Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3847096 Português
Assinale a alternativa que se apresenta correta com relação ao verbo destacado, de acordo com a concordância lógica da norma-padrão. 
Alternativas
Q3847056 Português

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.


Há pessoas que se dedicam _________ investigar os hábitos alimentares de diferentes populações. Sabe-se que existem aquelas que praticam a agricultura e ___________ que recorrem _________ coleta de plantas selvagens ________ fim de obter alimentos de origem vegetal.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: PC-PI Prova: FGV - 2026 - PC-PI - Oficial Investigador |
Q3846797 Português
A questão prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Quase 90% das mulheres mortas por feminicídio no Piauí entre janeiro de 2022 e abril de 2025 não denunciaram os agressores à polícia, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-PI) divulgado nesta segunda-feira (8).

Os dados fazem parte da Biografia da Vítima de Feminicídio, produzida pela Gerência de Análise Criminal Estatística (Gace), e mostram que 87,85% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra os agressores.

A SSP alerta que o feminicídio costuma ser precedido por diferentes formas de violência. “O ciclo começa com xingamentos, ciúmes excessivos, piadas ofensivas, ameaças, controle, assédio sexual, chantagem, mentiras, ofensas e humilhações públicas”, informou o órgão. “Em seguida, o agressor passa a cometer agressões físicas, como beliscões, arranhões, empurrões e chutes, além de destruir objetos da vítima. No estágio mais grave, há confinamento, lesões corporais, ameaças com armas, abuso sexual, espancamento e ameaça de morte. Por fim, ocorre o feminicídio”, detalhou.

A SSP, a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça e a Secretaria das Mulheres do Piauí lançaram a cartilha “Você denuncia, o estado acolhe”. O material reúne informações simples e diretas sobre como denunciar casos de violência, os direitos das vítimas e os serviços disponíveis.

A cartilha está disponível online, no site da SSP e nas redes sociais do órgão, por meio de QRCode. O objetivo é facilitar o acesso às informações, incentivar denúncias e reforçar o apoio às vítimas.


https://g1.globo.com
Na frase “o objetivo é facilitar o acesso às informações, incentivar denúncias e reforçar o apoio às vítimas”, observa-se uma estrutura sintática formada por
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: PC-PI Prova: FGV - 2026 - PC-PI - Oficial Investigador |
Q3846794 Português
A questão prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Quase 90% das mulheres mortas por feminicídio no Piauí entre janeiro de 2022 e abril de 2025 não denunciaram os agressores à polícia, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-PI) divulgado nesta segunda-feira (8).

Os dados fazem parte da Biografia da Vítima de Feminicídio, produzida pela Gerência de Análise Criminal Estatística (Gace), e mostram que 87,85% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra os agressores.

A SSP alerta que o feminicídio costuma ser precedido por diferentes formas de violência. “O ciclo começa com xingamentos, ciúmes excessivos, piadas ofensivas, ameaças, controle, assédio sexual, chantagem, mentiras, ofensas e humilhações públicas”, informou o órgão. “Em seguida, o agressor passa a cometer agressões físicas, como beliscões, arranhões, empurrões e chutes, além de destruir objetos da vítima. No estágio mais grave, há confinamento, lesões corporais, ameaças com armas, abuso sexual, espancamento e ameaça de morte. Por fim, ocorre o feminicídio”, detalhou.

A SSP, a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça e a Secretaria das Mulheres do Piauí lançaram a cartilha “Você denuncia, o estado acolhe”. O material reúne informações simples e diretas sobre como denunciar casos de violência, os direitos das vítimas e os serviços disponíveis.

A cartilha está disponível online, no site da SSP e nas redes sociais do órgão, por meio de QRCode. O objetivo é facilitar o acesso às informações, incentivar denúncias e reforçar o apoio às vítimas.


https://g1.globo.com
Sobre a análise das vozes verbais da frase: “o feminicídio costuma ser precedido por diferentes formas de violência”, assinale a opção incorreta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: PC-PI Prova: FGV - 2026 - PC-PI - Oficial Investigador |
Q3846792 Português
A questão prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Quase 90% das mulheres mortas por feminicídio no Piauí entre janeiro de 2022 e abril de 2025 não denunciaram os agressores à polícia, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-PI) divulgado nesta segunda-feira (8).

Os dados fazem parte da Biografia da Vítima de Feminicídio, produzida pela Gerência de Análise Criminal Estatística (Gace), e mostram que 87,85% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra os agressores.

A SSP alerta que o feminicídio costuma ser precedido por diferentes formas de violência. “O ciclo começa com xingamentos, ciúmes excessivos, piadas ofensivas, ameaças, controle, assédio sexual, chantagem, mentiras, ofensas e humilhações públicas”, informou o órgão. “Em seguida, o agressor passa a cometer agressões físicas, como beliscões, arranhões, empurrões e chutes, além de destruir objetos da vítima. No estágio mais grave, há confinamento, lesões corporais, ameaças com armas, abuso sexual, espancamento e ameaça de morte. Por fim, ocorre o feminicídio”, detalhou.

A SSP, a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça e a Secretaria das Mulheres do Piauí lançaram a cartilha “Você denuncia, o estado acolhe”. O material reúne informações simples e diretas sobre como denunciar casos de violência, os direitos das vítimas e os serviços disponíveis.

A cartilha está disponível online, no site da SSP e nas redes sociais do órgão, por meio de QRCode. O objetivo é facilitar o acesso às informações, incentivar denúncias e reforçar o apoio às vítimas.


https://g1.globo.com
Assinale a opção em que há escolha de omissão do sujeito da oração.
Alternativas
Q3846579 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− Agora não, minha riqueza.", a vírgula tem um papel específico na organização da frase. Considerando o uso da vírgula nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846578 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho " − Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.", a palavra "porque" possui um valor específico no enunciado. Considerando esse uso, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846575 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder.", a palavra "mas" estabelece uma relação entre as orações. Considerando o uso de "mas" nesse contexto e distinguindo-o de "mais", analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846513 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar: 

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.

− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.

Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura...", há o uso de vírgulas. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa  CORRETA.
Alternativas
Q3846457 Português
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Insônia infeliz e feliz (Clarice Lispector)


Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente despertar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
O texto explora o uso de orações coordenadas assindéticas, que imprimem um ritmo acelerado à narrativa.
Assinale a opção em que não se observa este uso.
Alternativas
Q3846456 Português
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Insônia infeliz e feliz (Clarice Lispector)


Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente despertar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Observe a frase: “Então fico sentada na sala, sentindo” e julgue as sentenças a seguir:

I. Não há sujeito expresso na oração.
II. Não há sujeito porque ficar é um verbo de estado; portanto, impessoal.
III. O sujeito se faz saber pela desinência do verbo.
IV. Observa-se um caso de sujeito simples, com um só núcleo.

Estão corretas
Alternativas
Q3846455 Português
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Insônia infeliz e feliz (Clarice Lispector)


Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente despertar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Assinale a opção em que o elemento destacado funciona como complemento do verbo.
Alternativas
Q3846101 Português
Por que zebras, pandas e outros animais são pretos e brancos?


Araras-vermelhas, pavões, sapos-dardo e peixes-arco-íris — o reino animal está repleto de cores vibrantes.

Mas alguns animais se destacam por um motivo diferente: a completa ausência de cor em sua pelagem.

Animais pretos e brancos são encontrados em todas as partes do mundo, das florestas da China às savanas da África.

Mas, embora a coloração seja semelhante, existem muitas razões possíveis para que isso aconteça.

Embora a coloração preta e branca não seja considerada útil para camuflar zebras, ela pode ajudar outros animais — como os pandas, cujos pelos podem auxiliá-los a se esconder de predadores como tigres, leopardos e dholes.

"Nas florestas do oeste da China, em determinadas épocas do ano, há manchas pretas e brancas de neve, rochas e troncos de árvores", afirmou o professor Tim Caro, especialista em coloração animal, também da Universidade de Bristol.

"E, se um animal de movimentos lentos, como o panda-gigante, é visto a 50 ou 100 metros de distância, é muito difícil distingui-lo como um animal em meio ao fundo nevado e rochoso em que ele aparece

Especialistas afirmam que a camuflagem também pode ser responsável pela coloração dos pinguins-gentoo, uma espécie que tem costas e asas pretas, mas a barriga branca.

"Quando os animais são vistos de baixo, suas barrigas claras se misturam com o céu luminoso", disse Hannah Rowland, professora sênior do Departamento de Evolução, Ecologia e Comportamento da Universidade de Liverpool, no norte da Inglaterra.

"Quando são vistos de cima, contra um fundo escuro, especialmente na água, eles se misturam com esse fundo escuro."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly3xdxgx2ko 
Mas, embora a coloração seja semelhante, existem muitas razões possíveis para que isso aconteça.
Identifique a alternativa que explica porque o verbo 'existir' está flexionado no plural de forma CORRETA. 
Alternativas
Q3846078 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.", observa-se o uso do acento indicativo de crase. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Provas: FGV - 2026 - AMAZUL - Advogado | FGV - 2026 - AMAZUL - Contador | FGV - 2026 - AMAZUL - Designer Gráfico | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Administração | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Mecatrônico | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Naval | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Computação | FGV - 2026 - AMAZUL - Médico do Trabalho | FGV - 2026 - AMAZUL - Psicólogo | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Infraestrutura de Tecnologia da Informação | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Controle da Qualidade | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Negócios | FGV - 2026 - AMAZUL - Arquiteto | FGV - 2026 - AMAZUL - Auditor | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Recursos Humanos | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Materiais | FGV - 2026 - AMAZUL - Especialista de Radioproteção | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Nuclear | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Produção | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Civil | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Controle e Automação | FGV - 2026 - AMAZUL - Físico | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Telecomunicações | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Eletricista | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Eletrônico | FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista | FGV - 2026 - AMAZUL - Químico | FGV - 2026 - AMAZUL - Tecnólogo em Fabricação Mecânica | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Energia | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Mecânico |
Q3846020 Português
Por não estarem distraídos

(Clarice Lispector)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Em “a boca ficando um pouco mais seca de admiração”, a locução destacada tem valor de
Alternativas
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Q3846019 Português
Por não estarem distraídos

(Clarice Lispector)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Assinale a opção que apresenta sujeito expresso na oração.
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Q3846016 Português
Por não estarem distraídos

(Clarice Lispector)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Na frase “Até que tudo se transformou em não”, assinale a alternativa incorreta sobre o elemento em destaque.
Alternativas
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Q3846015 Português
Por não estarem distraídos

(Clarice Lispector)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Na frase “Ele procurava e não via”, o conectivo destacado tem o valor de
Alternativas
Q3845683 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3845594 Português
Leia o texto para responder à questão:


Cuidar de quem cuida


   Responder a uma pergunta várias vezes, lidar com uma crise de agressividade e insistir para que o ente querido se alimente ou tome banho. Esses são alguns dos desafios enfrentados por brasileiros que assumem a tarefa de cuidar de um familiar idoso com demência. Na sua maioria, são mulheres, mas há também homens, filhos e filhas ou netos e netas, que se dedicam àqueles que precisam de ajuda, compreensão e afeto.

   Não raro, o peso dessa rotina implica angústia, estresse e depressão, com o adoecimento de toda a família. Para atenuar esse sofrimento, o Ministério da Saúde traz a boa notícia de que está desenvolvendo um protocolo de terapia em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Batizado de Estratégias para Cuidadores em Demência (Escada), o projeto-piloto é uma adaptação do protocolo britânico Start. Ou seja, foi testado e aprovado.

  O Hospital Oswaldo Cruz treina agentes comunitários que replicam o protocolo junto dos cuidadores, que passam por oito sessões, com suporte psicológico, nas quais aprendem técnicas de manejo do estresse. O projeto está em andamento em Vitória (ES), Manaus (AM), Chapecó (SC), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Guarapuava (PR) e Benevides (PA).

  Os cuidadores são estimulados a refletir sobre o que é a demência e como a sobrecarga do cuidado pode impactar a sua saúde; a reconhecer os padrões de comportamento do idoso e o seu próprio comportamento para evitar gatilhos e reações negativas ou impulsivas; a fortalecer a comunicação com a pessoa com demência e com outros membros da família; a evitar a solidão; a resgatar pequenos prazeres; e a planejar o futuro. Não menos importante, há técnicas de relaxamento, com exercícios de respiração, meditação e alongamento.

   O autocuidado, enfim, entrou na agenda do Sistema Único de Saúde (SUS). Já não era sem tempo, haja vista que, segundo o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (Re)Conhecimento e Projeções Futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com a demência. São nada menos do que 1,8 milhão de brasileiros idosos nessa condição. Para piorar, projetam-se 5,7 milhões de pessoas com demência na terceira idade até 2050.

Tais números mostram que o projeto Escada é mais do que bem-vindo. Com o avanço da expectativa de vida do brasileiro, essa é uma política pública necessária. Oxalá seu teste seja um sucesso e, em breve, essa iniciativa seja replicada por todo o SUS, em todo o país. Só assim serão garantidas saúde mental e qualidade de vida àqueles que cuidam dos seus e precisam cuidar de si mesmos. (Editorial, Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.11.2025. Adaptado)
Considere a frase a seguir:

Na sua maioria, são mulheres, mas       também homens, filhos e filhas ou netos e netas, que se entregam ao zelo       que      de ajuda, compreensão e afeto.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Respostas
3401: B
3402: D
3403: B
3404: C
3405: B
3406: B
3407: E
3408: C
3409: D
3410: B
3411: A
3412: D
3413: B
3414: B
3415: E
3416: E
3417: D
3418: C
3419: B
3420: A