Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3224026 Português
Texto I


Os riscos de normalizar o que é anormal (e como não ficar insensível)

A presença contínua de más notícias na tela pode fazer com que elas percam o significado

(Amanda Ruggeri, BBC Future)


Quando alguém fala em "normalizar" alguma coisa em 2024, geralmente é com sentido positivo.

Nas redes sociais e fora delas, tenho visto convocações para normalizar de tudo, desde o corpo das mães após o parto até conversar sobre a saúde mental no trabalho. A ideia, é claro, é romper esses tabus, que podem ser inúteis e até perigosos.

Mas existe outro tipo de normalização, que muitas pessoas não conhecem. Ela é menos consciente e mais perniciosa. E pode ser prejudicial.

É a normalização de tendências, situações e eventos que, na verdade, não deveriam ser considerados nada "normais". Ela pode também ser chamada de "dessensibilização" ou "habituação".

Os trágicos eventos verificados no início dos conflitos eram fatos novos e inesperados. Esses eventos chamam a atenção da mente, como sabem os psicólogos.

O tempo passou, a cobertura da imprensa continua, mas esses eventos já ocupam menos espaço nas manchetes em muitos países. E também não aparecem com a mesma frequência nas conversas.

Infelizmente, as pesquisas indicam que, quando uma guerra dura meses ou anos, cada semana de combate causa menos impacto do que a semana anterior.

E essa dessensibilização também se aplica à nossa vida diária.

Os jovens das cidades que crescem lado a lado com a violência, por exemplo, têm maior propensão a acabar pensando que a violência é normal. E as pessoas expressaram mais ansiedade com a covid quando a contagem de mortos era baixa, do que quando o número de vítimas fatais atingiu centenas de milhares de pessoas.

[...]

Em outras palavras, basta sermos expostos a qualquer coisa por tempo suficiente e aquilo estará normalizado. Mesmo se for algo ruim.

É claro que existem vantagens nesse processo. Até certo ponto, os seres humanos precisam se adaptar a novas circunstâncias e situações, não importa o quanto elas sejam difíceis.

Nossa espécie provavelmente não teria ido muito longe se tivéssemos permanecido em um estado perpétuo de choque e ansiedade – ou, pelo menos, não teria desenvolvido a capacidade emocional de imaginar, criar e resolver problemas. Mas também existem armadilhas muito claras.

[...]


(Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2024/05/osriscos-de-normalizar-o-que-e-anormal-e-como-nao-ficar-insensivel.shtml. Acesso em 5 de dezembro de 2024)
O texto é construído por meio de parágrafos curtos. Em “O tempo passou, a cobertura da imprensa continua, mas esses eventos já ocupam menos espaço nas manchetes em muitos países.” (6º§), tem-se um período formado por orações:
Alternativas
Q3224024 Português
Texto I


Os riscos de normalizar o que é anormal (e como não ficar insensível)

A presença contínua de más notícias na tela pode fazer com que elas percam o significado

(Amanda Ruggeri, BBC Future)


Quando alguém fala em "normalizar" alguma coisa em 2024, geralmente é com sentido positivo.

Nas redes sociais e fora delas, tenho visto convocações para normalizar de tudo, desde o corpo das mães após o parto até conversar sobre a saúde mental no trabalho. A ideia, é claro, é romper esses tabus, que podem ser inúteis e até perigosos.

Mas existe outro tipo de normalização, que muitas pessoas não conhecem. Ela é menos consciente e mais perniciosa. E pode ser prejudicial.

É a normalização de tendências, situações e eventos que, na verdade, não deveriam ser considerados nada "normais". Ela pode também ser chamada de "dessensibilização" ou "habituação".

Os trágicos eventos verificados no início dos conflitos eram fatos novos e inesperados. Esses eventos chamam a atenção da mente, como sabem os psicólogos.

O tempo passou, a cobertura da imprensa continua, mas esses eventos já ocupam menos espaço nas manchetes em muitos países. E também não aparecem com a mesma frequência nas conversas.

Infelizmente, as pesquisas indicam que, quando uma guerra dura meses ou anos, cada semana de combate causa menos impacto do que a semana anterior.

E essa dessensibilização também se aplica à nossa vida diária.

Os jovens das cidades que crescem lado a lado com a violência, por exemplo, têm maior propensão a acabar pensando que a violência é normal. E as pessoas expressaram mais ansiedade com a covid quando a contagem de mortos era baixa, do que quando o número de vítimas fatais atingiu centenas de milhares de pessoas.

[...]

Em outras palavras, basta sermos expostos a qualquer coisa por tempo suficiente e aquilo estará normalizado. Mesmo se for algo ruim.

É claro que existem vantagens nesse processo. Até certo ponto, os seres humanos precisam se adaptar a novas circunstâncias e situações, não importa o quanto elas sejam difíceis.

Nossa espécie provavelmente não teria ido muito longe se tivéssemos permanecido em um estado perpétuo de choque e ansiedade – ou, pelo menos, não teria desenvolvido a capacidade emocional de imaginar, criar e resolver problemas. Mas também existem armadilhas muito claras.

[...]


(Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2024/05/osriscos-de-normalizar-o-que-e-anormal-e-como-nao-ficar-insensivel.shtml. Acesso em 5 de dezembro de 2024)
Em “Quando alguém fala em ‘normalizar’ alguma coisa em 2024” (1º§), o vocábulo destacado deve ser classificado, sintaticamente, como sujeito:
Alternativas
Q3223975 Português
Texto I

O que é o “caxangá”, que os escravos de Jó jogavam?


(Artur Louback)


      Caxangá tem vários significados, mas nada de jogo. Pode ser um crustáceo (parecido com um siri), um chapéu usado por marinheiros, e há até uma definição indígena: segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caáçangá, que significa “mata extensa”. Mas nada disso tem a ver com o jogo e menos ainda com Jó, o personagem bíblico que perdeu tudo o que tinha (inclusive os escravos), menos a fé. Isso deixa os especialistas intrigados. “Já procurei caxangá, caxengá e caxingá, com “x” e “ch”, e não encontrei nada que fizesse sentido como um jogo”, diz o etimologista Claudio Moreno. “Se esse jogo existisse, seria quase impossível explicar como ele passou despercebido por todos os antropólogos e etnólogos que estudam nossas tradições populares”. O que pode ter ocorrido é uma espécie de “telefone sem fio”: se originalmente o verso fosse “juntavam caxangá” ao invés de “jogavam”, poderiam pensar em escravos pegando siris em vez de em um jogo. Outra hipótese é que caxangá seja uma expressão sem sentido, como “a Tonga da mironga do kabuletê”, da canção de Toquinho e Vinicius – as palavras separadas até têm sentido (são vocábulos africanos), mas não com o significado que elas têm na música.



(Disponível em https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-ocaxanga-que-os-escravos-de-jo-jogavam/. Acesso em 5 de dezembro de 2024)
A função sintática do termo “intrigados” está corretamente indicada em:  
Alternativas
Q3223767 Português
Estalar os dedos e pescoço faz mal?


    Não tem lugar certo ou hora certa, mas é comum ver pessoas com mania de estalar as articulações — seja apertar os dedinhos ao acordar ou estalar o pescoço durante as pausas do trabalho.

    O barulho do estalo, chamado tribonucleação, ocorre quando há uma separação rápida das articulações ou juntas após um movimento. Nessas regiões do corpo, tem um líquido lubrificante, chamado líquido sinovial, que possui gases dissolvidos. Quando é feito um estalo, esses gases se agrupam em bolhas, gerando o som.

    “É como se as articulações ‘abrissem’ e o gás formasse bolhas de repente, produzindo o barulho”, ressalta Lucas Melo, ortopedista doutor em Ciências do Sistema Musculoesquelético pela Universidade de São Paulo (USP). 

    Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que, em geral, estalar é um fenômeno inofensivo e não causa danos às articulações, mas é preciso tomar cuidado com a força e frequência do movimento, pois, em casos raros, pode causar fraturas na região.

    O estalo é um processo natural das articulações que ocorre mesmo se a pessoa não apertar os dedos ou o pescoço de forma intencional, por exemplo. O estalo pode ser prejudicial somente em casos em que é associado com dor, inchaço ou vermelhidão.

    “O estalo não é capaz de gerar dano às juntas. Em casos raros, a manipulação frequente e excessiva pode provocar algumas lesões nos ligamentos ou até mesmo nos vasos sanguíneos. Mas não há evidência robusta para atestar que estalar as articulações provoque malefícios a longo prazo”, ressalta Anderson Rocha, médico ortopedista e especialista em dor.

    Portanto, na maioria dos casos, os estalos não caracterizam nenhum problema de saúde, mas é recomendado buscar ajuda médica caso haja algum desconforto e dor.


Fonte: g1 - Adaptado
Analisar o trecho abaixo e assinalar a alternativa que apresenta o erro de construção da frase.

Mais de uma professora se abraçou emocionadas, enquanto as alunas observavam com sorriso no rosto.
Alternativas
Q3223766 Português
Estalar os dedos e pescoço faz mal?


    Não tem lugar certo ou hora certa, mas é comum ver pessoas com mania de estalar as articulações — seja apertar os dedinhos ao acordar ou estalar o pescoço durante as pausas do trabalho.

    O barulho do estalo, chamado tribonucleação, ocorre quando há uma separação rápida das articulações ou juntas após um movimento. Nessas regiões do corpo, tem um líquido lubrificante, chamado líquido sinovial, que possui gases dissolvidos. Quando é feito um estalo, esses gases se agrupam em bolhas, gerando o som.

    “É como se as articulações ‘abrissem’ e o gás formasse bolhas de repente, produzindo o barulho”, ressalta Lucas Melo, ortopedista doutor em Ciências do Sistema Musculoesquelético pela Universidade de São Paulo (USP). 

    Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que, em geral, estalar é um fenômeno inofensivo e não causa danos às articulações, mas é preciso tomar cuidado com a força e frequência do movimento, pois, em casos raros, pode causar fraturas na região.

    O estalo é um processo natural das articulações que ocorre mesmo se a pessoa não apertar os dedos ou o pescoço de forma intencional, por exemplo. O estalo pode ser prejudicial somente em casos em que é associado com dor, inchaço ou vermelhidão.

    “O estalo não é capaz de gerar dano às juntas. Em casos raros, a manipulação frequente e excessiva pode provocar algumas lesões nos ligamentos ou até mesmo nos vasos sanguíneos. Mas não há evidência robusta para atestar que estalar as articulações provoque malefícios a longo prazo”, ressalta Anderson Rocha, médico ortopedista e especialista em dor.

    Portanto, na maioria dos casos, os estalos não caracterizam nenhum problema de saúde, mas é recomendado buscar ajuda médica caso haja algum desconforto e dor.


Fonte: g1 - Adaptado
Conforme o texto, no 1º parágrafo, o verbo “acordar” apresenta a forma de intransitivo. Assinalar a alternativa em que há um verbo com essa mesma transitividade.
Alternativas
Q3223763 Português
Estalar os dedos e pescoço faz mal?


    Não tem lugar certo ou hora certa, mas é comum ver pessoas com mania de estalar as articulações — seja apertar os dedinhos ao acordar ou estalar o pescoço durante as pausas do trabalho.

    O barulho do estalo, chamado tribonucleação, ocorre quando há uma separação rápida das articulações ou juntas após um movimento. Nessas regiões do corpo, tem um líquido lubrificante, chamado líquido sinovial, que possui gases dissolvidos. Quando é feito um estalo, esses gases se agrupam em bolhas, gerando o som.

    “É como se as articulações ‘abrissem’ e o gás formasse bolhas de repente, produzindo o barulho”, ressalta Lucas Melo, ortopedista doutor em Ciências do Sistema Musculoesquelético pela Universidade de São Paulo (USP). 

    Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que, em geral, estalar é um fenômeno inofensivo e não causa danos às articulações, mas é preciso tomar cuidado com a força e frequência do movimento, pois, em casos raros, pode causar fraturas na região.

    O estalo é um processo natural das articulações que ocorre mesmo se a pessoa não apertar os dedos ou o pescoço de forma intencional, por exemplo. O estalo pode ser prejudicial somente em casos em que é associado com dor, inchaço ou vermelhidão.

    “O estalo não é capaz de gerar dano às juntas. Em casos raros, a manipulação frequente e excessiva pode provocar algumas lesões nos ligamentos ou até mesmo nos vasos sanguíneos. Mas não há evidência robusta para atestar que estalar as articulações provoque malefícios a longo prazo”, ressalta Anderson Rocha, médico ortopedista e especialista em dor.

    Portanto, na maioria dos casos, os estalos não caracterizam nenhum problema de saúde, mas é recomendado buscar ajuda médica caso haja algum desconforto e dor.


Fonte: g1 - Adaptado
De acordo com o texto, o pronome “que”, sublinhado no 2º parágrafo, diz respeito a qual termo?
Alternativas
Q3223761 Português
Estalar os dedos e pescoço faz mal?


    Não tem lugar certo ou hora certa, mas é comum ver pessoas com mania de estalar as articulações — seja apertar os dedinhos ao acordar ou estalar o pescoço durante as pausas do trabalho.

    O barulho do estalo, chamado tribonucleação, ocorre quando há uma separação rápida das articulações ou juntas após um movimento. Nessas regiões do corpo, tem um líquido lubrificante, chamado líquido sinovial, que possui gases dissolvidos. Quando é feito um estalo, esses gases se agrupam em bolhas, gerando o som.

    “É como se as articulações ‘abrissem’ e o gás formasse bolhas de repente, produzindo o barulho”, ressalta Lucas Melo, ortopedista doutor em Ciências do Sistema Musculoesquelético pela Universidade de São Paulo (USP). 

    Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que, em geral, estalar é um fenômeno inofensivo e não causa danos às articulações, mas é preciso tomar cuidado com a força e frequência do movimento, pois, em casos raros, pode causar fraturas na região.

    O estalo é um processo natural das articulações que ocorre mesmo se a pessoa não apertar os dedos ou o pescoço de forma intencional, por exemplo. O estalo pode ser prejudicial somente em casos em que é associado com dor, inchaço ou vermelhidão.

    “O estalo não é capaz de gerar dano às juntas. Em casos raros, a manipulação frequente e excessiva pode provocar algumas lesões nos ligamentos ou até mesmo nos vasos sanguíneos. Mas não há evidência robusta para atestar que estalar as articulações provoque malefícios a longo prazo”, ressalta Anderson Rocha, médico ortopedista e especialista em dor.

    Portanto, na maioria dos casos, os estalos não caracterizam nenhum problema de saúde, mas é recomendado buscar ajuda médica caso haja algum desconforto e dor.


Fonte: g1 - Adaptado
Considerando-se o 7º parágrafo do texto, analisar os elementos linguísticos sublinhados e assinalar a alternativa que, respectivamente, expressa CORRETAMENTE o sentido desses termos:
Alternativas
Q3223511 Português
A frase redigida em conformidade com a norma-padrão de regência verbal se encontra na alternativa:
Alternativas
Q3223504 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa para promover mudanças significativas na área da educação. No que diz respeito à acessibilidade e inclusão, a IA surge como um meio promissor para ampliar o acesso ao conhecimento, eliminar barreiras e melhorar a experiência acadêmica de pessoas com deficiência. Tecnologias de reconhecimento de voz, tradução automática, leitores de tela e plataformas de aprendizado adaptativo são alguns exemplos de como a IA pode transformar o ambiente educacional, proporcionando oportunidades mais equitativas para todos os estudantes.

    O artigo 3º da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência define acessibilidade como a condição que permite às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida utilizarem, com segurança e autonomia, espaços, serviços, transportes e tecnologias, tanto públicos quanto privados, em áreas urbanas e rurais. No que tange às instituições de ensino, a inclusão implica a adaptação dos processos educacionais para atender às necessidades de todos os estudantes, respeitando suas singularidades.

    A perspectiva de inclusão das pessoas com necessidades especiais é relativamente recente, tendo se consolidado a partir da década de 1990. Essa abordagem é baseada na ideia de que o convívio social é um direito de todos e que a aprendizagem ocorre por meio da interação entre o indivíduo e a sociedade. Além disso, representa um caminho para construir uma sociedade mais justa e acolhedora, em parceria com aqueles que historicamente foram oprimidos e excluídos.

    Entretanto, o uso da IA no ensino também levanta importantes questões éticas, que devem ser cuidadosamente examinadas para garantir que essa ferramenta seja desenvolvida e aplicada de maneira justa e inclusiva. Dentre as questões que merecem atenção, destacam-se a necessidade de transparência nos algoritmos, a proteção dos dados pessoais dos usuários e a garantia de que essas tecnologias não reforcem preconceitos e desigualdades preexistentes.


(Emerson Eduardo da Silva. Disponível em: https://jornal.usp.br/ artigos. inteligencia-artificial-responsavel-para-acessibilidadee-inclusao-no-ensino-superior. Acesso em 10.12.2024. Adaptado)


Considere o período elaborado com base no texto.


Mesmo que a inteligência artificial seja um importante instrumento na área da educação, há questões éticas em jogo, pois, para combater as desigualdades, o uso dos recursos da IA tem de ser indiscutivelmente transparente.


As expressões destacadas estabelecem entre as ideias, correta e respectivamente, as relações de:

Alternativas
Q3223452 Português
Quanto à classificação do sujeito da oração sublinhada, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) “Bem sei, de outra parte, que de modo algum é comum [...]”. (Sujeito desinencial)
( ) “Quanto a mim, nem simpatizo com a repugnância acima aludida [...]”. (Sujeito oculto)
( ) “Muitas vezes pensei quão interessantemente podia ser escrita uma revista [...]”. (Sujeito elíptico)
Alternativas
Q3223451 Português
Há algumas diferenças entre a língua portuguesa falada no Brasil e a falada em Portugal. Considerando-se essas e outras diferenças entre essas duas variantes do português, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Diferenças sintáticas.
(2) Diferenças lexicais.
(3) Diferenças fonéticas.

( ) Ônibus - autocarro; xícara - chávena; pedestre - peão.
( ) Está a estudar - está estudando.
( ) Menino - m’nino; barcos - b’rcos; esperança - esp’rança.
( ) Por favor, respeite a faixa de pedestre - Por favor respeite a passadeira.
Alternativas
Q3223366 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 



    A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa para promover mudanças significativas na área da educação. No que diz respeito à acessibilidade e inclusão, a IA surge como um meio promissor para ampliar o acesso ao conhecimento, eliminar barreiras e melhorar a experiência acadêmica de pessoas com deficiência. Tecnologias de reconhecimento de voz, tradução automática, leitores de tela e plataformas de aprendizado adaptativo são alguns exemplos de como a IA pode transformar o ambiente educacional, proporcionando oportunidades mais equitativas para todos os estudantes.

    O artigo 3º da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência define acessibilidade como a condição que permite às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida utilizarem, com segurança e autonomia, espaços, serviços, transportes e tecnologias, tanto públicos quanto privados, em áreas urbanas e rurais. No que tange às instituições de ensino, a inclusão implica a adaptação dos processos educacionais para atender às necessidades de todos os estudantes, respeitando suas singularidades.

    A perspectiva de inclusão das pessoas com necessidades especiais é relativamente recente, tendo se consolidado a partir da década de 1990. Essa abordagem é baseada na ideia de que o convívio social é um direito de todos e que a aprendizagem ocorre por meio da interação entre o indivíduo e a sociedade. Além disso, representa um caminho para construir uma sociedade mais justa e acolhedora, em parceria com aqueles que historicamente foram oprimidos e excluídos.

    Entretanto, o uso da IA no ensino também levanta importantes questões éticas, que devem ser cuidadosamente examinadas para garantir que essa ferramenta seja desenvolvida e aplicada de maneira justa e inclusiva. Dentre as questões que merecem atenção, destacam-se a necessidade de transparência nos algoritmos, a proteção dos dados pessoais dos usuários e a garantia de que essas tecnologias não reforcem preconceitos e desigualdades preexistentes.


(Emerson Eduardo da Silva. Disponível em: https://jornal.usp.br/ artigos. inteligencia-artificial-responsavel-para-acessibilidadee-inclusao-no-ensino-superior. Acesso em 10.12.2024. Adaptado)

Considere as passagens do texto:


•  ... define acessibilidade como a condição que permite às pessoas com deficiência... (2º parágrafo)


•  ... levanta importantes questões éticas, que devem ser cuidadosamente examinadas... (4º parágrafo)


Os vocábulos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Rede Sarah Órgão: SARAH Prova: Rede Sarah - 2025 - SARAH - Biomédico |
Q3222952 Português
Nas frases abaixo houve uma expansão do termo sublinhado. Assinale a frase em que o processo dessa expansão é identificado de forma correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Enfermeiro |
Q3222634 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Finalmente, Mercosul e UE apertam as mãos


    Chegou ao fim a novela do Acordo de Associação Mercosul-União Europeia. Ou quase. O que se encerrou ontem, na Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, foi uma longa etapa de 25 anos de negociações. Abre-se agora o capítulo final da ratificação pelos países-membros dos dois blocos, com espaço para muito drama. O maior foco de resistência vem de países europeus liderados pela França. Com base na experiência de acordos anteriores, estima-se que esse processo possa levar cerca de quatro anos.

    De todo modo, o anúncio da conclusão do acordo é um marco. É o primeiro acordo do mundo que une dois blocos regionais, o primeiro acordo abrangente do Mercosul e o maior da União Europeia (UE). Será a maior parceria de comércio e investimento do mundo, abrangendo cerca de 700 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22 trilhões.

    Isso se for ratificado. Nesta semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a classificar o acordo como “loucura”. A França tentará barrá-lo na Comissão Europeia arregimentando uma minoria qualificada, ou seja, pelo menos quatro países do bloco que representem mais de 35% de sua população. Ao menos caiu a máscara piedosa da proteção ambiental, e agora nem sequer se disfarçam as reais motivações da recusa: protecionismo puro e simples, no caso para produtores agrícolas.

    É uma batalha a ser travada no campo da diplomacia e, sobretudo, no campo da comunicação. O protecionismo, como sempre, serve para privilegiar setores pouco produtivos à custa da totalidade dos consumidores. Pelas contas de ambos os blocos, no geral o acordo trará grandes benefícios mútuos para seus mercados.

    O Brasil e o Mercosul orientam-se na direção certa. Melhor será, contudo, se encararem o acordo menos como uma linha de chegada e mais como um primeiro passo num longo caminho. É preciso recuperar muito tempo perdido em termos de abertura comercial, cooperação institucional e modernização produtiva.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 07.12.2024. Adaptado)



Assinale a alternativa que traz informações corretas em relação à frase do 3º parágrafo – Isso se for ratificado.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Enfermeiro |
Q3222629 Português

Leia a tira para responder à questão. 




(Bill Waterson, O Melhor de Calvin.

https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 14.10.2024)

Considerando a norma-padrão de regência nominal e de regência verbal, uma fala coerente com o sentido da tira é:
Alternativas
Q3222560 Português
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e os termos que se seguem a eles e completam o seu sentido.

Imagem associada para resolução da questão

No 2º e no 3º quadrinhos da tira, a regência do verbo lembrar está em desacordo com a variedade padrão, uma vez que os seus complementos são regidos de preposição e o verbo é transitivo direto, pois não é pronominal.
Analise os períodos abaixo quanto à regência verbal.

I. Visando apenas aos seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.
II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.
III. Assistimos um belo espetáculo de dança a semana passada.
IV. As informações de que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso.
V. Aspirando ao perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

A regência verbal está correta em:
Alternativas
Q3222553 Português
     Uma de nossas descobertas mais surpreendentes foi que os jogos podem realmente melhorar um dos principais componentes da inteligência: a memória de trabalho, nossa capacidade de manter temporariamente as informações ativas para uso em diferentes atividades cognitivas, como compreensão ou pensamento. As pessoas que jogam no computador obtiveram melhores resultados em testes do que aquelas que treinam mentalmente, indicando que esses jogos podem ser um hobby mais valioso para aqueles que desejam melhorar suas habilidades cognitivas. [...] “Os resultados mais confiáveis falam especialmente dos videogames de ação, aqueles que envolvem navegar em diferentes ambientes, encontrar alvos visuais e tomar decisões rápidas. Mas até mesmo jogos de quebra-cabeças espaciais, como o Tetris, são benéficos”, afirma a especialista. “No entanto, precisamos fazer mais pesquisas para saber, por exemplo, qual é o número ideal de horas de jogo, porque às vezes o hobby afeta as horas de sono e exercício e deixa de ser um benefício”.
 MOSLEY, Michael; FRY, Hannah. Games melhoram a memória [...]. BBC, 23 maio 2020. Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 15 fev. 2025.

Em “No entanto, precisamos fazer mais pesquisas para saber, por exemplo, qual é o número ideal de horas de jogo...”, os elementos destacados se configuram como conectivos que introduzem efeitos de, respectivamente,
Alternativas
Q3222516 Português

Em relação ao uso correto do verbo quanto à sua regência, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.


( ) Prefiro praia do que piscina.


( ) Assistimos ao final da novela, ontem.


( ) O não pagamento implica em multa.

Alternativas
Q3222513 Português

DEFINITIVO


    Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

    

    Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.


    Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.


    Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!


    A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando−se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...


Fonte: Martha Medeiros(adaptado).

Ao longo de todo o texto, a autora se utiliza de mecanismos de coesão, por meio de conectivos, para ser eficaz na transmissão da mensagem. O conectivo “mas” é usado diversas vezes e tem o sentido de:
Alternativas
Q3222462 Português
Uma massa de ar seco se forma no interior do país, ganha uma grande dimensão e impede que frentes frias avancem. No entanto, com o tempo praticamente sem nuvens e sem chuvas, a umidade do ar fica muito baixa.
CIDADE de SP terá dias quentes e noites frias nesta semana. G1 SP, 4 jul. 2022. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 12 fev. 2025.

O operador discursivo “no entanto”, expresso no fragmento da reportagem, poderia ser substituído, sem alterar o sentido por
Alternativas
Respostas
8281: D
8282: B
8283: E
8284: A
8285: D
8286: B
8287: D
8288: C
8289: B
8290: B
8291: D
8292: C
8293: B
8294: D
8295: C
8296: B
8297: B
8298: D
8299: C
8300: A