Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3484526 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Considere o verbo sublinhado no trecho “Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de ‘erres’ carregados, que eu conhecia de ouvir contar” (2º§). Pode-se afirmar que se tem sublinhado um verbo se referindo a um sujeito de mesma classificação em:
Alternativas
Q3484525 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Maria Julieta revela em sua crônica o receio que tinha de que o(a) destinatário(a) a achasse “muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe [...]” (1º§), e então começa o parágrafo seguinte dizendo que “Então você chegou aqui.” De modo a interpretar adequadamente a sintaxe dessa última frase como faz a autora, é correto afirmar que a função sintática de “você” pode ser corretamente identificada como: 
Alternativas
Q3484466 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Ο valor semântico da palavra destacada está corretamente indicado em:
Alternativas
Q3484462 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Ao reescrever o trecho "Não há limites para uma consulta" (2°§), a concordância verbal NÃO se mantém de acordo com a norma culta em:
Alternativas
Q3484454 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Assinale a opção em que há um predicado verbal.
Alternativas
Q3483736 Português
No período “Apesar de concentrarem o maior número de mortes por doenças crônicas não transmissíveis, os homens apresentaram na pesquisa um índice menor do que a média em diagnósticos como diabetes e hipertensão”, a expressão “apesar de” pode ser substituída, sem alteração de sentido e sem mudança no tempo do verbo “concentrar”, apenas pela seguinte expressão:
Alternativas
Q3483734 Português

Sabendo-se que o pronome relativo assume duplo papel no período em que se encontra, representando um termo antecedente e desempenhando alguma função sintática na oração por ele introduzida, leia os trechos a seguir e indique aquele em que a forma sublinhada é um pronome relativo. 

Alternativas
Q3483733 Português

Com relação às vozes verbais, encontra-se na voz passiva analítica a seguinte oração:

Alternativas
Q3483731 Português

Dez por cento dos homens dirigem após consumirem bebidas alcoólicas, alerta Ministério da Saúde



    Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam que um em cada cinco homens morre antes dos 50 anos. É nessa faixa etária que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas podem se agravar, com índice de mortalidade até 50% maior entre os homens.


    Após ouvir sobre a rotina de 20 mil brasileiros, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2023) do Ministério da Saúde constatou que os homens têm apresentado com frequência hábitos que aumentam os riscos ou pioram o prognóstico para esse tipo de doença. Práticas como o tabagismo, consumo abusivo de álcool, sobrepeso, inatividade física e alimentação inadequada com ingestão de alimentos ultraprocessados são alguns exemplos.


    Nesse sentido, o coordenador substituto de Atenção à Saúde do Homem, Fernando Pessoa de Albuquerque, explica que, entre as medidas de prevenção, o autocuidado é fundamental, além da necessidade do cuidado integral proposto por profissionais de saúde. “A orientação nutricional adequada, juntamente com a redução do consumo de álcool e a cessação do tabagismo, são medidas altamente benéficas na prevenção das DCNTs. Essas ações desempenham um papel fundamental na redução das complicações associadas”, alerta.



Consumo de álcool


    Em todo o mundo, cerca de 3 milhões de mortes são causadas pelo consumo nocivo de álcool a cada ano. E, nessa questão, os homens têm indicadores preocupantes: 10,2% afirmaram conduzir veículos motorizados após o consumo de bebidas alcoólicas, uma proporção notadamente maior que as mulheres, com 2,2%. Cidades como Palmas (24,5%), Teresina (23,2%) e Boa Vista (20%) registram os números mais altos entre a população masculina.

(...)



Tabagismo


    O uso de tabaco é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), líder mundial nas causas de mortes evitáveis. O hábito de fumar ou o tabagismo passivo podem desencadear problemas crônicos como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares.


    Segundo os dados da Vigitel 2023, a frequência de fumantes pelo Brasil é de 9,3%, sendo maior no sexo masculino (11,7%) do que no feminino (7,2%), com índice particularmente alto nos homens com até oito anos de estudo (14,6%). Em relação aos trabalhadores que convivem com o tabagismo passivo no ambiente de trabalho, os homens registram mais que o dobro da porcentagem (10,2%) em comparação com as mulheres (4,3%).



Alimentação inadequada


    Para a prevenção de doenças crônicas e uma alimentação adequada e saudável, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda o consumo de alimentos variados in natura ou minimamente processados e preparações culinárias, além de evitar
ultraprocessados.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de, pelo menos, 400 gramas diárias de frutas e hortaliças e, em relação a esse fator de proteção, as mulheres estão na frente (23,2%) se comparadas aos homens (19,3%). O consumo de ultraprocessados também foi mais elevado na população masculina, com um índice de 22,0%, contra 14,1% entre as mulheres.



Sobrepeso e obesidade


    Outro ponto de atenção para a prevenção das DCNTs é o sobrepeso. Pessoas com sobrepeso têm maior predisposição a desenvolver doenças como diabetes e hipertensão que, com o tempo, podem resultar em casos de insuficiência cardíaca. A maior parte dos entrevistados (61,4%) afirmou ter excesso de peso. Entre os homens, o índice foi de 63,4% contra 59,6% de mulheres.


    Para evitar sobrepeso e obesidade, um ponto-chave é o combate ao sedentarismo. Outra publicação do Ministério da Saúde, o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, traz orientações para diversos ciclos de vida e contextos sociais, com exemplos que incentivam uma rotina mais ativa.



Diabetes e hipertensão


    Apesar de concentrarem o maior número de mortes por doenças crônicas não transmissíveis, os homens apresentaram na pesquisa um índice menor do que a média em diagnósticos como diabetes e hipertensão. A porcentagem total de entrevistados que afirmou ter hipertensão arterial ficou em 27,9% - sendo 29,3 % mulheres e 26,4% homens. No caso da diabetes, a frequência também foi menor no público masculino (9,1%), abaixo dos 11,1% apresentados pela população feminina.


    Neste ponto, Albuquerque lembra que os homens não acessam os serviços de atenção primária voltados à prevenção e promoção da saúde, buscando-os apenas em situações de diagnóstico tardio, quando já ocorreram lesões em órgãos-alvo, ou seja, em casos de extrema emergência, atendimento especializado ou urgência.


    “As razões pelas quais os fatores de risco para as DCNT afetam desproporcionalmente os homens estão relacionados às maneiras como a sociedade os educa em relação às necessidades de acessar os serviços de saúde”, observa.


Segundo o técnico, a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel crucial no acompanhamento de longo prazo e na coordenação dos cuidados de saúde. Através dela, é possível identificar, orientar e controlar os fatores de risco, além de realizar rastreamentos e, se necessário, encaminhamentos para outros níveis da rede de atenção à saúde. “O desafio é aumentar o acesso dos homens a esses serviços, promovendo a adoção de práticas preventivas e de promoção da saúde”, conta.




Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)


    Nessa perspectiva, em 2009, foi criada pelo ministério a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), que visa reduzir a mortalidade da população masculina, por meio do acesso a serviços de saúde abrangentes e ações preventivas.


    O Brasil é o único país latino-americano que possui uma política de saúde planejada especificamente para o atendimento ao homem, composta por linhas de cuidado divididas em cinco eixos: acesso e acolhimento; saúde sexual e reprodutiva; paternidade e cuidado; doenças prevalentes na população masculina; e prevenção de violências e acidentes.



Nadja Alves dos Reis


Ministério da Saúde


Na oração “Práticas como o tabagismo, consumo abusivo de álcool, sobrepeso, inatividade física e alimentação inadequada com ingestão de alimentos ultraprocessados são alguns exemplos”, em termos sintáticos, a expressão sublinhada exerce a função de

Alternativas
Q3483658 Português
Leia o texto para responder à questão.

Ed Mort só vai

Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial, um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira. Apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho o disfarce é essencial. Para escapar dos credores. Outro dia entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisoteei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar a minha Bic e o jornal. O jornal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saí ganhando. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabara mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.

VERISSIMO, L. F. Ed Mort: todas as histórias. Porto Alegre: L&PM, 1997. (Adaptado). 
Considere o excerto: “Elas não vencerão.” Nesse contexto, o verbo “vencer” é empregado com regência:
Alternativas
Q3483609 Português
Texto 1


Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

        As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente. 

        Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.

        O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa. 

        Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor. 

        Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024. 

Sobre determinadas frases do Texto 1, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.



( ) Em “Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo [...]”, o termo em destaque introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa, por indicar o porquê de se aproveitar os benefícios conferidos pelo lazer.


( ) Em “Por mais que alguém goste do seu trabalho [...]”, o termo em destaque exerce a função de pronome relativo, por se conectar à palavra “alguém” e, assim, dar sentido à frase.


( ) Em “Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. [...]”, o termo em destaque exerce função anafórica, por retomar uma palavra citada anteriormente.

Alternativas
Q3483600 Português
Texto 1


Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

        As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente. 

        Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.

        O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa. 

        Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor. 

        Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024. 
No excerto “Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda [...]” (Texto 1), a conjunção em destaque introduz uma oração com função 
Alternativas
Q3483597 Português
Texto 1


Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

        As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente. 

        Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.

        O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa. 

        Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor. 

        Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024. 
Em “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física.” (Texto 1), a expressão em destaque indica 
Alternativas
Q3483563 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que às vezes fracassamos quando nos esforçamos demais


"Quando a imaginação e a força de vontade estão em conflito, são antagônicas, é sempre a imaginação que vence, sem exceção."

Foi assim que o psicólogo francês Émile Coué explicou o que o intelectual e escritor Aldous Huxley chamou de Lei do Esforço Inverso.

Se a bela frase de Coué te confundiu, pense na areia movediça. É uma superfície que parece sólida, mas que se você pisar nela, esta se separa em água e areia e faz o corpo afundar e sair exige uma força enorme.

Muitos de nós só vimos isso em filmes ou quadrinhos, quando personagens são engolidos enquanto tentam desesperadamente evitar o destino.

É aí que reside o erro e a razão pela qual as areias movediças são uma boa analogia.

Algo semelhante deve ser feito quando você não consegue adormecer, ou tem um ataque de riso em um momento inconveniente, ou não consegue lembrar-se de algo; em vez de se forçar a tentar fazer o que não consegue, relaxe ou pense em outra coisa.

Isso porque, embora possa parecer contraditório, às vezes fracassamos porque nos esforçamos demais.

Isso não significa que você tenha que fazer nada, ou que sempre precisa ter uma atitude passiva diante da vida, mas, às vezes, quanto mais você tenta melhorar algo através da força de vontade, mais piora a situação.

O escritor Liev Tolstói ilustrou o conceito em seu livro Anna Karenina, descrevendo o que aconteceu ao proprietário de terras Konstantin Levin quando ele encontrou harmonia no cultivo da terra com os camponeses:

"Começou a ocorrer uma mudança no trabalho que o enchia de prazer. No meio do trabalho, havia momentos em que ele se esquecia do que estava fazendo e trabalhava sem esforço, e nesses mesmos momentos sua fileira era tão bem cortada quanto a de Tit."

"Mas assim que se lembrava do que estava fazendo e tentava fazer melhor, sentia o peso do esforço e tudo resultava pior."

Os taoístas chamam algo semelhante de "wu wei", que pode ser traduzido como "ação sem esforço".

Em linhas gerais, a ideia é que quando paramos de lutar e aprendemos a esperar e observar, vemos com mais clareza que existem forças externas que nos superam e, às vezes, temos que seguir o fluxo e só agir no momento certo e com as medidas corretas para chegar ao destino desejado.

Ao agir precipitadamente, cada passo é um erro potencial, e a emoção e o ego guiam as decisões mais do que a razão. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g2996p2mjo. Adaptado.
O escritor Liev Tolstói ilustrou o conceito em seu livro Anna Karenina.

O verbo presente na oração comporta-se, nesta frase, como verbo:
Alternativas
Q3483556 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que às vezes fracassamos quando nos esforçamos demais


"Quando a imaginação e a força de vontade estão em conflito, são antagônicas, é sempre a imaginação que vence, sem exceção."

Foi assim que o psicólogo francês Émile Coué explicou o que o intelectual e escritor Aldous Huxley chamou de Lei do Esforço Inverso.

Se a bela frase de Coué te confundiu, pense na areia movediça. É uma superfície que parece sólida, mas que se você pisar nela, esta se separa em água e areia e faz o corpo afundar e sair exige uma força enorme.

Muitos de nós só vimos isso em filmes ou quadrinhos, quando personagens são engolidos enquanto tentam desesperadamente evitar o destino.

É aí que reside o erro e a razão pela qual as areias movediças são uma boa analogia.

Algo semelhante deve ser feito quando você não consegue adormecer, ou tem um ataque de riso em um momento inconveniente, ou não consegue lembrar-se de algo; em vez de se forçar a tentar fazer o que não consegue, relaxe ou pense em outra coisa.

Isso porque, embora possa parecer contraditório, às vezes fracassamos porque nos esforçamos demais.

Isso não significa que você tenha que fazer nada, ou que sempre precisa ter uma atitude passiva diante da vida, mas, às vezes, quanto mais você tenta melhorar algo através da força de vontade, mais piora a situação.

O escritor Liev Tolstói ilustrou o conceito em seu livro Anna Karenina, descrevendo o que aconteceu ao proprietário de terras Konstantin Levin quando ele encontrou harmonia no cultivo da terra com os camponeses:

"Começou a ocorrer uma mudança no trabalho que o enchia de prazer. No meio do trabalho, havia momentos em que ele se esquecia do que estava fazendo e trabalhava sem esforço, e nesses mesmos momentos sua fileira era tão bem cortada quanto a de Tit."

"Mas assim que se lembrava do que estava fazendo e tentava fazer melhor, sentia o peso do esforço e tudo resultava pior."

Os taoístas chamam algo semelhante de "wu wei", que pode ser traduzido como "ação sem esforço".

Em linhas gerais, a ideia é que quando paramos de lutar e aprendemos a esperar e observar, vemos com mais clareza que existem forças externas que nos superam e, às vezes, temos que seguir o fluxo e só agir no momento certo e com as medidas corretas para chegar ao destino desejado.

Ao agir precipitadamente, cada passo é um erro potencial, e a emoção e o ego guiam as decisões mais do que a razão. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g2996p2mjo. Adaptado.
Em vez de se forçar a tentar fazer o que não consegue, 'relaxe ou pense em outra coisa'.

Sintaticamente, em relação à expressão destacada:
Alternativas
Q3483531 Português
Carnaval


          Incipiente alegria na tarde carnavalesca. Os sambas passam nos automóveis abertos. Um vento beija a avenida larga, trêmula nas serpentinas, rodopia nos confetes, caminha na voz das cantigas. As moças lindas, em fantasias de cores vivas e leves, vão com os cabelos alvoroçados pelo vento. Meu amigo comprou 200 gramas metálicas. Andou pelas ruas que se animavam. Encheu os bolsos de confetes. Foi andando...

        E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu. Mas as luzes rebentaram de todos os lados e a garganta da massa se abriu em delírio. Meu amigo foi andando. Apertou-se entre homens excitados e mulheres que cantavam e riam. Entrou na confusão das raças irmanadas pelo prazer comum da carne. Alguém lhe jogou confetes na boca, lança-perfume nos olhos. Uma serpentina bateu em seu nariz. Um reco-reco gritou em seu ouvido. Foi andando. Um automóvel do corso quase o esmagou. Um bloco o arrastou pelo meio da massa, com força inelutável de uma corrente marinha. Uma mulher qualquer cantou à toa, para ele, uma frase de samba. Jogou um pouco de confetes no cabelo da mulher. Jogou-lhe éter no corpo. Ela defendeu-se e riu. Depois desapareceu, arrastada. Meu amigo foi andando. Tinha um cravo na lapela, um cravo que tirara da mesa do restaurante. Uma moça pediu a flor. Ele a encharcou de éter e fez presente. Foi andando. Automaticamente cantou sambas e marchas. Teve mil pequenas aventuras inconsequentes e rápidas. Um homem bêbado quis arrebatar o lança-perfume de sua mão. Foi andando. No meio de uma confusão, recebeu e distribuiu socos e empurrões sem saber de quem, para quem, por que, nem para quê. Meu amigo entrou no baile. Agarrou-se ao ombro de uma mulher e foi no cordão, dançando, cantando, suando. Repetiu três vezes com o mesmo par a marchinha do momento. Apaixonou-se de repente por uma fantasia, por um corpo, por uma risada. Bebeu.

        Meu amigo foi a outro baile. De madrugada, meu amigo saiu pela rua vazia, sem programa. Passavam os foliões cansados, as mulheres mais belas pela fadiga e pelo suor. Um homem grisalho carregava pelo braço uma adolescente que se queixava de dor nos pés.

          Meu amigo arranjou uma mulher: a mulher que sempre aparece. A mulher que não vimos na rua nem no baile e que aparece na mesa do bar ou do restaurante, no último instante. Esguichou seu último lança-perfume nos braços e nos seios da mulher. Jogou os últimos confetes em seu cabelo. Ela repetiu um samba mil vezes repetido. Foram.

        No caminho, meu amigo parou. No canto da calçada, um menino sujo e esfarrapado dormia. Dormia sobre um saco de estopa cheio de serpentinas que juntara para vender. Pararam. A mulher disse: coitadinho... Meu amigo olhou em silêncio o menino que dormia. Sentiu pena. Olhou a mulher. Balançou a bisnaga. Ainda havia um resto de éter. Jogou na perna da criança, que acordou assustada. A mulher disse: você é ruim! coitadinho... A criança ficou olhando estremunhada, resmungou um xingamento e tornou a dormir. Meu amigo jogou a bisnaga no asfalto. Sentia-se bêbado. Apertou a mulher contra seu corpo e mandou parar um automóvel que passava. No apartamento, antes de deitar-se, olhou-se no espelho do guarda-roupa. Fantasiado. Exausto. Beijou a mulher na boca como se beija uma noiva. E pensou desanimado: eu sou um folião. Evoé!


BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
Considere o excerto: “Repetiu três vezes com o mesmo par a marchinha do momento.” Assinale a alternativa que apresenta:

I. a regência verbal de ‘repetiu’, no contexto apresentado,
II. e o termo regido, correspondente à regência apontada em I.
Alternativas
Q3483007 Português
Marque a alternativa, onde temos uma frase afirmativa. 
Alternativas
Q3482985 Português
De acordo com as normas de regência verbal e nominal, assinale a alternativa que apresenta a oração correta.  
Alternativas
Q3482353 Português
Novas regras dificultam imigração para o Reino Unido 


A partir de março, entrarão em vigor novas regras de imigração no Reino Unido.


O governo britânico tem como meta reduzir a migração legal, após estatísticas oficiais terem mostrado que o saldo migratório — a diferença entre o número de imigrantes e emigrantes — atingiu 745.000 em 2022, um recorde. Ou seja, o país "ganhou" 745.000 estrangeiros no ano passado.


Isso acendeu o alerta vermelho no governo, que tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.


Em artigo ao tabloide inglês The Sun, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, escreveu "Se você não pode contribuir com o Reino Unido, você não virá para o Reino Unido".


O número de brasileiros que imigra legalmente para lá é baixo, em comparação a outras nacionalidades. Mas os brasileiros estão entre os afetados pelas novas regras. 


De janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério do Interior britânico, quatro mil vistos foram concedidos a cidadãos brasileiros. Esse número inclui todo o tipo de visto, como o de trabalho, de estudante e de família.


Brasileiros não necessitam de visto em viagens de turismo ou negócios para o Reino Unido em estadias de até cento e oitenta dias.


As regras também impactam aqueles que já vivem legalmente no país e pretendem, por exemplo, trazer cônjuges ou parentes para morar com eles.


Segundo o Itamaraty, duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido. 


A principal mudança é o aumento do salário mínimo exigido, tanto para conseguir um visto de trabalho quanto para trazer um dependente: 38.700 libras brutas por ano (ou cerca de R$ 240 mil, na cotação atual).


Esse patamar é "irreal" na opinião da advogada de imigração brasileira Vitoria Nabas, que assessora empresas de pequeno e médio porte no processo de tramitação de vistos de trabalho.


"Estou estarrecida com tudo e extremamente frustrada como advogada atuante nesta área há mais de vinte anos. Não há dúvida de que o governo tenta fechar as portas cada vez mais para a imigração", diz ela.


Muitos especialistas concordam com Nabas e criticaram o anúncio do governo. Eles demonstraram preocupação sobretudo com o impacto na economia do Reino Unido, que deve crescer apenas 0,4% neste ano.


Para se ter uma ideia, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o salário anual bruto médio para quem trabalha em tempo integral no Reino Unido era de 34.963 libras em abril deste ano.


No caso específico dos brasileiros, Nabas diz acreditar que os mais afetados serão aqueles que já vivem no Reino Unido e querem trazer cônjuges e outros membros da família para morar com eles.


"Imagine, por exemplo, um entregador de delivery que viva legalmente no Reino Unido e queira trazer a esposa e os filhos para viver com ele aqui. Ou o restante de sua família. A maioria deles não ganha um salário de 38,7 mil libras por ano", diz.


Nabas lembra, ainda, que muitos trabalhadores autônomos tampouco declaram o rendimento real ao fisco, o que é contra a lei, para evitar pagar mais imposto.


A especialista também destaca que, em sua visão, esse nível salarial é superior ao que a maioria das empresas a quem presta assessoria oferece.


Segundo ela, as ofertas de emprego que pagam salários na casa das quarenta mil libras por ano são raras, mesmo para trabalhadores qualificados. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyj23y
De janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério do Interior britânico, quatro mil vistos foram concedidos a cidadãos brasileiros. Esse número inclui todo o tipo de visto, como o de trabalho, de estudante e de família.

O número de orações presentes na frase é de:
Alternativas
Q3482330 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Princípios da Análise de Discurso Crítica 


Análise de Discurso Crítica é uma abordagem científica interdiscursiva para estudos críticos da linguagem como prática social. A transdisciplinaridade explica-se pelo fato de esta análise não somente aplicar outras teorias, mas também romper fronteiras epistemológicas, operacionalizando e transformando teorias para os propósitos da abordagem crítica no ensino de língua materna (FAIRCLOUGH, 2003). Assim, a Análise de Discurso Crítica constitui-se pela operacionalização de diversas disciplinas e estudos, dentre os quais destacamos aqui, com base em Fairclough (2001), os estudos fundadores de Bakhtin (1997) e Foucault (1977, 2003).


Tomando o cuidado de não reduzir um pensador como Bakhtin a um punhado de conceitos desligados do contexto histórico e político em que foram produzidos, é possível reconhecer em Bakhtin o pensador proponente da teoria de ideologia; da noção de dialogismo na linguagem.


Nos ensaios filosóficos sobre a linguagem, Bakhtin (2002, p.123) aponta a "verdadeira substância da língua" no processo social da interação verbal. Seguindo preceitos do Materialismo Histórico, indica a enunciação como a realidade da linguagem e como estrutura socioideológica, de modo a priorizar não só a atividade da linguagem, mas também sua relação indissolúvel com seus usuários. 


Bakhtin (1997, p.290) apresenta uma visão dialógica e polifônica da linguagem, segundo a qual mesmo os discursos aparentemente não dialógicos, como textos escritos, são sempre parte de uma cadeia dialógica, na qual respondem a discursos anteriores e antecipam discursos posteriores de variadas formas. A interação é entendida como operação polifônica, que retoma vozes anteriores e posteriores da cadeia de interações verbais, e não só uma operação entre as vozes do locutor e do ouvinte: "cedo ou tarde, o que foi ouvido e compreendido de modo ativo encontrará um eco no discurso ou no comportamento subsequente do ouvinte" (p.291).


Mais uma fonte fundadora da compreensão da linguagem como espaço de luta de poder são os trabalhos de Foucault. Dentre outras noções, são relevantes para a Análise de Discurso Crítica as noções foucaultianas do aspecto constitutivo do discurso; da interdependência das práticas discursivas; da natureza discursiva do poder; da natureza política do discurso e da natureza discursiva da mudança social (FAIRCLOUGH, 2001). 


Foucault (2003, p.10) problematiza a função constitutiva do discurso, concebendo a linguagem como uma prática que constitui o social, os objetos e os sujeitos sociais. Analisar discursos, nessa perspectiva, é especificar formações discursivas interdependentes, bem como sistemas de regras que possibilitam a ocorrência de certos enunciados em determinados tempos, lugares e instituições. Conforme Foucault (2003, p.66), "toda tarefa crítica, pondo em questão as instâncias de controle, deve analisar ao mesmo tempo as regularidades discursivas através das quais elas se formam; e toda descrição genealógica deve levar em conta os limites que interferem nas formações reais". Da ideia de regulação social 'do que pode ou não ser dito' em práticas situadas - o que traz à tona tanto relações interdiscursivas quanto relações entre o discursivo e o não essencialmente discursivo - origina-se o conceito fundamental para a Análise de Discurso Crítica de ordem de discurso: a totalidade de práticas discursivas dentro de uma instituição ou sociedade e o relacionamento entre elas (FAIRCLOUGH, 1989).


Como alerta Brait (2008, p.9-10), "ninguém, em sã consciência, poderia dizer que Bakhtin tenha proposto formalmente uma teoria ou análise do discurso", entretanto, "também não se pode negar que o pensamento bakhtiniano representa, hoje, uma das maiores contribuições para os estudos da linguagem (...)", tendo motivado "o nascimento de uma análise dialógica do discurso".


https://www.scielo.br/j/bak/a/Vzfxj5xTVBsLvpZkk4K9 GBz/. Adaptado.
Toda tarefa crítica, pondo em questão as instâncias de controle, 'analisa' ao mesmo tempo as regularidades discursivas.

A concordância verbal pode ou não exigir a presença de complementos, e estes podem ou não exigir a presença de preposições.

O verbo em destaque, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Respostas
9261: D
9262: B
9263: A
9264: D
9265: D
9266: D
9267: E
9268: C
9269: A
9270: C
9271: A
9272: C
9273: E
9274: C
9275: C
9276: A
9277: C
9278: C
9279: D
9280: D