Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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THE SCIENCE OF PERSUASION
Persuasion is key to business and to much more besides. In many walks of life and in many situations, persuading people to do what you want them to do is the key to success. Is persuasion a science with rules that can be taught and learnt, or is it simply a matter of instinct and personal experience? Researchers have looked into different aspects of persuasion and come up with some interesting results.
One advertising copywriter, for example, came up with an approach to selling a product on a TV shopping channel via phones sales that differed from the norm for such advertising. Instead of being instructed: ‘Operators are waiting, please call now’, viewers were told ‘If operators are busy, please call again’. This might appear to have been a risky tactic, putting potential buyers off by suggesting that they would have to waste their time calling repeatedly until they finally got through to someone to take their order. But the results were extraordinary and an unprecedented number of sales resulted. The advert suggested that instead of there being lots of operators sitting there and hoping people would call, there were so many people who wanted the product that people might have to wait until they could get it. This showed just how desirable the product was. Potential customers decided that, if so many other people wanted it, they definitely wanted it too.
What role does choice have in persuading
people to buy or get something? One study looked
at the choices employees made when offered
different retirement programmes. This showed that
the more choices people were given, the less likely
they were to choose anything at all. Another study
in a supermarket revealed a similar effect of choice.
A particular supermarket displayed either 6 or 24
different kinds of jam. When there were 24 jams to
choose from, 3% of customers went to the display
and bought one of the jams. When there were 6
jams on display, 30% of customers did so. […]
A flor no asfalto
Otto Lara Rezende
Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.
Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.
Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.
Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.
No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não?
(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)
FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html
A flor no asfalto
Otto Lara Rezende
Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.
Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.
Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.
Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.
No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não?
(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)
FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html

(Disponível em: https://exame.com/blog/nosso-olhar/para-criar-uma-geracao-nao-violenta-
precisamos-de-igualdade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Trata-se de conjunção subordinativa causal, pois introduz a causa da ação expressa pela oração anterior. II. Ela poderia ser substituída por “de modo que” sem alteração do sentido do texto. III. Sua substituição pela conjunção “uma vez que” obrigaria a realização de alterações no período a fim de que se mantivesse a correção gramatical.
Quais estão corretas?
“Fazem mais de quatro semanas que estou na estrada.” (Sá e Guarabyra)

( ) O “que” empregado no trecho “Atravessamos o espaço numa bola que não controlamos [...]”, do Texto 2, é um pronome relativo.
( ) O “que” empregado no trecho “Atravessamos o espaço numa bola que não controlamos [...]”, do Texto 2, é uma conjunção integrante.
( ) Quando exerce a função de demonstrativo, o “que” pode ser precedido por pronomes demonstrativos.
( ) Quando funciona como conjunção, o “que” pode exercer diferentes funções sintáticas.
Sobre o ouvir
O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.
Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é
aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo
fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso
próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos
coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o
umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que
não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de
verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo
do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que
provisoriamente, as nossas opiniões.
Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as
minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não
acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus
pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que
aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus
pensamentos pelos meus. É norma de boa educação
ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio
não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou
esperando que ele termine de falar para que eu, então,
diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a
sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que
penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em
silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é
estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem
sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer:
“Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim
mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você
disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria,
portanto está errado…”.
Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.
Sobre o ouvir
O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.
Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é
aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo
fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso
próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos
coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o
umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que
não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de
verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo
do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que
provisoriamente, as nossas opiniões.
Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as
minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não
acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus
pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que
aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus
pensamentos pelos meus. É norma de boa educação
ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio
não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou
esperando que ele termine de falar para que eu, então,
diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a
sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que
penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em
silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é
estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem
sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer:
“Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim
mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você
disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria,
portanto está errado…”.
Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.
Texto para a questão.
Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
Texto para a questão.
Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
Texto 1
Álcool gel é eficaz na prevenção ao Coronavírus, afirma conselho
O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz. Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news por meio de um vídeo, com informações equivocadas e incorretas a respeito do emprego do álcool gel, divulgado por um “químico autodidata”.
Assinada pelo presidente da entidade, José de Ribamar Oliveira Filho, a nota do conselho esclarece que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.”
Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos, sendo a higienização equivalente e até superior à lavagem de mãos com sabão comum ou alguns tipos de antissépticos.
O conselho lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica (ou sua versão em gel) para fricção antisséptica das mãos pelos serviços de saúde do país.
A entidade lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma orientação sobre a eficácia da utilização de álcool gel como medida preventiva e mitigatória ao Covid-19, tanto nos setores da saúde quanto para a comunidade em geral.
“Tão importante quanto proteger a população no que diz respeito ao contágio do novo vírus é evitar o alarmismo e a viralização de conteúdos sem a devida verificação”, afirmou o presidente do CFQ, apelando para que a sociedade busque informações válidas e de fontes confiáveis, em especial, as emitidas pelas autoridades de Saúde.
Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em 11/03/2020.
Em: “Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news ”, a regência verbal de criticou é justificada, pois é um verbo:
I. Transitivo direto e necessita de complemento.
II. Transitivo indireto e necessita de um objeto indireto.
III. Considerado de sentido completo, por isso não exige complemento para integrar o seu sentido.
IV. Que está acompanhado de um objeto sem preposição.
V. Que necessita da preposição “a” para estabelecer regência verbal com o seu complemento.
Estão CORRETAS:
Texto 1
Álcool gel é eficaz na prevenção ao Coronavírus, afirma conselho
O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz. Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news por meio de um vídeo, com informações equivocadas e incorretas a respeito do emprego do álcool gel, divulgado por um “químico autodidata”.
Assinada pelo presidente da entidade, José de Ribamar Oliveira Filho, a nota do conselho esclarece que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.”
Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos, sendo a higienização equivalente e até superior à lavagem de mãos com sabão comum ou alguns tipos de antissépticos.
O conselho lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica (ou sua versão em gel) para fricção antisséptica das mãos pelos serviços de saúde do país.
A entidade lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma orientação sobre a eficácia da utilização de álcool gel como medida preventiva e mitigatória ao Covid-19, tanto nos setores da saúde quanto para a comunidade em geral.
“Tão importante quanto proteger a população no que diz respeito ao contágio do novo vírus é evitar o alarmismo e a viralização de conteúdos sem a devida verificação”, afirmou o presidente do CFQ, apelando para que a sociedade busque informações válidas e de fontes confiáveis, em especial, as emitidas pelas autoridades de Saúde.
Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em 11/03/2020.
Analise o fragmento: “Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos”.
Assinale a opção CORRETA.