Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3604041 Português
As frases listadas nas opções a seguir foram reescritas de forma a eliminar-se o “que”, com substituição do verbo por um substantivo semanticamente correlato.

Assinale a frase em que a substituição foi feita de forma adequada.
Alternativas
Q3602256 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Corrupção na Ditadura


Durante a ditadura militar no Brasil, a Comissão Geral de Investigações (CGI) tinha como objetivo central apurar casos de corrupção por meio de investigações sumárias e sigilosas.


Criada em 1964 para atuar como um "tribunal administrativo especial", a CGI ganhou novos poderes com o AI-5. As investigações sofriam evidentes interferências políticas e foram alvo de críticas por abusos e excessos. A CGI analisava denúncias e podia sugerir o confisco de bens e outras medidas repressivas. A CGI atuava para além dos casos de enriquecimento ilícito, realizando perseguições políticas. A simples existência da Comissão gerava medo, funcionando como uma ferramenta de intimidação. Dos atingidos, mais de 41% eram políticos e cerca de 36% funcionários públicos. Entre 1968 e 1973, foram analisados 1153 processos, dos quais 1000 foram arquivados e apenas 41 confiscos decretados, a maioria em bancas de jogo do bicho. Além disso, a CGI não se voltou para o principal foco da corrupção na ditadura: os próprios militares. Durante a ditadura militar, foram diversos os casos de corrupção, embora a censura e a repressão tenham dificultado a exposição das irregularidades. Grandes obras, como a Transamazônica, Itaipu e as usinas nucleares de Angra, foram marcadas por superfaturamento e desvios de verbas. Instituições públicas, como o BNDES e a Petrobras, também foram usadas para beneficiar aliados do regime. Concessões de rádio e TV favoreceram grupos de mídia, enquanto militares e empresários ligados ao governo criaram empresas para obter contratos fraudulentos. A ausência de fiscalização, a censura e a centralização de poder facilitaram essas práticas, desmentindo o mito de que o regime era "imune" à corrupção.


Disponível em: https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/centrais-de-conteudo/destaques/corrupcao-na-ditadura. Acesso em 12 jul. 2025. (Fragmento)

Observando a norma padrão da Língua Portuguesa e mantendo o sentido global do texto, o trecho “Durante a ditadura militar, foram diversos os casos de corrupção, embora a censura e a repressão tenham dificultado a exposição das irregularidades.” poderia ser reescrito de qual forma?
Alternativas
Q3602255 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Corrupção na Ditadura


Durante a ditadura militar no Brasil, a Comissão Geral de Investigações (CGI) tinha como objetivo central apurar casos de corrupção por meio de investigações sumárias e sigilosas.


Criada em 1964 para atuar como um "tribunal administrativo especial", a CGI ganhou novos poderes com o AI-5. As investigações sofriam evidentes interferências políticas e foram alvo de críticas por abusos e excessos. A CGI analisava denúncias e podia sugerir o confisco de bens e outras medidas repressivas. A CGI atuava para além dos casos de enriquecimento ilícito, realizando perseguições políticas. A simples existência da Comissão gerava medo, funcionando como uma ferramenta de intimidação. Dos atingidos, mais de 41% eram políticos e cerca de 36% funcionários públicos. Entre 1968 e 1973, foram analisados 1153 processos, dos quais 1000 foram arquivados e apenas 41 confiscos decretados, a maioria em bancas de jogo do bicho. Além disso, a CGI não se voltou para o principal foco da corrupção na ditadura: os próprios militares. Durante a ditadura militar, foram diversos os casos de corrupção, embora a censura e a repressão tenham dificultado a exposição das irregularidades. Grandes obras, como a Transamazônica, Itaipu e as usinas nucleares de Angra, foram marcadas por superfaturamento e desvios de verbas. Instituições públicas, como o BNDES e a Petrobras, também foram usadas para beneficiar aliados do regime. Concessões de rádio e TV favoreceram grupos de mídia, enquanto militares e empresários ligados ao governo criaram empresas para obter contratos fraudulentos. A ausência de fiscalização, a censura e a centralização de poder facilitaram essas práticas, desmentindo o mito de que o regime era "imune" à corrupção.


Disponível em: https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/centrais-de-conteudo/destaques/corrupcao-na-ditadura. Acesso em 12 jul. 2025. (Fragmento)

O termo destacado no trecho “Concessões de rádio e TV favoreceram grupos de mídia, enquanto militares e empresários ligados ao governo criaram empresas para obter contratos fraudulentos.” pode ser substituído, corretamente, por: 
Alternativas
Q3601746 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
Assinale, a seguir, uma oração sem sujeito transcrita do texto.
Alternativas
Q3601743 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
No período “Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.” (4º§), o conector “mas” pode ser substituído, sem causar alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3601742 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
Tendo como base as estruturas e os sentidos do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3601327 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, informe se os enunciados a seguir estão corretos (C) ou errados (E) e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Envio-lhe anexas as cópias solicitadas.
( ) Envio-lhe anexo a certidão atualizada.
( ) Envio-lhe anexas as declarações pedidas.
( ) Segue anexas as documentações feitas.
( ) Envio-lhe anexos os expedientes do dia.
( ) Segue anexa as autorizações expedidas. 
Alternativas
Q3601326 Português
“Precisamos ter isso bem resolvido, porque conversas corporativas precisam estar dentro de um contexto de trabalho.”

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta do trecho informado, sem alteração do seu significado básico e de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Q3601325 Português
“Há pouco mais de meio século.” / “a internet ainda não existia.”

Assinale a alternativa em que os dois enunciados foram reescritos de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, mesmo com alteração de sentido.
Alternativas
Q3601324 Português
Assinale a alternativa cujo enunciado está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3601039 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


https://br.images.search.yahoo.com/search/images?p=niquel+tirinhas
No segundo quadrinho há uma locução verbal “quero ver”, em que:
Alternativas
Q3600835 Português
Texto 1


CARTA DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O PAPEL DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO


Papa Francisco


Q1_10.png (373×497)
Q1_10_.png (370×224)


Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/letters/2024/documents/ 20240717-lettera-ruolo-letteratura-formazione.html Acesso em: 16 jun. 2025. Fragmento adaptado.
Leia o fragmento a seguir para responder à questão:

“Na verdade, não faltam momentos de cansaço, irritação, desilusão, fracasso e, quando nem sequer na oração conseguimos encontrar o sossego da alma, pelo menos, um bom livro ajuda-nos a enfrentar a tempestade, até que possamos ter um pouco mais de serenidade.” (Linhas 4-10)

O verbo sublinhado em “Na verdade, não faltam momentos de cansaço, irritação, desilusão, fracasso...” está no plural porque
Alternativas
Q3600458 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


E se todo mundo realmente tivesse uma alma gêmea, que fosse uma pessoa aleatória em qualquer lugar do mundo?


    Resposta: seria um pesadelo. Vamos supor que sua alma gêmea fosse determinada ao nascer. Você não sabe nada sobre a pessoa, quem é ou onde está, mas – como diz o clichê – vocês se reconhecerão num cruzar de olhares. Logo de cara, isso rende algumas perguntas. Para começar, será que sua alma gêmea ainda estaria viva? Uns 100 bilhões de humanos já existiram, mas só 7 bilhões estão vivos no momento. Se fôssemos emparelhados aleatoriamente, 90% de nossas almas gêmeas estariam mortas há muito tempo. E isso seria horrível. Mas, peraí, fica pior.


    Um argumento bem simples demonstra que não devemos nos limitar aos seres humanos do passado, pois também temos que incluir um número incontável de seres humanos do futuro. Pois veja só: se nossa alma gêmea pode estar no passado remoto, então também pode ser possível encontrar almas gêmeas no futuro distante. Então vamos supor que vocês vivam na mesma época. Além disso, para não sermos desagradáveis, ela está na mesma faixa etária que você. Considerando a restrição de faixa etária, a maioria da humanidade teria uma reserva de aproximadamente meio bilhão de combinações possíveis.


    As chances de se deparar com seu par perfeito seriam absurdamente pequenas. O número de estranhos com os quais estabelecemos contato visual por dia varia de quase zero (no caso de introvertidos ou gente que mora em cidades pequenas) a muitos milhares (como um policial na Times Square), mas vamos supor que todo dia você troque olhares com uma média de poucas dezenas de gente que nunca viu. (Eu sou bastante introvertido, então no meu caso a estimativa é bem generosa.) Se 10% deles estão próximos da sua idade, isso daria 50 mil pessoas numa vida. Dado que você tem 500 milhões de almas gêmeas em potencial, quer dizer que só encontraria o verdadeiro amor em uma vida a cada 10 mil.


(Randall Munroe, E se? Respostas científicas para perguntas absurdas. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma frase reescrita em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3600456 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


E se todo mundo realmente tivesse uma alma gêmea, que fosse uma pessoa aleatória em qualquer lugar do mundo?


    Resposta: seria um pesadelo. Vamos supor que sua alma gêmea fosse determinada ao nascer. Você não sabe nada sobre a pessoa, quem é ou onde está, mas – como diz o clichê – vocês se reconhecerão num cruzar de olhares. Logo de cara, isso rende algumas perguntas. Para começar, será que sua alma gêmea ainda estaria viva? Uns 100 bilhões de humanos já existiram, mas só 7 bilhões estão vivos no momento. Se fôssemos emparelhados aleatoriamente, 90% de nossas almas gêmeas estariam mortas há muito tempo. E isso seria horrível. Mas, peraí, fica pior.


    Um argumento bem simples demonstra que não devemos nos limitar aos seres humanos do passado, pois também temos que incluir um número incontável de seres humanos do futuro. Pois veja só: se nossa alma gêmea pode estar no passado remoto, então também pode ser possível encontrar almas gêmeas no futuro distante. Então vamos supor que vocês vivam na mesma época. Além disso, para não sermos desagradáveis, ela está na mesma faixa etária que você. Considerando a restrição de faixa etária, a maioria da humanidade teria uma reserva de aproximadamente meio bilhão de combinações possíveis.


    As chances de se deparar com seu par perfeito seriam absurdamente pequenas. O número de estranhos com os quais estabelecemos contato visual por dia varia de quase zero (no caso de introvertidos ou gente que mora em cidades pequenas) a muitos milhares (como um policial na Times Square), mas vamos supor que todo dia você troque olhares com uma média de poucas dezenas de gente que nunca viu. (Eu sou bastante introvertido, então no meu caso a estimativa é bem generosa.) Se 10% deles estão próximos da sua idade, isso daria 50 mil pessoas numa vida. Dado que você tem 500 milhões de almas gêmeas em potencial, quer dizer que só encontraria o verdadeiro amor em uma vida a cada 10 mil.


(Randall Munroe, E se? Respostas científicas para perguntas absurdas. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão destacada estabelece relação de sentido de causa. 
Alternativas
Q3598789 Português

Atenção: Leia o trecho a seguir do poema de Ferreira Gullar para responder à questão.



A estrela




No verso Não obstante, Gatinho, confesso, a locução conjuntiva introduz, no contexto, uma 
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Q3598788 Português
Atenção: Leia o texto para responder à questão.


    A "caixa de Pandora· é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o principio da precaução, desencadeiam consequências/as maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C.e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.

    Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

    Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.

    Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os mates resultou em considerar a "inteligência artificial' como opção para o declínio da "inteligência natural".

    Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, ás radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas científicas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.

    Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.

    O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente. no espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.

    A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: Intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais/; social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).

    Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em tomo de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).

    Eis aqui a caixa de Pandora.


(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jomal.usp.br. Acesso em 06/2025)
Mantendo as relações de sentido estabelecidas no contexto, o trecho sublinhado em Entidades diversas subsidiam pesquisas cientificas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações pode ser substituído por: 
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Q3598784 Português
Atenção: Leia o texto para responder à questão.


    A "caixa de Pandora· é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o principio da precaução, desencadeiam consequências/as maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C.e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.

    Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

    Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.

    Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os mates resultou em considerar a "inteligência artificial' como opção para o declínio da "inteligência natural".

    Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, ás radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas científicas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.

    Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.

    O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente. no espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.

    A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: Intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais/; social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).

    Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em tomo de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).

    Eis aqui a caixa de Pandora.


(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jomal.usp.br. Acesso em 06/2025)
A redação alternativa de um comentário baseado em trecho do texto, em que se mantém a correção gramatical, está em: 
Alternativas
Q3598139 Português

ROMANI, Simone; RAJOBAC, Raimundo. Iluminismo pedagógico: educação e adolescência no Livro III do Emílio de Rousseau. Revista Espaço Acadêmico. Maringá, n. 125, out., 2011, p. 109. 

Qual oração apresenta a mesma função que tem este fragmento oracional “que a natureza lhe ofereceu” (l. 20)? 
Alternativas
Q3597365 Português
Você deve errar

    Até recentemente, pesquisadores da evolução humana acreditavam termos nos tornados bípedes obedecendo a um processo gradual, passando por diversos estágios, sequencialmente. Hoje, sabemos ter acontecido de maneira diferente. Foi uma sucessão de tentativas, havendo retornos para um andar sobre os quatro membros, para só depois culminar na forma que temos agora. Ressalve-se: isso traz consigo uma série de problemas em termos posturais, mas essa adaptação, por outro lado, nos elevou a “donos” do planeta. Faço esta observação, apelando para a ciência, a propósito de algo cada vez mais marcado no cotidiano: perdemos a capacidade de reconhecer a presença do erro em nosso DNA. Tudo precisa acontecer em linha reta, sem margem para equívocos. Essa cobrança se dá no mercado de trabalho, estendendo-se nas relações entre amigos e familiares. Estamos criando o desejo totalitarista de perfeição. Ele não cabe na prática e menos ainda na subjetividade de cada ser. A busca de um ideal que desconsidera o bom senso nos leva a sofrer por nos sentirmos distanciados de tal propósito.
    Sou da turma que exige bastante de si, visando um grau de excelência. Há um elemento louvável, mas corre-se o risco de adoecer a alma, cobrando sempre mais. Evitar isso costuma ser a abertura para a multiplicação de sucessos no futuro. Acrescente-se uma razoável dose de paciência e ela contribuirá para a mudança de mentalidade. Porque na vida — a natureza nos ensina — é preciso de um longo tempo para promover alterações de ordem marcante. O correto é manter o espírito apto a continuar tentando e substituir a palavra fracasso por aprendizado.
    A análise das nossas origens é um ________ para desenvolver inúmeras coisas. De muitas “falhas” surgiram modelos que nos definem como raça, ampliando as chances de sobrevivência. Assim, cumpre ver para além do imediato. Diminuir o grau de exigência, testar, voltar novamente ao ponto de partida — são condutas valiosas para alcançar propósitos que estão na base de um entendimento profundo. Se você faz tudo com plena consciência e atenção, acontecerá um previsível ajuste e, lá adiante, significará o alcance de grandes propósitos.
    Ainda me sinto desconfortável se constato ter realizado algo abaixo da minha expectativa. No entanto, já me permito fazer essa revisão no meu modo de pensar. Um bom conselho? Esteja disposto ___ extrair novas lições, pouco importa de onde venham. Elas te levarão ___ uma saudável reconciliação com você mesmo.
     Estaríamos ainda nas florestas, pulando de galho em galho, se não tivéssemos ousado caminhar como o fazemos. No começo pode ter parecido impossível. Hoje estamos aqui, contando essa proeza. Desistir não faz parte do projeto de evolução. Errar, sim.
Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado). 
Na oração “Pesquisadores da evolução humana acreditavam termos nos tornados bípedes”, o termo “Pesquisadores da evolução humana” exerce a função de sujeito. Com base nessa estrutura, assinale a alternativa que classifica corretamente o tipo de sujeito da oração principal. 
Alternativas
Q3596602 Português
Tecnologias digitais na educação com alunos autistas

O século XX intensificou as pesquisas sobre o transtorno do espectro autista e sobre as tecnologias. No decorrer dos anos, os estudos avançaram, mas ainda existem grandes desafios pela frente. Portanto, cabe pensar no reflexo que a tecnologia trouxe, principalmente no que diz respeito às pesquisas sobre o TEA, de modo que ajuda as crianças a superarem algumas dificuldades (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As novas tecnologias digitais apresentam grandes mudanças estruturais na sociedade, pois o acesso a elas facilitou muito a aquisição de novos conhecimentos e a diminuição da exclusão social, trazendo mais informação e autonomia para todos (Rego et al., 2022).

Segundo Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia globalizou o mundo, e hoje não é possível viver em sociedade sem os recursos tecnológicos. Sendo assim, torna-se necessário refletir sobre o uso da tecnologia. A ciência e a tecnologia podem servir como meios adequados no processo de ensino-aprendizagem, desde que os recursos tecnológicos sejam efetivamente desenvolvidos, auxiliando as habilidades dos alunos autistas.

Logo, o professor deve se adequar a novas metodologias para ajudar os alunos autistas na sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de forma diferenciada, de modo que o aluno com transtornos possa aprender o conteúdo proposto (Oliveira; Tomaz; Silva, 2021).

Para Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia pode contribuir para melhorar a sociedade como um todo, promovendo uma educação mais alinhada, humana e atenta às particularidades de cada aluno, não apenas dos alunos autistas, mas de todos que necessitam de apoio para se desenvolver em diversos aspectos. Assim, a utilização de novos recursos digitais na aprendizagem tem como objetivo o desenvolvimento dos alunos e de suas habilidades. 

No mundo em que vivemos hoje, necessitamos das tecnologias digitais e da internet para quase tudo. O uso de tecnologias na educação inclusiva de alunos com Transtorno do Espectro Autista deve fazer parte de uma proposta pedagógica baseada no bom senso, conforme discutido nesta proposta. Essa iniciativa precisa ser ampliada de forma cada vez mais ativa, a fim de alcançar o maior número possível de autistas e também outros alunos com diferentes transtornos que necessitam de ajuda para desenvolver habilidades e absorver novos conhecimentos (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno. Desse modo, o tratamento ideal é iniciado o mais cedo possível, na infância, para que o aluno seja estimulado e tenha melhores chances de desenvolvimento (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem com alunos diagnosticados com TEA trazem práticas com bons resultados, promovendo o desenvolvimento cognitivo, aperfeiçoando o relacionamento afetivo e auxiliando no processo de tomada de decisões, entre outros benefícios (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Não se pode considerar que a tecnologia digital seja a solução para tudo, mas ela pode auxiliar. As escolas precisam estar preparadas para lidar com alunos com transtornos, compreendendo suas limitações e habilidades. Sendo assim, a tecnologia será um instrumento de alta relevância no processo de inclusão escolar, complementando o aprendizado.

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/25/28/tecnologia-digital-c omo-apoio-pedagogico-para-alunos-com-transtorno-do-espectro-autista
"Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno."
Com base na concordância dos adjetivos apresentados no trecho, analise as afirmativas a seguir:
I.O adjetivo 'positivos' está no plural para concordar com o substantivo 'efeitos', que também está no plural.
II.O adjetivo 'utilizados' está concordando adequadamente com o vocábulo 'tecnologia digital'.
III.O adjetivo 'preciso' está no singular concordando adequadamente com o substantivo 'transtorno' , que também está no singular.
IV.O adjetivo 'diversos' está concordando adequadamente com o substantivo 'enigmas'.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
7281: B
7282: A
7283: C
7284: B
7285: B
7286: A
7287: B
7288: A
7289: D
7290: C
7291: A
7292: D
7293: C
7294: E
7295: B
7296: E
7297: B
7298: B
7299: D
7300: C