Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 42.008 questões

Q3720807 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

O trecho “Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais” introduz uma ressalva no texto. Assinale a alternativa que apresenta qual é a função da expressão “Ainda assim” nesse contexto. 
Alternativas
Q3720806 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

Considerando o que o texto informa sobre os riscos de saúde e as regras de concordância verbal da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3720632 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Assinale a alternativa que não apresenta erros de acordo com as regras gramaticais de conjunção adversativa e advérbio de intensidade. 
Alternativas
Q3720581 Português
Assinale a alternativa em que o uso do conector mantém a coerência da ideia apresentada: 
Alternativas
Q3720106 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

No trecho “As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco”, o sujeito da forma verbal “alternam-se” é classificado como: 
Alternativas
Q3720105 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

No período “A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia”, a oração destacada “que atende no antiquário” desempenha, na estrutura sintática, a função de: 
Alternativas
Q3719971 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. (6º parágrafo) Com base na sequência de ideias expostas no último parágrafo, a frase acima poderia ser introduzida pelo seguinte conectivo:
Alternativas
Q3719969 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. (5º parágrafo) A oração sublinhada se classifica como subordinada do seguinte tipo: 
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Q3719660 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
No trecho “O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa”, o autor estrutura o período de modo a expressar contraste e subjetividade. Observe as assertivas a seguir sobre seus aspectos linguísticos:

I. A conjunção “mas” introduz uma ideia de oposição, funcionando como conjunção coordenativa adversativa, ao contrapor “água” e “liberdade”.
II. A oração iniciada por “que” em “que evita a cachoeira” é subordinada adjetiva restritiva, pois especifica o termo “sujeito”, delimitando-lhe o sentido.
III. O sujeito da oração principal é simples, sendo o núcleo representado pela palavra “sujeito”.

Das assertivas acima, pode-se afirmar que:
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Q3719642 Português

Texto 1: O SORVETE (trecho)

 

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

 

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

 

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. (10º parágrafo) O sujeito do verbo sublinhado acima pode ser classificado como:  
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Q3719640 Português

Texto 1: O SORVETE (trecho)

 

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

 

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

 

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

Leitor irritado, não é bem isso. (9º parágrafo)

A função sintática do termo sublinhado é: 

Alternativas
Q3719505 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
No trecho “Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição”, o vocábulo “que” é classificado morfologicamente como Pronome Relativo. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta qual a sua função sintática nesse contexto.
Alternativas
Q3719502 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
No primeiro parágrafo, o trecho “Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição” apresenta exemplos de concordância verbal. Com isso, assinale a alternativa que apresenta corretamente as formas verbais destacadas.  
Alternativas
Q3719500 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
No trecho “Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos”, a palavra destacada “que” é classificada como
Alternativas
Q3719499 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
Analise o trecho: “Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos”. O sujeito da oração “mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos” é classificado como
Alternativas
Q3719111 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
No 4º§, a oração reduzida “Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, [...]” deverá ser corretamente substituída pela seguinte oração desenvolvida: 
Alternativas
Q3719110 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)

Segundo as prescrições da norma culta escrita no tocante à regência e ao emprego da crase, analise as afirmativas a seguir.


I. Na passagem “[...] em algo que à primeira vista não traz retorno [...]” (1º§), a supressão da crase não altera semanticamente o fragmento.

II. No trecho “[...] que vão da psicologia à economia, [...]” (7º§), se a preposição “até” for anteposta ao substantivo “economia”, a crase será facultativa.

III. No excerto “[...] células que respondiam às cócegas [...]” (4º§), caso o verbo “responder” fosse substituído por “reagir”, o acento grave deveria ser mantido.


Está correto o que se afirma em 

Alternativas
Q3719109 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Nos textos em geral, o vocábulo “que” pode se comportar como um elemento de referenciação, ao retomar um termo antecedente, ou somente conectar orações. Em qual trecho a palavra “que” estabelece apenas conexão?
Alternativas
Q3719108 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Em qual alternativa o sintagma nominal destacado foi INCORRETAMENTE substituído pelo pronome, considerando a norma culta escrita?
Alternativas
Q3719016 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


A  a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado



CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Analise os trecho a seguir:
"Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza."
"Um trailer do fim que não queremos assistir."
A partir dos trechos, e considerando os fundamentos da gramática normativa e da sintaxe oracional da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a análise correta do "que" sublinhado em ambos os contextos.
Alternativas
Respostas
6401: C
6402: D
6403: D
6404: D
6405: A
6406: C
6407: A
6408: B
6409: D
6410: B
6411: A
6412: D
6413: B
6414: C
6415: C
6416: A
6417: D
6418: C
6419: D
6420: D