Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Indique a frase CORRETA em que o “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito.
“Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna o grande ainda menor. O ex-pequeno , logo promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se o seu sofrimento tiver boa memória.”
Observando-se os períodos e as orações do trecho acima, pode-se afirmar que a cronista escreveu:
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta sobre este fragmento de texto:
Então, temos que pensar duas coisas: se a mulher corre risco de morte, ela não pode ter só a porta da delegacia para pedir ajuda. Ela precisa de uma proteção imediata. E essa proteção imediata não virá da polícia. Ela precisa ter é um centro de referência aberto 24 horas para atendê-la, uma casa-abrigo ou de passagem, para onde ela possa ser encaminhada rapidamente e sair do contexto da violência.
Fonte: https://jc.uol.com.br (com destaques)
Considere este fragmento de texto para a questão.
JORNAL DO COMMERCIO – Por que os números de feminicídios continuam tão altos no Brasil? Onde estamos falhando no enfrentamento do crime de gênero?
WÂNIA PASINATO - Uma falha que eu vejo nesse processo histórico de visibilização da violência contra a mulher é uma aposta muito grande que se faz nas respostas através da criminalização da violência, [1] em detrimento de caminhos que priorizem a prevenção. Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Toda vez que nós identificamos uma nova forma de violência contra a mulher, [2] a primeira resposta que a sociedade demanda é a adoção de uma lei ainda mais punitiva. Mas a gente não pensa de forma preventiva, [3] que priorize o enfrentamento da causa dessa violência e não, [4] suas consequências. As iniciativas de prevenção ainda são muito tímidas.
Fonte: https://jc.uol.com.br (com destaques)
“Busque ajuda se necessário: caso perceba que o hábito está saindo do controle, procure apoio de um especialista em saúde mental ou educação financeira”.
Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede.
( ) Em “O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim ‘calculus’... (1º par.), as vírgulas foram empregadas a fim de isolarem uma oração subordinada adjetiva restritiva e, se fossem retiradas, alterar-se-ia o sentido do contexto.
( ) Em “Tal conhecimento, argumentou o genial autor de ‘A Biblioteca de Babel’, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. (2º par.), o pronome oblíquo átono encontra-se em posição proclítica, podendo ser facultativamente usado de forma enclítica, sem alterar a correção gramatical do contexto.
( ) Em “O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas.” (3º par.), por possui valor adverbial, a expressão em destaque poderia se encontrar entre vírgulas, já que se trata de um termo deslocado.
( ) Em “No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar.” (10º par.), todas as vírgulas foram usadas a fim de isolarem um Aposto Explicativo.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a sequência.
O fragmento abaixo serve de base para responder à questão.
“Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o ‘virus’ latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.” (7º par.)
Analisando-se as regras gramaticais vigentes da Língua Portuguesa, afirma-se que as expressões acima destacadas podem ser substituídas correta e respectivamente por:
O fragmento abaixo serve de base para responder à questão.
“O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim ‘calculus’, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.” (1º par.)
Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede.
( ) Em “O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia...”, nota-se a presença de um Aposto.
( ) A palavra “que” possui dois papéis gramaticais e coesivos distintos, sendo respectivamente pronome relativo e conjunção integrante.
( ) Nos termos “à etimologia” e “aos pedregulhos”, a preposição que inicia cada um dos termos foi utilizada em razão da regra de Regência Verbal.
( ) A oração “para fazer contas” expressa ideia de finalidade no contexto em que foi empregada.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a sequência.
TEXTO I
Sons que confortam
Martha Medeiros
Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.
Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.
E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.
Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.
O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar. O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.
O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama. Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.
O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.
O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.
A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho.
O sinal da hora do recreio.
A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.
O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos.
O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.
E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.
MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011. Adaptado.
Leia as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:
( ) Em “Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam.” (2º par.), a vírgula foi utilizada de forma obrigatória por isolar um termo deslocado em relação à ordem frasal direta do Português.
( ) Em “E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros...”, (3º par.) as palavras destacadas têm como classificação morfológica a indicação de serem Pronomes Substantivos Indefinidos”.
( ) Em “a voz no alto-falante do aeroporto” (4º par.), a palavra destacada possui como plural a forma “os alto-falantes”.
( ) Em “A música que você mais gosta tocando no rádio do carro.” (11º par.), nota-se um erro de Regência verbal segundo a norma culta da Língua Portuguesa.
( ) Em “Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando...” (6º par.), a oração em destaque exerce função sintática de Adjunto Adnominal sobre o nome “sensação”.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta é:
TEXTO I
Sons que confortam
Martha Medeiros
Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.
Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.
E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.
Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.
O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar. O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.
O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama. Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.
O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.
O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.
A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho.
O sinal da hora do recreio.
A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.
O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos.
O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.
E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.
MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011. Adaptado.
“O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.” (5º par.).
Analisando-se o fragmento acima e o sentido empregado a partir do uso dos elementos coesivos em destaque, pode se afirmar que cada um deles pode ser substituído corretamente, segundo a norma culta da Língua Portuguesa, respectivamente, por:
Selecione a alternativa correta conforme a norma culta.
Leia, a seguir, o poema intitulado “Vou-me embora para pasárgada”, de Manuel Bandeira, e responda à questão.
Vou-me embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Fonte: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem.
Rio de Janeiro: Editora Global, 1930.
Após leitura do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F), as afirmativas a seguir.
I. No verso “Vou-me embora pra Pasárgada”, o termo em destaque apresenta a colocação pronominal denominada mesóclise, que é bem comum nos textos dos escritores do cânone literário;
II. Nos versos “De tal modo inconsequente\ Que Joana a Louca de Espanha”, o termo em destaque classifica-se como pronome relativo;
III. No verso “Vou-me embora pra Pasárgada”, o termo “pra” não se adequa ao uso da normapadrão e deve ser, imediatamente, corrigido;
IV. Os verbos “escolherei”, “farei”, “andarei”, “montarei” e “subirei” estão conjugados na primeira pessoa do singular do futuro do presente do modo indicativo.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
Leia, a seguir, a letra da música “Os anjos”, de Legião urbana, e responda à questão.
Os Anjos
Legião Urbana
Hoje não dá, hoje não dá
Não sei mais o que dizer e nem o que pensar
Hoje não dá, hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome, hoje não
dá
Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
As dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno
Temperar com essência de espirito de porco
Duas xícaras de diferença
E um tablete e meio de preguiça
Hoje não dá, hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora e eu quero brincar
Mas hoje não dá, hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada e descansar
Gostaria de não saber
Destes crimes atrozes
É todo dia agora
E o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe
Mas hoje não dá
Não sei o que pensar
E nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou
Fonte: https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/46964/
Após leitura da letra da música “Os anjos”, de Legião urbana, analise as afirmativas a seguir.
I. A letra em questão retrata o hibridismo de gêneros textuais\discursivos, ao utilizar características estruturais de uma receita culinária em uma de suas estrofes;
II. Os verbos “pegue”, “junte”, “coloque”, “adicione”, “mexa” e “misture” estão conjugados no modo subjuntivo;
III. Nos versos “Só nos sobrou do amor\ A falta que ficou”, o sujeito do verbo sobrar é representado pelo pronome “nos”;
IV. No verso “A falta que ficou”, o termo em destaque é um pronome relativo.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
Indique a assertiva correta.
