Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Questões Discursivas

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Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: FUNDUNESP Prova: VUNESP - 2016 - FUNDUNESP - Historiógrafo |
Q1073404 Português
Leia o texto e responda à questão.

As folhas que faltavam

    Grigory Kessel, catedrático de idioma siríaco na Universidade Philipps, em Marburg, na Alemanha, pesquisava textos antigos na biblioteca de um rico colecionador de Baltimore, nos EUA, quando – ao ver um velho manuscrito incompleto, composto por páginas de couro milenares – notou certa semelhança com uma única página solta que vira havia três semanas em uma biblioteca da Universidade de Harvard.
    A obra que ele estudava, sem algumas de suas páginas, era nada menos que a mais antiga tradução já encontrada do importante manuscrito do médico e filósofo greco-romano, Cláudio Galeno – conhecido como Galeno de Pérgamo –, que morreu no ano 200 d.C., intitulado “Das misturas e poderes das drogas simples”.
    O achado da primeira página perdida, feito por Kessel, ocorreu em fevereiro de 2013. A partir de então, foi iniciada uma caçada global às demais seis folhas que faltavam. E elas foram encontradas em diversas instituições mundo afora. Em seguida, iniciou-se a digitalização de toda a obra, finalizada em maio deste ano.
    Agora, especialistas estão começando a explorar os textos, praticamente invisíveis a olho nu. A perspectiva é de que o conteúdo seja totalmente traduzido em um prazo de cinco anos.
    O manuscrito é um palimpsesto, ou seja, um texto antigo recoberto por outro escrito. A prática era comum na Idade Média, como forma de reciclagem. Nesse caso, escribas sírios do século XI rasparam o texto médico de Galeno, que estava no pergaminho, e escreveram hinos religiosos por cima dele.
    Na fase atual, cada página foi fotografada digitalmente em alta resolução, com diferentes cores e configurações de luz, destacando diversas formas de tintas, sulcos da escrita e o próprio pergaminho, e os algoritmos do computador têm explorado essas variações de modo a ampliar a visibilidade do texto que ficou por baixo. As imagens resultantes foram disponibilizadas na internet e podem ser estudadas por acadêmicos para qualquer finalidade não comercial.
    Durante séculos, as diversas traduções de “Das misturas e poderes das drogas simples” foram leituras obrigatórias para aspirantes a médicos, por conter conhecimentos antigos sobre Medicina, cuidados ao paciente e uso de plantas medicinais.
    “Esse provavelmente será um texto fundamental assim que for completamente decifrado. Descobriremos coisas com as quais nem poderíamos sonhar até agora”, entusiasma-se Peter Pormann, especialista em greco-árabe da Universidade de Manchester, que lidera atualmente os estudos do livro de Galeno.
    A descoberta, concordam os pesquisadores, poderá lançar uma nova luz sobre as raízes da Medicina e como ela se espalhou pelo mundo antigo.
(Colaboração de Clébio Silva. http://www.cremesp.org.
br/?siteAcao=Revista&id=823. Adaptado)
Leia as alternativas, elaboradas a partir de consulta ao site Infoescola, e assinale a que está correta quanto à concordância verbal e nominal prevista pela norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: FUNDUNESP Prova: VUNESP - 2016 - FUNDUNESP - Historiógrafo |
Q1073401 Português
Leia o texto e responda à questão.

As folhas que faltavam

    Grigory Kessel, catedrático de idioma siríaco na Universidade Philipps, em Marburg, na Alemanha, pesquisava textos antigos na biblioteca de um rico colecionador de Baltimore, nos EUA, quando – ao ver um velho manuscrito incompleto, composto por páginas de couro milenares – notou certa semelhança com uma única página solta que vira havia três semanas em uma biblioteca da Universidade de Harvard.
    A obra que ele estudava, sem algumas de suas páginas, era nada menos que a mais antiga tradução já encontrada do importante manuscrito do médico e filósofo greco-romano, Cláudio Galeno – conhecido como Galeno de Pérgamo –, que morreu no ano 200 d.C., intitulado “Das misturas e poderes das drogas simples”.
    O achado da primeira página perdida, feito por Kessel, ocorreu em fevereiro de 2013. A partir de então, foi iniciada uma caçada global às demais seis folhas que faltavam. E elas foram encontradas em diversas instituições mundo afora. Em seguida, iniciou-se a digitalização de toda a obra, finalizada em maio deste ano.
    Agora, especialistas estão começando a explorar os textos, praticamente invisíveis a olho nu. A perspectiva é de que o conteúdo seja totalmente traduzido em um prazo de cinco anos.
    O manuscrito é um palimpsesto, ou seja, um texto antigo recoberto por outro escrito. A prática era comum na Idade Média, como forma de reciclagem. Nesse caso, escribas sírios do século XI rasparam o texto médico de Galeno, que estava no pergaminho, e escreveram hinos religiosos por cima dele.
    Na fase atual, cada página foi fotografada digitalmente em alta resolução, com diferentes cores e configurações de luz, destacando diversas formas de tintas, sulcos da escrita e o próprio pergaminho, e os algoritmos do computador têm explorado essas variações de modo a ampliar a visibilidade do texto que ficou por baixo. As imagens resultantes foram disponibilizadas na internet e podem ser estudadas por acadêmicos para qualquer finalidade não comercial.
    Durante séculos, as diversas traduções de “Das misturas e poderes das drogas simples” foram leituras obrigatórias para aspirantes a médicos, por conter conhecimentos antigos sobre Medicina, cuidados ao paciente e uso de plantas medicinais.
    “Esse provavelmente será um texto fundamental assim que for completamente decifrado. Descobriremos coisas com as quais nem poderíamos sonhar até agora”, entusiasma-se Peter Pormann, especialista em greco-árabe da Universidade de Manchester, que lidera atualmente os estudos do livro de Galeno.
    A descoberta, concordam os pesquisadores, poderá lançar uma nova luz sobre as raízes da Medicina e como ela se espalhou pelo mundo antigo.
(Colaboração de Clébio Silva. http://www.cremesp.org.
br/?siteAcao=Revista&id=823. Adaptado)
Considere a frase do penúltimo parágrafo.
Esse provavelmente será um texto fundamental assim que for completamente decifrado.
Assinale a alternativa em que a frase reescrita mantém o sentido do texto e apresenta a correta correspondência entre os tempos verbais.
Alternativas
Q1073307 Português

Leia o texto para responder à questão.

    

    Outro dia ouvi uma história divertida sobre o pessimismo, narrada por um padre chamado Osman, da Igreja de Santa Terezinha, em Higienópolis. Frei Osman é escritor e leitor voraz. Por isso, em seus sermões, costuma incluir referências a poemas, contos e romances de toda sorte de autores. Suas homilias são pequenas aulas de literatura.

    Recentemente, ao sentir a apreensão crescente em seu rebanho, saiu-se com a seguinte história: um dia estava o poeta Olavo Bilac andando pelo Rio quando encontrou um velho amigo, que pediu:

    – Bilac, preciso vender minha chácara, que só dá dor de cabeça. – E reclamou um monte: “Os pássaros fazem barulho ensurdecedor, não podemos descansar. A calha está entupida pelas folhas que caem das muitas árvores. No verão, o sol exige cortinas novas e no inverno os cobertores não dão conta do frio”. “Por isso”, concluiu, “quero vendê-la. Você me prepara um texto convincente para um anúncio de jornal?”

    Bilac pediu papel e caneta e escreveu: “Vendo uma chácara abençoada. Ao fundo da casa, no bosque, os pássaros fazem diariamente sua sinfonia; à frente, o sol aquece o terraço para iluminar a mente de seus moradores enquanto ouvem o som do regato piscoso”. Entregou o papel ao amigo e se foi.

    Meses depois, encontrou-o novamente e perguntou: “Vendeu a chácara?” “Não, Bilac, quando me dei conta da beleza única e dos benefícios que posso ter em tão lindo lugar, nunca mais considerei me desfazer daquele pequeno paraíso”.

    A lição pregada pelo frei Osman é sábia e vale para um monte de gente. Neste momento em que se aproxima o início de um novo ano, é muito importante observar as oportunidades, para não ser sugado pelos problemas.

    Por isso pergunto: e você, também tem pensado em vender um pedaço de sua felicidade?

(Leão Serva. Em 2016, não dê felicidade ao pessimismo. Em: Folha de

S.Paulo, 28.12.2015. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à concordância.
Alternativas
Q1073305 Português

Leia o texto para responder à questão.

    

    Outro dia ouvi uma história divertida sobre o pessimismo, narrada por um padre chamado Osman, da Igreja de Santa Terezinha, em Higienópolis. Frei Osman é escritor e leitor voraz. Por isso, em seus sermões, costuma incluir referências a poemas, contos e romances de toda sorte de autores. Suas homilias são pequenas aulas de literatura.

    Recentemente, ao sentir a apreensão crescente em seu rebanho, saiu-se com a seguinte história: um dia estava o poeta Olavo Bilac andando pelo Rio quando encontrou um velho amigo, que pediu:

    – Bilac, preciso vender minha chácara, que só dá dor de cabeça. – E reclamou um monte: “Os pássaros fazem barulho ensurdecedor, não podemos descansar. A calha está entupida pelas folhas que caem das muitas árvores. No verão, o sol exige cortinas novas e no inverno os cobertores não dão conta do frio”. “Por isso”, concluiu, “quero vendê-la. Você me prepara um texto convincente para um anúncio de jornal?”

    Bilac pediu papel e caneta e escreveu: “Vendo uma chácara abençoada. Ao fundo da casa, no bosque, os pássaros fazem diariamente sua sinfonia; à frente, o sol aquece o terraço para iluminar a mente de seus moradores enquanto ouvem o som do regato piscoso”. Entregou o papel ao amigo e se foi.

    Meses depois, encontrou-o novamente e perguntou: “Vendeu a chácara?” “Não, Bilac, quando me dei conta da beleza única e dos benefícios que posso ter em tão lindo lugar, nunca mais considerei me desfazer daquele pequeno paraíso”.

    A lição pregada pelo frei Osman é sábia e vale para um monte de gente. Neste momento em que se aproxima o início de um novo ano, é muito importante observar as oportunidades, para não ser sugado pelos problemas.

    Por isso pergunto: e você, também tem pensado em vender um pedaço de sua felicidade?

(Leão Serva. Em 2016, não dê felicidade ao pessimismo. Em: Folha de

S.Paulo, 28.12.2015. Adaptado)

No trecho “– Bilac, preciso vender minha chácara, que só dá dor de cabeça.” (3º parágrafo), a oração em negrito expressa sentido de
Alternativas
Q1073260 Português
Leia o texto para responder à questão.

    Outro dia, mostrei uma máquina de escrever a um grupo de adolescentes. Observaram, depois tocaram o pequeno objeto azul e prateado que jazia ao lado do estojo preto.
    “Isso aí imprime?” Você escreve e imprime ao mesmo tempo, respondi.
    A fita era velha, do século passado; mesmo assim, datilografei cinco letras: as marcas cinzentas na folha branca formaram a palavra “tempo”. Eles riram, examinando o objeto como se fosse um totem. Mas não era nem foi um totem, e sim uma musa sempre presente, inseparável. Com ela saí do Brasil numa noite da década de 1970; moramos juntos num quartinho em Madri.
    “E se você quiser cortar umas frases…? Tem que escrever tudo de novo?” Sim, tudo de novo. “Perda de tempo”, resmungou um menino, impaciente.
    Mas naquela época ainda se perdia tempo, pensei. E o tempo perdido parecia fora do tempo, que é o tempo do sonho e do prazer.
    Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era o único curumim* numa sala de cunhantãs*, mas isso não me envergonhava. E ali, entre o Luso e a Escola Normal, moravam duas irmãs, amigas de minha irmã. A mais nova, rechonchuda e baixinha, sorria com uma alegria solar; parecia desconhecer a angústia e a aspereza da vida. É provável que uma pessoa muito deprimida, ao lado dela, encontrasse algum sentido à vida. Mas eu não era esse deprimido, e sim um tímido fascinado pela irmã dessa Eufrosina do Amazonas.
    Alta e esguia, essa irmã mais velha era séria, fechada feito um cofre. Não sabia, até hoje não sei o que guardava aquele cofre. Eu emergia do porão e passava em frente à casa das duas irmãs, com a esperança de ver o rosto misterioso na varanda. Quando dava sorte, o rosto olhava para mim e sorria, mas era um sorriso também guardado, talvez condescendente: os lábios se separavam e se alongavam um pouco, e eu via nessa morosa dança labial uma remota promessa de amor. O tempo me revelou que era apenas um aceno para o irmão de uma amiga.
    Mal sabe ela quantos poemas escrevi para o seu sorriso, o rosto e o corpo inteiro. Poemas e cartas datilografados no porão mais úmido de Manaus, onde eu cruzava a fronteira da infância com a juventude: fronteira imaginária, mas a travessia era real, com seus perigos e prazeres.
    A barulheira dos jovens ao redor me tirou desse devaneio. Dedos fortes batiam no teclado e escreviam letras invisíveis. Mais um pouco, arrebentariam a musa de metal. Não sabem datilografar, esses moleques. E ainda não sabem nada do amor… Mas será que alguém sabe, de verdade?
(Milton Hatoum. O Estado de S.Paulo.17.06.2016. Adaptado)

* curumim e cunhantã, palavras de origem tupi que designam, respectivamente, menino, criança e menina, mulher.
A alternativa que completa, correta e respectivamente, quanto à concordância, as lacunas da frase a seguir é:
No porão mais úmido de Manaus, __________ as fronteiras da infância com a juventude e elas __________.
Alternativas
Q1073197 Português
Ai, que preguiça!
     O corpo humano é uma máquina desenhada para o movimento. É dotado de dobradiças, músculos que formam alavancas capazes de deslocar o esqueleto em qualquer direção, ossos resistentes, ligamentos elásticos que amortecem choques, e sistemas de alta complexidade para mobilizar energia, consumir oxigênio e manter a temperatura interna constante.
     Se o corpo humano fosse projetado para os usos de hoje, para que pernas tão compridas e braços tão longos? Se é só para ir de um assento a outro, elas poderiam ter metade do comprimento. Se os braços servem apenas para alcançar o teclado do computador, para que antebraços? Seríamos anões de membros atrofiados, mas com um traseiro enorme, acolchoado, para nos dar conforto nas cadeiras.
     A possibilidade de ganharmos a vida sem andar é aquisição dos últimos cinquenta anos, com a disponibilidade de alimentos de qualidade acessíveis a grandes massas populacionais, saneamento básico, antibióticos e tecnologia para satisfazer as nossas necessidades.
     No entanto, os efeitos adversos desse estilo de vida não demoraram para surgir: sedentarismo, complicações cardiovasculares, degenerações neurológicas, etc. Se todos reconhecem que a atividade física faz bem para o organismo, por que ninguém se exercita com regularidade?
     Por uma razão simples: descontadas as brincadeiras da infância, fase de aprendizado, nenhum animal desperdiça energia. Só o faz atrás de alimento, sexo ou para escapar de predadores. É tão difícil abandonar a vida sedentária, porque malbaratar energia vai contra a natureza humana. Os planos para andar, correr ou ir à academia naufragam, no dia seguinte, sob o peso dos seis milhões de anos de evolução que desaba sobre nossos ombros.
    Quando você ouvir alguém dizendo que pula da cama louco de disposição para o exercício, pode ter certeza: é mentira. Essa vontade pode nos visitar num sítio ou na praia com os amigos, na rotina diária jamais. Digo por experiência própria. Há 20 anos corro maratonas, que me obrigam a levantar às cinco e meia para treinar. Tenho tanta confiança na integridade de meu caráter, que fiz um trato comigo mesmo: ao acordar, só posso desistir de correr depois de vestir calção, camiseta e calçar o tênis.
     Se me permitir tomar essa decisão deitado na cama, cada manhã terei uma desculpa. Não há limite para as justificativas que a preguiça é capaz de inventar nessa hora. Por isso, se você está à espera da chegada da disposição física para sair da vagabundagem, tire o cavalo da chuva: ela não virá. Praticar exercícios com regularidade exige disciplina militar, a mesma que você tem na hora de ir para o trabalho. Ai, que preguiça!
(www.drauziovarela.com.br. Publicado em 13.01.2014. Adaptado)
Observa-se entre as orações – Tenho tanta confiança na integridade de meu caráter, que fiz um trato comigo mesmo... – relação de
Alternativas
Q1073196 Português
Ai, que preguiça!
     O corpo humano é uma máquina desenhada para o movimento. É dotado de dobradiças, músculos que formam alavancas capazes de deslocar o esqueleto em qualquer direção, ossos resistentes, ligamentos elásticos que amortecem choques, e sistemas de alta complexidade para mobilizar energia, consumir oxigênio e manter a temperatura interna constante.
     Se o corpo humano fosse projetado para os usos de hoje, para que pernas tão compridas e braços tão longos? Se é só para ir de um assento a outro, elas poderiam ter metade do comprimento. Se os braços servem apenas para alcançar o teclado do computador, para que antebraços? Seríamos anões de membros atrofiados, mas com um traseiro enorme, acolchoado, para nos dar conforto nas cadeiras.
     A possibilidade de ganharmos a vida sem andar é aquisição dos últimos cinquenta anos, com a disponibilidade de alimentos de qualidade acessíveis a grandes massas populacionais, saneamento básico, antibióticos e tecnologia para satisfazer as nossas necessidades.
     No entanto, os efeitos adversos desse estilo de vida não demoraram para surgir: sedentarismo, complicações cardiovasculares, degenerações neurológicas, etc. Se todos reconhecem que a atividade física faz bem para o organismo, por que ninguém se exercita com regularidade?
     Por uma razão simples: descontadas as brincadeiras da infância, fase de aprendizado, nenhum animal desperdiça energia. Só o faz atrás de alimento, sexo ou para escapar de predadores. É tão difícil abandonar a vida sedentária, porque malbaratar energia vai contra a natureza humana. Os planos para andar, correr ou ir à academia naufragam, no dia seguinte, sob o peso dos seis milhões de anos de evolução que desaba sobre nossos ombros.
    Quando você ouvir alguém dizendo que pula da cama louco de disposição para o exercício, pode ter certeza: é mentira. Essa vontade pode nos visitar num sítio ou na praia com os amigos, na rotina diária jamais. Digo por experiência própria. Há 20 anos corro maratonas, que me obrigam a levantar às cinco e meia para treinar. Tenho tanta confiança na integridade de meu caráter, que fiz um trato comigo mesmo: ao acordar, só posso desistir de correr depois de vestir calção, camiseta e calçar o tênis.
     Se me permitir tomar essa decisão deitado na cama, cada manhã terei uma desculpa. Não há limite para as justificativas que a preguiça é capaz de inventar nessa hora. Por isso, se você está à espera da chegada da disposição física para sair da vagabundagem, tire o cavalo da chuva: ela não virá. Praticar exercícios com regularidade exige disciplina militar, a mesma que você tem na hora de ir para o trabalho. Ai, que preguiça!
(www.drauziovarela.com.br. Publicado em 13.01.2014. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase reescrita apresenta concordância correta, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q1073135 Português
Leia o texto Acabar em pizza, de João Pereira Coutinho, para responder à questão.

    Tenho um amigo de infância que ainda vive na casa dos pais. Estranho? Talvez, se tivermos em conta que ele tem 40 anos.
    E, antes que o leitor imagine o personagem como uma triste figura – um rapaz que só vive para os estudos e sem atrativos físicos, por favor, não se iluda.
    O rapaz está em excelente forma. A vida sentimental sempre foi como a cabeça de Carmen Miranda – colorida e suculenta. E, economicamente falando, o desgraçado é mais rico do que eu.
    Mas o pior não são estas evidências. É escutá-lo sobre a situação doméstica, que ele relata com uma serenidade oriental. A questão é bastante simples – e razoável. Os pais sempre insistiram para que ele “voasse para fora do ninho”. Mas ele, mais inteligente que os pais, começou a fazer contas. E ficou no ninho.
    Um apartamento custa dinheiro. Uma empregada para tratar da roupa e da limpeza da casa também não é grátis. Os cozinhados da mãe suplantam qualquer produto congelado. E, quando existem encontros românticos, nada se compara a um bom hotel com um bom room service. Além disso, as poupanças de viver com os pais permitem-lhe trabalhar a meio-termo.
    “E se um dia surgir uma mulher permanente?”, pergunto eu, desesperado. A resposta é lógica: “A casa é suficientemente grande para todos”.
    Escuto tudo com uma mistura de pasmo e inveja. E depois penso: a sorte dele é não viver na Itália.
    Alguns números: na pátria do “dolce far niente”, 65% dos italianos entre os 18 e os 34 anos ainda vivem na casa dos pais (uma enormidade em termos europeus). São os chamados “mammone” – uma palavra que expressa a ligação umbilical dos filhos adultos às respectivas mães.
    E esses meninos da mamãe se parecem com meu amigo. Mas com uma diferença: no caso dos italianos, a trilogia cama-mesa-roupa lavada não basta. É preciso acrescentar também uma mesada.
    Felizmente, os pais italianos começam a reagir contra os abusos da descendência. E todos os anos há milhares – repito: milhares – de processos em tribunal com os pais a implorar ao juiz para que o filho seja expulso de casa.
    Nem sempre conseguem. Relata o Daily Telegraph que, em Modena (uma simpática cidade da região italiana de Emília-Romanha), um pai foi judicialmente obrigado pelo filho a continuar a sustentar os seus “estudos”. O filho tem 28 anos. E só em Modena há 8000 processos anuais de filhos contra pais por motivos de mesadas.
(Folha de S. Paulo, 03.05.2016. Adaptado) 
O trecho reescrito com base nas ideias do quarto parágrafo mantém o sentido original em:
Alternativas
Q1067424 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


      Na costa noroeste da África, cerca de 230 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias, a linha costeira se estende ligeiramente, formando uma protuberância conhecida como cabo Bojador. Para os europeus do início do século XV, o Bojador marcava a fronteira entre o conhecido e o desconhecido. Ao norte do cabo estavam a civilização e as cidades esclarecidas. Ao sul ficavam as terras místicas da África e do Mar da Escuridão. Nenhum marinheiro desde os antigos cartagineses tinha se aventurado ao sul do Bojador e retornado.

      Entre 1424 e 1434, o infante dom Henrique de Portugal enviou catorze expedições de navios para circundar o perigoso cabo, com seus mortais bancos de areia, redemoinhos e violentas tempestades. Todas fracassaram. O insondável, no entanto, revelava-se uma tentação irresistível. Inabalável, o infante dom Henrique despachou o explorador Gil Eanes para uma décima quinta tentativa. Em sua viagem, Eanes passou a grande distância do Bojador, desviando-se acentuadamente para oeste e penetrando no Mar da Escuridão. Ao virar para o sul, olhou por sobre o ombro e ficou estarrecido ao perceber que deixara o temido cabo para trás. Na viagem seguinte, em 1453, Eanes voltou a contornar o Bojador e ancorou numa baía a mais de duzentos quilômetros ao sul. Ali, viu pegadas humanas, de camelos…

      Na visão dos historiadores, dom Henrique não mandou seus navios para o sul, para a África, com o objetivo de colonizar seu território ou abrir novas rotas de comércio. Não, ele queria simplesmente descobrir o que havia para ser descoberto. A necessidade de encontrar, inventar, conhecer o desconhecido parece tão profundamente humana que não podemos imaginar nossa história sem ela. No fim, esse desejo profundo acaba por superar o medo do desconhecido e até mesmo o medo do perigo pessoal e da morte. O que resta é a emoção da descoberta.

(Adaptado de: LIGHTMAN, Alan. As descobertas: os grandes avanços das ciências no século XX. Trad. George Schlesinger. São Paulo, Companhia das Letras, 2015, p. 6-7)

Para os europeus do início do século XV, o Bojador marcava a fronteira entre o conhecido e o desconhecido. (1° parágrafo)


Uma expressão que, no contexto, expressa ideia de conformidade e tem função equivalente à da destacada na frase acima está sublinhada em:

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Q1067420 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Assembleia Geral da ONU reconhece saneamento como

direito humano distinto do direito à água potável


      Uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada recentemente, reconheceu o saneamento básico como um direito humano separado do direito à água potável. A decisão pretende chamar a atenção para a situação de mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem sem acesso a banheiros e sistemas de esgoto adequados no mundo todo.

      De acordo com o relator especial da ONU sobre os direitos humanos à água potável e ao saneamento básico, o brasileiro Léo Heller, a deliberação “dá para as pessoas uma percepção mais clara do direito ao saneamento, fortalecendo sua capacidade de reivindicá-lo quando o Estado falha em prover os serviços ou quando eles não são seguros, são inacessíveis ou sem a privacidade adequada”. A resolução da Assembleia reconheceu a natureza distinta do saneamento em relação à água potável, embora tenha mantido os direitos juntos.

      Para Heller, a ausência de estruturas sanitárias adequadas tem um “efeito dominó”, prejudicando a busca e o usufruto de outros direitos humanos, como o direito à saúde, à vida e à educação. A falta de saneamento favorece a transmissão de doenças infecciosas, como cólera, hepatite e febre tifoide. Segundo estudo recente realizado pela ONU, somadas as abstenções escolares de todos os alunos no mundo, problemas ligados à falta de saneamento e água fazem com que 443 milhões de dias letivos sejam perdidos todos os anos.

(Adaptado de: https://nacoesunidas.org/assembleia-geral-da-onu-reconhece-saneamento-como-direito-humano-distinto-do-direito-a-agua-potavel)

Segundo estudo recente realizado pela ONU, somadas as abstenções escolares de todos os alunos no mundo, problemas ligados à falta de saneamento e água fazem com que 443 milhões de dias letivos sejam perdidos todos os anos. (3° parágrafo)


O trecho sublinhado (incluindo-se a vírgula após mundo) pode ser substituído, atendendo às normas de concordância e preservando-se a correlação entre as formas verbais, por:

Alternativas
Q1067419 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Assembleia Geral da ONU reconhece saneamento como

direito humano distinto do direito à água potável


      Uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada recentemente, reconheceu o saneamento básico como um direito humano separado do direito à água potável. A decisão pretende chamar a atenção para a situação de mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem sem acesso a banheiros e sistemas de esgoto adequados no mundo todo.

      De acordo com o relator especial da ONU sobre os direitos humanos à água potável e ao saneamento básico, o brasileiro Léo Heller, a deliberação “dá para as pessoas uma percepção mais clara do direito ao saneamento, fortalecendo sua capacidade de reivindicá-lo quando o Estado falha em prover os serviços ou quando eles não são seguros, são inacessíveis ou sem a privacidade adequada”. A resolução da Assembleia reconheceu a natureza distinta do saneamento em relação à água potável, embora tenha mantido os direitos juntos.

      Para Heller, a ausência de estruturas sanitárias adequadas tem um “efeito dominó”, prejudicando a busca e o usufruto de outros direitos humanos, como o direito à saúde, à vida e à educação. A falta de saneamento favorece a transmissão de doenças infecciosas, como cólera, hepatite e febre tifoide. Segundo estudo recente realizado pela ONU, somadas as abstenções escolares de todos os alunos no mundo, problemas ligados à falta de saneamento e água fazem com que 443 milhões de dias letivos sejam perdidos todos os anos.

(Adaptado de: https://nacoesunidas.org/assembleia-geral-da-onu-reconhece-saneamento-como-direito-humano-distinto-do-direito-a-agua-potavel)

A falta de saneamento favorece a transmissão de doenças infecciosas, como cólera, hepatite e febre tifoide. (3° parágrafo)


No que se refere à regência verbal, o segmento sublinhado pode ser corretamente substituído por:

Alternativas
Q1067414 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Tratamento de água


      A primeira Estação de Tratamento de Água − ETA foi construída em Londres em 1829 e tinha a função de coar a água do rio Tâmisa em filtros de areia. A ideia de tratar o esgoto antes de lançá-lo ao meio ambiente, porém, só foi testada pela primeira vez em 1874 na cidade de Windsor, Inglaterra.

      Não se sabia como as doenças “saíam do lixo e chegavam ao nosso corpo”. A ideia inicial é que vinham do ar. Porém, com a descoberta de que doenças letais da época (como a cólera e a febre tifoide) eram transmitidas pela água, técnicas de filtração e a cloração foram mais amplamente estudadas e empregadas.

      Atualmente, é consenso que o esgoto, industrial ou doméstico, precisa ser tratado antes de ser lançado nos mananciais para minimizar seu impacto no meio ambiente e para garantir a saúde humana. Esse tratamento é feito nas chamadas Estações de Tratamento de Esgoto − ETE.

      Infelizmente, a maior parte da população mundial ainda não tem saneamento básico. Certamente, a água nunca vai acabar, pois esta fica circulando entre os reservatórios (rios, oceanos, atmosfera), tanto na fase líquida, como na fase gasosa ou sólida. A questão é que, quanto mais poluída for a água, mais caro será seu tratamento, e, no futuro, a água de qualidade poderá ser privilégio de poucos.

                     (Adaptado de: www.usp.br/qambiental/tratamentoAgua.html#esgoto)

Correlacionam-se por meio da circunstância de proporção as orações em:
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Q1056516 Português
Os benefícios da natação
       Uma piscina não é o primeiro lugar que muitas pessoas procuram quando querem emagrecer, mas, poderia ser. Nenhum outro treino queima calorias e aumenta o metabolismo, empregando todos os músculos do seu corpo (sem colocar estresse sobre as articulações) melhor que um treino de natação.
      A água pode ajudar a construir um corpo mais saudável. E ninguém precisa ser um medalhista de ouro olímpico para obter o corpo perfeito e saúde. De acordo com pesquisas, nadadores de todas as idades _______ mais níveis de massa magra muscular e cinturas e quadris mais finos que outros exercícios.
      Não é preciso nada complicado para praticar a natação: roupa de banho (maiô, sunga, biquíni), touca e óculos de natação. Pronto! Já se pode cair na água.
    Os benefícios da natação são muitos. Modelagem do corpo, queima de calorias e recrutamento muscular são apontados como os mais significativos. Um esforço simples queima cerca de 500 calorias por hora, enquanto um esforço vigoroso pode queimar quase 700 calorias. É claro que cada corpo é único e, por isso, esses valores podem variar.
       A água é cerca de 800 vezes mais densa que o ar e cada pontapé, empurrão e puxão é como um treino de resistência para todo o corpo, especialmente para as regiões dos quadris, braços, ombros e glúteos. Por isso, além de queimar calorias, você ______ massa muscular magra, que influencia no metabolismo e dá para queimar calorias até após a natação, enquanto você toma banho e se seca.
       A água neutraliza a gravidade, assim você se torna virtualmente sem peso, quando imerso, dando às suas articulações uma folga. Você pode nadar quase todos os dias sem o risco de acidentes, mas não se pode dizer o mesmo para corridas ou treinamentos de força.

http://www.mulherdigital.com/beneficios-natacao/ - adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta uma oração coordenada sindética adversativa:
Alternativas
Q1056515 Português
Os benefícios da natação
       Uma piscina não é o primeiro lugar que muitas pessoas procuram quando querem emagrecer, mas, poderia ser. Nenhum outro treino queima calorias e aumenta o metabolismo, empregando todos os músculos do seu corpo (sem colocar estresse sobre as articulações) melhor que um treino de natação.
      A água pode ajudar a construir um corpo mais saudável. E ninguém precisa ser um medalhista de ouro olímpico para obter o corpo perfeito e saúde. De acordo com pesquisas, nadadores de todas as idades _______ mais níveis de massa magra muscular e cinturas e quadris mais finos que outros exercícios.
      Não é preciso nada complicado para praticar a natação: roupa de banho (maiô, sunga, biquíni), touca e óculos de natação. Pronto! Já se pode cair na água.
    Os benefícios da natação são muitos. Modelagem do corpo, queima de calorias e recrutamento muscular são apontados como os mais significativos. Um esforço simples queima cerca de 500 calorias por hora, enquanto um esforço vigoroso pode queimar quase 700 calorias. É claro que cada corpo é único e, por isso, esses valores podem variar.
       A água é cerca de 800 vezes mais densa que o ar e cada pontapé, empurrão e puxão é como um treino de resistência para todo o corpo, especialmente para as regiões dos quadris, braços, ombros e glúteos. Por isso, além de queimar calorias, você ______ massa muscular magra, que influencia no metabolismo e dá para queimar calorias até após a natação, enquanto você toma banho e se seca.
       A água neutraliza a gravidade, assim você se torna virtualmente sem peso, quando imerso, dando às suas articulações uma folga. Você pode nadar quase todos os dias sem o risco de acidentes, mas não se pode dizer o mesmo para corridas ou treinamentos de força.

http://www.mulherdigital.com/beneficios-natacao/ - adaptado.

Sobre objeto direto, objeto indireto, predicativo e complemento nominal, analisar os itens abaixo:

I - Todos são termos acessórios da oração.

II - Verbos de ação têm função de predicativo do sujeito.

III - Complemento nominal é o sintagma que complementa o sentido de um substantivo derivado de verbo e que na frase com o verbo equivalente corresponde a um complemento (direto ou indireto), expresso por um sintagma nominal ou uma oração integrante objetiva.

IV - Complemento verbal é o que completa o sentido do verbo e normalmente vem ligado a ele; pode ser: o objeto direto, o objeto indireto e o predicativo.

Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q1056514 Português
Os benefícios da natação
       Uma piscina não é o primeiro lugar que muitas pessoas procuram quando querem emagrecer, mas, poderia ser. Nenhum outro treino queima calorias e aumenta o metabolismo, empregando todos os músculos do seu corpo (sem colocar estresse sobre as articulações) melhor que um treino de natação.
      A água pode ajudar a construir um corpo mais saudável. E ninguém precisa ser um medalhista de ouro olímpico para obter o corpo perfeito e saúde. De acordo com pesquisas, nadadores de todas as idades _______ mais níveis de massa magra muscular e cinturas e quadris mais finos que outros exercícios.
      Não é preciso nada complicado para praticar a natação: roupa de banho (maiô, sunga, biquíni), touca e óculos de natação. Pronto! Já se pode cair na água.
    Os benefícios da natação são muitos. Modelagem do corpo, queima de calorias e recrutamento muscular são apontados como os mais significativos. Um esforço simples queima cerca de 500 calorias por hora, enquanto um esforço vigoroso pode queimar quase 700 calorias. É claro que cada corpo é único e, por isso, esses valores podem variar.
       A água é cerca de 800 vezes mais densa que o ar e cada pontapé, empurrão e puxão é como um treino de resistência para todo o corpo, especialmente para as regiões dos quadris, braços, ombros e glúteos. Por isso, além de queimar calorias, você ______ massa muscular magra, que influencia no metabolismo e dá para queimar calorias até após a natação, enquanto você toma banho e se seca.
       A água neutraliza a gravidade, assim você se torna virtualmente sem peso, quando imerso, dando às suas articulações uma folga. Você pode nadar quase todos os dias sem o risco de acidentes, mas não se pode dizer o mesmo para corridas ou treinamentos de força.

http://www.mulherdigital.com/beneficios-natacao/ - adaptado.
Assinalar a alternativa INCORRETA quanto à regência do verbo sublinhado:
Alternativas
Q1056509 Português
Os benefícios da natação
       Uma piscina não é o primeiro lugar que muitas pessoas procuram quando querem emagrecer, mas, poderia ser. Nenhum outro treino queima calorias e aumenta o metabolismo, empregando todos os músculos do seu corpo (sem colocar estresse sobre as articulações) melhor que um treino de natação.
      A água pode ajudar a construir um corpo mais saudável. E ninguém precisa ser um medalhista de ouro olímpico para obter o corpo perfeito e saúde. De acordo com pesquisas, nadadores de todas as idades _______ mais níveis de massa magra muscular e cinturas e quadris mais finos que outros exercícios.
      Não é preciso nada complicado para praticar a natação: roupa de banho (maiô, sunga, biquíni), touca e óculos de natação. Pronto! Já se pode cair na água.
    Os benefícios da natação são muitos. Modelagem do corpo, queima de calorias e recrutamento muscular são apontados como os mais significativos. Um esforço simples queima cerca de 500 calorias por hora, enquanto um esforço vigoroso pode queimar quase 700 calorias. É claro que cada corpo é único e, por isso, esses valores podem variar.
       A água é cerca de 800 vezes mais densa que o ar e cada pontapé, empurrão e puxão é como um treino de resistência para todo o corpo, especialmente para as regiões dos quadris, braços, ombros e glúteos. Por isso, além de queimar calorias, você ______ massa muscular magra, que influencia no metabolismo e dá para queimar calorias até após a natação, enquanto você toma banho e se seca.
       A água neutraliza a gravidade, assim você se torna virtualmente sem peso, quando imerso, dando às suas articulações uma folga. Você pode nadar quase todos os dias sem o risco de acidentes, mas não se pode dizer o mesmo para corridas ou treinamentos de força.

http://www.mulherdigital.com/beneficios-natacao/ - adaptado.
Em relação à conjugação verbal, assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q1056205 Português

        Até a minha adolescência, toda véspera de prova de matemática era um pesadelo. Perdia o sono, tinha dores no peito, recusava qualquer atividade que não fosse estudar equações e transformava a vida da minha família em um inferno. Só de pensar que teria que interagir com números sem ajuda de ninguém acelerava meu coração, minhas mãos tremiam e suava frio.

      Tinha colocado na cabeça que não era uma pessoa matemática e ponto. Minha praia eram as letras, interpretação, literatura, idiomas, história – números só se fossem romanos, ________, apesar de serem números, continuavam sendo letras. Acreditava que meu cérebro não era capaz de ler algarismos.

        Mas minhas notas mostravam o contrário, meu cérebro conseguia decodificá-los. Na época, meus pais achavam que esse “auê” era apenas exagero, nem imaginavam que matemática pudesse doer. E dói.

    Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovaram que conexões neurais relacionadas à dor são ativadas quando pensamos em números. Se eu fizesse parte dos voluntários da pesquisa, provavelmente seria diagnosticada com o que eles chamam de HMA (High Math Anxiety), ansiedade matemática elevada.

    Nas horas que antecediam a prova, minha mãe dizia que, se eu estudasse e me concentrasse naquelas equações e teoremas, o pavor passaria. O conselho estava certo: os pesquisadores descobriram que os sentimentos de apreensão, pânico e tensão acontecem quando cogitamos resolver os problemas matemáticos, não quando, de fato, calculamos. No momento em que sentamos a bunda na cadeira para determinar ângulos, catetos ou os valores de x, y ou z, nosso cérebro se ocupa e não sentimos mais os efeitos da ansiedade.

   Os cientistas também explicam o porquê de pessoas avessas aos números continuarem sempre com o estigma de pessoas “não matemáticas”. Além do bloqueio emocional, isso ocorre _________ fugimos de todas as situações em que precisamos calcular – colamos na escola, passamos a conta do bar para um amigo, contratamos um contador para fazer nosso imposto de renda – esses escapes impedem que nossas habilidades numéricas melhorem e que encaremos o medo de números.

http://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.

Em relação ao emprego das conjunções nos períodos, assinalar a alternativa em que o sentido da conjunção sublinhada seja o mesmo que o sublinhado em “Os cães são brincalhões, contudo, às vezes, machucam-nos.”:
Alternativas
Q1056204 Português

        Até a minha adolescência, toda véspera de prova de matemática era um pesadelo. Perdia o sono, tinha dores no peito, recusava qualquer atividade que não fosse estudar equações e transformava a vida da minha família em um inferno. Só de pensar que teria que interagir com números sem ajuda de ninguém acelerava meu coração, minhas mãos tremiam e suava frio.

      Tinha colocado na cabeça que não era uma pessoa matemática e ponto. Minha praia eram as letras, interpretação, literatura, idiomas, história – números só se fossem romanos, ________, apesar de serem números, continuavam sendo letras. Acreditava que meu cérebro não era capaz de ler algarismos.

        Mas minhas notas mostravam o contrário, meu cérebro conseguia decodificá-los. Na época, meus pais achavam que esse “auê” era apenas exagero, nem imaginavam que matemática pudesse doer. E dói.

    Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovaram que conexões neurais relacionadas à dor são ativadas quando pensamos em números. Se eu fizesse parte dos voluntários da pesquisa, provavelmente seria diagnosticada com o que eles chamam de HMA (High Math Anxiety), ansiedade matemática elevada.

    Nas horas que antecediam a prova, minha mãe dizia que, se eu estudasse e me concentrasse naquelas equações e teoremas, o pavor passaria. O conselho estava certo: os pesquisadores descobriram que os sentimentos de apreensão, pânico e tensão acontecem quando cogitamos resolver os problemas matemáticos, não quando, de fato, calculamos. No momento em que sentamos a bunda na cadeira para determinar ângulos, catetos ou os valores de x, y ou z, nosso cérebro se ocupa e não sentimos mais os efeitos da ansiedade.

   Os cientistas também explicam o porquê de pessoas avessas aos números continuarem sempre com o estigma de pessoas “não matemáticas”. Além do bloqueio emocional, isso ocorre _________ fugimos de todas as situações em que precisamos calcular – colamos na escola, passamos a conta do bar para um amigo, contratamos um contador para fazer nosso imposto de renda – esses escapes impedem que nossas habilidades numéricas melhorem e que encaremos o medo de números.

http://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.

Em relação à escrita dos períodos, assinalar a alternativa em que há erro, segundo a gramática normativa de língua portuguesa:
Alternativas
Q1039822 Português
A frase redigida em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa é:
Alternativas
Q1039819 Português
Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Respostas
32601: E
32602: B
32603: E
32604: D
32605: E
32606: B
32607: D
32608: C
32609: D
32610: B
32611: E
32612: C
32613: D
32614: C
32615: C
32616: A
32617: D
32618: C
32619: A
32620: E