Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3357683 Português
Marque a alternativa que possui concordância verbal de acordo com as normas da língua padrão.
Alternativas
Q3357682 Português
Quanto aos termos da oração, sobre análise sintática, observe os enunciados e suas explicações:

I. Não aprendi a conversar nem respeitar. = Objeto direto é um infinitivo regido pela preposição “a” do verbo “aprender”;
II. Não entendo nem a ele nem a ti. = O objeto direto é pronome oblíquo átono;
III. À mulher venceu o homem. = O objeto direto está causando ambiguidade.

Marque a opção correta quanto à análise. 
Alternativas
Q3357678 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


DESVENDANDO O CÂNCER DE PULMÃO

          A notícia do falecimento da atriz Jandira Martini, aos 78 anos, trouxe à tona a triste realidade do câncer de pulmão, uma das formas mais letais de câncer em todo o mundo. Aliás, com estimativas alarmantes sobre a mortalidade, especialmente entre os homens, a enfermidade exige atenção e compreensão para a detecção precoce e o tratamento adequado.


I. Quais os sintomas iniciais do câncer de pulmão?

          O câncer de pulmão é conhecido por sua capacidade de se desenvolver de forma silenciosa nos estágios iniciais, muitas vezes dificultando a detecção precoce. Contudo, alguns sintomas podem indicar a presença da doença, como a persistência de tosse, mudanças na voz, dor torácica, perda de peso inexplicada e dificuldade respiratória. Portanto, é fundamental estar atento a esses sinais, especialmente para aqueles que possuem histórico de exposição a fatores de risco, como o tabagismo.


II. Como é feito o tratamento para câncer de pulmão?

          O tratamento do câncer de pulmão é complexo e varia de acordo com o estágio da doença. Neste caso, opções incluem cirurgia para remoção do tumor, radioterapia e quimioterapia.
          Assim, em casos mais avançados, terapias-alvo e imunoterapia também podem ser indicadas. Aliás, o sucesso do tratamento depende da detecção precoce, destacando a importância de exames regulares para indivíduos em grupos de risco.


III. A doença tem cura?

          A perspectiva de cura no câncer de pulmão está diretamente relacionada ao estágio em que a doença é diagnosticada. Inclusive, nos estágios iniciais, onde o tumor é localizado, as chances de cura são mais significativas. Entretanto, em estágios avançados, a cura torna-se mais desafiadora. Por isso, a prevenção, detecção precoce e avanços nas opções terapêuticas são cruciais para melhorar as taxas de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes.


IV. Câncer de pulmão só dá em fumantes?

          Contrariando a crença popular, o câncer de pulmão não é exclusivo de fumantes. Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, casos de câncer de pulmão em não fumantes têm aumentado, destacando a importância de outros fatores, como exposição a poluentes ambientais, radônio, histórico familiar e predisposição genética.

(ADAPATADO. Disponível em https://saudelab.com/cancer-de-pulmao. De Kethlyn Bukner 30 JAN 2024)
No tópico III do texto, as palavras destacadas indicam, na mesma sequência, semanticamente:
Alternativas
Q3357645 Português
O que são os alimentos azuis?

            Os alimentos azuis estão mais presentes no dia a dia alimentar das pessoas do que se imagina, já que eles abrangem um grupo diversificado de animais, plantas e microrganismos provenientes da água, salgada ou doce. Em outras palavras, eles são peixes, algas, crustáceos, moluscos e todo o tipo de produto derivado de animais aquáticos, algas ou plantas capturados ou cultivados em ambientes marinhos ou de _________.
            Os alimentos azuis contribuem para um melhor equilíbrio do meio ambiente e colaboram para a saúde e _________ das pessoas. Isso porque podem desempenhar um papel fundamental na transição para sistemas alimentares mais saudáveis e ecológicos. Os alimentos azuis produzem menos emissões de gases de efeito estufa e causam menos impacto ambiental do que os alimentos vindos da criação de gado (ou de outros animais), além de terem uma pegada ambiental baixa — um indicador de quantas substâncias são emitidas e quantos recursos são consumidos no ciclo de vida de um produto, processo ou atividade.
            Os alimentos azuis são importantes para uma dieta saudável e equilibrada. Eles possuem em sua composição aminoácidos essenciais, proteínas de qualidade, vitaminas, bem como ácidos graxos como o ômega−3, que o corpo humano não produz, sendo necessário obtê−lo dos alimentos. Assim, os alimentos azuis, especialmente peixes como salmão, sardinha e atum podem ser priorizados como fontes de ômega−3. Não apenas essas deficiências podem ser tratadas, mas ao comer animais aquáticos com frequência, as chances de sofrer de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais (AVC), Alzheimer e depressão também são reduzidas.
            Com o crescimento da população mundial, a demanda por esses produtos está aumentando. Nos últimos 50 anos, o consumo dobrou, resultando em um grande impacto nos ecossistemas marinhos devido à pesca e à aquicultura predatórias, duas práticas que esgotam o oceano de peixes e espécies de alimentos aquáticos.
            Os dos estoques de peixes são __________, e 30 a 35% dos peixes capturados são perdidos ou desperdiçados. No entanto, há maneiras de construir a sustentabilidade dos alimentos azuis. Para melhorar seu desempenho ambiental, a prática e o gerenciamento da pesca devem ser otimizados, e a pesquisa e o desenvolvimento também contribuirão para melhorar as formas de pesca e reduzir as pressões ambientais.
 

Redação National Geographic Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa na qual a lacuna só pode ser completada com apenas uma das preposições entre parênteses, observando−se a regência do nome.
Alternativas
Q3357590 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Quando quebrei a Cara.


Quando iniciei a docência no ensino superior, atribuíram-me aulas de Sociologia e de Filosofia. Afastei-me das aulas de História, área em que concluíra o mestrado, mas continuei pensando numa maneira de facilitar a leitura de textos de ciências humanas e sociais. Esbocei projeto de extensão universitária: uma oficina de criação literária que indicaria o caminho da escrita clara, objetiva e coesa aos alunos e, em segundo momento, aos interessados da comunidade.


O projeto naufragou. Com ele, o desejo de apresentar escritores contemporâneos que seriam lidos, analisados, criticados e reescritos pelos eventuais alunos. Joguei os rabiscos na gaveta sem esperança de retomá-los. Até que, recebendo as aulas de Filosofia e de Sociologia no curso de Pedagogia em Presidente Epitácio (S.P), acrescentei nova atividade: seminários.


As alunas escolheriam um dos títulos. Fariam uma leitura superficial (posteriormente complementada de maneira mais profunda por mim), análise sociológica, reflexão filosófica, impressões pessoais. Os autores Luiz Antônio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Cyro dos Anjos, Autran Dourado, Josué Guimarães e Sérgio Faraco. Dezesseis romances resgataram minha paixão de trabalhar com Literatura, aplicando conceitos sociológicos e temas filosóficos discutidos nas aulas.


Os romancistas selecionados escrevem fluentemente. Guardam o máximo de significado na economia das frases. A opção pelos títulos considera a qualidade literária - comprovada por teses e prêmios -, o preço acessível, a diagramação, o convite gráfico, a disponibilidade nas redes de livrarias virtuais e o cuidado de possuir, no máximo, duzentas páginas. Cautelas indispensáveis na tentativa de convencer as alunas a efetivamente lerem os enredos. 


A possibilidade de resumos na internet tirou-me o sono. Preparei-me com unhas, dentes, falas e fúrias para desmontar as expositoras com arguições violentas. Entretanto, as arguições violentas cederam lugar ao espanto: as meninas não apenas leram os livros, mas também recorreram a filmes e críticas literárias, comprovando pormenorizadamente a análise sociológica (grupos sociais, processos de aproximação, de distanciamento e de isolamento, fato Social, Papéis Sociais) e a reflexão filosófica (felicidade de Epicuro, questionamentos socráticos, ideias platônicas, aquisição aristotélica da virtude, interpretações de Santo Agostinho e de Santo Tomás de Aquino, niilismo de Nietzsche).


Compartilhei minhas intenções malignas e reconheci-lhes a capacidade: uma felicidade indizível me invadiu quando, nas comemorações festivas de encerramento do semestre, confessei que - ainda bem! quebrara a cara em meus objetivos perversos.

(Vicentônio Regis do Nascimento Silva, 66 Conhecimento Prático Literatura)



Sobre os períodos: “O projeto naufragou. Com ele, o desejo de apresentar escritores contemporâneos que seriam lidos, analisados, criticados e reescritos pelos eventuais alunos.”, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q3357482 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ataque a Trump: um ato chocante que muda a corrida presidencial nos EUA


As imagens extraordinárias de um desafiante Donald Trump que levanta o punho no ar, com sangue na cara, enquanto é retirado do palco por agentes do serviço secreto não são apenas históricas — elas podem muito bem alterar o curso das eleições presidenciais americanas, marcadas para novembro.


Esse ato chocante de violência política terá inevitavelmente um efeito na corrida eleitoral. Agentes do serviço secreto dos EUA mataram a tiros o suspeito no local. E fontes policiais disseram a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, que tratam o ataque como uma tentativa de assassinato.


A imagem — de Trump sangrando, com o punho no ar, sendo escoltado para longe — foi rapidamente postadas nas redes sociais por Eric Trump, filho do candidato, com a legenda: "Este é o lutador que a América precisa."


 O presidente Joe Biden apareceu na TV logo após o tiroteio e disse que não havia lugar na América para uma violência política como esta. Ele expressou preocupação com seu oponente republicano.


A campanha eleitoral de Biden interrompeu as declarações políticas e trabalha para retirar do ar todos anúncios televisivos o mais rapidamente possível.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd107 ne9l7zo fragmento adaptado para esta questão)
Analise as afirmativas abaixo:

I.O vocábulo "são " destacado no texto, tem como sujeito "agentes do serviço secreto".
II.Em "As imagens extraordinárias de um desafiante Donald Trump que levanta o punho no ar, com sangue na cara, enquanto é retirado do palco por agentes do serviço secreto não são apenas históricas", se a palavra "imagens" fosse substituída por "imagem" seriam necessárias alterações de mais 4 palavras.
III.No trecho " E fontes policiais disseram a CBS News" o "a" deveria ser craseado.
IV.Em "O presidente Joe Biden apareceu na TV logo após o tiroteio e disse que não havia lugar na América para uma violência política como esta" A forma verbal "havia" pode ser substituída por "teria" sem prejudicar a correção gramatical.
V.Em "A campanha eleitoral de Biden interrompeu as declarações políticas", a expressão "as declarações políticas " é objeto direto de "interrompeu".
VI."A imagem — de Trump sangrando, com o punho no ar, sendo escoltado para longe — foi rapidamente postadas nas redes sociais por Eric Trump," A palavra destacada deveria estar flexionada no singular para concordar com "imagem".

A alternativa que apresenta as análises morfossintáticas e semânticas correta é a:
Alternativas
Q3357291 Português
Quando quebrei a Cara.


Quando iniciei a docência no ensino superior, atribuíram-me aulas de Sociologia e de Filosofia. Afastei-me das aulas de História, área em que concluirá o mestrado, mas continuei pensando numa maneira de facilitar a leitura de textos de ciências humanas e sociais. Esbocei projeto de extensão universitária: uma oficina de criação literária que indicaria o caminho da escrita clara, objetiva e coesa aos alunos e, em segundo momento, aos interessados da comunidade. 


O projeto naufragou. Com ele, o desejo de apresentar escritores contemporâneos que seriam lidos, analisados, criticados e reescritos pelos eventuais alunos. Joguei os rabiscos na gaveta sem esperança de retomá-los. Até que, recebendo as aulas de Filosofia e de Sociologia no curso de Pedagogia em Presidente Epitácio (S.P.), acrescentei nova atividade: seminários.


As alunas escolheriam um dos títulos. Fariam uma leitura superficial (posteriormente complementada de maneira mais profunda por mim), análise sociológica, reflexão filosófica, impressões pessoais. Os autores Luiz Antônio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Cyro dos Anjos, Autran Dourado, Josué Guimarães e Sérgio Faraco. Dezesseis romances resgataram minha paixão de trabalhar com Literatura, aplicando conceitos sociológicos e temas filosóficos discutidos nas aulas.


Os romancistas selecionados escrevem fluentemente. Guardam o máximo de significado na economia das frases. A opção pelos títulos considera a qualidade literária - comprovada por teses e prêmios -, o preço acessível, a diagramação, o convite gráfico, a disponibilidade nas redes de livrarias virtuais e o cuidado de possuir, no máximo, duzentas páginas. Cautelas indispensáveis na tentativa de convencer as alunas a efetivamente lerem os enredos.


A possibilidade de resumos na internet tirou-me o sono. Preparei-me com unhas, dentes, falas e fúrias para desmontar as expositoras com arguições violentas. Entretanto, as arguições violentas cederam lugar ao espanto: as meninas não apenas leram os livros, mas também recorreram a filmes e críticas literárias, comprovando pormenorizadamente a análise sociológica (grupos sociais, processos de aproximação, de distanciamento e de isolamento, fato Social, Papéis Sociais) e a reflexão filosófica (felicidade de Epicuro, questionamentos socráticos, ideias platônicas, aquisição aristotélica da virtude, interpretações de Santo Agostinho e de Santo Tomás de Aquino, niilismo de Nietzsche).


Compartilhei minhas intenções malignas e reconheci-lhes a capacidade: uma felicidade indizível me invadiu quando, nas comemorações festivas de encerramento do semestre, confessei que - ainda bem! quebrara a cara em meus objetivos perversos.


(Vicentônio Regis do Nascimento Silva, 66 Conhecimento Prático Literatura)
Nas orações "Compartilhei minhas intenções malignas e reconheci-lhes a capacidade:", a classificação sintática dos termos só está correta em: 
Alternativas
Q3357205 Português
Na construção de texto, as palavras devem estar impregnadas de sentido, dispensando-se elementos desnecessários. A técnica da redução precisa ser aplicada eficazmente. Por isso, é importante observar que a concisão do texto está relacionada com uma ideia utilitarista da mensagem, mas, ainda assim, não deve significar um empobrecimento. Para criar textos concisos, você deve:

I – maximizar a informação com um mínimo de palavras;
II – utilizar os clichês, já que facilita o entendimento da mensagem;
III – substituir a oração adjetiva, usando um adjetivo equivalente.

É(São) correto(s):
Alternativas
Q3357180 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




É correto afirmar sobre o título da reportagem:
Alternativas
Q3357176 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




Do termo “cujo” em: “(...) cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3357173 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




Não contempla a análise do excerto: “(...) comunidade negra que lá se refugiava (...)”.
Alternativas
Q3355931 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase a seguir: O professor dirigiu-se ___ sala de aula e pôs-se ___ falar ___ todas as pessoas convidadas, das 17 horas ___ 18 horas. 
Alternativas
Q3355930 Português
Escolha a alternativa que contenha um exemplo de voz passiva sintética:
Alternativas
Q3355928 Português

Leia atentamente o poema a seguir, escrita por Graça Graúna, para responder à questão.



Canção Peregrina


I

Eu canto a dor

desde o exílio

tecendo um colar

muitas histórias

e diferentes etnias


II

Em cada parto

e canção de partida,

à Mãe Terra peço refúgio

ao Irmão Sol, mais energia

e à Irmã Lua peço licença poética

para esquentar tambores

e tecer um colar

de muitas histórias

e diferentes etnias.


III

As pedras do meu colar

são história e memória

são fluxos de espírito

de montanhas e riachos

de lagos e cordilheiras

de irmãos e irmãs

nos desertos da cidade

ou no seio da floresta.


IV

São as contas do meu colar

e as cores dos meus guias:

amarela

vermelha

branco

negro

de Norte a Sul

de Leste a Oeste

de Ameríndia

ou de LatinoAmérica

povos excluídos.


V

Eu tenho um colar

de muitas histórias

e diferentes etnias.

Se não me reconhecem, paciência.

Haveremos de continuar gritando

a angústia acumulada

há mais de 500 anos.


VI

E se nos largarem ao vento?

Eu não temerei,

não temeremos,

pois antes do exílio

nosso irmão Vento

conduz nossas asas

ao círculo sagrado

onde o amálgama do saber

de velhos e crianças

faz eco nos sonhos

dos excluídos.


VII

Eu tenho um colar

de muitas histórias

e diferentes etnias.

Em relação à segunda estrofe, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3355211 Português
A ambiguidade ocorre quando um trecho, uma sentença ou uma expressão linguística apresentam mais de um entendimento possível. Um exemplo disso ocorre com o uso do "que" no lugar de "o qual". Em uma das alternativas abaixo, observa-se uma dupla interpretação com o emprego do "que". Identifique em qual: 
Alternativas
Q3355189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem deve pagar por danos de inundação no aeroporto de Porto Alegre, fechado há 70 dias

Entre as imagens da tragédia climática no Rio Grande do Sul, nenhuma explicitou os danos sofridos pela infraestrutura gaúcha como a do Boeing 727-200 da companhia Total Cargo com água na altura dos pneus na pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. A cena comprovou que a enchente não havia poupado nem mesmo o único aeródromo internacional do Estado mais meridional do Brasil.

Fechado no dia 3 de maio, o Salgado Filho está no centro de um impasse entre o governo federal e a concessionária Fraport Brasil − Porto Alegre. Oficialmente, o dilema resume-se a uma pergunta: quem custeará os reparos no aeroporto?

Por trás dos aspectos financeiros e legais, porém, pairam diferenças entre as partes que remontam à privatização das instalações, há sete anos, passando pelos prejuízos decorrentes da pandemia do novo coronavírus e chegando ao xadrez eleitoral no Estado e no país.

Com uma área de 72 mil metros quadrados na zona norte da capital, o aeroporto fica em um terreno baixo em relação ao leito do Rio Gravataí, que atravessa a região antes de desaguar no Lago Guaíba. Com a cheia, a água avançou pelas avenidas de acesso, cobrindo pista, dois terminais de passageiros, hangares e outras dependências.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7eyw7g314o)
Em relação as estruturas sintáticas e semânticas do texto, analise:

I.O sujeito da locução verbal "deve pagar" no título do texto é "quem".
II.O sujeito da locução verbal "deve pagar" no título do texto é indeterminado.
III.A expressão verbal "explicitou" tem como sujeito a expressão "nenhuma".
IV.No trecho "A cena comprovou que a enchente não havia poupado nem mesmo o único aeródromo internacional, a forma verbal destacada pode ser substituída por "tinha" sem prejudicar o sentido.
V.Em "Com a cheia, a água avançou pelas avenidas de acesso, cobrindo pista, dois terminais de passageiros, hangares e outras dependências". o termo destacado tem como referente "águas".
VI.A única imagem da tragédia climática no Rio Grande do Sul foi a do Boeing 727, submerso no aeroporto.

As afirmativas acima, estão CORRETAS na alternativa: 
Alternativas
Q3355132 Português
Analise as relações de regência verbal que ocorrem nas sentenças a seguir e assinale a alternativa em que há uma preposição requerida pelo verbo de uma oração subordinada adjetiva.
Alternativas
Q3355131 Português
Analise as sentenças a seguir quanto às formas verbais empregadas e os elementos com os quais estabelecem relação:

I. Alugam-se itens de decoração.
II. Vive-se bem neste lugar.
III. Ela cresceu e tornou-se uma grande mulher.

Verifica-se indeterminação do sujeito apenas em:
Alternativas
Q3355126 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Furto de flor


      Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

       Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

      Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

      – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


Andrade, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.


Em relação à coesão textual, a conjunção ‘se’, que ocorre no excerto dado, é um elemento que possibilita:


Alternativas
Q3354984 Português

Leia o texto e responda a questão.


Mais uma vez, na lama: escolas em Muçum (RS), destruídas por chuvas em 2023, haviam sido reabertas pouco antes da nova inundação.


    A EMEI Família Feliz, Escola Municipal de Educação Infantil em Muçum (RS), havia sido reaberta em 24 de fevereiro deste ano, em um sábado ensolarado. Nos cinco meses anteriores, desde as inundações que assolaram a cidade em 4 de setembro de 2023, voluntários e ONGs trabalharam para readquirir tudo o que havia sido danificado pela água – da parte elétrica até os livrinhos e brinquedos das crianças.

    Mas a reinauguração foi uma festa que durou pouco: em maio de 2024, a tragédia se repetiu. O colégio está, mais uma vez, coberto pela lama das enchentes históricas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de abril.

     [...]


Trecho de matéria jornalística do G1. 

De acordo com o texto, no início do segundo parágrafo, a conjunção “Mas” está sendo usada para:
Alternativas
Respostas
10041: D
10042: A
10043: A
10044: B
10045: A
10046: C
10047: D
10048: A
10049: E
10050: A
10051: A
10052: A
10053: D
10054: A
10055: C
10056: B
10057: A
10058: B
10059: D
10060: A