Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3407041 Português
Bebê reborn, polêmica real: quando o afeto encena o inanimado

(Tauane Paula Gehm, doutora em psicologia)


Após um vídeo seu viralizar na internet, Yasmim Becker, de 17 anos, acabou no centro de uma onda de ataques virtuais. Nele, a jovem narra o que descreveu como “um dos dias mais corridos e assustadores” de sua vida, quando precisou levar seu filho, Bento, “às pressas” ao hospital porque ele não estava se sentindo bem. Acontece que Bento não era uma criança — nem um pet —, mas um boneco inanimado: um bebê reborn, modelo hiper-realista com aparência idêntica à de um recém-nascido. Tudo não passou de uma encenação. Yasmim é colecionadora desses bonecos e costuma gravar vídeos fictícios voltados ao público infantil.

Coleções exóticas não são novidade: há quem junte desde objetos banais até os mais extravagantes. Certa vez, soube de um rapaz que colecionava fotos 3×4 de desconhecidos. Curioso, no mínimo. O episódio de Yasmim serve como pano de fundo para casos ainda mais absurdos envolvendo os famigerados bebês reborn. A advogada Suzana Ferreira contou ter sido procurada para defender o “direito à guarda” de um desses bonecos após o fim de um relacionamento. “A mãe ficou muito nervosa e me acusou de ‘intolerância materna’ por eu ter recusado o caso”, relatou. Esse é apenas um dos muitos relatos que circulam pela internet, fundindo invenção com realidade e despertando indignação e incredulidade.

O que ninguém parece conseguir explicar é o nível de insensatez que tudo isso alcançou — tanto por parte daqueles que tratam um objeto inanimado como um ser humano, quanto daqueles que reagem a isso com ódio. A fronteira entre fantasia e realidade está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos, performamos relações.

O bebê reborn surge como símbolo extremo de um fenômeno bastante familiar: um afeto cuidadosamente encenado para parecer real, que só se sustenta porque pode ser controlado e exibido. Um afeto esteticamente agradável, limpo, sereno — e, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição, sem frustração. O quanto temos investido emocionalmente em simulacros? E o quanto, nesse desejo por relações absolutamente controláveis, revelamos uma carência profunda numa sociedade perdida em seus vínculos reais?

O bebê reborn está ali. Parado. Imóvel. E ainda assim é cuidado como se fosse real. Não responde. Não sente. Não cresce. E talvez seja justamente por isso que tanta gente o escolhe. Não por loucura, mas por uma tentativa de encenar o cuidado em um tempo em que as relações reais parecem, para muitos, assustadoras ou distantes demais. Ou talvez como forma de produzir o olhar e o interesse do outro — ainda que digital —, aquele que carrega, mesmo que ilusoriamente, a promessa de uma relação verdadeira.


(in: https://saude.abril.com.br/, com adaptações)
Em “Ou talvez como forma de produzir o olhar e o interesse do outro — ainda que digital —, aquele que carrega, mesmo que ilusoriamente, a promessa de uma relação verdadeira” (5º parágrafo), os dois trechos em destaque trazem o sentido de:
Alternativas
Q3407040 Português
Bebê reborn, polêmica real: quando o afeto encena o inanimado

(Tauane Paula Gehm, doutora em psicologia)


Após um vídeo seu viralizar na internet, Yasmim Becker, de 17 anos, acabou no centro de uma onda de ataques virtuais. Nele, a jovem narra o que descreveu como “um dos dias mais corridos e assustadores” de sua vida, quando precisou levar seu filho, Bento, “às pressas” ao hospital porque ele não estava se sentindo bem. Acontece que Bento não era uma criança — nem um pet —, mas um boneco inanimado: um bebê reborn, modelo hiper-realista com aparência idêntica à de um recém-nascido. Tudo não passou de uma encenação. Yasmim é colecionadora desses bonecos e costuma gravar vídeos fictícios voltados ao público infantil.

Coleções exóticas não são novidade: há quem junte desde objetos banais até os mais extravagantes. Certa vez, soube de um rapaz que colecionava fotos 3×4 de desconhecidos. Curioso, no mínimo. O episódio de Yasmim serve como pano de fundo para casos ainda mais absurdos envolvendo os famigerados bebês reborn. A advogada Suzana Ferreira contou ter sido procurada para defender o “direito à guarda” de um desses bonecos após o fim de um relacionamento. “A mãe ficou muito nervosa e me acusou de ‘intolerância materna’ por eu ter recusado o caso”, relatou. Esse é apenas um dos muitos relatos que circulam pela internet, fundindo invenção com realidade e despertando indignação e incredulidade.

O que ninguém parece conseguir explicar é o nível de insensatez que tudo isso alcançou — tanto por parte daqueles que tratam um objeto inanimado como um ser humano, quanto daqueles que reagem a isso com ódio. A fronteira entre fantasia e realidade está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos, performamos relações.

O bebê reborn surge como símbolo extremo de um fenômeno bastante familiar: um afeto cuidadosamente encenado para parecer real, que só se sustenta porque pode ser controlado e exibido. Um afeto esteticamente agradável, limpo, sereno — e, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição, sem frustração. O quanto temos investido emocionalmente em simulacros? E o quanto, nesse desejo por relações absolutamente controláveis, revelamos uma carência profunda numa sociedade perdida em seus vínculos reais?

O bebê reborn está ali. Parado. Imóvel. E ainda assim é cuidado como se fosse real. Não responde. Não sente. Não cresce. E talvez seja justamente por isso que tanta gente o escolhe. Não por loucura, mas por uma tentativa de encenar o cuidado em um tempo em que as relações reais parecem, para muitos, assustadoras ou distantes demais. Ou talvez como forma de produzir o olhar e o interesse do outro — ainda que digital —, aquele que carrega, mesmo que ilusoriamente, a promessa de uma relação verdadeira.


(in: https://saude.abril.com.br/, com adaptações)
Observe as justificativas teóricas acerca do uso do acento grave.

I- quando precisou levar seu filho, Bento, “às pressas” ao hospital (1º parágrafo) / A ocorrência do acento grave deve-se à formação de locução feminina.

II- um bebê reborn, modelo hiper-realista com aparência idêntica à de um recém-nascido (1º parágrafo) / A regência nominal de “idêntica” rege a preposição “a”, que se une ao pronome demonstrativo “a”. Infere-se no trecho a palavra “aparência”: “aparência idêntica à [aparência] de um recém-nascido”.

III- para defender o “direito à guarda” de um desses bonecos (2º parágrafo) / A regência verbal de “defender” rege a preposição “a”, que se une ao artigo “a”, determinante do substantivo “guarda”.


Assinale a alternativa com os itens corretos:
Alternativas
Q3406495 Português
O último homem do planeta terra

  Acostumado a acordar todos os dias com um turbilhão de buzinas, vozes e motores esfaqueando seus ouvidos, neste dia, acordou incomodado com o silêncio. Um torpor imediato. A estranheza levando-o a examinar ao redor. Aquela sensação de em que buraco me enfiei, afinal? Mas não estava em nenhum lugar estranho, estranho lugar, lugar nenhum. Era o mesmo quarto fétido de vinte e poucas primaveras. A mesma bagunça, o mesmo cheiro ácido impregnando as paredes mofadas.

  Inevitável. Saltou da cama e foi até a janela. Do lado de fora do apartamento, reinava o vazio. Silêncio absoluto. Era feriado? Devia ser, droga. Mas nem domingos, nem feriados costumavam ser absurdamente quietos assim. Havia sempre malucos correndo com seus fones de ouvido, carros passeando sem uma direção definida, bêbados cambaleantes tentando achar o caminho de volta para casa. E estaria realmente em casa?

  Ligou o rádio. Odiava locutores com bom humor. As manhãs foram criadas para serem mal-humoradas. Mas neste dia, permitiria torturar-se com o “boooooom diiiiiia” irritante vindo junto com as ondas de rádio. Precisava descobrir o que estava acontecendo.

  E que infernos estava acontecendo? A pergunta que lhe invadiu a cabeça quando, do rádio, só vieram chiados. Mudou de estação. Nada. FM. Nada. AM. Porcaria de chiado. Hertz e mega-hertz dos infernos. Deu um tapa no rádio. Teria preferido o monótono “bom dia” de uma voz grave qualquer.

  Raiva deixava-o com fome. Resolução: encher a barriga. Pão seco. Leite azedo. Desistiu. Melhor tapear a fome com uma lata de cerveja. Comeria qualquer porcaria no caminho para a faculdade.

  Quando seus pés chegaram à rua, percebeu a intensidade da estranheza. Não havia uma pessoa sequer em lugar algum. Nem caminhando, nem rastejando. Entrave para a normalidade. Suave fatalidade. Seria um sonho? Evidentemente que não. Era o caos, tão somente isso. Ou mais do que isso. Como saber? Melhor caminhar.

  E caminhou. Diante dos seus olhos, epítome da estranheza. Carros batidos. Recém-batidos. Era o que parecia. Alguns ainda fumegavam. Começou a ver pequenos incêndios.

  A pior parte foram os objetos pessoais dos transeuntes. Objetos, bolsas, pastas, roupas – tudo espalhado pelo chão. Como se tivessem evaporado de uma hora para outra. Seres distraídos em suas vidas ocupadamente desocupadas, de repente, são fulminados por uma explosão laser colossal. Todos desaparecem. Todos. Exceto um estudante de filosofia. Filosofia barata que não lhe permitia entender nem a milésima parte do que estava acontecendo. 

  Por que ele sobrevivera? Por que ainda estava ali? Será que seu apartamento possuía alguma proteção, algum dispositivo anti-raio-laser-universal-fulminador-de-inteira-humanidade? Os animais deviam ter este dispositivo também. Foi o que concluiu ao ver cães e gatos, pássaros e ratos em seus passeios despreocupados, deliciando-se com os alimentos que sobraram, caídos intactos das mãos dos seres humanos antes que tivessem tempo de levá-los a boca.

  Estava só. O último homem do planeta? Ou, melhor, o último moribundo do planeta.

  No dia seguinte, a energia acabou. Já esperava por isso. Não havia qualquer pessoa operando qualquer porcaria em qualquer lugar do planeta. Nenhum qualquer em nada qualquer. Teve sorte em não ser esmagado por um avião desgovernado que poderia estar sobrevoando sua cabeça quando o piloto e co-piloto evaporaram. Sorte? Teria sido a melhor coisa a lhe acontecer. E por não ter acontecido, tremeu na escuridão, envolvido pelo denso anoitecer.

  20 anos depois

  A vegetação dominava as ruas. Prédios e casas tomados por trepadeiras. O musgo servindo de tapete fértil para a proliferação de plantas sobre ruas e calçadas. Concreto arrebentado. Carros enferrujados. E um bando de animais tomando a cidade. Lobos e cobras, ursos e gatos selvagens reinavam na selva de pedra.

  E no meio do verde, outrora cinza, caminhava um encurvado estudante de filosofia. A barba crescida chegava ao peito. As roupas deterioradas pelo tempo se soltavam do seu corpo flácido. Caminhava lentamente. Pés descalços rastejantes. Sussurrava alguma coisa. Abram caminho. Curvem-se diante do rei. Quase inaudível. Quase elástico. As cobras e os lobos abriam espaço. Ursos e gatos pareciam até se curvar. E o homem passava. Em sua mão, apenas a réplica de um cetro enferrujado.

  Especialistas da extinta humanidade jamais seriam capazes de prever algo assim, mas tornou-se realidade: estudante de filosofia torna-se rei do planeta Terra.

(Juliano Martinz. Crônicas Corrosivas. Em: março de 2025.)
Sobre a estrutura da oração “A vegetação dominava as ruas.” (13º§), analise as afirmativas a seguir.
I. “A vegetação” desempenha a função de sujeito agente da ação.
II. O verbo “dominava” é transitivo direto e pede complemento sem preposição obrigatória.
III. “As ruas” pode ser classificado como um objeto indireto, pois sofre a ação do verbo.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3406489 Português
8 de março: a força e os desafios das mulheres no mercado de trabalho

  No Dia Internacional da Mulher, é essencial refletirmos sobre a força, a resiliência e a contribuição das mulheres em todos os setores da sociedade, especialmente no mercado de trabalho. Ao longo da história, as mulheres enfrentaram e superaram inúmeros desafios, buscando constantemente a igualdade de oportunidades e direitos. A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, elas não perdem sua essência.

  As mulheres que atuam no mercado de trabalho, não raro, enfrentam uma dupla ou até tripla jornada, sendo que a responsabilidade não se limita apenas ao desempenho profissional, mas também aos cuidados com a casa, apoio e atenção familiar e, muitas vezes, a dedicação à maternidade. Elas se dividem entre as funções que exigem empenho, tempo e abnegação. A carga de trabalho acumulada, somada ao peso das responsabilidades familiares, gera um desgaste físico e emocional que, infelizmente, ainda é invisível para grande parte da sociedade. No entanto, essas mulheres, com garra e perseverança, seguem firmes em sua jornada, sem perder sua essência e capacidade de transformação.

  A legislação trabalhista tem sido uma aliada importante nessa luta pela equidade, proporcionando instrumentos legais que garantem a igualdade de direitos e a proteção das mulheres no mercado de trabalho. O avanço de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, como a licença-maternidade, a ampliação do acesso a creches, a proteção contra a violência doméstica no ambiente de trabalho e a igualdade salarial, são alguns exemplos de melhorias significativas. Tais medidas têm possibilitado que as mulheres se envolvam cada vez mais nas esferas profissionais, sem que precisem renunciar a suas responsabilidades familiares.

  Entretanto, é importante reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a persistente desigualdade salarial, o preconceito e a sub-representação das mulheres em cargos de liderança. A busca por uma verdadeira igualdade de oportunidades e direitos no mercado de trabalho continua sendo uma tarefa inacabada.

  Neste 8 de março, celebramos as conquistas das mulheres, mas também renovamos o compromisso de promover um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo, onde o talento, a competência e a dedicação das mulheres sejam reconhecidos e valorizados de forma plena. A luta pela igualdade não é apenas uma causa feminina, mas uma causa de toda a sociedade, pois só com a inclusão plena das mulheres no mercado de trabalho será possível construir um futuro mais justo, equilibrado e próspero para todos.

(Marília Meorim Ferreira de Lucca e Castro. Em: 08 de março de 2025.)
Em “As mulheres que atuam no mercado de trabalho, não raro, enfrentam uma dupla ou até tripla jornada, sendo que a responsabilidade não se limita apenas ao desempenho profissional, mas também aos cuidados com a casa, apoio e atenção familiar e, muitas vezes, a dedicação à maternidade.”(2º§), a expressão “mas também”, com valor aditivo, foi empregada INADEQUADAMENTE em:
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Q3406488 Português
8 de março: a força e os desafios das mulheres no mercado de trabalho

  No Dia Internacional da Mulher, é essencial refletirmos sobre a força, a resiliência e a contribuição das mulheres em todos os setores da sociedade, especialmente no mercado de trabalho. Ao longo da história, as mulheres enfrentaram e superaram inúmeros desafios, buscando constantemente a igualdade de oportunidades e direitos. A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, elas não perdem sua essência.

  As mulheres que atuam no mercado de trabalho, não raro, enfrentam uma dupla ou até tripla jornada, sendo que a responsabilidade não se limita apenas ao desempenho profissional, mas também aos cuidados com a casa, apoio e atenção familiar e, muitas vezes, a dedicação à maternidade. Elas se dividem entre as funções que exigem empenho, tempo e abnegação. A carga de trabalho acumulada, somada ao peso das responsabilidades familiares, gera um desgaste físico e emocional que, infelizmente, ainda é invisível para grande parte da sociedade. No entanto, essas mulheres, com garra e perseverança, seguem firmes em sua jornada, sem perder sua essência e capacidade de transformação.

  A legislação trabalhista tem sido uma aliada importante nessa luta pela equidade, proporcionando instrumentos legais que garantem a igualdade de direitos e a proteção das mulheres no mercado de trabalho. O avanço de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, como a licença-maternidade, a ampliação do acesso a creches, a proteção contra a violência doméstica no ambiente de trabalho e a igualdade salarial, são alguns exemplos de melhorias significativas. Tais medidas têm possibilitado que as mulheres se envolvam cada vez mais nas esferas profissionais, sem que precisem renunciar a suas responsabilidades familiares.

  Entretanto, é importante reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a persistente desigualdade salarial, o preconceito e a sub-representação das mulheres em cargos de liderança. A busca por uma verdadeira igualdade de oportunidades e direitos no mercado de trabalho continua sendo uma tarefa inacabada.

  Neste 8 de março, celebramos as conquistas das mulheres, mas também renovamos o compromisso de promover um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo, onde o talento, a competência e a dedicação das mulheres sejam reconhecidos e valorizados de forma plena. A luta pela igualdade não é apenas uma causa feminina, mas uma causa de toda a sociedade, pois só com a inclusão plena das mulheres no mercado de trabalho será possível construir um futuro mais justo, equilibrado e próspero para todos.

(Marília Meorim Ferreira de Lucca e Castro. Em: 08 de março de 2025.)
Os termos destacados a seguir mantêm uma relação sintática, na oração, equivalente entre si quanto à função que desempenham em relação aos outros termos, com EXCEÇÃO de:
Alternativas
Q3406487 Português
8 de março: a força e os desafios das mulheres no mercado de trabalho

  No Dia Internacional da Mulher, é essencial refletirmos sobre a força, a resiliência e a contribuição das mulheres em todos os setores da sociedade, especialmente no mercado de trabalho. Ao longo da história, as mulheres enfrentaram e superaram inúmeros desafios, buscando constantemente a igualdade de oportunidades e direitos. A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, elas não perdem sua essência.

  As mulheres que atuam no mercado de trabalho, não raro, enfrentam uma dupla ou até tripla jornada, sendo que a responsabilidade não se limita apenas ao desempenho profissional, mas também aos cuidados com a casa, apoio e atenção familiar e, muitas vezes, a dedicação à maternidade. Elas se dividem entre as funções que exigem empenho, tempo e abnegação. A carga de trabalho acumulada, somada ao peso das responsabilidades familiares, gera um desgaste físico e emocional que, infelizmente, ainda é invisível para grande parte da sociedade. No entanto, essas mulheres, com garra e perseverança, seguem firmes em sua jornada, sem perder sua essência e capacidade de transformação.

  A legislação trabalhista tem sido uma aliada importante nessa luta pela equidade, proporcionando instrumentos legais que garantem a igualdade de direitos e a proteção das mulheres no mercado de trabalho. O avanço de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, como a licença-maternidade, a ampliação do acesso a creches, a proteção contra a violência doméstica no ambiente de trabalho e a igualdade salarial, são alguns exemplos de melhorias significativas. Tais medidas têm possibilitado que as mulheres se envolvam cada vez mais nas esferas profissionais, sem que precisem renunciar a suas responsabilidades familiares.

  Entretanto, é importante reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a persistente desigualdade salarial, o preconceito e a sub-representação das mulheres em cargos de liderança. A busca por uma verdadeira igualdade de oportunidades e direitos no mercado de trabalho continua sendo uma tarefa inacabada.

  Neste 8 de março, celebramos as conquistas das mulheres, mas também renovamos o compromisso de promover um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo, onde o talento, a competência e a dedicação das mulheres sejam reconhecidos e valorizados de forma plena. A luta pela igualdade não é apenas uma causa feminina, mas uma causa de toda a sociedade, pois só com a inclusão plena das mulheres no mercado de trabalho será possível construir um futuro mais justo, equilibrado e próspero para todos.

(Marília Meorim Ferreira de Lucca e Castro. Em: 08 de março de 2025.)
Em “A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, [...]” (1º§), a escolha da voz verbal empregada no trecho destacado demonstra:
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Q3406383 Português

        Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha. 

Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações). 

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue o seguinte item. 

Nas orações “que se faz da mente de um príncipe” (segundo período) e “que comete” (último período), o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito.

Alternativas
Q3406379 Português

        Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha. 

Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações). 

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue o seguinte item. 

O termo “sábio” (terceiro período) exerce no texto a função sintática de adjunto adverbial, expressando o modo como se pode considerar o príncipe que escolhe bem os seus ministros. 

Alternativas
Q3406375 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir. 

No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido aditivo, podendo, portanto, ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e. 

Alternativas
Q3406374 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir. 

As quatro orações que compõem o último período do texto compartilham o mesmo sujeito referencial. 

Alternativas
Q3406373 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir. 

No primeiro período do texto, o trecho “obedecer a três condições” poderia ser reescrito, mantendo-se a coerência do texto e sua correção gramatical, da seguinte forma: obedecer às três condições a seguir. 

Alternativas
Q3406371 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir. 

No trecho subsequente aos dois-pontos no primeiro período do texto, as formas verbais “estar” e “ter” introduzem as condições obrigatórias para a classificação de um corpo celeste como planeta, por isso estão empregadas no modo imperativo.

Alternativas
Q3406368 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir. 

A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada” (segundo período do último parágrafo) expressa uma hipótese.

Alternativas
Q3406114 Português
Leia o texto abaixo em que foram sublinhados alguns termos.

Tenho a grande vantagem de haver nascido numa época em que os maiores eventos mundiais passavam à ordem do dia e continuavam durante a minha longa existência, de modo que fui testemunha viva da Guerra dos Sete Anos, depois da separação da América da Inglaterra, em seguida da Revolução Francesa, e, por fim, de toda a época napoleônica até a queda do herói e dos acontecimentos que se lhe seguiram. Assim cheguei a resultados e conclusões bem diferentes daqueles a que poderão chegar quantos nascerem de agora em diante, devendo familiarizar-se com esses grandes eventos através de livros que não entendem.

Assinale a opção em que o antecedente textual de um desses termos está corretamente indicado.
Alternativas
Q3401482 Português
Uma das normas de uso da voz passiva recomenda que, quando se tem um sujeito representado por um nome de coisa, é mais conveniente o emprego da passiva pronominal, como ocorre no seguinte caso:
Alternativas
Q3401481 Português
Assinale a frase abaixo em que o emprego do gerúndio está inadequado.
Alternativas
Q3401480 Português

Assinale a opção que indica o seu parecer sobre as seguintes frases:


1. Dar-lhe-ei o prêmio quando o vir de novo.

2. Ele não proveu a casa de todo o necessário.

3. Nem todos requiseram o prêmio merecido.

Alternativas
Q3401477 Português

Observe a seguinte frase: “Preciso fazer algo” resolverá mais problemas do que “Algo precisa ser feito”!


Entre as duas frases há algumas diferenças, mas a mais importante para o significado da frase é:

Alternativas
Q3401473 Português

Nosso poeta Gregório de Matos escreveu: “Quem de dinheiro dispuser pode fazer o que quiser”.

Nesse pensamento há uma oração substantiva que pode ser substituída por um substantivo de significado equivalente: o endinheirado. O mesmo processo foi feito nas frases a seguir. Assinale a opção em que isso foi realizado de forma adequada.

Alternativas
Q3401468 Português
Assinale a opção abaixo que não mostra paralelismo na estruturação.
Alternativas
Respostas
8421: D
8422: B
8423: B
8424: B
8425: D
8426: C
8427: E
8428: E
8429: E
8430: E
8431: C
8432: E
8433: C
8434: D
8435: B
8436: B
8437: D
8438: B
8439: E
8440: E