Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Em apenas um ano, Rio Grande do Sul enfrentou dez episódios de chuvas extremas, analisa especialista em recursos hídricos da Unesp.
Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base sensação de segurança da população que se revelou equivocada, e explica os fatores atmosféricos e geográficos que contribuíram para os estragos que as chuvas e as cheias têm causado no estado desde 2023. "Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres", diz.
Em 08/05/2024
Renato Coelho
[...]
O governo do RS afirmou que 790 escolas de 216 municípios foram afetadas: 388 sofreram danos e 52 servem de abrigo. Também foram registrados problemas de transporte e de acesso, e estima-se que 273 mil estudantes foram impactados. As regiões de Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Guaíba, Cachoeira do Sul e Canoas não têm previsão de retomada das aulas.
O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais. A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.
Rodrigo Lilla Manzione, professor e especialista em gestão de recursos hídricos da Unesp em Ourinhos, faz um panorama do estado de devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta, e aponta aspectos geográficos, climáticos e administrativos que geram desastres dessa magnitude.
Manzione relata que o Rio Grande do Sul, especificamente, sofreu dez eventos de chuvas extremas apenas no último ano, entre junho de 23 e maio de 24, sendo um em junho, um em julho, dois em setembro, um em outubro, dois em novembro, um em janeiro e outro agora em abril / maio. Porém, as centenas de municípios afetados na última semana equivalem a três vezes o montante impactado pelo evento ocorrido em setembro, que já foi catastrófico.
"Existem cidades que estão passando pela quarta vez consecutiva por eventos como esse, de chuvas extremas e consequentes alagamentos. Os eventos citados primeiro ocorreram em regiões específicas, alguns mais concentrados. Mas, o que chama atenção nesse evento que está ocorrendo agora é a dimensão. Ele se espalhou por vários municípios. Já são, infelizmente, quase 100 óbitos segundo números oficiais, e muitos desaparecidos. Esses óbitos são por diferentes razões: soterramento, afogamento, choque elétrico. É realmente uma barbaridade o que está acontecendo no RS. Sem contar as 12 barragens sob pressão, duas em estado de emergência, cinco em estado de alerta e cinco em atenção. Uma delas, a Barragem 14 de Julho, rompeu parcialmente, e houve necessidade de evacuar dez municípios.
"De acordo com o pesquisador da Unesp, a calamidade ocorre porque a região possui muitos rios meandrantes e também muitos rios de serra. Essas características acabam dando uma velocidade para essas águas maior do que rios de planície. E quando eles encontram a planície, ali próximo da Baía dos Patos, na região de Porto Alegre, a água para, pois os rios de planície têm uma vazão menor. E quando a água para, a tendência é que ela se espalhe.
"Vários municípios do Rio Grande do Sul acabaram sendo criados nas curvas desses rios. Com as barragens e as benfeitorias ao longo do tempo, foi passada uma falsa sensação de segurança para a população. E esses municípios foram aumentando sem que medidas próprias e adequadas para a contenção das cheias fossem feitas. E, nesse evento específico, é possível ver um daqueles cenários em que vários componentes se unem para aumentar sua potência", explica. [...]
O pesquisador compara os acontecimentos no estado gaúcho à destruição ocasionada pelo furacão Katrina nos EUA, em Nova Orleans, em 2005. "Só que o Katrina teve em torno de 2000 óbitos oficiais e foi concentrado numa região. Esse evento no Rio Grande do Sul, embora não tenha causado tantas vítimas fatais, acabou destruindo a infraestrutura do Estado. Devido ao imenso impacto gerado na economia, agricultura e indústria, as cidades vão demorar para serem reconstruídas, e o custo será muito alto", diz.
[...]
Adaptado - https://jornal.unesp.br
A oração destacada exprime uma ideia de:
Leia o texto, para responder a questão
A inteligência artificial muda o mundo
O ano de 2023 foi aquele em que o Homo sapiens criou uma inteligência à altura da sua própria. E percebeu que essa inteligência, artificial, era em muitos sentidos superior à do seu criador. Para alguns, isso gera medo. Para outros, oportunidades e possibilidades inéditas. Entregamos o poder de pensar às máquinas, como Prometeu entregou o fogo dos deuses aos humanos. E por isso foi condenado a viver acorrentado numa rocha, com uma águia comendo seu fígado todos os dias.
Uma águia (simbólica) comerá nosso fígado na forma de arrependimento pelas forças que liberamos? “Eu chamaria isso de momento de inflexão”, declarou à revista Technolife a cientista pioneira em IA, Fei-Fei Li, professora da Harvard e ex-vice-presidente do Google. “2023 é, na história, esperançosamente, um ano que vai ser lembrado pelas mudanças profundas da tecnologia e pelo despertar público.”
Pesquisas sérias sobre inteligência artificial existem desde a metade da década de 1950, mas 2023 foi o ano em que ela foi popularizada, especialmente por meio de um programa/aplicativo chamado ChatGPT, da OpenAI. Lançado em 2022, o ChatGPT colocou nas mãos de qualquer pessoa (que pague US$ 20 por mês pela versão 4) um poder jamais visto anteriormente. Ali estava um modelo de linguagem capaz de raciocinar, produzir, traduzir, criar, fazer arte, conversar, aconselhar, dispor de uma memória imbatível, realizar cálculos complexos e elaborar receitas de bolo, tudo ao mesmo tempo.
A primeira reação foi de pânico. Programas de IA generativa foram proibidos em escolas. Os estudantes não iriam mais querer estudar tendo essa potência toda à disposição. O pânico se estendeu também à possibilidade de ações fora de controle. A inteligência poderia agir fora da lei por conta própria.
A inteligência artificial derrubou a velha crença de que nada supera a criatividade humana. O professor Erik Brynjolfsson, da universidade Stanford, especializado em relações entre máquinas e humanos, disse duras palavras numa entrevista para o New York TImes: “Para ser brutalmente honesto, tínhamos uma hierarquia de coisas que a tecnologia poderia fazer e nos sentíamos confortáveis em dizer que coisas como trabalho criativo, trabalho profissional e inteligência emocional seriam difíceis para as máquinas fazerem. Agora tudo isso foi revirado”.
Tirando a perda de empregos, o maior temor é o de que os computadores ganhem vida própria e exterminem a humanidade. Perguntei ao ChatGPT se ele seria capaz de tomar o controle da situação e destruir a humanidade. Esta foi sua resposta:
A ideia de um modelo de linguagem como o ChatGPT sendo capaz de destruir a humanidade é mais um tema de ficção científica do que uma preocupação baseada na realidade e na ciência atual. Os modelos de linguagem, por sua natureza e design, não possuem agência, vontade própria, consciência ou capacidade de tomar ações físicas no mundo. Eles são ferramentas que processam e geram texto com base em dados e algoritmos, operando sob os controles e limites estabelecidos pelos seus criadores humanos.
(Dagomir Marquezi. Disponível em:
Leia o texto, para responder a questão
A inteligência artificial muda o mundo
O ano de 2023 foi aquele em que o Homo sapiens criou uma inteligência à altura da sua própria. E percebeu que essa inteligência, artificial, era em muitos sentidos superior à do seu criador. Para alguns, isso gera medo. Para outros, oportunidades e possibilidades inéditas. Entregamos o poder de pensar às máquinas, como Prometeu entregou o fogo dos deuses aos humanos. E por isso foi condenado a viver acorrentado numa rocha, com uma águia comendo seu fígado todos os dias.
Uma águia (simbólica) comerá nosso fígado na forma de arrependimento pelas forças que liberamos? “Eu chamaria isso de momento de inflexão”, declarou à revista Technolife a cientista pioneira em IA, Fei-Fei Li, professora da Harvard e ex-vice-presidente do Google. “2023 é, na história, esperançosamente, um ano que vai ser lembrado pelas mudanças profundas da tecnologia e pelo despertar público.”
Pesquisas sérias sobre inteligência artificial existem desde a metade da década de 1950, mas 2023 foi o ano em que ela foi popularizada, especialmente por meio de um programa/aplicativo chamado ChatGPT, da OpenAI. Lançado em 2022, o ChatGPT colocou nas mãos de qualquer pessoa (que pague US$ 20 por mês pela versão 4) um poder jamais visto anteriormente. Ali estava um modelo de linguagem capaz de raciocinar, produzir, traduzir, criar, fazer arte, conversar, aconselhar, dispor de uma memória imbatível, realizar cálculos complexos e elaborar receitas de bolo, tudo ao mesmo tempo.
A primeira reação foi de pânico. Programas de IA generativa foram proibidos em escolas. Os estudantes não iriam mais querer estudar tendo essa potência toda à disposição. O pânico se estendeu também à possibilidade de ações fora de controle. A inteligência poderia agir fora da lei por conta própria.
A inteligência artificial derrubou a velha crença de que nada supera a criatividade humana. O professor Erik Brynjolfsson, da universidade Stanford, especializado em relações entre máquinas e humanos, disse duras palavras numa entrevista para o New York TImes: “Para ser brutalmente honesto, tínhamos uma hierarquia de coisas que a tecnologia poderia fazer e nos sentíamos confortáveis em dizer que coisas como trabalho criativo, trabalho profissional e inteligência emocional seriam difíceis para as máquinas fazerem. Agora tudo isso foi revirado”.
Tirando a perda de empregos, o maior temor é o de que os computadores ganhem vida própria e exterminem a humanidade. Perguntei ao ChatGPT se ele seria capaz de tomar o controle da situação e destruir a humanidade. Esta foi sua resposta:
A ideia de um modelo de linguagem como o ChatGPT sendo capaz de destruir a humanidade é mais um tema de ficção científica do que uma preocupação baseada na realidade e na ciência atual. Os modelos de linguagem, por sua natureza e design, não possuem agência, vontade própria, consciência ou capacidade de tomar ações físicas no mundo. Eles são ferramentas que processam e geram texto com base em dados e algoritmos, operando sob os controles e limites estabelecidos pelos seus criadores humanos.
(Dagomir Marquezi. Disponível em:
Leia o texto, para responder a questão
A inteligência artificial muda o mundo
O ano de 2023 foi aquele em que o Homo sapiens criou uma inteligência à altura da sua própria. E percebeu que essa inteligência, artificial, era em muitos sentidos superior à do seu criador. Para alguns, isso gera medo. Para outros, oportunidades e possibilidades inéditas. Entregamos o poder de pensar às máquinas, como Prometeu entregou o fogo dos deuses aos humanos. E por isso foi condenado a viver acorrentado numa rocha, com uma águia comendo seu fígado todos os dias.
Uma águia (simbólica) comerá nosso fígado na forma de arrependimento pelas forças que liberamos? “Eu chamaria isso de momento de inflexão”, declarou à revista Technolife a cientista pioneira em IA, Fei-Fei Li, professora da Harvard e ex-vice-presidente do Google. “2023 é, na história, esperançosamente, um ano que vai ser lembrado pelas mudanças profundas da tecnologia e pelo despertar público.”
Pesquisas sérias sobre inteligência artificial existem desde a metade da década de 1950, mas 2023 foi o ano em que ela foi popularizada, especialmente por meio de um programa/aplicativo chamado ChatGPT, da OpenAI. Lançado em 2022, o ChatGPT colocou nas mãos de qualquer pessoa (que pague US$ 20 por mês pela versão 4) um poder jamais visto anteriormente. Ali estava um modelo de linguagem capaz de raciocinar, produzir, traduzir, criar, fazer arte, conversar, aconselhar, dispor de uma memória imbatível, realizar cálculos complexos e elaborar receitas de bolo, tudo ao mesmo tempo.
A primeira reação foi de pânico. Programas de IA generativa foram proibidos em escolas. Os estudantes não iriam mais querer estudar tendo essa potência toda à disposição. O pânico se estendeu também à possibilidade de ações fora de controle. A inteligência poderia agir fora da lei por conta própria.
A inteligência artificial derrubou a velha crença de que nada supera a criatividade humana. O professor Erik Brynjolfsson, da universidade Stanford, especializado em relações entre máquinas e humanos, disse duras palavras numa entrevista para o New York TImes: “Para ser brutalmente honesto, tínhamos uma hierarquia de coisas que a tecnologia poderia fazer e nos sentíamos confortáveis em dizer que coisas como trabalho criativo, trabalho profissional e inteligência emocional seriam difíceis para as máquinas fazerem. Agora tudo isso foi revirado”.
Tirando a perda de empregos, o maior temor é o de que os computadores ganhem vida própria e exterminem a humanidade. Perguntei ao ChatGPT se ele seria capaz de tomar o controle da situação e destruir a humanidade. Esta foi sua resposta:
A ideia de um modelo de linguagem como o ChatGPT sendo capaz de destruir a humanidade é mais um tema de ficção científica do que uma preocupação baseada na realidade e na ciência atual. Os modelos de linguagem, por sua natureza e design, não possuem agência, vontade própria, consciência ou capacidade de tomar ações físicas no mundo. Eles são ferramentas que processam e geram texto com base em dados e algoritmos, operando sob os controles e limites estabelecidos pelos seus criadores humanos.
(Dagomir Marquezi. Disponível em:
Leia o texto para responder à questão.
Fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus é repatriado ao Brasil.
Levado ilegalmente da Bacia do Araripe, no Cariri, para a Alemanha há quase 30 anos, o fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus voltou ao Brasil depois de uma disputa internacional pela sua posse, que contou com a mobilização da comunidade científica brasileira e internacional.
Allyson Pinheiro, professor e diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, localizado em Santana do Cariri, celebrou o referencial simbólico do retorno do fóssil. “A vinda do Ubirajara jubatus ao Ceará é muito importante, muito significativa. É um símbolo de que os patrimônios dos territórios pertencem aos povos dos territórios e de que a ciência tem limites éticos a serem cumpridos”, pontuou o diretor. Além disso, ele também ressaltou que a relevância da medida vai além da ciência, respingando, inclusive, na economia. “Essa ação é um símbolo também para desenvolvimento desses territórios. Um dinossauro com essa repercussão tem um potencial de atrair um turismo diferenciado, influenciando o desenvolvimento, fazendo a roda da economia girar”, pontuou o professor.
O Cariri possui um projeto de desenvolvimento territorial de mudanças das condições socioeconômicas locais por meio de objetos como o fóssil Ubirajara, que é um patrimônio paleontológico e geológico brasileiro.
Desde 1942 a legislação brasileira determina que fósseis são patrimônio da União. Por isso, eles não podem ser comercializados. Para que saiam do País, é exigida uma autorização formal. A exportação é totalmente proibida para os exemplares de referência de novas espécies, os holótipos, caso do Ubirajara jubatus. Cientistas estrangeiros só podem coletar materiais biológicos ou minerais em território nacional se incluírem em seu trabalho pesquisadores brasileiros.
(Isabella Campos. Fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus é repatriado ao Brasil e entregue ao Governo do Ceará. 12 de junho de 2023. Adaptado. Disponível em: https://www.ceara.gov.br/2023/06/12).
Considere as frases:
• Essa ação é um símbolo também para desenvolvimento desses territórios. (2o parágrafo)
• Um dinossauro com essa repercussão tem um potencial de atrair um turismo diferenciado, influenciando o desenvolvimento, fazendo a roda da economia girar. (2o parágrafo)
A conjunção que poderia unir as duas frases, mantendo o sentido original do texto, é:
Leia o texto para responder à questão.
Fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus é repatriado ao Brasil.
Levado ilegalmente da Bacia do Araripe, no Cariri, para a Alemanha há quase 30 anos, o fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus voltou ao Brasil depois de uma disputa internacional pela sua posse, que contou com a mobilização da comunidade científica brasileira e internacional.
Allyson Pinheiro, professor e diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, localizado em Santana do Cariri, celebrou o referencial simbólico do retorno do fóssil. “A vinda do Ubirajara jubatus ao Ceará é muito importante, muito significativa. É um símbolo de que os patrimônios dos territórios pertencem aos povos dos territórios e de que a ciência tem limites éticos a serem cumpridos”, pontuou o diretor. Além disso, ele também ressaltou que a relevância da medida vai além da ciência, respingando, inclusive, na economia. “Essa ação é um símbolo também para desenvolvimento desses territórios. Um dinossauro com essa repercussão tem um potencial de atrair um turismo diferenciado, influenciando o desenvolvimento, fazendo a roda da economia girar”, pontuou o professor.
O Cariri possui um projeto de desenvolvimento territorial de mudanças das condições socioeconômicas locais por meio de objetos como o fóssil Ubirajara, que é um patrimônio paleontológico e geológico brasileiro.
Desde 1942 a legislação brasileira determina que fósseis são patrimônio da União. Por isso, eles não podem ser comercializados. Para que saiam do País, é exigida uma autorização formal. A exportação é totalmente proibida para os exemplares de referência de novas espécies, os holótipos, caso do Ubirajara jubatus. Cientistas estrangeiros só podem coletar materiais biológicos ou minerais em território nacional se incluírem em seu trabalho pesquisadores brasileiros.
(Isabella Campos. Fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus é repatriado ao Brasil e entregue ao Governo do Ceará. 12 de junho de 2023. Adaptado. Disponível em: https://www.ceara.gov.br/2023/06/12).
Considere a frase.
... o fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus voltou ao Brasil depois de uma disputa internacional pela sua posse, que contou com a mobilização da comunidade científica brasileira e internacional. (1o parágrafo)
A expressão em destaque pode ser substituída, em conformidade com a norma-padrão, por
Leia o texto para responder à questão.
Como a especulação imobiliária altera a cidade
“A gentrificação é o mal urbano da nossa era. É a questão mais premente hoje quando falamos em habitação e urbanismo”, diz o urbanista Alan Ehrenhalt, autor de A grande inversão e o futuro da cidade americana. Ehrenhalt estuda como as cidades vivem esse fenômeno urbano cada vez mais forte. Em inglês arcaico, “gentry” significa “de origem nobre”. Isso já dá uma ideia do que gentrificação expressa. Ela acontece quando um bairro ou uma região tem sua dinâmica alterada pela chegada de novos comércios ou empreendimentos imobiliários que trazem consigo a valorização do local e afetam a população que vive ali, que precisa de mais dinheiro para continuar morando onde sempre morou, o que nem sempre é possível.
O resultado é a migração dessas pessoas para outras áreas e o fechamento dos comércios menores que resistiam por anos. Não há grande cidade que não tenha passado por um processo gentrificador em alguma região. Apesar de não ser fenômeno novo, ele se tornou mais relevante com a aceleração da economia global.
Muitas vezes o processo é confundido com uma revitalização urbana, principalmente quando acontece de forma velada, gradativa. “A gentrificação sempre fez parte do processo da expansão das grandes cidades. Ela ocorre pelo interesse do setor privado, com a contribuição dos governos por meio de legislações de uso e ocupação do solo e o plano diretor dos municípios”, explica Luiz Kohara, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). Assim, empreendimentos ressaltam melhorias de acesso e segurança e shopping centers prometem gerar mais empregos na região. Tudo em nome de um bem para a população. “Mas quase sempre com medidas de curto prazo e sem preocupação com os efeitos coletivos, sistêmicos, de cada obra”, diz.
(Rafael Tonon. Revista Galileu, 29 de novembro de 2013. Adaptado)
I. cerca de → aproximadamente
II. além disso → outrossim
III. perspectiva → propósito
IV. esses → tais (em ambas as ocorrências)
V. quena → qual
Está CORRETO o que se afirma em:
"Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores [..]." 8°§
A oração grifada apresenta a mesma classificação que: