Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3775887 Português
Texto 2

A seguir, leia alguns trechos da canção Se avexe não, de Tássia Reis, e, com base neles, responda à questão.

Se avexe não
Não chore
Nem se demore nesta dor
Porque acalanto do seu coração
Está vindo e é tão lindo
Quanto esta canção

[…]

Só sorri quando quero chorar
Isso não foi difícil aprender, mas
Desaprendo pra algo mudar
E assim eu me fortalecer

Me permito desmoronar
Desaguar todo entristecer
Pra que seja possível curar
Me amar e me prevalecer

Pra quando um amor chegar
Enxergar e não desfalecer
Sem alguns dos seres desfrutar
De uma fonte de um belo querer

[…]


REIS, Tássia. Se avexe não. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ tassia-reis/se-avexe-nao/significado.html .Acessado em: 29/10/2025.
Sintaticamente, no verso “Me permito desmoronar”, há quantos objetos?
Alternativas
Q3775883 Português

Texto 1


Leia com atenção a tradução feita por Paloma Vidal do poema de Tamara Kamenszain no livro O eco da minha mãe:


Não posso narrar.

Que pretérito me serviria

se minha mãe já não me tece?


Desencaminhada então eu me detenho

ante um estado de coisas presente demais:

ser a descuidada que cuida dela

enquanto outros a descuidam por mim.


São pessoas que me sobram

e a gramática se torna um escândalo

quando ela que esqueceu as palavras

adianta seu bebê furioso

a fim de dizer tudo

mesmo que nada se entenda.


KAMENSZAIN, Tamara. O gueto / O eco da minha mãe. Tradução de Paloma Vidal e Carlito Azevedo. Edição bilíngue. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012. p. 77.

Leia os versos do poema apresentado no texto 1.

“Ser a descuidada que cuida dela
enquanto outros a descuidam por mim.”

Assinale a alternativa correta em relação ao verso.
Alternativas
Q3775714 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
A substituição dos articuladores sintáticos destacados está corretamente identificada entre parênteses, EXCETO em: 
Alternativas
Q3775713 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
Em: “Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis.”, a oração destacada é classificada como subordinada 
Alternativas
Q3775681 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC

 

Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor.


As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.


Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.


A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.


Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.


Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

Ele comparou a situação "à exuberância irracional da bolha das empresas", afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais.
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que ela ocorre de maneira: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de São José - SC Provas: FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Cirurgião Geral | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico da Família | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Dermatologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Endocrinologista Pediátrico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Gastroenterologista Pediátrico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Geriatra | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Ginecologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Infectologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Mastologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Neurologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Neurologista Pediátrico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Ortopedista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Pneumologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Proctologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Urologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Oftalmologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Otorrinolaringologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Psiquiatra | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Psiquiatra da Infância e Adolescência |
Q3775182 Português
Assinale a alternativa em que o verbo admite apenas uma regência.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de São José - SC Provas: FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Cirurgião Geral | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico da Família | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Dermatologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Endocrinologista Pediátrico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Gastroenterologista Pediátrico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Geriatra | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Ginecologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Infectologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Mastologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Neurologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Neurologista Pediátrico | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Ortopedista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Pneumologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Proctologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Urologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Oftalmologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Otorrinolaringologista | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Psiquiatra | FEPESE - 2025 - Prefeitura de São José - SC - Médico - Psiquiatra da Infância e Adolescência |
Q3775181 Português
Assinale a alternativa em que há uma conjunção subordinada adverbial temporal.
Alternativas
Q3775134 Português

Leia o texto para responder à questão.


A reprodução da desigualdade

De tão persistentes, nossos dilemas sociais, econômicos e políticos não mais enternecem parte dos brasileiros, conformada com situações que, embora anormais, passou a considerar naturais. Mas certas questões deveriam nos comover.

Coautor, com Fillipi Nascimento, do livro A Loteria do Nascimento, o economista e pesquisador do Insper Michael França concluiu que, ao contrário da ideia predominante de que as desigualdades resultam basicamente de um sistema educacional de baixa qualidade, as condições de nascimento afetam mais a vida das pessoas.

Educação de qualidade é essencial para melhorar a vida das pessoas e para o avanço de uma sociedade. E sua carência estimula a perpetuação de graves problemas. Mas a desigualdade social (e sua reprodução ao longo do tempo) decorre também de fatores como o apontado no estudo do pesquisador do Insper. Estrutura familiar, herança, rede de contatos e formação em instituições renomadas favorecem a carreira profissional de uma parte das pessoas. Já os filhos de famílias mais pobres enfrentam desvantagens na carreira, como falta de condições financeiras para recusar emprego ruim, escassez de contatos e referências no mercado de trabalho ou impossibilidade de investir em educação e treinamento adicionais.

Tão acostumados nos tornamos com a histórica concentração de renda que nem percebemos como esse processo se estendeu e se consolidou. Quanto mais rico, mais cresce a riqueza. Num país que detém alguns dos piores índices mundiais de distribuição de renda, talvez soe como irônica perversidade o fato de que também na exclusiva faixa do 1% mais rico a riqueza se concentra.

Há uma característica da renda dos mais ricos que a torna menos sujeita à tributação que incide sobre o rendimento dos demais brasileiros, o que remete à injustiça tributária. A renda da maioria dos contribuintes é fruto do trabalho e tributada no momento do pagamento. Nas faixas de rendimento mais altas, há muitos profissionais liberais que recorrem à criação de empresas sobre as quais a tributação é menor. E boa parte dos rendimentos é decorrente de lucros e dividendos, igualmente sujeitos à tributação menos onerosa.

Estatísticas recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) deixam uma advertência para os brasileiros: com a lenta evolução de sua renda per capita, o País está se aproximando da metade mais pobre do mundo. Estamos empobrecendo em relação ao resto do mundo e tendo a renda mais concentrada. É uma combinação inquietante.



(Jorge J. Okubaro. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 26.08.2025. Adaptado)

A concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3775133 Português

Leia o texto para responder à questão.


A reprodução da desigualdade

De tão persistentes, nossos dilemas sociais, econômicos e políticos não mais enternecem parte dos brasileiros, conformada com situações que, embora anormais, passou a considerar naturais. Mas certas questões deveriam nos comover.

Coautor, com Fillipi Nascimento, do livro A Loteria do Nascimento, o economista e pesquisador do Insper Michael França concluiu que, ao contrário da ideia predominante de que as desigualdades resultam basicamente de um sistema educacional de baixa qualidade, as condições de nascimento afetam mais a vida das pessoas.

Educação de qualidade é essencial para melhorar a vida das pessoas e para o avanço de uma sociedade. E sua carência estimula a perpetuação de graves problemas. Mas a desigualdade social (e sua reprodução ao longo do tempo) decorre também de fatores como o apontado no estudo do pesquisador do Insper. Estrutura familiar, herança, rede de contatos e formação em instituições renomadas favorecem a carreira profissional de uma parte das pessoas. Já os filhos de famílias mais pobres enfrentam desvantagens na carreira, como falta de condições financeiras para recusar emprego ruim, escassez de contatos e referências no mercado de trabalho ou impossibilidade de investir em educação e treinamento adicionais.

Tão acostumados nos tornamos com a histórica concentração de renda que nem percebemos como esse processo se estendeu e se consolidou. Quanto mais rico, mais cresce a riqueza. Num país que detém alguns dos piores índices mundiais de distribuição de renda, talvez soe como irônica perversidade o fato de que também na exclusiva faixa do 1% mais rico a riqueza se concentra.

Há uma característica da renda dos mais ricos que a torna menos sujeita à tributação que incide sobre o rendimento dos demais brasileiros, o que remete à injustiça tributária. A renda da maioria dos contribuintes é fruto do trabalho e tributada no momento do pagamento. Nas faixas de rendimento mais altas, há muitos profissionais liberais que recorrem à criação de empresas sobre as quais a tributação é menor. E boa parte dos rendimentos é decorrente de lucros e dividendos, igualmente sujeitos à tributação menos onerosa.

Estatísticas recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) deixam uma advertência para os brasileiros: com a lenta evolução de sua renda per capita, o País está se aproximando da metade mais pobre do mundo. Estamos empobrecendo em relação ao resto do mundo e tendo a renda mais concentrada. É uma combinação inquietante.



(Jorge J. Okubaro. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 26.08.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o emprego do termo destacado no singular preservaria a conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q3775129 Português

Leia o texto para responder à questão.


A reprodução da desigualdade

De tão persistentes, nossos dilemas sociais, econômicos e políticos não mais enternecem parte dos brasileiros, conformada com situações que, embora anormais, passou a considerar naturais. Mas certas questões deveriam nos comover.

Coautor, com Fillipi Nascimento, do livro A Loteria do Nascimento, o economista e pesquisador do Insper Michael França concluiu que, ao contrário da ideia predominante de que as desigualdades resultam basicamente de um sistema educacional de baixa qualidade, as condições de nascimento afetam mais a vida das pessoas.

Educação de qualidade é essencial para melhorar a vida das pessoas e para o avanço de uma sociedade. E sua carência estimula a perpetuação de graves problemas. Mas a desigualdade social (e sua reprodução ao longo do tempo) decorre também de fatores como o apontado no estudo do pesquisador do Insper. Estrutura familiar, herança, rede de contatos e formação em instituições renomadas favorecem a carreira profissional de uma parte das pessoas. Já os filhos de famílias mais pobres enfrentam desvantagens na carreira, como falta de condições financeiras para recusar emprego ruim, escassez de contatos e referências no mercado de trabalho ou impossibilidade de investir em educação e treinamento adicionais.

Tão acostumados nos tornamos com a histórica concentração de renda que nem percebemos como esse processo se estendeu e se consolidou. Quanto mais rico, mais cresce a riqueza. Num país que detém alguns dos piores índices mundiais de distribuição de renda, talvez soe como irônica perversidade o fato de que também na exclusiva faixa do 1% mais rico a riqueza se concentra.

Há uma característica da renda dos mais ricos que a torna menos sujeita à tributação que incide sobre o rendimento dos demais brasileiros, o que remete à injustiça tributária. A renda da maioria dos contribuintes é fruto do trabalho e tributada no momento do pagamento. Nas faixas de rendimento mais altas, há muitos profissionais liberais que recorrem à criação de empresas sobre as quais a tributação é menor. E boa parte dos rendimentos é decorrente de lucros e dividendos, igualmente sujeitos à tributação menos onerosa.

Estatísticas recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) deixam uma advertência para os brasileiros: com a lenta evolução de sua renda per capita, o País está se aproximando da metade mais pobre do mundo. Estamos empobrecendo em relação ao resto do mundo e tendo a renda mais concentrada. É uma combinação inquietante.



(Jorge J. Okubaro. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 26.08.2025. Adaptado)

Sem prejuízo de sentido ao texto, os termos destacados em “De tão persistentes, nossos dilemas sociais, econômicos e políticos não mais enternecem parte dos brasileiros, conformada com situações que, embora anormais, passou a considerar naturais. Mas certas questões deveriam nos comover.” (1o parágrafo) podem ser substituídos, respectivamente, por:
Alternativas
Q3775079 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO.
Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3774933 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O processo terapêutico "ajuda" o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento.

De acordo com a regência verbal, o verbo destacado na frase classifica-se como:
Alternativas
Q3774926 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
"Fora da ficção", adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões.

Sintaticamente, o termo destacado trata-se de: 
Alternativas
Q3774637 Português

Leia o texto para responder à questão.



    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio. 


    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.


    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.


    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti-chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!


    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.


    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)

Considere as frases:



• Era comum que os adolescentes, depois algum tempo, preferissem ___________ .



• Pensei que era um exercício  ___________ os adolescentes recorriam para não se chatearem.



• Os adolescentes não faziam nenhum gesto em oposição  ___________ o comerciante dizia.



• O homem da loja vizinha estava ansioso  ___________   o seu rádio de volta. 




Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:

Alternativas
Q3774636 Português

Leia o texto para responder à questão.



    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio. 


    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.


    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.


    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti-chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!


    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.


    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3774582 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O processo terapêutico "ajuda" o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento.

De acordo com a regência verbal, o verbo destacado na frase classifica-se como:
Alternativas
Q3774580 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
"Fora da ficção", adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões.

Sintaticamente, o termo destacado trata-se de: 
Alternativas
Q3774527 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO.
Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3774483 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel. 

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO.
Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3774432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO.
Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Respostas
5621: C
5622: D
5623: B
5624: B
5625: E
5626: C
5627: D
5628: A
5629: B
5630: D
5631: D
5632: C
5633: B
5634: B
5635: E
5636: D
5637: E
5638: D
5639: E
5640: C