Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3754566 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


Internet: <desenbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

No trecho “‘Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo’”, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso a palavra “pois” fosse substituída por 
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Q3754564 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


Internet: <desenbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

Na oração “o organismo ataca células do coração”, o sujeito é
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Q3754561 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


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Na oração “A incidência de doenças autoimunes tem aumentado.”, a locução verbal “tem aumentado” poderia ser substituída, com manutenção da correção gramatical e do sentido original do texto, por  
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Q3754560 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


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Na frase “As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.”, a conjunção “mas” indica uma circunstância de
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Q3754558 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


Internet: <desenbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

Na oração “O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo”, a forma verbal “deixa” faz concordância com a palavra
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Q3754556 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


Internet: <desenbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

No período “Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe.”, a expressão “em que” poderia ser substituída, mantendo‑se a correção gramatical e o sentido original, por
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Q3754370 Português
Texto para a questão.


    A mentira existe desde o começo da civilização. O uso político da maledicência também não é novidade dos nossos tempos. Na Roma Antiga, por volta de 33 a.C., Otaviano empreendeu uma campanha difamatória contra Marco Antônio, colocando sua lealdade à Roma em dúvida por causa do amor dele por Cleópatra. O casal, por sua vez, contra‑atacou questionando as origens de Otaviano, porque ele era parente de Júlio César apenas por parte de mãe. Até moedas foram cunhadas por Otaviano e Marco Antônio, cada uma com imagens que os favoreciam nesse esforço de propaganda.

    O que mudou nos últimos anos, depois da explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de difusão de mentiras, que passaram a ser chamadas de fake news (notícias falsas) e desinformação. Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais, de acordo com os estudiosos do assunto e as instituições que os utilizam.

    Segundo Eugênio Bucci, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, “fake news é a falsificação da forma notícia. Parece ser uma notícia jornalística, mas não é”. O professor defende que não se deve usar a expressão como sinônimo de mentira. “Fake news são um tipo historicamente datado de mentira. São uma criação do século XXI, que frauda a forma notícia a partir das plataformas sociais e das tecnologias digitais que favorecem a difusão massiva de enunciados”, explica. “As fake news não existem desde sempre.”

    Já a palavra “desinformação” tem um sentido mais amplo, que abarca as diferentes formas de difusão de informações mentirosas pela internet. Em inglês, há três palavras para o fenômeno: disinformation, para informações falsas criadas com a intenção de causar dano; misinformation, para informações erradas divulgadas sem o objetivo de causar dano; e malinformation, para informações corretas, mas divulgadas de forma descontextualizada com o propósito de causar dano.


Internet: <tre‑go.jus.br> (com adaptações).
Uma palavra adequada para caracterizar o substantivo “notícias”, em termos de concordância, é 
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Q3754321 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cinco alimentos fáceis de trocar na sua dieta para melhorar a saúde intestinal


Nas redes sociais e nas prateleiras dos supermercados, multiplicam-se produtos que prometem melhorar a saúde intestinal. O interesse pelo tema cresceu à medida que a ciência passou a destacar a importância da microbiota — o conjunto de trilhões de micro-organismos que vivem no sistema digestivo e influenciam diversos aspectos da saúde, como digestão, imunidade, sono e até o humor.

Manter o intestino saudável depende de uma combinação equilibrada entre bactérias benéficas e alimentos ricos em fibras, consumidos em quantidade adequada para garantir o bom funcionamento do organismo. Assim, cuidar da microbiota é mais simples do que parece: basta fornecer aos micróbios os alimentos certos.

Em vez de gastar dinheiro com suplementos ou produtos ultraprocessados que prometem efeitos probióticos, é possível adotar substituições simples e eficazes no dia a dia. A seguir, cinco trocas alimentares recomendadas para favorecer a saúde intestinal:

Substitua batatas fritas por pipoca. A pipoca é um grão integral com alto teor de fibras que nutrem as bactérias benéficas do intestino. Além disso, é mais leve e menos processada que as batatas fritas industrializadas. 

Substitua doces por frutas secas. Essa mudança parece difícil, especialmente para quem aprecia açúcar. No entanto, damascos, uvas passas e tâmaras oferecem doçura natural, fibras e vitaminas que favorecem o equilíbrio intestinal e ajudam a manter os níveis de energia estáveis.

Adicione lentilhas ou grão-de-bico à bolonhesa. As leguminosas são excelentes fontes de fibras prebióticas, que servem de alimento para os micróbios do intestino. Elas também aumentam o valor nutritivo da refeição, acrescentando textura e proteínas vegetais — uma alternativa saudável para reduzir o consumo de carne sem perder sabor.

Prefira castanhas naturais em vez das aromatizadas. As versões com aromatizantes geralmente contêm excesso de sal e açúcar. Já as castanhas naturais oferecem gorduras boas e fibras, sem aditivos que prejudiquem o equilíbrio intestinal.

Há, evidentemente, outros alimentos que também contribuem para a saúde intestinal, como o kombucha e os alimentos fermentados, entre eles o kimchi e o chucrute. No entanto, não é necessário exagerar na busca por opções específicas ou caras.

O essencial é manter uma alimentação variada, composta por alimentos integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. Quanto aos suplementos e bebidas probióticas, o conselho é de cautela: ainda não existem evidências científicas sólidas que comprovem seus benefícios, e muitos desses produtos têm custo elevado, sem garantias de eficácia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2pg9d9839o.adaptado.
Damascos, uvas passas e tâmaras oferecem doçura natural, fibras e vitaminas.

De acordo com a classificação dos predicados, é correto afirmar que, na oração apresentada:
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Q3754320 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cinco alimentos fáceis de trocar na sua dieta para melhorar a saúde intestinal


Nas redes sociais e nas prateleiras dos supermercados, multiplicam-se produtos que prometem melhorar a saúde intestinal. O interesse pelo tema cresceu à medida que a ciência passou a destacar a importância da microbiota — o conjunto de trilhões de micro-organismos que vivem no sistema digestivo e influenciam diversos aspectos da saúde, como digestão, imunidade, sono e até o humor.

Manter o intestino saudável depende de uma combinação equilibrada entre bactérias benéficas e alimentos ricos em fibras, consumidos em quantidade adequada para garantir o bom funcionamento do organismo. Assim, cuidar da microbiota é mais simples do que parece: basta fornecer aos micróbios os alimentos certos.

Em vez de gastar dinheiro com suplementos ou produtos ultraprocessados que prometem efeitos probióticos, é possível adotar substituições simples e eficazes no dia a dia. A seguir, cinco trocas alimentares recomendadas para favorecer a saúde intestinal:

Substitua batatas fritas por pipoca. A pipoca é um grão integral com alto teor de fibras que nutrem as bactérias benéficas do intestino. Além disso, é mais leve e menos processada que as batatas fritas industrializadas. 

Substitua doces por frutas secas. Essa mudança parece difícil, especialmente para quem aprecia açúcar. No entanto, damascos, uvas passas e tâmaras oferecem doçura natural, fibras e vitaminas que favorecem o equilíbrio intestinal e ajudam a manter os níveis de energia estáveis.

Adicione lentilhas ou grão-de-bico à bolonhesa. As leguminosas são excelentes fontes de fibras prebióticas, que servem de alimento para os micróbios do intestino. Elas também aumentam o valor nutritivo da refeição, acrescentando textura e proteínas vegetais — uma alternativa saudável para reduzir o consumo de carne sem perder sabor.

Prefira castanhas naturais em vez das aromatizadas. As versões com aromatizantes geralmente contêm excesso de sal e açúcar. Já as castanhas naturais oferecem gorduras boas e fibras, sem aditivos que prejudiquem o equilíbrio intestinal.

Há, evidentemente, outros alimentos que também contribuem para a saúde intestinal, como o kombucha e os alimentos fermentados, entre eles o kimchi e o chucrute. No entanto, não é necessário exagerar na busca por opções específicas ou caras.

O essencial é manter uma alimentação variada, composta por alimentos integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. Quanto aos suplementos e bebidas probióticas, o conselho é de cautela: ainda não existem evidências científicas sólidas que comprovem seus benefícios, e muitos desses produtos têm custo elevado, sem garantias de eficácia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2pg9d9839o.adaptado.
"Nas redes sociais e nas prateleiras dos supermercados, multiplicam-se produtos" que prometem melhorar a saúde intestinal. Sintaticamente, é correto afirmar que, na oração destacada:
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Q3754318 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cinco alimentos fáceis de trocar na sua dieta para melhorar a saúde intestinal


Nas redes sociais e nas prateleiras dos supermercados, multiplicam-se produtos que prometem melhorar a saúde intestinal. O interesse pelo tema cresceu à medida que a ciência passou a destacar a importância da microbiota — o conjunto de trilhões de micro-organismos que vivem no sistema digestivo e influenciam diversos aspectos da saúde, como digestão, imunidade, sono e até o humor.

Manter o intestino saudável depende de uma combinação equilibrada entre bactérias benéficas e alimentos ricos em fibras, consumidos em quantidade adequada para garantir o bom funcionamento do organismo. Assim, cuidar da microbiota é mais simples do que parece: basta fornecer aos micróbios os alimentos certos.

Em vez de gastar dinheiro com suplementos ou produtos ultraprocessados que prometem efeitos probióticos, é possível adotar substituições simples e eficazes no dia a dia. A seguir, cinco trocas alimentares recomendadas para favorecer a saúde intestinal:

Substitua batatas fritas por pipoca. A pipoca é um grão integral com alto teor de fibras que nutrem as bactérias benéficas do intestino. Além disso, é mais leve e menos processada que as batatas fritas industrializadas. 

Substitua doces por frutas secas. Essa mudança parece difícil, especialmente para quem aprecia açúcar. No entanto, damascos, uvas passas e tâmaras oferecem doçura natural, fibras e vitaminas que favorecem o equilíbrio intestinal e ajudam a manter os níveis de energia estáveis.

Adicione lentilhas ou grão-de-bico à bolonhesa. As leguminosas são excelentes fontes de fibras prebióticas, que servem de alimento para os micróbios do intestino. Elas também aumentam o valor nutritivo da refeição, acrescentando textura e proteínas vegetais — uma alternativa saudável para reduzir o consumo de carne sem perder sabor.

Prefira castanhas naturais em vez das aromatizadas. As versões com aromatizantes geralmente contêm excesso de sal e açúcar. Já as castanhas naturais oferecem gorduras boas e fibras, sem aditivos que prejudiquem o equilíbrio intestinal.

Há, evidentemente, outros alimentos que também contribuem para a saúde intestinal, como o kombucha e os alimentos fermentados, entre eles o kimchi e o chucrute. No entanto, não é necessário exagerar na busca por opções específicas ou caras.

O essencial é manter uma alimentação variada, composta por alimentos integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. Quanto aos suplementos e bebidas probióticas, o conselho é de cautela: ainda não existem evidências científicas sólidas que comprovem seus benefícios, e muitos desses produtos têm custo elevado, sem garantias de eficácia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2pg9d9839o.adaptado.
As versões com aromatizantes geralmente contêm excesso de sal e açúcar. Sintaticamente, é correto afirmar que, na oração apresentada:
Alternativas
Q3754316 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cinco alimentos fáceis de trocar na sua dieta para melhorar a saúde intestinal


Nas redes sociais e nas prateleiras dos supermercados, multiplicam-se produtos que prometem melhorar a saúde intestinal. O interesse pelo tema cresceu à medida que a ciência passou a destacar a importância da microbiota — o conjunto de trilhões de micro-organismos que vivem no sistema digestivo e influenciam diversos aspectos da saúde, como digestão, imunidade, sono e até o humor.

Manter o intestino saudável depende de uma combinação equilibrada entre bactérias benéficas e alimentos ricos em fibras, consumidos em quantidade adequada para garantir o bom funcionamento do organismo. Assim, cuidar da microbiota é mais simples do que parece: basta fornecer aos micróbios os alimentos certos.

Em vez de gastar dinheiro com suplementos ou produtos ultraprocessados que prometem efeitos probióticos, é possível adotar substituições simples e eficazes no dia a dia. A seguir, cinco trocas alimentares recomendadas para favorecer a saúde intestinal:

Substitua batatas fritas por pipoca. A pipoca é um grão integral com alto teor de fibras que nutrem as bactérias benéficas do intestino. Além disso, é mais leve e menos processada que as batatas fritas industrializadas. 

Substitua doces por frutas secas. Essa mudança parece difícil, especialmente para quem aprecia açúcar. No entanto, damascos, uvas passas e tâmaras oferecem doçura natural, fibras e vitaminas que favorecem o equilíbrio intestinal e ajudam a manter os níveis de energia estáveis.

Adicione lentilhas ou grão-de-bico à bolonhesa. As leguminosas são excelentes fontes de fibras prebióticas, que servem de alimento para os micróbios do intestino. Elas também aumentam o valor nutritivo da refeição, acrescentando textura e proteínas vegetais — uma alternativa saudável para reduzir o consumo de carne sem perder sabor.

Prefira castanhas naturais em vez das aromatizadas. As versões com aromatizantes geralmente contêm excesso de sal e açúcar. Já as castanhas naturais oferecem gorduras boas e fibras, sem aditivos que prejudiquem o equilíbrio intestinal.

Há, evidentemente, outros alimentos que também contribuem para a saúde intestinal, como o kombucha e os alimentos fermentados, entre eles o kimchi e o chucrute. No entanto, não é necessário exagerar na busca por opções específicas ou caras.

O essencial é manter uma alimentação variada, composta por alimentos integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. Quanto aos suplementos e bebidas probióticas, o conselho é de cautela: ainda não existem evidências científicas sólidas que comprovem seus benefícios, e muitos desses produtos têm custo elevado, sem garantias de eficácia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2pg9d9839o.adaptado.
O intestino saudável depende de uma combinação equilibrada entre bactérias benéficas e alimentos ricos em fibras.

Sintaticamente, é correto afirmar que, na oração apresentada:
Alternativas
Q3754314 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cinco alimentos fáceis de trocar na sua dieta para melhorar a saúde intestinal


Nas redes sociais e nas prateleiras dos supermercados, multiplicam-se produtos que prometem melhorar a saúde intestinal. O interesse pelo tema cresceu à medida que a ciência passou a destacar a importância da microbiota — o conjunto de trilhões de micro-organismos que vivem no sistema digestivo e influenciam diversos aspectos da saúde, como digestão, imunidade, sono e até o humor.

Manter o intestino saudável depende de uma combinação equilibrada entre bactérias benéficas e alimentos ricos em fibras, consumidos em quantidade adequada para garantir o bom funcionamento do organismo. Assim, cuidar da microbiota é mais simples do que parece: basta fornecer aos micróbios os alimentos certos.

Em vez de gastar dinheiro com suplementos ou produtos ultraprocessados que prometem efeitos probióticos, é possível adotar substituições simples e eficazes no dia a dia. A seguir, cinco trocas alimentares recomendadas para favorecer a saúde intestinal:

Substitua batatas fritas por pipoca. A pipoca é um grão integral com alto teor de fibras que nutrem as bactérias benéficas do intestino. Além disso, é mais leve e menos processada que as batatas fritas industrializadas. 

Substitua doces por frutas secas. Essa mudança parece difícil, especialmente para quem aprecia açúcar. No entanto, damascos, uvas passas e tâmaras oferecem doçura natural, fibras e vitaminas que favorecem o equilíbrio intestinal e ajudam a manter os níveis de energia estáveis.

Adicione lentilhas ou grão-de-bico à bolonhesa. As leguminosas são excelentes fontes de fibras prebióticas, que servem de alimento para os micróbios do intestino. Elas também aumentam o valor nutritivo da refeição, acrescentando textura e proteínas vegetais — uma alternativa saudável para reduzir o consumo de carne sem perder sabor.

Prefira castanhas naturais em vez das aromatizadas. As versões com aromatizantes geralmente contêm excesso de sal e açúcar. Já as castanhas naturais oferecem gorduras boas e fibras, sem aditivos que prejudiquem o equilíbrio intestinal.

Há, evidentemente, outros alimentos que também contribuem para a saúde intestinal, como o kombucha e os alimentos fermentados, entre eles o kimchi e o chucrute. No entanto, não é necessário exagerar na busca por opções específicas ou caras.

O essencial é manter uma alimentação variada, composta por alimentos integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. Quanto aos suplementos e bebidas probióticas, o conselho é de cautela: ainda não existem evidências científicas sólidas que comprovem seus benefícios, e muitos desses produtos têm custo elevado, sem garantias de eficácia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2pg9d9839o.adaptado.
As leguminosas são excelentes fontes de fibras prebióticas, que "servem" de alimento para os micróbios do intestino.

De acordo com as regras de regência verbal, é correto afirmar que o verbo destacado é:
Alternativas
Q3754222 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como descobrir se o vídeo que você está vendo é real ou gerado por IA


Nos últimos meses, os geradores de vídeo baseados em inteligência artificial evoluíram a tal ponto que a confiança nas imagens captadas por câmeras começa a se abalar. O cenário inevitável é o de um público cada vez mais desconfiado: enganado repetidas vezes, o espectador passará a questionar tudo o que vê.

Por enquanto, ainda é possível identificar alguns sinais de que um vídeo pode não ser real. Um dos principais é a baixa qualidade da imagem: filmagens borradas, granuladas ou pixeladas podem indicar o uso de IA. Segundo o professor Hany Farid, da Universidade da Califórnia em Berkeley, especialista em forense digital, esse é um dos primeiros aspectos a observar.

As ferramentas de vídeo com IA continuarão a se aperfeiçoar, e esse tipo de orientação logo se tornará obsoleto. Ainda assim, por ora, vale a pena usá-la para evitar cair em vídeos falsos. O professor Matthew Stamm, da Universidade Drexel, lembra que imagens de má qualidade não são necessariamente falsas, mas que vídeos de IA costumam recorrer a essa aparência para disfarçar falhas visuais.

Esses vídeos apresentam inconsistências sutis — texturas de pele excessivamente lisas, padrões irregulares em cabelos ou roupas e movimentos improváveis de pequenos objetos. Quanto mais nítida a imagem, maiores as chances de perceber esses detalhes. Por isso, vídeos supostamente gravados por câmeras antigas ou de segurança podem esconder imperfeições típicas da IA.

Nos últimos meses, diversos vídeos gerados por IA enganaram milhões de pessoas. Um deles mostrava coelhos saltando sobre um trampolim; outro, um casal se apaixonando no metrô de Nova York; e um terceiro, um pastor pregando contra bilionários — todos falsos. Em comum, tinham a aparência amadora e a baixa resolução.

Hany Farid afirma que há três fatores essenciais para desconfiar: resolução, qualidade e duração. Os vídeos de IA costumam ser curtos — geralmente entre seis e dez segundos — porque sua produção é cara e mais propensa a falhas em trechos longos. Além disso, a baixa qualidade e a compressão propositais das imagens ajudam a mascarar os indícios de falsificação.

Enquanto isso, as grandes empresas de tecnologia investem bilhões para tornar a IA cada vez mais realista. De acordo com Stamm, as falhas visuais que hoje servem de pista tendem a desaparecer em pouco tempo. Ainda assim, os especialistas acreditam que novas técnicas de autenticação ajudarão a distinguir o que é real do que é criado artificialmente.

Farid e Stamm explicam que vídeos gerados ou modificados deixam rastros invisíveis — impressões digitais que podem ser detectadas com ferramentas estatísticas. Além disso, câmeras e programas de IA poderão, em breve, incorporar informações de origem diretamente nos arquivos, facilitando a verificação da autenticidade.

No passado, imagens e vídeos pareciam provas incontestáveis; hoje, podem ser facilmente manipulados. O essencial passa a ser quem criou o conteúdo, de onde ele veio e se foi verificado por fontes confiáveis. Trata-se, segundo Stamm, de um dos maiores desafios da segurança da informação no século atual — um problema recente, mas que mobiliza um número crescente de pesquisadores e profissionais em busca de soluções conjuntas entre tecnologia, educação e políticas públicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz0xp8p5vzmo.adaptado
O professor Matthew Stamm, "da Universidade Drexel", lembra que imagens de má qualidade não são necessariamente falsas.

Sintaticamente, o termo destacado trata-se de: 
Alternativas
Q3754221 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como descobrir se o vídeo que você está vendo é real ou gerado por IA


Nos últimos meses, os geradores de vídeo baseados em inteligência artificial evoluíram a tal ponto que a confiança nas imagens captadas por câmeras começa a se abalar. O cenário inevitável é o de um público cada vez mais desconfiado: enganado repetidas vezes, o espectador passará a questionar tudo o que vê.

Por enquanto, ainda é possível identificar alguns sinais de que um vídeo pode não ser real. Um dos principais é a baixa qualidade da imagem: filmagens borradas, granuladas ou pixeladas podem indicar o uso de IA. Segundo o professor Hany Farid, da Universidade da Califórnia em Berkeley, especialista em forense digital, esse é um dos primeiros aspectos a observar.

As ferramentas de vídeo com IA continuarão a se aperfeiçoar, e esse tipo de orientação logo se tornará obsoleto. Ainda assim, por ora, vale a pena usá-la para evitar cair em vídeos falsos. O professor Matthew Stamm, da Universidade Drexel, lembra que imagens de má qualidade não são necessariamente falsas, mas que vídeos de IA costumam recorrer a essa aparência para disfarçar falhas visuais.

Esses vídeos apresentam inconsistências sutis — texturas de pele excessivamente lisas, padrões irregulares em cabelos ou roupas e movimentos improváveis de pequenos objetos. Quanto mais nítida a imagem, maiores as chances de perceber esses detalhes. Por isso, vídeos supostamente gravados por câmeras antigas ou de segurança podem esconder imperfeições típicas da IA.

Nos últimos meses, diversos vídeos gerados por IA enganaram milhões de pessoas. Um deles mostrava coelhos saltando sobre um trampolim; outro, um casal se apaixonando no metrô de Nova York; e um terceiro, um pastor pregando contra bilionários — todos falsos. Em comum, tinham a aparência amadora e a baixa resolução.

Hany Farid afirma que há três fatores essenciais para desconfiar: resolução, qualidade e duração. Os vídeos de IA costumam ser curtos — geralmente entre seis e dez segundos — porque sua produção é cara e mais propensa a falhas em trechos longos. Além disso, a baixa qualidade e a compressão propositais das imagens ajudam a mascarar os indícios de falsificação.

Enquanto isso, as grandes empresas de tecnologia investem bilhões para tornar a IA cada vez mais realista. De acordo com Stamm, as falhas visuais que hoje servem de pista tendem a desaparecer em pouco tempo. Ainda assim, os especialistas acreditam que novas técnicas de autenticação ajudarão a distinguir o que é real do que é criado artificialmente.

Farid e Stamm explicam que vídeos gerados ou modificados deixam rastros invisíveis — impressões digitais que podem ser detectadas com ferramentas estatísticas. Além disso, câmeras e programas de IA poderão, em breve, incorporar informações de origem diretamente nos arquivos, facilitando a verificação da autenticidade.

No passado, imagens e vídeos pareciam provas incontestáveis; hoje, podem ser facilmente manipulados. O essencial passa a ser quem criou o conteúdo, de onde ele veio e se foi verificado por fontes confiáveis. Trata-se, segundo Stamm, de um dos maiores desafios da segurança da informação no século atual — um problema recente, mas que mobiliza um número crescente de pesquisadores e profissionais em busca de soluções conjuntas entre tecnologia, educação e políticas públicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz0xp8p5vzmo.adaptado
Vídeos supostamente gravados por câmeras antigas ou de segurança podem esconder imperfeições típicas da IA, "que revelam o uso da tecnologia."

O termo destacado na frase trata-se de uma oração subordinada: 
Alternativas
Q3754219 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como descobrir se o vídeo que você está vendo é real ou gerado por IA


Nos últimos meses, os geradores de vídeo baseados em inteligência artificial evoluíram a tal ponto que a confiança nas imagens captadas por câmeras começa a se abalar. O cenário inevitável é o de um público cada vez mais desconfiado: enganado repetidas vezes, o espectador passará a questionar tudo o que vê.

Por enquanto, ainda é possível identificar alguns sinais de que um vídeo pode não ser real. Um dos principais é a baixa qualidade da imagem: filmagens borradas, granuladas ou pixeladas podem indicar o uso de IA. Segundo o professor Hany Farid, da Universidade da Califórnia em Berkeley, especialista em forense digital, esse é um dos primeiros aspectos a observar.

As ferramentas de vídeo com IA continuarão a se aperfeiçoar, e esse tipo de orientação logo se tornará obsoleto. Ainda assim, por ora, vale a pena usá-la para evitar cair em vídeos falsos. O professor Matthew Stamm, da Universidade Drexel, lembra que imagens de má qualidade não são necessariamente falsas, mas que vídeos de IA costumam recorrer a essa aparência para disfarçar falhas visuais.

Esses vídeos apresentam inconsistências sutis — texturas de pele excessivamente lisas, padrões irregulares em cabelos ou roupas e movimentos improváveis de pequenos objetos. Quanto mais nítida a imagem, maiores as chances de perceber esses detalhes. Por isso, vídeos supostamente gravados por câmeras antigas ou de segurança podem esconder imperfeições típicas da IA.

Nos últimos meses, diversos vídeos gerados por IA enganaram milhões de pessoas. Um deles mostrava coelhos saltando sobre um trampolim; outro, um casal se apaixonando no metrô de Nova York; e um terceiro, um pastor pregando contra bilionários — todos falsos. Em comum, tinham a aparência amadora e a baixa resolução.

Hany Farid afirma que há três fatores essenciais para desconfiar: resolução, qualidade e duração. Os vídeos de IA costumam ser curtos — geralmente entre seis e dez segundos — porque sua produção é cara e mais propensa a falhas em trechos longos. Além disso, a baixa qualidade e a compressão propositais das imagens ajudam a mascarar os indícios de falsificação.

Enquanto isso, as grandes empresas de tecnologia investem bilhões para tornar a IA cada vez mais realista. De acordo com Stamm, as falhas visuais que hoje servem de pista tendem a desaparecer em pouco tempo. Ainda assim, os especialistas acreditam que novas técnicas de autenticação ajudarão a distinguir o que é real do que é criado artificialmente.

Farid e Stamm explicam que vídeos gerados ou modificados deixam rastros invisíveis — impressões digitais que podem ser detectadas com ferramentas estatísticas. Além disso, câmeras e programas de IA poderão, em breve, incorporar informações de origem diretamente nos arquivos, facilitando a verificação da autenticidade.

No passado, imagens e vídeos pareciam provas incontestáveis; hoje, podem ser facilmente manipulados. O essencial passa a ser quem criou o conteúdo, de onde ele veio e se foi verificado por fontes confiáveis. Trata-se, segundo Stamm, de um dos maiores desafios da segurança da informação no século atual — um problema recente, mas que mobiliza um número crescente de pesquisadores e profissionais em busca de soluções conjuntas entre tecnologia, educação e políticas públicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz0xp8p5vzmo.adaptado
Essas falhas podem desaparecer em pouco tempo, "ou" novas técnicas de autenticação ajudarão a distinguir o real do artificial.

De acordo com a relação estabelecida entre as orações, é correto afirmar que o conectivo destacado expressa:
Alternativas
Q3754208 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Plano Nacional de Educação 2025-2035: relação entre financiamento e política nacional para o Ensino Médio 


O debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025-2035) ganha relevância diante do fim do ciclo do PNE 2014-2024 e das lacunas persistentes no sistema educacional brasileiro. O artigo analisa a articulação entre financiamento e políticas públicas, tomando o Ensino Médio como eixo central para refletir sobre o futuro da educação pública no país.

A consolidação de uma política nacional de Ensino Médio, segundo os autores, exige superar a fragmentação histórica das ações governamentais e fortalecer a presença do Estado como garantidor do direito à educação. A experiência recente revela que, embora o acesso tenha se ampliado, as desigualdades permanecem expressivas, especialmente nas escolas públicas e entre jovens de baixa renda. A falta de continuidade e de coerência entre as políticas educacionais tem comprometido a efetividade das reformas, que frequentemente reproduzem orientações de organismos internacionais sem considerar as especificidades sociais e culturais brasileiras.

O texto discute criticamente o papel dessas influências externas na definição das diretrizes para o Ensino Médio. Organismos multilaterais, como o Banco Mundial e a OCDE, têm impulsionado reformas baseadas em parâmetros de eficiência econômica, avaliação padronizada e parcerias público-privadas. Tais orientações priorizam a formação de mão de obra ajustada ao mercado, em detrimento de uma educação crítica e emancipadora. Para os autores, esse modelo reduz o papel da escola pública a uma função meramente instrumental, desconsiderando a formação integral do sujeito.

No contexto brasileiro, a reforma do Ensino Médio de 2017 exemplifica essa lógica: implementada de forma acelerada e sem amplo debate, ela ampliou a carga horária e introduziu itinerários formativos, mas sem garantir o financiamento necessário à infraestrutura e à formação docente. Em muitas redes estaduais, as mudanças ocorreram sem condições materiais adequadas, o que reforçou desigualdades já existentes. O artigo alerta que uma política educacional não se sustenta sem investimento público consistente e planejamento de longo prazo.

A análise destaca, ainda, o papel estratégico da meta 20 do PNE 2014-2024, que previa elevar progressivamente o investimento público em educação até atingir o equivalente a 10 % do PIB. A não concretização dessa meta comprometeu outras, como a valorização do magistério, a expansão da oferta de vagas e a melhoria da qualidade do ensino. O novo PNE, portanto, deve retomar o debate sobre financiamento, assegurando que os recursos sejam vinculados a metas factíveis e acompanhados de mecanismos de monitoramento e transparência.

Os autores defendem que o financiamento é a condição material para qualquer avanço educacional. Sem recursos adequados, as políticas de currículo, avaliação e formação docente tornam-se meramente simbólicas. O investimento público precisa ser entendido como compromisso político e não apenas contábil, uma vez que a educação é um direito social e um elemento estruturante da democracia.

O texto conclui que o futuro da educação brasileira dependerá da capacidade de articular uma política nacional de Ensino Médio que seja democrática, inclusiva e sustentada por financiamento estável. É necessário reorientar o planejamento educacional para além da lógica mercadológica, valorizando a escola pública como espaço de emancipação e cidadania. O PNE 2025-2035 representa, portanto, uma oportunidade de reconstrução de um projeto de nação que tenha a educação como eixo de desenvolvimento humano e social.


Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar/article/download/95702/75695/441393.ad aptado.
O texto "conclui" que o futuro da educação brasileira "dependerá" da capacidade de articular uma política nacional de Ensino Médio que seja democrática.

Com base no trecho do texto-base, assinale a alternativa correta quanto à regência verbal dos verbos destacados.
Alternativas
Q3754205 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Plano Nacional de Educação 2025-2035: relação entre financiamento e política nacional para o Ensino Médio 


O debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025-2035) ganha relevância diante do fim do ciclo do PNE 2014-2024 e das lacunas persistentes no sistema educacional brasileiro. O artigo analisa a articulação entre financiamento e políticas públicas, tomando o Ensino Médio como eixo central para refletir sobre o futuro da educação pública no país.

A consolidação de uma política nacional de Ensino Médio, segundo os autores, exige superar a fragmentação histórica das ações governamentais e fortalecer a presença do Estado como garantidor do direito à educação. A experiência recente revela que, embora o acesso tenha se ampliado, as desigualdades permanecem expressivas, especialmente nas escolas públicas e entre jovens de baixa renda. A falta de continuidade e de coerência entre as políticas educacionais tem comprometido a efetividade das reformas, que frequentemente reproduzem orientações de organismos internacionais sem considerar as especificidades sociais e culturais brasileiras.

O texto discute criticamente o papel dessas influências externas na definição das diretrizes para o Ensino Médio. Organismos multilaterais, como o Banco Mundial e a OCDE, têm impulsionado reformas baseadas em parâmetros de eficiência econômica, avaliação padronizada e parcerias público-privadas. Tais orientações priorizam a formação de mão de obra ajustada ao mercado, em detrimento de uma educação crítica e emancipadora. Para os autores, esse modelo reduz o papel da escola pública a uma função meramente instrumental, desconsiderando a formação integral do sujeito.

No contexto brasileiro, a reforma do Ensino Médio de 2017 exemplifica essa lógica: implementada de forma acelerada e sem amplo debate, ela ampliou a carga horária e introduziu itinerários formativos, mas sem garantir o financiamento necessário à infraestrutura e à formação docente. Em muitas redes estaduais, as mudanças ocorreram sem condições materiais adequadas, o que reforçou desigualdades já existentes. O artigo alerta que uma política educacional não se sustenta sem investimento público consistente e planejamento de longo prazo.

A análise destaca, ainda, o papel estratégico da meta 20 do PNE 2014-2024, que previa elevar progressivamente o investimento público em educação até atingir o equivalente a 10 % do PIB. A não concretização dessa meta comprometeu outras, como a valorização do magistério, a expansão da oferta de vagas e a melhoria da qualidade do ensino. O novo PNE, portanto, deve retomar o debate sobre financiamento, assegurando que os recursos sejam vinculados a metas factíveis e acompanhados de mecanismos de monitoramento e transparência.

Os autores defendem que o financiamento é a condição material para qualquer avanço educacional. Sem recursos adequados, as políticas de currículo, avaliação e formação docente tornam-se meramente simbólicas. O investimento público precisa ser entendido como compromisso político e não apenas contábil, uma vez que a educação é um direito social e um elemento estruturante da democracia.

O texto conclui que o futuro da educação brasileira dependerá da capacidade de articular uma política nacional de Ensino Médio que seja democrática, inclusiva e sustentada por financiamento estável. É necessário reorientar o planejamento educacional para além da lógica mercadológica, valorizando a escola pública como espaço de emancipação e cidadania. O PNE 2025-2035 representa, portanto, uma oportunidade de reconstrução de um projeto de nação que tenha a educação como eixo de desenvolvimento humano e social.


Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar/article/download/95702/75695/441393.ad aptado.
O debate sobre o novo Plano Nacional de Educação ganha relevância diante do fim do ciclo do PNE 2014-2024 e das lacunas persistentes no sistema educacional brasileiro.

Com base no trecho do texto-base, assinale a alternativa correta quanto à estrutura sintática da oração. 
Alternativas
Q3754202 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Plano Nacional de Educação 2025-2035: relação entre financiamento e política nacional para o Ensino Médio 


O debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025-2035) ganha relevância diante do fim do ciclo do PNE 2014-2024 e das lacunas persistentes no sistema educacional brasileiro. O artigo analisa a articulação entre financiamento e políticas públicas, tomando o Ensino Médio como eixo central para refletir sobre o futuro da educação pública no país.

A consolidação de uma política nacional de Ensino Médio, segundo os autores, exige superar a fragmentação histórica das ações governamentais e fortalecer a presença do Estado como garantidor do direito à educação. A experiência recente revela que, embora o acesso tenha se ampliado, as desigualdades permanecem expressivas, especialmente nas escolas públicas e entre jovens de baixa renda. A falta de continuidade e de coerência entre as políticas educacionais tem comprometido a efetividade das reformas, que frequentemente reproduzem orientações de organismos internacionais sem considerar as especificidades sociais e culturais brasileiras.

O texto discute criticamente o papel dessas influências externas na definição das diretrizes para o Ensino Médio. Organismos multilaterais, como o Banco Mundial e a OCDE, têm impulsionado reformas baseadas em parâmetros de eficiência econômica, avaliação padronizada e parcerias público-privadas. Tais orientações priorizam a formação de mão de obra ajustada ao mercado, em detrimento de uma educação crítica e emancipadora. Para os autores, esse modelo reduz o papel da escola pública a uma função meramente instrumental, desconsiderando a formação integral do sujeito.

No contexto brasileiro, a reforma do Ensino Médio de 2017 exemplifica essa lógica: implementada de forma acelerada e sem amplo debate, ela ampliou a carga horária e introduziu itinerários formativos, mas sem garantir o financiamento necessário à infraestrutura e à formação docente. Em muitas redes estaduais, as mudanças ocorreram sem condições materiais adequadas, o que reforçou desigualdades já existentes. O artigo alerta que uma política educacional não se sustenta sem investimento público consistente e planejamento de longo prazo.

A análise destaca, ainda, o papel estratégico da meta 20 do PNE 2014-2024, que previa elevar progressivamente o investimento público em educação até atingir o equivalente a 10 % do PIB. A não concretização dessa meta comprometeu outras, como a valorização do magistério, a expansão da oferta de vagas e a melhoria da qualidade do ensino. O novo PNE, portanto, deve retomar o debate sobre financiamento, assegurando que os recursos sejam vinculados a metas factíveis e acompanhados de mecanismos de monitoramento e transparência.

Os autores defendem que o financiamento é a condição material para qualquer avanço educacional. Sem recursos adequados, as políticas de currículo, avaliação e formação docente tornam-se meramente simbólicas. O investimento público precisa ser entendido como compromisso político e não apenas contábil, uma vez que a educação é um direito social e um elemento estruturante da democracia.

O texto conclui que o futuro da educação brasileira dependerá da capacidade de articular uma política nacional de Ensino Médio que seja democrática, inclusiva e sustentada por financiamento estável. É necessário reorientar o planejamento educacional para além da lógica mercadológica, valorizando a escola pública como espaço de emancipação e cidadania. O PNE 2025-2035 representa, portanto, uma oportunidade de reconstrução de um projeto de nação que tenha a educação como eixo de desenvolvimento humano e social.


Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar/article/download/95702/75695/441393.ad aptado.
A falta de continuidade e de coerência entre as políticas educacionais tem comprometido a efetividade das reformas, que frequentemente reproduzem orientações de organismos internacionais sem considerar as especificidades sociais e culturais brasileiras.

Com base no trecho do texto-base, assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3754201 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Plano Nacional de Educação 2025-2035: relação entre financiamento e política nacional para o Ensino Médio 


O debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025-2035) ganha relevância diante do fim do ciclo do PNE 2014-2024 e das lacunas persistentes no sistema educacional brasileiro. O artigo analisa a articulação entre financiamento e políticas públicas, tomando o Ensino Médio como eixo central para refletir sobre o futuro da educação pública no país.

A consolidação de uma política nacional de Ensino Médio, segundo os autores, exige superar a fragmentação histórica das ações governamentais e fortalecer a presença do Estado como garantidor do direito à educação. A experiência recente revela que, embora o acesso tenha se ampliado, as desigualdades permanecem expressivas, especialmente nas escolas públicas e entre jovens de baixa renda. A falta de continuidade e de coerência entre as políticas educacionais tem comprometido a efetividade das reformas, que frequentemente reproduzem orientações de organismos internacionais sem considerar as especificidades sociais e culturais brasileiras.

O texto discute criticamente o papel dessas influências externas na definição das diretrizes para o Ensino Médio. Organismos multilaterais, como o Banco Mundial e a OCDE, têm impulsionado reformas baseadas em parâmetros de eficiência econômica, avaliação padronizada e parcerias público-privadas. Tais orientações priorizam a formação de mão de obra ajustada ao mercado, em detrimento de uma educação crítica e emancipadora. Para os autores, esse modelo reduz o papel da escola pública a uma função meramente instrumental, desconsiderando a formação integral do sujeito.

No contexto brasileiro, a reforma do Ensino Médio de 2017 exemplifica essa lógica: implementada de forma acelerada e sem amplo debate, ela ampliou a carga horária e introduziu itinerários formativos, mas sem garantir o financiamento necessário à infraestrutura e à formação docente. Em muitas redes estaduais, as mudanças ocorreram sem condições materiais adequadas, o que reforçou desigualdades já existentes. O artigo alerta que uma política educacional não se sustenta sem investimento público consistente e planejamento de longo prazo.

A análise destaca, ainda, o papel estratégico da meta 20 do PNE 2014-2024, que previa elevar progressivamente o investimento público em educação até atingir o equivalente a 10 % do PIB. A não concretização dessa meta comprometeu outras, como a valorização do magistério, a expansão da oferta de vagas e a melhoria da qualidade do ensino. O novo PNE, portanto, deve retomar o debate sobre financiamento, assegurando que os recursos sejam vinculados a metas factíveis e acompanhados de mecanismos de monitoramento e transparência.

Os autores defendem que o financiamento é a condição material para qualquer avanço educacional. Sem recursos adequados, as políticas de currículo, avaliação e formação docente tornam-se meramente simbólicas. O investimento público precisa ser entendido como compromisso político e não apenas contábil, uma vez que a educação é um direito social e um elemento estruturante da democracia.

O texto conclui que o futuro da educação brasileira dependerá da capacidade de articular uma política nacional de Ensino Médio que seja democrática, inclusiva e sustentada por financiamento estável. É necessário reorientar o planejamento educacional para além da lógica mercadológica, valorizando a escola pública como espaço de emancipação e cidadania. O PNE 2025-2035 representa, portanto, uma oportunidade de reconstrução de um projeto de nação que tenha a educação como eixo de desenvolvimento humano e social.


Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar/article/download/95702/75695/441393.ad aptado.
Sem recursos adequados, as políticas de currículo, avaliação e formação docente "tornam-se" meramente simbólicas.

Com base no trecho do texto-base, assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal do verbo destacado.
Alternativas
Q3754200 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Plano Nacional de Educação 2025-2035: relação entre financiamento e política nacional para o Ensino Médio 


O debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025-2035) ganha relevância diante do fim do ciclo do PNE 2014-2024 e das lacunas persistentes no sistema educacional brasileiro. O artigo analisa a articulação entre financiamento e políticas públicas, tomando o Ensino Médio como eixo central para refletir sobre o futuro da educação pública no país.

A consolidação de uma política nacional de Ensino Médio, segundo os autores, exige superar a fragmentação histórica das ações governamentais e fortalecer a presença do Estado como garantidor do direito à educação. A experiência recente revela que, embora o acesso tenha se ampliado, as desigualdades permanecem expressivas, especialmente nas escolas públicas e entre jovens de baixa renda. A falta de continuidade e de coerência entre as políticas educacionais tem comprometido a efetividade das reformas, que frequentemente reproduzem orientações de organismos internacionais sem considerar as especificidades sociais e culturais brasileiras.

O texto discute criticamente o papel dessas influências externas na definição das diretrizes para o Ensino Médio. Organismos multilaterais, como o Banco Mundial e a OCDE, têm impulsionado reformas baseadas em parâmetros de eficiência econômica, avaliação padronizada e parcerias público-privadas. Tais orientações priorizam a formação de mão de obra ajustada ao mercado, em detrimento de uma educação crítica e emancipadora. Para os autores, esse modelo reduz o papel da escola pública a uma função meramente instrumental, desconsiderando a formação integral do sujeito.

No contexto brasileiro, a reforma do Ensino Médio de 2017 exemplifica essa lógica: implementada de forma acelerada e sem amplo debate, ela ampliou a carga horária e introduziu itinerários formativos, mas sem garantir o financiamento necessário à infraestrutura e à formação docente. Em muitas redes estaduais, as mudanças ocorreram sem condições materiais adequadas, o que reforçou desigualdades já existentes. O artigo alerta que uma política educacional não se sustenta sem investimento público consistente e planejamento de longo prazo.

A análise destaca, ainda, o papel estratégico da meta 20 do PNE 2014-2024, que previa elevar progressivamente o investimento público em educação até atingir o equivalente a 10 % do PIB. A não concretização dessa meta comprometeu outras, como a valorização do magistério, a expansão da oferta de vagas e a melhoria da qualidade do ensino. O novo PNE, portanto, deve retomar o debate sobre financiamento, assegurando que os recursos sejam vinculados a metas factíveis e acompanhados de mecanismos de monitoramento e transparência.

Os autores defendem que o financiamento é a condição material para qualquer avanço educacional. Sem recursos adequados, as políticas de currículo, avaliação e formação docente tornam-se meramente simbólicas. O investimento público precisa ser entendido como compromisso político e não apenas contábil, uma vez que a educação é um direito social e um elemento estruturante da democracia.

O texto conclui que o futuro da educação brasileira dependerá da capacidade de articular uma política nacional de Ensino Médio que seja democrática, inclusiva e sustentada por financiamento estável. É necessário reorientar o planejamento educacional para além da lógica mercadológica, valorizando a escola pública como espaço de emancipação e cidadania. O PNE 2025-2035 representa, portanto, uma oportunidade de reconstrução de um projeto de nação que tenha a educação como eixo de desenvolvimento humano e social.


Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar/article/download/95702/75695/441393.ad aptado.
A experiência recente revela "que", embora o acesso tenha se ampliado, as desigualdades permanecem expressivas.
Com base no trecho do texto-base, assinale a alternativa correta quanto à classificação e ao emprego do termo "que". 
Alternativas
Respostas
5961: A
5962: A
5963: C
5964: E
5965: A
5966: E
5967: B
5968: A
5969: D
5970: D
5971: D
5972: A
5973: D
5974: B
5975: A
5976: A
5977: A
5978: B
5979: B
5980: A