Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Sintaticamente, nesta frase, o termo destacado exerce a função de:
Ar-condicionado deixa a conta de luz mais cara: saiba como evitar desperdício de energia
Barrar o contato direto com o sol, não tampar a saída de vento com toalhas e optar pelo modelo "inverter" são algumas das dicas dos especialistas.
BARBOSA, Marília. Ar-condicionado deixa a conta de luz mais cara: saiba como evitar desperdício de energia. G1, 15 de dezembro de 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/guia/guia-de-compras/ar-condicionado-deixaa-conta-de-luz-mais-cara-saiba-como-evitar-desperdicio-de-energia.ghtml. Acesso em: 15 dez. 2023.
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos desse excerto.
“O Megadeth anunciou que se apresentará no Brasil, mais precisamente em São Paulo, no final de abril de 2024. O grupo não se apresenta em terras brasileiras desde 2017. Vale lembrar que o Megadeth iria se apresentar no Rock In Rio 2022, porém a apresentação foi cancelada.”
RIBEIRO, Mateus. Fãs e músicos apoiam Kiko Loureiro após guitarrista anunciar afastamento do Megadeth. Whiplash, 20 de novembro de 2023. Disponível em: https://whiplash.net/materias/news_701/356679-megadeth.html. Acesso em: 21 nov. 2023. Adaptado.
Assinale a alternativa que faz uma análise CORRETA quanto a essa estruturação.
“O que pode ajudar o mundo a superar a dependência do petróleo que está causando as mudanças climáticas? A resposta está nos minerais críticos — e você os encontra no seu bolso. Estes minerais são usados para fabricar desde as baterias dos nossos celulares até as que produzem energia limpa, como a eólica e a solar.”
OS minerais em nossos telefones celulares que podem ajudar no combate às mudanças climáticas. BBC Brasil, novembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/resources/idt-785327f3-1924-47dd-bc5cdeea29a07e0a. Acesso em: 16 nov. 2023. Adaptado.
Qual é a classificação das orações grifadas no excerto?
“A pergunta ‘o que significa ser um autor?’ é apenas uma das questões mais urgentes no mercado [...] de Inteligência Artificial (IA). [...] Suas fontes de informação são grandes bancos de textos com exemplos que lhes permitem determinar, em um sentido probabilístico, quais palavras, estruturas de frases, temas e evidências são mais frequentes. As respostas, entretanto, podem levantar dúvidas sobre plágio, precisão e originalidade das explicações fornecidas.”
SPINAK, Ernesto. IA: Como detectar textos produzidos por chatbox e seus plágios. Scielo em Perspectiva, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2023/11/17/ia-como-detectar-textos-produzidos-porchatbox-e-seus-plagios/. Acesso em: 19 nov. 2023. Adaptado.
O conectivo “entretanto” empregado nesse trecho pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao enunciado em que ocorre, por:
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
“Parabéns para você
Nessa data querida
Muitas felicidades, muitos anos de vida.”
De acordo com as regras da gramática normativa, os ERROS são:
I. “Parabéns para você” está incorreto, pois deveria ser “Parabéns a você”
II. Muitas felicidades, muitos anos de vida – muitas felicidades e muitos anos de vida.
III. O correto seria apenas utilizar “muitos anos de vida”
IV. “Nessa data querida” está incorreto, pois deveria ser “Nesta data querida”.
V. Não há inadequação apenas na frase “muitas felicidades, muitos anos de vida”.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Maria,
Estive na clínica hoje e o psiquiatra examinou o paciente preocupado. Depois queria discutir com você a respeito do assunto.
Abraços.
A frase “o psiquiatra examinou o paciente preocupado” apresenta marcas de:
Leia o excerto abaixo. Em seguida, analise as proposições elaboradas acerca de sua configuração morfossintática.

CENTAMORI, Vanessa. Em livro, judeu relata grande amor que viveu com filha de comandante nazista. Galileu, 15 de maio de 2024. Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/colunistas/sua-estante/coluna/ 2024/05/em-livro-judeu-relata-grande-amor-que-viveu-com-fil ha-de-comandante-nazista.ghtml. Acesso em: 15 mai. 2024.
I. A expressão “no qual” (linha 2ª) pode ser substituída por “do qual” sem acarretar inadequação à escrita padrão.
II. A palavra “bastante” (linha 3ª) se classifica como um substantivo no contexto em que se encontra empregada.
III. A expressão “um judeu húngaro” (linha 4ª) apresenta dois adjetivos, levando-se em consideração o contexto sintático de utilização das palavras.
IV. Foi empregada uma oração subordinada adjetiva explicativa na oitava linha do texto.
V. A correlação verbal do período que se inicia na linha 13 ficaria adequada se a locução verbal empregada no modo subjuntivo fosse substituída por outra flexionada no modo indicativo.
VI. A elipse foi empregada duas vezes no trecho apositivo que se enuncia após os dois-pontos na linha 15, de modo a evitar a repetição de uma palavra citada na oração principal.
Estão corretas as seguintes proposições:
I. Essa música é meia velha.
II. As mochilas são laranja.
III. Há bastantes produtos no armazém.
Está CORRETO o que se afirma:
"Embora o debate sobre a qualidade da educação seja constante, ainda há muito a ser feito para garantir um ensino inclusivo e equitativo para todos."
Em relação a essa temática, considere as afirmativas apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Em termos simples, é uma combinação de palavras organizadas em torno de um núcleo que pode ser um substantivo, verbo, adjetivo, advérbio ou preposição.
(__)Eles são compostos por um núcleo (a palavra principal) e, geralmente, por outros elementos que complementam ou modificam o núcleo.
(__)Os sintagmas podem ser formados por um núcleo (elemento central) e outros determinantes, modificadores ou complementos que dependem do tipo de sintagma.
(__)O estudo dos sintagmas é essencial para entender a sintaxe da língua, pois eles são as estruturas básicas que compõem as orações.
Assinale a alternativa CORRETA: