Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3631536 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
A regência verbal e nominal está correta em: 
Alternativas
Q3631533 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
Assinale a alternativa correta quanto à flexão e concordância verbal. 
Alternativas
Q3631368 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, "restando" pouco tempo para pesquisa e atividades criativas.


O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:

Alternativas
Q3631365 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores.


Em relação às concordâncias verbal e nominal do trecho citado, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3631278 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer [...]. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas?” (3º§).

No fragmento em destaque, considerando as relações que se estabelecem entre os termos, pode-se afirmar que o sintagma “à alegria e ao prazer” exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q3631276 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Em “Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas ‘inúteis’.” (6º§), considere o verbo em destaque e, com base nas regras de concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3631273 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
Considere o verso “Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.” e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da regência.
Alternativas
Q3631270 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No período “À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.” (v.13), ocorre uma locução conjuntiva que estabelece entre as orações uma relação semântica de: 
Alternativas
Q3631217 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Analisando o período acima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3631216 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Normalmente, as pessoas "falam" cerca de cento e cinquenta palavras por minuto.


De acordo com as regras de regência verbal, o verbo destacado nesta frase funciona como:

Alternativas
Q3631214 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou "que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos)".


A expressão destacada, iniciada pela conjunção "que", trata-se de uma oração:

Alternativas
Q3631213 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q3631053 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


     “Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”

    Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.

   Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.

    Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.

   Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.

   Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.

  Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.


(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”, 03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado) 
No trecho “Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.” (5o parágrafo), pode-se afirmar sobre as expressões em destaque que
Alternativas
Q3631006 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe



Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
Em alguns casos, "agravam" os sintomas.
De acordo com as regras de regência verbal, é correto afirmar que, nesta frase, o verbo destacado comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3631005 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe



Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético "que se prolonga após a recuperação".
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3631004 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe



Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
A médica britânica Rosalind Adam iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga.
Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase,
Alternativas
Q3631000 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe



Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
 A covid longa, "caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus", abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral.
Sintaticamente, o termo destacado nesta frase trata-se de:
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Q3630648 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A inteligência artificial (IA) tem-se tornado uma presença cada vez mais marcante na sociedade, especialmente na educação. No ambiente escolar, as vantagens do uso da IA são inúmeras. Ela pode personalizar o ensino, adaptando atividades ao nível de conhecimento de cada aluno, o que favorece um aprendizado mais eficiente. Sistemas inteligentes conseguem identificar dificuldades específicas e propor exercícios direcionados, ajudando tanto professores quanto estudantes. Além disso, a IA pode automatizar tarefas administrativas, liberando os educadores para se dedicarem mais ao planejamento de aulas e à atenção personalizada das necessidades dos alunos.

    Outro benefício é a ampliação do acesso ao conhecimento. Ferramentas baseadas em IA, como assistentes virtuais e plataformas de ensino online, permitem que alunos de diferentes regiões estudem com qualidade, superando barreiras geográficas e sociais. Recursos de tradução automática, leitura em voz alta e recomendação de conteúdos também promovem a inclusão de estudantes com deficiência. 

    Contudo, existem pontos contrários que precisam ser considerados. A dependência excessiva da IA pode prejudicar o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia dos estudantes. Ademais, há o risco de desvalorização do papel do professor, que é insubstituível como mediador humano do processo educativo. Outro problema é o possível reforço de desigualdades: escolas com menos recursos podem não ter acesso às tecnologias mais avançadas. Por fim, o uso inadequado de dados dos alunos gera preocupações com a privacidade e a segurança da informação. Assim, a integração da IA na educação exige equilíbrio, responsabilidade e reflexão constante. (By: Technology. IA).
Leia o fragmento a seguir: “Por fim, o uso inadequado de dados dos alunos gera preocupações com a privacidade e a segurança da informação.”. Assinale a opção em que a expressão destacada não substitui adequadamente “Por fim”, por comprometer o sentido do texto original.
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Q3630647 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A inteligência artificial (IA) tem-se tornado uma presença cada vez mais marcante na sociedade, especialmente na educação. No ambiente escolar, as vantagens do uso da IA são inúmeras. Ela pode personalizar o ensino, adaptando atividades ao nível de conhecimento de cada aluno, o que favorece um aprendizado mais eficiente. Sistemas inteligentes conseguem identificar dificuldades específicas e propor exercícios direcionados, ajudando tanto professores quanto estudantes. Além disso, a IA pode automatizar tarefas administrativas, liberando os educadores para se dedicarem mais ao planejamento de aulas e à atenção personalizada das necessidades dos alunos.

    Outro benefício é a ampliação do acesso ao conhecimento. Ferramentas baseadas em IA, como assistentes virtuais e plataformas de ensino online, permitem que alunos de diferentes regiões estudem com qualidade, superando barreiras geográficas e sociais. Recursos de tradução automática, leitura em voz alta e recomendação de conteúdos também promovem a inclusão de estudantes com deficiência. 

    Contudo, existem pontos contrários que precisam ser considerados. A dependência excessiva da IA pode prejudicar o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia dos estudantes. Ademais, há o risco de desvalorização do papel do professor, que é insubstituível como mediador humano do processo educativo. Outro problema é o possível reforço de desigualdades: escolas com menos recursos podem não ter acesso às tecnologias mais avançadas. Por fim, o uso inadequado de dados dos alunos gera preocupações com a privacidade e a segurança da informação. Assim, a integração da IA na educação exige equilíbrio, responsabilidade e reflexão constante. (By: Technology. IA).
“Contudo, existem pontos contrários que precisam ser considerados.”. A palavra destacada marca uma mudança no tom da argumentação. Que papel semântico ela exerce?
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Q3630646 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A inteligência artificial (IA) tem-se tornado uma presença cada vez mais marcante na sociedade, especialmente na educação. No ambiente escolar, as vantagens do uso da IA são inúmeras. Ela pode personalizar o ensino, adaptando atividades ao nível de conhecimento de cada aluno, o que favorece um aprendizado mais eficiente. Sistemas inteligentes conseguem identificar dificuldades específicas e propor exercícios direcionados, ajudando tanto professores quanto estudantes. Além disso, a IA pode automatizar tarefas administrativas, liberando os educadores para se dedicarem mais ao planejamento de aulas e à atenção personalizada das necessidades dos alunos.

    Outro benefício é a ampliação do acesso ao conhecimento. Ferramentas baseadas em IA, como assistentes virtuais e plataformas de ensino online, permitem que alunos de diferentes regiões estudem com qualidade, superando barreiras geográficas e sociais. Recursos de tradução automática, leitura em voz alta e recomendação de conteúdos também promovem a inclusão de estudantes com deficiência. 

    Contudo, existem pontos contrários que precisam ser considerados. A dependência excessiva da IA pode prejudicar o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia dos estudantes. Ademais, há o risco de desvalorização do papel do professor, que é insubstituível como mediador humano do processo educativo. Outro problema é o possível reforço de desigualdades: escolas com menos recursos podem não ter acesso às tecnologias mais avançadas. Por fim, o uso inadequado de dados dos alunos gera preocupações com a privacidade e a segurança da informação. Assim, a integração da IA na educação exige equilíbrio, responsabilidade e reflexão constante. (By: Technology. IA).
No trecho "... liberando os educadores para se dedicarem mais ao planejamento de aulas e à atenção personalizada das necessidades dos alunos", o uso da crase se deve à 
Alternativas
Respostas
5941: D
5942: A
5943: C
5944: C
5945: B
5946: A
5947: A
5948: D
5949: C
5950: C
5951: C
5952: D
5953: D
5954: B
5955: A
5956: D
5957: B
5958: C
5959: A
5960: D