Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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(Disponível em: www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2982/1840 – texto adaptado especialmente para esta prova).
1. “[...] pois a contabilidade compreende relatórios, receitas, despesas” (l. 05-06).
2. “Por isso, as informações fornecidas pelos relatórios contábeis” (l. 10-11).
3. “[...] mesmo que se admita que as empresas o façam” (l. 22-23).

(Disponível em: www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2982/1840 – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Por isso, as informações fornecidas pelos relatórios contábeis podem estabelecer os limites para contratação de crédito”.



I. Em Almanaque, alfândega, almofada, alface, as vírgulas isolam itens em enumeração.
II. Em “Alquimia”, por exemplo, quer dizer “a química”, as vírgulas isolam o aposto resumitivo.
III. Em Além disso, vem sempre colado à palavra a que se refere, a vírgula isola o aposto.
Pode-se afirmar que:
(Chico Buarque de Holanda)
Todo dia ela faz tudo sempre igual/ Me sacode às seis horas da manhã/Me sorri um sorriso pontual/E me beija com a boca de hortelã
Olhar 43
(RPM)
Seu corpo é fruto proibido/É a chave de todo pecado e da libido/E prum garoto introvertido como eu/É a pura perdição
É um lago negro o seu olhar/É água turva de beber, se envenenar/Nas suas curvas derrapar, sair da estrada/E morrer no mar (no mar)
Quanto aos termos da oração em negrito, seguindo os fragmentos das músicas “Cotidiano (Chico Buarque de Holanda)” e “Olhar 43 (RPM)”, assinale a alternativa correta quanto à função sintática dos termos destacados.
Inútil
(Ultraje a rigor)
A gente não sabemos
escolher presidente
a gente não sabemos
tomar conta da gente
a gente não sabemos
nem escovar os dente
tem gringo pensando
que nóis é indigente...
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem pra botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar
[...]
A gente faz música
E não consegue gravar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar...
No trecho, a concordância do verbo 'fazer' com o sujeito só pode ser estabelecida de uma forma, concordando com o núcleo do sujeito 'genes'. Nos enunciados a seguir, também só a uma forma de concordância, EXCETO:
1.Há alguma mudança que você gostaria de fazer na sua vida
2.Quando começar a vacilar na sua meta, pensar neste motivo pessoal ajudará você a seguir adiante.
3.Se você for professor, precisa trabalhar de acordo com o horário da escola, quer goste ou não.
I.O enunciado 1 apresenta uma oração sem sujeito e uma com sujeito simples.
II.A expressão destacada na oração 2 representa o sujeito do verbo 'ajudar'.
III.Na oração 3, o 'se' é uma partícula apassivadora.
IV.Na oração 3, a expressão destacada é uma oração subordinada adverbial condicional.
Estão corretas:
O termo destacado possui a mesma função sintática do termo destacado na alternativa:
Analise a regência do verbo 'anunciar' no trecho acima e, em seguida, identifique a alternativa em que o verbo, no contexto empregado, apresenta uma transitividade diferente da do trecho apresentado.
A expressão 'no entanto' exprime a ideia de:
Leia o fragmento do texto a seguir e responda a questão.
Cardápio existencial
Antônio Carlos de Farias
– E se a vida for como um cardápio?
A pergunta pegou Rosinha de surpresa. Ela levantou os olhos do menu e se deparou com o marido em estado reflexivo.
– Ora, Alfredo, deixe de filosofar e escolha logo o seu prato.
Os dois haviam saído para jantar e estavam na varanda do Bar Lagoa, de onde se pode ver um cantinho de céu e o Redentor.
– Rosinha, pense nas consequências do que estou dizendo. Se a vida for como um cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado. No lugar da buchada de bode em que nossas vidas se transformaram, poderíamos nos deliciar com escargots. Experimentar sabores novos, mais sofisticados...
– Por que a vida seria como um cardápio, Alfredo? Tenha dó.
– E por que não seria? Ninguém sabe de fato o que é a vida, portanto qualquer acepção é válida, até prova em contrário.
– Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer para servir o seu cardápio imaginário. Na vida, a gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida com um restaurante a quilo, self-service, entende? [...]
Leia o fragmento do texto a seguir e responda a questão.
Cardápio existencial
Antônio Carlos de Farias
– E se a vida for como um cardápio?
A pergunta pegou Rosinha de surpresa. Ela levantou os olhos do menu e se deparou com o marido em estado reflexivo.
– Ora, Alfredo, deixe de filosofar e escolha logo o seu prato.
Os dois haviam saído para jantar e estavam na varanda do Bar Lagoa, de onde se pode ver um cantinho de céu e o Redentor.
– Rosinha, pense nas consequências do que estou dizendo. Se a vida for como um cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado. No lugar da buchada de bode em que nossas vidas se transformaram, poderíamos nos deliciar com escargots. Experimentar sabores novos, mais sofisticados...
– Por que a vida seria como um cardápio, Alfredo? Tenha dó.
– E por que não seria? Ninguém sabe de fato o que é a vida, portanto qualquer acepção é válida, até prova em contrário.
– Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer para servir o seu cardápio imaginário. Na vida, a gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida com um restaurante a quilo, self-service, entende? [...]
Analise:
“Tirou uma ótima nota, porque estudou muito.”
Acima, há a presença de uma:
Assinale a opção que apresenta a classificação correta do termo em destaque abaixo:
“Jorge, queremos nosso pagamento.”
Analise a assinale a alternativa que apresenta a classificação do sujeito da oração abaixo:
“Precisa-se de padeiros.”
Analise:
“Brasília, capital do Brasil, deveria ser visitada por todos os brasileiros.”
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos termos em destaque acima:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A menininha e o gerente
— Não, paizinho, não! Quero ir com você!
— Mas meu bem, não posso levar você lá. O lugar não é próprio. Não vou demorar nada, só dez minutos. Seja boazinha, fique me esperando aqui.
— Não, não! — a garotinha soluçava. Agarrou-se à calça do pai como quem se agarra a uma prancha no mar. Ele insistia:
— Que bobagem, uma menina de sua idade fazendo um papelão desses.
— Você não volta!
— Volto, ora essa, juro que volto, meu amor.
Prometendo, ele passeava o olhar pela rua, impaciente. Ela baixara a cabeça, chorando. Estavam diante da papelaria. O gerente assistia à cena. O homem aproximou-se dele:
— Faz-me o obséquio de tomar conta de minha filha por alguns instantes? Vou a um lugar desagradável, não posso levála comigo.
— Mas…
— Quinze minutos no máximo. É ali adiante. Muito obrigado, hem?
E sumiu. A garotinha continuava de olhos baixos, imóvel, o dorso da mão esquerda junto à boca. O gerente passou-lhe a mão nos cabelos, de leve.
— Vem cá.
Ela não se mexeu.
— Como é que você se chama? Carmen? Luísa? Marlene?
Como não respondesse, o gerente foi desfiando nomes, sem esperança de acertar. Mas ao dizer “Estela”, a cabecinha moveu-se, confirmando.
— Estela, você sabe que está com um vestido muito bonito?
Estela tirou a mão dos olhos, examinou o próprio vestido e não disse nada. Mas o gelo fora rompido. Daí a pouco o gerente mostrava-lhe a caixa registradora e autorizava-a a marcar uma venda de duzentos cruzeiros.
— Olha um gatinho. Ele mora aqui?
— Mora.
— E que é que ele come?
— Papel.
O gato acordou, deixou-se afagar e tornou a dormir, desta vez nos braços de Estela.
O gerente olhou o relógio; tinham se passado quinze minutos, o homem não aparecia. “Bonito se ele não vier mais. Que vou fazer com esta garotinha, na hora de fechar?”
Tentou lembrar o rosto do desconhecido; impossível. Já pensava em telefonar para a polícia, quando Estela o puxou pela perna:
— Além da máquina e do gatinho, você não tem mais nada para me mostrar?
Ele abarcou com a vista a loja toda e sentiu-a mal sortida, pobre. “Eu devia ter aberto uma loja de brinquedos, pelo menos um bazar.” Experimentou com Estela o apontador de lápis, o grampeador. E o homem não vinha. É, não vem mais. Estela andava de um lado para outro, dona do negócio. Ele, inquieto.
— Não mexa nas gavetas, filhinha.
— Não sou sua filhinha.
— Desculpe.
— Desculpo se você deixar eu abrir.
— Então deixo.
Dentro havia balões, estrelinhas, saldo do último Natal. E ele que não se lembrava daquilo. Estela riu de sua ignorância, e o homem não vinha. O movimento de fregueses declinava. Na calçada, as filas de lotação iam crescendo. Daí a pouco, a noite.
Estela soprou um balão, outro, quis soprar dois ao mesmo tempo. Um estourou. Ela assustou-se. Ele riu.
“Se o homem não aparecesse mais, que bom! Aliás a cara dele era de calhorda. Ainda bem que me escolheu.” Levaria Estela para casa, a mulher não ia estranhar, fariam dela uma filha — a filha que praticamente não tinham mais, pois casara e morava longe, no Peru. E se o pai reclamasse depois? Ora, quem entrega sua filha a um estranho, diz que vai demorar quinze minutos, passa uma hora e não volta, merece ter filha?
O empregado arriava a cortina de aço quando apareceram duas pernas, um tronco inclinado, uma cabeça.
— Dá licença? Demorei mais do que pensava, desculpe. Muito obrigado ao senhor. Vamos, filhinha.
O gerente virou o rosto, para não ver, mas chegou até ele a despedida de Estela:
— Até logo, homem do balão!
E a filha ficou mais longe ainda, no Peru.
Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Analise a sentença abaixo, retirada do texto
“— Então pergunte a ele.”
Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, sintaticamente, o trecho em destaque corresponde a um