Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 41.974 questões

Q3344926 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e de colocação pronominal.
Alternativas
Q3344925 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


       Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa, o abastecimento de alimentação escolar com produtos frescos e orgânicos oriundos da agricultura local e familiar é uma promessa para uma transição ecológica para novos modelos de produção, os chamados Sistemas Agroalimentares Alternativos, que causam menor impacto ambiental. Essa foi a constatação de uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de       Queiroz (Esalq) da USP, em parceria com uma universidade da França, que analisou duas leis, uma brasileira e outra francesa, de incentivo ao abastecimento sustentável de escolas.

     Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas de comercialização e de consumo que buscam soluções para os problemas causados pelo sistema agroindustrial vigente.

     A agroecologia, por exemplo, inclui a substituição do uso de agrotóxicos e adubos químicos por insumos naturais e orgânicos em suas produções, e os agricultores devem estar comprometidos com inúmeros procedimentos técnicos, que vão desde a conservação do solo e o manejo ecológico de pragas e doenças à destinação adequada de resíduos sólidos.

     Além da questão agrícola, os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais e familiares em pequenas propriedades rurais próximas a grandes regiões metropolitanas, de forma a diminuir a distância entre quem produz e quem consome.

    O estudo franco-brasileiro foi baseado na análise comparativa de duas leis que apoiam a agricultura alternativa, uma do Brasil e outra da França, países agroexportadores e cuja balança comercial tem se mantido equilibrada pelo setor agrícola. Um dos objetivos do estudo foi compreender em que medida as políticas públicas que incentivam o abastecimento sustentável das escolas contribuem para a mudança do modelo agroindustrial para sistemas agroecológicos alternativos.


(Ivanir Ferreira. Jornal da USP. 30.04.2024. Adaptado)
Considere os trechos a seguir.

•  – Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas… – (2o parágrafo)
•  – … os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais… – (4o parágrafo)

Os vocábulos em destaque podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Alternativas
Q3344924 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


       Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa, o abastecimento de alimentação escolar com produtos frescos e orgânicos oriundos da agricultura local e familiar é uma promessa para uma transição ecológica para novos modelos de produção, os chamados Sistemas Agroalimentares Alternativos, que causam menor impacto ambiental. Essa foi a constatação de uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de       Queiroz (Esalq) da USP, em parceria com uma universidade da França, que analisou duas leis, uma brasileira e outra francesa, de incentivo ao abastecimento sustentável de escolas.

     Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas de comercialização e de consumo que buscam soluções para os problemas causados pelo sistema agroindustrial vigente.

     A agroecologia, por exemplo, inclui a substituição do uso de agrotóxicos e adubos químicos por insumos naturais e orgânicos em suas produções, e os agricultores devem estar comprometidos com inúmeros procedimentos técnicos, que vão desde a conservação do solo e o manejo ecológico de pragas e doenças à destinação adequada de resíduos sólidos.

     Além da questão agrícola, os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais e familiares em pequenas propriedades rurais próximas a grandes regiões metropolitanas, de forma a diminuir a distância entre quem produz e quem consome.

    O estudo franco-brasileiro foi baseado na análise comparativa de duas leis que apoiam a agricultura alternativa, uma do Brasil e outra da França, países agroexportadores e cuja balança comercial tem se mantido equilibrada pelo setor agrícola. Um dos objetivos do estudo foi compreender em que medida as políticas públicas que incentivam o abastecimento sustentável das escolas contribuem para a mudança do modelo agroindustrial para sistemas agroecológicos alternativos.


(Ivanir Ferreira. Jornal da USP. 30.04.2024. Adaptado)
Considere o trecho a seguir.

– Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa … – (1o parágrafo)
As expressões “em larga escala” e “para consumo em massa” apresentam, respectivamente, circunstâncias de
Alternativas
Q3344921 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Uma constante na doce relação entre os colunistas e seus leitores é que, na exigente opinião destes, todo colunista é um amnésico crônico – ao tratar de qualquer assunto, sempre deixa de citar alguém ou alguma coisa. Eles têm razão. Vide os comentários que começam por “Só se esqueceu de…” ou “Faltou dizer que…”. E, para vergonha do colunista, seguem-se os exemplos do que faltou ou foi esquecido.

    Meu consolo é que nem sempre é por esquecimento. As colunas têm limite de tamanho – a que você está lendo não pode passar de 1880 caracteres – e não permitem que se esgote o assunto. Às vezes, o colunista se vê diante de duas citações e só tem espaço para uma.

   Daí tento aproveitar o espaço ao máximo, concentrando as ideias em poucas palavras, usando palavras mais curtas e apagando aquelas que se revelam redundantes. Qualquer advérbio de modo, por exemplo, é totalmente inútil. Se não acredita, corte o “totalmente” desta frase e veja se ela perde em sentido. Radicalizando a cirurgia, corte também o “por exemplo”, e verá que o sentido continua intacto. Com a extração dessas palavras ganham-se 20 caracteres, que podem ser necessários no caso de se ter de escrever “otorrinolaringologia”.

   Em coluna recente, falei de como o Brasil tem mais faculdades de Direito do que a soma de todas no mundo, assim como somos imbatíveis em farmácias, agências de banco, supermercados, shoppings e lojas de colchões. […] Os leitores concordaram, mas disseram que faltou muita coisa.

  E citaram: influencers, igrejas evangélicas, sites de apostas, botequins, motoqueiros, bocas de botox, academias de ginástica, gente tatuada, de mochila às costas, de boné ao contrário, de celular ao nariz. É verdade, faltou tudo isso. Mas, como não existe memória absoluta, desconfio que continua faltando alguém ou alguma coisa.


(Ruy Castro. Faltou dizer que. Disponível em: https://www.academia.org.br/artigos/faltou-dizer-que. 18.05.2024. Adaptado)
Considere a passagem a seguir.

Mas, como não existe memória absoluta, desconfio que continua faltando alguém ou alguma coisa. – (5o parágrafo)
O trecho em destaque poderia ser substituído, sem prejuízo do sentido original, por:
Alternativas
Q3344919 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Uma constante na doce relação entre os colunistas e seus leitores é que, na exigente opinião destes, todo colunista é um amnésico crônico – ao tratar de qualquer assunto, sempre deixa de citar alguém ou alguma coisa. Eles têm razão. Vide os comentários que começam por “Só se esqueceu de…” ou “Faltou dizer que…”. E, para vergonha do colunista, seguem-se os exemplos do que faltou ou foi esquecido.

    Meu consolo é que nem sempre é por esquecimento. As colunas têm limite de tamanho – a que você está lendo não pode passar de 1880 caracteres – e não permitem que se esgote o assunto. Às vezes, o colunista se vê diante de duas citações e só tem espaço para uma.

   Daí tento aproveitar o espaço ao máximo, concentrando as ideias em poucas palavras, usando palavras mais curtas e apagando aquelas que se revelam redundantes. Qualquer advérbio de modo, por exemplo, é totalmente inútil. Se não acredita, corte o “totalmente” desta frase e veja se ela perde em sentido. Radicalizando a cirurgia, corte também o “por exemplo”, e verá que o sentido continua intacto. Com a extração dessas palavras ganham-se 20 caracteres, que podem ser necessários no caso de se ter de escrever “otorrinolaringologia”.

   Em coluna recente, falei de como o Brasil tem mais faculdades de Direito do que a soma de todas no mundo, assim como somos imbatíveis em farmácias, agências de banco, supermercados, shoppings e lojas de colchões. […] Os leitores concordaram, mas disseram que faltou muita coisa.

  E citaram: influencers, igrejas evangélicas, sites de apostas, botequins, motoqueiros, bocas de botox, academias de ginástica, gente tatuada, de mochila às costas, de boné ao contrário, de celular ao nariz. É verdade, faltou tudo isso. Mas, como não existe memória absoluta, desconfio que continua faltando alguém ou alguma coisa.


(Ruy Castro. Faltou dizer que. Disponível em: https://www.academia.org.br/artigos/faltou-dizer-que. 18.05.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em cujo trecho o cronista se dirige ao leitor.
Alternativas
Q3344748 Português
Leia o texto I, para responder à questão.


A natureza humana imutável


     Mudam os modismos, mudam os costumes, mas certas coisas nunca mudam. Quando se trata do ser humano, há certas características um tanto rígidas, paixões imutáveis. É o que nos permite ler as tragédias gregas ou shakespearianas e compreender exatamente os sentimentos expressados ali, apesar dos séculos que nos separam e criam contextos um tanto distintos.

   Compreender o que não muda nunca quando se trata do bicho-homem é importante para não cair em tentações revolucionárias de criar o “novo-homem” e um “novo mundo”. Os conservadores são mais realistas nesse aspecto do que os progressistas. Eles sabem que “é aquilo que é”, ou seja, precisamos trabalhar com a matéria-prima que temos, imperfeita, sujeita a certas inclinações inalteráveis, independentemente da época.

    Prever como será o mundo daqui a 50 anos é impossível. Mas prever que as pessoas ainda responderão à ganância, ao medo, à oportunidade, à exploração, ao risco, à incerteza, às aflições tribais e à persuasão social da mesma forma é uma aposta mais segura.

    Os que procuram olhar o copo meio cheio e aceitar as contingências do destino com alguma resignação parecem viver mais felizes. Sua felicidade depende mais de suas expectativas do que de qualquer outra coisa. Portanto, em um mundo que tende a melhorar para a maioria das pessoas na maior parte do tempo, uma habilidade importante para a vida é fazer com que a trave pare de se mover. Também é uma das mais difíceis. A grama do vizinho é sempre mais verde, e a inveja é uma daquelas paixões mesquinhas que nunca desaparecem por completo…

    Montesquieu escreveu, há 275 anos: “Se você apenas desejasse ser feliz, isso seria facilmente conseguido; mas desejamos ser mais felizes do que as outras pessoas, e isso sempre é difícil, pois acreditamos que os outros são mais felizes do que são.” Isso, na era do Instagram, piorou bastante. A economia de hoje é boa em gerar três coisas: a riqueza, a capacidade de exibir riqueza e uma grande inveja pela riqueza dos outros.

   O homem odeia as incertezas e almeja uma falsa sensação de segurança. O filósofo conclui: “A ideia de que o que está à nossa frente é um buraco negro de incerteza pode ser tão intimidante que é mais fácil acreditar no oposto – que podemos ver o futuro e que seu caminho é lógico e previsível. Nenhuma crença na história é tão comum e nenhuma crença é tão consistentemente errada.”


(Rodrigo Constantino, Revista Oeste, 02.02.2024. Adaptado)
Observe as relações de sentido estabelecidas pelas conjunções nas passagens destacadas:

Mudam os modismos, mudam os costumes, mas certas coisas nunca mudam.

A ideia de que o que está à nossa frente é um buraco negro de incerteza pode ser tão intimidante que é mais fácil acreditar no oposto

É correto afirmar que as relações de sentido são, respectivamente, de
Alternativas
Q3344747 Português
Leia o texto I, para responder à questão.


A natureza humana imutável


     Mudam os modismos, mudam os costumes, mas certas coisas nunca mudam. Quando se trata do ser humano, há certas características um tanto rígidas, paixões imutáveis. É o que nos permite ler as tragédias gregas ou shakespearianas e compreender exatamente os sentimentos expressados ali, apesar dos séculos que nos separam e criam contextos um tanto distintos.

   Compreender o que não muda nunca quando se trata do bicho-homem é importante para não cair em tentações revolucionárias de criar o “novo-homem” e um “novo mundo”. Os conservadores são mais realistas nesse aspecto do que os progressistas. Eles sabem que “é aquilo que é”, ou seja, precisamos trabalhar com a matéria-prima que temos, imperfeita, sujeita a certas inclinações inalteráveis, independentemente da época.

    Prever como será o mundo daqui a 50 anos é impossível. Mas prever que as pessoas ainda responderão à ganância, ao medo, à oportunidade, à exploração, ao risco, à incerteza, às aflições tribais e à persuasão social da mesma forma é uma aposta mais segura.

    Os que procuram olhar o copo meio cheio e aceitar as contingências do destino com alguma resignação parecem viver mais felizes. Sua felicidade depende mais de suas expectativas do que de qualquer outra coisa. Portanto, em um mundo que tende a melhorar para a maioria das pessoas na maior parte do tempo, uma habilidade importante para a vida é fazer com que a trave pare de se mover. Também é uma das mais difíceis. A grama do vizinho é sempre mais verde, e a inveja é uma daquelas paixões mesquinhas que nunca desaparecem por completo…

    Montesquieu escreveu, há 275 anos: “Se você apenas desejasse ser feliz, isso seria facilmente conseguido; mas desejamos ser mais felizes do que as outras pessoas, e isso sempre é difícil, pois acreditamos que os outros são mais felizes do que são.” Isso, na era do Instagram, piorou bastante. A economia de hoje é boa em gerar três coisas: a riqueza, a capacidade de exibir riqueza e uma grande inveja pela riqueza dos outros.

   O homem odeia as incertezas e almeja uma falsa sensação de segurança. O filósofo conclui: “A ideia de que o que está à nossa frente é um buraco negro de incerteza pode ser tão intimidante que é mais fácil acreditar no oposto – que podemos ver o futuro e que seu caminho é lógico e previsível. Nenhuma crença na história é tão comum e nenhuma crença é tão consistentemente errada.”


(Rodrigo Constantino, Revista Oeste, 02.02.2024. Adaptado)
A alternativa em que o verbo destacado está substituído, entre colchetes, por construção de acordo com a norma-padrão de regência é:
Alternativas
Q3344746 Português
Leia o texto I, para responder à questão.


A natureza humana imutável


     Mudam os modismos, mudam os costumes, mas certas coisas nunca mudam. Quando se trata do ser humano, há certas características um tanto rígidas, paixões imutáveis. É o que nos permite ler as tragédias gregas ou shakespearianas e compreender exatamente os sentimentos expressados ali, apesar dos séculos que nos separam e criam contextos um tanto distintos.

   Compreender o que não muda nunca quando se trata do bicho-homem é importante para não cair em tentações revolucionárias de criar o “novo-homem” e um “novo mundo”. Os conservadores são mais realistas nesse aspecto do que os progressistas. Eles sabem que “é aquilo que é”, ou seja, precisamos trabalhar com a matéria-prima que temos, imperfeita, sujeita a certas inclinações inalteráveis, independentemente da época.

    Prever como será o mundo daqui a 50 anos é impossível. Mas prever que as pessoas ainda responderão à ganância, ao medo, à oportunidade, à exploração, ao risco, à incerteza, às aflições tribais e à persuasão social da mesma forma é uma aposta mais segura.

    Os que procuram olhar o copo meio cheio e aceitar as contingências do destino com alguma resignação parecem viver mais felizes. Sua felicidade depende mais de suas expectativas do que de qualquer outra coisa. Portanto, em um mundo que tende a melhorar para a maioria das pessoas na maior parte do tempo, uma habilidade importante para a vida é fazer com que a trave pare de se mover. Também é uma das mais difíceis. A grama do vizinho é sempre mais verde, e a inveja é uma daquelas paixões mesquinhas que nunca desaparecem por completo…

    Montesquieu escreveu, há 275 anos: “Se você apenas desejasse ser feliz, isso seria facilmente conseguido; mas desejamos ser mais felizes do que as outras pessoas, e isso sempre é difícil, pois acreditamos que os outros são mais felizes do que são.” Isso, na era do Instagram, piorou bastante. A economia de hoje é boa em gerar três coisas: a riqueza, a capacidade de exibir riqueza e uma grande inveja pela riqueza dos outros.

   O homem odeia as incertezas e almeja uma falsa sensação de segurança. O filósofo conclui: “A ideia de que o que está à nossa frente é um buraco negro de incerteza pode ser tão intimidante que é mais fácil acreditar no oposto – que podemos ver o futuro e que seu caminho é lógico e previsível. Nenhuma crença na história é tão comum e nenhuma crença é tão consistentemente errada.”


(Rodrigo Constantino, Revista Oeste, 02.02.2024. Adaptado)
Observe as passagens:

Quando se trata do ser humano, há certas características um tanto rígidas… (1o parágrafo) Montesquieu escreveu, há 275 anos… (5o parágrafo)

A alternativa que reescreve os trechos destacados de acordo com a norma-padrão de concordância verbal é:
Alternativas
Q3344744 Português
Leia o texto I, para responder à questão.


A natureza humana imutável


     Mudam os modismos, mudam os costumes, mas certas coisas nunca mudam. Quando se trata do ser humano, há certas características um tanto rígidas, paixões imutáveis. É o que nos permite ler as tragédias gregas ou shakespearianas e compreender exatamente os sentimentos expressados ali, apesar dos séculos que nos separam e criam contextos um tanto distintos.

   Compreender o que não muda nunca quando se trata do bicho-homem é importante para não cair em tentações revolucionárias de criar o “novo-homem” e um “novo mundo”. Os conservadores são mais realistas nesse aspecto do que os progressistas. Eles sabem que “é aquilo que é”, ou seja, precisamos trabalhar com a matéria-prima que temos, imperfeita, sujeita a certas inclinações inalteráveis, independentemente da época.

    Prever como será o mundo daqui a 50 anos é impossível. Mas prever que as pessoas ainda responderão à ganância, ao medo, à oportunidade, à exploração, ao risco, à incerteza, às aflições tribais e à persuasão social da mesma forma é uma aposta mais segura.

    Os que procuram olhar o copo meio cheio e aceitar as contingências do destino com alguma resignação parecem viver mais felizes. Sua felicidade depende mais de suas expectativas do que de qualquer outra coisa. Portanto, em um mundo que tende a melhorar para a maioria das pessoas na maior parte do tempo, uma habilidade importante para a vida é fazer com que a trave pare de se mover. Também é uma das mais difíceis. A grama do vizinho é sempre mais verde, e a inveja é uma daquelas paixões mesquinhas que nunca desaparecem por completo…

    Montesquieu escreveu, há 275 anos: “Se você apenas desejasse ser feliz, isso seria facilmente conseguido; mas desejamos ser mais felizes do que as outras pessoas, e isso sempre é difícil, pois acreditamos que os outros são mais felizes do que são.” Isso, na era do Instagram, piorou bastante. A economia de hoje é boa em gerar três coisas: a riqueza, a capacidade de exibir riqueza e uma grande inveja pela riqueza dos outros.

   O homem odeia as incertezas e almeja uma falsa sensação de segurança. O filósofo conclui: “A ideia de que o que está à nossa frente é um buraco negro de incerteza pode ser tão intimidante que é mais fácil acreditar no oposto – que podemos ver o futuro e que seu caminho é lógico e previsível. Nenhuma crença na história é tão comum e nenhuma crença é tão consistentemente errada.”


(Rodrigo Constantino, Revista Oeste, 02.02.2024. Adaptado)

Observe o trecho destacado na passagem: 


É o que nos permite ler as tragédias gregas ou shakespearianas e compreender exatamente os sentimentos expressados ali, apesar dos séculos que nos separam e criam contextos um tanto distintos.


É correto afirmar que ele expressa, em relação ao trecho que o precede, uma 

Alternativas
Q3344703 Português

O horário dos jantares para os trabalhadores que estavam no turno final mudou 'e passou' a conflitar com o último transporte.


A expressão destacada trata-se de uma oração:

Alternativas
Q3344700 Português
As pessoas 'reclamaram', especialmente os mais jovens. O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3344404 Português

Leia o texto para responder à questão.


Praticar exercícios na meia-idade pode “reverter” anos de sedentarismo


    Um estudo de larga escala realizado por pesquisadores australianos trouxe boas notícias para aqueles que engrenaram nos exercícios físicos apenas na meia-idade.


    De acordo com o trabalho publicado na revista Plos Medicine (02/05/2024), mesmo que o engajamento nas atividades esportivas ocorra durante uma etapa mais tardia da vida, é possível reverter os efeitos do sedentarismo e obter ganhos para a saúde física e mental, garantindo um envelhecimento com mais qualidade de vida.


    O trabalho acompanhou, por mais de duas décadas, a saúde de 11 mil mulheres na faixa etária entre os 47 e os 52 anos. A linha de corte entre as sedentárias e as que praticavam atividades físicas foram os 150 minutos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o período no qual o estudo foi realizado, as voluntárias passavam por exames e entrevistas periódicas.


    Os pesquisadores concluíram que as mulheres que começaram a se exercitar regularmente na meia-idade conseguiram resultados comparáveis aos das voluntárias que tinham esse hábito de saúde consolidado antes – em média, os dois grupos tinham três pontos percentuais à frente das que nunca ou raramente se exercitavam.


    “Nossas descobertas sugerem que, para manter uma boa qualidade de vida relacionada à saúde física por volta dos 70 anos, é possível ‘compensar’ o fato de não ter sido regular mais cedo, tornando-se ativo por volta dos 50 anos”, escreveram os cientistas da Universidade de Sydney, no texto de divulgação dos resultados.


    Os pesquisadores afirmam que estudos específicos precisam ser feitos analisando dados de voluntários homens, mas eles afirmam que há motivos para acreditar que os resultados serão parecidos.


    Entre os benefícios da atividade física regular, estão a diminuição do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2. O exercício também atua positivamente na manutenção da saúde mental, cognitiva, melhora o sono e a memória.



(Érica Montenegro. https://www.metropoles.com/saude, 05.05.2024. Adaptado)

A reescrita de informações do texto está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal em:
Alternativas
Q3344401 Português

Leia o texto para responder à questão.


Praticar exercícios na meia-idade pode “reverter” anos de sedentarismo


    Um estudo de larga escala realizado por pesquisadores australianos trouxe boas notícias para aqueles que engrenaram nos exercícios físicos apenas na meia-idade.


    De acordo com o trabalho publicado na revista Plos Medicine (02/05/2024), mesmo que o engajamento nas atividades esportivas ocorra durante uma etapa mais tardia da vida, é possível reverter os efeitos do sedentarismo e obter ganhos para a saúde física e mental, garantindo um envelhecimento com mais qualidade de vida.


    O trabalho acompanhou, por mais de duas décadas, a saúde de 11 mil mulheres na faixa etária entre os 47 e os 52 anos. A linha de corte entre as sedentárias e as que praticavam atividades físicas foram os 150 minutos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o período no qual o estudo foi realizado, as voluntárias passavam por exames e entrevistas periódicas.


    Os pesquisadores concluíram que as mulheres que começaram a se exercitar regularmente na meia-idade conseguiram resultados comparáveis aos das voluntárias que tinham esse hábito de saúde consolidado antes – em média, os dois grupos tinham três pontos percentuais à frente das que nunca ou raramente se exercitavam.


    “Nossas descobertas sugerem que, para manter uma boa qualidade de vida relacionada à saúde física por volta dos 70 anos, é possível ‘compensar’ o fato de não ter sido regular mais cedo, tornando-se ativo por volta dos 50 anos”, escreveram os cientistas da Universidade de Sydney, no texto de divulgação dos resultados.


    Os pesquisadores afirmam que estudos específicos precisam ser feitos analisando dados de voluntários homens, mas eles afirmam que há motivos para acreditar que os resultados serão parecidos.


    Entre os benefícios da atividade física regular, estão a diminuição do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2. O exercício também atua positivamente na manutenção da saúde mental, cognitiva, melhora o sono e a memória.



(Érica Montenegro. https://www.metropoles.com/saude, 05.05.2024. Adaptado)

Sem prejuízo de sentido ao texto, na passagem do 2º parágrafo – De acordo com o trabalho publicado na revista Plos Medicine (02/05/2024), mesmo que o engajamento nas atividades esportivas ocorra durante uma etapa mais tardia da vida... –, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3344363 Português

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma- -padrão de regência verbal e colocação pronominal.

Alternativas
Q3344362 Português

Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.

Alternativas
Q3344358 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Na última vez em que fui a Sabará, poderia ter atravessado o Rio das Velhas a vau, apenas arregaçando as calças. Portanto, não fazia sentido a grande âncora que vi em um museu local. Mas matei a charada. Garimpando as imagens da internet, achei duas fotos de navios a vapor que, saindo de Petrolina, iam até Sabará, subindo o Rio das Velhas.

    A charada era outra: por que sumiram as águas desse rio? E também as do São Francisco, do Doce e de outros? A resposta é simples: cortaram-se as florestas!

    Pensemos no círculo virtuoso da água. A chuva cai. Parte é retida nas árvores. O resto atinge o solo e é absorvido. Cria- -se uma gigantesca caixa d’água debaixo das florestas. Mas essa caixa vaza, lentamente, abastecendo os lençóis freáticos. Em algum lugar, esses lençóis viram nascentes que, ao longo do ano, fluem para os rios. Nesse ciclo, mesmo durante a seca, os rios são abastecidos. Nas chuvas e tempestades, as florestas guardam também o excesso de água.

    Porém, quando as árvores são cortadas, os lençóis freáticos secam, ou quase. Resultado: mais secas, temperaturas elevadas e solos deteriorados. Alguns lugares viram desertos. Mas, se forem plantadas e cuidadas, as árvores voltam a fazer o seu serviço. Sebastião Salgado deparou-se com a fazenda da família, totalmente degradada. Inconformado, plantou árvores, reproduzindo a floresta que existia antes. Como mágica, reapareceram 1500 nascentes.

    Tudo indica que, nos próximos anos, a crise da água será um dos problemas mais dramáticos do globo. Já hoje, da ordem de 30 países podem entrar em guerra por disputas na apropriação da água. No Mediterrâneo e no norte da África, a situação é dramática. O Brasil, até agora poupado, está também na iminência de uma crise séria de água, causada pela destruição das florestas.



(Claudio de Moura Castro. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/claudio-de-moura-castro/procuram-se-fabricantes-de-nascentes/. Acesso em 09.07.2024. Adaptado)

Na passagem ꟷ Mas, se forem plantadas e cuidadas, as árvores voltam a fazer o seu serviço. ꟷ (4º parágrafo), o trecho destacado pode ser substituído, de acordo com a norma-padrão e sem prejuízo do sentido original, por:

Alternativas
Q3343892 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Com a seriedade que lhe conferiam seus poucos anos a mais, além de sua condição de bacharel em direito e professor, João Etienne Filho não embarcava nas estripulias dos companheiros. Sempre se mantinha sóbrio, conta, para cuidar deles. Entrou em pânico na madrugada em que viu Fernando Sabino encarapitado1 no arco do viaduto, na postura de quem se atiraria de um trampolim.

    Hélio Pellegrino se aprazia em brincar com Etienne. Tinha mania de carregá-lo na avenida Afonso Pena – como, aliás, Paulo Mendes Campos fez um dia com Monteiro Lobato na avenida São João, no centro de São Paulo, na euforia de estar diante de um dos heróis de sua infância. 

    O convívio nem sempre era idílico2 , e houve momentos em que Etienne se magoou de verdade com os quatro amigos – a ponto de escrever uma carta a Mário de Andrade, queixando-se. Recebia mal as brincadeiras de Otto Lara Resende, por exemplo. Quando publicou seu primeiro livro, Dia e noite, Etienne morava no primeiro andar da farmácia de uns tios, em Copacabana, que se chamava exatamente Dia e Noite – e Otto espalhou que o título da obra visava promover o estabelecimento. 

    Nada o magoou mais, no entanto, que as insinuações de que seria ele o inspirador de Hugo, personagem de O encontro marcado a certa altura envolvido com um aluno, “um negócio meio escandaloso”. “Foi uma safadeza do Fernando”, reagiu Etienne, lembrando que Hugo foi basicamente inspirado em Otto Lara Resende, assim como Mauro é quase todo Hélio Pellegrino e Eduardo Marciano o próprio romancista.


(Humberto Werneck. O desatino da rapaziada. Companhia das Letras, 1992. Adaptado)


Vocabulário:

1 encarapitar: pôr-se no alto.

2 idílico: de amor terno e delicado.
Assinale a alternativa em que há regência e emprego do pronome, em conformidade com a norma-padrão e com o que se afirma no texto.
Alternativas
Q3343889 Português
Leia o texto para responder à questão.


O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa.

    A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.

    “Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindo-se a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas.

    Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho.

    Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”.


(Leonardo Neiva. A Inteligência Artificial vai roubar os empregos das mulheres? https://gamarevista.uol.com.br, 03.03.2024. Adaptado)

Considere os trechos do 4o parágrafo:

•  Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia.
•  Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo.

Os vocábulos destacados podem ser substituídos, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, respectivamente, por:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: SPTrans Prova: VUNESP - 2024 - SPTrans - Arquiteto Pleno |
Q3343648 Português
Leia o texto para responder à questão.


Sobre escrever bem: uma declaração contra o império da simplicidade


    Que tudo seja expresso com o mínimo de ruído, que o leitor compreenda de imediato cada mensagem, que as sentenças sejam diretas e limpas, concisas e coerentes – e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. No império da simplicidade, eliminar palavras é o gesto literário por excelência. E assim vamos formando uma geração de escritores contrários ao dicionário e à linguagem; e uma geração de leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente.

    Ao escritor cabe sobretudo o medo. Deve temer os termos longos e abstratos, cada um passível de se tornar um peso morto sobre a página, a assombrar os leitores também assustados. Deve temer as palavras incomuns, as estranhas, as antigas, maculadas pela poeira dos séculos. Deve temer o olhar dos críticos, encarados como fiscais da clareza, e fugir de seu juízo definitivo de pretensão excessiva, de vaidade ou pedantismo. Ao escritor cabe a dieta da língua: ingerir apenas palavras magras e nutritivas, que não suscitem qualquer risco de resultarem indigestas aos estômagos sensíveis.

    Assim recomendou a revista The Economist, num artigo que se propunha a ditar o que devem ler aqueles que querem escrever melhor. O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas?

    Uma sequência de manuais de estilo que defendem sempre a mesma doutrina, a começar pelo manual clássico do escritor George Orwell, que parece ter aberto a tradição de ataque à escrita obscura ou labiríntica, a tradição de defesa da razão, algo que só se encontraria nas palavras cotidianas reunidas na ordem costumeira. Que a literatura siga as diretrizes de eficácia que regem o pensamento econômico, que se faça objetiva e vendável, com custos mínimos: nisso culminam tantos princípios.

    Para dar riqueza a essa visão um tanto empobrecida, evocam-se sempre alguns grandes nomes da boa literatura concisa. Entre anglófonos, Ernest Hemingway é incensado como modelo maior da economia das letras. Entre brasileiros, Graciliano Ramos se torna a referência máxima, na obsessão por um estilo seco assemelhado às vidas que ele retrata.


(FUKS, Julián. Em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/ julian-fuks/2023/10/07/sobre-escrever-bem-uma-declaracao-contra- -o-imperio-da-simplicidade.htm. 07.10.2023. Adaptado)


No trecho – … leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente. (1° parágrafo) –, a palavra destacada pode, em conformidade com a norma-padrão, ser substituída por: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: SPTrans Prova: VUNESP - 2024 - SPTrans - Arquiteto Pleno |
Q3343646 Português
Leia o texto para responder à questão.


Sobre escrever bem: uma declaração contra o império da simplicidade


    Que tudo seja expresso com o mínimo de ruído, que o leitor compreenda de imediato cada mensagem, que as sentenças sejam diretas e limpas, concisas e coerentes – e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. No império da simplicidade, eliminar palavras é o gesto literário por excelência. E assim vamos formando uma geração de escritores contrários ao dicionário e à linguagem; e uma geração de leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente.

    Ao escritor cabe sobretudo o medo. Deve temer os termos longos e abstratos, cada um passível de se tornar um peso morto sobre a página, a assombrar os leitores também assustados. Deve temer as palavras incomuns, as estranhas, as antigas, maculadas pela poeira dos séculos. Deve temer o olhar dos críticos, encarados como fiscais da clareza, e fugir de seu juízo definitivo de pretensão excessiva, de vaidade ou pedantismo. Ao escritor cabe a dieta da língua: ingerir apenas palavras magras e nutritivas, que não suscitem qualquer risco de resultarem indigestas aos estômagos sensíveis.

    Assim recomendou a revista The Economist, num artigo que se propunha a ditar o que devem ler aqueles que querem escrever melhor. O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas?

    Uma sequência de manuais de estilo que defendem sempre a mesma doutrina, a começar pelo manual clássico do escritor George Orwell, que parece ter aberto a tradição de ataque à escrita obscura ou labiríntica, a tradição de defesa da razão, algo que só se encontraria nas palavras cotidianas reunidas na ordem costumeira. Que a literatura siga as diretrizes de eficácia que regem o pensamento econômico, que se faça objetiva e vendável, com custos mínimos: nisso culminam tantos princípios.

    Para dar riqueza a essa visão um tanto empobrecida, evocam-se sempre alguns grandes nomes da boa literatura concisa. Entre anglófonos, Ernest Hemingway é incensado como modelo maior da economia das letras. Entre brasileiros, Graciliano Ramos se torna a referência máxima, na obsessão por um estilo seco assemelhado às vidas que ele retrata.


(FUKS, Julián. Em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/ julian-fuks/2023/10/07/sobre-escrever-bem-uma-declaracao-contra- -o-imperio-da-simplicidade.htm. 07.10.2023. Adaptado)


Considere os trechos:

•  … e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. (1 parágrafo)
•  O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas? (3° parágrafo)

As palavras destacadas estabelecem, respectivamente, relações de
Alternativas
Respostas
11721: D
11722: C
11723: D
11724: A
11725: B
11726: B
11727: D
11728: D
11729: B
11730: B
11731: B
11732: E
11733: D
11734: C
11735: D
11736: A
11737: C
11738: C
11739: D
11740: A