Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3688667 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.


A educação e a formação já dançaram?


Dirce Waltrick do Amarante e Fedra Rodríguez


     Um jovem no primeiro ano do ensino médio é um aluno exemplar. Certo dia, ao se levantar para receber a nota máxima na feira de ciências de sua escola, ouve, entre assobios e vaias, diversos comentários. Até que uma das agressões verbais se torna o "grito de guerra" dos colegas: "Vai ser CLT! Vai ser CLT!". Deram-lhe a pena máxima, a predição de um futuro de miséria, além de colocar-lhe a pecha de fracassado. O apreço pelo estudo é um sinal claro de falta de ambição e incapacidade de faturar milhões - e, portanto, de "ter sucesso" na vida - para essa multidão berrante. Certamente, é um "crime" que merece tamanha punição, claro.

   Cenas semelhantes, embora não tenham acontecido exatamente da forma como a ficção contada aqui, já são um fato corriqueiro entre crianças, adolescentes e jovens do Brasil. Por si só, esse dado já seria de extrema preocupação, revelando o desprezo das novas gerações - doutrinadas pelo panorama contemporâneo - pelo modelo de trabalho que garante o sustento de milhões de brasileiros. Mas o problema, neste caldo de tigrinhos, dancinhas, jogadores que não jogam nem declaram impostos e que estão bilionários, é justamente o trabalho. O trabalho, da forma como até pouco tempo o concebíamos, se tornou sinônimo de burrice, por conseguinte, о conhecimento e a responsabilidade também. E não, não culpemos esses jovens, supostamente de "cabeça fraca", como já ouvimos de nossos pais e eles de nossos avós. A crise civilizatória de nosso tempo é feita de uma miríade de "subcrises", inclusive éticas e intelectuais, que envolvem e repercutem em diversas camadas sociais.

   Os mais novos, em formação, revelam o contexto complexo em que estamos imersos e reagem a ele com a prontidão e a insensatez típicas da juventude. Porém, na era das big techs megalomaníacas, dos coaches de soluções milagrosas e das celebridades instantâneas, a insensatez não é mais uma prerrogativa juvenil, embora as atitudes observadas entre indivíduos da geração alpha sejam os sintomas mais emblemáticos.

   De acordo com o Inep, entre 2013 e 2023, houve uma queda de 45,6% de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Um declínio que se acentuou com os anos de pandemia e com a crescente febre de influencers e de investidores mágicos que dão inveja a Houdini. A desvalorização do ensino superior - refletido no desmonte das universidades - e do modelo convencional de trabalho, a ameaça da inteligência artificial aos atuais postos de emprego e o incentivo ao lucro rápido tiveram peso considerável para que alcançássemos esse resultado. 

   Um fato curioso ajuda a corroborar esta análise: as páginas de grandes universidades brasileiras nas mídias sociais têm menos seguidores do que as páginas de influenciadores digitais. Vejamos, por exemplo, três instituições de diferentes estados: no Instagram, a página da USP, uma das maiores e mais bem conceituadas da América Latina, tem 421 mil seguidores; a de outra grande universidade brasileira, a PUC/RIO tem minguados 18.700; já a da UFSC tem apenas 154 mil seguidores. O número de seguidores dessas três instituições de ensino juntas é menor do que o número de seguidores de uma influenciadora como Virgínia Fonseca (a que chupou o microfone do Senado), que tem 56 milhões. A PUC/RIO consegue ter menos seguidores do que a influenciadora mirim Vicky Justus, que começou ontem na "profissão", mas já é seguida por 125 mil pessoas. Se compararmos a Carlinhos Maia, com seus 35,6 milhões de fãs de Instagram, a situação se torna vexatória.

    Há, é claro, todo tipo de influenciador digital. Alguns promovem grandes debates e reflexões, outros dançam, cantam e perguntam para os seguidores que roupa devem vestir. Aqueles que promovem o debate contribuem para a sociedade e também para as universidades, pois acabam remetendo a elas ou são, muitas vezes, frutos delas. Esse é o caso, por exemplo, de Rita von Hunty, nome artístico de Guilherme Terreri Lima Pereira, Bacharel em atuação cênica pela UNIRIO, e em literatura inglesa pela USP.

    Mas e os outros influenciadores? Como é possível explicar que aqueles que dançam ou compartilham seu dia a dia, geralmente bastante glamourosos, consigam chamar mais atenção do que uma instituição de ensino com cursos e saberes variados?

    Vilém Flusser, o pensador checo-brasileiro, talvez explique o fenômeno no livro A filosofia da Caixa Preta, publicado em 1985. Com um olhar muito à frente de seu tempo, Flusser reflete sobre o poder das imagens técnicas, ou seja, daquelas produzidas por aparelhos, em contraponto às imagens tradicionais. Enquanto "as imagens tradicionais imaginam o mundo", as imagens técnicas, de "carácter aparentemente não-simbólico, objetivo", fazem com que "seu observador as olhe como se fossem janelas e não imagens. O observador confia nas imagens técnicas tanto quanto confia em seus próprios olhos". A função por trás das imagens técnicas, de acordo com Flusser, seria então a de "emancipar a sociedade da necessidade de pensar conceitualmente".

    Dos anos 1980 até os dias de hoje, houve uma proliferação de imagens técnicas, que culmina agora na chegada das imagens produzidas pelas inteligências artificiais. Ao longo dessas últimas décadas, a "liberdade" de não precisar pensar conceitualmente, parece ter provocado uma onda de comodismo ou preguiça, que levou à perda do senso crítico. Desse modo, as pessoas passaram a confiar cada vez mais nessas imagens, sem colocá-las em xeque, ou melhor, sem considerar que elas devem, como qualquer imagem, "ser decifradas por quem deseja captar-lhe o significado", como alerta Flusser. Segundo o pensador, aliás, "decifrá-las é reconstituir os textos que tais imagens significam. Quando as imagens técnicas são corretamente decifradas, surge o mundo conceitual como sendo o seu universo de significado". Portanto, quando se contempla uma imagem técnica, como diz Flusser, o que vemos, na verdade, "não é 'o mundo', mas determinados conceitos relativos ao mundo, a despeito da automaticidade da impressão do mundo sobre a superfície da imagem".

    As redes sociais estão inundadas de imagens técnicas. Os influenciadores abusam delas, talvez não tão ingenuamente quanto se pensa. Eles parecem confiar na "magia" que elas provocam nos seguidores. A respeito dessa magia, ou "nova magia", como afirma Flusser, ela não tem a ver com ideia de elaboração de um mito, mas com a simples ritualização de um programa que não tem por objetivo "modificar o mundo lá fora", mas criar "seus receptores para um comportamento mágico programado". Em um efeito manada, influenciadores angariam novos "receptores" programados, que se encantam com aquilo que lhes é oferecido como verdade e possibilidade.

   Os influenciadores entenderam como lidar com as imagens técnicas e manipular seus seguidores, cooptando cada vez mais deles. As universidades, ao contrário, em vez de angariar mais seguidores, parecem cada vez mais encantadas com as imagens técnicas, principalmente depois das lAs, e com a sua revolução que, como disse Flusser nos anos 1980, tomou rumo diferente: as imagens técnicas "não tornam visível o conhecimento científico, mas o falseiam; não reintroduzem as imagens tradicionais, mas as substituem; não tornam visível a magia subliminar, mas a substituem por outra. Nesse sentido, as imagens técnicas passam a ser 'falsas', 'feias' e 'ruins', além de não terem sido capazes de reunificar a cultura, mas apenas de fundir a sociedade em massa amorfa".

   Como introduzir nas imagens técnicas a magia da busca pelo conhecimento se "ter" é melhor do que "ser" e até mesmo "estar"? Como reprogramar seus observadores para que ponham em xeque o que veem?

    Nesse momento, nos vem à mente uma tirinha da pequena intelectual Mafalda, criação do argentino Quino. Em um diálogo com Susanita - epítome da frivolidade -, Mafalda confessa que, quando crescer, quer "ter cultura". Susanita, por sua vez, declara que prefere vestidos e então provoca: "Se sair na rua sem cultura, você é presa?". Mafalda responde que não. E Susanita, triunfante, finaliza: "Experimente sair na rua sem vestidos". Como Mafalda, acabamos admitindo - ainda que com revolta - que Susanita tem razão. Em 2025, experimente dizer que é CLT.


Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/. Acesso em: 02 set. 2025.
Em algumas afirmações, as autoras fazem uso da estratégia persuasiva da modalização da linguagem. Essa estratégia está linguisticamente marcada no
Alternativas
Q3688666 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.


A educação e a formação já dançaram?


Dirce Waltrick do Amarante e Fedra Rodríguez


     Um jovem no primeiro ano do ensino médio é um aluno exemplar. Certo dia, ao se levantar para receber a nota máxima na feira de ciências de sua escola, ouve, entre assobios e vaias, diversos comentários. Até que uma das agressões verbais se torna o "grito de guerra" dos colegas: "Vai ser CLT! Vai ser CLT!". Deram-lhe a pena máxima, a predição de um futuro de miséria, além de colocar-lhe a pecha de fracassado. O apreço pelo estudo é um sinal claro de falta de ambição e incapacidade de faturar milhões - e, portanto, de "ter sucesso" na vida - para essa multidão berrante. Certamente, é um "crime" que merece tamanha punição, claro.

   Cenas semelhantes, embora não tenham acontecido exatamente da forma como a ficção contada aqui, já são um fato corriqueiro entre crianças, adolescentes e jovens do Brasil. Por si só, esse dado já seria de extrema preocupação, revelando o desprezo das novas gerações - doutrinadas pelo panorama contemporâneo - pelo modelo de trabalho que garante o sustento de milhões de brasileiros. Mas o problema, neste caldo de tigrinhos, dancinhas, jogadores que não jogam nem declaram impostos e que estão bilionários, é justamente o trabalho. O trabalho, da forma como até pouco tempo o concebíamos, se tornou sinônimo de burrice, por conseguinte, о conhecimento e a responsabilidade também. E não, não culpemos esses jovens, supostamente de "cabeça fraca", como já ouvimos de nossos pais e eles de nossos avós. A crise civilizatória de nosso tempo é feita de uma miríade de "subcrises", inclusive éticas e intelectuais, que envolvem e repercutem em diversas camadas sociais.

   Os mais novos, em formação, revelam o contexto complexo em que estamos imersos e reagem a ele com a prontidão e a insensatez típicas da juventude. Porém, na era das big techs megalomaníacas, dos coaches de soluções milagrosas e das celebridades instantâneas, a insensatez não é mais uma prerrogativa juvenil, embora as atitudes observadas entre indivíduos da geração alpha sejam os sintomas mais emblemáticos.

   De acordo com o Inep, entre 2013 e 2023, houve uma queda de 45,6% de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Um declínio que se acentuou com os anos de pandemia e com a crescente febre de influencers e de investidores mágicos que dão inveja a Houdini. A desvalorização do ensino superior - refletido no desmonte das universidades - e do modelo convencional de trabalho, a ameaça da inteligência artificial aos atuais postos de emprego e o incentivo ao lucro rápido tiveram peso considerável para que alcançássemos esse resultado. 

   Um fato curioso ajuda a corroborar esta análise: as páginas de grandes universidades brasileiras nas mídias sociais têm menos seguidores do que as páginas de influenciadores digitais. Vejamos, por exemplo, três instituições de diferentes estados: no Instagram, a página da USP, uma das maiores e mais bem conceituadas da América Latina, tem 421 mil seguidores; a de outra grande universidade brasileira, a PUC/RIO tem minguados 18.700; já a da UFSC tem apenas 154 mil seguidores. O número de seguidores dessas três instituições de ensino juntas é menor do que o número de seguidores de uma influenciadora como Virgínia Fonseca (a que chupou o microfone do Senado), que tem 56 milhões. A PUC/RIO consegue ter menos seguidores do que a influenciadora mirim Vicky Justus, que começou ontem na "profissão", mas já é seguida por 125 mil pessoas. Se compararmos a Carlinhos Maia, com seus 35,6 milhões de fãs de Instagram, a situação se torna vexatória.

    Há, é claro, todo tipo de influenciador digital. Alguns promovem grandes debates e reflexões, outros dançam, cantam e perguntam para os seguidores que roupa devem vestir. Aqueles que promovem o debate contribuem para a sociedade e também para as universidades, pois acabam remetendo a elas ou são, muitas vezes, frutos delas. Esse é o caso, por exemplo, de Rita von Hunty, nome artístico de Guilherme Terreri Lima Pereira, Bacharel em atuação cênica pela UNIRIO, e em literatura inglesa pela USP.

    Mas e os outros influenciadores? Como é possível explicar que aqueles que dançam ou compartilham seu dia a dia, geralmente bastante glamourosos, consigam chamar mais atenção do que uma instituição de ensino com cursos e saberes variados?

    Vilém Flusser, o pensador checo-brasileiro, talvez explique o fenômeno no livro A filosofia da Caixa Preta, publicado em 1985. Com um olhar muito à frente de seu tempo, Flusser reflete sobre o poder das imagens técnicas, ou seja, daquelas produzidas por aparelhos, em contraponto às imagens tradicionais. Enquanto "as imagens tradicionais imaginam o mundo", as imagens técnicas, de "carácter aparentemente não-simbólico, objetivo", fazem com que "seu observador as olhe como se fossem janelas e não imagens. O observador confia nas imagens técnicas tanto quanto confia em seus próprios olhos". A função por trás das imagens técnicas, de acordo com Flusser, seria então a de "emancipar a sociedade da necessidade de pensar conceitualmente".

    Dos anos 1980 até os dias de hoje, houve uma proliferação de imagens técnicas, que culmina agora na chegada das imagens produzidas pelas inteligências artificiais. Ao longo dessas últimas décadas, a "liberdade" de não precisar pensar conceitualmente, parece ter provocado uma onda de comodismo ou preguiça, que levou à perda do senso crítico. Desse modo, as pessoas passaram a confiar cada vez mais nessas imagens, sem colocá-las em xeque, ou melhor, sem considerar que elas devem, como qualquer imagem, "ser decifradas por quem deseja captar-lhe o significado", como alerta Flusser. Segundo o pensador, aliás, "decifrá-las é reconstituir os textos que tais imagens significam. Quando as imagens técnicas são corretamente decifradas, surge o mundo conceitual como sendo o seu universo de significado". Portanto, quando se contempla uma imagem técnica, como diz Flusser, o que vemos, na verdade, "não é 'o mundo', mas determinados conceitos relativos ao mundo, a despeito da automaticidade da impressão do mundo sobre a superfície da imagem".

    As redes sociais estão inundadas de imagens técnicas. Os influenciadores abusam delas, talvez não tão ingenuamente quanto se pensa. Eles parecem confiar na "magia" que elas provocam nos seguidores. A respeito dessa magia, ou "nova magia", como afirma Flusser, ela não tem a ver com ideia de elaboração de um mito, mas com a simples ritualização de um programa que não tem por objetivo "modificar o mundo lá fora", mas criar "seus receptores para um comportamento mágico programado". Em um efeito manada, influenciadores angariam novos "receptores" programados, que se encantam com aquilo que lhes é oferecido como verdade e possibilidade.

   Os influenciadores entenderam como lidar com as imagens técnicas e manipular seus seguidores, cooptando cada vez mais deles. As universidades, ao contrário, em vez de angariar mais seguidores, parecem cada vez mais encantadas com as imagens técnicas, principalmente depois das lAs, e com a sua revolução que, como disse Flusser nos anos 1980, tomou rumo diferente: as imagens técnicas "não tornam visível o conhecimento científico, mas o falseiam; não reintroduzem as imagens tradicionais, mas as substituem; não tornam visível a magia subliminar, mas a substituem por outra. Nesse sentido, as imagens técnicas passam a ser 'falsas', 'feias' e 'ruins', além de não terem sido capazes de reunificar a cultura, mas apenas de fundir a sociedade em massa amorfa".

   Como introduzir nas imagens técnicas a magia da busca pelo conhecimento se "ter" é melhor do que "ser" e até mesmo "estar"? Como reprogramar seus observadores para que ponham em xeque o que veem?

    Nesse momento, nos vem à mente uma tirinha da pequena intelectual Mafalda, criação do argentino Quino. Em um diálogo com Susanita - epítome da frivolidade -, Mafalda confessa que, quando crescer, quer "ter cultura". Susanita, por sua vez, declara que prefere vestidos e então provoca: "Se sair na rua sem cultura, você é presa?". Mafalda responde que não. E Susanita, triunfante, finaliza: "Experimente sair na rua sem vestidos". Como Mafalda, acabamos admitindo - ainda que com revolta - que Susanita tem razão. Em 2025, experimente dizer que é CLT.


Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/. Acesso em: 02 set. 2025.

Leia o período reproduzido a seguir. Considere o contexto linguístico no qual esse período está inserido.



Imagem associada para resolução da questão



As palavras em destaque foram empregadas com função coesiva

Alternativas
Q3688615 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


    Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

    Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

    Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos. 

    O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

    Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

    Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

    A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

    Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
Analise o parágrafo a seguir.

Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

Em relação às orações em destaque, é correto afirmar:
Alternativas
Q3688613 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


    Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

    Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

    Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos. 

    O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

    Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

    Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

    A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

    Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
Leia o excerto a seguir.

[...] pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos.

Sobre questões relacionadas à regência, é correto afirmar:
Alternativas
Q3686568 Português
A concordância nominal apresenta regras específicas que muitas vezes geram dúvidas, sobretudo quando há construções que envolvem substantivos compostos, adjetivos antepostos ou palavras que assumem valor variável ou invariável. Considerando as regras de concordância nominal na norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o emprego está inteiramente correto, sem ferir nenhuma das normas descritas.
Alternativas
Q3686566 Português
A transformação da voz ativa em voz passiva pode assumir duas formas: a voz passiva analítica, e a voz passiva sintética. Correlacione corretamente os exemplos da Coluna 01 com o tipo de voz passiva apresentado na Coluna 02:

Coluna 01

(__)O contrato foi assinado pelos diretores da empresa.
(__)Vendem-se casas novas em bairro nobre da cidade.
(__)As cartas foram entregues pelo correio no prazo.
(__)Publicou-se recentemente um importante estudo científico.
(__)A lei foi aprovada pelos deputados após intenso debate.

Coluna 02

I.Voz Passiva Sintética.
II.Voz Passiva Analítica.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3686565 Português
A regência verbal representa um dos pontos mais complexos da norma culta, visto que diversos verbos apresentam alterações de complemento conforme o sentido empregado.
Considerando as regras de regência verbal da norma-padrão, assinale a alternativa em que o verbo visar está empregado corretamente, respeitando a regência correspondente ao sentido apresentado.
Alternativas
Q3686426 Português
Leia: “O projeto foi elogiado pelos professores, mas não recebeu apoio da secretaria. Os alunos, portanto, ficaram sem os recursos prometidos.” A interpretação adequada exige análise semântica dos conectores. Considerando sua função sintático-discursiva, qual alternativa apresenta explicação correta para o funcionamento dos termos destacados no enunciado?
Alternativas
Q3686423 Português
Considere o registro autêntico: “Se você tivesse me avisado, eu tinha resolvido antes.” Esse enunciado revela o fenômeno da morfossintaxe brasileira: o uso de formas do pretérito mais-que-perfeito com valor de condicional. Considerando a teoria da variação e mudança linguística, qual alternativa expressa análise mais precisa?
Alternativas
Q3686107 Português
Observe o par de orações:

O vento abriu a porta. / A porta abriu.

O único par que NÃO obedece ao mesmo padrão é:
Alternativas
Q3686099 Português
Tens Problemas?

A solução está em suas mãos. Caro leitor, estás desiludido, desanimado, desorientado, tens caso íntimo à resolver, muita inveja, mal olhado no amor, nos negócios, no seu trabalho, tens amor não correspondido ou rompido, fazer voltar alguém à sua companhia ou qualquer assunto lhe preocupe. Pode ser um mal espiritual e você não sabe. Tire um tempo para você mesmo, faça agora mesmo uma consulta com a PROFª BEATRIZ (a mais célebre da América do Sul), em apenas uma consulta de poucos minutos a PROFª BEATRIZ, através de Búzios e Tarô (cientista em grafologia e astrologia) ela, lhe dará a solução dos seus problemas, e depois você verá a vida de outra maneira porque a vida é boa, mas às vezes pessoas atrapalham a nossa vida.
Joga-se Búzios e Tarô

PROFª BEATRIZ atende diariamente em sua residência das 8:00h da manhã às 9:00 da noite, todos os dias. Inclusive Sábados, Domingos e Feriados.
Fonte: Folheto distribuído em via pública.
No texto anterior, há alguns problemas de redação. A seguir, há algumas correções. Analise-as como sendo adequadas ou não.

I) à resolver > a resolver
II) você não sabe > tu não sabes
III) Tire um tempo para você > Tira um tempo para ti
IV) Joga-se Búzios e Tarô > Jogam-se búzios e tarô.

Estão CORRETAS as propostas 
Alternativas
Q3685381 Português
DE QUEM É ESTE TEXTO?

Rafaela Lôbo


    Outro dia descobri um site que tem a finalidade de verificar se o texto foi realizado por um humano ou pela Inteligência Artificial (IA). Então, resolvi enviar um artigo meu para verificação. O resultado? O site afirmou que 81% do texto havia sido realizado por IA. Tentei outro texto, e, segundo o site, 93% teriam sido escritos por uma IA. Mas como assim? Teria eu tido uma alucinação quando me sentei para escrever? Seria eu uma máquina?

    Resolvi conversar com outra IA, o GPT. Coloquei o primeiro texto e perguntei se era humano ou não; o chat respondeu que havia características humanas, como uma reflexão profunda e intimidade, mas, ao mesmo tempo, segundo o chat, “a falta de erros ou inconsistências maiores e a lógica clara ao longo do texto são típicas de IA bem treinada”.

    Continuei a conversa, escrevi ao chat que o texto era meu, 100% humano, mas que, antes daquele diálogo, eu o havia colocado em um site que detectava IA e o site havia identificado mais de 80% do texto como se fosse IA, e eu me perguntava o porquê. Foi então que o chat me deu a seguinte devolutiva: “Além da ausência de erros, o texto possui uma construção coerente do argumento com ligação clara entre os parágrafos, o que nem sempre ocorre em textos humanos”. Entendi que, para a IA, um texto bem-escrito tem grandes chances de não ser humano.

    Ao mesmo tempo, se a IA tem como aprender um estilo de escrita, ela pode emular esse estilo em um novo texto. Nova ideia, perguntei ao chat se, após ter acesso a vários textos de minha autoria, ele conseguiria criar um novo texto com o mesmo estilo. “Claro, quer que eu escreva um texto no seu estilo agora?” Melhor não, pensei, se um texto com minhas características de escrita pode não ser escrito por mim, onde vai parar a minha autoria? Se o estilo é meu, mas não o escrevi, o texto ainda seria meu de alguma forma? As questões ainda são complexas para mim, não estou pronta para o texto que ele me ofereceu, e encerrei a conversa.

    No Brasil, a Lei 9.610/1998 rege os direitos autorais e tem o objetivo de “proteger os direitos de autores de obras literárias, artísticas e científicas, incluindo direitos morais (como ser reconhecido como autor) e direitos patrimoniais”. Mas, se a IA pode criar, quem será o autor? E quem terá direito sobre a obra?

    Porém, a questão vai além dos textos escritos, ampliando-se para imagens e vídeos. Assim, aumentam os desafios jurídicos e éticos.

    Quem gosta de redes sociais viu tubarão de sapato, apresentadora de maiô e personagens históricos em vídeos como se fossem influencers. Os vídeos são feitos por IA, mas será que eles não têm dono? Alguém teve a ideia de fazer o tal tubarão andar, alguém escreveu o prompt inicial, não seria ele o autor? Os direitos patrimoniais deixam de existir quando alguém escreve um prompt para a IA usar? E se o estilo é meu, eu teria algum direito moral?

    Não tenho ainda uma opinião formada, mas me parece que quem teve a ideia tem autoria; ao mesmo tempo, seria uma cocriação? E este artigo, será mesmo meu ou sou uma IA e não estou sabendo?

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/rafaela-lobo/2025/6/11/de-quem-e-este-texto
Acesso em: 13 set. 2025 (adaptado)
Os articuladores sintáticos podem ser corretamente substituídos pelos equivalentes em sentido, entre parênteses, EXCETO em: 
Alternativas
Q3685304 Português
A vírgula foi usada com a função de indicar a intercalação do aposto em:
Alternativas
Q3684745 Português
Assinale a alternativa inteiramente adequada à norma. 
Alternativas
Q3684744 Português

Complete adequadamente o período e marque a alternativa correspondente.


“Os indicadores melhoraram _______ a cobertura de atenção básica tenha oscilado; _______ a gestão expandiu a equipe de campo ______ priorizou territórios mais vulneráveis.”

Alternativas
Q3684336 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Julgue o item subsequente, referente a aspectos linguísticos e discursivos do texto CG2A1. 


No primeiro período do texto, a expressão “como também” tem sentido aditivo, pois introduz uma informação adicional acerca dos âmbitos sociais em que se verifica a alusão ao republicanismo.  

Alternativas
Q3683998 Português
Assinale o período que apresenta regência nominal adequada. 
Alternativas
Q3683997 Português
Marque a alternativa em que todas as concordâncias estão corretas, usando verbo de tempo decorrido distinto de “haver”, concordância com sujeito plural e flexão adequada de “proibido”.
Alternativas
Q3683684 Português
Texto CG1A1

        Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço.
    
        Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor.

        O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono.

A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990.

        Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto.

        Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas.


Internet:<www.basf.com/br/pt>  (com adaptações).  

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item. 


O trecho “é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, da seguinte forma: a maior parte das emissões acontece na cadeia de valor.  

Alternativas
Q3683502 Português
Como surgiu a Fisioterapia? E qual deve ser o futuro da área?

        De acordo com a história contada nos livros e na internet, a fisioterapia começou a se desenvolver no final do século 19. O primeiro registro de um profissional de fisioterapia veio por Per Henrik Ling, um sueco precursor da educação física, que fundou o Instituto Real Central da Ginástica, em Estocolmo, capital da Suécia, em 1813.

        Mas há quem diga que a fisioterapia é tão antiga quanto o homem. O livro “Manual de Fisioterapia Respiratória com Ênfase em UTI e Covid‑19”, 2022, dos autores Rodrigo Guedes Boer e Tatiana Mascarenhas Nasser Aragone, explica que o surgimento ocorreu com as primeiras tentativas por parte dos “nossos ancestrais de diminuir uma dor esfregando o local dolorido. Com isso, o método foi evoluindo ao longo do tempo, com a sofisticação, principalmente, das técnicas de exercícios terapêuticos.”

        Independentemente da antiguidade de seu surgimento, não há como negar que a fisioterapia tem evoluído de forma constante e significativa, sempre se adaptando às necessidades da sociedade e aos avanços tecnológicos e científicos. Nesse contexto, como pensar o futuro?

        Não há dúvidas que o futuro será “analógico”. E essa ideia indica que, assim como o presente, o porvir dependerá muito da fisioterapia. Apesar de se viver um momento em que a tecnologia está ao redor, acredita‑se que, em qualquer época, as pessoas sempre sentirão vontade de estar juntas, de terem vida social, de serem independentes nas atividades diárias e de realizarem tudo o que envolve sentidos e interação.

        E é justamente, nesse futuro analógico, que a Fisioterapia ganha ainda mais valor e sentido, pois (dentro do universo da saúde) nenhuma outra profissão consegue promover, de maneira tão clara e fácil, o resgate do ser humano dentro dessas necessidades. O fisioterapeuta é a bússola de condução à saúde integral.

        O Fisioterapeuta é o profissional que oferece a melhor experiência sensorial ao paciente, devolvendo‑lhe funcionalidade, independência e dignidade – ingredientes comuns e básicos da felicidade.

Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “Apesar de se viver um momento em que a tecnologia está ao redor, acredita‑se que, em qualquer época, as pessoas sempre sentirão vontade de estar juntas”, a locução conjuntiva “Apesar de” tem valor semântico concessivo no contexto.

Alternativas
Respostas
5581: A
5582: D
5583: E
5584: B
5585: C
5586: A
5587: B
5588: A
5589: A
5590: A
5591: D
5592: A
5593: D
5594: D
5595: B
5596: C
5597: A
5598: C
5599: C
5600: C