Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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(Fonte adaptada:https//g1.globo.com>acesso em 29 de setembro de 2019)
“Na tentativa de responder a essa pergunta sobre evolução, os cientistas observaram como os membros antigos da árvore genealógica humana davam à luz.” (linhas 6 a 9).
Assinale a alternativa em que o termo destacado não exerce função sintática alguma no período:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Cresce número de brasileiros que acessam internet pela TV
O celular é o principal meio de acesso dos brasileiros à internet. Entre 2016 e 2017, o porcentual de pessoas que utilizavam o dispositivo para entrar na rede subiu de 94,6% para 97%, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira 20 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A presença do celular aumentou nos lares brasileiros de 92,6% para 93,2%. No período, a proporção de casas com telefone fixo caiu de 33,6% para 31,5%.
Um dos destaques verificados pela pesquisa foi o aumento do uso de TVs para entrar no mundo digital: atualmente, 16,3% dos brasileiros se conectam à internet a partir do equipamento, um avanço de 5% em relação a 2016.
Já os computadores registraram uma queda de uso, segundo o IBGE. Em 2016, 63,7% dos brasileiros utilizavam o equipamento para acessar a internet. No ano seguinte, o porcentual caiu para 56,6%.
O IBGE também registrou uma alta no número de domicílios com acesso à internet. Em 2017, 74,9% dos lares brasileiros tinham acesso ao recurso. No ano anterior, eram 69,3%. Entre as pessoas que não acessaram a internet no período da pesquisa, a falta de interesse (34,9%) foi a principal justificativa entre moradores de áreas rurais e urbanas.
Em um ano, o número de usuários de internet no Brasil cresceu em mais de 10 milhões de pessoas. Em 2016, 116,1 milhões podiam conectar-se. O número foi para 126,3 milhões em 2017. Hoje, 69,8% da população brasileira tem acesso à internet.
O grupo de idosos foi o que mais registrou aumento percentual de novos usuários. Entre 2016 e 2017, o número foi de 24,7% para 31,1%. Mesmo assim, jovens da faixa etária de 20 a 24 anos são os que mais têm acesso à internet (88,4%).
Atividades online
O que é que as pessoas tanto fazem na internet? A comunicação por aplicativos parece ser a principal motivação. De acordo com a pesquisa, a maioria dos usuários (95,5%) diz que “enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail” é sua principal atividade no mundo digital. A modalidade que apresentou maior aumento foi a de “conversar por chamada de voz ou vídeo”, que passou de 73,3% para 83,8% entre 2016 e 2017.
As pessoas também estão usando cada vez mais a internet para “assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes”, de acordo com o IBGE. No período da pesquisa, o percentual saltou de 76,4% para 81,8%. No lado oposto, enviar e receber e-mails foi a única atividade mapeada pelo IBGE que apresentou um recuo entre 2016 (69,3%) e 2017 (66,1%).
A internet banda larga fixa está presente em 82,9% dos lares brasileiros, e a banda larga móvel em 78,3%. A parcela da população que usa conexão discada é mínima, de 0,6% em 2017.
Nos lares brasileiros com aparelhos de televisão, 79,8% tinham conversor (integrado ou adaptado) para receber o sinal digital de televisão aberta. A parcela dos que não tinham nenhuma condição de acesso ao sinal digital (conversor, antena parabólica ou televisão por assinatura) caiu de 10,3% (2016) para 6,2% (2017).
(Revista Veja. 20.12.2018. Adaptado).
Texto I
Machado de Assis é mesmo realista?
O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco
da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881,
quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de
Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de
Machado de Assis. A informação aparece em muitos
manuais didáticos.
O romance de Aluísio de Azevedo de fato se
encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o
personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias
depois de morto e que no século XIX não havia
evidências de vida depois da morte (como não as há
até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode
ser realista um livro que se chama “Memórias
póstumas”?
A pergunta do aluno é inteligente. A obra de
Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar
do realismo que lhe imputam, como a personagem do
doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O
alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a
revelar a verdade verdadeira aos incautos e não
arreda desta auto ilusão nem mesmo quando
encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha,
daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
Não contente em atacar a concepção realista com
seus personagens e metáforas, Machado de Assis a
combateu explícita e frontalmente em vários textos
críticos.
Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”,
romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro
afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a
realidade, mas excluamos o realismo; assim não
sacrificarem os a verdade estética” . Machado
ordenou a exclusão do realismo do campo da arte
para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela
verdade que não esconde do leitor que inventa
realidades de papel.
No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis
afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a
realidade é boa, o realismo é que não presta para
nada”. Creio que ele não podia ser mais claro.
Segundo o autor, o realismo “não presta para nada”
porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida
mesma não concorda.
O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva,
mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas
faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das
cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma
“exação de inventário”, ou seja, para as dispor em
gavetas uniformes como se cada acontecimento se
reduzisse à dimensão de todos os outros.
Por isso, Machado não perde a chance de reduzir
o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova
poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que
nos disser o número exato dos fios de que se compõe
um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
Mas por que, se o próprio Machado de Assis
reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda
insistem em considerá-lo realista?
Gustavo Bernardo
(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)
Texto I
Machado de Assis é mesmo realista?
O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco
da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881,
quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de
Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de
Machado de Assis. A informação aparece em muitos
manuais didáticos.
O romance de Aluísio de Azevedo de fato se
encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o
personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias
depois de morto e que no século XIX não havia
evidências de vida depois da morte (como não as há
até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode
ser realista um livro que se chama “Memórias
póstumas”?
A pergunta do aluno é inteligente. A obra de
Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar
do realismo que lhe imputam, como a personagem do
doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O
alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a
revelar a verdade verdadeira aos incautos e não
arreda desta auto ilusão nem mesmo quando
encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha,
daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
Não contente em atacar a concepção realista com
seus personagens e metáforas, Machado de Assis a
combateu explícita e frontalmente em vários textos
críticos.
Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”,
romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro
afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a
realidade, mas excluamos o realismo; assim não
sacrificarem os a verdade estética” . Machado
ordenou a exclusão do realismo do campo da arte
para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela
verdade que não esconde do leitor que inventa
realidades de papel.
No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis
afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a
realidade é boa, o realismo é que não presta para
nada”. Creio que ele não podia ser mais claro.
Segundo o autor, o realismo “não presta para nada”
porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida
mesma não concorda.
O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva,
mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas
faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das
cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma
“exação de inventário”, ou seja, para as dispor em
gavetas uniformes como se cada acontecimento se
reduzisse à dimensão de todos os outros.
Por isso, Machado não perde a chance de reduzir
o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova
poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que
nos disser o número exato dos fios de que se compõe
um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
Mas por que, se o próprio Machado de Assis
reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda
insistem em considerá-lo realista?
Gustavo Bernardo
(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.
I- "Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver..." (Milton Nascimento). II- "À medida, porém, que as horas se passavam, sentiam-me cair num estado de perplexidade e covardia" (Graciliano Ramos). III- Nas provas, os professores propunham questões tão difíceis que os alunos mais fracos pediam transferência para outras escolas. IV- Nas provas, os professores propunham questões difíceis para que os alunos mais fracos pedissem transferência para outras escolas.
Considere as afirmativas a seguir:
I. Na frase “Ela trabalha de segunda à sexta-feira”, está correto o emprego do acento indicativo de crase, porque sempre ocorre crase antes de dias da semana.
II. Na frase “A construção das pirâmides egípcias envolveram milhares de trabalhadores e técnicas sofisticadas”, há erro quanto à concordância verbal, porque o verbo envolver deveria estar na terceira pessoa do singular.
III. Tanto na palavra saúde quanto na palavra açaí, o acento gráfico sinaliza a existência de hiato.
IV. Na frase “A primeira cirurgia, transcorreu sem maiores problemas”, está correta a pontuação, uma vez que se deve separar com vírgula o sujeito do verbo.
V. Está correta a concordância nominal na frase “Ela comprou óculos e bolsa caríssimos”, porque o adjetivo se refere a ambos os substantivos.
Assinale a alternativa CORRETA.
Sobre a regência do verbo “chamar”, analise:
I - No sentido de “mandar vir, convocar” é um verbo transitivo direto;
II - No sentido de “invocar, clamar”, é um verbo transitivo indireto. O objeto indireto requer a preposição “por”;
III - Já na acepção de “cognominar, apelidar, alcunhar, qualificar, tachar”, será, indistintamente, verbo transitivo direto ou verbo transitivo indireto. Vem sempre acompanhado de um predicativo do objeto que poderá ou não ser encabeçado por uma preposição.
Dos itens acima:
TEXTO 4
“Menino foge de casa em Curitiba, burla segurança de aeroporto e voa até Congonhas, em São Paulo [...] O menino, _____________ só
foi abordado _____________ chegou a São Paulo, no desembarque, fugiu de casa depois de ter tirado notas baixas na escola. O garoto
havia falsificado a assinatura dos pais no boletim e, quando a professora descobriu, ele acabou sendo suspenso. Para evitar o confronto
com os pais, ele foi até o aeroporto, se misturou com uma família e embarcou no avião, _____________ tinha assentos disponíveis. Ele
foi abordado em Congonhas pois, _____________ desembarcar, não sabia para _______________ ir. [...]”.
(Fonte: Yahoo Notícias. Disponível em: https://br.yahoo.com/noticias/menino-foge-de-casa-em-curitiba-burla-seguranca-de-aeroporto-e-voa-ate-congonhas-em-sao-paulo-174241876.html)
A charge abaixo, publicada após o desastre ocorrido em Brumadinho (MG), traz uma crítica às autoridades por não terem realizado ações para evitar repetir-se o que ocorrera em Mariana. Analise a oração presente no segundo balão em resposta à pergunta feita por um dos personagens, com atenção para a concordância verbal, e, em seguida, avalie como verdadeiro (V) ou falso (F) cada uma das explicações referentes à aplicação da regra de concordância na situação apresentada.

(http://www.jornaldebrasilia.com.br/wpcontent/uploads/2019/01/28_ charge_brumadinho_desastre-290x163.png)
( ) A concordância está correta, pois o fato de os termos “descaso” e
“impunidade” serem sinônimos justifica o uso do verbo no
singular.
( ) Aconcordância está correta, pois, sendo o sujeito composto, pode o verbo flexionar-se no singular, harmonizando-se com o núcleo mais próximo, que se apresenta no singular.
( ) A concordância está errada, pois, como o sujeito é composto, a concordância deve ser estabelecida com os dois núcleos, levando o verbo para o plural.
( ) Alterando-se a ordem de colocação do sujeito composto, o verbo deve ser empregado no plural, harmonizando-se com os dois núcleos.
( ) Alterando-se a ordem de colocação do sujeito composto, o verbo deve flexionar-se em concordância com o número do núcleo mais próximo.
A sequência que traz a CORRETA avaliação é: