Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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I. Desfez as bagagens e deixou as roupas espalhadas pelo chão.
II. Nem ela nem eu fomos ao baile.
III. Nós sabemos como ajudá-lo.
Verifica-se concordância estabelecida entre um adjunto adnominal e o substantivo que o acompanha em:
“Ratos com asas, praga urbana e pássaros de sarjeta – são muitos os apelidos negativos que os pombos ganharam em várias partes do mundo. Mas uma mulher fez da missão de sua vida melhorar a imagem dessas aves. A britânica Hannah Hall diz querer combater o ‘preconceito contra os pombos’ com uma nova instituição de caridade”.
LOWBRIDGE, Caroline. 'Relações Públicas das pombas': a mulher que luta para melhorar a imagem da ave. BBC Brasil, 26 de maio de 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy00xdy8yypo. Acesso em: 26 mai. 2024.
As práticas integrativas e complementares (PICS) desempenham um papel abrangente no Sistema Único de Saúde (SUS) e podem ser incorporadas em todos os níveis da Rede de Atenção à Saúde, com foco especial na Atenção Primária, onde têm grande potencial de atuação. Uma das ideias centrais dessa abordagem é uma visão ampliada do processo saúde e doença, assim como a promoção do cuidado integral do ser humano, especialmente do autocuidado. As indicações às práticas se baseiam na saúde do indivíduo como um todo, levando em conta seus aspectos físicos, emocionais. mentais e sociais.
Disponível em: Acesso em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/> Acesso em: 8 fev. 2024, com adaptações.
Com base na norma-padrão e nas relações gramaticais que constituem o texto, assinale a alternativa correta.
Pesquisas realizadas pelo escritório regional da Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostraram que o uso de mídias artísticas no cuidado da saúde pode ter uma variedade de benefícios. Segundo um relatório divulgado em 2019, que analisou os resultados de mais de 3 mil estudos, as artes têm um papel importante na prevenção de problemas de saúde, na promoção da saúde humana como um todo e no gerenciamento e tratamento de doenças ao longo da vida.
Disponível em: . Acesso em: <https://www.nationalgeographicbrasil.com/>. Acesso em: 7 fev. 2024, com adaptações.
De acordo com as regras de concordância prescritas pela norma-padrão, o autor do texto poderia
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão
1º § - A obsolescência é uma estratégia utilizada pelos fabricantes para reduzir a vida útil dos produtos. Dessa forma, o consumo é promovido e maiores ganhos econômicos são obtidos.
2º § - Essa estratégia se originou no início do século XX, com o desenvolvimento da Revolução Industrial. Seu conceito foi mais claramente definido pelo americano Bernarda London em 1932, que propôs implementá-lo como uma lei.
3º § - Dois tipos básicos de obsolescência programada foram definidos. Na obsolescência técnica, o equipamento é projetado para ter uma curta duração. A obsolescência percebida manipula a mente do consumidor através da publicidade, de forma que considera objetos obsoletos porque não estão na moda.
4º § - A obsolescência programada tem consequências ambientais e sociais. No nível ambiental, o estímulo ao consumo gera uma grande quantidade de resíduos que afeta pessoas e ecossistemas. Do ponto de vista social, aumentam as desigualdades entre os países de maior renda e os menos desenvolvidos.
5º § - Para evitar a obsolescência planejada, devem ser geradas leis que proíbem essa prática e promovam a reciclagem e a produção de bens duradouros. Além disso, a conscientização do consumidor deve ser criada para tornar o consumo responsável.
6º § - As vantagens da obsolescência programada são percebidas pelas empresas, uma vez que essa prática estimula o consumo, gera lucros e gera empregos. Embora suas desvantagens sejam sofridas por todo o planeta, contribuindo para a crise ambiental global e exigindo mão-de-obra barata sem proteção ao trabalhador.
7º § - Entre alguns exemplos, estão as meias de nylon que vêm perdendo qualidade desde sua origem em 1940, passando de um produto durável para descartável atualmente. No campo tecnológico, algumas empresas como a Apple projetam seus produtos com um prazo de validade muito curto e promovem a atualização contínua de seu software.
Fonte: https://maestrovirtuale.com/obsolescencia-programada-historia-tipos-consequencias/(com alterações)
Analise a sentença a seguir:
“Após o acontecimento ter sido noticiado, repórteres indagavam …. suas motivações.” Considerando a regência do verbo “indagar”, a preposição que melhor preenche a lacuna da sentença é:
Leia o texto para responder à questão.
O arteiro e o tempo
Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.
A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.
Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.
Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.
— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.
— É mentira. Esse não é ele!
E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.
Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.
Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.
Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.
Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:
— Passa depressa, pô!
— Pra quê?
— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.
— Calma... — Anda! — Tem tempo...
E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Leia o texto para responder à questão.
O arteiro e o tempo
Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.
A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.
Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.
Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.
— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.
— É mentira. Esse não é ele!
E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.
Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.
Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.
Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.
Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:
— Passa depressa, pô!
— Pra quê?
— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.
— Calma... — Anda! — Tem tempo...
E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Leia o texto para responder à questão.
O arteiro e o tempo
Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.
A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.
Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.
Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.
— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.
— É mentira. Esse não é ele!
E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.
Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.
Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.
Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.
Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:
— Passa depressa, pô!
— Pra quê?
— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.
— Calma... — Anda! — Tem tempo...
E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Leia o texto para responder à questão.
O arteiro e o tempo
Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.
A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.
Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.
Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.
— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.
— É mentira. Esse não é ele!
E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.
Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.
Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.
Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.
Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:
— Passa depressa, pô!
— Pra quê?
— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.
— Calma... — Anda! — Tem tempo...
E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.