Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3156214 Português
Ao analisar as regras de concordância nominal, qual das alternativas abaixo está incorreta?
Alternativas
Q3155725 Português
Assinale a alternativa que traz um erro de regência verbal.
Alternativas
Q3155724 Português
Qual das alternativas possui um erro de concordância verbal?
Alternativas
Q3155461 Português

Texto CB1A1 


        O renomado linguista e filósofo Noam Chomsky e outros dois especialistas em linguística, Ian Roberts e Jeffrey Watumull, escreveram um artigo para o jornal The New York Times, em março de 2023, compartilhando sua visão sobre os avanços que vêm ocorrendo no campo da inteligência artificial (IA). 


        Para os intelectuais, os avanços “supostamente revolucionários” apresentados pelos desenvolvedores da IA são motivo “tanto para otimismo como para preocupação”. 


        No primeiro caso, porque as ferramentas de IA podem ser úteis para resolver certas problemáticas, ao passo que, no segundo, “tememos que a variedade mais popular e em voga da inteligência artificial (aprendizado automático) degrade nossa ciência e deprecie nossa ética ao incorporar à tecnologia uma concepção fundamentalmente errônea da linguagem e do conhecimento”.


        Embora os linguistas reconheçam que as IA são eficazes na tarefa de armazenar imensas quantidades de informação, que não necessariamente são verídicas, elas não possuem uma “inteligência” como a das pessoas. “Por mais úteis que esses programas possam ser em alguns campos específicos (como na programação de computadores, por exemplo, ou na sugestão de rimas para versos rápidos), sabemos, pela ciência da língua e pela filosofia do conhecimento, que diferem profundamente do modo como os seres humanos raciocinam e utilizam a linguagem”, alertaram. “Essas diferenças impõem limitações significativas ao que podem fazer, que pode ser codificado com falhas inerradicáveis”.


        Nesse sentido, os autores detalharam que, diferentemente de mecanismos de aplicativos como o ChatGPT, que operam com base na coleta de inúmeros dados, a mente humana pode funcionar com pequenas quantidades de informação, por meio das quais “não busca inferir correlações abruptas entre pontos (...), mas, sim, criar explicações”.


        Nessa linha, manifestam que esses aplicativos não são realmente “inteligentes”, pois carecem de capacidade crítica. Embora possam descrever e prever “o que é”, “o que foi” e “o que será”, não são capazes de explicar “o que não é” e “o que não poderia ser”.


Internet: <ihu.unisinos.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1. 


No segundo parágrafo, a expressão ‘tanto (...) como’ é empregada para ligar ideias por adição. 

Alternativas
Q3155459 Português

Texto CB1A1 


        O renomado linguista e filósofo Noam Chomsky e outros dois especialistas em linguística, Ian Roberts e Jeffrey Watumull, escreveram um artigo para o jornal The New York Times, em março de 2023, compartilhando sua visão sobre os avanços que vêm ocorrendo no campo da inteligência artificial (IA). 


        Para os intelectuais, os avanços “supostamente revolucionários” apresentados pelos desenvolvedores da IA são motivo “tanto para otimismo como para preocupação”. 


        No primeiro caso, porque as ferramentas de IA podem ser úteis para resolver certas problemáticas, ao passo que, no segundo, “tememos que a variedade mais popular e em voga da inteligência artificial (aprendizado automático) degrade nossa ciência e deprecie nossa ética ao incorporar à tecnologia uma concepção fundamentalmente errônea da linguagem e do conhecimento”.


        Embora os linguistas reconheçam que as IA são eficazes na tarefa de armazenar imensas quantidades de informação, que não necessariamente são verídicas, elas não possuem uma “inteligência” como a das pessoas. “Por mais úteis que esses programas possam ser em alguns campos específicos (como na programação de computadores, por exemplo, ou na sugestão de rimas para versos rápidos), sabemos, pela ciência da língua e pela filosofia do conhecimento, que diferem profundamente do modo como os seres humanos raciocinam e utilizam a linguagem”, alertaram. “Essas diferenças impõem limitações significativas ao que podem fazer, que pode ser codificado com falhas inerradicáveis”.


        Nesse sentido, os autores detalharam que, diferentemente de mecanismos de aplicativos como o ChatGPT, que operam com base na coleta de inúmeros dados, a mente humana pode funcionar com pequenas quantidades de informação, por meio das quais “não busca inferir correlações abruptas entre pontos (...), mas, sim, criar explicações”.


        Nessa linha, manifestam que esses aplicativos não são realmente “inteligentes”, pois carecem de capacidade crítica. Embora possam descrever e prever “o que é”, “o que foi” e “o que será”, não são capazes de explicar “o que não é” e “o que não poderia ser”.


Internet: <ihu.unisinos.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1. 


No segundo período do quarto parágrafo, o termo ‘que’, em ‘que diferem profundamente’, funciona como sujeito sintático da oração por ele introduzida, sendo o seu referente semântico a expressão ‘esses programas’.

Alternativas
Q3155156 Português
    Não faz muito tempo tínhamos três principais meios de tomar conhecimento das últimas notícias e fatos: jornais impressos, TVs e rádios. O jornalismo, que submetido a um Código de Ética que entende o “acesso à informação pública como um direito inerente à condição de vida em sociedade”, não deveria, nem poderia impedir este direito por nenhum tipo de interesse. Seguir o código é um dever de todo jornalista e isso inclui que a divulgação da informação deve ser precisa e correta.
     No caso das TVs e rádios, como concessões públicas de prazo determinado, estão submetidas a regras para que lhes seja garantida a autorização e possam explorar tais serviços. No entanto, sabemos que a linha editorial desses instrumentos de comunicação nem sempre mostra a verdade, ou são desprendidas de interesses financeiros ou de mercado, muito menos de viés ideológico. E pior, não dão o mesmo espaço para que outras opiniões possam se expressar. Imaginem se não tivéssemos código e regulação!
     De qualquer forma, antes da internet e das redes sociais, portanto, o acesso à informação existia, e com um cumprimento questionável, porém com mecanismos de execução e fiscalização. No entanto, o alcance de uma notícia correspondia a quem tinha acesso a esses meios, sendo que a TV aberta foi se constituindo, com o tempo, apoios institucionais e a facilitação da aquisição de aparelhos de TV, em uma fonte importante de informação nas diversas camadas sociais.
     A realidade mudou profundamente. Hoje, as pessoas continuam se informando pela TV, mas também se informam em grupos de WhatsApp e em redes sociais. Ao compartilharem os conteúdos que têm acesso fazem uma notícia, verdadeira ou não, alcançar milhões de outros usuários em pontos bem distantes do planeta. Produzem, postam e compartilham multiplicando falsas notícias, violências contra a dignidade humana, imagens não autorizadas, cometem crimes contra a democracia, contra as mulheres, contra o povo negro, contra a comunidade LGBT+, contra a saúde pública, provocam suicídios, automutilação principalmente em crianças e adolescentes, além de crimes de pedofilia, entre outros de violência e abuso sexual. Usam pessoas públicas de forma aética. As consequências, como temos observado, são devastadoras.
     Apesar disso, não há qualquer regulação que obrigue plataformas e usuários a terem um mínimo de obrigações para com a sociedade e responsabilidade sobre o que é veiculado. O marco civil foi um avanço para o Brasil, mas é insuficiente para enfrentar a terra sem lei que virou a internet.         
     Recentemente, o jornalista Pedro Bial, com quem me solidarizo, farto de exigir providências pelas vias normais, publicou um vídeo. Nele, acusa as plataformas de não coibir postagens de divulgação de um produto com sua imagem (deepfake) e sem qualquer autorização para tanto. As palavras dele são significativas do quanto é possível enganar, fraudar e lucrar neste espaço das big techs.
    Mas os malefícios não param por aí. Anúncios patrocinados no Instagram e no Facebook divulgam promoções de supostas marcas famosas e muitos compram sem nunca receber seus produtos. Sites duplicados, com preços irresistíveis, fazem dos consumidores alvos fáceis do golpe. A postagem patrocinada permanece circulando sem qualquer verificação de quem recebe por elas e sem responsabilização. Sobram prejuízos e desrespeito.
     O mundo debate este tema e já se discute a regulação da inteligência artificial, uma inovação que pode ser utilizada a favor ou contra as atividades humanas. Legislações avançadas começam a surgir para conter a marcha desenfreada da desinformação e dos crimes, mas o Brasil até agora se recusa a avançar, está muito atrasado e próximo de manter esta situação insustentável. Forças políticas de extrema direita e os fundamentalistas se somam ao lobby das grandes empresas e usam do ambiente desregulado para impedir a regulação, com argumentos que vão de “liberdade de expressão” à “censura das redes”, querem que apenas jornais, TVs e rádios tenham direitos e obrigações. Para a internet, apenas direitos e lucros exorbitantes à custa de reputações, vidas e distanciamento da realidade.
     É urgente garantir que a liberdade de expressão não seja confundida com liberdade para cometer crimes. Não podemos mais admitir que notícias falsas circulem com tanta facilidade e tenham um alcance absurdo. A internet veio para dar a todos a possibilidade de se informarem, obterem conhecimento, entretenimento e facilitação de estudo, pesquisa e trabalho.
   Que a informação precisa e correta esteja ao alcance de todos e todas. Que as fraudes, as mentiras e as violências estejam sujeitos à lei para que seja possível a punição. Eu também acuso e quero fazer parte da solução que fortaleça a democracia, a valorização dos seres humanos na sua diversidade, que fortaleça a cultura de paz e que supere a impunidade!

(FEGHALI, Jandira. ‘Eu acuso!’. Carta Capital, 2024.)
Considerando as prescrições da norma padrão escrita, verifica-se um desvio de concordância em:
Alternativas
Q3155155 Português
    Não faz muito tempo tínhamos três principais meios de tomar conhecimento das últimas notícias e fatos: jornais impressos, TVs e rádios. O jornalismo, que submetido a um Código de Ética que entende o “acesso à informação pública como um direito inerente à condição de vida em sociedade”, não deveria, nem poderia impedir este direito por nenhum tipo de interesse. Seguir o código é um dever de todo jornalista e isso inclui que a divulgação da informação deve ser precisa e correta.
     No caso das TVs e rádios, como concessões públicas de prazo determinado, estão submetidas a regras para que lhes seja garantida a autorização e possam explorar tais serviços. No entanto, sabemos que a linha editorial desses instrumentos de comunicação nem sempre mostra a verdade, ou são desprendidas de interesses financeiros ou de mercado, muito menos de viés ideológico. E pior, não dão o mesmo espaço para que outras opiniões possam se expressar. Imaginem se não tivéssemos código e regulação!
     De qualquer forma, antes da internet e das redes sociais, portanto, o acesso à informação existia, e com um cumprimento questionável, porém com mecanismos de execução e fiscalização. No entanto, o alcance de uma notícia correspondia a quem tinha acesso a esses meios, sendo que a TV aberta foi se constituindo, com o tempo, apoios institucionais e a facilitação da aquisição de aparelhos de TV, em uma fonte importante de informação nas diversas camadas sociais.
     A realidade mudou profundamente. Hoje, as pessoas continuam se informando pela TV, mas também se informam em grupos de WhatsApp e em redes sociais. Ao compartilharem os conteúdos que têm acesso fazem uma notícia, verdadeira ou não, alcançar milhões de outros usuários em pontos bem distantes do planeta. Produzem, postam e compartilham multiplicando falsas notícias, violências contra a dignidade humana, imagens não autorizadas, cometem crimes contra a democracia, contra as mulheres, contra o povo negro, contra a comunidade LGBT+, contra a saúde pública, provocam suicídios, automutilação principalmente em crianças e adolescentes, além de crimes de pedofilia, entre outros de violência e abuso sexual. Usam pessoas públicas de forma aética. As consequências, como temos observado, são devastadoras.
     Apesar disso, não há qualquer regulação que obrigue plataformas e usuários a terem um mínimo de obrigações para com a sociedade e responsabilidade sobre o que é veiculado. O marco civil foi um avanço para o Brasil, mas é insuficiente para enfrentar a terra sem lei que virou a internet.         
     Recentemente, o jornalista Pedro Bial, com quem me solidarizo, farto de exigir providências pelas vias normais, publicou um vídeo. Nele, acusa as plataformas de não coibir postagens de divulgação de um produto com sua imagem (deepfake) e sem qualquer autorização para tanto. As palavras dele são significativas do quanto é possível enganar, fraudar e lucrar neste espaço das big techs.
    Mas os malefícios não param por aí. Anúncios patrocinados no Instagram e no Facebook divulgam promoções de supostas marcas famosas e muitos compram sem nunca receber seus produtos. Sites duplicados, com preços irresistíveis, fazem dos consumidores alvos fáceis do golpe. A postagem patrocinada permanece circulando sem qualquer verificação de quem recebe por elas e sem responsabilização. Sobram prejuízos e desrespeito.
     O mundo debate este tema e já se discute a regulação da inteligência artificial, uma inovação que pode ser utilizada a favor ou contra as atividades humanas. Legislações avançadas começam a surgir para conter a marcha desenfreada da desinformação e dos crimes, mas o Brasil até agora se recusa a avançar, está muito atrasado e próximo de manter esta situação insustentável. Forças políticas de extrema direita e os fundamentalistas se somam ao lobby das grandes empresas e usam do ambiente desregulado para impedir a regulação, com argumentos que vão de “liberdade de expressão” à “censura das redes”, querem que apenas jornais, TVs e rádios tenham direitos e obrigações. Para a internet, apenas direitos e lucros exorbitantes à custa de reputações, vidas e distanciamento da realidade.
     É urgente garantir que a liberdade de expressão não seja confundida com liberdade para cometer crimes. Não podemos mais admitir que notícias falsas circulem com tanta facilidade e tenham um alcance absurdo. A internet veio para dar a todos a possibilidade de se informarem, obterem conhecimento, entretenimento e facilitação de estudo, pesquisa e trabalho.
   Que a informação precisa e correta esteja ao alcance de todos e todas. Que as fraudes, as mentiras e as violências estejam sujeitos à lei para que seja possível a punição. Eu também acuso e quero fazer parte da solução que fortaleça a democracia, a valorização dos seres humanos na sua diversidade, que fortaleça a cultura de paz e que supere a impunidade!

(FEGHALI, Jandira. ‘Eu acuso!’. Carta Capital, 2024.)
Assinale a alternativa que contém uma infração aos princípios de regência verbal ou nominal, segundo a norma culta escrita.
Alternativas
Q3155126 Português

O amor não acaba, nós é que mudamos



    Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?


    O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado a nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantêm os mesmos.


    Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.


    O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.


(MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. Em: outubro de 2022.)

Os termos sublinhados em “[...] somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice.” (4º§):
Alternativas
Q3155122 Português

O amor não acaba, nós é que mudamos



    Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?


    O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado a nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantêm os mesmos.


    Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.


    O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.


(MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. Em: outubro de 2022.)

Em “O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.” (3º§), a expressão em destaque pode ser substituída por, EXCETO:
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Q3155026 Português
Texto para responder à questão.

Rir é o pior remédio

    Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela, risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
    Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia. Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
    Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes, não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
    Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas. Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
     Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
     Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim. Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço, sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
     – Está triste?
     Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
     – Então compre um videogame. Talvez ele te console.
    Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
    Ele não desistiu.
     – Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
     Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
     O palhaço foi atrás.
   – Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
     – Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
     – Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
     Ele riu… e só ele, claro.
    Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram. Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
    Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
    Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
    Uhhhh….

(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
No trecho “As paredes internas de seu corpo, mofadas.” (3º§), a concordância entre o sujeito e o predicativo do sujeito está correta porque:
Alternativas
Q3155024 Português
Texto para responder à questão.

Rir é o pior remédio

    Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela, risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
    Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia. Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
    Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes, não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
    Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas. Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
     Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
     Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim. Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço, sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
     – Está triste?
     Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
     – Então compre um videogame. Talvez ele te console.
    Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
    Ele não desistiu.
     – Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
     Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
     O palhaço foi atrás.
   – Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
     – Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
     – Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
     Ele riu… e só ele, claro.
    Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram. Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
    Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
    Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
    Uhhhh….

(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
No trecho [...] Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, [...](4º§), a oração “justo ela” exerce a função sintática de:
Alternativas
Q3154987 Português

Eu te amo… não diz tudo!



Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida.

Que zela pela sua felicidade,

Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo.

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,

E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás.

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,

E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,

Sem inventar um personagem para a relação,

Pois, personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;

Quem não levanta a voz, mas fala;

Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: eu te amo não diz tudo!



(Martha Medeiros. A dor que dói mais in Trem-Bala. L&PM Editores. 1999.)

Em relação ao trecho “É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,” (L9), é possível afirmar que a palavra em destaque:
Alternativas
Q3154986 Português

Eu te amo… não diz tudo!



Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida.

Que zela pela sua felicidade,

Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo.

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,

E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás.

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,

E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,

Sem inventar um personagem para a relação,

Pois, personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;

Quem não levanta a voz, mas fala;

Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: eu te amo não diz tudo!



(Martha Medeiros. A dor que dói mais in Trem-Bala. L&PM Editores. 1999.)

Nas linhas 17, 18 e 19, a autora utiliza o vocábulo “mas”. Tal expressão dá às frases sentido de:
Alternativas
Q3154882 Português
    Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgar fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgar. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 

    Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.

    Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.


(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72.)
Dentre os segmentos a seguir relacionados, pode ser identificado um exemplo de sujeito desinencial em:
Alternativas
Q3154790 Português
     Não faz muito tempo tínhamos três principais meios de tomar conhecimento das últimas notícias e fatos: jornais impressos, TVs e rádios. O jornalismo, que submetido a um Código de Ética que entende o “acesso à informação pública como um direito inerente à condição de vida em sociedade”, não deveria, nem poderia impedir este direito por nenhum tipo de interesse. Seguir o código é um dever de todo jornalista e isso inclui que a divulgação da informação deve ser precisa e correta.
     No caso das TVs e rádios, como concessões públicas de prazo determinado, estão submetidas a regras para que lhes seja garantida a autorização e possam explorar tais serviços. No entanto, sabemos que a linha editorial desses instrumentos de comunicação nem sempre mostra a verdade, ou são desprendidas de interesses financeiros ou de mercado, muito menos de viés ideológico. E pior, não dão o mesmo espaço para que outras opiniões possam se expressar. Imaginem se não tivéssemos código e regulação!
     De qualquer forma, antes da internet e das redes sociais, portanto, o acesso à informação existia, e com um cumprimento questionável, porém com mecanismos de execução e fiscalização. No entanto, o alcance de uma notícia correspondia a quem tinha acesso a esses meios, sendo que a TV aberta foi se constituindo, com o tempo, apoios institucionais e a facilitação da aquisição de aparelhos de TV, em uma fonte importante de informação nas diversas camadas sociais.
     A realidade mudou profundamente. Hoje, as pessoas continuam se informando pela TV, mas também se informam em grupos de WhatsApp e em redes sociais. Ao compartilharem os conteúdos que têm acesso fazem uma notícia, verdadeira ou não, alcançar milhões de outros usuários em pontos bem distantes do planeta. Produzem, postam e compartilham multiplicando falsas notícias, violências contra a dignidade humana, imagens não autorizadas, cometem crimes contra a democracia, contra as mulheres, contra o povo negro, contra a comunidade LGBT+, contra a saúde pública, provocam suicídios, automutilação principalmente em crianças e adolescentes, além de crimes de pedofilia, entre outros de violência e abuso sexual. Usam pessoas públicas de forma aética. As consequências, como temos observado, são devastadoras.
     Apesar disso, não há qualquer regulação que obrigue plataformas e usuários a terem um mínimo de obrigações para com a sociedade e responsabilidade sobre o que é veiculado. O marco civil foi um avanço para o Brasil, mas é insuficiente para enfrentar a terra sem lei que virou a internet.         
     Recentemente, o jornalista Pedro Bial, com quem me solidarizo, farto de exigir providências pelas vias normais, publicou um vídeo. Nele, acusa as plataformas de não coibir postagens de divulgação de um produto com sua imagem (deepfake) e sem qualquer autorização para tanto. As palavras dele são significativas do quanto é possível enganar, fraudar e lucrar neste espaço das big techs.
    Mas os malefícios não param por aí. Anúncios patrocinados no Instagram e no Facebook divulgam promoções de supostas marcas famosas e muitos compram sem nunca receber seus produtos. Sites duplicados, com preços irresistíveis, fazem dos consumidores alvos fáceis do golpe. A postagem patrocinada permanece circulando sem qualquer verificação de quem recebe por elas e sem responsabilização. Sobram prejuízos e desrespeito.
     O mundo debate este tema e já se discute a regulação da inteligência artificial, uma inovação que pode ser utilizada a favor ou contra as atividades humanas. Legislações avançadas começam a surgir para conter a marcha desenfreada da desinformação e dos crimes, mas o Brasil até agora se recusa a avançar, está muito atrasado e próximo de manter esta situação insustentável. Forças políticas de extrema direita e os fundamentalistas se somam ao lobby das grandes empresas e usam do ambiente desregulado para impedir a regulação, com argumentos que vão de “liberdade de expressão” à “censura das redes”, querem que apenas jornais, TVs e rádios tenham direitos e obrigações. Para a internet, apenas direitos e lucros exorbitantes à custa de reputações, vidas e distanciamento da realidade.
     É urgente garantir que a liberdade de expressão não seja confundida com liberdade para cometer crimes. Não podemos mais admitir que notícias falsas circulem com tanta facilidade e tenham um alcance absurdo. A internet veio para dar a todos a possibilidade de se informarem, obterem conhecimento, entretenimento e facilitação de estudo, pesquisa e trabalho.
   Que a informação precisa e correta esteja ao alcance de todos e todas. Que as fraudes, as mentiras e as violências estejam sujeitos à lei para que seja possível a punição. Eu também acuso e quero fazer parte da solução que fortaleça a democracia, a valorização dos seres humanos na sua diversidade, que fortaleça a cultura de paz e que supere a impunidade!

(FEGHALI, Jandira. ‘Eu acuso!’. Carta Capital, 2024.)
A conjunção “mas” só não foi empregada com sentido adversativo em:
Alternativas
Q3154495 Português
Leia a nota da OAB a seguir.

A prática reiterada e impune de atos de corrupção leva as pessoas a pensar que a improbidade e a falta de ética são naturais e a improbidade é uma regra para os grandes delinquentes.

Sobre a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta
Alternativas
Q3154254 Português
Destaque a alternativa que as regras de concordância verbal não foram seguidas corretamente.
Alternativas
Q3153954 Português
As regras de regência nominal foram observadas apenas em qual alternativa?
Alternativas
Q3153953 Português
Não há problemas de regência verbal em qual das alternativas a seguir?
Alternativas
Q3153952 Português
Qual das alternativas abaixo apresenta um erro de concordância nominal? 
Alternativas
Respostas
10061: A
10062: D
10063: E
10064: C
10065: E
10066: B
10067: A
10068: C
10069: A
10070: B
10071: B
10072: C
10073: C
10074: A
10075: D
10076: C
10077: C
10078: E
10079: E
10080: A