Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3845422 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− Agora não, minha riqueza.", a vírgula tem um papel específico na organização da frase. Considerando o uso da vírgula nesse contexto, analise  
Alternativas
Q3845388 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu dia em cadeiras


Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da manhã, que possui quase sempre a mesma composição: uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da avenida, que cresce aos poucos.

Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada, como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada, doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando "não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi que meu mau humor, em grande parte, estava relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui ver, eu tinha chegado.

No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém que está visitando o escritório ou usam para colocar alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a ergonomia que é diferente. Que raiva!

E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode causar uma baita de um desconforto. Passar horas no trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos músculos extremamente desagradável. E você, como seria se você contasse como foi o seu dia a partir de uma cadeira?

Texto Adaptado

BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se.", o uso das vírgulas obedece a critérios sintáticos e discursivos. Considerando a norma-padrão da língua portuguesa e os efeitos de sentido no contexto, assinale a alternativa CORRETA. 
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Q3845218 Português
As orações coordenadas articulam-se por meio de conectivos que estabelecem relações lógicas precisas entre ideias independentes. O domínio do valor semântico desses conectivos é essencial para evitar ambiguidades argumentativas, sobretudo em textos dissertativos, nos quais pequenas alterações na escolha do conectivo podem modificar substancialmente o sentido global do enunciado.
No período “Reconheceu a importância da leitura, ___ não modificou suas práticas pedagógicas”, o conectivo que melhor estabelece relação de oposição com valor concessivo implícito é:
Alternativas
Q3845217 Português
A ordem canônica da língua portuguesa organiza-se, preferencialmente, na sequência sujeito–verbo–complementos, favorecendo clareza e previsibilidade sintática. Contudo, textos literários, jornalísticos e argumentativos recorrem frequentemente à inversão dessa ordem como recurso expressivo, seja para conferir ênfase, seja para adequar o ritmo do enunciado ou destacar determinado termo. Tal inversão não compromete a correção gramatical, mas altera o foco informacional da frase.
Assinale a alternativa em que a ordem indireta foi empregada sem prejuízo sintático ou semântico, com finalidade expressiva adequada. 
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Q3845214 Português
Em textos argumentativos, listas de objetivos, propostas pedagógicas ou enumerações conceituais, é comum que o autor organize ideias em sequência. Para que essa organização não comprometa a clareza nem a coerência do texto, é necessário que as estruturas gramaticais apresentem simetria. Quando há quebra dessa simetria, o leitor percebe estranhamento sintático e dificuldade de interpretação, o que enfraquece a força argumentativa do enunciado.
Assinale a alternativa em que o paralelismo sintático e semântico está corretamente estabelecido.
Alternativas
Q3844887 Português
"Oremos, Maria, porque eu quero agradecer ao Divino Criador sua proteção sobre esta casa."
A vírgula indica pequenas pausas no texto e pode ser empregada em diversas situações de escrita.
No enunciado acima, ela foi empregada para:
Alternativas
Q3844709 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como um professor de escola pública e uma parlamentar negra criaram o Dia do Professor há quase oitenta anos


Na sala dos professores do Ginásio Caetano de Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse o desgaste docente. Foi nesse contexto que o piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos celebravam um dia de confraternização com os mestres. Da junção dessa memória com a necessidade escolar, propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado em quinze de outubro — data que coincide com a Lei Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública primária no Brasil.

Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da experiência concreta do magistério: um gesto simples e humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde mental.

Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de Barros (1901−1952), professora e deputada estadual — a primeira mulher negra eleita para um cargo público no país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar. Embora independentes, as iniciativas expressavam o mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o magistério em um país em redemocratização. Para Allara e para o educador Italo Curcio, Becker representava a valorização pela vivência cotidiana da sala de aula, enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento político e social — duas vias complementares de afirmação da docência.

A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que oficializou o Dia do Professor em todo o território nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela USP, professor de história e geografia por quase meio século e mais tarde docente de direito internacional, revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta para firmá-lo como referência na valorização do magistério.

Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza, alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se hospedavam na pensão mantida por sua mãe e construiu carreira como professora, jornalista, líder do magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social e pela centralidade da educação na democracia.

O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da educação pública brasileira. Essa legislação definiu funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou conteúdos essenciais, além de prever remuneração para professores que, se atualizada de forma correta ainda hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$ 14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e prestígio, a lei representou tentativa pioneira de universalizar o ensino e consolidar a educação como responsabilidade do Estado.

Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor continua relevante, ainda que com menor solenidade do que no passado. Para Allara, há um descompasso entre o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de valorização profissional. A celebração homenageia o professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa avançar para consolidar o magistério como pilar estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como conclui Curcio, o professor segue sendo figura respeitada e celebrada.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação.

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3844707 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como um professor de escola pública e uma parlamentar negra criaram o Dia do Professor há quase oitenta anos


Na sala dos professores do Ginásio Caetano de Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse o desgaste docente. Foi nesse contexto que o piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos celebravam um dia de confraternização com os mestres. Da junção dessa memória com a necessidade escolar, propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado em quinze de outubro — data que coincide com a Lei Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública primária no Brasil.

Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da experiência concreta do magistério: um gesto simples e humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde mental.

Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de Barros (1901−1952), professora e deputada estadual — a primeira mulher negra eleita para um cargo público no país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar. Embora independentes, as iniciativas expressavam o mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o magistério em um país em redemocratização. Para Allara e para o educador Italo Curcio, Becker representava a valorização pela vivência cotidiana da sala de aula, enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento político e social — duas vias complementares de afirmação da docência.

A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que oficializou o Dia do Professor em todo o território nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela USP, professor de história e geografia por quase meio século e mais tarde docente de direito internacional, revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta para firmá-lo como referência na valorização do magistério.

Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza, alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se hospedavam na pensão mantida por sua mãe e construiu carreira como professora, jornalista, líder do magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social e pela centralidade da educação na democracia.

O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da educação pública brasileira. Essa legislação definiu funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou conteúdos essenciais, além de prever remuneração para professores que, se atualizada de forma correta ainda hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$ 14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e prestígio, a lei representou tentativa pioneira de universalizar o ensino e consolidar a educação como responsabilidade do Estado.

Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor continua relevante, ainda que com menor solenidade do que no passado. Para Allara, há um descompasso entre o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de valorização profissional. A celebração homenageia o professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa avançar para consolidar o magistério como pilar estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como conclui Curcio, o professor segue sendo figura respeitada e celebrada.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
Antonieta de Barros cresceu em meio à pobreza, alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes "que se hospedavam na pensão mantida por sua mãe". Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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Ano: 2026 Banca: IESES Órgão: SCGás Prova: IESES - 2026 - SCGás - Contador |
Q3844644 Português
Considerando as regras de emprego do acento indicativo de crase, bem como a regência verbal e nominal, analise as frases a seguir e assinale a alternativa em que o uso da crase está INADEQUADO, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.  
Alternativas
Q3844269 Português
Queimadas


   As queimadas no Brasil têm-se tornado um problema cada vez mais sério, especialmente em áreas como a Amazônia e o Pantanal. Quando florestas pegam fogo, muitas árvores e plantas são destruídas, e os animais perdem suas casas. Além disso, a fumaça das queimadas pode fazer mal para a nossa saúde e para o meio ambiente.

   Esses incêndios podem acontecer por diferentes razões. Algumas vezes, as pessoas colocam fogo nas florestas para abrir espaço a plantações ou criação de gado. Outras vezes, as queimadas ocorrem por acidentes, como quando alguém joga uma bituca de cigarro acesa no chão. O clima seco e a falta de chuva também podem facilitar a propagação das chamas.

   Mas o que podemos fazer para ajudar a proteger nosso meio ambiente? Primeiro, é importante aprender sobre a natureza e entender por que as florestas são tão importantes. As árvores produzem oxigênio, que é o ar que respiramos, e também ajudam a manter a temperatura da Terra equilibrada. Além disso, muitas espécies de animais e plantas só existem nas florestas.

   Por fim, pequenas ações podem fazer uma grande diferença. Não jogar lixo nas ruas, participar de campanhas de plantio de árvores, e, se possível, denunciar práticas ilegais que prejudicam a natureza. Com a ajuda de todos, podemos proteger o meio ambiente para as futuras gerações.


(https://br.pinterest.com/pin/1266706141441469/. Acessado em 22 de outubro de 2025)
A frase do início do texto – As queimadas no Brasil têm-se tornado um problema cada vez mais sério... – está escrita no singular, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na alternativa:
Alternativas
Q3844265 Português





(O Estado de S. Paulo, 30 de outubro de 2025)

Leia a frase do primeiro quadrinho, escrita com o verbo na 1a pessoa do plural (nós) e seu pronome correspondente (nos):

“Temos que nos preparar para o grande jogo, pessoal!”

A frase está reescrita corretamente, de acordo com a norma-padrão, em
Alternativas
Q3844215 Português

Texto para a questão.


Programa mulheres de peito


        A OMS estima que no mundo ocorram cerca de 1.050.000 casos de câncer de mama por ano. É o tipo de câncer que mais incide sobre a população feminina. Nas mulheres, é a causa mais frequente de morte por câncer.


         As causas do câncer de mama não são totalmente conhecidas, mas sabe‑se que a doença é multifatorial e depende de uma complexa combinação de fatores. A idade é o principal fator de risco, que aumenta a partir dos 35 anos em alguns grupos. As mulheres que têm entre 50 e 70 anos são as mais propensas, por isso as políticas de rastreamento, baseadas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, são prioritariamente focadas nessa faixa etária.


        Existe também a predisposição genética, que não é tão significativa, pois representa de 5% a 10% dos casos, mas serve como alerta.


        Os fatores que predispõem as mulheres ao câncer de mama são classificados entre os inevitáveis e os que podem ser evitados por meio da mudança ou incorporação de hábitos e comportamentos, possibilitando assim a intervenção direta dos programas de prevenção.


        Na primeira classificação ‑ INEVITÁVEIS ‑ temos as seguintes características: sexo feminino, idade maior que 55 anos, predisposição genética, antecedência pessoal e familiar, alta densidade mamária, menarca precoce ou menopausa tardia.


        Já os fatores de risco que podem ser EVITADOS, minimizando em tese as chances de câncer, são: migração, exposição à radiação ionizante, nuliparidade ou primeira gestação depois dos 30 anos, uso de terapia de reposição hormonal, não amamentar, consumo de álcool, fumo, abuso de gordura animal e obesidade.


Internet:<saude.sp.gov.br>  (com adaptações).

Com base no trecho “exposição à radiação ionizante”, assinale a opção correta, conforme a regência verbal e a nominal da norma‑padrão da língua portuguesa e considerando o fenômeno da crase.
Alternativas
Q3844214 Português

Texto para a questão.


    A Fundação para o Remédio Popular “Chopin Tavares de Lima” (FURP), laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) foi aprovada pelo Ministério da Saúde (MS) em dois novos projetos de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), com foco na produção nacional de medicamentos utilizados no tratamento de doenças raras.


    As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) são uma estratégia do Ministério da Saúde, por meio do Departamento do Complexo Econômico‑Industrial da Saúde (DECEIIS), que visa ampliar o acesso a medicamentos e produtos para a saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), ao mesmo tempo em que fortalece o Complexo Econômico‑Industrial da Saúde (CEIS) no Brasil.


                                                                                                                                                                                                    Internet: <gov.br/anvisa/> (com adaptações).

Acerca do trecho “que visa ampliar”, assinale a opção que apresenta a regência correta do verbo visar, segundo a norma‑padrão.
Alternativas
Q3844213 Português

Texto para a questão.


    A Fundação para o Remédio Popular “Chopin Tavares de Lima” (FURP), laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) foi aprovada pelo Ministério da Saúde (MS) em dois novos projetos de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), com foco na produção nacional de medicamentos utilizados no tratamento de doenças raras.


    As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) são uma estratégia do Ministério da Saúde, por meio do Departamento do Complexo Econômico‑Industrial da Saúde (DECEIIS), que visa ampliar o acesso a medicamentos e produtos para a saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), ao mesmo tempo em que fortalece o Complexo Econômico‑Industrial da Saúde (CEIS) no Brasil.


                                                                                                                                                                                                    Internet: <gov.br/anvisa/> (com adaptações).

Acerca da progressão discursiva do texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3844212 Português

Texto para a questão.


    Anvisa recentemente publicou resoluções proibindo a fabricação, a distribuição, a importação, a comercialização, a propaganda e o uso de alguns medicamentos agonistas de GLP‑1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. São medicamentos sem registro sanitário na Agência, ou seja, que não tiveram a qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas no Brasil.


    As medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares das chamadas canetas emagrecedoras, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil. Dessa forma, as medidas foram editadas com o propósito de impedir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população.


    É importante lembrar que, para os medicamentos aprovados no país, o detentor do registro é o responsável pela comercialização, pela disponibilidade do produto no mercado nacional e por intercorrências não previstas relacionadas com o uso do produto. No Brasil, os medicamentos agonistas de GLP‑1 estão sujeitos a prescrição médica, com retenção de receita.


    O uso de medicamentos não aprovados no país dificulta a rastreabilidade em caso de eventos adversos à saúde e impossibilita a adoção de medidas regulatórias em relação aos produtos, caso necessário.


    Nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira, o que implica riscos aos pacientes, como dificuldade de compreensão para o paciente e erros de administração. Além disso, casos eventuais de falsificação, adulteração ou produto clandestino fogem à governabilidade brasileira, uma vez que o produto está sob regulação de outros países.


Internet: <gov.br/anvisa/> (com adaptações).


Considerando o trecho “as medidas foram editadas com o propósito de impedir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população.”, o termo “a fim de” pode ser substituído, mantendo‑se o significado e a coerência, por
Alternativas
Q3843570 Português

Texto para a questão.


    Leandro Karnal – Não importa o que o profissional de enfermagem (se é técnico, auxiliar ou enfermeiro) faça, ele vai sofrer. Vai sofrer porque pode adoecer, porque pode perder alguém querido, porque a profissão é extremamente desafiadora e o ambiente hospitalar é muito estressante. Vai sofrer porque lida com a dor dos outros o dia inteiro - é inevitável. 


    Mas tanto os budistas quanto os filósofos estoicos afirmavam o seguinte: “Eu não controlo o mundo, eu controlo como o mundo me influencia”. Ou seja, trata‑se de um processo interno que a Monja Coen destaca em uma frase do budismo zen: “A dor é inevitável, o sofrimento não”. Se eu bater o pé na quina da cama, eu vou sentir dor. No entanto, se eu aumentar essa dor com xingamentos, revolta e sentimentos negativos, eu transformo a dor em sofrimento.


Internet: (com adaptações).

Assinale a opção correta, quanto à análise semântica e sintática do texto.
Alternativas
Q3843566 Português

Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa


    Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.


    Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.


    Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.


    Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.


    “Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.


    No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.


    O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.


    Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.


    Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.


    O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.


    A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.


    Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:


    • 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;


    • No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;


    • Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;


    • Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;


    • 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;


    • No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;


    • Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.


Internet: (com adaptações).

Em “No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%” e “Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer:”, os termos “No grupo que só recebeu os folhetos” e “Enquanto isso” classificam‑se, respectivamente, como
Alternativas
Q3843564 Português

Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa


    Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.


    Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.


    Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.


    Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.


    “Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.


    No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.


    O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.


    Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.


    Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.


    O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.


    A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.


    Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:


    • 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;


    • No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;


    • Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;


    • Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;


    • 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;


    • No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;


    • Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.


Internet: (com adaptações).

Com base no trecho “Os pesquisadores disseram que ‘não se trata de uma grande quantidade’ de exercícios”, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: SAAEB Prova: VUNESP - 2026 - SAAEB - Controlador Interno |
Q3842319 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Entre a década de 1960 e os anos 2000, o Brasil recebeu mais imigrantes do Norte global, como portugueses ou norte-americanos, e estrangeiros com perfil socioeconômico alto. Em sua maioria, essas pessoas não dependiam do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de escolas públicas, recorrendo a serviços privados. Era um cenário distinto do atual, marcado pela presença de imigrantes em situação de vulnerabilidade. Lançada neste ano, a nova edição do Atlas temático mostra que o país tem cerca de 415 mil imigrantes registrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ferramenta do governo federal para reconhecer famílias de baixa renda.

    “Identificamos a existência de um grande contingente de imigrantes vivendo no Brasil em situação de vulnerabilidade”, relata a demógrafa Rosana Baeninger, coordenadora do trabalho. A pesquisadora esclarece que, embora o país possua uma legislação favorável aos imigrantes, sem a articulação entre os entes federativos por meio de uma política migratória nacional, a atuação das prefeituras é sempre pontual e emergencial.

    Entre os 5.570 municípios brasileiros, somente 230 contam com algum tipo de política voltada a estrangeiros. Um deles é a cidade de São Paulo, que instituiu o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (Crai), o qual atendeu, entre 2020 e 2025, 46,7 mil pessoas.

    No Brasil há 11 anos, Kalala é um dos vários imigrantes que trabalham no Crai. Ele imigrou da República Democrática do Congo para se juntar a parentes que já haviam se estabelecido na cidade. Formado em engenharia da computação, fala sete idiomas, como suaíli, francês, inglês e espanhol. Kalala avalia que seus maiores obstáculos no Brasil são a dificuldade de acesso à educação superior e as barreiras para revalidação do diploma universitário: ele não conseguiu ainda revalidar seu documento porque o procedimento sairia para ele muito caro e exigiria a apresentação de comprovantes que precisam ser solicitados pessoalmente nos países de origem. “Em muitos casos, é mais fácil se matricular em uma nova graduação do que reconhecer o diploma no Brasil”, lamenta o engenheiro.


(Christina Queiroz. Mudanças no perfil da imigração ao Brasil. https://revistapesquisa.fapesp.br, 02.09.2025. Adaptado)

Considere os seguintes trechos do 4º parágrafo para responder à questão:


•  Ele imigrou da República Democrática do Congo para se juntar a parentes que já haviam se estabelecido na cidade.


•  … ele não conseguiu ainda revalidar seu documento porque o procedimento sairia para ele muito caro…



Os vocábulos destacados estabelecem, respectivamente, relações de sentido de

Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: SAAEB Prova: VUNESP - 2026 - SAAEB - Controlador Interno |
Q3842318 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Entre a década de 1960 e os anos 2000, o Brasil recebeu mais imigrantes do Norte global, como portugueses ou norte-americanos, e estrangeiros com perfil socioeconômico alto. Em sua maioria, essas pessoas não dependiam do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de escolas públicas, recorrendo a serviços privados. Era um cenário distinto do atual, marcado pela presença de imigrantes em situação de vulnerabilidade. Lançada neste ano, a nova edição do Atlas temático mostra que o país tem cerca de 415 mil imigrantes registrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ferramenta do governo federal para reconhecer famílias de baixa renda.

    “Identificamos a existência de um grande contingente de imigrantes vivendo no Brasil em situação de vulnerabilidade”, relata a demógrafa Rosana Baeninger, coordenadora do trabalho. A pesquisadora esclarece que, embora o país possua uma legislação favorável aos imigrantes, sem a articulação entre os entes federativos por meio de uma política migratória nacional, a atuação das prefeituras é sempre pontual e emergencial.

    Entre os 5.570 municípios brasileiros, somente 230 contam com algum tipo de política voltada a estrangeiros. Um deles é a cidade de São Paulo, que instituiu o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (Crai), o qual atendeu, entre 2020 e 2025, 46,7 mil pessoas.

    No Brasil há 11 anos, Kalala é um dos vários imigrantes que trabalham no Crai. Ele imigrou da República Democrática do Congo para se juntar a parentes que já haviam se estabelecido na cidade. Formado em engenharia da computação, fala sete idiomas, como suaíli, francês, inglês e espanhol. Kalala avalia que seus maiores obstáculos no Brasil são a dificuldade de acesso à educação superior e as barreiras para revalidação do diploma universitário: ele não conseguiu ainda revalidar seu documento porque o procedimento sairia para ele muito caro e exigiria a apresentação de comprovantes que precisam ser solicitados pessoalmente nos países de origem. “Em muitos casos, é mais fácil se matricular em uma nova graduação do que reconhecer o diploma no Brasil”, lamenta o engenheiro.


(Christina Queiroz. Mudanças no perfil da imigração ao Brasil. https://revistapesquisa.fapesp.br, 02.09.2025. Adaptado)

A alteração da expressão destacada pela que está entre colchetes mantém a norma-padrão de regência verbal e nominal em:

Alternativas
Respostas
3421: C
3422: A
3423: A
3424: A
3425: B
3426: E
3427: D
3428: D
3429: B
3430: C
3431: B
3432: B
3433: E
3434: E
3435: B
3436: B
3437: E
3438: B
3439: D
3440: B