Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
Foram encontradas 41.988 questões
Leia o texto a seguir:
A corretora
Rubem Braga
A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele.
Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.
Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.
— A senhora não tem?
Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...
Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.
Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025
Leia o texto a seguir:
A corretora
Rubem Braga
A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele.
Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.
Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.
— A senhora não tem?
Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...
Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.
Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025

Com base no texto, julgue o item seguinte.
Na linha 33, o trecho “para não ser cobrada pelo serviço” é uma oração subordinada adverbial causal.

De acordo com o texto, julgue o item a seguir.
Na linha 21, o termo “ao crime organizado” funciona, sintaticamente, como objeto indireto.

De acordo com o texto, julgue o item a seguir.
A oração “que fazia trabalho extramuros” (linha 13) classifica‑se como subordinada adjetiva.

De acordo com o texto, julgue o item a seguir.
Na linha 1, o termo “de 41 anos” funciona, sintaticamente, como adjunto adnominal.

De acordo com o texto, julgue o item a seguir.
No título, o vocábulo “escondidos” deveria concordar com “Dentista”.

De acordo com o texto, julgue o item seguinte.
A oração “que fiquei com excesso de resina” (linha 26) é subordinada adverbial causal.

De acordo com o texto, julgue o item seguinte.
O termo “número”, na linha 8, é o núcleo do sujeito paciente.

De acordo com o texto, julgue o item seguinte.
Na linha 5, a forma verbal “foram” é um verbo intransitivo.

De acordo com o texto, julgue o item seguinte.
Entre as linha 4, os termos “no dia 8 de novembro”, “em Suzano” e “na Grande São Paulo”, apesar de coordenados, não exercem a mesma função sintática.

De acordo com o texto, julgue o item seguinte.
Na linha 1, a oração “Após receber denúncias anônimas” é subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.

Com base no texto, julgue o item a seguir.
A oração “onde mora” (linha 24) é uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Com base no texto, julgue o item a seguir.
Na linha 16, o termo “de maneira artesanal” é sintaticamente um adjunto adverbial de meio.

Com base no texto, julgue o item a seguir.
Na linha 7, em “a deixar de fabricar ou anunciar a venda de modelos”, “modelos” é o objeto indireto tanto de “fabricar” quanto de “anunciar”.

Com base no texto, julgue o item a seguir.
Na linha 1, o “O” que abre o parágrafo é um pronome demonstrativo com função sintática de sujeito.