Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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I- No verso “Pra gente ser feliz”, nota-se o uso incorreto da preposição “para”, que deveria ter sido corrigido na revisão do texto;
II- Os versos “Pra gente ser feliz/ Tem que cultivar as nossas amizades” possuem três orações;
III- As orações presentes nos versos “Pra gente ser feliz/ Tem que cultivar as nossas amizades” possuem relação coordenada;
IV- A oração “Pra gente ser feliz” classifica-se, sintaticamente, como oração subordinada adverbial final.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão incorretas as afirmativas:
( ) A oração “se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer” classifica-se sintaticamente como oração subordinada adverbial causal;
( ) O verbo “houvesse” está conjugado no tempo pretérito imperfeito do modo subjuntivo;
( ) “inovação” é o complemento verbal do verbo “seria”;
( ) Após leitura do período no texto, percebe-se que o sujeito da oração “não seria inovação” é “alguém”.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
I- Temos, no período em questão, três orações relacionadas, sintaticamente, pela subordinação;
II- Na oração “com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo semântico, por “a fim de”;
III- O termo em destaque na oração “que garantam educação dos jovens voltada para o futuro” classifica-se morfologicamente como conjunção integrante;
IV- A oração “O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem” classifica-se sintaticamente como coordenada sindética explicativa.
Após análise das afirmativas, conclui-se que são verdadeiras as seguintes:
Leia o texto a seguir:
Internet é como o fogo: uma coisa maravilhosa, mas não na mão de criança, diz Vera Iaconelli
Em curso na CasaFolha, psicanalista analisa desafios da parentalidade, como limitar uso de smartphone
"A internet é uma ferramenta maravilhosa. Eu gosto de comparar a internet com a capacidade que o homem teve de produzir o fogo", diz a psicanalista Vera Iaconelli em seu curso na CasaFolha. "Só que o fogo não é para dar na mão de criança. Ele queima, ele machuca."
O problema é que, como pais e mães sabem muito bem, já faz anos que a rede mundial de computadores cabe inteira dentro da maioria dos celulares — os quais, por sua vez, cabem na palma da mão das crianças.
Mudar essa realidade está longe de ser fácil. "Tem uma geração que já começa com a internet, para quem a internet é como a luz elétrica", diz Iaconelli [...], no sentido de que se trata de algo dado como certo e sem o qual não se imagina a vida moderna.
Mas é preciso lidar com essa questão, sustenta a psicanalista, [...] autora dos livros "Criar Filhos no Século XXI" e "Manifesto Antimaternalista", entre outros. Em uma de suas aulas, ela argumenta que a infância é uma proteção para que as crianças não tomem contato com certos aspectos do mundo adulto antes da hora.
"A internet pula o cercadinho da infância e faz com que a criança tenha acesso a inúmeras coisas inadequadas para o desenvolvimento dela." A consequência pode ser vista nos danos à saúde mental de crianças e adolescentes, que sofrem com ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, depressão.
"Nós somos uma geração que está pagando o preço não do fato de a internet existir, mas de ela ter sido usada sem nenhuma regulação, sem nenhum controle, sem nenhuma seletividade", afi rma na CasaFolha.
O curso de Iaconelli, chamado "Criar fi lhos no século 21", está na plataforma desde o lançamento, em setembro de 2024. É anterior, portanto, à aprovação da lei que proíbe o uso de celulares em todas as escolas públicas e privadas do país.
Até por isso, a discussão que a psicanalista propõe vai além dos espaços escolares. Ela argumenta [...] que é necessário adotar ações coletivas e individuais para proteger as crianças da internet em todos os ambientes — não só na sala de aula.
"Ficar sem internet, para algumas crianças, é como perder um amigo", diz Iaconelli. "Tem crianças tendo um ataque porque estão tirando o melhor amigo dela."
Isso significa, em muitos casos, que a criança confi a mais na internet do que nos adultos e que ela perde uma parte relevante da experiência de vida em sociedade.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/02/internet-e-como-o-fogouma-coisa-maravilhosa-mas-nao-na-mao-de-crianca-diz-vera-iaconelli.shtml. Acesso em 05/04/2025. Excerto. Texto adaptado.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq2329ex05o. adaptado
Sintaticamente, o termo destacado nesta frase trata-se de:
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
I- Comprei um livro que fez sucesso – O pronome relativo “que” exerce função sintática de sujeito;
II- Sou o homem que você vai amar - O pronome relativo “que” exerce função sintática de adjunto adnominal;
III- Assisti a um filme do qual você vai gostar - O pronome relativo “do qual” exerce função sintática de objeto indireto;
IV- Retornei a um lugar ao qual tinha aversão - O pronome relativo “ao qual” exerce função sintática de complemento nominal.
Após análise das afirmativas e das classificações correspondentes, conclui-se que as afirmativas corretas são:
I- A palavra “discretamente” foi formada pelo processo de derivação parassintética;
II- No que diz respeito à classe de palavras, podese dizer que “discretamente”, nesse contexto, trata-se de um advérbio;
III- As vírgulas presentes no período em destaque foram utilizadas para intercalar as orações que estão entre o sujeito “o pai” e o verbo “aborda”;
IV- A oração “que discretamente retirou do bolso” classifica-se como oração subordinada adjetiva explicativa.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
No período “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy)”, encontramos um uso adequado da concordância com o termo “bastante”, o que também acontece em:
Texto 3
Luz no fim do túnel?
As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa publicada no periódico JAMA Psychiatry concluiu que cápsulas de psilocibina (presente nos famosos cogumelos mágicos), em combinação com tratamento psicológico, reduziram em 83% a dependência de álcool entre os pacientes, todos alcoólatras diagnosticados. “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy). A teoria mais aceita atualmente é que os psicodélicos agem diretamente nos receptores de serotonina, aumentando a janela de aprendizado do cérebro e auxiliando a pessoa a enfrentar melhor os pensamentos ruminantes que levam ao vício, fortalecendo a neuroplasticidade”, explica a psicoterapeuta e nutricionista Pollyanna Esteves, que defende o uso de psicodélicos em contextos medicinais.
Segundo a especialista, ao utilizar o psicodélico com supervisão médica e direcionado para o tratamento, o paciente pode acessar traumas e questões de forma mais profunda, facilitando a luta contra o vício “Muitos pacientes descrevem o tratamento como um retorno para casa após muito tempo. Durante a sessão, a pessoa é capaz de vivenciar experiências que a ajudam a compreender as raízes do vício. A partir daí, desenvolve-se um senso de amor próprio, essencial para aceitar que aquele comportamento nocivo e viciado não tem mais lugar em sua vida.”
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Assinale a única alternativa em que encontramos a correta análise sintática do primeiro período do texto 3: “As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas”.

Assinale a alternativa que melhor explica o uso insólito desse operador no contexto do enunciado, considerando o mês de publicação da notícia, março de 2025.

“O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.”.
Assinale a alternativa que melhor descreve a função do termo entre parênteses no enunciado apresentado.