Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
Foram encontradas 42.001 questões
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Medo e coragem
Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.
Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.
Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim de enfrentá-lo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.
(Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)
Considere o seguinte trecho do 2° parágrafo:
• “Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos…”
Mantendo o sentido original e a correção gramatical, esse trecho pode ser reescrito como:
Considere o seguinte período composto.

É CORRETO afirmar que:
I- No período “A pesquisa divulgada em maio deste ano, analisou o desempenho de 59.776 concorrentes para uma vaga de estágio”, a vírgula está empregada incorretamente.
II- No período “Em muitas reportagens foi mostrado a dificuldade do jovem em conseguir se concentrar e absorver todo o conteúdo”, há um problema concernente à concordância nominal.
III- Em “o período da pandemia impactou mais ainda em um resultado que já não era tão bom em relação ao domínio do Português”, se “domínio” for substituído por “propriedade”, ao será substituído por à.
IV- No período “Por outro lado, o professor Pedro Caldeira, diretor do Núcleo de Educação Básica da Associação Docentes Pela Liberdade, recorda [...]”, o termo em destaque se classifica morfologicamente como um aposto e estabelece uma explicação sobre quem é o entrevistado.
V- Na oração “A pandemia tem muita relação no aumento do índice de reprovação [...]”, há um problema no tocante à regência nominal.
É CORRETO o que se afirma em:
Considere as seguintes frases do 3º parágrafo:
• “Forçado a usar sua capacidade inventiva, uma vez que não tinha qualquer talento artístico, Niépce concebeu um processo que dispensava o desenhista…”
• “… as sombras das árvores se moveram à medida que o sol avançou pelo céu da tarde.”
É correto afirmar que as expressões destacadas expressam, respectivamente, as ideias de
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano
Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que está libertando seu país da economia globalizada, que seus predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada, independente de importações e pródiga em exportações. Por alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras protecionistas que foram empregadas por inúmeros países em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá desta vez resultados diferentes.
O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição das importações” reforçou a dependência de exportações de commodities para financiar a importação de tecnologias.
Glosando essa história, as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato se provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.
Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities para países envolvidos em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais na infraestrutura brasileira.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano
Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que está libertando seu país da economia globalizada, que seus predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada, independente de importações e pródiga em exportações. Por alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras protecionistas que foram empregadas por inúmeros países em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá desta vez resultados diferentes.
O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição das importações” reforçou a dependência de exportações de commodities para financiar a importação de tecnologias.
Glosando essa história, as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato se provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.
Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities para países envolvidos em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais na infraestrutura brasileira.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)
Considere as passagens:
• Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. (1º parágrafo)
• Mas o País tem também vantagens comparativas. (3º parágrafo)
• Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities... (4º parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados expressam sentidos, correta e respectivamente, de:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano
Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que está libertando seu país da economia globalizada, que seus predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada, independente de importações e pródiga em exportações. Por alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras protecionistas que foram empregadas por inúmeros países em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá desta vez resultados diferentes.
O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição das importações” reforçou a dependência de exportações de commodities para financiar a importação de tecnologias.
Glosando essa história, as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato se provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.
Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities para países envolvidos em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais na infraestrutura brasileira.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)
Leia o trecho a seguir do conto “Missa do Galo” para responder às questões.
Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Menezes, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa*; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Menezes trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.
(Machado de Assis. Contos)
*À socapa: disfarçadamente
*Comborça: amante
I- A palavra “devem” está no plural para concordar com “mobilidade reduzida”.
II- A palavra “devem” pode ser substituída por “deve”.
III- A palavra “devem” está no plural para concordar com “aqueles”.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A palavra “físicas” está no plural para concordar com “atividades”.
II- A palavra “vigorosa” está no singular para concordar com “moderada”.
III- O adjetivo “físicas” concorda em gênero (feminino) e número (plural) com o substantivo “atividades”.
É CORRETO o que se afirma em:
I- O verbo “enfrenta” está no singular para concordar com “o Brasil”.
II- O verbo “enfrenta” está no plural para concordar com “cidadãos”.
III- A forma “enfrenta” não poderia ser substituída pela forma “enfrentam”.
É CORRETO o que se afirma em:
Assinale a alternativa CORRETA que indica o sujeito do fragmento:
Leia o texto para responder à questão.
A Rússia na contramão da História
No atual século, praticamente não há países que não sejam – com ou sem competência – governados por suas próprias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independentes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente.
Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fronteiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Europeu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.
Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensamos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente?
Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, incluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível.
Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigências. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial.
(Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
O Sobrado
Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava desconcertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pessoa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina.
Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca naquela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosalina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e sobressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2 , as veredas sombrias.
(Autran Dourado. Ópera dos Mortos)
1refletisse
2escavações no solo ou em rocha decomposta causadas por erosão do lençol de escoamento de águas pluviais
Considere as passagens:
• Ela o deixava desconcertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. (1º parágrafo)
• Ele não entendia, por mais que verrumasse a cabeça não conseguia entender. (1º parágrafo)
• Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. (2º parágrafo)
• ... afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. (2º parágrafo)
As expressões destacadas – “não apenas ... mas”, “por mais que”, “como” e “porque” – estabelecem entre as orações, correta e respectivamente, relações de sentido de:
Leia o Texto 4 para responder às questão.
Texto 4
A vida presta, e muito!
Quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mulheres e mães
Vivian Mesquita, Colunista ICL
Fernandinha Torres, uau!
A alegria que tomou o Brasil ao celebrar o Globo de Ouro da atriz se compara à Copa do Mundo de Futebol, final do Brasileirão e à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. A arte brasileira presta, e muito!
Mais de 3 milhões de pessoas assistiram, até janeiro, ao filme que consagrou Fernanda Torres como melhor atriz em filme dramático na premiação. “Ainda estou aqui” é uma obra extraordinária do cinema nacional. Narra um dos episódios mais tristes da ditadura no Brasil e é também um retrato da resistência feminina.
Em entrevista esta semana ao N2, a filha mais velha do casal Eunice e Rubens Paiva, Vera Paiva, lembra que quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mães. As mães da Praça de Maio, na Argentina, as Mães de Maio, de Acari, e de Paraisópolis, no Brasil.
“Minha mãe segurou firme como mãe e como mulher e o Marcelo (Paiva, irmão de Vera) fez uma homenagem justa para as mulheres latino-americanas, que é quem segura essa onda, quem de fato refaz o traçado para manter a família junta e a resistência do cotidiano a essa violência do Estado”, disse Vera Paiva.
As Mães da Praça de Maio a que Vera se refere foi o movimento que começou em 1977, na Argentina, quando 14 mulheres se reuniram na Praça de Maio, em Buenos Aires, para protestar pela falta de informações sobre seus filhos desaparecidos na ditadura do regime militar. As mulheres vestiam lenços brancos na cabeça e três delas chegaram a desaparecer, perseguidas pelo regime.
No Brasil, o movimento das Mães de Maio representa as vítimas do massacre que tirou a vida de centenas de civis em São Paulo — a maioria sem passagem pela polícia –, numa ação da polícia em retaliação a um ataque a policiais feito pelo PCC em 2006. Até hoje não se sabe ao certo o número exato de mortos na operação.
O movimento Mães de Acari completou 34 anos em 2024. Ele representa a luta de mães e familiares dos 11 adolescentes executados por um grupo de extermínio composto por policiais militares de Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Já o massacre de Paraisópolis completou cinco anos em primeiro de dezembro do ano passado, sem a definição de uma pena para os responsáveis pela morte de 9 jovens.
[...]
Quando eu revejo a cena da atriz britânica Tilda Swinton aplaudindo de pé e celebrando a vitória de Fernanda Torres na mesma categoria em que ela também estava disputando o prêmio, eu penso que sim, a vida ainda vale a pena para nós, mulheres.
Disponível em: <https://iclnoticias.com.br/a-vida-presta-e-muito/>. Acesso
em: 12 jan. 2025.
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Rael abriu os olhos lentamente, o sol que entrava pelas frestas das tábuas irritava seus olhos. Levantou e foi até a cozinha, onde a mãe estava preparando o café. Ela lhe perguntou algo, mas ele não ouviu direito e foi para o banheiro lavar o rosto.
[...]
– Fio, estão chamando lá fora, acho que é o Will – disse sua mãe.
Rael se dirigiu ao portão e avistou Will e Dida, dois amigos que havia muito não encontrava.
– E aí, manos! Que saudade, por onde vocês tavam, hein?
– Rael, meu truta! Nós tava em Paraisópolis. Eu e o Dida tivemos que ir pra lá por causa do nosso pai, arrumou uma treta aqui.
– É, isso eu fiquei sabendo, mas vocês podiam avisar, pô! Todo mundo ficou preocupado, não sabiam nem o que tinha acontecido com vocês.
– Só! Mas o importante é que nós voltamos e vamos visitar todos os manos, tá ligado?
FERRÉZ. Capão pecado. São Paulo: Planeta, 2016.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de Melhor Atriz
Ela é a primeira brasileira a receber a estatueta, considerada uma prévia do Oscar. ‘Ainda estou aqui’ concorria a Melhor Filme de Língua Estrangeira, que premiou ‘Emília Pérez’
A brasileira Fernanda Torres levou, neste domingo (05/01/25), o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação em “Ainda estou aqui”. Com isso, ela se tornou a primeira brasileira a faturar a estatueta que é considerada uma prévia do Oscar, o principal prêmio da indústria do cinema.
Torres dedicou o prêmio à sua mãe, Fernanda Montenegro, que concorreu na mesma categoria em 1999 por sua atuação em “Central do Brasil”.
- “Isso é uma prova que a arte pode resistir através da vida” - Fernanda Torres em discurso ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz neste domingo (5).
“Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, concorria ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira, que acabou vencido pelo musical “Emília Pérez”. A produção francesa, ambientada no México, tem sido criticada por abordar a cultura mexicana e mulheres transgênero de maneira estereotipada.
O longa brasileiro se baseia no livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de Eunice Paiva, mãe do escritor, interpretada por Fernanda Torres, em busca do paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, ex-deputado federal sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971.
“Ainda estou aqui” já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas e é a maior bilheteria brasileira do pós-pandemia. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e é o candidato brasileiro ao Oscar. Fernanda Torres também é cotada a disputar a estatueta. Os indicados serão conhecidos em 17 de janeiro, como registrou o jornal O Globo.
Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/extra/2025/01/06/fernandatorres-globo-de-ouro>. Acesso em: 11 jan. 2025. [Adaptado].
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de Melhor Atriz
Ela é a primeira brasileira a receber a estatueta, considerada uma prévia do Oscar. ‘Ainda estou aqui’ concorria a Melhor Filme de Língua Estrangeira, que premiou ‘Emília Pérez’
A brasileira Fernanda Torres levou, neste domingo (05/01/25), o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação em “Ainda estou aqui”. Com isso, ela se tornou a primeira brasileira a faturar a estatueta que é considerada uma prévia do Oscar, o principal prêmio da indústria do cinema.
Torres dedicou o prêmio à sua mãe, Fernanda Montenegro, que concorreu na mesma categoria em 1999 por sua atuação em “Central do Brasil”.
- “Isso é uma prova que a arte pode resistir através da vida” - Fernanda Torres em discurso ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz neste domingo (5).
“Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, concorria ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira, que acabou vencido pelo musical “Emília Pérez”. A produção francesa, ambientada no México, tem sido criticada por abordar a cultura mexicana e mulheres transgênero de maneira estereotipada.
O longa brasileiro se baseia no livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de Eunice Paiva, mãe do escritor, interpretada por Fernanda Torres, em busca do paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, ex-deputado federal sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971.
“Ainda estou aqui” já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas e é a maior bilheteria brasileira do pós-pandemia. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e é o candidato brasileiro ao Oscar. Fernanda Torres também é cotada a disputar a estatueta. Os indicados serão conhecidos em 17 de janeiro, como registrou o jornal O Globo.
Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/extra/2025/01/06/fernandatorres-globo-de-ouro>. Acesso em: 11 jan. 2025. [Adaptado].