Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Considerando a regência dos verbos presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir e marque com V, as verdadeiras, ou com F, as falsas:
(__)O verbo 'ressoar' no trecho atua como transitivo indireto, com complemento introduzido por preposição, ao passo que na frase 'Ressoam as violas na cabana', atua como transitivo direto, com complemento sem uso de preposição.
(__)O verbo 'espalhar' é transitivo indireto, exigindo a preposição 'de', o que justifica a construção 'espalham de alegria festiva'.
(__)O verbo 'encher' atua como transitivo direto, sendo a expressão 'época' o núcleo do objeto direto oracional que o complementa.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Considerando as funções morfossintáticas dos elementos linguísticos do trecho, identifique a afirmativa INCORRETA.
Leia o texto a seguir.
Durante a revisão de um relatório legislativo, o revisor analisa o seguinte parágrafo:
“Após análise técnica, a matéria foi apreciada em caráter conclusivo pela comissão competente, nos termos do regimento interno, em razão do parecer favorável, o processo seguiu para as providências regimentais cabíveis.”
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, os princípios da redação administrativa e os critérios de clareza sintático-semântica, a intervenção linguística necessária ou recomendável em eventual processo de revisão é a
Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico
Sandor Buys
Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.
Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.
Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.
Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.
Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-
imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].
Leia o Texto para responder à questão.
Texto
A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.
PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,
ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:
Editora Brasiliense, 2003., p. 40
Analise o trecho a seguir:
“A professora explicou que os alunos compreenderam o conteúdo e aplicaram o conceito corretamente.”
Considerando a relação sintática entre as orações e a estrutura do predicado na oração subordinada, o período classifica-se como:
“Embora o texto apresente argumentos consistentes, apenas alguns dados sustentam plenamente a conclusão.”
Com base nessa abordagem, assinale a alternativa correta quanto à identificação dos elementos linguísticos destacados.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Folhas Secas
A inesquecível aula de Matemática e natureza
Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.
Todos?
Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.
O pátio? O que acontecia no pátio?
Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.
Qual o motivo do espanto?
Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.
Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.
- Ele tá preso!
O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes
que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.
Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.
Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.
Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.
https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas
"Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul."
Com base nas regras de concordância, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas:
(__)As formas verbais 'varria' e 'amontoava' deveriam estar no plural, pois se referem a mais de uma ação.
(__)A forma verbal 'amontoava' concorda adequadamente com 'folhas secas'.
(__)A forma verbal 'guardava' está concordando adequadamente com 'dona Natália'.
(__)Os adjetivos 'enorme', 'plástico' e 'azul' estão no singular para concordar com 'saco', que também encontra-se sem flexão.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Folhas Secas
A inesquecível aula de Matemática e natureza
Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.
Todos?
Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.
O pátio? O que acontecia no pátio?
Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.
Qual o motivo do espanto?
Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.
Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.
- Ele tá preso!
O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes
que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.
Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.
Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.
Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.
https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas
"A inesquecível aula de Matemática e natureza."
Com base nos conceitos de frase e oração, assinale a alternativa correta sobre o enunciado acima.
João Romão foi, dos treze aos vinte anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro de Botafogo.
No fragmento que abre a narrativa O cortiço, de Aluísio Azevedo, a frase “dos treze aos vinte anos” consiste em um
A partir do trecho acima, analise os enunciados a seguir, considerando apenas os aspectos de concordância verbal e nominal, sem considerar outros tipos de alteração.
I.Sabemos que uma hora de atividades prolongadas contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse.
II.Sabe-se que atividades ao ar livre prolongadas contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse.
III.Sabemos que é necessário os exercícios prolongados para a melhora da qualidade do sono e a redução do estresse.
A concordância está adequada em:
Com base na regência verbal e nominal, marque a alternativa INCORRETA.
A oração 'no que conseguem fazer' exerce a função de:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a inteligência artificial vai mudar o trabalho do professor?
Ledo engano se você acredita que utilizar inteligência artificial (IA) em sala de aula se resume ao ChatGPT. As possibilidades que a inteligência artificial oferece estão em todos os níveis da educação, desde dar mais eficiência para os professores até auxiliar na compreensão dos alunos e ajudar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Esse movimento já está em curso em instituições de todo o País. Uma pesquisa do Instituto Semesp, realizada com 444 professores da educação básica em março de 2024, mostra que 74,8% dos docentes enxergam a tecnologia e a IA como aliadas no ensino. No entanto, enquanto a tecnologia acelera o acesso à informação, os professores também percebem que ela traz diversos desafios como a dispersão dos alunos.
Curiosamente, apesar do reconhecimento de seus benefícios, apenas 39,2% dos professores afirmam utilizar essas ferramentas com regularidade em sala de aula. Esse dado evidencia que há uma distância entre o potencial da tecnologia e sua implementação cotidiana.
Carlota Boto, diretora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), acredita que essa lacuna se deve à complexidade do uso da IA, que vai além de ser uma simples ferramenta técnica. Para ela, a IA tem o poder de redefinir o modo como o conhecimento é acessado e compartilhado. "A inteligência artificial pode ser uma aliada valiosa no preparo das atividades em sala de aula, mas, para que isso ocorra de forma eficaz, é preciso que o professor tenha domínio tanto da ferramenta quanto do conteúdo a ser trabalhado."
Essa transformação, para ela, exige que os docentes reavaliem as práticas pedagógicas, desafiando tradições e abraçando a inovação. "A primeira questão a ser pensada é o repertório: o que estamos ensinando e como isso se conecta com o mundo em transformação? É importante respeitar as tradições pedagógicas, mas também integrar novos conteúdos que dialoguem com as demandas atuais."
Na era da IA generativa, o impacto dessa tecnologia é notável na produção de conteúdo. Anderson Soares, coordenador do primeiro bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), observa que "a geração de conteúdo sempre foi algo muito artesanal, mas a IA generativa permite criar músicas, textos e materiais de forma automática". "Isso abre caminho para que os alunos atuem mais no campo criativo e menos nas tarefas manuais."
Para Soares, essa nova realidade oferece oportunidades que promovem ações cooperativas e colaborativas, essenciais para o desenvolvimento das competências do futuro. No entanto, o avanço tecnológico também traz um desafio significativo: como trabalhar as habilidades socioemocionais em um ambiente altamente tecnológico?
Para Guilherme Cintra, diretor de inovação e tecnologia da Fundação Lemann, a resposta está na criatividade e na capacidade do professor de criar um ambiente de troca real entre os alunos. "A nossa capacidade de criar e manter relações verdadeiras será o que nos distinguirá das máquinas", afirma, destacando que o professor precisa ser mais do que um transmissor de conhecimento, atuando como facilitador de interações humanas e reflexões profundas.
Além disso, o sistema educacional como um todo precisa se adaptar para apoiar os professores nessa transformação. "Não podemos esperar que os professores assumam sozinhos a responsabilidade de toda essa mudança", diz Cintra. Repensar a formação dos docentes, o currículo e a gestão escolar é essencial para que a tecnologia seja usada de forma eficaz, sem sobrecarregar os educadores.
Para o especialista Anderson Soares, embora a tecnologia possa otimizar o aprendizado e personalizar o ensino, o desenvolvimento de habilidades humanas fundamentais como empatia, trabalho em equipe e criatividade ainda depende da capacidade do educador de criar relações significativas. "A educação tem um papel essencial para nos mostrar como tecnologia não vai resolver nenhum problema por nós, mas que a resolução ainda compete ao ser humano, ainda compete a nossas habilidades socioemocionais."
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/como-a-inteligencia-artificial-vai-mudar-o-trabalho-do-professor/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a inteligência artificial vai mudar o trabalho do professor?
Ledo engano se você acredita que utilizar inteligência artificial (IA) em sala de aula se resume ao ChatGPT. As possibilidades que a inteligência artificial oferece estão em todos os níveis da educação, desde dar mais eficiência para os professores até auxiliar na compreensão dos alunos e ajudar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Esse movimento já está em curso em instituições de todo o País. Uma pesquisa do Instituto Semesp, realizada com 444 professores da educação básica em março de 2024, mostra que 74,8% dos docentes enxergam a tecnologia e a IA como aliadas no ensino. No entanto, enquanto a tecnologia acelera o acesso à informação, os professores também percebem que ela traz diversos desafios como a dispersão dos alunos.
Curiosamente, apesar do reconhecimento de seus benefícios, apenas 39,2% dos professores afirmam utilizar essas ferramentas com regularidade em sala de aula. Esse dado evidencia que há uma distância entre o potencial da tecnologia e sua implementação cotidiana.
Carlota Boto, diretora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), acredita que essa lacuna se deve à complexidade do uso da IA, que vai além de ser uma simples ferramenta técnica. Para ela, a IA tem o poder de redefinir o modo como o conhecimento é acessado e compartilhado. "A inteligência artificial pode ser uma aliada valiosa no preparo das atividades em sala de aula, mas, para que isso ocorra de forma eficaz, é preciso que o professor tenha domínio tanto da ferramenta quanto do conteúdo a ser trabalhado."
Essa transformação, para ela, exige que os docentes reavaliem as práticas pedagógicas, desafiando tradições e abraçando a inovação. "A primeira questão a ser pensada é o repertório: o que estamos ensinando e como isso se conecta com o mundo em transformação? É importante respeitar as tradições pedagógicas, mas também integrar novos conteúdos que dialoguem com as demandas atuais."
Na era da IA generativa, o impacto dessa tecnologia é notável na produção de conteúdo. Anderson Soares, coordenador do primeiro bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), observa que "a geração de conteúdo sempre foi algo muito artesanal, mas a IA generativa permite criar músicas, textos e materiais de forma automática". "Isso abre caminho para que os alunos atuem mais no campo criativo e menos nas tarefas manuais."
Para Soares, essa nova realidade oferece oportunidades que promovem ações cooperativas e colaborativas, essenciais para o desenvolvimento das competências do futuro. No entanto, o avanço tecnológico também traz um desafio significativo: como trabalhar as habilidades socioemocionais em um ambiente altamente tecnológico?
Para Guilherme Cintra, diretor de inovação e tecnologia da Fundação Lemann, a resposta está na criatividade e na capacidade do professor de criar um ambiente de troca real entre os alunos. "A nossa capacidade de criar e manter relações verdadeiras será o que nos distinguirá das máquinas", afirma, destacando que o professor precisa ser mais do que um transmissor de conhecimento, atuando como facilitador de interações humanas e reflexões profundas.
Além disso, o sistema educacional como um todo precisa se adaptar para apoiar os professores nessa transformação. "Não podemos esperar que os professores assumam sozinhos a responsabilidade de toda essa mudança", diz Cintra. Repensar a formação dos docentes, o currículo e a gestão escolar é essencial para que a tecnologia seja usada de forma eficaz, sem sobrecarregar os educadores.
Para o especialista Anderson Soares, embora a tecnologia possa otimizar o aprendizado e personalizar o ensino, o desenvolvimento de habilidades humanas fundamentais como empatia, trabalho em equipe e criatividade ainda depende da capacidade do educador de criar relações significativas. "A educação tem um papel essencial para nos mostrar como tecnologia não vai resolver nenhum problema por nós, mas que a resolução ainda compete ao ser humano, ainda compete a nossas habilidades socioemocionais."
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/como-a-inteligencia-artificial-vai-mudar-o-trabalho-do-professor/
I.O termo 'uma aliada valiosa' exerce a função de objeto direto do verbo 'poder'.
II.O termo 'no preparo das atividades em sala de aula' funciona como complemento nominal de 'aliada'.
III.A expressão 'das atividades em sala de aula' exerce a função de complemento nominal do substantivo 'preparo'.
IV.O período apresenta um sujeito simples, expresso na oração, diferentemente do usado em "Começou então para mim uma vida nova", em que o sujeito está oculto na oração.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a inteligência artificial vai mudar o trabalho do professor?
Ledo engano se você acredita que utilizar inteligência artificial (IA) em sala de aula se resume ao ChatGPT. As possibilidades que a inteligência artificial oferece estão em todos os níveis da educação, desde dar mais eficiência para os professores até auxiliar na compreensão dos alunos e ajudar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Esse movimento já está em curso em instituições de todo o País. Uma pesquisa do Instituto Semesp, realizada com 444 professores da educação básica em março de 2024, mostra que 74,8% dos docentes enxergam a tecnologia e a IA como aliadas no ensino. No entanto, enquanto a tecnologia acelera o acesso à informação, os professores também percebem que ela traz diversos desafios como a dispersão dos alunos.
Curiosamente, apesar do reconhecimento de seus benefícios, apenas 39,2% dos professores afirmam utilizar essas ferramentas com regularidade em sala de aula. Esse dado evidencia que há uma distância entre o potencial da tecnologia e sua implementação cotidiana.
Carlota Boto, diretora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), acredita que essa lacuna se deve à complexidade do uso da IA, que vai além de ser uma simples ferramenta técnica. Para ela, a IA tem o poder de redefinir o modo como o conhecimento é acessado e compartilhado. "A inteligência artificial pode ser uma aliada valiosa no preparo das atividades em sala de aula, mas, para que isso ocorra de forma eficaz, é preciso que o professor tenha domínio tanto da ferramenta quanto do conteúdo a ser trabalhado."
Essa transformação, para ela, exige que os docentes reavaliem as práticas pedagógicas, desafiando tradições e abraçando a inovação. "A primeira questão a ser pensada é o repertório: o que estamos ensinando e como isso se conecta com o mundo em transformação? É importante respeitar as tradições pedagógicas, mas também integrar novos conteúdos que dialoguem com as demandas atuais."
Na era da IA generativa, o impacto dessa tecnologia é notável na produção de conteúdo. Anderson Soares, coordenador do primeiro bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), observa que "a geração de conteúdo sempre foi algo muito artesanal, mas a IA generativa permite criar músicas, textos e materiais de forma automática". "Isso abre caminho para que os alunos atuem mais no campo criativo e menos nas tarefas manuais."
Para Soares, essa nova realidade oferece oportunidades que promovem ações cooperativas e colaborativas, essenciais para o desenvolvimento das competências do futuro. No entanto, o avanço tecnológico também traz um desafio significativo: como trabalhar as habilidades socioemocionais em um ambiente altamente tecnológico?
Para Guilherme Cintra, diretor de inovação e tecnologia da Fundação Lemann, a resposta está na criatividade e na capacidade do professor de criar um ambiente de troca real entre os alunos. "A nossa capacidade de criar e manter relações verdadeiras será o que nos distinguirá das máquinas", afirma, destacando que o professor precisa ser mais do que um transmissor de conhecimento, atuando como facilitador de interações humanas e reflexões profundas.
Além disso, o sistema educacional como um todo precisa se adaptar para apoiar os professores nessa transformação. "Não podemos esperar que os professores assumam sozinhos a responsabilidade de toda essa mudança", diz Cintra. Repensar a formação dos docentes, o currículo e a gestão escolar é essencial para que a tecnologia seja usada de forma eficaz, sem sobrecarregar os educadores.
Para o especialista Anderson Soares, embora a tecnologia possa otimizar o aprendizado e personalizar o ensino, o desenvolvimento de habilidades humanas fundamentais como empatia, trabalho em equipe e criatividade ainda depende da capacidade do educador de criar relações significativas. "A educação tem um papel essencial para nos mostrar como tecnologia não vai resolver nenhum problema por nós, mas que a resolução ainda compete ao ser humano, ainda compete a nossas habilidades socioemocionais."
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/como-a-inteligencia-artificial-vai-mudar-o-trabalho-do-professor/
Com base nos tipos de predicado presentes nesse período, assinale a alternativa correta: