Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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TEXTO:

‘“SE ESTIVESSEM LÁ, jamais conseguiríamos retomar o poder sobre territórios sem um banho de sangue'.”
“AO FINCAR A BANDEIRA DO BRASIL E A DO BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (BOPE) NUMA LAJE que servia como QG de traficantes, um grupo de policiais da tropa de elite do Rio de Janeiro marcava, na semana passada, a retomada do poder em um conjunto de sete violentas favelas da Zona Norte...”
Qual alternativa preenche corretamente as lacunas
das linhas 07, 17 e 29 do texto?







Hermético e postiço, jargão incentiva ‘espírito de corpo’
Na maioria dos textos produzidos no universo corporativo, vê-se um registro muito particular da língua, nem sempre compreensível aos “não iniciados”. É o que se pode chamar de “jargão corporativo”, uma linguagem hoje dominada por grande quantidade de decalques do inglês − ou ingênuas traduções literais.
O termo “jargão”, que em sua origem quer dizer “fala ininteligível”, guarda certa marca pejorativa, fruto de sua antiga associação ao pedantismo, ao uso da linguagem empolada.
Embora os jargões sejam coisa muito antiga, foi nos séculos 19 e 20 que proliferaram na Europa, fruto de uma maior divisão do trabalho nas sociedades industriais.
Na época, já figuravam entre as suas características o uso de termos de línguas estrangeiras como sinal de prestígio e o emprego de metáforas e eufemismos, exatamente como vemos hoje.
Os jargões são alvo constante da crítica não só por abrigarem muitas expressões de outras línguas, o que lhes confere um ar postiço e hermético, como por seu viés pretensioso.
A crítica a esse tipo de linguagem tem fundamento na preocupação com a “pureza” do idioma e com a perda de identidade cultural, opinião que, para outros, revela traços de xenofobia.
Essa é uma discussão que não deve chegar ao fim tão cedo, mas é fato que os jargões têm claras funções simbólicas: por um lado, visam a incentivar o “espírito de corpo”, o que deve justificar o empenho das empresas em cultivá-los (até para camuflar as relações entre patrão e empregado), e, por outro, promovem a inclusão de uns e a exclusão de outros, além, é claro, de impressionar os neófitos.
(Adaptado de: CAMARGO, Thaís Nicoleti de. Caderno “Negócios e carreiras”, do jornal Folha de S. Paulo. São Paulo, 24 de março de 2013. p. 7)
Belo Monte, por esse ponto de vista, é uma necessidade. Mas para alguns é uma atrocidade, já que seu reservatório vai alagar uma área na Amazônia equivalente a 1/3 da cidade de São Paulo, entre outros desequilíbrios ambientais. Por essas, Sting e o cacique Raoni já atacavam Belo Monte em 1989. Na época, a proposta de aproveitar as águas do rio Xingu para gerar energia já era antiga: começou em 1975, no governo Geisel. Em 2011, as obras começaram. E os protestos aumentaram. O Movimento Gota D`Água, em que atores defendem o fim das obras no YouTube, é só o mais recente. O apelo é substituir a usina por fontes de energia eólica e solar. Para quem defende Belo Monte, isso não faz sentido: seria mais caro e menos confiável. A maior certeza é que, até janeiro de 2015, a data marcada para a entrega da usina, muita água vai rolar nesse debate.
Disponível em:<http://super.abril.com.br/ecologia/quais-sao-vantagens-desvantagens-belo-monte-667389.shtml>. Acesso: 20 jan. 2014. (fragmento)
Os três operadores argumentativos em destaque podem ser substituídos, sem perda da linha argumentativa do autor, por, respectivamente,
Animais, plantas e seres humanos, nada resta sobre a face da Terra quando a seca resolve dar o ar da desgraça. Ela traz a morte lenta, demorada e sofrida. [1], por onde passa, deixa seus rastros: carcaças de animais, o chão ressecado, o mormaço e a infertilidade do solo. Graças a diques, açudes e caixas-d'água, podemos ficar um período sem chuva em qualquer local da Terra, [2], se esse tempo se prolongar demais, os estragos decorrentes da seca começam a tomar forma.
Apesar de ser mais comum em países tropicais, ela pode surgir em qualquer parte do planeta. [3], não há como negar que a África é pródiga em produzir catástrofes associadas à seca. Em 1982 a Tanzânia perdia mais de 150 crianças por conta da falta de alimentos e água. Dois anos mais tarde, uma série de secas ocasionou a morte de mais de um milhão de pessoas na Etiópia. O mesmo número de habitantes passou fome no Quênia por causa de uma estiagem, 20 anos depois.
No Brasil, a seca já é velha conhecida da região Nordeste. Relatos apontam suas tragédias por aqui já em 1583. [4], quando foram registradas duas grandes secas, a coisa piorou muito no século 18.
Galileu. Ed. Especial, nº 8, p. 52.
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