Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q786759 Português

                                   RESPEITO À DIVERSIDADE

A polêmica em torno do comercial do Boticário para o Dia dos Namorados, o debate a respeito da chegada de refugiados haitianos e africanos ao Brasil e as manifestações religiosas de católicos e evangélicos no dia de Corpus Christi são alguns fatos recentes que evidenciam a urgência de um exercício da diversidade no país. Se a população brasileira abriga segmentos que pensam diferente a respeito de religião, tradição, costumes, política e organização familiar, precisa encontrar caminhos para que essa multiplicidade cultural não gere conflitos nem comportamentos agressivos. Fatos recentes, especialmente os relacionados com as reações preconceituosas à acolhida aos haitianos, demonstram que ainda temos um longo caminho a percorrer.

No caso da propaganda dirigida ao 12 de junho, a intenção de exaltar o romantismo, considerando que todos os casais, héteros ou homoafetivos, têm esse direito, acabou por desencadear ataques à marca e à diversidade de gênero. A liberdade de manifestação foi contagiada por alguns exageros. Qualquer pessoa tem o direito de defender suas convicções, e essas devem ser respeitadas, se forem expressas no limite das leis e das regras de convivência. Ressalte-se também que nenhuma sociedade será homogênea a ponto de fazer com que todos pensem da mesma forma sobre os mais variados assuntos, especialmente na área dos costumes.

Ao contrário, é a diversidade de comportamentos e de pontos de vista que dá sentido a uma comunidade em que prevaleça o respeito à democracia. Tanto que ninguém deve ser submetido a constrangimentos por, supostamente, ser considerado conservador ou retrógrado em relação a inovações ou mudanças nas formas de relacionamento. O respeito, no entanto, somente será completo se for marcado pelo sentimento de reciprocidade. Diferentes, sob quaisquer aspectos, não podem ser discriminados pelo que pensam ou fazem. É mais do que uma imposição legal – é uma norma pétrea da convivência em sociedades civilizadas.

Além da Constituição e das leis, que regem a igualdade e os direitos individuais e coletivos, é indispensável pregar e exercitar a tolerância, para que todos possamos viver em paz com nossas crenças e nossas visões de mundo. Essa é uma missão educadora das comunidades, das famílias, das escolas e das instituições.

Disponível em:<http://wp.clicrbs.com.br> . Acesso em: 13 jul. 2016. [Adaptado] 

Considere o período:

No caso da propaganda dirigida ao 12 de junho, a intenção de exaltar o romantismo, considerando que todos os casais, héteros ou homoafetivos, têm esse direito, acabou por desencadear ataques à marca e à diversidade de gênero. 

A forma verbal em destaque mantém-se no singular porque concorda com

Alternativas
Q784587 Português
Na corrida contra a demência

Gláucia Leal

        “Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso. Fazendo uma releitura do ditado oriental, tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida. Com o aumento dessa expectativa, o problema é chegarem também os “males” dos desgastes impostos pelo tempo. A demência, que nos rouba de nós mesmos, talvez seja um dos mais temidos.
        O mais prevalente desses quadros é a doença de Alzheimer. A patologia pode ter evoluído concomitantemente com a inteligência humana. Em artigo publicado no periódico científico bioRxiv, cientistas afirmaram ter encontrado evidências de que, entre 50 mil e 200 mil anos atrás, a seleção natural impulsionou mudanças em seis genes envolvidos no desenvolvimento cerebral, o que pode ter contribuído para aumentar a conectividade neuronal, tornando os humanos modernos mais inteligentes à medida que evoluíram de seus ancestrais hominídeos. Essa nova capacidade intelectual, porém, não veio sem custo: os mesmos genes estão implicados no Alzheimer. O geneticista Kun Tang, do Instituto de Ciências Biológicas de Xangai, na China, que liderou a pesquisa, especula que o distúrbio de memória se desenvolveu à medida que cérebros em processo de envelhecimento lutavam com novas demandas metabólicas impostas pela crescente inteligência.
        Mas essa é só uma parte da história: se a capacidade de aprender e memorizar nos penaliza, ela também acena com a possibilidade de afastar a manifestação do Alzheimer, às vezes por vários anos ou até por toda a vida. O neurocientista David A. Bennett, diretor do Centro Rush da Doença de Alzheimer em Chicago, um dos mais renomados pesquisadores na área, revela uma descoberta surpreendente: pessoas com a mesma condição cerebral podem apresentar estado mental completamente diferente. Enquanto uma perde a memória, outra se mostra lúcida e capaz. Ou seja, mais importante do que o estado físico dos tecidos é o uso que se faz deles, apesar dos danos.
        Para ganhar a corrida contra a demência, duas armas são fundamentais: afeto e exercício intelectual. Apostar no que faz bem, manter pessoas queridas por perto, cultivar relações de intimidade, cuidar de animais e se divertir, movimentar o corpo, passear, falar mais de um idioma e aprender coisas contribui para postergar o surgimento do Alzheimer e diminuir o número de anos que se passa doente no fim da vida. Curiosamente, parece que a prevenção está justamente no que tende a nos tornar mais felizes. 

Disponível em: <https://www.uol.com.br/ > . Acesso em:10 set. 2016. [Texto adaptado] 
Considere o período:
Para ganhar a corrida contra a demência, duas armas são fundamentais: afeto e exercício intelectual.
A oração destacada 
Alternativas
Q784586 Português
Na corrida contra a demência

Gláucia Leal

        “Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso. Fazendo uma releitura do ditado oriental, tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida. Com o aumento dessa expectativa, o problema é chegarem também os “males” dos desgastes impostos pelo tempo. A demência, que nos rouba de nós mesmos, talvez seja um dos mais temidos.
        O mais prevalente desses quadros é a doença de Alzheimer. A patologia pode ter evoluído concomitantemente com a inteligência humana. Em artigo publicado no periódico científico bioRxiv, cientistas afirmaram ter encontrado evidências de que, entre 50 mil e 200 mil anos atrás, a seleção natural impulsionou mudanças em seis genes envolvidos no desenvolvimento cerebral, o que pode ter contribuído para aumentar a conectividade neuronal, tornando os humanos modernos mais inteligentes à medida que evoluíram de seus ancestrais hominídeos. Essa nova capacidade intelectual, porém, não veio sem custo: os mesmos genes estão implicados no Alzheimer. O geneticista Kun Tang, do Instituto de Ciências Biológicas de Xangai, na China, que liderou a pesquisa, especula que o distúrbio de memória se desenvolveu à medida que cérebros em processo de envelhecimento lutavam com novas demandas metabólicas impostas pela crescente inteligência.
        Mas essa é só uma parte da história: se a capacidade de aprender e memorizar nos penaliza, ela também acena com a possibilidade de afastar a manifestação do Alzheimer, às vezes por vários anos ou até por toda a vida. O neurocientista David A. Bennett, diretor do Centro Rush da Doença de Alzheimer em Chicago, um dos mais renomados pesquisadores na área, revela uma descoberta surpreendente: pessoas com a mesma condição cerebral podem apresentar estado mental completamente diferente. Enquanto uma perde a memória, outra se mostra lúcida e capaz. Ou seja, mais importante do que o estado físico dos tecidos é o uso que se faz deles, apesar dos danos.
        Para ganhar a corrida contra a demência, duas armas são fundamentais: afeto e exercício intelectual. Apostar no que faz bem, manter pessoas queridas por perto, cultivar relações de intimidade, cuidar de animais e se divertir, movimentar o corpo, passear, falar mais de um idioma e aprender coisas contribui para postergar o surgimento do Alzheimer e diminuir o número de anos que se passa doente no fim da vida. Curiosamente, parece que a prevenção está justamente no que tende a nos tornar mais felizes. 

Disponível em: <https://www.uol.com.br/ > . Acesso em:10 set. 2016. [Texto adaptado] 
Considere o período:
Curiosamente, parece que a prevenção está justamente no que tende a nos tornar mais felizes.
Considerando-se as convenções da norma-padrão e flexionando-se, no plural, a palavra destacada, devem ser realizadas as seguintes alterações no período: 
Alternativas
Q777486 Português
Assinale a frase CORRETA no que diz respeito à concordância nominal:
Alternativas
Q777398 Português
É comum no cotidiano encontrarmos desvios gramaticais relacionados à regência verbal, ora pela presença, ora pela ausência da preposição junto aos verbos em seus complementos. Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q777395 Português

“Assim que Joãozinho chegou em casa, sua mãe perguntou:

- Oi, filho, como foi a aula hoje?

E o menino respondeu sem muito entusiasmo:

- Foi bem!

- Que bom! Tem certeza de que aprendeu tudo?

- Acho que não, mãe, amanhã vou ter que ir de novo.” 

Na oração “Oi, filho, como foi a aula hoje?”, os termos em destaque exercem a função sintática de, respectivamente:
Alternativas
Q775161 Português
O filho obedece-lhe.” O objeto indireto é:
Alternativas
Q775088 Português

“Os candidatos pediram que a prova fosse adiada.”

A oração é substantiva.

Alternativas
Q775087 Português

“Seus olhos, lindos oceanos, fazem-me acreditar no amor.”

O aposto é:

Alternativas
Q775086 Português

“Aos pobres, nega-lhes tudo.”

O objeto indireto pleonástico é:

Alternativas
Q775014 Português

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas das frases que seguem:

I. .......... sete e meia da noite, quando avistamos as luzes de Paris.

II. .......... 140 quilômetros daqui até lá.

III. Hoje .......... 20 de março.

IV. O 26 de dezembro de 1896 ........ uma noite de glória para Manaus.

V. Quinze minutos ........ pouco para realizar a prova.

Alternativas
Q775013 Português
Em uma das alternativas abaixo, não se observou a concordância prescrita pela gramática. Indique-a:
Alternativas
Q774448 Português
Observe abaixo a frase atribuída a José de Alencar e assinale a alternativa que corresponde à função sintática da palavra grifada:
“Ficaram-lhe as mãos ensanguentadas.”
Alternativas
Q774443 Português

Para responder a questão proposta, leia o texto abaixo.

                                        ALMA FATIGADA

                                                                                      Cruz e Sousa

Nem dormir nem morrer na fria eternidade!

mas repousar um pouco e repousar um tanto,

os olhos enxugar das convulsões do pranto,

enxugar e sentir a ideal serenidade.

A graça do consolo e da tranquilidade

de um céu de carinhoso e perfumado encanto,

mas sem nenhum carnal e mórbido quebranto,

sem o tédio senil da vã perpetuidade.

Um sonho lirial d’estrelas desoladas,

onde as almas febris, exaustas, fatigadas

possam se recordar e repousar tranquilas!

Um descanso de Amor, de celestes miragens,

onde eu goze outra luz de místicas paisagens

e nunca mais pressinta o remexer das argilas!

Analisando a composição da segunda estrofe, constatamos que ela:
Alternativas
Q774428 Português
Na oração “Ele se julga feliz”, a função sintática dos termos sublinhados é respectivamente:
Alternativas
Q768547 Português
Identifique a alternativa que apresenta a correta e respectiva classificação das orações abaixo: I. A verdade é que as alterações climáticas tendem a ser visíveis. II. É certo que as alterações climáticas tendem a ser ainda mais intensas. III. As alterações climáticas, que são visíveis, tendem a se agravar.
Alternativas
Q768546 Português
Os sujeitos estão devidamente classificados em todas as frases, exceto em:
Alternativas
Q768545 Português
Analise as proposições, quanto à analise dos termos em destaque do período abaixo e assinale a incorreta: “Esta é a lista de pessoas às quais serão enviadas notificações de trânsito.”
Alternativas
Q768544 Português
Todas as frases estão corretas quanto à regência, exceto:
Alternativas
Q768543 Português
Todas as frases abaixo estão incorretas quanto à concordância, exceto:
Alternativas
Respostas
32761: B
32762: A
32763: C
32764: C
32765: B
32766: C
32767: D
32768: B
32769: D
32770: D
32771: C
32772: B
32773: B
32774: E
32775: E
32776: D
32777: B
32778: A
32779: D
32780: C