteceu algo que me deixou sem saber direito o que pensar. Um caso corriqueiro, mas novidade pra mim. Quando era publicitária, trabalhei por três meses numa agência. Estamos falando do ano de 1984 – ou seja, 27 anos atrás.

Pois uma ex-colega da agência postou essa semana, no blog de uma confraria da qual faz parte, uma foto daquela época, onde apareço numa festa à fantasia. Uma homenagem que ela me fez, sem nenhuma intenção difamatória. Nem estou tão medonha na foto, apesar do cabelo estilo Dallas, o vestido de oncinha e a echarpe de plumas negras. Foi a primeira festa à fantasia que fui. E a última.

Me garantiram que o blog é acessado por pouquíssimas pessoas. As confrades estavam crentes de que eu iria me comover. Mas, nascida com vários defeitos de fabricação, não me comovi. Em vez disso, considerei que a titular do blog poderia ter pedido autorização para publicar uma foto minha de 27 anos atrás. Seria atencioso da parte dela. Mas devo estar variando: quem pede licença antes de postar foto dos outros?

Lembrei de uma discussão que testemunhei entre duas amigas: uma delas havia ficado chateada por a outra ter postado a foto do seu chá de panela, onde ela aparecia completamente descomposta, mas descomposta de uma maneira que só quem já foi num chá de panela sabe que é possível.

Já a outra amiga defendia o seu direito de postar o que quisesse, e de julgar ela mesma o que era descompostura e o que era apenas uma foto engraçada. De fato, era uma foto engraçada. Lembro que pensei: “Quá, quá, quá, que engraçado – ainda bem que não sou eu”.

Agora sou eu. E se ainda não chegou sua vez, aguarde.

Tenho plena consciência de que cada vez que tiro foto com um leitor numa sessão de autógrafos, aquela foto estará no Facebook em poucos segundos. Tudo bem. Meu trabalho faz com que me exponha e sei que não há controle sobre a propagação de imagens.

E mesmo quando não é um evento profissional, tudo bem também: ao viajar com amigos ou ir a um churrasco, sei que serei fotografada junto ao grupo e logo estarei num álbum virtual, para quem quiser espiar. Qualquer pessoa que se deixe fotografar, hoje, sabe que é assim. Se quiser discrição, melhor evaporar na hora do clique.

Não tive essa prerrogativa em 1984. Naquela época, nem em meus devaneios mais premonitórios poderia supor que o conceito de privacidade em breve estaria condenado à morte e que o “cá entre nós” seria substituído pelo “cá entre todos”.

Por isso, a dúvida: temos o direito de ficar ressabiados por postarem nossas fotos pré-históricas sem nos consultar ou dá no mesmo se a foto foi tirada 27 anos atrás ou ontem à noite? Suspeito que estou sendo preciosista. Vaidosa. Tá bom: chata. Mas queria compartilhar essa indagação.

Quanto à ex-colega, sem mágoas. Assimilei. Nenhum problema de eu circular pela internet de oncinha e plumas. Ao menos estou vestida, ufa.

Disponível em https://avaranda.blogspot.com/2011/11/de-vestido-de-oncinha-e-plumas-martha.html.

O período composto “As confrades estavam crentes(1) de que eu iria me comover(2).” é formado por orações subordinadas classificadas como

Alternativas
Q2630356 Português

“Ser professora é um estilo de vida”

(Wallace Cardozo, Rede Galápagos, Salvador)


No Recife, professora diz ter encontrado propósito de vida depois de começar a atuar com educação infantil: “Vou alfabetizar quantas crianças eu puder”



O período de isolamento acabou sendo uma oportunidade para que nós, educadores, buscássemos novas soluções para a sala de aula. Na Internet, encontrei o Polo e resolvi fazer a formação Experiência e Protagonismo: a BNCC na Educação Infantil. Entendi que é preciso envolver a família para garantir o direito à aprendizagem das crianças pequenas. Pensando nisso, desenvolvi um podcast, o Educação & Família. Eu gravava em casa e enviava aos pais e responsáveis. Dessa forma, por menor que fosse seu nível de alfabetização, era possível estimular as crianças em casa.

Enquanto estive fazendo o podcast, ainda não havia conhecido a minha turma pessoalmente. Quando finalmente retornamos à modalidade presencial, fiquei surpresa ao perceber que algumas das crianças já liam. O comprometimento da família é fundamental para a aprendizagem, e eu pude perceber isso também dentro de casa. Durante a pandemia, investi muito no incentivo à leitura para os meus dois filhos. Comprei livros e li com eles, que também voltaram à escola lendo.

Além de professora sou gestora do Instituto Mucambo, cuja sede fica no quintal de minha casa. A organização surgiu para formalizar um projeto que outros educadores e eu já realizávamos, chamado Leituras Brincantes. Com crianças em situação de vulnerabilidade, realizamos atividades como mediação de leitura, contação de histórias e distribuição de livros, além de arrecadação e doação de alimentos. No mesmo intuito de envolver as famílias, fazemos periodicamente rodas de leitura com as mães.

Inscrevemos o Instituto Mucambo no programa Leia com uma criança e recebemos caixas de livros. Nesse processo, fiz mais uma formação no Polo, dessa vez voltada à mediação de leitura para o público infantil. Gosto dos cursos da plataforma porque são objetivos e práticos. Esse tipo de abordagem é muito importante para professores porque geralmente temos muita vontade de aprender, mas pouco tempo. Usei os livros na escola, no instituto e também em casa. Por aqui, o maior sucesso foi o Meu crespo é de rainha. Ao final da leitura, meus filhos perguntaram se o cabelo deles é crespo. Quando eu disse que não, disseram que queriam ter o cabelo crespo.

Alfabetizar é o meu propósito. Em minha trajetória, pretendo ensinar a leitura e a escrita a quantas crianças conseguir. Esse é um direito delas. Fico pensando como seria a minha vida se eu não soubesse ler e escrever. Que perspectiva de vida têm aquelas pessoas que não são alfabetizadas? Foi por meio desse propósito que me encontrei ao começar a trabalhar com a educação infantil.

Antes disso, atuei com o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Formada em letras, dava aulas de inglês e de língua portuguesa, até começar a lecionar na rede municipal, em 2016. Eu já entendia que a alfabetização era uma questão delicada, mesmo sem saber como funciona esse processo. Tive alunos do terceiro ano do ensino médio que não tinham autonomia para escrever.

A educação infantil me fez entender vulnerabilidades, como a pobreza e outras violações de direito. Esses contextos também existiam na realidade dos outros públicos com quem eu trabalhava antes, mas as crianças não mentem. Elas me dizem que estão com fome, ou que passaram a noite trabalhando, ou mesmo que sofreram algum tipo de abuso. Alfabetizar crianças expostas a situações de vulnerabilidade ocasionadas pela pobreza é um desafio enorme.

Desde que tive esse choque de realidade pela primeira vez, busco entender o impacto da pobreza no desenvolvimento cognitivo da criança. Durante a pandemia, por exemplo, enviamos fichas de atividades. Não funcionavam muito bem porque as fichas devem ser a finalização de todo um processo lúdico de ensino e aprendizagem, e os pais não são (nem têm que ocupar o papel de) professores. Uma parcela relevante deles tem um grau de escolaridade muito básico, o que aumentava o desafio.

Ser professora é mais do que uma profissão. É um estilo de vida. Nós pensamos e falamos em educação 24 horas por dia, 7 dias por semana. O Instituto Mucambo, espaço onde posso experimentar, tem me ajudado muito nesse processo. Levo para a escola o que aprendo lá, e vice-versa. Trabalhar com crianças em vulnerabilidade é aprender todos os dias que não dá pra atuar só com um livro na mão numa realidade de insegurança alimentar. Como diz a letra da canção, “a gente quer comida, diversão e arte”.


Disponível em: https://www.itausocial.org.br/noticias/ser-

professora-e-um-estilo-de-

vida/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAp5qsBhAPEiwAP0qeJjaA Tmxip8Xd_91FihDufStbSH1dmUZORUMHWGygoZiMKDVDyE6

bdBoCQvUQAvD_BwE. Acesso em 23 dez.2023.

Aponte o período em que a expressão destacada é um complemento nominal.

Alternativas
Q2630191 Português

“As pessoas que conseguem parar de usar drogas são aquelas que não sofrem de outras doenças associadas. A depressão geralmente está associada ao alcoolismo e a outros abusos de drogas. Quando não tratada adequadamente pode levar à morte. A melhor forma de evitar riscos para a saúde de um dependente químico é encorajá-lo a procurar, antes de tudo, um profissional de saúde.”


Hélio Lippi


O processo de construção sintática, no texto, denominado concordância nominal está presente em:

Alternativas
Q2630184 Português

Imagem associada para resolução da questão


https://anoticiadovale.com


Sobre o lançamento do projeto “Sobradinho+verde”, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2630182 Português

“O lago de Sobradinho é o segundo maior lago artificial do mundo e o primeiro da América Latina, com 828 km² de área e 32200 km³ de água. Situado no norte do estado da Bahia, foi construído na década de 1970, mediante o represamento das águas do rio São Francisco, com vistas ao aproveitamento hidroelétrico do rio através da usina de Sobradinho, a maior do estado e uma das maiores usinas hidrelétricas do Brasil.”


https://rafhatur.com.br


Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Ibirapuitã - RS Provas: FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Ambiental | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Fazendário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Tributário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Procurador do Município | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Técnico Previdenciário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Executivo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Contador | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Coordenador do CRAS | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Dentista Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Engenheiro Civil II | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Gestor Controle Interno | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Médico Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicólogo |
Q2629846 Português

Farofa de Tanajura

Por Leonardo Igor de Souza

01 Em 13 de julho de 1553, desembarcou em Salvador o padre jesuíta José de Anchieta,

02considerado hoje um dos primeiros escritores da Literatura Brasileira. Em sua convivência com

03 os povos indígenas no Brasil, um dos hábitos que lhe chamou atenção – e do qual ele provou

04 – foi o de coletar e comer as chamadas içás, conhecidas em parte do Brasil como saúvas e, no

05 Ceará, como tanajuras.

06 Ainda agora, o hábito de comer tanajura, observado nos tempos da colônia, segue

07 preservado no Ceará, na região da Serra da Ibiapaba, onde estão municípios como Ubajara,

08 Tianguá, Ibiapina, São Benedito, Viçosa do Ceará, entre outros.

09 As tanajuras (Atta cephalotes) são uma espécie de formiga com asas e com o abdômen

10 pronunciado. Elas costumam aparecer no período chuvoso, na época chamada de revoada,

11 quando elas deixam o solo _______ da chuva. Nesse período, elas se reproduzem e formam

12 uma nova colônia, um novo lar, em um espaço mais seco.

13 É nesse período que muita gente aproveita para coletar os espécimes e prepará-los para

14 o consumo. Na maior parte das vezes, a iguaria é consumida frita, sendo utilizada como

15 ingrediente principal para o preparo de farofa de tanajura.

16 “Quando tem uma boa chuva com trovão e no dia seguinte faz um sol quente que começa

17 a sair [tanajura], você vê um monte de gente na rua. Quem pode vai para os sítios, quem tem

18 a _______ de entrar nos formigueiros, coloca bota e tudo para poder ir pegar”, conta a

19 nutricionista Lídia Sousa, moradora do município de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba.

20 Lídia nasceu no Distrito Federal, mas seus pais são cearenses da região da Ibiapaba. Ela

21 conta que vive em Ibiapina há cerca de 15 anos, mas já tinha o hábito de comer tanajuras desde

22 pequena na capital federal. No Distrito Federal, ela e a família moravam em uma chácara, por

23 isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas. “Lá mesmo ninguém consumia,

24 pessoal inclusive achava engraçado, julgava, dizia que a gente tava comendo formiga”, relembra.

25 Na Serra da Ibiapiaba, se alguém perguntar de onde vem o hábito de comer tanajuras, diferentes

26 versões vão surgir. Hoje, no entanto, especialistas concordam que o hábito é uma herança do

27 povo indígena Tabajara, que habita a região.

28 O professor Paulo Henrique Machado, do curso de Gastronomia da Universidade Federal

29 do Ceará (UFC), integra um grupo na universidade que estuda a entomofagia, que é o consumo

30 de insetos como alimentos. O professor aponta que a prática pode ser encontrada em várias

31 comunidades do Brasil. “E não só o inseto, mas produtos dele, no caso do mel da abelha, da

32 cochonilha que produz corante vermelho, mais para rosado. E tem muitos produtos, mesmo

33 industrializados. Então é um hábito comum que às vezes a gente não sabe”, destaca.

34 Do ponto de vista nutricional, .... tanajura é considerada um alimento com altas

35 concentrações de lipídios e proteínas, de acordo com análise feita em laboratório pelo professor

36 Paulo Henrique Machado e outros dois colegas da UFC. A pesquisa, publicada em 2020, indicou

37 que as tanajuras têm um perfil de ácidos graxos majoritariamente composto de ácidos graxos

38 monoinsaturados, semelhante .... carnes de boi e de porco, “enriquecendo .... dieta daqueles

39 que .... ingerem”.

(Disponível em: www.g1.globo.com/ce/ceara/noticia – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas abaixo sobre a frase “Ela e a família moravam em uma chácara, por isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas”:


I. Há, no período, três verbos de ligação.

II. O período é corretamente classificado como período composto por conter mais de uma oração.

III. O sujeito da forma verbal “moravam” é corretamente classificado como sujeito composto.


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Ibirapuitã - RS Provas: FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Ambiental | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Fazendário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Tributário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Procurador do Município | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Técnico Previdenciário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Executivo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Contador | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Coordenador do CRAS | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Dentista Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Engenheiro Civil II | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Gestor Controle Interno | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Médico Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicólogo |
Q2629845 Português

Farofa de Tanajura

Por Leonardo Igor de Souza

01 Em 13 de julho de 1553, desembarcou em Salvador o padre jesuíta José de Anchieta,

02considerado hoje um dos primeiros escritores da Literatura Brasileira. Em sua convivência com

03 os povos indígenas no Brasil, um dos hábitos que lhe chamou atenção – e do qual ele provou

04 – foi o de coletar e comer as chamadas içás, conhecidas em parte do Brasil como saúvas e, no

05 Ceará, como tanajuras.

06 Ainda agora, o hábito de comer tanajura, observado nos tempos da colônia, segue

07 preservado no Ceará, na região da Serra da Ibiapaba, onde estão municípios como Ubajara,

08 Tianguá, Ibiapina, São Benedito, Viçosa do Ceará, entre outros.

09 As tanajuras (Atta cephalotes) são uma espécie de formiga com asas e com o abdômen

10 pronunciado. Elas costumam aparecer no período chuvoso, na época chamada de revoada,

11 quando elas deixam o solo _______ da chuva. Nesse período, elas se reproduzem e formam

12 uma nova colônia, um novo lar, em um espaço mais seco.

13 É nesse período que muita gente aproveita para coletar os espécimes e prepará-los para

14 o consumo. Na maior parte das vezes, a iguaria é consumida frita, sendo utilizada como

15 ingrediente principal para o preparo de farofa de tanajura.

16 “Quando tem uma boa chuva com trovão e no dia seguinte faz um sol quente que começa

17 a sair [tanajura], você vê um monte de gente na rua. Quem pode vai para os sítios, quem tem

18 a _______ de entrar nos formigueiros, coloca bota e tudo para poder ir pegar”, conta a

19 nutricionista Lídia Sousa, moradora do município de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba.

20 Lídia nasceu no Distrito Federal, mas seus pais são cearenses da região da Ibiapaba. Ela

21 conta que vive em Ibiapina há cerca de 15 anos, mas já tinha o hábito de comer tanajuras desde

22 pequena na capital federal. No Distrito Federal, ela e a família moravam em uma chácara, por

23 isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas. “Lá mesmo ninguém consumia,

24 pessoal inclusive achava engraçado, julgava, dizia que a gente tava comendo formiga”, relembra.

25 Na Serra da Ibiapiaba, se alguém perguntar de onde vem o hábito de comer tanajuras, diferentes

26 versões vão surgir. Hoje, no entanto, especialistas concordam que o hábito é uma herança do

27 povo indígena Tabajara, que habita a região.

28 O professor Paulo Henrique Machado, do curso de Gastronomia da Universidade Federal

29 do Ceará (UFC), integra um grupo na universidade que estuda a entomofagia, que é o consumo

30 de insetos como alimentos. O professor aponta que a prática pode ser encontrada em várias

31 comunidades do Brasil. “E não só o inseto, mas produtos dele, no caso do mel da abelha, da

32 cochonilha que produz corante vermelho, mais para rosado. E tem muitos produtos, mesmo

33 industrializados. Então é um hábito comum que às vezes a gente não sabe”, destaca.

34 Do ponto de vista nutricional, .... tanajura é considerada um alimento com altas

35 concentrações de lipídios e proteínas, de acordo com análise feita em laboratório pelo professor

36 Paulo Henrique Machado e outros dois colegas da UFC. A pesquisa, publicada em 2020, indicou

37 que as tanajuras têm um perfil de ácidos graxos majoritariamente composto de ácidos graxos

38 monoinsaturados, semelhante .... carnes de boi e de porco, “enriquecendo .... dieta daqueles

39 que .... ingerem”.

(Disponível em: www.g1.globo.com/ce/ceara/noticia – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na frase “A pesquisa, publicada em 2020, indicou que as tanajuras têm um perfil de ácidos graxos majoritariamente composto de ácidos graxos monoinsaturados”, caso a palavra “pesquisa” fosse substituída por sua forma plural, quantas outras palavras necessitariam de ajuste a fim de manter a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Ibirapuitã - RS Provas: FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Ambiental | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Fazendário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Tributário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Procurador do Município | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Técnico Previdenciário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Executivo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Contador | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Coordenador do CRAS | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Dentista Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Engenheiro Civil II | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Gestor Controle Interno | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Médico Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicólogo |
Q2629844 Português

Farofa de Tanajura

Por Leonardo Igor de Souza

01 Em 13 de julho de 1553, desembarcou em Salvador o padre jesuíta José de Anchieta,

02considerado hoje um dos primeiros escritores da Literatura Brasileira. Em sua convivência com

03 os povos indígenas no Brasil, um dos hábitos que lhe chamou atenção – e do qual ele provou

04 – foi o de coletar e comer as chamadas içás, conhecidas em parte do Brasil como saúvas e, no

05 Ceará, como tanajuras.

06 Ainda agora, o hábito de comer tanajura, observado nos tempos da colônia, segue

07 preservado no Ceará, na região da Serra da Ibiapaba, onde estão municípios como Ubajara,

08 Tianguá, Ibiapina, São Benedito, Viçosa do Ceará, entre outros.

09 As tanajuras (Atta cephalotes) são uma espécie de formiga com asas e com o abdômen

10 pronunciado. Elas costumam aparecer no período chuvoso, na época chamada de revoada,

11 quando elas deixam o solo _______ da chuva. Nesse período, elas se reproduzem e formam

12 uma nova colônia, um novo lar, em um espaço mais seco.

13 É nesse período que muita gente aproveita para coletar os espécimes e prepará-los para

14 o consumo. Na maior parte das vezes, a iguaria é consumida frita, sendo utilizada como

15 ingrediente principal para o preparo de farofa de tanajura.

16 “Quando tem uma boa chuva com trovão e no dia seguinte faz um sol quente que começa

17 a sair [tanajura], você vê um monte de gente na rua. Quem pode vai para os sítios, quem tem

18 a _______ de entrar nos formigueiros, coloca bota e tudo para poder ir pegar”, conta a

19 nutricionista Lídia Sousa, moradora do município de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba.

20 Lídia nasceu no Distrito Federal, mas seus pais são cearenses da região da Ibiapaba. Ela

21 conta que vive em Ibiapina há cerca de 15 anos, mas já tinha o hábito de comer tanajuras desde

22 pequena na capital federal. No Distrito Federal, ela e a família moravam em uma chácara, por

23 isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas. “Lá mesmo ninguém consumia,

24 pessoal inclusive achava engraçado, julgava, dizia que a gente tava comendo formiga”, relembra.

25 Na Serra da Ibiapiaba, se alguém perguntar de onde vem o hábito de comer tanajuras, diferentes

26 versões vão surgir. Hoje, no entanto, especialistas concordam que o hábito é uma herança do

27 povo indígena Tabajara, que habita a região.

28 O professor Paulo Henrique Machado, do curso de Gastronomia da Universidade Federal

29 do Ceará (UFC), integra um grupo na universidade que estuda a entomofagia, que é o consumo

30 de insetos como alimentos. O professor aponta que a prática pode ser encontrada em várias

31 comunidades do Brasil. “E não só o inseto, mas produtos dele, no caso do mel da abelha, da

32 cochonilha que produz corante vermelho, mais para rosado. E tem muitos produtos, mesmo

33 industrializados. Então é um hábito comum que às vezes a gente não sabe”, destaca.

34 Do ponto de vista nutricional, .... tanajura é considerada um alimento com altas

35 concentrações de lipídios e proteínas, de acordo com análise feita em laboratório pelo professor

36 Paulo Henrique Machado e outros dois colegas da UFC. A pesquisa, publicada em 2020, indicou

37 que as tanajuras têm um perfil de ácidos graxos majoritariamente composto de ácidos graxos

38 monoinsaturados, semelhante .... carnes de boi e de porco, “enriquecendo .... dieta daqueles

39 que .... ingerem”.

(Disponível em: www.g1.globo.com/ce/ceara/noticia – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os trechos classificados como sujeitos dos verbos sublinhados na frase a seguir: “Especialistas concordam que o hábito é uma herança do povo indígena Tabajara”.

Alternativas
Q2629732 Português

Mulher negra e os desafios no mercado de trabalho


A representatividade das mulheres no mercado de trabalho é uma questão cada vez mais presente na agenda de diversidade das empresas. Muitas vezes, no entanto, acaba ficando atrelada apenas aos discursos e evidencia a falta de ações práticas, o que se acentua principalmente com relação à ausência de mulheres negras em cargos superiores. É o que aponta o estudo Mulheres Negras na Liderança 2023, realizado pela plataforma 99Jobs em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil. Segundo o levantamento, 60% das entrevistadas afirmam que nas companhias onde trabalham não existem outras mulheres negras em cargos de liderança.

É necessário ressaltar que a representatividade no local de trabalho não é apenas sobre cumprir cotas, mas também proporcionar um ambiente que valorize e respeite a diversidade de experiências, perspectivas e talentos. E empresas que oferecem oportunidades para as mulheres negras de ocupar cargos de destaque faz que enriqueçam a tomada de decisões e impulsionem sua inovação, além do que a representatividade inspira outras negras a acreditar na possibilidade de alcançar seus objetivos profissionais. Inclusive, a pesquisa Trama do Pertencimento, realizada pela consultoria Bain & Company, apontou que mais de 70% das mulheres negras que trabalham em empresas no Brasil, acredita que o senso de inclusão na companhia em que trabalham aumentou devido às discussões sobre diversidade e inclusão nos últimos anos.

E, como todos já sabemos, infelizmente, a jornada da mulher negra no mercado de trabalho é frequentemente marcada por desafios adicionais, já que a discriminação racial e de gênero persiste, tornando mais difícil para elas avançarem na carreira. Sem falar que estereótipos e preconceitos ainda influenciam as percepções dos empregadores, muitas vezes levando a oportunidades limitadas e promoções negligenciadas. Além disso, a falta de modelos a seguir e redes de apoio específicas podem criar um sentimento de isolamento para essas mulheres. A minha trajetória na liderança, por exemplo, foi durante muitos anos solitária, pois não havia outras colegas negras que eu pudesse compartilhar todas as situações vividas diariamente, já que os espaços de comando no Brasil país sempre foram majoritariamente brancos.

Acredito que a área de recursos humanos pode ter a missão de sensibilizar os líderes das companhias e garantir o seu desenvolvimento em políticas e práticas que abordem desafios específicos enfrentados pelas negras, tais como: diversidade na contratação, desenvolvimento profissional, cultura de inclusão, combate à discriminação, conscientização com comunicação, entre outros.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) 2022, realizada pelo IBGE, a população brasileira é formada por 29% de mulheres negras, mas apenas 3% delas _______ cargos de liderança, que __________ a nível gerente ou superior, o que evidencia a falta de oportunidades na maioria das empresas.

Outro recorte que ressalta um dos motivos para as mulheres negras muitas vezes não obterem oportunidades é aquele feito pelo Dieese, em que dos 38 milhões de lares chefiados por mulheres, 21,5 milhões eram liderados por negras com a responsabilidade do trabalho doméstico, o que dificulta esse acesso ao mercado de trabalho.

Por outro lado, gostaria de afirmar que, mesmo com tantas dificuldades, algumas mulheres negras têm alcançado notáveis conquistas na carreira, pois temos exemplos de líderes, empreendedoras e profissionais de sucesso em muitos setores. Para isso, é importante que as negras inspirem outras pessoas com suas trajetórias. É importante que essas conquistas sejam celebradas e compartilhadas para que sirvam de exemplo e inspiração.

A maior representatividade da mulher negra no mercado de trabalho é uma questão urgente. Para isso, ela tem de deixar de ser vista como útil apenas para tarefas operacionais. Para alcançarmos uma verdadeira equidade no local de trabalho, é essencial que as empresas se comprometam com políticas e práticas que promovam a diversidade e a inclusão. Assim, algum dia, podemos construir uma realidade em que todas as mulheres, independentemente de sua raça ou origem, tenham a oportunidade de prosperar e brilhar no mundo profissional.


(Claudia Perazio. Disponível em: <https://www.hojeemdia.com.br/. Publicado em: 28/12/2023.)

De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, as lacunas no 5º§ do texto são preenchidas, respectivamente, com:

Alternativas
Q2629698 Português

Texto para as questões 8 e 9.


Câmbio automático: uso errado da posição P e outros vacilos dos motoristas


O câmbio automático já foi considerado um item de luxo no Brasil. Contudo, atualmente o equipamento está mais acessível e já equipa cerca de metade dos carros novos vendidos no Brasil.

Dessa forma, muitas pessoas que passaram a maior parte da vida dirigindo carros manuais agora têm a chance de guiar um automóvel sem pedal de embreagem pela primeira vez.

Embora a transmissão automática seja projetada para simplificar a vida e trazer conforto ao volante, ela tem seus macetes: erros facilmente evitáveis são capazes de causar danos graves com o passar do tempo, cujo reparo pode custar uma fortuna – para a alegria do seu mecânico.


Disponível em: https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2024/01/07/cambio-automatico-uso-errado-da-posicao-p-e-outros-vacilos-dos-motoristas.htm. Acesso em: 7 jan. 2024.

Os termos em destaque no último parágrafo do texto exercem a seguinte função sintática:

Alternativas
Q2629697 Português

Em qual dos períodos a seguir há uma oração coordenada sindética adversativa?

Alternativas
Q2629696 Português

Texto para as questões 5 e 6.


Peito vazio


Cartola


Nada consigo fazer

Quando a saudade aperta

Foge-me a inspiração

Sinto a alma deserta


Um vazio se faz em meu peito

E de fato eu sinto

Em meu peito um vazio


Me faltando as tuas carícias

As noites são longas

E eu sinto mais frio


Procuro afogar no álcool

A tua lembrança

Mas noto que é ridícula

A minha vingança


Vou seguir os conselhos de amigos

E garanto que não beberei nunca mais

E com o tempo esta imensa saudade que sinto se esvai

No verso “E garanto que não beberei nunca mais”, a segunda oração é:

Alternativas
Q2629608 Português

Texto para responder às questões de 06 a 10. Leia-o atentamente.


Celular é o novo cigarro: como o cérebro reage às notificações de apps e por que elas viciam tanto


Conferir notificações, curtidas e o feed de redes sociais já são hábitos comuns para quem tem um smartphone na mão. O simples som de uma notificação pode trazer uma sensação boa, mas, ao mesmo tempo, afetar o controle dos nossos impulsos. E, assim como o cigarro ou outros vícios, o uso constante do celular também pode se tornar uma dependência.

Tudo isso é um processo químico, que ocorre dentro do nosso cérebro através da dopamina. Estimulado por comentários e curtidas, o neurotransmissor é liberado, provocando prazer e satisfação.

Só que a dopamina vicia. Checar o celular o tempo todo, clicar em notificações, ficar rolando infinitamente as timelines sem buscar algo determinado, pode gerar um looping altamente perigoso para a saúde.

Julia Khoury, que fez mestrado e doutorado em dependência digital, afirma que o mundo digital é uma fonte inesgotável de estímulos rápidos, capaz de nos dar pequenas doses de alívio frente à vida real. “As pessoas vão em busca desses estímulos rápidos que geram prazer para se livrar de sentimentos ruins ou para ter pequenos prazeres ao longo do dia”, diz a médica psiquiatra.

Você pode não perceber, mas, ao receber uma mensagem do “crush” ou um elogio inesperado em uma foto postada, um neurotransmissor começa a correr dentro do cérebro: é a dopamina.

A dopamina, então, se desloca até a parte central do cérebro e, ao ser liberada ali, causa imediatamente sensações como prazer e satisfação na pessoa.

Mas ela também vai até a parte da frente do cérebro. Liberada, inibe as funções dessa região, chamada de córtex pré-frontal e responsável pelo controle dos impulsos, moderação do comportamento e tomada de decisões.

Com isso, pode causar impulsividade e afetar o controle do uso – nesse caso, uso do celular.

O processo é o mesmo em outros tipos de vícios, como em jogos ou drogas.

“O vício em smartphones é causado por causa desse tipo de recompensa rápida”, afirma a psiquiatra. “Como temos estímulos rápidos no celular, o cérebro não treina mais para se concentrar por um tempo maior. E isso diminui a capacidade de concentração”, diz Julia.


(Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/. Acesso em: 08/12/2023.)

“Celular é o novo cigarro: como o cérebro reage às notificações de apps e por que elas viciam tanto.” Sobre a regência dos verbos sublinhados, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q2629495 Português

Texto para as questões 9 e 10.


Exigências da vida moderna


Luís Fernando Veríssimo


Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.

Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.

Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem.

O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.

E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia… E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.

Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

[...]

Com relação ao texto pode-se afirmar que:


I. Em: “O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber”, o narrador faz uso de ironia.

II. Em: “E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada”, o verbo esquecer é transitivo indireto.

III. Exigências da vida moderna é uma crônica em que o autor faz uso de muitas metáforas.

Alternativas
Q2629379 Português

Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal e nominal.

Alternativas
Respostas
11841: A
11842: A
11843: A
11844: C
11845: A
11846: A
11847: B
11848: C
11849: B
11850: D
11851: D
11852: B
11853: B
11854: D
11855: C
11856: B
11857: A
11858: C
11859: C
11860: D