Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Assinale a alternativa em que a regência verbal está empregada INCORRETAMENTE.
Considerando os conceitos de sujeito e predicado, assinale a alternativa em que a identificação desses termos está corretamente estabelecida.
Durante a reunião pedagógica: a coordenadora apresentou os principais objetivos do semestre, reorganizar o calendário acadêmico, revisar os planos de ensino e fortalecer a integração entre os docentes. Os professores ouviram atentamente, anotaram orientações importantes, refletiram sobre as mudanças propostas, e demonstraram interesse em colaborar com o processo! Ao final da exposição um dos docentes levantou uma questão relevante: como seriam avaliados os impactos dessas alterações no desempenho discente? A pergunta gerou debate, diferentes opiniões surgiram; algumas mais cautelosas, outras bastante entusiasmadas.
Sobre a utilização da pontuação, é INCORRETO afirmar que:
'Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles dão ao termo, mas no que lhe pôs o vulgo.'
Sobre a organização sintática desse excerto, assinale a alternativa correta:
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
A favor do tédio
Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".
Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.
Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?
Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.
Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?
O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
A favor do tédio
Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".
Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.
Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?
Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.
Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?
O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
A favor do tédio
Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".
Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.
Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?
Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.
Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?
O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)
O período acima manterá seu sentido básico e sua correção gramatical caso se substituam os dois elementos sublinhados, respectivamente, por:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Uma estatística
As crianças,
Sem um tiro aliás,
E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,
Morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos,
E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar
[atenciosos:
“Quantos filhos a senhora tem, comadre?”
A comadre respondia, com ternura:
“Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos.”
(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
Certos lugares____________de péssimas estatísticas de mortalidade infantil, havendo o risco à integridade____________das crianças. Em alguns deles, os números_____________mais altos do que os da mortalidade de índios nos filmes americanos. É preciso garantir zelo_____________infância e mudanças nessa estatística.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, na ordem em que aparecem, com:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Irresponsabilidade que mata crianças
Pela primeira vez no século 21, o número de crianças
que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de
diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil
deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.
Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de
crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que
podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da
humanidade.
O principal motivo para que, após anos de quedas
consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da
ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald
Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda
internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de
assistência global.
Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos
para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior
símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino
Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos
países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta
renda reduziram suas doações internacionais.
O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num
cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na
assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem
ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem
para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a
16 milhões até 2045.
Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem
compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados
quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas
para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.
(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em:
https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Irresponsabilidade que mata crianças
Pela primeira vez no século 21, o número de crianças
que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de
diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil
deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.
Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de
crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que
podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da
humanidade.
O principal motivo para que, após anos de quedas
consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da
ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald
Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda
internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de
assistência global.
Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos
para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior
símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino
Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos
países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta
renda reduziram suas doações internacionais.
O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num
cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na
assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem
ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem
para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a
16 milhões até 2045.
Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem
compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados
quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas
para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.
(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em:
https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere a passagem “Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida…” (4º parágrafo).
Sem prejuízo ao sentido original do texto e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas devem ser substituídas, na ordem em que aparecem, por: