Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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A conjunção “seja”, nas linhas 3 e 5, que estabelece uma relação de coordenação entre ideias, poderia ser substituída pela conjunção quer, sem prejuízo para a correção gramatical do período
1. Espero que o projeto se adéque à expectativa do solicitante.
2. O rapaz reouve a quantia investida e interveio no processo adequadamente.
3. Quando todos se dispuseram a participar, ele creu que a proposta teria sucesso.
4. Tu aboles a lei para que creiamos na transformação dela advinda.
5. É preciso que nós renascemos para que não requeiram nossos direitos.
Está correto o uso do verbo em:
Assinale a alternativa correta
1. • Se precisar que eu te ajude, venha até aqui. (condição)
• A não ser que me seja exigido, não participarei das comemorações. (condição)
2. • Organize as informações segundo a proposta do departamento! (conformidade de um fato em relação a outro)
• Quanto mais gritava menos era ouvido. (proporção)
3. • O ambiente fcou gelado depois que o sol se pôs. (tempo)
• A discussão teve início assim que o projeto foi aprovado. (causa)
4. • Como a profssão não interessava, não participou do certame. (causa)
• Eu não abro mão dos meus sonhos mesmo que os desafos aumentem. (causa)
5. • Esmerou-se tanto na tarefa que recebeu honra ao mérito. (consequência)
• Faça um sinal para que os funcionários entrem na sala no horário adequado ( tempo)
Estão corretas as análises das duas orações apenas em:
O trecho “que tradicionalmente beneficia políticos de todos os matizes” (l.9-10) é empregado, no texto, com sentido restritivo.
O termo “com isso” (l.8) refere-se ao fato de o Congresso ter “incluído em sua agenda positiva um esforço para eliminar essa prerrogativa” (l.6-7).
Se o termo “quando” (l.13) for substituído pela conjunção se ou pela conjunção desde que, haverá prejuízo da coerência textual.
A substituição de “para os” por aos nas ocorrências entre as linhas 11 e 15 manteria a correção gramatical do texto.
A substituição de “exigirá” (l.8) por exigiriam manteria a correta correlação entre os tempos e modos verbais empregados no período.
I. Em "... à inserção do negro,..." (1º§), o uso da crase é facultativo, pois o termo "relação" possui dupla regência.
II. No trecho "... à representatividade..." (2º§) ocorre a crase, pois a palavra feminina " representatividade" é determinada pelo artigo "a" e subordinada ao termo "obedecendo", que exige preposição "a".
III. Em "... no combate a essa dupla discriminação..." (2º§), não pode o "a" receber o acento indicador da crase por estar seguido de pronome demonstrativo.
Está (ão) correta (s) a (s) afirmativa (s)
Texto
Muito além de impressões digitais
Um passado sem rosto e sem rastro transformou a figura da mãe numa pálida lembrança. E levou consigo a imagem da menina Camila, ex-moradora de rua, sem deixar na adulta a certeza de como era quando criança. Com a morte da mãe no parto do oitavo irmão, há nove anos, depois de peregrinar com os sete irmãos pelas ruas de diversos bairros, ela ganhou uma casa. Foi morar com a tia e cada irmão seguiu para viver com um parente.
A história da família Gomes, até a geração de Camila Cláudia, hoje com 21 anos, é apenas oral. Não há um único registro fotográfico dessa vida nômade. Nem fotos, nem documentos. Camila não tem certidão de nascimento, o que impede o acesso aos direitos mais elementares. E não se lembra de ter visto fotos da mãe.
Uma aflição latente ficou de herança. Os nascimentos de Camille, de 2 anos, e Sofia, de 5 meses, trouxeram um novo desejo à vida da menina sem foto. Há pouco menos de dois anos, ela comprou um celular com câmera, exclusivamente para fotografar a primeira filha.
Camila tem a chance agora de deixar impressa sua passagem pelo mundo. Ela ilustra a farta variedade de estatísticas que apontam para o consumo crescente de celulares e câmeras digitais no país, instrumentos também de inclusão. Nos últimos três anos, o item de consumo que mais cresceu no Brasil foi a câmera digital (de 20% para 35%), indicam os dados da consultoria Kantar WorldPanel, divulgados em setembro. Um estudo da Fecomércio do ano passado mostra que, de 2003 a 2009, o gasto com celular já havia aumentado 63,6% em todas as classes sociais. Na E, chegou a 312%. Soma-se a estes um outro dado, e a equação se completa: cerca de 66% dos brasileiros usam o celular para tirar fotografias, segundo pesquisa do Instituto Data Popular colhida este ano.
A democratização do acesso se consolidou. Estamos diante de novos tempos, moldados pela democratização do acesso ao registro de imagens. As classes populares deixaram de ser apenas o objeto fotografado e tornaram-se também agentes desse universo pictórico: são produtores em escala crescente, de imagens de seu cotidiano.
(Revista O globo, novembro de 2012.)
Texto
Muito além de impressões digitais
Um passado sem rosto e sem rastro transformou a figura da mãe numa pálida lembrança. E levou consigo a imagem da menina Camila, ex-moradora de rua, sem deixar na adulta a certeza de como era quando criança. Com a morte da mãe no parto do oitavo irmão, há nove anos, depois de peregrinar com os sete irmãos pelas ruas de diversos bairros, ela ganhou uma casa. Foi morar com a tia e cada irmão seguiu para viver com um parente.
A história da família Gomes, até a geração de Camila Cláudia, hoje com 21 anos, é apenas oral. Não há um único registro fotográfico dessa vida nômade. Nem fotos, nem documentos. Camila não tem certidão de nascimento, o que impede o acesso aos direitos mais elementares. E não se lembra de ter visto fotos da mãe.
Uma aflição latente ficou de herança. Os nascimentos de Camille, de 2 anos, e Sofia, de 5 meses, trouxeram um novo desejo à vida da menina sem foto. Há pouco menos de dois anos, ela comprou um celular com câmera, exclusivamente para fotografar a primeira filha.
Camila tem a chance agora de deixar impressa sua passagem pelo mundo. Ela ilustra a farta variedade de estatísticas que apontam para o consumo crescente de celulares e câmeras digitais no país, instrumentos também de inclusão. Nos últimos três anos, o item de consumo que mais cresceu no Brasil foi a câmera digital (de 20% para 35%), indicam os dados da consultoria Kantar WorldPanel, divulgados em setembro. Um estudo da Fecomércio do ano passado mostra que, de 2003 a 2009, o gasto com celular já havia aumentado 63,6% em todas as classes sociais. Na E, chegou a 312%. Soma-se a estes um outro dado, e a equação se completa: cerca de 66% dos brasileiros usam o celular para tirar fotografias, segundo pesquisa do Instituto Data Popular colhida este ano.
A democratização do acesso se consolidou. Estamos diante de novos tempos, moldados pela democratização do acesso ao registro de imagens. As classes populares deixaram de ser apenas o objeto fotografado e tornaram-se também agentes desse universo pictórico: são produtores em escala crescente, de imagens de seu cotidiano.
(Revista O globo, novembro de 2012.)
“(...) chorar é golpe baixo.” (1º parágrafo)
I. Acabava desistindo da briga, o que o deixava furioso (...) (1º parágrafo)
II. Decidido, foi à farmácia e pediu ao encarregado que lhe aplicasse a testosterona (...) (5º parágrafo)
A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (l.5) não prejudicaria a correção gramatical do período, uma vez que o verbo pode apresentar concordância com a ideia singular de “brasileiro” (l.4) ou de “estrangeiro” (l.4) ou com a ideia plural de “o brasileiro ou o estrangeiro” (l.3-4).
No trecho “devido ao fato (...) da política” (l.9-11), mantendo-se as ideias e a correção do texto, a expressão nominal “a instituição da política” poderia ser transformada em oração, desde que o sinal de dois-pontos que a antecede fosse substituído por vírgula, da seguinte forma: por ela se distanciar do que seria sua razão de ser, que é a instituição da política.
“Geral” da categoria “Privacidade”, sem o consentimento dos cadastrados da rede social.
Em norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com.
A ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS -Os traficantes entram em nossas casas porque encontram portas abertas. E seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem qualquer esperança. Temos muitas dúvidas a respeito de quase todas as coisas que nos são importantes Mas também temos algumas certezas. Elas derivam da observação dos fatos, especialmente daqueles que são indiscutíveis, que não deixam margem para interpretações variadas. Uma dessas certezas tem a ver com o uso de drogas: praticamente todas as pessoas viciadas começaram a usar algum tipo de droga nos primeiros anos da adolescência, entre os 13 e os 17 anos de idade. Isso é válido para o uso de drogas pesadas, mas igualmente acontece com a iniciação ao uso do cigarro normal que, mesmo provocando poucos efeitos psicológicos, determina forte inclinação para a dependência. Outra certeza que temos é a necessidade urgente de compreendermos melhor o que se passa na cabeça dos nossos jovens, para que possamos impedir que persista a tendência atual, que é a do uso de drogas por um número cada vez maior de pessoas, e que ela venha a envolver praticamente toda a juventude do nosso país. Teremos que providenciar novas atitudes dos pais e da sociedade, especialmente se isso puder ajudar nossas crianças a crescerem com mais força e determinação pessoal. Sim, porque é fácil colocar toda a culpa do problema das drogas nos traficantes e em outros delinquentes que fazem fortuna com esse comércio. A verdade é que eles entram nas nossas casas porque encontram portas abertas. E eles seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem esperanças. Disponível em: www.somostodosum.ig.com.br |



