Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q2728754 Português

AS QUESTÕES 1 A 14 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 ____ A categoria povo se contrapõe às classes sociais. Em termos analíticos, povo não existe

2 como algo dado, previamente estabelecido. Povo é o resultado da articulação entre movimentos,

3 comunidades, agrupamentos humanos que romperam a situação de massa, inconsciente e sem

4 projeto próprio. Encontraram-se ao redor de uma consciência coletiva, de um projeto comum, de

5 práticas adequadas à consciência e ao projeto. Encontraram-se para construir uma história e uma

6 identidade próprias nos limites de um determinado território. Ao conceito de povo pertence a

7 superação dos interesses só classistas e a busca de um bem comum com a assunção de um projeto

8 participativo e igualitário para o conjunto da sociedade. Povo está sempre em construção contra

9 forças e grupos que querem reduzi-lo a massa.

10 ____ Povo, como se depreende, configura um valor: todos são chamados a ser povo, a deixar

11 para trás as relações dominador-dominado, massas-elites; todos são convidados a participar na

12 gestação de uma sociedade com relações de colaboração e não de concorrência. Portanto, de uma

13 democracia social, popular, solidária e includente de todos.

14 ____ Hoje vivemos uma fase nova da democracia, sua expressão planetária. Toda a

15 humanidade deverá ser povo, nas diferenças de suas tradições, mas na convergência de valores

16 humanitários e ecológicos que o fazem sujeito de uma história coletiva, história da humanidade.

17 ____ O povo organizado busca seu bem comum. Ele não é apenas humano, nacional e

18 terrenal. Inclui também todos os que compartem a aventura humana, como as plantas, os animais,

19 as águas, os solos, as paisagens. Numa palavra, o bem comum humano será somente humano,

20 social e planetário, se for também sociocósmico.


BOFF, Leonardo. O despertar da águia: o dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade.

Do ponto de vista, é correto afirmar:

Alternativas
Q2728753 Português

AS QUESTÕES 1 A 14 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 ____ A categoria povo se contrapõe às classes sociais. Em termos analíticos, povo não existe

2 como algo dado, previamente estabelecido. Povo é o resultado da articulação entre movimentos,

3 comunidades, agrupamentos humanos que romperam a situação de massa, inconsciente e sem

4 projeto próprio. Encontraram-se ao redor de uma consciência coletiva, de um projeto comum, de

5 práticas adequadas à consciência e ao projeto. Encontraram-se para construir uma história e uma

6 identidade próprias nos limites de um determinado território. Ao conceito de povo pertence a

7 superação dos interesses só classistas e a busca de um bem comum com a assunção de um projeto

8 participativo e igualitário para o conjunto da sociedade. Povo está sempre em construção contra

9 forças e grupos que querem reduzi-lo a massa.

10 ____ Povo, como se depreende, configura um valor: todos são chamados a ser povo, a deixar

11 para trás as relações dominador-dominado, massas-elites; todos são convidados a participar na

12 gestação de uma sociedade com relações de colaboração e não de concorrência. Portanto, de uma

13 democracia social, popular, solidária e includente de todos.

14 ____ Hoje vivemos uma fase nova da democracia, sua expressão planetária. Toda a

15 humanidade deverá ser povo, nas diferenças de suas tradições, mas na convergência de valores

16 humanitários e ecológicos que o fazem sujeito de uma história coletiva, história da humanidade.

17 ____ O povo organizado busca seu bem comum. Ele não é apenas humano, nacional e

18 terrenal. Inclui também todos os que compartem a aventura humana, como as plantas, os animais,

19 as águas, os solos, as paisagens. Numa palavra, o bem comum humano será somente humano,

20 social e planetário, se for também sociocósmico.


BOFF, Leonardo. O despertar da águia: o dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade.

Possuem diferentes regências, no contexto em que se inserem, as formas verbais:

Alternativas
Q2728403 Português

INSTRUÇÃO: Leia o anúncio abaixo da empresa de materiais esportivos Topper, publicado no 29º Anuário do Clube de Criação de São Paulo, e responda às questões de 06 a 09.


Pelé também já deu muita cabeçada na vida.

Mas você só viu as que entraram no gol.


Acredite, até Pelé já deu bola fora.

E batendo pênalti.

Foi bem no início de sua carreira, ainda no juvenil.

Por causa desse gol perdido, o Santos perdeu o campeonato daquele ano e Pelé perdeu a autoconfiança.

Pensou em desistir do futebol. E desistiu mesmo.

Resolveu abandonar a concentração do time no meio da noite. Foi salvo (ele e o futebol brasileiro) por um golpe de sorte. Ou melhor, pelo roupeiro do time. O cara que era responsável por cuidar dos jogadores na concentração e que não deixou Pelé fugir de volta para Bauru.

Mal sabia ele que estava escrevendo a história com um puxão de orelha. Pelé viraria lenda e aquele roupeiro seria esquecido. Mas não o seu espírito.

Ele continua presente no trabalho que a Topper faz em todas as categorias do futebol brasileiro, organizando campeonatos, patrocinando clubes e jogadores.

Acreditando que, em cada várzea, estádio ou quadra, pode existir um novo rei, ou vários. E que eles merecem todo o apoio em qualquer situação.

Afinal, se até Vossa Majestade erra, quem somos nós para negar uma segunda chance para jogadores que, por enquanto, são simples mortais?


Novos reis vão ser descobertos e ninguém investe mais do que a Topper para isso.

A palavra mal, em Mal sabia ele que estava escrevendo a história com um puxão de orelha., liga-se ao verbo saber e, em termos de sentido, opõe-se a bem. Como advérbio, essa palavra pode modificar verbos, adjetivos e até mesmo outros advérbios. Assinale a alternativa em que o termo mal exerce essa função.

Alternativas
Q2728396 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 03.


Muitas ressalvas cabem na comparação entre Brasil e Finlândia – a começar pela população: os finlandeses são 5,5 milhões com cultura homogênea e pouca disparidade de renda; já nós, 200 milhões com todo tipo de disparidade. Também eles não têm o mau hábito de mudar o curso da educação a cada troca de governo. A Finlândia adota um sistema parlamentarista com presidente da República que favorece coalizões entre quase todos os partidos. Tal estabilidade política contribuiu para a implantação de um sistema em que 99% das escolas são públicas e igualmente boas. Tamanho é o valor que se dá à sala de aula que, mesmo na universidade, ninguém desembolsa um tostão. Ao contrário, os alunos ganham até bolsas para arcar com moradia. [...] Olhar para eles pode ajudar o Brasil a deixar a própria zona glacial: a dos últimos do mundo da educação.

(Revista Veja, ed. 2431.)

A respeito de elementos coesivos responsáveis pelas relações de sentido do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O advérbio já, em os finlandeses são 5,5 milhões com cultura homogênea e pouca disparidade de renda; já nós, 200 milhões com todo tipo de disparidade., indica alteração da situação apresentada no primeiro país em relação ao segundo país da comparação.

( ) O pronome relativo que, em A Finlândia adota um sistema parlamentarista com presidente da República que favorece coalizões, estabelece ligação de sentido com a expressão presidente da República.

( ) O pronome relativo que precedido da preposição em, em Tal estabilidade política contribuiu para a implantação de um sistema em que 99% das escolas são públicas e igualmente boas, retoma o sentido da expressão estabilidade política e pode ser substituído por onde.

( ) O pronome pessoal eles, em Também eles não têm o mau hábito e em Olhar para eles pode ajudar o Brasil, apresenta a mesma função coesiva, retomar o sentido do termo finlandeses, anteriormente citado no texto.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q2726994 Português

Assinale a alternativa CORRETA quanto à regência verbal.


I. O gerente do banco visou os cheques.

II. Às vezes, esqueço-me o dia de seu aniversário.

III. As diligentes enfermeiras pensavam os feridos.

IV. Aspiro a uma vida saudável.

Alternativas
Q2726971 Português

Leia o texto e responda as questões 2 e 3.

POLÍTICA E POLITICALHA


A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.

Não é esse jogo de intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes. Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

BARBOSA, Rui. Apud Benemann, J. Milton & Cadore,

Luís Agostinho. Estudo dirigido de português.

São Paulo, Ática, 1975.

Analise os fragmentos extraídos do texto e marque a alternativa CORRETA quanto à concordância, conforme a explicação que se encontra entre parênteses.

Alternativas
Q2726811 Português

Considere o texto a seguir:


___A sessão da Câmara Federal de 17 de abril de 2016, que aprovou a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, causou profundo impacto na sociedade brasileira. Não apenas pela gravidade institucional da matéria e da decisão, mas também por ter revelado limitações e contradições de grande parte dos parlamentares; todos eles eleitos pelo voto popular. Um verdadeiro choque para muitos brasileiros.


Recolhido de “PELA LÍNGUA PORTUGUESA

DO BRASIL, VOTO SIM!”

http://noticias.r7.com/blogs/portugues-de-brasileiro/pela-lingua-

-portuguesa-do-brasil-voto-sim-20160417/


___Dentre as bizarrices ditas durante as indevidas declarações de voto, chamaram atenção diversos atropelos à norma culta da língua portuguesa, conforme citado nas alternativas adiante.


___Assinale a única alternativa em que não ocorre falha de concordância:

Alternativas
Q2726355 Português

DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE CÉREBRO DE HOMENS E MULHERES PODE SER MITO, SUGERE ESTUDO COM NEUROIMAGENS


1 “O cérebro masculino é mais racional; o feminino, mais emotivo.” Quem já não ouviu esse senso comum? E, além

2 disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no

3 campo das humanas. Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais

4 e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais. Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400

5 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que

6 pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo.

7 Os neurocientistas encontraram algumas poucas diferenças estruturais. O hipocampo esquerdo – área associada

8 com a memória – costumava ser maior em homens, por exemplo. No entanto, houve uma quantidade significativa de

9 cérebros femininos em que essa região era do tamanho típico de um cérebro masculino. Por outro lado, em diversos

10 cérebros masculinos o hipocampo esquerdo era menor do que a média dos femininos.

11 Mas então por que homens e mulheres agem de forma tão diferente? Há base neurobiológica para isso? Segundo a

12 chefe de pesquisa, Daphna Joel, isso parece ser um mito. Sua equipe analisou dados sobre comportamentos estereotipados

13 de cada gênero, como jogar videogame e fazer artesanato. Os resultados também foram muito variados: apenas 0,1% dos

14 indivíduos tinha apenas comportamentos considerados femininos ou apenas comportamentos considerados masculinos.

15 Joel acredita que os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, são um primeiro passo para

16 revolucionar a forma como o cérebro é compreendido pela comunidade científica e as percepções sobre gênero.

A análise da estrutura sintática da passagem “Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo” (linhas 4 a 6) nos permite afirmar que as palavras “que” destacadas em negrito são, respectivamente,

Alternativas
Q2726354 Português

DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE CÉREBRO DE HOMENS E MULHERES PODE SER MITO, SUGERE ESTUDO COM NEUROIMAGENS


1 “O cérebro masculino é mais racional; o feminino, mais emotivo.” Quem já não ouviu esse senso comum? E, além

2 disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no

3 campo das humanas. Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais

4 e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais. Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400

5 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que

6 pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo.

7 Os neurocientistas encontraram algumas poucas diferenças estruturais. O hipocampo esquerdo – área associada

8 com a memória – costumava ser maior em homens, por exemplo. No entanto, houve uma quantidade significativa de

9 cérebros femininos em que essa região era do tamanho típico de um cérebro masculino. Por outro lado, em diversos

10 cérebros masculinos o hipocampo esquerdo era menor do que a média dos femininos.

11 Mas então por que homens e mulheres agem de forma tão diferente? Há base neurobiológica para isso? Segundo a

12 chefe de pesquisa, Daphna Joel, isso parece ser um mito. Sua equipe analisou dados sobre comportamentos estereotipados

13 de cada gênero, como jogar videogame e fazer artesanato. Os resultados também foram muito variados: apenas 0,1% dos

14 indivíduos tinha apenas comportamentos considerados femininos ou apenas comportamentos considerados masculinos.

15 Joel acredita que os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, são um primeiro passo para

16 revolucionar a forma como o cérebro é compreendido pela comunidade científica e as percepções sobre gênero.

As palavras “tão” (linha 11), “também”, “muito” (linha 13) e “apenas” (linha 14) são, respectivamente

Alternativas
Q2726353 Português

DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE CÉREBRO DE HOMENS E MULHERES PODE SER MITO, SUGERE ESTUDO COM NEUROIMAGENS


1 “O cérebro masculino é mais racional; o feminino, mais emotivo.” Quem já não ouviu esse senso comum? E, além

2 disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no

3 campo das humanas. Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais

4 e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais. Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400

5 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que

6 pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo.

7 Os neurocientistas encontraram algumas poucas diferenças estruturais. O hipocampo esquerdo – área associada

8 com a memória – costumava ser maior em homens, por exemplo. No entanto, houve uma quantidade significativa de

9 cérebros femininos em que essa região era do tamanho típico de um cérebro masculino. Por outro lado, em diversos

10 cérebros masculinos o hipocampo esquerdo era menor do que a média dos femininos.

11 Mas então por que homens e mulheres agem de forma tão diferente? Há base neurobiológica para isso? Segundo a

12 chefe de pesquisa, Daphna Joel, isso parece ser um mito. Sua equipe analisou dados sobre comportamentos estereotipados

13 de cada gênero, como jogar videogame e fazer artesanato. Os resultados também foram muito variados: apenas 0,1% dos

14 indivíduos tinha apenas comportamentos considerados femininos ou apenas comportamentos considerados masculinos.

15 Joel acredita que os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, são um primeiro passo para

16 revolucionar a forma como o cérebro é compreendido pela comunidade científica e as percepções sobre gênero.

As expressões “além disso” (linhas 1 e 2), “no entanto” (linha 8) e “mais... do que” (linha 6) têm, respectivamente, o sentido de

Alternativas
Q2725792 Português

Assinale a frase que está escrita corretamente.

Alternativas
Q2725791 Português

Assinale a opção incorreta com relação à frase: “Os produtos de limpeza foram comprados de uma empresa de Ipumirim.”

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Q2725790 Português

Na frase “A zeladora trabalhou desde cedo para que a limpeza estivesse pronta quando os alunos chegassem.” O sujeito da frase é...

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Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-MT Prova: Quadrix - 2016 - CRMV-MT - Serviços Gerais |
Q2725662 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Direitos dos animais: história do conceito


O debate sobre direitos dos animais no século XX pode ser traçado no passado, na história dos primeiros filósofos. No século VI a.C., Pitágoras, filósofo e matemático, já falava sobre respeito animal, pois acreditava na transmigração de almas. Aristóteles escreveu, no século IV a.C., argumentando que os animais estavam distantes dos humanos na Grande Corrente do Ser ou escala natural. Alegando irracionalidade, concluía que os animais não teriam interesse próprio, existindo apenas para benefício dos Seres Humanos.

O filósofo Ramon Bogéa, no século XV, afirmava que os animais deveriam ter direitos como os humanos. No século XVII, o filósofo francês René Descartes argumentou que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor. Contra isso, Jean-Jacques Rousseau argumentou, no prefácio do seu Discursos sobre a Desigualdade (1754), que os seres humanos são animais, embora ninguém "exima-se de intelecto e liberdade".

Um contemporâneo de Rousseau, o escritor escocês John Oswald, que morreu em 1793, no livro The Cry of Nature or an Appeal to Mercy and Justice on Behalf of the Persecuted Animals, argumentou que um Ser Humano é naturalmente equipado de sentimentos de misericórdia e compaixão. "Se cada Ser Humano tivesse que testemunhar a morte do animal que ele come", argumentava ele, "a dieta vegetariana seria bem mais popular". A divisão do trabalho, no entanto, permite que o homem moderno coma carne sem passar pela experiência que Oswald chama de alerta para as sensibilidades naturais do Ser Humano, enquanto a brutalização do homem moderno faz dele um acomodado com essa falta de sensibilidade.

Mais tarde, no século XVIII, um dos fundadores do utilitarismo moderno, o filósofo britânico Jeremy Bentham, argumenta que a dor animal é tão real e moralmente relevante como a dor humana e que "talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania". Bentham argumenta ainda que a capacidade de sofrer e não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para como nós tratamos outros seres.

No século XIX, Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão. Embora considere o vegetarianismo como uma boa causa, não o considera moralmente necessário e assim posiciona-se contra a vivissecção, como uma expansão da consideração moral para os animais.

(Adaptado de wikipedia.org.br)

Sobre o conectivo “pois”, em “No século VI a.C., Pitágoras, filósofo e matemático, já falava sobre respeito animal, pois acreditava na transmigração de almas”, pode-se afirmar corretamente que:

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Q2724762 Português

Analise as frases com relação ao uso de mim, eu, se não, senão, a, há. Identifique-as como Verdadeiras ou Falsas. Após marque a opção com a sequência correta.

( ) Há meses que espero encontrar emprego.

( ) Senão chover irei até sua casa.

( ) Se não fores viajar vou te convidar para comer bolo.

( ) Por favor, traga mais material para mim.

( ) A família está aguardando a encomenda há meses.

( ) Empresta-me teu carro para mim ir ao colégio.

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Q2724168 Português

Nas orações “A nota da imprensa esclareceu pontos obscuros do edital” e “A invenção da imprensa é creditada a Johannes Gutenberg”, os trechos destacados constituem, respectivamente,

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Q2723592 Português

Texto para as próximas cinco questões:


“O cego Estrelinho”

Mia Couto


O cego Estrelinho era pessoa de nenhuma vez: sua história poderia ser contada e descontada não fosse seu guia, Gigito Efraim. A mão de Gigito conduziu o desvistado por tempos e idades. Aquela mão era repartidamente comum, extensão de um no outro, siamensal. E assim era quase de nascença. Memória de Estrelinho tinha cinco dedos e eram os de Gigito postos, em aperto, na sua própria mão.

O cego, curioso, queria saber de tudo. Ele não fazia cerimónia no viver. O sempre lhe era pouco e o tudo insuficiente. Dizia, deste modo:

— Tenho que viver já, senão esqueço-me.

Gigitinho, porém, o que descrevia era o que não havia. O mundo que ele minuciava eram fantasias e rendilhados. A imaginação do guia era mais profícua que papaeira. O cego enchia a boca de águas:

— Que maravilhação esse mundo. Me conte tudo, Gigito!

A mão do guia era, afinal, o manuscrito da mentira. Gigito Efraim estava como nunca esteve S. Tomé: via para não crer. O condutor falava pela ponta dos dedos. Desfolhava o universo, aberto em folhas. A ideação dele era tal que mesmo o cego, por vezes, acreditava ver. O outro lhe encorajava esses breves enganos:

— Desbengale-se, você está escolhendo a boa procedência!

Mentira: Estrelinho continuava sem ver uma palmeira à frente do nariz. Contudo, o cego não se conformava em suas escurezas. Ele cumpria o ditado: não tinha perna e queria dar o pontapé. Só à noite, ele desalentava, sofrendo medos mais antigos que a humanidade. Entendia aquilo que, na raça humana, é menos primitivo: o animal.

— Na noite aflige não haver luz?

— Aflição é ter um pássaro branco esvoando dentro do sono.

Pássaro branco? No sono? Lugar de ave é nas alturas. Dizem até que Deus fez o céu para justificar os pássaros. Estrelinho disfarçava o medo dos vaticínios, subterfugindo:

— E agora, Gigitinho? Agora, olhando assim para cima, estou face ao céu?

Que podia o outro responder? O céu do cego fica em toda a parte. Estrelinho perdia o pé era quando a noite chegava e seu mestre adormecia. Era como se um novo escuro nele se estreasse em nó cego. Devagaroso e sorrateiro ele aninhava sua mão na mão do guia. Só assim adormecia. A razão da concha é a timidez da amêijoa? Na manhã seguinte, o cego lhe confessava: se você morrer, tenho que morrer logo no imediato. Senão-me: como acerto o caminho para o céu?

Foi no mês de dezembro que levaram Gigitinho. Lhe tiraram do mundo para pôr na guerra: obrigavam os serviços militares. O cego reclamou: que o moço inatingia a idade. E que o serviço que ele a si prestava era vital e vitalício. O guia chamou Estrelinho à parte e lhe tranquilizou:

— Não vai ficar sozinhando por aí. Minha mana já mandei para ficar no meu lugar.

O cego estendeu o braço a querer tocar uma despedida. Mas o outro já não estava lá. Ou estava e se desviara, propositado? E sem água ida nem vinda, Estrelinho escutou o amigo se afastar, engolido, espongínquo, inevisível. Pela pimeira vez, Estrelinho se sentiu invalidado.

— Agora, só agora, sou cego que não vê.

(...)


COUTO, Mia. Estórias abensonhadas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. (Pág 23 e 24).

No terceiro período do décimo terceiro parágrafo, temos:

Alternativas
Q2723138 Português

Leia a frase abaixo e classifique o termo em destaque. Assinale a única alternativa CORRETA.


‘‘Muitos bebês nasceram’’

Alternativas
Q2723137 Português

São termos relacionados ao nome: adjunto nominal, aposto, predicativo e complemento nominal.


Assinale a alternativa que apresentar a exemplificação e a classificação CORRETA.

Alternativas
Q2722961 Português

A frase que segue as normas de concordância verbal encontra-se em:

Alternativas
Respostas
28961: B
28962: C
28963: A
28964: C
28965: A
28966: B
28967: D
28968: D
28969: C
28970: B
28971: D
28972: C
28973: E
28974: D
28975: B
28976: D
28977: D
28978: B
28979: A
28980: E