Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3448342 Português
Considere o excerto: “‘É cerca de 200 a 150 anos mais velho do que os túmulos de passagem, tornando-o uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia e de toda a Escandinávia’”. No contexto apresentado, o pronome pessoal oblíquo ‘o’ exerce o cargo de:
Alternativas
Q3447393 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
 O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.
Sintaticamente, é correto afirmar que o:
Alternativas
Q3447335 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
Em alguns casos, os filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais, diz a psicóloga Falcão, professora de área da psicologia que estuda o envelhecimento.
O número de orações presentes no período frasal é de:
Alternativas
Q3447195 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A forma que enxergamos as cores muda conforme envelhecemos, diz estudo


Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.


A pesquisa contou com dois grupos: um de 17 pessoas com idade média de 27,7 anos e outro de 20 indivíduos com idade média de 64,4 anos. Os pesquisadores colocaram os voluntários em uma sala com blecaute e lhes mostraram 26 cores diferentes enquanto mediam o diâmetro de suas pupilas usando uma câmera de rastreamento ocular altamente sensível. Cada tonalidade aparecia na tela por 5 segundos. Foram exibidos tons escuros, suaves, saturados e claros de magenta, azul, verde, amarelo e vermelho, além de dois tons de laranja e quatro opções de cinza. O aparelho, que captava o diâmetro das pupilas mil vezes por segundo, permitiu observar que as pupilas de pessoas idosas saudáveis se contraiam menos do que a de adultos jovens em resposta ao aumento na saturação das cores. Essa diferença foi mais acentuada em relação ao verde e ao magenta. Já mudanças na claridade ou luminosidade das tonalidades provocaram respostas semelhantes nos dois grupos.


“Esse trabalho questiona a crença antiga entre os cientistas de que a percepção das cores permanece relativamente constante ao longo da vida. Em vez disso, ela sugere que as cores desaparecem lentamente à medida que envelhecemos”, explicou Janneke van Leeuwen, do Instituto de Neurologia da University College London (UCL), na Inglaterra, em comunicado.


Os cientistas acreditam que, conforme as pessoas envelhecem, haja um declínio na sensibilidade do corpo aos níveis de saturação das cores no córtex visual primário (parte do cérebro responsável por receber, integrar e processar as informações visuais captadas pelas retinas). Pesquisas anteriores já demonstraram que essa característica também está presente em pessoas que apresentam uma forma rara de demência chamada atrofia cortical posterior (ACP), caso em que dificuldades e anormalidades com relação à percepção de cores podem ocorrer devido a um declínio na sensibilidade do cérebro a determinados tons no córtex visual primário e em suas redes. “Pessoas com demência podem apresentar alterações nas preferências de cores e outros sintomas relacionados ao cérebro visual. Para interpretar esses dados corretamente, primeiro precisamos avaliar os efeitos do envelhecimento saudável na percepção das cores", afirmou Jason Warren, professor do Instituto de Neurologia da UCL. “Portanto, são necessárias mais pesquisas para delinear a neuroanatomia funcional de nossas descobertas, já que áreas corticais superiores também podem estar envolvidas.”


Esse é o primeiro estudo a usar pupilometria para demonstrar que o cérebro se torna menos sensível à intensidade das cores conforme envelhecemos, além de complementar pesquisas anteriores que demonstram que adultos mais velhos percebem as cores menos saturadas do que os mais jovens.


Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia
/2024/01/a-forma-que-enxergamos-as-coresmuda-conforme-envelhecemos-dizestudo.ghtml>
Considere o excerto a seguir para responder à questão.

“Pessoas com demência podem apresentar alterações nas preferências de cores e outros sintomas relacionados ao cérebro visual. Para interpretar esses dados corretamente, primeiro precisamos avaliar os efeitos do envelhecimento saudável na percepção das cores", afirmou Jason Warren, professor do Instituto de Neurologia da UCL.

O termo regido pelo vocábulo “relacionados”, no contexto apresentado, é:
Alternativas
Q3447191 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A forma que enxergamos as cores muda conforme envelhecemos, diz estudo


Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.


A pesquisa contou com dois grupos: um de 17 pessoas com idade média de 27,7 anos e outro de 20 indivíduos com idade média de 64,4 anos. Os pesquisadores colocaram os voluntários em uma sala com blecaute e lhes mostraram 26 cores diferentes enquanto mediam o diâmetro de suas pupilas usando uma câmera de rastreamento ocular altamente sensível. Cada tonalidade aparecia na tela por 5 segundos. Foram exibidos tons escuros, suaves, saturados e claros de magenta, azul, verde, amarelo e vermelho, além de dois tons de laranja e quatro opções de cinza. O aparelho, que captava o diâmetro das pupilas mil vezes por segundo, permitiu observar que as pupilas de pessoas idosas saudáveis se contraiam menos do que a de adultos jovens em resposta ao aumento na saturação das cores. Essa diferença foi mais acentuada em relação ao verde e ao magenta. Já mudanças na claridade ou luminosidade das tonalidades provocaram respostas semelhantes nos dois grupos.


“Esse trabalho questiona a crença antiga entre os cientistas de que a percepção das cores permanece relativamente constante ao longo da vida. Em vez disso, ela sugere que as cores desaparecem lentamente à medida que envelhecemos”, explicou Janneke van Leeuwen, do Instituto de Neurologia da University College London (UCL), na Inglaterra, em comunicado.


Os cientistas acreditam que, conforme as pessoas envelhecem, haja um declínio na sensibilidade do corpo aos níveis de saturação das cores no córtex visual primário (parte do cérebro responsável por receber, integrar e processar as informações visuais captadas pelas retinas). Pesquisas anteriores já demonstraram que essa característica também está presente em pessoas que apresentam uma forma rara de demência chamada atrofia cortical posterior (ACP), caso em que dificuldades e anormalidades com relação à percepção de cores podem ocorrer devido a um declínio na sensibilidade do cérebro a determinados tons no córtex visual primário e em suas redes. “Pessoas com demência podem apresentar alterações nas preferências de cores e outros sintomas relacionados ao cérebro visual. Para interpretar esses dados corretamente, primeiro precisamos avaliar os efeitos do envelhecimento saudável na percepção das cores", afirmou Jason Warren, professor do Instituto de Neurologia da UCL. “Portanto, são necessárias mais pesquisas para delinear a neuroanatomia funcional de nossas descobertas, já que áreas corticais superiores também podem estar envolvidas.”


Esse é o primeiro estudo a usar pupilometria para demonstrar que o cérebro se torna menos sensível à intensidade das cores conforme envelhecemos, além de complementar pesquisas anteriores que demonstram que adultos mais velhos percebem as cores menos saturadas do que os mais jovens.


Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia
/2024/01/a-forma-que-enxergamos-as-coresmuda-conforme-envelhecemos-dizestudo.ghtml>
Considere o excerto a seguir para responder à questão.

Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.

Em “as pupilas se contraem”, a palavra ‘se’ atua como:
Alternativas
Q3447190 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A forma que enxergamos as cores muda conforme envelhecemos, diz estudo


Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.


A pesquisa contou com dois grupos: um de 17 pessoas com idade média de 27,7 anos e outro de 20 indivíduos com idade média de 64,4 anos. Os pesquisadores colocaram os voluntários em uma sala com blecaute e lhes mostraram 26 cores diferentes enquanto mediam o diâmetro de suas pupilas usando uma câmera de rastreamento ocular altamente sensível. Cada tonalidade aparecia na tela por 5 segundos. Foram exibidos tons escuros, suaves, saturados e claros de magenta, azul, verde, amarelo e vermelho, além de dois tons de laranja e quatro opções de cinza. O aparelho, que captava o diâmetro das pupilas mil vezes por segundo, permitiu observar que as pupilas de pessoas idosas saudáveis se contraiam menos do que a de adultos jovens em resposta ao aumento na saturação das cores. Essa diferença foi mais acentuada em relação ao verde e ao magenta. Já mudanças na claridade ou luminosidade das tonalidades provocaram respostas semelhantes nos dois grupos.


“Esse trabalho questiona a crença antiga entre os cientistas de que a percepção das cores permanece relativamente constante ao longo da vida. Em vez disso, ela sugere que as cores desaparecem lentamente à medida que envelhecemos”, explicou Janneke van Leeuwen, do Instituto de Neurologia da University College London (UCL), na Inglaterra, em comunicado.


Os cientistas acreditam que, conforme as pessoas envelhecem, haja um declínio na sensibilidade do corpo aos níveis de saturação das cores no córtex visual primário (parte do cérebro responsável por receber, integrar e processar as informações visuais captadas pelas retinas). Pesquisas anteriores já demonstraram que essa característica também está presente em pessoas que apresentam uma forma rara de demência chamada atrofia cortical posterior (ACP), caso em que dificuldades e anormalidades com relação à percepção de cores podem ocorrer devido a um declínio na sensibilidade do cérebro a determinados tons no córtex visual primário e em suas redes. “Pessoas com demência podem apresentar alterações nas preferências de cores e outros sintomas relacionados ao cérebro visual. Para interpretar esses dados corretamente, primeiro precisamos avaliar os efeitos do envelhecimento saudável na percepção das cores", afirmou Jason Warren, professor do Instituto de Neurologia da UCL. “Portanto, são necessárias mais pesquisas para delinear a neuroanatomia funcional de nossas descobertas, já que áreas corticais superiores também podem estar envolvidas.”


Esse é o primeiro estudo a usar pupilometria para demonstrar que o cérebro se torna menos sensível à intensidade das cores conforme envelhecemos, além de complementar pesquisas anteriores que demonstram que adultos mais velhos percebem as cores menos saturadas do que os mais jovens.


Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia
/2024/01/a-forma-que-enxergamos-as-coresmuda-conforme-envelhecemos-dizestudo.ghtml>

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.


No excerto apresentado, verificam-se as seguintes palavras em relação direta de concordância com “pupilas”:




Alternativas
Q3446826 Português
Analise as sentenças a seguir em relação à regência verbal ou nominal. Assinale a alternativa em que ocorre desvio, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3446821 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Sumiço de ossos em tumba de 5,5 mil anos na Suécia intriga arqueólogos 


Uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia foi escavada por arqueólogos em Tiarp, perto da cidade de Falköping. Mas os pesquisadores notaram que algumas partes das pessoas enterradas no túmulo estão ausentes, como crânios e ossos da coxa. Os arqueólogos ficaram intrigados com esse sumiço – ainda mais porque estimam que a tumba de 5,5 mil anos permaneceu intocada desde a Idade da Pedra. Eles registraram os achados em 22 de dezembro de 2023 no periódico Journal of Neolithic Archaeology. 


As escavações ocorreram no ano passado e foram conduzidas por especialistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e da Universidade de Kiel, na Alemanha. “É um túmulo antigo que remonta ao período Neolítico Inicial, por volta de 3500 a.C.”, diz o arqueólogo Karl-Göran Sjögren, em comunicado. Os especialistas acreditam que os crânios e ossos desaparecidos podem ter sido removidos do túmulo em rituais funerários. Mas, segundo Sjögren, essa hipótese ainda não foi estudada.


Tumba diferenciada


Uma análise do material da tumba revelou que o local contém ossos das mãos e dos pés, além de fragmentos de ossadas das costelas e dentes. Mas há pouquíssimos crânios e ossos maiores, como os da coxa e do braço. “Isso difere do que geralmente vemos em túmulos megalíticos, ou seja, câmaras mortuárias de pedra do período Neolítico”, avalia Sjögren. “Normalmente, os ossos ausentes são os menores das mãos e dos pés”.


Outro diferencial do túmulo é a forma com que foi construído, segundo o arqueólogo. “Há uma pequena saliência em cada extremidade. Isso é algo único entre túmulos em Falbygden”, ele diz. 


Em Falbygden, uma área geográfica de Falköping, há mais de 250 túmulos de passagem que são construídos com blocos de pedra e datam de cerca de 3,3 mil a.C. “Mas este dólmen é mais antigo”, observa o especialista. “É cerca de 200 a 150 anos mais velho do que os túmulos de passagem, tornando-o uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia e de toda a Escandinávia”. 


Quem eram os mortos?


Torbjörn Ahlström, professor de Osteologia na Universidade de Lund, na Suécia, avaliou as descobertas e concluiu que os ossos são de pelo menos doze pessoas, incluindo crianças e idosos. Mas os arqueólogos ainda não sabem por que esses indivíduos morreram. “Não encontramos lesões nas pessoas enterradas, então não acreditamos que haja violência envolvida”, diz Sjögren. “Mas continuamos a estudar o DNA deles, o que mostrará se tinham alguma doença.” 


Apesar de não saberem ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura. A prática agrícola chegou a Falbygden por volta de 4 mil a.C., ou seja, cerca de 500 anos antes de o túmulo em Tiarp ser construído. “Eles viviam cultivando grãos e criando animais, consumindo produtos lácteos”, diz o arqueólogo.


Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em  <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo
logia/noticia/2024/01/sumico-de-ossos-emtumba-de-55-mil-anos-na-suecia-intrigaarqueologos.ghtml>
Considere o excerto a seguir para responder à questão.

Outro diferencial do túmulo é a forma com que foi construído, segundo o arqueólogo. “Há uma pequena saliência em cada extremidade. Isso é algo único entre túmulos em Falbygden”, ele diz. Em Falbygden, uma área geográfica de Falköping, há mais de 250 túmulos de passagem que são construídos com blocos de pedra e datam de cerca de 3,3 mil a.C.

Em “há mais de 250 túmulos de passagem que são construídos com blocos de pedra”, o termo regido de “construídos” é:
Alternativas
Q3446819 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Sumiço de ossos em tumba de 5,5 mil anos na Suécia intriga arqueólogos 


Uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia foi escavada por arqueólogos em Tiarp, perto da cidade de Falköping. Mas os pesquisadores notaram que algumas partes das pessoas enterradas no túmulo estão ausentes, como crânios e ossos da coxa. Os arqueólogos ficaram intrigados com esse sumiço – ainda mais porque estimam que a tumba de 5,5 mil anos permaneceu intocada desde a Idade da Pedra. Eles registraram os achados em 22 de dezembro de 2023 no periódico Journal of Neolithic Archaeology. 


As escavações ocorreram no ano passado e foram conduzidas por especialistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e da Universidade de Kiel, na Alemanha. “É um túmulo antigo que remonta ao período Neolítico Inicial, por volta de 3500 a.C.”, diz o arqueólogo Karl-Göran Sjögren, em comunicado. Os especialistas acreditam que os crânios e ossos desaparecidos podem ter sido removidos do túmulo em rituais funerários. Mas, segundo Sjögren, essa hipótese ainda não foi estudada.


Tumba diferenciada


Uma análise do material da tumba revelou que o local contém ossos das mãos e dos pés, além de fragmentos de ossadas das costelas e dentes. Mas há pouquíssimos crânios e ossos maiores, como os da coxa e do braço. “Isso difere do que geralmente vemos em túmulos megalíticos, ou seja, câmaras mortuárias de pedra do período Neolítico”, avalia Sjögren. “Normalmente, os ossos ausentes são os menores das mãos e dos pés”.


Outro diferencial do túmulo é a forma com que foi construído, segundo o arqueólogo. “Há uma pequena saliência em cada extremidade. Isso é algo único entre túmulos em Falbygden”, ele diz. 


Em Falbygden, uma área geográfica de Falköping, há mais de 250 túmulos de passagem que são construídos com blocos de pedra e datam de cerca de 3,3 mil a.C. “Mas este dólmen é mais antigo”, observa o especialista. “É cerca de 200 a 150 anos mais velho do que os túmulos de passagem, tornando-o uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia e de toda a Escandinávia”. 


Quem eram os mortos?


Torbjörn Ahlström, professor de Osteologia na Universidade de Lund, na Suécia, avaliou as descobertas e concluiu que os ossos são de pelo menos doze pessoas, incluindo crianças e idosos. Mas os arqueólogos ainda não sabem por que esses indivíduos morreram. “Não encontramos lesões nas pessoas enterradas, então não acreditamos que haja violência envolvida”, diz Sjögren. “Mas continuamos a estudar o DNA deles, o que mostrará se tinham alguma doença.” 


Apesar de não saberem ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura. A prática agrícola chegou a Falbygden por volta de 4 mil a.C., ou seja, cerca de 500 anos antes de o túmulo em Tiarp ser construído. “Eles viviam cultivando grãos e criando animais, consumindo produtos lácteos”, diz o arqueólogo.


Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em  <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo
logia/noticia/2024/01/sumico-de-ossos-emtumba-de-55-mil-anos-na-suecia-intrigaarqueologos.ghtml>
Considere o excerto: “Apesar de não saberem ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura.” A locução “apesar de” imprime ao contexto em que ocorre um sentido concessivo. A substituição de tal locução pela conjunção “embora”, de mesmo valor, implicaria a modificação:
Alternativas
Q3446536 Português

Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais

Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo. "O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação." 


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado

 É angustiante 'assistir' ao envelhecimento e, muitas vezes, ao adoecimento.

O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo

Alternativas
Q3446377 Português
A sentena em que há incorreção no emprego da vírgula, separando o sujeito do predicado, é: 
Alternativas
Q3446214 Português
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O VALOR DO SILÊNCIO


(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa de nossa vida do espírito.

(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal.

(3º§) O homem é a única criatura que fala, que raciocina. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades.

(4º§) A palavra e o silêncio formam uma expressão que pode ser interpretada de diversas maneiras. Em um sentido geral, a palavra pode ser vista como um meio de comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto como uma ausência de comunicação. Reflita sobre as possibilidades de entender o sentido da palavra e do silêncio.

(5º§) No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso. Em alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais significativo do que as palavras, enquanto em outros casos, as palavras podem ser mais poderosas do que o silêncio. No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso.

(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a palavra e o silêncio são explorados em profundidade. O poema começa assim: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa expressão sugere que a palavra e o silêncio estão intimamente ligados.

(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o silêncio pode ser visto e/ou entendido como uma forma de comunicação em si mesmo.

(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais poderoso do que as palavras, pois pode transmitir emoções e sentimentos que as palavras não são capazes de expressar. É importante entender ambos, em razão do que cada qual pode transmitir por si somente.


(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3446211 Português
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O VALOR DO SILÊNCIO


(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa de nossa vida do espírito.

(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal.

(3º§) O homem é a única criatura que fala, que raciocina. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades.

(4º§) A palavra e o silêncio formam uma expressão que pode ser interpretada de diversas maneiras. Em um sentido geral, a palavra pode ser vista como um meio de comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto como uma ausência de comunicação. Reflita sobre as possibilidades de entender o sentido da palavra e do silêncio.

(5º§) No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso. Em alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais significativo do que as palavras, enquanto em outros casos, as palavras podem ser mais poderosas do que o silêncio. No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso.

(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a palavra e o silêncio são explorados em profundidade. O poema começa assim: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa expressão sugere que a palavra e o silêncio estão intimamente ligados.

(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o silêncio pode ser visto e/ou entendido como uma forma de comunicação em si mesmo.

(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais poderoso do que as palavras, pois pode transmitir emoções e sentimentos que as palavras não são capazes de expressar. É importante entender ambos, em razão do que cada qual pode transmitir por si somente.


(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
Marque o parágrafo que inicia com sujeito composto.
Alternativas
Q3446209 Português
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O VALOR DO SILÊNCIO


(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa de nossa vida do espírito.

(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal.

(3º§) O homem é a única criatura que fala, que raciocina. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades.

(4º§) A palavra e o silêncio formam uma expressão que pode ser interpretada de diversas maneiras. Em um sentido geral, a palavra pode ser vista como um meio de comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto como uma ausência de comunicação. Reflita sobre as possibilidades de entender o sentido da palavra e do silêncio.

(5º§) No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso. Em alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais significativo do que as palavras, enquanto em outros casos, as palavras podem ser mais poderosas do que o silêncio. No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso.

(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a palavra e o silêncio são explorados em profundidade. O poema começa assim: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa expressão sugere que a palavra e o silêncio estão intimamente ligados.

(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o silêncio pode ser visto e/ou entendido como uma forma de comunicação em si mesmo.

(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais poderoso do que as palavras, pois pode transmitir emoções e sentimentos que as palavras não são capazes de expressar. É importante entender ambos, em razão do que cada qual pode transmitir por si somente.


(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
Sobre os componentes linguísticos do (3º§), marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3446208 Português
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O VALOR DO SILÊNCIO


(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa de nossa vida do espírito.

(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal.

(3º§) O homem é a única criatura que fala, que raciocina. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades.

(4º§) A palavra e o silêncio formam uma expressão que pode ser interpretada de diversas maneiras. Em um sentido geral, a palavra pode ser vista como um meio de comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto como uma ausência de comunicação. Reflita sobre as possibilidades de entender o sentido da palavra e do silêncio.

(5º§) No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso. Em alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais significativo do que as palavras, enquanto em outros casos, as palavras podem ser mais poderosas do que o silêncio. No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso.

(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a palavra e o silêncio são explorados em profundidade. O poema começa assim: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa expressão sugere que a palavra e o silêncio estão intimamente ligados.

(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o silêncio pode ser visto e/ou entendido como uma forma de comunicação em si mesmo.

(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais poderoso do que as palavras, pois pode transmitir emoções e sentimentos que as palavras não são capazes de expressar. É importante entender ambos, em razão do que cada qual pode transmitir por si somente.


(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
Sobre os componentes textuais, analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta.

I – A oração: “O poema começa assim” está escrita com os termos essenciais dispostos na ordem direta.
II – O verbo da oração: “Há silêncios eloquentes” – é impessoal, conjugado no presente do modo indicativo, seguido de objeto direto, comprovando-se a inexistência do sujeito.
III – Em: “como há também palavras vãs” – o elemento coesivo conjuntivo subordinativo “como” - enuncia condição.
IV – No trecho: “O homem é a única criatura que fala” – temos um pronome relativo.
Alternativas
Q3446207 Português
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O VALOR DO SILÊNCIO


(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa de nossa vida do espírito.

(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal.

(3º§) O homem é a única criatura que fala, que raciocina. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades.

(4º§) A palavra e o silêncio formam uma expressão que pode ser interpretada de diversas maneiras. Em um sentido geral, a palavra pode ser vista como um meio de comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto como uma ausência de comunicação. Reflita sobre as possibilidades de entender o sentido da palavra e do silêncio.

(5º§) No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso. Em alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais significativo do que as palavras, enquanto em outros casos, as palavras podem ser mais poderosas do que o silêncio. No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso.

(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a palavra e o silêncio são explorados em profundidade. O poema começa assim: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa expressão sugere que a palavra e o silêncio estão intimamente ligados.

(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o silêncio pode ser visto e/ou entendido como uma forma de comunicação em si mesmo.

(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais poderoso do que as palavras, pois pode transmitir emoções e sentimentos que as palavras não são capazes de expressar. É importante entender ambos, em razão do que cada qual pode transmitir por si somente.


(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
Marque o que não se comprova na frase transcrita a seguir:

“A importância da palavra e o valor do silêncio” 
Alternativas
Q3445997 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Cem anos sem Kafka: como sua obra foi publicada contra sua vontade 



Há cem anos morria de tuberculose Franz Kafka, o escritor austro-húngaro (nascido em Praga, hoje seria tcheco) que inaugurou uma nova era da literatura. Sua obra é tão importante que seu nome até virou adjetivo: chamamos de kafkiano aquilo que é inexplicavelmente confuso e frustrante, mas que temos que aceitar.


Morto aos 40 anos, Kafka publicou poucos contos em vida, sem chamar muita atenção do público. A Metamorfose, O Veredito e Na Colônia Penal são as histórias curtas mais conhecidas publicadas com a autorização do autor, mas só foram reconhecidas como geniais após a morte de Kafka. O resto de sua obra, como os célebres romances O Processo e O Castelo, foram publicados e venerados depois que Kafka morreu, mudando a história da literatura mundial. Mas tudo isso quase não aconteceu, já que o autor queria que seus manuscritos fossem queimados.


Com 29 anos, Franz Kafka ainda não tinha publicado nenhum livro, só alguns contos em revistas literárias. Seu amigo da época da universidade, Max Brod, era um ano mais jovem e um autor importante da literatura expressionista, responsável por apresentar a obra de Kafka para seu editor alemão, Kurt Wolff. O editor lembrou de Kafka, anos depois, como o único autor que lhe disse que ficaria mais grato pela devolução do manuscrito do que pela publicação. O editor não ouviu o jovem autor, inseguro com sua literatura, e publicou diversos livros do autor tcheco, até mesmo após sua morte.


Durante a vida, se estima que Kafka queimou cerca de 90% de seus escritos. No leito de morte, ele revisou o livro Um artista da fome, o último livro publicado com a autorização do autor. Depois disso, ele deixou Brod como o responsável pelo seu testamento, e seu pedido foi bem claro: queime tudo que esteja inédito e incompleto. “Caríssimo Max, meu último pedido”, escreveu Kafka. “Queimar completamente, sem ler, tudo o que se encontrar no meu espólio […]”.


O último desejo de Kafka não foi respeitado. Se tivesse sido, o mundo nunca teria lido O Processo, América ou O Castelo, obras que foram escritas por Kafka, mas organizadas e editadas por Brod.


O Processo é um romance que não tinha uma ordem definida por Kafka. Os capítulos poderiam ser lidos individualmente, sem seguir uma cronologia muito óbvia. Os episódios mais delimitados temporalmente são o que apresenta a detenção e, portanto, inicia a história, e o capítulo com o título “Fim”. A ordem em que o romance é conhecido foi desenvolvida e pensada por Brod, finalizando o livro do amigo por ele.

 

Brod confiou mais na qualidade da obra literária do amigo do que no desejo expresso de Kafka de ter seus escritos queimados. Depois da morte de Brod, os arquivos de Kafka ficaram com a secretária do amigo, Esther Hoffe. Ela morreu aos 101 anos, em Tel Aviv, e aí começou uma disputa legal pelo espólio de Kafka entre suas herdeiras, o Estado de Israel e sua Biblioteca Nacional, e a Alemanha, por meio do Arquivo Literário de Marbach.


Franz Kafka não é o único autor a ser desrespeitado por seus herdeiros e testamentários. Roberto Bolaño, escritor chileno influenciado por Kafka e um dos maiores nomes da literatura latino-americana, morreu aos 50 anos de falência hepática em 2003. No ano seguinte, ele teve um livro publicado contra sua vontade. Gabriel García Márquez, o escritor colombiano que ganhou o Nobel de Literatura, começou a escrever seu primeiro conto um dia depois de ler A Metamorfose. Em 2024, foi publicado um romance póstumo que García Márquez disse que nunca deveria ser lançado.


Pode ser um exercício interessante pensar no que teria acontecido se a vontade de Kafka tivesse sido respeitada, mas uma coisa é certa: a literatura mundial seria bem diferente.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em:https://super.abril.com.br/cultura/cem-anos-sem-kafka-como-sua-obra-foi-publicada-contra-sua-vontade

Identifique nos excertos a seguir, retirados do texto, uma oração subordinada adverbial consecutiva introduzida pela palavra “que”.
Alternativas
Q3445996 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Cem anos sem Kafka: como sua obra foi publicada contra sua vontade 



Há cem anos morria de tuberculose Franz Kafka, o escritor austro-húngaro (nascido em Praga, hoje seria tcheco) que inaugurou uma nova era da literatura. Sua obra é tão importante que seu nome até virou adjetivo: chamamos de kafkiano aquilo que é inexplicavelmente confuso e frustrante, mas que temos que aceitar.


Morto aos 40 anos, Kafka publicou poucos contos em vida, sem chamar muita atenção do público. A Metamorfose, O Veredito e Na Colônia Penal são as histórias curtas mais conhecidas publicadas com a autorização do autor, mas só foram reconhecidas como geniais após a morte de Kafka. O resto de sua obra, como os célebres romances O Processo e O Castelo, foram publicados e venerados depois que Kafka morreu, mudando a história da literatura mundial. Mas tudo isso quase não aconteceu, já que o autor queria que seus manuscritos fossem queimados.


Com 29 anos, Franz Kafka ainda não tinha publicado nenhum livro, só alguns contos em revistas literárias. Seu amigo da época da universidade, Max Brod, era um ano mais jovem e um autor importante da literatura expressionista, responsável por apresentar a obra de Kafka para seu editor alemão, Kurt Wolff. O editor lembrou de Kafka, anos depois, como o único autor que lhe disse que ficaria mais grato pela devolução do manuscrito do que pela publicação. O editor não ouviu o jovem autor, inseguro com sua literatura, e publicou diversos livros do autor tcheco, até mesmo após sua morte.


Durante a vida, se estima que Kafka queimou cerca de 90% de seus escritos. No leito de morte, ele revisou o livro Um artista da fome, o último livro publicado com a autorização do autor. Depois disso, ele deixou Brod como o responsável pelo seu testamento, e seu pedido foi bem claro: queime tudo que esteja inédito e incompleto. “Caríssimo Max, meu último pedido”, escreveu Kafka. “Queimar completamente, sem ler, tudo o que se encontrar no meu espólio […]”.


O último desejo de Kafka não foi respeitado. Se tivesse sido, o mundo nunca teria lido O Processo, América ou O Castelo, obras que foram escritas por Kafka, mas organizadas e editadas por Brod.


O Processo é um romance que não tinha uma ordem definida por Kafka. Os capítulos poderiam ser lidos individualmente, sem seguir uma cronologia muito óbvia. Os episódios mais delimitados temporalmente são o que apresenta a detenção e, portanto, inicia a história, e o capítulo com o título “Fim”. A ordem em que o romance é conhecido foi desenvolvida e pensada por Brod, finalizando o livro do amigo por ele.

 

Brod confiou mais na qualidade da obra literária do amigo do que no desejo expresso de Kafka de ter seus escritos queimados. Depois da morte de Brod, os arquivos de Kafka ficaram com a secretária do amigo, Esther Hoffe. Ela morreu aos 101 anos, em Tel Aviv, e aí começou uma disputa legal pelo espólio de Kafka entre suas herdeiras, o Estado de Israel e sua Biblioteca Nacional, e a Alemanha, por meio do Arquivo Literário de Marbach.


Franz Kafka não é o único autor a ser desrespeitado por seus herdeiros e testamentários. Roberto Bolaño, escritor chileno influenciado por Kafka e um dos maiores nomes da literatura latino-americana, morreu aos 50 anos de falência hepática em 2003. No ano seguinte, ele teve um livro publicado contra sua vontade. Gabriel García Márquez, o escritor colombiano que ganhou o Nobel de Literatura, começou a escrever seu primeiro conto um dia depois de ler A Metamorfose. Em 2024, foi publicado um romance póstumo que García Márquez disse que nunca deveria ser lançado.


Pode ser um exercício interessante pensar no que teria acontecido se a vontade de Kafka tivesse sido respeitada, mas uma coisa é certa: a literatura mundial seria bem diferente.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em:https://super.abril.com.br/cultura/cem-anos-sem-kafka-como-sua-obra-foi-publicada-contra-sua-vontade

Em “[...] o único autor que lhe disse que ficaria mais grato pela devolução do manuscrito do que pela publicação [...]”, o verbo “disse” ocorre:
Alternativas
Q3445992 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Cem anos sem Kafka: como sua obra foi publicada contra sua vontade 



Há cem anos morria de tuberculose Franz Kafka, o escritor austro-húngaro (nascido em Praga, hoje seria tcheco) que inaugurou uma nova era da literatura. Sua obra é tão importante que seu nome até virou adjetivo: chamamos de kafkiano aquilo que é inexplicavelmente confuso e frustrante, mas que temos que aceitar.


Morto aos 40 anos, Kafka publicou poucos contos em vida, sem chamar muita atenção do público. A Metamorfose, O Veredito e Na Colônia Penal são as histórias curtas mais conhecidas publicadas com a autorização do autor, mas só foram reconhecidas como geniais após a morte de Kafka. O resto de sua obra, como os célebres romances O Processo e O Castelo, foram publicados e venerados depois que Kafka morreu, mudando a história da literatura mundial. Mas tudo isso quase não aconteceu, já que o autor queria que seus manuscritos fossem queimados.


Com 29 anos, Franz Kafka ainda não tinha publicado nenhum livro, só alguns contos em revistas literárias. Seu amigo da época da universidade, Max Brod, era um ano mais jovem e um autor importante da literatura expressionista, responsável por apresentar a obra de Kafka para seu editor alemão, Kurt Wolff. O editor lembrou de Kafka, anos depois, como o único autor que lhe disse que ficaria mais grato pela devolução do manuscrito do que pela publicação. O editor não ouviu o jovem autor, inseguro com sua literatura, e publicou diversos livros do autor tcheco, até mesmo após sua morte.


Durante a vida, se estima que Kafka queimou cerca de 90% de seus escritos. No leito de morte, ele revisou o livro Um artista da fome, o último livro publicado com a autorização do autor. Depois disso, ele deixou Brod como o responsável pelo seu testamento, e seu pedido foi bem claro: queime tudo que esteja inédito e incompleto. “Caríssimo Max, meu último pedido”, escreveu Kafka. “Queimar completamente, sem ler, tudo o que se encontrar no meu espólio […]”.


O último desejo de Kafka não foi respeitado. Se tivesse sido, o mundo nunca teria lido O Processo, América ou O Castelo, obras que foram escritas por Kafka, mas organizadas e editadas por Brod.


O Processo é um romance que não tinha uma ordem definida por Kafka. Os capítulos poderiam ser lidos individualmente, sem seguir uma cronologia muito óbvia. Os episódios mais delimitados temporalmente são o que apresenta a detenção e, portanto, inicia a história, e o capítulo com o título “Fim”. A ordem em que o romance é conhecido foi desenvolvida e pensada por Brod, finalizando o livro do amigo por ele.

 

Brod confiou mais na qualidade da obra literária do amigo do que no desejo expresso de Kafka de ter seus escritos queimados. Depois da morte de Brod, os arquivos de Kafka ficaram com a secretária do amigo, Esther Hoffe. Ela morreu aos 101 anos, em Tel Aviv, e aí começou uma disputa legal pelo espólio de Kafka entre suas herdeiras, o Estado de Israel e sua Biblioteca Nacional, e a Alemanha, por meio do Arquivo Literário de Marbach.


Franz Kafka não é o único autor a ser desrespeitado por seus herdeiros e testamentários. Roberto Bolaño, escritor chileno influenciado por Kafka e um dos maiores nomes da literatura latino-americana, morreu aos 50 anos de falência hepática em 2003. No ano seguinte, ele teve um livro publicado contra sua vontade. Gabriel García Márquez, o escritor colombiano que ganhou o Nobel de Literatura, começou a escrever seu primeiro conto um dia depois de ler A Metamorfose. Em 2024, foi publicado um romance póstumo que García Márquez disse que nunca deveria ser lançado.


Pode ser um exercício interessante pensar no que teria acontecido se a vontade de Kafka tivesse sido respeitada, mas uma coisa é certa: a literatura mundial seria bem diferente.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em:https://super.abril.com.br/cultura/cem-anos-sem-kafka-como-sua-obra-foi-publicada-contra-sua-vontade

A função da palavra “muita”, em “[...] Kafka publicou poucos contos em vida, sem chamar muita atenção do público.”, é a de: 
Alternativas
Q3445461 Português

“UM APRENDIZADO, UM ABRAÇO, UM SOCO NA CARA”

 

No último mês, fiquei obcecada com o show da Madonna. Pensava: preciso ir, vou de qualquer jeito. Moro em São Paulo e me questionava: Onde me hospedar no Rio de Janeiro? Com quem ir? Tentei criar um grupo com meus amigos, mas a maior parte não acompanha o trabalho da Madonna. Ninguém estava tão animado. De toda forma, me organizei e fui com minha irmã gêmea, Estela May, para o Rio no dia 30 de abril. Ao mesmo tempo, crescia em mim o sentimento de que não queria estar no show sem a minha mãe.

Teve até um momento em que bateu uma vontade imensa de voltar para São Paulo na mesma hora. Não queria mais ir, não sem a minha mãe. Foi uma obsessão tão louca que só na véspera do aniversário dela [a escritora, roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young, que morreu em 2019 e faria 54 no último 1º de maio] percebi que sentia que deveria estar no show da Madonna por ela. Estava muito sensível. Minha mãe sempre dizia que sou muito sensível.

Desde que o evento foi anunciado, vi muitas pessoas contando histórias relacionadas a Madonna. Pensei: “Ah, quer saber? Vou tirar uma foto que prova que meu nome é Madonna como o dela.” Peguei o meu passaporte na mesa de cabeceira e tirei a foto. Foi. Achei que ia render umas cem curtidas e algumas risadas. Mas o post foi longe e as pessoas começaram a me ajudar. Aliás, sou muito grata a todo mundo que sentiu que eu deveria estar lá. Isso é uma das coisas que mais me emocionaram nesta história e fico com vontade de chorar só de falar. Achei lindo o fato de entenderem como esse show era importante pra mim.

No dia do aniversário da minha mãe, o quinto desde que ela morreu, eu não esperava nada. Estava no chuveiro, ouvindo What It Feels Like For A Girl, aquela música que ela traduziu no Saia Justa e viralizou no Twitter recentemente. Logo depois entrei no X [antigo Twitter] como se não quisesse nada e estava lá a mensagem do patrocinador disponibilizando os ingressos. Na hora minha irmã virou e falou: “Você sabe quem foi, né” A gente sempre fica procurando sinais da minha mãe. Não sei se peguei isso do meu pai. Meu pai sente muito sinal por música. Em dezembro do ano passado nós estávamos em um hotel aqui do Rio para pegar o meu livro [Tudo que eu posso te contar] impresso pela primeira vez e, do nada, começou a tocar Forever Young do Alphaville. Justo a música que minha mãe sempre falou que era a nossa família. Ela sempre escutava, era nosso hino.

Como cheguei no Rio com antecedência, consegui curtir um tempo na cidade, mas meus dias foram realmente Madonna, Madonna, Madonna, Madonna. Não conseguia pensar em outra coisa, não conseguia fazer nada. Fui ao Copacabana Palace tentar ver a Madonna. No dia do show, eu estava monotemática. Minha irmã foi à praia e eu fiquei dando voltas no quarto do hotel. Mandei fazer uma bolsa e uma saia cheia de correntes, crucifixos e enfeitezinhos. Passei o dia inteiro pulando e reparando que a saia fazia muito barulho. Tentei mexer nela enquanto ouvia a Madonna. Normalmente com outros shows, mesmo dos artistas que conheço só três ou quatro músicas, já fico ansiosa. Mas dessa vez a sensação triplicou. Mal consegui comer. Pedi um bule de café no serviço de quarto, que tomei loucamente. E continuei ouvindo Madonna. “Será que já devo ir?”, “Será que já posso ir?”, era o que eu pensava a todo momento. Mandei mensagem pra minha irmã falando: “Pelo amor de Deus, volta dessa praia agora” O espaço abria às 18h, e cheguei lá nessa hora, mas chegaria muito antes se fosse possível.

Antes de o show começar, já na área vip, eu e minha irmã ficamos desconfortáveis. Tinham muitas famílias tradicionais brasileiras. Escutamos comentários desnecessários e alguns homofóbicos. Pouco antes da apresentação começar, um dos convidados da área vip me reconheceu e me chamou para ficar mais próximo do palco. Neste momento, um outro rapaz que também estava ali disse que se tivesse com uma faca mataria. A primeira coisa que pensei foi que nem mesmo no show de Madonna ficamos seguros.

Fiquei preocupada e cogitei procurar outro lugar para acompanhar a apresentação. Mas, por mais que o caso tenha sido horrível, fiquei pensando que foi bom o agressor ter assistido ao show. Também me dei conta de que, afinal, é disto que a Madonna fala: de não deixar essas pessoas nos oprimirem. Decidi: vamos ficar aqui berrando e dançando, e, se eles se incomodarem, que se mexam.

Essa é a celebração da Madonna. Fiquei eufórica quando a Madonna entrou no palco. Chorei muito. Minha irmã, preocupada, perguntou se eu estava bem, se queria sentar ou beber água. Também por isso foi tão especial poder ir ao show com ela. Somos muito diferentes. A sensação que tenho é que desde pequenas fomos pegando o que cada uma gostava para si, mas com Madonna isso não ia funcionar, ninguém ia abrir mão de amar a Madonna. Então, subconscientemente, escolhemos dividir esse amor por períodos. Óbvio que amo músicas de todas as fases, mas prefiro as canções da década de 1980, do começo da carreira. A Estela elegeu os álbuns atuais. Apesar de não ter Madonna no nome, acho que ela é mais fã que eu. Viver esse momento com ela foi muito especial, porque na minha memória, éramos nós duas no carro com a minha mãe colocando o CD da Madonna para ouvir. Ela sabe que a primeira coisa que fiz depois que a minha mãe faleceu foi ir ao meu quarto escutar Ray of Light. Então, quando a Madonna começou a cantar essa música, e eu desabei em choro, a minha irmã reconheceu o que isso significava para nós duas. Estela sabe que essa era a música que a minha mãe mais gostava de escutar e o que aquele momento no show significaria para ela.

Já faz quase 5 anos que a minha mãe faleceu, mas o luto demora para acontecer. Você acha que superou e do nada cai uma ficha de “é, acho que não”. Maio é sempre um mês difícil pra gente, porque começa com o aniversário da minha mãe e logo vem o dia das mães. É uma dobradinha de datas não divertidas nesse processo, ou até divertidas e de celebração, mas que doem ao mesmo tempo. E o show da Madonna, bem no meio disso, é como um abraço, sabe? Foi um aprendizado, foi um abraço, foi um soco na cara. Ficou um sentimento de amor imenso e gratidão. Escrevi no meu diário que fiz isso por mim e pela minha mãe, e que de alguma maneira serviu para fechar algumas feridas que ainda estavam abertas em relação a tudo o que aconteceu. E foi mágico.

(...)

 

(Cecília Madonna, Revista Piauí, 11 maio 2024 08h59)

Na afirmação: É de suma importância que mantenhamos a calma durante o show da Madona.


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