Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3379254 Português
A concordância nominal está correta apenas em: 
Alternativas
Q3379098 Português
Há incorreção de concordância nominal em:
Alternativas
Q3379097 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à relação entre o verbo e o(s) seu(s) complemento(s). Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta.
Alternativas
Q3379038 Português
As técnicas de comunicação têm aplicabilidade tanto no contexto oral quanto escrito. Nesse sentido, há uma série de atributos que corroboram para tornar a comunicação oral e escrita mais efetiva, compreensível e, por conseguinte, com maior probabilidade de alcançar os objetivos predefinidos. No âmbito da expressão/produção oral, destaque o nível a seguir que possui as seguintes especificidades: responsável pela concordância e pelo uso apropriado de conectores, considerados importantes não apenas no discurso escrito como também no discurso oral.
Alternativas
Q3378840 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A tecnologia na educação e os desafios da docência


    A educação reflete as necessidades culturais e históricas de um contexto. Assim, tal dinamicidade exige do profissional novas posturas, por isso, discutir sobre a educação moderna, sobretudo, após a crise pandêmica, é importante. Com o advento da pandemia da Covid-19, causada pelo vírus SARS-COV-2, todo o processo que compõe a educação escolar (planejamento, docentes, recursos pedagógicos, alunos, pais e suas relações interpessoais, etc.) precisou se reinventar, principalmente, porque o uso da tecnologia foi intensificado e o distanciamento da escola necessário. Desse modo, o acelerado uso de ferramentas digitais e a adequação das unidades de ensino para a oferta de uma educação renovada e coerente com o novo modelo de aluno, pós-pandemia, exigiu um ajustamento do professor.


    As práticas docentes, para atender os estudantes em uma perspectiva moderna, apresentam-se como desafio para o modelo de educação exigida, visto que a prática cotidiana não é suficiente, pois o uso da tecnologia requer domínio e formação prévia. No entanto, se de um lado, identifica-se no Brasil, segundo o Instituto Claro, em pesquisa realizada com 1865 docentes entre outubro de 2021 e maio de 2022, que 59% dos docentes ressaltaram que a falta de um curso específico dificultava o uso das tecnologias em atividades educacionais, por outro, simultaneamente, observa-se a necessidade de formar estudantes capazes de serem líderes de sua produção do saber.


    A concepção moderna requer o uso de recursos e de metodologias que protagonizam o discente em seu próprio processo de ensino e aprendizagem, neste sentido, as Metodologias Ativas tornam-se importante ferramenta para fomentar uma educação transformadora, como aponta Paulo Freire, determinante na formação de um estudante autônomo, crítico e consciente.


    Diante do exposto, porém, entende-se que a educação, na modernidade, não se finda na mera mudança de uma metodologia e no aprender a lidar com as tecnologias. Tal justificativa está no dualismo em que se encontra a finalidade e os resultados da prática educativa. À vista disso, ao tempo que precisamos preparar os estudantes para o mercado de trabalho, com objetivo de alimentar o sistema capitalista, que na perspectiva marxista é excludente e elitista, é preciso atentar-se ao objetivo supremo de promover uma formação humana livre, autônoma e inclusiva.


    Então, ter condições de harmonizar essas duas vertentes de finalidades educacionais na atualidade pode ser o maior desafio da educação, e, portanto, exige muita discussão, reflexão e pesquisa. Ainda assim, certo é, que tanto preparar o indivíduo para o mercado de trabalho é essencial à sua sobrevivência quanto torná-lo capaz de agir com autonomia e liberdade é determinante para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.


(Vilma Aurea Rodrigues, Professora universitária do Centro Universitário UniFG. Suélen de Oliveira, Coordenadora e professora dos cursos de Saúde e do Centro Universitário UniFG. Disponível em:https://www.centrouniversitariounifg.edu.br/noticias/opiniao-a-tecnologia-na-educacao-e-os-desafios-dadocencia/. Acesso em: 28/04/2023. Adaptado.)

 
Considerando a aplicação da norma padrão da língua, indique a seguir o fragmento em que pode ser observado erro quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3378837 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A tecnologia na educação e os desafios da docência


    A educação reflete as necessidades culturais e históricas de um contexto. Assim, tal dinamicidade exige do profissional novas posturas, por isso, discutir sobre a educação moderna, sobretudo, após a crise pandêmica, é importante. Com o advento da pandemia da Covid-19, causada pelo vírus SARS-COV-2, todo o processo que compõe a educação escolar (planejamento, docentes, recursos pedagógicos, alunos, pais e suas relações interpessoais, etc.) precisou se reinventar, principalmente, porque o uso da tecnologia foi intensificado e o distanciamento da escola necessário. Desse modo, o acelerado uso de ferramentas digitais e a adequação das unidades de ensino para a oferta de uma educação renovada e coerente com o novo modelo de aluno, pós-pandemia, exigiu um ajustamento do professor.


    As práticas docentes, para atender os estudantes em uma perspectiva moderna, apresentam-se como desafio para o modelo de educação exigida, visto que a prática cotidiana não é suficiente, pois o uso da tecnologia requer domínio e formação prévia. No entanto, se de um lado, identifica-se no Brasil, segundo o Instituto Claro, em pesquisa realizada com 1865 docentes entre outubro de 2021 e maio de 2022, que 59% dos docentes ressaltaram que a falta de um curso específico dificultava o uso das tecnologias em atividades educacionais, por outro, simultaneamente, observa-se a necessidade de formar estudantes capazes de serem líderes de sua produção do saber.


    A concepção moderna requer o uso de recursos e de metodologias que protagonizam o discente em seu próprio processo de ensino e aprendizagem, neste sentido, as Metodologias Ativas tornam-se importante ferramenta para fomentar uma educação transformadora, como aponta Paulo Freire, determinante na formação de um estudante autônomo, crítico e consciente.


    Diante do exposto, porém, entende-se que a educação, na modernidade, não se finda na mera mudança de uma metodologia e no aprender a lidar com as tecnologias. Tal justificativa está no dualismo em que se encontra a finalidade e os resultados da prática educativa. À vista disso, ao tempo que precisamos preparar os estudantes para o mercado de trabalho, com objetivo de alimentar o sistema capitalista, que na perspectiva marxista é excludente e elitista, é preciso atentar-se ao objetivo supremo de promover uma formação humana livre, autônoma e inclusiva.


    Então, ter condições de harmonizar essas duas vertentes de finalidades educacionais na atualidade pode ser o maior desafio da educação, e, portanto, exige muita discussão, reflexão e pesquisa. Ainda assim, certo é, que tanto preparar o indivíduo para o mercado de trabalho é essencial à sua sobrevivência quanto torná-lo capaz de agir com autonomia e liberdade é determinante para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.


(Vilma Aurea Rodrigues, Professora universitária do Centro Universitário UniFG. Suélen de Oliveira, Coordenadora e professora dos cursos de Saúde e do Centro Universitário UniFG. Disponível em:https://www.centrouniversitariounifg.edu.br/noticias/opiniao-a-tecnologia-na-educacao-e-os-desafios-dadocencia/. Acesso em: 28/04/2023. Adaptado.)

 
Considerando as relações de sintaxe estabelecidas pelas classes de palavras na constituição de um período textual, analise o trecho destacado a seguir e indique a alternativa correta.

“Com o advento da pandemia da Covid-19, causada pelo vírus SARS-COV-2, todo o processo que compõe a educação escolar (planejamento, docentes, recursos pedagógicos, alunos, pais e suas relações interpessoais, etc.) precisou se reinventar, principalmente, porque o uso da tecnologia foi intensificado e o distanciamento da escola necessário.” (1º§)
Alternativas
Q3378757 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Mineração afeta mais de um terço dos grandes símios da África

Os riscos da mineração para os grandes símios no continente africano têm sido subestimados. É o que sugere um estudo publicado no periódico Science Advances, que aponta que mais de um terço da população desses primatas (cerca de 180 mil gorilas, bonobos e chimpanzés) está sob ameaça devido a projetos para extrair minérios. Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que o número de primatas em risco pode ser maior. “A falta de compartilhamento de dados pelos projetos de mineração dificulta nossa compreensão científica do verdadeiro impacto sobre os grandes primatas e seu habitat”, alerta Jessica Junker, da organização sem fins lucrativos de proteção à vida selvagem Re:wild, em comunicado.

Necessários para uma transição em larga escala para uma energia mais limpa, minerais como cobre, lítio, níquel e cobalto têm sido explorados na África e sua mineração tem provocado o desmatamento de florestas tropicais. Os pesquisadores analisaram quantos macacos poderiam ser negativamente impactados por essa atividade a partir de dados sobre a densidade populacional desses animais e do mapeamento de áreas de extração de minérios.

A equipe de pesquisadores usou dados sobre locais de mineração operacionais e préoperacionais em 17 nações africanas e definiu zonas de amortecimento de 10 km para contabilizar os impactos diretos, como destruição de habitat e poluição luminosa e sonora. Já os impactos indiretos ligados ao aumento da atividade humana perto de locais de mineração foram considerados em uma zona de amortecimento de 50 km e incluem ameaças aos animais como aumento da caça, perda de habitat e risco de transmissão de doenças.

Na Libéria, Serra Leoa, Mali e Guiné, os pesquisadores observaram uma maior sobreposição entre a quantidade de macacos e áreas de mineração. Nessa última nação, inclusive, mais de 23 mil chimpanzés (ou até 83% da população de macacos do país) estavam sob ameaça direta ou indireta devido à mineração.

Os especialistas também exploraram como as áreas de mineração se intersectam com o que é considerado “habitat crítico”, isto é, regiões cruciais para a biodiversidade, não necessariamente relacionadas aos símios. “As empresas que operam nessas áreas devem ter esquemas adequados de mitigação e compensação para minimizar seu impacto, o que parece improvável, uma vez que a maioria das empresas não possui dados robustos sobre a linha de base das espécies que são necessários para embasar essas ações”, afirma Tenekwetche Sop, gerente do banco de dados A.P.E.S., da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Atualmente, os impactos indiretos e de longo prazo são raramente considerados e mitigados pelas empresas mineradoras, segundo os pesquisadores. Os esquemas de compensação atuais são desenvolvidos para durar tanto quanto os projetos de extração de minérios estão ativos (geralmente cerca de 20 anos), mas a maioria dos efeitos da mineração sobre os grandes símios são permanentes.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/um-soplaneta/noticia/2024/04/mineracao-afeta-maisde-um-terco-dos-grandes-simios-da-africa.ghtml
Considere o seguinte excerto: “(...) as áreas de mineração se intersectam com o que é considerado “habitat crítico”, isto é, regiões cruciais para a biodiversidade (...)”. A locução “isto é”, que ocorre no contexto dado, introduz uma paráfrase e poderia ser substituída pela expressão de mesma função textual e significado:
Alternativas
Q3378540 Português
Imagem associada para resolução da questão
httpssindilojaspetrolina.com.br

O adjetivo “NEGRA”, na campanha acima, estabelece com o substantivo “CONSCIÊNCIA” uma relação de:
Alternativas
Q3378539 Português
“Parece inevitável o avanço das tecnologias digitais no âmbito escolar. Isto não só se evidencia pelo aumento de artigos e livros sobre o tema, mas também pelo aumento de sua utilização nas redes privadas e públicas de ensino.” 
https://plannetaeducacao.com.br (adaptado)

As relações entre as partes de um texto são estabelecidas pela coesão textual. O recurso coesivo grifado em “...mas também pelo aumento de sua utilização nas redes privadas e públicas de ensino.” inicia uma oração com valor semântico de: 
Alternativas
Q3377834 Português
“O UNICEF e seus parceiros aproveitam os recentes avanços tecnológicos para conectar os gestores de diferentes setores públicos (Educação, Saúde, Assistência Social, entre outros), que são encorajados a criar equipes intersetoriais para analisar as causas da exclusão, encontrar soluções para superar cada uma dessas barreiras e, por fim, reintegrar essa criança ou esse adolescente à escola, garantindo a permanência e a aprendizagem.”
https://www.unicef.org

Sobre o texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3377706 Português

Leia e responda a questão:


Rua, espada nua


Boia no céu imensa e amarela


Tão redonda a lua, como flutua


Vem navegando o azul do firmamento


E no silêncio lento


Um trovador, cheio de estrelas


Escuta agora a canção que eu fiz


Pra te esquecer, Luiza


Eu sou apenas um pobre amador


Apaixonado, um aprendiz do teu amor


Acorda, amor


Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração


Vem cá, Luiza, me dá a tua mão


O teu desejo é sempre o meu desejo


Vem, me exorciza


Me dá tua boca e a rosa louca


Vem me dar um beijo e um raio de sol


Nos teus cabelos


Como um brilhante que partindo a luz


Explode em sete cores


Revelando então os sete mil amores


Que eu guardei somente pra te dar, Luiza


Luiza, Luiza, Luiza



Sobre a letra da música Luiza, de Tom Jobim, pode-se afirmar que:


I. O verso “E no silêncio lento” é um exemplo de sinestesia.


II. Luiza, musa inspiradora do sujeito lírico, exerce no texto a função de vocativo.


III. O uso da primeira pessoa denota a predominância da função conativa. 

Alternativas
Q3377704 Português

Leia o texto: 



Lançado em 1928, o livro O Amante de Lady Chatterley, de D.H Lawrence, gerou polêmicas na sociedade da época, em especial pelo conteúdo sexual explícito. Recém-lançado pela Netflix, o filme baseado no romance explora bem o enredo da história. Como toda adaptação compreende alterações, sejam elas sutis ou drásticas, a produção não passa ilesa. O Metrópoles leu o livro e assistiu ao filme e garante que a história permanece bem conservada, mesmo com os ajustes. [...]


Texto adaptado. Disponível em: https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/netflix-o-quemudou-do-livro-para-o-filme-o-amante-de-lady-chatterley. Acesso em: 20 maio 2024. 



Os termos destacados no texto exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas.

Alternativas
Q3377702 Português
Assinale a alternativa em que NÃO se verifica problema de regência verbal ou nominal.
Alternativas
Q3377701 Português
Identifique a única oração que contém sujeito elíptico.
Alternativas
Q3377612 Português
“Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo mundo. Acabaria como todos que eu conheço que estudaram arquitetura, fazendo outra coisa. Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que não tenha me formado em nada e acabado fazendo esta estranha outra coisa, que é dar palpites sobre todas as coisas.” 
Luís Fernando Veríssimo

No trecho “...mesmo que não tenha me formado em nada...”, do texto acima, conectivo destacado inicia uma oração com valor semântico de:
Alternativas
Q3377611 Português
Captura_de tela 2025-05-28 164823.png (224×212)
https://manualdaseguranca.com.br

Na campanha acima, a expressão “DE TODOS”: 
Alternativas
Q3377605 Português
"Através do sonho podemos fazer a descoberta de nós mesmos. Sonhar é abrir um portal para a mudança. O que ousamos sonhar é a semente de um outro modelo de mundo, mais próximo de quem realmente somos."
Dulce Magalhães

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3377536 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados.” (11º§) É possível inferir que a expressão grifada expressa ideia de:
Alternativas
Q3377534 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.” (7º§) A expressão em destaque tem valor semântico de:
Alternativas
Q3377356 Português
No período: “Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda”, o termo em destaque exerce a função de:
Alternativas
Respostas
9941: C
9942: C
9943: A
9944: C
9945: C
9946: C
9947: C
9948: B
9949: C
9950: B
9951: C
9952: A
9953: D
9954: C
9955: B
9956: B
9957: B
9958: C
9959: B
9960: A