Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE Provas: IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Gineco - Obstetra - Diarista e Plantonista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Mastologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Neonatalogista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Infectologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Ortopedista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Obstetra | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Pediatra | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Otorrinolaringologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Psiquiatra | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Reumatologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Ultrassonografista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Veterinário | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Nutricionista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Geriatra | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Endocrinologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Dermatologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Colpocitologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Clínico | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Cardiologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Anestesista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Médico Alergologista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Sanitarista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - História | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Espanhol | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Geografia | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Educação Física | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Ciências | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Artes | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor I - Ensino Fundamental - Anos Iniciais | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Inglês | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II - Matemática | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Psicólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor I - Educação Infantil | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor de Educação Especial - Sala de Recursos Multifuncionais | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Psicopedagogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor de Educação Especial - Intérprete de Libras | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor de Educação Especial - Braille | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Pedagogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Gestor Social | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Geólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Fonoaudiólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Fisioterapeuta | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Farmacêutico | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Engenheiro Eletricista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Engenheiro Clínico Hospitalar | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Cirurgião Dentista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Engenheiro Civil | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Enfermeiro Diarista e Plantonista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Biomédico Diarista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Biólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Arquiteto e Urbanista |
Q1078259 Português

     Tomar decisões nem sempre é algo fácil. Tomar boas decisões, então, pode ser ainda mais difícil. Mas, chegar lá não tem muito segredo: ponderar sobre as diversas possibilidades e ter um senso crítico são caminhos que costumam fazer tudo dar certo. Ainda que isso, vez ou outra, envolva ir de encontro com suas próprias opiniões.          Agora, imagine você ter uma autoconfiança muito grande e simplesmente não considerar nada disso? Pois é, cientistas da Universidade de Waterloo, no Canadá, constataram que é exatamente o que acontece com pessoas narcisistas.

     A origem da palavra “narcisismo” deriva da história de Narciso, o belo jovem da mitologia grega que – spoiler – morre por se apaixonar por sua própria imagem refletida num espelho d’água. Além da crítica óbvia ao culto exagerado à própria imagem, o mito também chama atenção para o individualismo e a autoconfiança. Narcisistas geralmente possuem essas características, o que acaba fazendo com que eles realmente achem que não precisam de nada além de seu próprio ponto de vista para tomar uma decisão acertada.

       Pessoas narcisistas não costumam fazer isso por mal: elas têm uma convicção clara de que já nasceram pensadores críticos altamente inteligentes – e, por isso, não precisam colocar nada na balança. O problema é que os altos níveis de confiança que eles têm em suas habilidades intelectuais vira e mexe estão equivocados.

(Fonte: Superinteressante) 

No trecho “O problema é que os altos níveis de confiança que eles têm em suas habilidades intelectuais vira e mexe estão equivocados.”, se a expressão grifada fosse substituída pela palavra “nível”, algumas alterações deveriam ser realizadas na frase para que ela permanecesse de acordo com o sentido geral do texto e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, Sendo assim, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1076816 Português
Elas _______ , por serem vendedoras de automóveis, orientaram os amigos na troca do carro, ________ eles pouco _______ importância a isso.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas do enunciado na ordem em que se apresentam, conforme a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q1076815 Português
Assinale a alternativa em que a regência das palavras e a colocação dos pronomes estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q1076534 Português
Pelo fim das fronteiras

     Imigração é um fenômeno estranho. Do ponto de vista puramente racional, ela é a solução para vários problemas globais. Mas, como o mundo é um lugar menos racional do que deveria, pessoas que buscam refúgio em outros países costumam ser recebidas com desconfiança quando não com violência, o que diminui o valor da imigração como remédio multiuso.
    No plano econômico, a plena mobilidade da mão de obra seria muito bem-vinda. Segundo algumas estimativas, ela faria o PIB mundial aumentar em até 50%. Mesmo que esses cálculos estejam inflados, só uma fração de 10% já significaria um incremento da ordem de US$ 10 trilhões (uns cinco Brasis).
    Uma das principais razões para o mundo ser mais pobre do que poderia é que enormes contingentes de humanos vivem sob sistemas que os impedem de ser produtivos. Um estudo de 2016 de Clemens, Montenegro e Pritchett estimou que só tirar um trabalhador macho sem qualificação de seu país pobre de origem e transportá-lo para os EUA elevaria sua renda anual em US$ 14 mil.
    A imigração se torna ainda mais tentadora quando se considera que é a resposta perfeita para países desenvolvidos que enfrentam o problema do envelhecimento populacional.
    Não obstante tantas virtudes, imigrantes podem ser maltratados e até perseguidos quando cruzam a fronteira, especialmente se vêm em grandes números. Isso está acontecendo até no Brasil, que não tinha histórico de xenofobia. Desconfio de que estão em operação aqui vieses da Idade da Pedra, tempo em que membros de outras tribos eram muito mais uma ameaça do que uma solução.
    De todo modo, caberia às autoridades incentivar a imigração, tomando cuidado para evitar que a chegada dos estrangeiros dê pretexto para cenas de barbárie. Isso exigiria recebê-los com inteligência, minimizando choques culturais e distribuindo as famílias por regiões e cidades em que podem ser mais úteis. É tudo o que não estamos fazendo.

(Hélio Schwartsman. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/.28.08.2018. Adaptado)
No trecho do quarto parágrafo – ... é a resposta perfeita para países desenvolvidos que enfrentam o problema do envelhecimento populacional. –, a substituição da expressão em destaque resulta em regência e emprego de pronome adequados em:
Alternativas
Q1076530 Português
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do texto a seguir, conforme a norma-padrão da língua portuguesa. ____________ sete anos, a Sociedade de Engenheiros Automotivos solicitou que recursos, como bipes sonoros e luzes de advertência, ____________ os motoristas de que os carros ainda estavam funcionando e que, em alguns casos, os motores fossem desligados automaticamente. Os fabricantes do setor se opuseram ____________ proposta, e a agência deixou o plano de lado.
Alternativas
Q1076525 Português
Carros precisam de renovação para oferecer mais segurança aos ocupantes

    Há temas que são tabu no conjunto de regulamentações de trânsito no Brasil. Falar em renovação da frota é como cercear o direito de ir e vir de quem não pode adquirir um automóvel atual. A gritaria também é geral quando se fala em restringir a circulação de veículos de carga em períodos de grande movimento nas rodovias, como os feriados.
    O problema ocorre quando os mundos se cruzam: carros e caminhões mal conservados dividindo espaço no tráfego congestionado. O resultado aparece em estatísticas: 103 mortos em acidentes nas estradas no período do último Carnaval. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal. Houve queda de 31% no número de óbitos em relação a 2017, fato que, apesar do alívio, não dá motivos para comemorações.
    Caso as evoluções propostas há mais de 20 anos, época em que o atual Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, tivessem se tornado realidade, a quantidade de vítimas seria certamente menor.
    A idade média da frota de caminhões é superior a 10 anos, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Sindipeças. São veículos com milhões de quilômetros rodados e manutenção nem sempre em dia.
    Carros incapazes de proteger ocupantes em colisões circulam na contramão da modernidade. Muitos donos teriam interesse em se livrar desses veículos se lhes fossem oferecidos benefícios para adquirir um modelo mais novo, mesmo que seja um usado em melhores condições.
    Mas as propostas de renovação não seguem adiante, sempre preteridas nos incentivos governamentais ou nos pedidos de socorro feitos pelas montadoras em crise.
    Com as novas exigências de segurança e redução de emissões de poluentes que devem surgir com o programa Rota 2030, é o momento de retornar ao tema, sem medo de chamar carro velho de sucata. A legislação que virá e a retomada nas vendas precisam gerar também um ciclo de renovação mais amplo que a simples troca de um carro seminovo por um zero-quilômetro.

(Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo. 18.02.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a redação, escrita a partir do texto, atende à norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q1076485 Português
Atendendo às regras de regência nominal segundo a norma-padrão da língua, a preposição que substitui a destacada na frase – Você tem apego a suas lembranças da infância? –, com o mesmo sentido, é
Alternativas
Q1076479 Português
No que se refere às regras de concordância da norma-padrão da língua, a frase redigida corretamente é:
Alternativas
Q1076477 Português

Leia o texto para responder à questão.

Problemas de comportamento na escola podem ser indícios de TOD

    Crianças são naturalmente agitadas. Cabe à família estabelecer limites e regras, e à escola reforçá-las e fazer com que sejam respeitadas. Mas, quando pais e educadores não conseguem controlar excessos no comportamento de algumas crianças, é preciso auxílio profissional; o problema pode ser o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), que tem se tornado cada vez mais comum no ambiente escolar.

    De acordo com o neuropediatra Clay Brites, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber, o TOD é o excesso de um traço de comportamento inadequado e resulta da união de fatores genéticos com fatores ambientais desajustados. “É uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança e dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades”, explica. Ele ressalta que o transtorno costuma aparecer nos primeiros sete anos de vida e a incidência é maior em meninos.

    O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar composta por pais, escola e profissionais. A terapia é fundamental tanto para a criança com TOD, quanto para a família, que precisa aprender o manejo comportamental ideal para seus filhos e também necessita de equilíbrio para lidar com a situação. Embora não seja um problema simples, pois o tratamento é longo e requer persistência da família e da escola, os números são animadores: características do TOD desaparecem em 65% das crianças e adolescentes que recebem o tratamento adequado. Porém, quando o problema não tem a devida atenção, pode evoluir para outros quadros, como baixo rendimento escolar e problemas de aprendizagem.

(Lilian Martins. Gazeta do Povo. 02.03.2018. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado) 

Em – ... condição que leva a comportamentos altamente restritivos... (2° parágrafo) –, a expressão destacada estará corretamente substituída, quanto à regência verbal de acordo com a norma-padrão da língua, por:
Alternativas
Q1076038 Português

Texto 2


Notícia publicada na imprensa na penúltima semana de setembro de 2019:

“Tráfico da Rocinha ameaça quem joga lixo na rua

Bandidos espalham cartazes em área onde houve deslizamentos de terra nas últimas chuvas, alertando moradores para não despejar detritos em beco. Medida seria tomada porque venda de drogas é interrompida quando a região alaga”.

O cartaz aludido no texto 2 dizia o seguinte: 
“Por favor, não jogue lixo no beco! Caso contrário, varrerá até a Rua 1. Estamos de olho...”

Para melhorar a escritura da frase extraída do cartaz aludido no texto 2 “Caso contrário, varrerá até a Rua 1”, poderíamos incluir um sujeito explícito, cuja forma mais adequada seria: 
Alternativas
Q1076027 Português

“A dificuldade de aumentar o Fundo Eleitoral para as eleições municipais do ano que vem está revivendo entre deputados e senadores a necessidade do financiamento privado das campanhas eleitorais. Com o aumento do custo pela volta da propaganda no rádio e na televisão, haverá necessidade de novo tipo de financiamento”. (Uma questão de dinheiro, Merval Pereira).

As preposições, em língua portuguesa, podem ser solicitadas por termos anteriores ou não; entre as preposições (combinadas ou não com artigos), aquela que NÃO depende sintaticamente de qualquer termo anterior é:

Alternativas
Q1075534 Português
O DIMINUTIVO

    O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente a usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida também porque a usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais.
     Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação... sei não. Melhor se preparar para o pior.
    Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.
     No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente com relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.
     - Mais um feijãozinho?
    O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Mas a dona da casa o trata como um mingau de todos os dias.
    O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável. Você pode passar duas horas tomando cervejinha sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de duas cervejas.
    E agora, um docinho.
    E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.
Luís Fernando Veríssimo
A frase abaixo que apresenta regência INADEQUADA é:
Alternativas
Q1075533 Português
O DIMINUTIVO

    O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente a usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida também porque a usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais.
     Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação... sei não. Melhor se preparar para o pior.
    Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.
     No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente com relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.
     - Mais um feijãozinho?
    O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Mas a dona da casa o trata como um mingau de todos os dias.
    O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável. Você pode passar duas horas tomando cervejinha sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de duas cervejas.
    E agora, um docinho.
    E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.
Luís Fernando Veríssimo
Dentre as alternativas abaixo, a que NÃO obedece ao padrão da norma culta da língua em relação à concordância nominal é:
Alternativas
Q1075530 Português
O DIMINUTIVO

    O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente a usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida também porque a usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais.
     Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação... sei não. Melhor se preparar para o pior.
    Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.
     No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente com relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.
     - Mais um feijãozinho?
    O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Mas a dona da casa o trata como um mingau de todos os dias.
    O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável. Você pode passar duas horas tomando cervejinha sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de duas cervejas.
    E agora, um docinho.
    E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.
Luís Fernando Veríssimo
Em “Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos.”, o período classifica-se como:
Alternativas
Q1075475 Português
A alternativa abaixo que NÃO obedece ao padrão da norma culta da língua quanto à concordância é:
Alternativas
Q1075470 Português

TEMPOS MODERNOS


    Não tendo assistido à inauguração dos bonds elétricos, deixei de falar neles. Nem sequer entrei em algum, mais tarde, para receber as impressões da nova tração e contá-las. Daí o meu silêncio da outra semana. Anteontem, porém, indo pela Praia da Lapa, em um bond comum, encontrei um dos elétricos, que descia. Era o primeiro que estes meus olhos viam andar. (...)

     De repente ouvi vozes estranhas, pareceu-me que eram burros que conversavam, inclinei-me (ia no banco da frente); eram eles mesmos. Como eu conheço um pouco a língua dos Houyhnhnms, pelo que dela conta o famoso Gulliver, não me foi difícil apanhar o diálogo. Bem sei que cavalo não é burro, mas reconheci que a língua era a mesma. O burro fala menos, decerto, é talvez o trapista daquela grande divisão animal, mas fala. Fiquei inclinado e escutei:

    - Tens e não tens razão, respondia o da direita ao da esquerda.

    O da esquerda:

    - Desde que a tração elétrica se estenda a todos os bonds, estamos livres, parece claro.

    - Claro parece, mas entre parecer e ser, a diferença é grande. (...) O bond elétrico apenas nos fará mudar de senhor.

    - De que modo?

    - Nós somos bens da companhia. Quando tudo andar por arames, não somos já precisos, vendem-nos. Passamos naturalmente às carroças.

    - Pela burra de Balaão! exclamou o burro da esquerda. Nenhuma aposentadoria? Nenhum prêmio? Nenhum sinal de gratificação? Oh, mas onde está a justiça deste mundo?

    - Passaremos às carroças – continuou o outro pacificamente – onde a nossa vida será um pouco melhor; não que nos falte pancada, mas o dono de um burro sabe mais o que ele lhe custou. Um dia, a velhice, a lazeira, qualquer cousa que nos torne incapaz restituir-nos-á a liberdade...

    - Enfim!

   - Ficaremos soltos na rua, por pouco tempo, arrancando alguma erva que aí deixem crescer para recreio da vista. Mas que valem duas dentadas de erva, que nem sempre é viçosa? Enfraqueceremos, a idade ou a lazeira ir-nos-á matando, até que, para usar esta metáfora humana – esticaremos a canela. Então teremos a liberdade de apodrecer. Ao fim de três dias, a vizinhança começa a notar que o burro cheira mal; conversação e queixumes. No quarto dia, um vizinho, mais atrevido, corre aos jornais, conta o fato e pede uma reclamação. No quinto dia sai a reclamação impressa. No sexto dia, aparece um agente, verifica a exatidão da notícia; no sétimo, chega uma carroça, puxada por outro burro, e leva o cadáver.

    Seguiu-se uma pausa.

    - Tu és lúgubre, disse o burro da esquerda, não conheces a língua da esperança.

    - Pode ser, meu colega; mas a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par. A nossa raça é essencialmente filosófica. Ao homem que anda sobre dois pés, e provavelmente a águia, que voa alto, cabe a ciência da astronomia. Nós nunca seremos astrônomos. Mas a filosofia é nossa. Todas as tentativas humanas a este respeito são perfeitas quimeras.

(Machado de Assis, Crônica de 16 de outubro de 1892)


Trapista: relativo à ordem religiosa da Trapa, ramo beneditino dos cistercienses, fundada em 1140.

No trecho “...para receber as impressões da nova tração e contá-las.”, o termo destacado -las tem a sua análise morfossintática descrita, COM ACERTO, em:
Alternativas
Q1075469 Português

TEMPOS MODERNOS


    Não tendo assistido à inauguração dos bonds elétricos, deixei de falar neles. Nem sequer entrei em algum, mais tarde, para receber as impressões da nova tração e contá-las. Daí o meu silêncio da outra semana. Anteontem, porém, indo pela Praia da Lapa, em um bond comum, encontrei um dos elétricos, que descia. Era o primeiro que estes meus olhos viam andar. (...)

     De repente ouvi vozes estranhas, pareceu-me que eram burros que conversavam, inclinei-me (ia no banco da frente); eram eles mesmos. Como eu conheço um pouco a língua dos Houyhnhnms, pelo que dela conta o famoso Gulliver, não me foi difícil apanhar o diálogo. Bem sei que cavalo não é burro, mas reconheci que a língua era a mesma. O burro fala menos, decerto, é talvez o trapista daquela grande divisão animal, mas fala. Fiquei inclinado e escutei:

    - Tens e não tens razão, respondia o da direita ao da esquerda.

    O da esquerda:

    - Desde que a tração elétrica se estenda a todos os bonds, estamos livres, parece claro.

    - Claro parece, mas entre parecer e ser, a diferença é grande. (...) O bond elétrico apenas nos fará mudar de senhor.

    - De que modo?

    - Nós somos bens da companhia. Quando tudo andar por arames, não somos já precisos, vendem-nos. Passamos naturalmente às carroças.

    - Pela burra de Balaão! exclamou o burro da esquerda. Nenhuma aposentadoria? Nenhum prêmio? Nenhum sinal de gratificação? Oh, mas onde está a justiça deste mundo?

    - Passaremos às carroças – continuou o outro pacificamente – onde a nossa vida será um pouco melhor; não que nos falte pancada, mas o dono de um burro sabe mais o que ele lhe custou. Um dia, a velhice, a lazeira, qualquer cousa que nos torne incapaz restituir-nos-á a liberdade...

    - Enfim!

   - Ficaremos soltos na rua, por pouco tempo, arrancando alguma erva que aí deixem crescer para recreio da vista. Mas que valem duas dentadas de erva, que nem sempre é viçosa? Enfraqueceremos, a idade ou a lazeira ir-nos-á matando, até que, para usar esta metáfora humana – esticaremos a canela. Então teremos a liberdade de apodrecer. Ao fim de três dias, a vizinhança começa a notar que o burro cheira mal; conversação e queixumes. No quarto dia, um vizinho, mais atrevido, corre aos jornais, conta o fato e pede uma reclamação. No quinto dia sai a reclamação impressa. No sexto dia, aparece um agente, verifica a exatidão da notícia; no sétimo, chega uma carroça, puxada por outro burro, e leva o cadáver.

    Seguiu-se uma pausa.

    - Tu és lúgubre, disse o burro da esquerda, não conheces a língua da esperança.

    - Pode ser, meu colega; mas a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par. A nossa raça é essencialmente filosófica. Ao homem que anda sobre dois pés, e provavelmente a águia, que voa alto, cabe a ciência da astronomia. Nós nunca seremos astrônomos. Mas a filosofia é nossa. Todas as tentativas humanas a este respeito são perfeitas quimeras.

(Machado de Assis, Crônica de 16 de outubro de 1892)


Trapista: relativo à ordem religiosa da Trapa, ramo beneditino dos cistercienses, fundada em 1140.

“Não TENDO ASSISTIDO à inauguração dos bonds elétricos, deixei de falar neles.” A alternativa que apresenta a mesma regência da expressão verbal destacada é:
Alternativas
Q1075468 Português

TEMPOS MODERNOS


    Não tendo assistido à inauguração dos bonds elétricos, deixei de falar neles. Nem sequer entrei em algum, mais tarde, para receber as impressões da nova tração e contá-las. Daí o meu silêncio da outra semana. Anteontem, porém, indo pela Praia da Lapa, em um bond comum, encontrei um dos elétricos, que descia. Era o primeiro que estes meus olhos viam andar. (...)

     De repente ouvi vozes estranhas, pareceu-me que eram burros que conversavam, inclinei-me (ia no banco da frente); eram eles mesmos. Como eu conheço um pouco a língua dos Houyhnhnms, pelo que dela conta o famoso Gulliver, não me foi difícil apanhar o diálogo. Bem sei que cavalo não é burro, mas reconheci que a língua era a mesma. O burro fala menos, decerto, é talvez o trapista daquela grande divisão animal, mas fala. Fiquei inclinado e escutei:

    - Tens e não tens razão, respondia o da direita ao da esquerda.

    O da esquerda:

    - Desde que a tração elétrica se estenda a todos os bonds, estamos livres, parece claro.

    - Claro parece, mas entre parecer e ser, a diferença é grande. (...) O bond elétrico apenas nos fará mudar de senhor.

    - De que modo?

    - Nós somos bens da companhia. Quando tudo andar por arames, não somos já precisos, vendem-nos. Passamos naturalmente às carroças.

    - Pela burra de Balaão! exclamou o burro da esquerda. Nenhuma aposentadoria? Nenhum prêmio? Nenhum sinal de gratificação? Oh, mas onde está a justiça deste mundo?

    - Passaremos às carroças – continuou o outro pacificamente – onde a nossa vida será um pouco melhor; não que nos falte pancada, mas o dono de um burro sabe mais o que ele lhe custou. Um dia, a velhice, a lazeira, qualquer cousa que nos torne incapaz restituir-nos-á a liberdade...

    - Enfim!

   - Ficaremos soltos na rua, por pouco tempo, arrancando alguma erva que aí deixem crescer para recreio da vista. Mas que valem duas dentadas de erva, que nem sempre é viçosa? Enfraqueceremos, a idade ou a lazeira ir-nos-á matando, até que, para usar esta metáfora humana – esticaremos a canela. Então teremos a liberdade de apodrecer. Ao fim de três dias, a vizinhança começa a notar que o burro cheira mal; conversação e queixumes. No quarto dia, um vizinho, mais atrevido, corre aos jornais, conta o fato e pede uma reclamação. No quinto dia sai a reclamação impressa. No sexto dia, aparece um agente, verifica a exatidão da notícia; no sétimo, chega uma carroça, puxada por outro burro, e leva o cadáver.

    Seguiu-se uma pausa.

    - Tu és lúgubre, disse o burro da esquerda, não conheces a língua da esperança.

    - Pode ser, meu colega; mas a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par. A nossa raça é essencialmente filosófica. Ao homem que anda sobre dois pés, e provavelmente a águia, que voa alto, cabe a ciência da astronomia. Nós nunca seremos astrônomos. Mas a filosofia é nossa. Todas as tentativas humanas a este respeito são perfeitas quimeras.

(Machado de Assis, Crônica de 16 de outubro de 1892)


Trapista: relativo à ordem religiosa da Trapa, ramo beneditino dos cistercienses, fundada em 1140.

“Pode ser, MEU COLEGA ...”
A expressão destacada tem a função sintática de:
Alternativas
Q1075125 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância:
Alternativas
Q1075108 Português
Assinale a alternativa que contenha uma conjunção coordenativa adversativa:
Alternativas
Respostas
26961: C
26962: D
26963: B
26964: E
26965: C
26966: B
26967: A
26968: C
26969: B
26970: C
26971: B
26972: D
26973: B
26974: C
26975: A
26976: C
26977: E
26978: B
26979: C
26980: C