Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 42.010 questões

Q3785464 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre as locuções, presentes no texto, que iniciam orações “À medida que”, no trecho “À medida que se criou uma comunidade científica”, e “ainda que”, no trecho “ainda que, por vezes, essas ideias e crenças não sejam boas”, analise as assertivas abaixo:

I. “À medida que”, por definição, introduz uma oração que exprime um fato que ocorre, aumenta ou diminui na mesma proporção daquilo que se declara na oração principal.
II. “ainda que” inicia uma oração que em geral exprime um fato – real ou suposto – em contradição com o que se exprime na principal.
III. A locução “À medida que” poderia ser substituída, correta e adequadamente, por “Ao passo que”.
IV. A locução “posto que” poderia ser usada para substituir “ainda que”, mantendo-se o sentido original.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3785409 Português
"Em muitas regiões do Brasil, durante o inverno, (I) fazem dias frios e chuvosos. Como consequência, (II) haverá momentos em que a neblina (III) faz escurecer a paisagem; e (IV) deve haver muitas pessoas agasalhadas. Nessas épocas, (V) são muitos os casos de resfriados, quiçá (VI) façam alguns anos que não vemos um inverno tão rigoroso."

No fragmento apresentado, analise a concordância dos verbos que indicam fenômenos naturais ou tempo decorrido. Assinale a alternativa que indica a sequência do(s) verbo(s) que apresenta erro de concordância verbal de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3785408 Português
Observe a concordância nas seguintes sentenças:
I. Bebida alcoólica não é permitido. II. É necessária muita cautela neste trecho da estrada. III. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. IV. Será permitida a saída após o término da prova. 
Assinale a alternativa que indica quais sentenças estão gramaticalmente CORRETAS, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3785407 Português
No Renascimento, artistas como Leonardo Da Vinci aproximaram-se de médicos-anatomistas para retratar melhor a forma humana em pinturas e esculturas. Eles foram chamados de “artistas-anatomistas”, segundo Charles O’Malley (Universidade de Stanford). “Embora fosse fundamentalmente um artista, Leonardo considerava a anatomia como sendo algo mais que simples coadjuvante da arte. Essa atitude o levou a prosseguir com seus estudos, de tal maneira que seus conhecimentos anatômicos ultrapassaram aqueles que seriam suficientes para desempenhar sua arte”.


Fonte: https://unicamp.br/unicamp/ju/568/leonardo-da-vinci-odesbravador-do-corpo-humano
No último período do texto II, 'Essa atitude o levou a prosseguir com seus estudos, de tal maneira que seus conhecimentos anatômicos ultrapassaram aqueles que seriam suficientes para desempenhar sua arte.', a vírgula empregada antes da expressão 'de tal maneira que' é obrigatória e justificada por qual regra de pontuação? 
Alternativas
Q3785406 Português
No Renascimento, artistas como Leonardo Da Vinci aproximaram-se de médicos-anatomistas para retratar melhor a forma humana em pinturas e esculturas. Eles foram chamados de “artistas-anatomistas”, segundo Charles O’Malley (Universidade de Stanford). “Embora fosse fundamentalmente um artista, Leonardo considerava a anatomia como sendo algo mais que simples coadjuvante da arte. Essa atitude o levou a prosseguir com seus estudos, de tal maneira que seus conhecimentos anatômicos ultrapassaram aqueles que seriam suficientes para desempenhar sua arte”.


Fonte: https://unicamp.br/unicamp/ju/568/leonardo-da-vinci-odesbravador-do-corpo-humano
No trecho 'Embora fosse fundamentalmente um artista, Leonardo considerava a anatomia como sendo algo mais que simples coadjuvante da arte.', a conjunção destacada Embora estabelece, entre as orações que conecta, uma relação de sentido de:
Alternativas
Q3784993 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!

Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.


Texto Adaptado

EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considere o seguinte trecho do texto:

"Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona."

Sobre a estrutura dessa frase, analise as afirmativas a seguir, à luz da gramática normativa e dos mecanismos de organização frasal.

I.O deslocamento do segmento "tal como sua própria dona" para o início do período comprometeria a clareza referencial e a progressão temática do enunciado, pois eliminaria o paralelismo com o termo "sinais de desgaste".
II.A substituição do termo "onde" por "na qual" manteria a correção gramatical e a clareza referencial, embora atribua maior formalidade sintática ao trecho.
III.A modificação da expressão "refletia essa memória afetiva" por "guardava essas memórias afetivas" implicaria mudança de aspecto verbal e de sentido, substituindo um valor metafórico por um valor literal mais objetivo.
IV.A correção gramatical do período seria comprometida caso se suprimisse a vírgula após "afetiva", pois tal pontuação delimita uma oração adjetiva restritiva, essencial ao entendimento do referente "casa".

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3784991 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!

Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.


Texto Adaptado

EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Com base na expressão destacada no início do período " Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras", assinale a alternativa que apresenta, correta e rigorosamente, a classificação gramatical e o valor semântico dessa unidade, de acordo com a norma culta e a gramática descritiva do português. 
Alternativas
Q3784949 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pela oração subordinada em destaque no período: Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente
Alternativas
Q3784948 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

 Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem. 
Alternativas
Q3784947 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso das duas primeiras vírgulas no período: É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. 
Alternativas
Q3784941 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente termo que, ao ser usado no período, estabeleça o sentido contrário ao original no texto: É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. 
Alternativas
Q3784940 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente o tipo de relação estabelecida entre os períodos do texto pelo termo em destaque no período: Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. 
Alternativas
Q3784903 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encanto ou Ilusão



Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!


André corria e gritava:


— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.


Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.


A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.



ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho do texto "Encanto ou Ilusão" — "porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças" — a palavra "se", no contexto em que foi empregada, atua como: 
Alternativas
Q3784900 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encanto ou Ilusão



Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!


André corria e gritava:


— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.


Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.


A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.



ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho do texto — "Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana." — a vírgula foi utilizada com uma função específica. A partir dessa observação, assinale a alternativa que apresenta corretamente o motivo do uso da vírgula nesse caso. 
Alternativas
Q3784714 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Morado


Ele estava jogado na cadeira, curvado e esgotado, enquanto me observava com um olhar duro que me fazia encarar meus próprios descuidos. Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas. Tentei justificar o abandono, alegar cansaço, rotina, crises, mas o silêncio que vinha dele me julgava mais do que qualquer palavra.


Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história. Mesmo assim, percebia como o tempo havia desgastado nossa relação, como eu o deixara envelhecer sem cuidado, afogado em tarefas, prazos e adiamentos. Ele parecia cansado de esperar atenção, cansado de ser sempre o último da fila.


Assumi minhas faltas: projetos adiados, saúde negligenciada, planos engavetados, promessas não cumpridas. O corpo, outrora parceiro fiel, agora revelava rugas, dores e sinais de desgaste que eu insistira em ignorar. A pandemia, o excesso de trabalho e as desculpas fáceis haviam criado um abismo entre nós.


Prometi mudança, viagens futuras, leveza, cuidado. Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas. Quando o alarme tocou, encerrei o encontro, guardei a culpa no bolso e parti, consciente de que havia conversado com ninguém mais senão meu próprio corpo.


Texto Adaptado


SOUSA, Bruno Alves de. Morado. In: ALBUQUERQUE, Joaquim Melo de; ANDRADE, Maria Pinheiro Pessoa de; OLIVEIRA, Lady Dayana Silva de (org.). Coletânea Travessia: contos e crônicas, v. II [livro eletrônico]. Fortaleza: Imprensa Universitária; Secretaria de Cultura da UFC, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/61403/1/2021_liv_mjalbuquerqu e.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025. 

Considerando a pontuação empregada no trecho "Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3784711 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Morado


Ele estava jogado na cadeira, curvado e esgotado, enquanto me observava com um olhar duro que me fazia encarar meus próprios descuidos. Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas. Tentei justificar o abandono, alegar cansaço, rotina, crises, mas o silêncio que vinha dele me julgava mais do que qualquer palavra.


Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história. Mesmo assim, percebia como o tempo havia desgastado nossa relação, como eu o deixara envelhecer sem cuidado, afogado em tarefas, prazos e adiamentos. Ele parecia cansado de esperar atenção, cansado de ser sempre o último da fila.


Assumi minhas faltas: projetos adiados, saúde negligenciada, planos engavetados, promessas não cumpridas. O corpo, outrora parceiro fiel, agora revelava rugas, dores e sinais de desgaste que eu insistira em ignorar. A pandemia, o excesso de trabalho e as desculpas fáceis haviam criado um abismo entre nós.


Prometi mudança, viagens futuras, leveza, cuidado. Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas. Quando o alarme tocou, encerrei o encontro, guardei a culpa no bolso e parti, consciente de que havia conversado com ninguém mais senão meu próprio corpo.


Texto Adaptado


SOUSA, Bruno Alves de. Morado. In: ALBUQUERQUE, Joaquim Melo de; ANDRADE, Maria Pinheiro Pessoa de; OLIVEIRA, Lady Dayana Silva de (org.). Coletânea Travessia: contos e crônicas, v. II [livro eletrônico]. Fortaleza: Imprensa Universitária; Secretaria de Cultura da UFC, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/61403/1/2021_liv_mjalbuquerqu e.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025. 

Com base na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que analisa corretamente a regência verbal dos termos destacados no trecho "Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas".
Alternativas
Q3784666 Português
"O objetivo do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) é financiar obras, adquirir equipamentos e veículos que contribuam para melhorar o atendimento à população, especialmente em regiões vulneráveis e com vazios assistenciais."
Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3784646 Português
"O objetivo do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) é financiar obras, adquirir equipamentos e veículos que contribuam para melhorar o atendimento à população, especialmente em regiões vulneráveis e com vazios assistenciais."
Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3784624 Português
"O objetivo do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) é financiar obras, adquirir equipamentos e veículos que contribuam para melhorar o atendimento à população, especialmente em regiões vulneráveis e com vazios assistenciais."
Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3784604 Português
"O objetivo do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) é financiar obras, adquirir equipamentos e veículos que contribuam para melhorar o atendimento à população, especialmente em regiões vulneráveis e com vazios assistenciais."
Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, identifique a alternativa incorreta. 
Alternativas
Respostas
5441: D
5442: A
5443: C
5444: D
5445: D
5446: B
5447: A
5448: A
5449: C
5450: B
5451: A
5452: C
5453: E
5454: E
5455: B
5456: C
5457: D
5458: D
5459: A
5460: A