Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q651769 Português
“A tragédia que iniciou com o rompimento da barragem de rejeitos de minérios em Mariana-MG e se estendeu até o Leste do Espírito Santo, mar adentro, nos faz refletir quais ações poderiam ter sido executadas para evitar esse desastre.
A maioria dos especialistas afirma que rompimentos de barragens são eventos muito lentos, que sinais já haviam sido detectados sobre o problema em Mariana. Todos dizem que houve negligência e consequentemente o desastre; agora, a maioria das informações sobre o que realmente aconteceu não foram ainda disponibilizadas, mesmo após tantos dias.
Ao olharmos para o estado da Bahia, temos vinte e quatro barragens de rejeitos semelhantes à Barragem do Fundão. E com informações de que quatro delas apresentam dano potencial elevado, sendo duas localizadas no município de Jacobina e duas em Santa Luz, estando todas sob constante vigilância da Departamento Nacional de Produção Mineral.”

(http://www.tribunafeirense.com.br/noticias/11162/por-pedroamerico-lopes-e-preciso-aprender-com-os-desastres.html) 
“agora, a maioria das informações sobre o que realmente aconteceu não foram ainda disponibilizadas” Em qual das alternativas o trecho acima está reescrito sem alteração do sentido inicial ou desobediência das normas gramaticais vigentes?
Alternativas
Q651324 Português
O crime de ofensa à reputação é agravado quando os fatos imputados a alguém não correspondem à verdade. E no caso de ser cometido no Facebook quando acessível a qualquer pessoa¿ Em um post num grupo fechado, um funcionário de uma empresa pronunciou-se sobre os colegas que não pretendiam aderir _________ greve e disse que eram “oportunistas que obtêm benefícios pelo trabalho e luta dos outros”. Ao ser processado pela empresa, o funcionário lembrou ________o Código do Trabalho prevê que “o empregador não pode aceder ________ conteúdo de mensagens de natureza pessoal.” Os juízes tiveram de avaliar e entenderam que um grupo do Facebook não entra na regra. “Estando o trabalhador ciente _______ publicações com eventuais implicações de natureza profissional, porque difamatórias podem extravasar as fronteiras de um grupo criado na rede social e não ______ assiste _______ direito de invocar o caráter privado do grupo e a natureza pessoal das publicações.”
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Q651323 Português

(Bill Waterson. Calvin &Haroldo, 2010, Conrad do Brasil. 

Rio de Janeiro)

No segundo quadrinho, o trecho “seu tigre de pelúcia”, é:
Alternativas
Q651322 Português
  1. Mulheres que vivem em áreas afetadas pelo vírus zika deveriam considerar postergar a gravidez, uma vez que não há métodos eficazes para evitar os problemas potencialmente causados aos bebês, afirmou ontem a porta-voz da entidade Nyka Alexander. “Eu não estou dizendo que os casais devem postergar (a gravidez). Eles devem receber as informações necessárias para entenderem que esta é uma opção”, disse Nyka. O vírus está se espalhando rapidamente pela América Latina e pelo Caribe, e autoridades de saúde de diversos países afetados estão fazendo recomendações similares. No entanto, a nova recomendação da entidade pode afetar a vida de milhares de pessoas que vivem nessas áreas. Em outros lugares do mundo, o serviço de saúde alerta para que mulheres grávidas não viagem para áreas onde o vírus está se espalhando. Nos Estados Unidos, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) vai além e aconselha as mulheres a esperar ao menos oito semanas após ser acometida ou exposta ao vírus antes de tentar engravidar. Para homens com sintomas, essa espera deve ser de ao menos seis meses. Em resposta às novas orientações da OMS, a CDS afirmou que agências de saúde devem discutir os riscos da doença, prevenção do contágio e informação sobre métodos contraceptivos. Quase 700 casos já foram relatados nos Estados Unidos. Todos os infectados viajaram ao exterior ou tiveram relações sexuais com quem o fez. (http://istoe.com.br/) Fonte: Associated Press.
Em qual das alternativas uma regra de concordância foi desobedecida?
Alternativas
Q651321 Português
  1. Mulheres que vivem em áreas afetadas pelo vírus zika deveriam considerar postergar a gravidez, uma vez que não há métodos eficazes para evitar os problemas potencialmente causados aos bebês, afirmou ontem a porta-voz da entidade Nyka Alexander. “Eu não estou dizendo que os casais devem postergar (a gravidez). Eles devem receber as informações necessárias para entenderem que esta é uma opção”, disse Nyka. O vírus está se espalhando rapidamente pela América Latina e pelo Caribe, e autoridades de saúde de diversos países afetados estão fazendo recomendações similares. No entanto, a nova recomendação da entidade pode afetar a vida de milhares de pessoas que vivem nessas áreas. Em outros lugares do mundo, o serviço de saúde alerta para que mulheres grávidas não viagem para áreas onde o vírus está se espalhando. Nos Estados Unidos, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) vai além e aconselha as mulheres a esperar ao menos oito semanas após ser acometida ou exposta ao vírus antes de tentar engravidar. Para homens com sintomas, essa espera deve ser de ao menos seis meses. Em resposta às novas orientações da OMS, a CDS afirmou que agências de saúde devem discutir os riscos da doença, prevenção do contágio e informação sobre métodos contraceptivos. Quase 700 casos já foram relatados nos Estados Unidos. Todos os infectados viajaram ao exterior ou tiveram relações sexuais com quem o fez. (http://istoe.com.br/) Fonte: Associated Press.
“Mulheres que vivem em áreas afetadas pelo vírus zika deveriam considerar postergar a gravidez...” O trecho sublinhado:
Alternativas
Q651320 Português
  1. Mulheres que vivem em áreas afetadas pelo vírus zika deveriam considerar postergar a gravidez, uma vez que não há métodos eficazes para evitar os problemas potencialmente causados aos bebês, afirmou ontem a porta-voz da entidade Nyka Alexander. “Eu não estou dizendo que os casais devem postergar (a gravidez). Eles devem receber as informações necessárias para entenderem que esta é uma opção”, disse Nyka. O vírus está se espalhando rapidamente pela América Latina e pelo Caribe, e autoridades de saúde de diversos países afetados estão fazendo recomendações similares. No entanto, a nova recomendação da entidade pode afetar a vida de milhares de pessoas que vivem nessas áreas. Em outros lugares do mundo, o serviço de saúde alerta para que mulheres grávidas não viagem para áreas onde o vírus está se espalhando. Nos Estados Unidos, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) vai além e aconselha as mulheres a esperar ao menos oito semanas após ser acometida ou exposta ao vírus antes de tentar engravidar. Para homens com sintomas, essa espera deve ser de ao menos seis meses. Em resposta às novas orientações da OMS, a CDS afirmou que agências de saúde devem discutir os riscos da doença, prevenção do contágio e informação sobre métodos contraceptivos. Quase 700 casos já foram relatados nos Estados Unidos. Todos os infectados viajaram ao exterior ou tiveram relações sexuais com quem o fez. (http://istoe.com.br/) Fonte: Associated Press.
“Mulheres que vivem em áreas afetadas pelo vírus zika deveriam considerar postergar a gravidez, uma vez que não há métodos eficazes para evitar os problemas potencialmente causados aos bebês” A expressão sublinhada:
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Q650895 Português

Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa


01    Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma 02    delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-03    se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando 04    contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os 05    pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não 06    se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente 07    incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de 08    castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só 09    piorar na vida adulta. [...]

PINHEIRO-MACHADO, Rosana. In http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-a-socializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde- 3514.html (acesso em 07/03/16). 

Nos PCN, com relação à prática de produção de textos escritos, existem orientações acerca desse conteúdo, entre as quais a “utilização de mecanismos discursivos e linguísticos de coerência e coesão textuais, conforme o gênero e os propósitos do texto, desenvolvendo diferentes critérios: [...] de propriedade dos recursos linguísticos (repetição, retomadas, anáforas, conectivos) na expressão da relação entre constituintes do texto”. Quanto ao uso dos conectivos e a relação semântica existente entre os enunciados, inexistindo conectivos explícitos, considerando a necessidade de o professor transmitir tais conteúdos sem que o aluno precise memorizar um sem-número de conjunções, é exato afirmar que, em “Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar” (l. 06), um aluno do nono ano deve ser conduzido a compreender que, entre esses dois períodos, se detecta a relação semântica de:
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Q650777 Português
Na oração em que é empregado no texto CG1A1CCC, o termo “surdos, mudos ou cegos” (l.1) exerce a função de
Alternativas
Q649346 Português

Texto 1 



Disponível em: <http://www.policiacomunitariadf.com/operacaointegrada15a-

dp/denuncia_banner-2/>. Acesso em: 18 mar. 2016.

De acordo com a norma-padrão e as questões gramaticais referentes ao texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q649286 Português

 Texto 1

                                                       Mobilidade urbana no Brasil

Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo do aumento do problema das ilhas de calor.

A principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação. Esse aumento do uso de veículos como carros e motos deve-se a, pelo menos, cinco fatores: má qualidade do transporte público no Brasil; aumento da renda média do brasileiro nos últimos anos; redução de impostos por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (o que inclui os carros); concessão de mais crédito ao consumidor; e, por fim, herança histórica da política rodoviária do país.

Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, estaria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos, e a diversificação dos modais de transporte. Ao longo do século XX, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e outros. A ideia é investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do país.

De toda forma, é preciso ampliar os debates, regulamentando ações públicas para o interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da eficiência dos deslocamentos por parte das populações.


(PENA, Rodolfo F. Alves. "Mobilidade urbana no Brasil". Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm>. Acesso em 25/03/2016. Adaptado). 

Texto 2

Leia o infográfico que segue e responda a questão:

 


Sobre os títulos “Os meios de transporte mais utilizados no Brasil” e “Mobilidade urbana no Brasil”, é correto afirmar que ambos são organizados por:
Alternativas
Q649280 Português
Texto 1 
Mobilidade urbana no Brasil 

          Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo do aumento do problema das ilhas de calor.
          A principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação. Esse aumento do uso de veículos como carros e motos deve-se a, pelo menos, cinco fatores: má qualidade do transporte público no Brasil; aumento da renda média do brasileiro nos últimos anos; redução de impostos por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (o que inclui os carros); concessão de mais crédito ao consumidor; e, por fim, herança histórica da política rodoviária do país.
          Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, estaria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos, e a diversificação dos modais de transporte. Ao longo do século XX, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e outros. A ideia é investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do país.  
          De toda forma, é preciso ampliar os debates, regulamentando ações públicas para o interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da eficiência dos deslocamentos por parte das populações.  

(PENA, Rodolfo F. Alves. "Mobilidade urbana no Brasil". Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbanano-brasil.htm>. Acesso em 25/03/2016. Adaptado). 
Considerando as relações sintáticas do fragmento “é preciso ampliar os debates” (4º §), pode-se afirmar que ampliar os debates funciona como:
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Ano: 2016 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2016 - UFCG - Auxiliar em Administração |
Q647700 Português

Hospitais universitários vão intensificar ações contra o Aedes aegypti

     A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assinou um pacto com outras 21 instituições públicas e privadas para desenvolver ações de combate contra o Aedes aegypti. A iniciativa abrange 22 Estados e 110 municípios. O pacto pretende usar o alcance das redes federal, distrital, estaduais e municipais de educação para levar informações sobre as formas de extermínio do mosquito e identificação da doença.
    Segundo a vice-presidente da Ebserh, Jeanne Michel, a rede também vai atender casos mais complexos das doenças, contribuir em pesquisas nos hospitais universitários e buscar qualificar ainda mais a rede de atenção à saúde. Os hospitais filiados à Ebserh já vêm atuando diariamente na identificação de casos suspeitos de microcefalias e na prestação de assistência às gestantes e bebês acometidos pela doença.
    O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou a importância da mobilização e da informação para o enfrentamento do mosquito que, além do zika vírus, pode transmitir dengue e febre chikungunya. “A universidade pode ser um grande centro para formar multiplicadores para combater o mosquito, um centro de pesquisa, de buscar tratamento, de investir na vacina, de conhecer mais a fundo tudo o que diz respeito a esse vírus”, disse.
    As unidades da rede Ebserh, assim como outros órgãos do governo federal, estão realizando mutirões para vistoriar suas instalações, com o objetivo de eliminar os focos do mosquito, além de conscientizarem seus colaboradores, pacientes, acompanhantes, visitantes, fornecedores e comunidade acadêmica a atuarem ativamente na campanha.

(Disponível em <http://www.brasil.gov.br/saude/2016/02/hospitais-universitarios-vao-intensificar-acoes-contra-o-aedes-aegypti> Acesso em 23/03/2016
No fragmento As unidades da rede Ebserh, assim como outros órgãos do governo federal, estão realizando mutirões para vistoriar suas instalações (5º parágrafo), qual palavra exigiu a forma verbal estão?
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Q647377 Português
Indique a opção CORRETA quanto à classificação da oração destacada.
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Q647372 Português

                                                                     TEXTO II

                                                                    Dos rituais                                                

No primeiro contato com os selvagens, que medo nos dá de infringir os rituais, de violar um tabu!

É todo um meticuloso cerimonial, cuja infração eles não nos perdoam.

Eu estava falando nos selvagens? Mas com os civilizados é o mesmo. Ou pior até.

Quando você estiver metido entre grã-finos, é preciso ter muito, muito cuidado: eles são tão primitivos! 

                                                                                                                      Mário Quintana 

Quantos períodos há no TEXTO II?
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Q647371 Português

                                                                     TEXTO II

                                                                    Dos rituais                                                

No primeiro contato com os selvagens, que medo nos dá de infringir os rituais, de violar um tabu!

É todo um meticuloso cerimonial, cuja infração eles não nos perdoam.

Eu estava falando nos selvagens? Mas com os civilizados é o mesmo. Ou pior até.

Quando você estiver metido entre grã-finos, é preciso ter muito, muito cuidado: eles são tão primitivos! 

                                                                                                                      Mário Quintana 

Em relação à oração “eles são tão primitivos!”, assinale o item INCORRETO.
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Q647370 Português

                                                           TEXTO I                                                              

                                                         O Assalto

Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:

— Isto é um assalto!

Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado? 

— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.

Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?

— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante! 

O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:

— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.

Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.

Outros ônibus pararam, a rua entupiu.

— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não

podem dar no pé.

— É uma mulher que chefia o bando!

— Já sei. A tal dondoca loira.

— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.

— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.

— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!

— Vai ver que está caçando é marido.

— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue

escorrendo!

— Sangue nada, é tomate.

Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia joias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas. 

Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pelo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam: 

— Pega! Pega! Correu pra lá!

— Olha ela ali!

— Eles entraram na Kombi ali adiante!

— É um mascarado! Não, são dois mascarados!

Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso? 

— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a

gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!

Caíram em cima do garoto, que soverteu na multidão. A

senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:

— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro

assalto!

                                                                   Carlos Drummond de Andrade
Indique a opção em que a circunstância NÃO condiz com o adjunto adverbial.
Alternativas
Q647369 Português

                                                           TEXTO I                                                              

                                                         O Assalto

Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:

— Isto é um assalto!

Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado? 

— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.

Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?

— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante! 

O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:

— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.

Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.

Outros ônibus pararam, a rua entupiu.

— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não

podem dar no pé.

— É uma mulher que chefia o bando!

— Já sei. A tal dondoca loira.

— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.

— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.

— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!

— Vai ver que está caçando é marido.

— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue

escorrendo!

— Sangue nada, é tomate.

Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia joias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas. 

Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pelo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam: 

— Pega! Pega! Correu pra lá!

— Olha ela ali!

— Eles entraram na Kombi ali adiante!

— É um mascarado! Não, são dois mascarados!

Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso? 

— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a

gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!

Caíram em cima do garoto, que soverteu na multidão. A

senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:

— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro

assalto!

                                                                   Carlos Drummond de Andrade
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva.” Analisando sintaticamente a oração, marque a opção CORRETA.
Alternativas
Q646901 Português
No trecho “Muitas autoridades públicas não só evitam associar-se ao assunto como também o tratam de modo simplista” (l. 14 a 16), do texto CG1A01BBB, o vocábulo “como” integra uma expressão que introduz no período uma ideia de
Alternativas
Respostas
30401: E
30402: C
30403: A
30404: D
30405: C
30406: A
30407: D
30408: A
30409: A
30410: E
30411: C
30412: A
30413: E
30414: A
30415: C
30416: A
30417: B
30418: C
30419: A
30420: B