Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por Que Aprender a Gerenciar o Estresse Desde Cedo É Fundamental Para Sua Carreira
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O estresse é uma parte inevitável da vida profissional de qualquer pessoa, mas a forma como lidamos com ele no início da carreira impacta significativamente tanto a saúde quanto o sucesso a longo prazo. Embora muitos profissionais tentem evitar o estresse por completo, desenvolver habilidades eficazes de gerenciamento de estresse oferece uma abordagem mais realista e benéfica.
Aprender a gerenciar o estresse vai além do alívio imediato. Trata-se de construir uma base para sua carreira, melhores tomadas de decisão e resultados positivos de saúde a longo prazo. Os profissionais que avançam com mais sucesso não são aqueles que sentem menos estresse, mas sim aqueles que desenvolvem as habilidades para lidar com ele de forma eficaz quando a pressão aumenta.
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O que o estresse significa para sua carreira e saúde
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É no início da carreira que é mais provável sentirmos estresse crônico e pressão adicional. De acordo com um estudo da Mental Health Foundation, organização britânica dedicada à pesquisa, prevenção e promoção da saúde mental, quase metade (49%) dos jovens de 18 a 24 anos que experimentaram altos níveis de estresse disseram que a fonte do sentimento estava relacionada à comparação com outras pessoas. Além disso, 60% desses jovens de 18 a 24 anos e 41% dos de 25 a 35 anos afirmaram sentir maior estresse devido à pressão por sucesso.
Se não for controlado, o estresse persistente contribui para distúrbios do sono, enfraquecimento do sistema imunológico, ansiedade e complicações de saúde a longo prazo, que podem prejudicar tanto o avanço na carreira quanto o bem-estar pessoal.
Considere o trecho a seguir.
"Se não for controlado, o estresse persistente contribui para distúrbios do sono, enfraquecimento do sistema imunológico, ansiedade e complicações de saúde a longo prazo, que podem prejudicar tanto o avanço na carreira quanto o bem-estar pessoal".
Assinale a alternativa que apresenta a função CORRETA da vírgula empregada imediatamente após "controlado".
“Os cigarros eletrônicos são seriamente prejudiciais à saúde”
Sintagma Nominal (SN): Os cigarros eletrônicos
Sintagma Verbal (SV): são seriamente prejudiciais à saúde
Sintagma Adjetival (SA): seriamente prejudiciais
Sintagma Preposicional (SP): à saúde
Em conformidade com as regras sintáticas do português, é CORRETO afirmar que:
Fonte: Tracey K. Berglund. Revista Piauí — Edição 228.
Em relação ao gênero textual charge e aos aspectos morfossintáticos apresentados, analisar os itens.
I. A charge combina elementos visuais e verbais para expressar crítica socioambiental. A verbalização do pensamento da personagem confere subjetividade e ironia.
II. O trecho citado apresenta o verbo no pretérito perfeito do indicativo (“me levaram”), indicando ação passada que influencia a interpretação atual da obra da artista.
III. A oração subordinada substantiva “da minha obra-prima Figura só” caracteriza “versão”, estabelecendo a relação entre o contexto da obra original e a sua atualização.
Está CORRETO o que se afirma:
QUANDO SE PERDOA AOS PAIS
Outro dia saí com uma amiga psicóloga, e nossos encontros sempre rendem bons papos. Um chope aqui, um petisco ali, e a conversa vai rendendo. Tal hora lhe perguntei qual assunto era mais tratado no seu divã.
— Em terapia, um dos momentos mais marcantes é quando o paciente percebe que precisa perdoar aos pais.
A resposta me desarmou. Ficou martelando na minha cabeça. Como assim, perdoar aos pais!? Que mal os heróis infalíveis de nossa infância cometeriam para necessitassem de perdão? Bom, eu nunca fiz terapia, também nunca tinha parado para pensar a respeito do papel de meus pais na formação do que sou hoje, mas esse assunto me saiu como uma bela epifania.
Sou filho de pais jovens. Quando nasci, minha mãe tinha 17 anos, e meu pai, 20. E, antes que pensem bobagem, eu não vim ao mundo porque eles foram apressados e quebraram os trâmites da época. Pelo contrário, nasci conforme mandava o figurino: de pais casados e gerado um ano depois do matrimônio. Hoje, vejo uma certa graça em ter sido o primeiro filho de tão jovem casal, pois eu não percebia, mas meus pais e eu crescíamos juntos.
Meu pai lia revista em quadrinhos comigo e gargalhava como se estivesse lendo as maiores piadas do mundo. Outro dia, enquanto aguardava ser atendido em um consultório médico, resolvi folhear uma que estava no meio de cestos de revistas e não vi graça. Será que estou velho e enjoado? Já minha mãe assistia ao programa infantil da época, o Balão Mágico, e curtia ouvir, na rádio ou no nosso toca-discos, as músicas de grupos, como Trem da Alegria ou da própria Xuxa, arriscando até uma coreografia.
Do lado adulto deles, lembro que meu pai sempre foi muito organizado e exigia isso de mim e de meus irmãos. Teve formação militar, então nossas camas e quartos deviam estar sempre muito bem arrumados. Minha mãe orientava a mim e aos meus irmãos de como executar as tarefas simples da casa, por exemplo, lavar pratos, cozinhar, fazer compras... Tanto que, quando me mudei para Fortaleza, não tive dificuldade em me virar sozinho e até estranhei ver alguns amigos, já bem crescidinhos por sinal, tão dependentes de seus pais para desempenhar tarefas domésticas que, para mim, eram básicas de qualquer adulto funcional.
Meus pais eram a personificação de pais corujas e atribuo a eles eu ter uma boa autoestima. Estavam sempre aplaudindo a todos os meus talentos. No lugar de brigar por causa de alguma travessura, procuravam ver graça naquilo que eu fazia, já que eu tinha uma imaginação muito fértil, e curtiam cada descoberta de minhas variadas aptidões. Me lembro de uma situação bem peculiar. Sempre gostei das artes e desenhava e pintava com um certo talento. Meus pais se admiravam com minha capacidade de rabiscar, a olho nu, qualquer imagem em qualquer superfície. Tais aptidões me inspiravam a fazer “obras” paradoxais numa casa.
Pois bem, conseguem imaginar as paredes de um banheiro pintadas com as personagens da Turma da Mônica? Assim era o lá de casa. Um belo dia, acordei inspirado e, como um pequeno Michelangelo, resolvi “dar vida” às paredes do banheiro sem pedir permissão a ninguém. Munido de lápis de cera e canetinhas, dei início à minha inspiração. Meu pai, ao ver a “obra”, fez uma exclamação pela qual julguei que eu ia levar uma surra daquelas. Para minha surpresa, ele me pergunta o que eu tinha contra o Chico Bento, porque era o único que não estava no rol do “afresco”. Acredito que essa reação ocorreu por ainda existir nele o fogo da juventude que consegue ver graça nas situações mais toscas. Essa observação dele hoje me soa como o melhor elogio que eu recebi em toda minha vida.
Os leitores devem estar pensando que quero passar a imagem de que tive pais diferentes dos pacientes de minha amiga psicóloga. Pois digo a vocês que também tive momentos que quis culpá-los por alguma situação com qual não consegui lidar ou por um de meus comportamentos já enraizados em minha personalidade. Sou muito independente e não gosto de pedir ajuda a ninguém. E, analisando bem, esse comportamento vem devido à cobrança de eu ter que ser sempre um bom exemplo para meus irmãos, pois sou o filho mais velho. Isso fez com que eu vivesse me cobrando uma espécie de perfeição, não me permitindo falhar em qualquer situação da vida.
É quase certo que alguns adultos da minha geração concordariam que essa cobrança foi boa para mim, porque me tornou um homem forte e sem mi mi mi, diferente da geração atual que é tão criticada por não saber, muitas vezes, lidar com adversidades e frustações. Porém, confesso que essa suposta “força” me retrai a vontade de reconhecer que, às vezes, errar faz parte do aprender e que, como todo mundo, preciso de colo e cuidados.
Crescer é um processo cruel. Um dia, a gente acorda e percebe que os pais não têm todas as respostas. Que erraram tentando acertar, que o colo ficou mais raro, que a presença deles nem sempre foi do jeito que precisávamos. A maturidade tem me ajudado muito a me portar diferente em relação a vários assuntos. Ao vê-los envelhecendo, ela me deu a capacidade de colocá-los em certos lugares e de enxergá-los como seres de carne e osso, falhos como qualquer ser humano. Por isso me concentro nos acertos, lhes perdoando os vacilos e me apegando às bondades que eles fizeram e me proporcionaram.
Sei que muitos que estão lendo essa crônica não têm ou tiveram relações tão agradáveis com seus genitores, e, por favor, não pensem que estou aqui querendo invalidar as experiências de ninguém em relação a sua criação, pois sei que há pessoas que deveriam ter sido proibidas de trazer filhos ao mundo e que muitas delas foram responsáveis por prejudicá-los emocionalmente. Todavia ter o coração cheio de mágoas, em algum momento, dificulta nossa existência e pesa como uma cruz que se arrasta até o calvário ao qual nunca se chega. Além disso, essa lamentação sempre nos levará a entoar uma cantilena para justificar nossas falhas e medos. Seguir em frente é uma escolha, e acreditem, é a melhor.
Perdoar aos pais é entender que, mesmo sem saber, eles escreveram em nós as primeiras linhas da nossa história. E, ao reler essas linhas, a gente aprende a enxergar não só o erro mas também o esforço de amar com as ferramentas que tinham. Ao terminar essa crônica, me veio, sorrateiramente, um trecho da música do grande Belchior “Ainda somos e vivemos como nossos pais”. Levase um tempo, mas chega o dia que esses versos farão um grande sentido em nossa vida.
ALAN, Victor. Qual o nome de sua saudade? 1ª edição. Belo Horizonte. Editora Epopeia, 2025.
“Outro dia, enquanto aguardava ser atendido em um consultório médico [...]”
A partir da estrutura oracional do trecho demarcado no período anterior, é verdadeiro o que se descreve no item:
QUANDO SE PERDOA AOS PAIS
Outro dia saí com uma amiga psicóloga, e nossos encontros sempre rendem bons papos. Um chope aqui, um petisco ali, e a conversa vai rendendo. Tal hora lhe perguntei qual assunto era mais tratado no seu divã.
— Em terapia, um dos momentos mais marcantes é quando o paciente percebe que precisa perdoar aos pais.
A resposta me desarmou. Ficou martelando na minha cabeça. Como assim, perdoar aos pais!? Que mal os heróis infalíveis de nossa infância cometeriam para necessitassem de perdão? Bom, eu nunca fiz terapia, também nunca tinha parado para pensar a respeito do papel de meus pais na formação do que sou hoje, mas esse assunto me saiu como uma bela epifania.
Sou filho de pais jovens. Quando nasci, minha mãe tinha 17 anos, e meu pai, 20. E, antes que pensem bobagem, eu não vim ao mundo porque eles foram apressados e quebraram os trâmites da época. Pelo contrário, nasci conforme mandava o figurino: de pais casados e gerado um ano depois do matrimônio. Hoje, vejo uma certa graça em ter sido o primeiro filho de tão jovem casal, pois eu não percebia, mas meus pais e eu crescíamos juntos.
Meu pai lia revista em quadrinhos comigo e gargalhava como se estivesse lendo as maiores piadas do mundo. Outro dia, enquanto aguardava ser atendido em um consultório médico, resolvi folhear uma que estava no meio de cestos de revistas e não vi graça. Será que estou velho e enjoado? Já minha mãe assistia ao programa infantil da época, o Balão Mágico, e curtia ouvir, na rádio ou no nosso toca-discos, as músicas de grupos, como Trem da Alegria ou da própria Xuxa, arriscando até uma coreografia.
Do lado adulto deles, lembro que meu pai sempre foi muito organizado e exigia isso de mim e de meus irmãos. Teve formação militar, então nossas camas e quartos deviam estar sempre muito bem arrumados. Minha mãe orientava a mim e aos meus irmãos de como executar as tarefas simples da casa, por exemplo, lavar pratos, cozinhar, fazer compras... Tanto que, quando me mudei para Fortaleza, não tive dificuldade em me virar sozinho e até estranhei ver alguns amigos, já bem crescidinhos por sinal, tão dependentes de seus pais para desempenhar tarefas domésticas que, para mim, eram básicas de qualquer adulto funcional.
Meus pais eram a personificação de pais corujas e atribuo a eles eu ter uma boa autoestima. Estavam sempre aplaudindo a todos os meus talentos. No lugar de brigar por causa de alguma travessura, procuravam ver graça naquilo que eu fazia, já que eu tinha uma imaginação muito fértil, e curtiam cada descoberta de minhas variadas aptidões. Me lembro de uma situação bem peculiar. Sempre gostei das artes e desenhava e pintava com um certo talento. Meus pais se admiravam com minha capacidade de rabiscar, a olho nu, qualquer imagem em qualquer superfície. Tais aptidões me inspiravam a fazer “obras” paradoxais numa casa.
Pois bem, conseguem imaginar as paredes de um banheiro pintadas com as personagens da Turma da Mônica? Assim era o lá de casa. Um belo dia, acordei inspirado e, como um pequeno Michelangelo, resolvi “dar vida” às paredes do banheiro sem pedir permissão a ninguém. Munido de lápis de cera e canetinhas, dei início à minha inspiração. Meu pai, ao ver a “obra”, fez uma exclamação pela qual julguei que eu ia levar uma surra daquelas. Para minha surpresa, ele me pergunta o que eu tinha contra o Chico Bento, porque era o único que não estava no rol do “afresco”. Acredito que essa reação ocorreu por ainda existir nele o fogo da juventude que consegue ver graça nas situações mais toscas. Essa observação dele hoje me soa como o melhor elogio que eu recebi em toda minha vida.
Os leitores devem estar pensando que quero passar a imagem de que tive pais diferentes dos pacientes de minha amiga psicóloga. Pois digo a vocês que também tive momentos que quis culpá-los por alguma situação com qual não consegui lidar ou por um de meus comportamentos já enraizados em minha personalidade. Sou muito independente e não gosto de pedir ajuda a ninguém. E, analisando bem, esse comportamento vem devido à cobrança de eu ter que ser sempre um bom exemplo para meus irmãos, pois sou o filho mais velho. Isso fez com que eu vivesse me cobrando uma espécie de perfeição, não me permitindo falhar em qualquer situação da vida.
É quase certo que alguns adultos da minha geração concordariam que essa cobrança foi boa para mim, porque me tornou um homem forte e sem mi mi mi, diferente da geração atual que é tão criticada por não saber, muitas vezes, lidar com adversidades e frustações. Porém, confesso que essa suposta “força” me retrai a vontade de reconhecer que, às vezes, errar faz parte do aprender e que, como todo mundo, preciso de colo e cuidados.
Crescer é um processo cruel. Um dia, a gente acorda e percebe que os pais não têm todas as respostas. Que erraram tentando acertar, que o colo ficou mais raro, que a presença deles nem sempre foi do jeito que precisávamos. A maturidade tem me ajudado muito a me portar diferente em relação a vários assuntos. Ao vê-los envelhecendo, ela me deu a capacidade de colocá-los em certos lugares e de enxergá-los como seres de carne e osso, falhos como qualquer ser humano. Por isso me concentro nos acertos, lhes perdoando os vacilos e me apegando às bondades que eles fizeram e me proporcionaram.
Sei que muitos que estão lendo essa crônica não têm ou tiveram relações tão agradáveis com seus genitores, e, por favor, não pensem que estou aqui querendo invalidar as experiências de ninguém em relação a sua criação, pois sei que há pessoas que deveriam ter sido proibidas de trazer filhos ao mundo e que muitas delas foram responsáveis por prejudicá-los emocionalmente. Todavia ter o coração cheio de mágoas, em algum momento, dificulta nossa existência e pesa como uma cruz que se arrasta até o calvário ao qual nunca se chega. Além disso, essa lamentação sempre nos levará a entoar uma cantilena para justificar nossas falhas e medos. Seguir em frente é uma escolha, e acreditem, é a melhor.
Perdoar aos pais é entender que, mesmo sem saber, eles escreveram em nós as primeiras linhas da nossa história. E, ao reler essas linhas, a gente aprende a enxergar não só o erro mas também o esforço de amar com as ferramentas que tinham. Ao terminar essa crônica, me veio, sorrateiramente, um trecho da música do grande Belchior “Ainda somos e vivemos como nossos pais”. Levase um tempo, mas chega o dia que esses versos farão um grande sentido em nossa vida.
ALAN, Victor. Qual o nome de sua saudade? 1ª edição. Belo Horizonte. Editora Epopeia, 2025.
Sobre a regência do verbo ressaltado, no contexto do período que segue, é verdadeiro afirmar que
“Tal hora lhe perguntei qual assunto era mais tratado no seu divã.”
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Literatura de jornal (o que é a crônica)
Artur da Távola
A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.
Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:
É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.
É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.
A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.
É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.
Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.
Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. “Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.”
Trata-se de um trecho composto por frases __________ que apresentam o elemento de ligação “como”, de natureza __________, introduzindo o sentido de __________.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Literatura de jornal (o que é a crônica)
Artur da Távola
A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.
Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:
É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.
É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.
A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.
É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.
Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.
Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Literatura de jornal (o que é a crônica)
Artur da Távola
A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.
Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:
É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.
É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.
A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.
É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.
Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.
Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Literatura de jornal (o que é a crônica)
Artur da Távola
A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.
Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:
É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.
É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.
A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.
É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.
Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.
Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Literatura de jornal (o que é a crônica)
Artur da Távola
A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.
Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:
É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.
É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.
A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.
É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.
Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.
Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.
“Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir.”
As palavras destacadas introduzem termos ou orações, respectivamente, com os sentidos de
Texto para a questão:
Bambu japonês
(Ramires Linhares)
Conhece o bambu japonês, meu leitor, minha leitora? Essa planta tem uma história curiosa e cheia de ensinamentos.
Quando a semente é plantada, nada de espetacular acontece à primeira vista. Durante os primeiros cinco, seis anos, a planta concentra toda a sua energia no desenvolvimento das raízes. Elas crescem profundamente, criando uma base forte para sustentar o que virá depois. Nesse período, quem olha de fora pode até achar que “não deu certo”.
Quando o bambu finalmente rompe a terra, ele pode crescer vários metros em poucas semanas. Em algumas espécies, chega a quase um metro por dia. Todo aquele tempo “parado” era, na verdade, um investimento silencioso para garantir que, quando viesse a hora, o crescimento fosse firme, saudável e duradouro.
E tem mais: depois que atinge sua altura, o bambu continua sendo uma planta resistente e flexível. Ele é usado para construir casas, móveis, artesanatos e até como alimento, pois seus brotos são comestíveis. Ele é fino, mas incrivelmente forte, justamente por causa de suas raízes.
Isso rende uma boa metáfora, não?
Na vida, hoje está difícil vermos pessoas “bambus”. Todos querem resultados ontem: dieta na segunda, barriga tanquinho na terça; abrir um negócio hoje e ficar rico amanhã; postar um vídeo mequetrefe e colher likes na hora.
Mas, se pensarmos bem, pode haver um pouco desse bambu na gente. Quantas vezes estamos ali, batalhando, estudando, levando umas porradas e nada parece acontecer? Pois é. Pode ser o nosso “período raiz” agindo, invisível, fundamental.
Quando chega a hora certa, assim como o bambu, a gente cresce de um jeito surpreendente. É quando o mundo olha e diz: “Nossa, foi de repente!”.
De repente, nada! Foram anos de raiz, de espera e de café forte para aguentar.
Perseverança é isso: acreditar que, no fundo (da terra ou do coração), algo bom está se preparando para florescer.
Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/bambu-japones-37483
Dado o excerto:
“Conhece o bambu japonês, meu leitor, minha leitora?”
O termo em destaque cumpre a função sintática de:
Texto para a questão:
Bambu japonês
(Ramires Linhares)
Conhece o bambu japonês, meu leitor, minha leitora? Essa planta tem uma história curiosa e cheia de ensinamentos.
Quando a semente é plantada, nada de espetacular acontece à primeira vista. Durante os primeiros cinco, seis anos, a planta concentra toda a sua energia no desenvolvimento das raízes. Elas crescem profundamente, criando uma base forte para sustentar o que virá depois. Nesse período, quem olha de fora pode até achar que “não deu certo”.
Quando o bambu finalmente rompe a terra, ele pode crescer vários metros em poucas semanas. Em algumas espécies, chega a quase um metro por dia. Todo aquele tempo “parado” era, na verdade, um investimento silencioso para garantir que, quando viesse a hora, o crescimento fosse firme, saudável e duradouro.
E tem mais: depois que atinge sua altura, o bambu continua sendo uma planta resistente e flexível. Ele é usado para construir casas, móveis, artesanatos e até como alimento, pois seus brotos são comestíveis. Ele é fino, mas incrivelmente forte, justamente por causa de suas raízes.
Isso rende uma boa metáfora, não?
Na vida, hoje está difícil vermos pessoas “bambus”. Todos querem resultados ontem: dieta na segunda, barriga tanquinho na terça; abrir um negócio hoje e ficar rico amanhã; postar um vídeo mequetrefe e colher likes na hora.
Mas, se pensarmos bem, pode haver um pouco desse bambu na gente. Quantas vezes estamos ali, batalhando, estudando, levando umas porradas e nada parece acontecer? Pois é. Pode ser o nosso “período raiz” agindo, invisível, fundamental.
Quando chega a hora certa, assim como o bambu, a gente cresce de um jeito surpreendente. É quando o mundo olha e diz: “Nossa, foi de repente!”.
De repente, nada! Foram anos de raiz, de espera e de café forte para aguentar.
Perseverança é isso: acreditar que, no fundo (da terra ou do coração), algo bom está se preparando para florescer.
Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/bambu-japones-37483
Dado o excerto:
“Ele é fino, mas incrivelmente forte (...).”
A conjunção destacada evidencia a ideia de:
I. Em: “Estima-se que cerca de 40 mil toneladas de tecido são descartadas anualmente no deserto do Atacama” (2º parágrafo), a oração sublinhada é subordinada substantiva subjetiva. A mesma classificação pode ser atribuída em: “É preciso que o poder público [...] ofereça possibilidades de tratamento e reinserção dessa sobra têxtil” (3º parágrafo).
II. Em: “Conforme dados do Residômetro Têxtil”, caso seja acrescentado o verbo “indicam” logo após a palavra sublinhada, tem-se uma oração subordinada adverbial conformativa.
III. Em: “O Brasil é [...] o último país que ainda contém a cadeia completa”, a oração sublinhada é subordinada adverbial consecutiva.
Está CORRETO o que se afirma:
• “Segundo ela, no Brasil, a questão é, também, um problema.” (2º parágrafo)
• “Ainda que vigore a política nacional de resíduos sólidos, hoje, no Brasil, não temos soluções institucionalizadas para o descarte têxtil.” (3º parágrafo)
• “Ou seja, esse é um tema essencial quando falamos de economia brasileira [...].” (5º parágrafo)
• “Se, realmente, tratar-se de resíduo têxtil, o material pode ser deixado em pontos de coleta.” (8º parágrafo)
Nos fragmentos, os elementos linguísticos sublinhados indicam, CORRETA e respectivamente, as ideias de: