Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
Foram encontradas 38.396 questões
Texto para a questão a seguir:
A Lenda da Gárgula
As gárgulas são figuras esculpidas em pedra, comumente encontradas na arquitetura de catedrais medievais, que capturam a imaginação popular há séculos. Frequentemente retratadas como criaturas monstruosas e grotescas, sua presença imponente no alto de edifícios sagrados parece contraditória. No entanto, essas esculturas não são meros adornos; elas carregam uma rica bagagem de lendas e simbolismos que explicam sua função tanto prática quanto espiritual, servindo como guardiãs silenciosas que observam a cidade do alto.
A origem do termo e da lenda mais famosa remonta à França do século VII, na cidade de Rouen. Conta a história que um temível dragão chamado "La Gargouille" aterrorizava a região, emergindo do rio Sena para cuspir água, inundar terras e devorar barcos e habitantes. A criatura era tão poderosa que os cidadãos, desesperados, ofereciam-lhe um sacrifício humano anual para aplacar sua fúria e garantir que o resto da população fosse poupado de sua ira destrutiva.
A situação mudou com a chegada de Romanus, um clérigo que mais tarde se tornaria São Romano de Rouen. Prometendo livrar a cidade do monstro em troca da conversão de seus habitantes ao cristianismo, ele enfrentou La Gargouille. Usando apenas a sua fé e o sinal da cruz, Romanus conseguiu domar a criatura, amarrando-a com sua estola e conduzindo-a de volta à cidade, onde foi condenada à morte e queimada em uma grande fogueira na praça pública.
Da carcaça incinerada do dragão, porém, uma parte permaneceu intacta: sua cabeça e seu pescoço, que, por terem sido constantemente expostos ao fogo expelido pela própria criatura, haviam se tornado imunes às chamas. Como um troféu e um aviso, a cabeça de La Gargouille foi montada na fachada da nova igreja da cidade. Essa se tornou a primeira gárgula, estabelecendo o precedente para que outras catedrais adotassem figuras semelhantes, não apenas como um sistema para escoar a água da chuva (função prática que deu origem ao nome, do francês "gargouiller", gargarejar), mas também como um símbolo de proteção, que afasta os maus espíritos e lembra aos fiéis que, enquanto o mal existe do lado de fora, dentro da igreja eles encontrarão a salvação.
A concordância nominal, embora siga regras gerais de harmonia entre o substantivo e seus determinantes, apresenta casos específicos que exigem atenção, especialmente quando há adjetivos compostos, numerais, expressões invariáveis ou palavras como "mesmo", "próprio", "anexo" e "incluso".
Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais há concordância nominal de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
I. Seguem anexos os documentos solicitados na reunião.
II. As alunas mesmas elaboraram o relatório sem ajuda externa.
III. As portas e janelas permaneceram fechados durante a tempestade.
IV. É proibida a entrada de visitantes sem identificação prévia.
Em quais afirmativas o uso da concordância nominal está correto?
A regência verbal é um dos temas mais delicados da norma-padrão, pois envolve o reconhecimento de quando um verbo exige complemento direto, indireto, ambos ou nenhum.
Com base nas regras de regência verbal, assinale a alternativa em que o verbo está corretamente empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
As conjunções coordenativas exercem papel essencial na construção lógica do período composto, estabelecendo entre as orações relações semânticas como adição, contraste, alternância, conclusão e explicação. O domínio dessas relações é fundamental para a interpretação e a coesão textual, já que a troca de uma conjunção por outra pode alterar completamente o sentido de uma frase.
Com base nas regras de uso e classificação das conjunções coordenativas, assinale a alternativa em que a conjunção destacada está corretamente classificada quanto ao seu tipo.
I. O aluno está adaptado com as novas regras da instituição.
II. Estou plenamente convicto de que suas intenções são verdadeiras.
III. A jovem foi reinserida em um novo grupo social após a reabilitação.
IV. O palestrante demonstrou certeza que a pesquisa seria aprovada.
V. Os rapazes foram obedientes a seus pais durante toda a infância.
Em quais afirmativas o emprego da regência nominal está correto em todas as ocorrências?
Acerca do valor semântico dos conectores e sua função na coesão textual, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O conector "portanto" é classificado como adversativo, sendo semanticamente equivalente a "contudo", utilizado para introduzir uma ideia que se opõe à anterior.
(__)Em "Ele estudou muito, *logo* foi reprovado", o conector "logo" está empregado corretamente para indicar a consequência esperada da ação anterior, estabelecendo uma relação de causa e efeito direta.
(__)A conjunção "embora" introduz uma oração causal, explicando o motivo pelo qual a oração principal ocorre, possuindo o mesmo valor semântico de "visto que".
(__)Na sentença "O evento foi cancelado, *porquanto* o palestrante adoeceu", o conector "porquanto" estabelece uma relação de causa/explicação, podendo ser substituído por "porque" ou "visto que".
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Considerando as regras de regência verbal estabelecidas pela gramática normativa para o uso formal da língua, assinale a alternativa que apresenta uma construção totalmente correta.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as funções sintáticas:
I.Na oração 'Os manifestantes precisam de paz', o termo 'de paz' classifica-se como objeto indireto, pois complementa o sentido do verbo transitivo indireto 'precisar'.
II.Em 'Naquela manhã chuvosa, o réu falou ao juiz', o termo 'Naquela manhã chuvosa' funciona como sujeito da oração, pois indica quando a ação ocorreu.
III.Na frase 'A população de São Paulo compareceu ao evento', o termo 'de São Paulo' exerce a função de adjunto adnominal, restringindo o sentido do núcleo do sujeito 'população'.
Está correto o que se afirma em:
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre o uso correto dos 'porquês'.
I.Em 'Não sei *por que* ele faltou', usa-se 'por que' (separado) pois equivale a 'por qual motivo' ou 'pela qual razão', introduzindo uma interrogativa indireta.
II.Em 'Ninguém entendeu o *porquê* da demissão', usa-se 'porquê' (junto e com acento) pois se tornou um substantivo, sinônimo de 'o motivo', vindo precedido de artigo.
III.Em 'Ele não veio *porque* estava doente', usa-se 'porque' (junto) pois é uma conjunção causal ou explicativa, podendo ser substituída por 'pois' ou 'visto que'.
Está correto o que se afirma em:
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as regras de concordância verbal:
I.Na frase 'Houveram muitos problemas na reunião', a concordância está correta, pois o verbo 'haver' concorda com o sujeito plural 'muitos problemas'.
II.Em 'Faz cinco anos que não o vejo', o verbo 'fazer', indicando tempo decorrido, deve ficar no singular, pois é impessoal.
III.Se o sujeito é composto e posposto ao verbo (ex: 'Chegou o pai e o filho'), a norma-padrão permite tanto a concordância atrativa (com o mais próximo: 'Chegou') quanto a concordância com a soma dos núcleos (plural: 'Chegaram').
Está correto o que se afirma em:
Acerca das regras de regência verbal da norma-padrão, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O verbo 'implicar', no sentido de 'ter como consequência' ou 'acarretar', é transitivo direto, sendo inadequado na norma-padrão o uso da preposição 'em' (ex: 'Isso implica *em* custos').
(__)O verbo 'assistir', no sentido de 'prestar ajuda' ou 'auxiliar', é transitivo indireto, exigindo a preposição 'a' (ex: 'O médico assistiu *ao* paciente').
(__)O verbo 'esquecer', quando pronominal ('esquecer-se'), exige a preposição 'de' (ex: 'Eu me esqueci *do* compromisso'); já na forma não pronominal, é transitivo direto (ex: 'Eu esqueci *o* compromisso').
(__)O verbo 'visar', no sentido de 'almejar' ou 'ter como objetivo', rege a preposição 'a' (ex: 'Visamos *ao* sucesso'); no sentido de 'mirar' ou 'dar visto', é transitivo direto.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.A coesão referencial por anáfora ocorre quando um termo (ex: pronome) retoma um elemento já expresso no texto, enquanto a catáfora ocorre quando o termo antecipa um elemento que será mencionado posteriormente.
II.No enunciado 'O diretor informou *isto*: todos deveriam participar da reunião', o pronome demonstrativo 'isto' estabelece uma relação anafórica, pois retoma a informação principal do diretor para detalhá-la.
III.A coesão sequencial é responsável por estabelecer o encadeamento lógico entre as ideias do texto, utilizando operadores discursivos (conectores) para indicar relações como oposição (ex: 'mas', 'embora') ou conclusão (ex: 'portanto', 'logo').
Está correto o que se afirma em:
(__)Na frase 'Conquanto o intérprete de LIBRAS estudasse muito, não obteve a fluência desejada', a conjunção 'Conquanto' expressa valor de concessão, indicando que o estudo (um fato positivo) não foi suficiente para impedir o resultado negativo (não obter fluência), podendo ser substituída por 'Embora'.
(__)Na frase 'A política de inclusão foi criticada, porquanto não previa intérpretes em tempo integral', a conjunção 'porquanto' expressa valor de adversidade, indicando oposição à crítica, podendo ser substituída por 'mas'.
(__)A conjunção 'conquanto' é sinônimo de 'portanto', sendo utilizada para introduzir uma conclusão lógica decorrente do fato apresentado na oração principal.
(__)A conjunção 'porquanto' é sinônimo de 'conquanto', sendo ambas conjunções concessivas que podem ser substituídas por 'apesar de que' em qualquer contexto.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.Na frase (1), a palavra 'surdo' é classificada como substantivo, pois é antecedida pelo artigo 'O' e funciona como núcleo do sujeito.
II.Na frase (2), a palavra 'surdo' é classificada como substantivo, atuando como aposto explicativo do termo 'aluno'.
III.O fenômeno ocorrido em (1) é chamado de derivação imprópria, pois o adjetivo 'surdo' (que indica uma característica) foi convertido em substantivo (indicando o indivíduo).
Está correto o que se afirma em:
(__)A palavra 'bastante' é sempre um advérbio de intensidade, permanecendo invariável, mesmo em frases como 'Eles demonstraram bastantes razões', onde a forma correta seria 'bastante razões'.
(__)Na frase 'Os relatórios seguem anexo', a palavra 'anexo' está correta, pois funciona como advérbio na locução 'em anexo' subentendida, sendo, portanto, invariável.
(__)A expressão 'é proibido' deve permanecer sempre invariável, independentemente da presença de determinantes. Assim, a construção 'É proibida a entrada de estranhos' contraria a norma culta.
(__)Na sentença 'Sem o artigo, a expressão 'é proibido' permanece invariável (Ex: É proibido entrada), mas, com a presença do artigo, ela deve concordar com o substantivo (Ex: É proibida a entrada)'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A reescrita 'O candidato não obteve a aprovação no concurso, *porque* se preparou intensamente' mantém o sentido original, alterando apenas a ordem das orações.
(__)A forma 'O candidato não obteve a aprovação no concurso, *conquanto* tenha se preparado intensamente' altera o sentido original, pois 'conquanto' introduz uma ideia de tempo, e não de oposição.
(__)A reescrita 'Tendo se preparado intensamente, o candidato não obteve a aprovação no concurso' está gramaticalmente incorreta, pois não se pode usar oração reduzida de gerúndio com sentido concessivo.
(__)A sentença 'Apesar de ter se preparado intensamente, o candidato não obteve a aprovação no concurso' é uma reescrita gramaticalmente correta e que preserva integralmente o sentido concessivo original.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: