Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q1873357 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

O homem deve reencontrar o paraíso

   Naus e navegação têm sido uma das mais poderosas imagens na mente dos poetas. Não só os poetas. C. Wright Mills, um sociólogo sábio, comparou a nossa civilização a uma galera que navega pelos mares. Nos porões estão os remadores. Remam com precisão cada vez maior. A cada novo dia recebem remos novos, mais perfeitos. O ritmo das remadas acelera. Sabem tudo sobre a ciência do remar. A galera navega cada vez mais rápido. Mas, inquiridos sobre o porto do destino, respondem os remadores: o porto não nos importa. O que importa é a velocidade com que navegamos.
   C. Wright Mills usou esta metáfora para descrever a nossa civilização por meio duma imagem plástica: multiplicam-se os meios técnicos e científicos ao nosso dispor, que fazem com que as mudanças sejam cada vez mais rápidas; mas não temos ideia alguma de para onde navegamos. Para onde? Somente um navegador louco ou perdido navegaria sem ter ideia do para onde. Em relação à vida da sociedade, ela contém a busca de uma utopia. Utopia, na linguagem comum, é usada como sonho impossível de ser realizado. Mas não é isso. Utopia é um ponto inatingível que indica uma direção. 
    Mário Quintana explicou a utopia com um verso: Se as coisas são inatingíveis … ora! Não é motivo para não querê-las … Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas! Karl Mannheim, outro sociólogo sábio que poucos leem, já na década de 1920 diagnosticava a doença da nossa civilização: não temos consciência de direções, não escolhemos direções. Faltam-nos estrelas que nos indiquem o destino.
    Hoje, dizia ele, as únicas perguntas que são feitas, determinadas pelo pragmatismo da tecnologia (o importante é produzir o objeto) e pelo objetivismo da ciência (o importante é saber como funciona), são: como posso fazer tal coisa? Como posso resolver este problema concreto particular? E conclui: E em todas essas perguntas sentimos o eco otimista: não preciso de me preocupar com o todo, ele tomará conta de si mesmo. 

(Rubem Alves. Gaiolas ou Asas. A arte do voo ou a
busca da alegria de aprender). 
Analise o trecho abaixo.

“(...) multiplicam-se os meios técnicos e científicos ao nosso dispor, ‘mas não temos ideia alguma de para onde navegamos’”.

Assinale a alternativa que apresenta uma oração coordenada do mesmo tipo da destacada acima.  
Alternativas
Q1872706 Português
Texto I

Texto para a questão

(Ronaldo Lemos. Folha de S.Paulo, 14/11/21. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2021/11/
brasil-e-laboratorio-do-melhor-e-do-pior-emgovernanca-tecnologica.shtml)
Diga-se o que se quiser do presidente francês, ele tem um plano e uma visão clara sobre o papel da França. (linhas 25 e 26)

Assinale a alternativa em que, alterando-se a redação do período acima, tenha-se produzido um novo período com correção gramatical, independentemente das alterações de sentido.
Alternativas
Q1872702 Português
Texto I

Texto para a questão

(Ronaldo Lemos. Folha de S.Paulo, 14/11/21. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2021/11/
brasil-e-laboratorio-do-melhor-e-do-pior-emgovernanca-tecnologica.shtml)
No dia do jantar ela havia acabado de lançar a política de software livre da França. (linhas 15 e 16)

A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. A locução verbal “havia acabado” é equivalente a “acabara” e também se classifica como pretérito imperfeito.
II. No período, há quatro artigos e cinco preposições.
III. Não há ocorrência de advérbios no período.

Assinale 
Alternativas
Q1871369 Português

Coronavírus expõe a nossa desinformação sobre a China,

o maior fenômeno econômico dos nossos tempos

Não é a primeira vez que a China passa por uma crise epidêmica. A história das doenças contagiosas que espalham medo é longa. Também é longa a história de como as autoridades chinesas, com seus erros e acertos, contornaram suas próprias crises, como no surto de cólera de 1949 e a varíola em 1950.

A mais recente e marcante epidemia foi a Síndrome Respiratória Aguda Severa, a Sars, na sigla em inglês. Como pontuaram os sinólogos Arthur Kleinman e James Watson, no livro “Sars in China: prelude to pandemic?”, a Sars em 2003 provocou uma das mais sérias crises de saúde de nossos tempos. Kleinman, que tem cinco décadas de experiência em intervenção em saúde pública na China, acredita que a epidemia foi uma espécie de prelúdio de novas catástrofes de saúde que viriam acontecer no século 21. Ainda que o número de mortes tenha sido de aproximadamente 1.000 pessoas — pequeno, comparado a outras epidemias —, a Sars mobilizou inseguranças, medos e preconceitos sobre o país. Os Estados Unidos não pouparam os boatos de que se estaria espalhando bioterror em seu território. O impacto sobre as vidas humanas na China e sobre a economia global foi tremendo, desvelando a fragilidade do mundo globalizado.

Passada a Sars, hoje a notícia do coronavírus se espalha por meio de uma onda de pânico moral que mistura fake news, desinformação, racismo e estereótipos tolos. Notícias falsas gravíssimas percorrem o WhatsApp. A mais debatida nas redes sociais foi a de que o vírus teria tido origem na sopa de morcegos, o que fez com que brasileiros — que vivem no país em que se come coração de galinha e tripa de boi — ficassem escandalizados. Um vídeo no Twitter mostrava uma cena grotesca de um jovem chinês comendo um pássaro vivo, como a prova cabal de que era por isso que o vírus se espalha.

Na apuração de informações para esta coluna, descobri, com a ajuda do professor David Nemer, da Universidade de Virgínia (EUA), que grupos no WhatsApp foram inundados de boatos, em forma de “breaking news”, que diziam que os chineses estavam morrendo caídos nas ruas, que pais abandonaram filhos no aeroporto ao saberem da contaminação e que 23 milhões de pessoas estavam em quarentena e 112 mil haviam morrido. Essa é a narrativa apocalíptica — ou a doutrina do choque, como diria a escritora Naomi Klein — sempre muito bem manipulada para fins políticos.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma. 

É evidente que a manchete do hospital tem uma intenção positiva, que é mostrar uma China dinâmica, com tecnologia de ponta e vontade governamental para resolver seus problemas internos. Mas não deixa de ser o estereótipo do outro extremo, que reatualiza o eterno retorno da mítica chinesa acerca de suas grandiosas construções.

Autores como historiador búlgaro Tzvetan Todorov e o antropólogo francês François Laplantine mostraram que a imagem do Brasil pelos missionários europeus no século 16 era ambivalente: entre o mau e o bom selvagem, paraíso ou inferno. Os maus selvagens eram os indígenas rudes, sem roupa, sem pelo, sem alma. Os bons selvagens eram os nativos de alma pura, que não conheciam a malícia e a maldade.

No caso dos morcegos e desinformação, vê-se um etnocentrismo cru que desumaniza o outro. No caso do hospital, cai-se em idealização também estereotipada.

É importante frisar que não estou fazendo uma crítica a quem compartilhou a notícia. Eu mesma compartilhei. A construção rápida de um hospital mostra pragmatismo diante da calamidade. Além disso, a notícia tem um papel político para se opor à fantasia acerca dos morcegos, que fixam os chineses em um lugar bárbaro e exótico.

O problema, portanto, não é nossa ação individual, mas precisamente o desalentadorfato de que, entre o morcego e o hospital, não sobra quase nada. Caímos sempre na armadilha do dualismo “tradição-modernidade”. Se a gente olha esse debate de longe, estruturalmente, o que concluímos é que não saímos do mesmo lugar de narrativas extremas e caricatas sobre o maior fenômeno econômico mundial dos nossos tempos. Sabemos muito pouco sobre o país mais populoso do mundo, com quase 1,4 bilhão de pessoas. [...]

MACHADO, Rosana. Disponível em: www.theintercept.

com/2020/01/28/coronavirus-desinformacao-china.

Acesso em: 27 out. 2021.

Releia o seguinte trecho.

“O impacto sobre as vidas humanas na China e sobre a economia global foi tremendo, desvelando a fragilidade do mundo globalizado.”

A oração reduzida, em destaque, exprime a relação lógica de

Alternativas
Q1871368 Português

Coronavírus expõe a nossa desinformação sobre a China,

o maior fenômeno econômico dos nossos tempos

Não é a primeira vez que a China passa por uma crise epidêmica. A história das doenças contagiosas que espalham medo é longa. Também é longa a história de como as autoridades chinesas, com seus erros e acertos, contornaram suas próprias crises, como no surto de cólera de 1949 e a varíola em 1950.

A mais recente e marcante epidemia foi a Síndrome Respiratória Aguda Severa, a Sars, na sigla em inglês. Como pontuaram os sinólogos Arthur Kleinman e James Watson, no livro “Sars in China: prelude to pandemic?”, a Sars em 2003 provocou uma das mais sérias crises de saúde de nossos tempos. Kleinman, que tem cinco décadas de experiência em intervenção em saúde pública na China, acredita que a epidemia foi uma espécie de prelúdio de novas catástrofes de saúde que viriam acontecer no século 21. Ainda que o número de mortes tenha sido de aproximadamente 1.000 pessoas — pequeno, comparado a outras epidemias —, a Sars mobilizou inseguranças, medos e preconceitos sobre o país. Os Estados Unidos não pouparam os boatos de que se estaria espalhando bioterror em seu território. O impacto sobre as vidas humanas na China e sobre a economia global foi tremendo, desvelando a fragilidade do mundo globalizado.

Passada a Sars, hoje a notícia do coronavírus se espalha por meio de uma onda de pânico moral que mistura fake news, desinformação, racismo e estereótipos tolos. Notícias falsas gravíssimas percorrem o WhatsApp. A mais debatida nas redes sociais foi a de que o vírus teria tido origem na sopa de morcegos, o que fez com que brasileiros — que vivem no país em que se come coração de galinha e tripa de boi — ficassem escandalizados. Um vídeo no Twitter mostrava uma cena grotesca de um jovem chinês comendo um pássaro vivo, como a prova cabal de que era por isso que o vírus se espalha.

Na apuração de informações para esta coluna, descobri, com a ajuda do professor David Nemer, da Universidade de Virgínia (EUA), que grupos no WhatsApp foram inundados de boatos, em forma de “breaking news”, que diziam que os chineses estavam morrendo caídos nas ruas, que pais abandonaram filhos no aeroporto ao saberem da contaminação e que 23 milhões de pessoas estavam em quarentena e 112 mil haviam morrido. Essa é a narrativa apocalíptica — ou a doutrina do choque, como diria a escritora Naomi Klein — sempre muito bem manipulada para fins políticos.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma. 

É evidente que a manchete do hospital tem uma intenção positiva, que é mostrar uma China dinâmica, com tecnologia de ponta e vontade governamental para resolver seus problemas internos. Mas não deixa de ser o estereótipo do outro extremo, que reatualiza o eterno retorno da mítica chinesa acerca de suas grandiosas construções.

Autores como historiador búlgaro Tzvetan Todorov e o antropólogo francês François Laplantine mostraram que a imagem do Brasil pelos missionários europeus no século 16 era ambivalente: entre o mau e o bom selvagem, paraíso ou inferno. Os maus selvagens eram os indígenas rudes, sem roupa, sem pelo, sem alma. Os bons selvagens eram os nativos de alma pura, que não conheciam a malícia e a maldade.

No caso dos morcegos e desinformação, vê-se um etnocentrismo cru que desumaniza o outro. No caso do hospital, cai-se em idealização também estereotipada.

É importante frisar que não estou fazendo uma crítica a quem compartilhou a notícia. Eu mesma compartilhei. A construção rápida de um hospital mostra pragmatismo diante da calamidade. Além disso, a notícia tem um papel político para se opor à fantasia acerca dos morcegos, que fixam os chineses em um lugar bárbaro e exótico.

O problema, portanto, não é nossa ação individual, mas precisamente o desalentadorfato de que, entre o morcego e o hospital, não sobra quase nada. Caímos sempre na armadilha do dualismo “tradição-modernidade”. Se a gente olha esse debate de longe, estruturalmente, o que concluímos é que não saímos do mesmo lugar de narrativas extremas e caricatas sobre o maior fenômeno econômico mundial dos nossos tempos. Sabemos muito pouco sobre o país mais populoso do mundo, com quase 1,4 bilhão de pessoas. [...]

MACHADO, Rosana. Disponível em: www.theintercept.

com/2020/01/28/coronavirus-desinformacao-china.

Acesso em: 27 out. 2021.

Assinale a alternativa em que o trecho destacado é uma oração adjetiva restritiva. 
Alternativas
Q1871365 Português

Coronavírus expõe a nossa desinformação sobre a China,

o maior fenômeno econômico dos nossos tempos

Não é a primeira vez que a China passa por uma crise epidêmica. A história das doenças contagiosas que espalham medo é longa. Também é longa a história de como as autoridades chinesas, com seus erros e acertos, contornaram suas próprias crises, como no surto de cólera de 1949 e a varíola em 1950.

A mais recente e marcante epidemia foi a Síndrome Respiratória Aguda Severa, a Sars, na sigla em inglês. Como pontuaram os sinólogos Arthur Kleinman e James Watson, no livro “Sars in China: prelude to pandemic?”, a Sars em 2003 provocou uma das mais sérias crises de saúde de nossos tempos. Kleinman, que tem cinco décadas de experiência em intervenção em saúde pública na China, acredita que a epidemia foi uma espécie de prelúdio de novas catástrofes de saúde que viriam acontecer no século 21. Ainda que o número de mortes tenha sido de aproximadamente 1.000 pessoas — pequeno, comparado a outras epidemias —, a Sars mobilizou inseguranças, medos e preconceitos sobre o país. Os Estados Unidos não pouparam os boatos de que se estaria espalhando bioterror em seu território. O impacto sobre as vidas humanas na China e sobre a economia global foi tremendo, desvelando a fragilidade do mundo globalizado.

Passada a Sars, hoje a notícia do coronavírus se espalha por meio de uma onda de pânico moral que mistura fake news, desinformação, racismo e estereótipos tolos. Notícias falsas gravíssimas percorrem o WhatsApp. A mais debatida nas redes sociais foi a de que o vírus teria tido origem na sopa de morcegos, o que fez com que brasileiros — que vivem no país em que se come coração de galinha e tripa de boi — ficassem escandalizados. Um vídeo no Twitter mostrava uma cena grotesca de um jovem chinês comendo um pássaro vivo, como a prova cabal de que era por isso que o vírus se espalha.

Na apuração de informações para esta coluna, descobri, com a ajuda do professor David Nemer, da Universidade de Virgínia (EUA), que grupos no WhatsApp foram inundados de boatos, em forma de “breaking news”, que diziam que os chineses estavam morrendo caídos nas ruas, que pais abandonaram filhos no aeroporto ao saberem da contaminação e que 23 milhões de pessoas estavam em quarentena e 112 mil haviam morrido. Essa é a narrativa apocalíptica — ou a doutrina do choque, como diria a escritora Naomi Klein — sempre muito bem manipulada para fins políticos.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma. 

É evidente que a manchete do hospital tem uma intenção positiva, que é mostrar uma China dinâmica, com tecnologia de ponta e vontade governamental para resolver seus problemas internos. Mas não deixa de ser o estereótipo do outro extremo, que reatualiza o eterno retorno da mítica chinesa acerca de suas grandiosas construções.

Autores como historiador búlgaro Tzvetan Todorov e o antropólogo francês François Laplantine mostraram que a imagem do Brasil pelos missionários europeus no século 16 era ambivalente: entre o mau e o bom selvagem, paraíso ou inferno. Os maus selvagens eram os indígenas rudes, sem roupa, sem pelo, sem alma. Os bons selvagens eram os nativos de alma pura, que não conheciam a malícia e a maldade.

No caso dos morcegos e desinformação, vê-se um etnocentrismo cru que desumaniza o outro. No caso do hospital, cai-se em idealização também estereotipada.

É importante frisar que não estou fazendo uma crítica a quem compartilhou a notícia. Eu mesma compartilhei. A construção rápida de um hospital mostra pragmatismo diante da calamidade. Além disso, a notícia tem um papel político para se opor à fantasia acerca dos morcegos, que fixam os chineses em um lugar bárbaro e exótico.

O problema, portanto, não é nossa ação individual, mas precisamente o desalentadorfato de que, entre o morcego e o hospital, não sobra quase nada. Caímos sempre na armadilha do dualismo “tradição-modernidade”. Se a gente olha esse debate de longe, estruturalmente, o que concluímos é que não saímos do mesmo lugar de narrativas extremas e caricatas sobre o maior fenômeno econômico mundial dos nossos tempos. Sabemos muito pouco sobre o país mais populoso do mundo, com quase 1,4 bilhão de pessoas. [...]

MACHADO, Rosana. Disponível em: www.theintercept.

com/2020/01/28/coronavirus-desinformacao-china.

Acesso em: 27 out. 2021.

Releia o seguinte trecho.

“Também é longa a história de como as autoridades chinesas, com seus erros e acertos, contornaram suas próprias crises, como no surto de cólera de 1949 e a varíola em 1950.”

A preposição destacada poderia ser substituída, sem prejuízo para a coesão e para a coerência do texto, por

Alternativas
Q1871340 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.


TEXTO II

Mudanças imutáveis

“Se você não consegue fugir, é muito corajoso”

Millôr Fernandes

Olin-Pin, abastado negociante de óleos e arroz, vivia numa imponente mansão em Kin-Tipê, na China. Sua posição social e sua mansão só não eram perfeitas porque, à direita e à esquerda da propriedade, havia dois ferreiros que ferravam ininterruptamente, tinindo e retinindo malhos, bigornas e ferraduras. Olin-Pin, muitas vezes sem dormir, dado o tim-pin-tin, pan-tan-pan a noite inteira, resolveu chamar os dois ferreiros e ofereceu a eles 1.000 ienes de compensação, para que ambos se mudassem com suas ferrarias. Os dois ferreiros acharam tentadora a proposta (um iene, na época, valia mil dólares) e prometeram pensar no assunto com todo empenho. E pensaram. E com tanto empenho que, apenas dois dias depois, prevenidamente acompanhados de advogado, compareceram juntos de Olin-Pin. E assinaram contrato, cada um prometendo se mudar de lugar dentro de 24 horas. Olin-Pin pagou imediatamente os 1.000 ienes prometidos a cada um e foi dormir feliz, envolvido em lençóis de seda e adorável silêncio. Mas no dia seguinte acordou sobressaltado, os ouvidos estourando com o mesmo barulho de sempre. E quando ia reclamar indignamente pela quebra de contrato, verificou que não tinha o que reclamar. Os dois ferreiros tinham cumprido fielmente o que haviam prometido.Ambos tinham se mudado. O ferreiro da direita tinha se mudado para a esquerda, e o da esquerda tinha se mudado para a direita.

FERNANDES, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Nos trechos a seguir, foi identificada, entre parênteses, a função sintática das palavras destacadas.

I. Olin-Pin, abastado negociante de óleos e arroz, vivia numa imponente mansão em Kin-Tipê, na China. (adjunto adverbial)

II. Os dois ferreiros acharam tentadora a proposta”. (predicativo do objeto)

III. Olin-Pin pagou imediatamente os 1.000 ienes prometidos a cada um e foi dormir feliz, envolvido em lençóis de seda e adorável silêncio. (predicativo do sujeito)

IV. Mas no dia seguinte acordou sobressaltado, os ouvidos estourando com o mesmo barulho de sempre. (adjunto adnominal)

Estão corretas as funções sintáticas identificadas em

Alternativas
Q1871336 Português

TEXTO I


Tom Jobim estava errado: é possível ser feliz sozinho, diz estudo

Pessoas que evitam conflitos são mais felizes fora de relacionamentos

Ao contrário do que cantou Tom Jobim, aparentemente é possível, sim, ser feliz sozinho – e isso quem diz é um estudo da Universidade deAuckland, não algum sucesso qualquer de funk ou pagode. Feita com neozelandeses de 18 a 94 anos, a pesquisa revelou que, diferentemente das pessoas que buscam intimidade, aquelas que preferem evitar conflitos são mais felizes solteiras, independentemente do gênero ou do período da vida em que se encontram.

Até agora, estudos sobre relacionamentos costumavam indicar que os comprometidos são ligeiramente mais felizes e saudáveis que os solteiros. A lógica parece simples: o apoio de um parceiro ajudaria a lidar com o estresse cotidiano, o que provocaria maior sensação de bem-estar. “Mas mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções”, explica a autora do estudo, a psicóloga Yuthika Girme. Em alguns casos, são motivo inclusive de ansiedade e depressão. E, para certas pessoas, passar por isso simplesmente não vale a pena.

Segundo a psicóloga, existem duas maneiras de construir relacionamentos: buscando intimidade ou evitando conflitos. Enquanto pessoas do primeiro grupo buscam oportunidades de tornar os vínculos mais intensos e se sentem mais satisfeitas quando estão comprometidas, aquelas que preferem evitar desentendimentos ou brigas costumam ser mais felizes solteiras.

Em contrapartida, explica a autora, estar solteiro aumenta a possibilidade de melhorar a relação com parentes e amigos e de dedicar-se a hobbies, à carreira e a outras atividades que podem proporcionar bem-estar. “Embora ainda exista pressão para você namorar ou casar, a solteirice está se tornando cada vez mais comum e nem sempre é sinônimo de insatisfação ou tristeza”, diz Girme.

Disponível em: www.revistagalileu.globo.com. Acesso em: 27 out. 2021. 

Releia o seguinte trecho, observando o verbo destacado.

“’Mas mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções’, explica a autora do estudo, a psicóloga Yuthika Girme. Em alguns casos, são motivo inclusive de ansiedade e depressão.”

O sujeito desse verbo é

Alternativas
Q1871334 Português

TEXTO I


Tom Jobim estava errado: é possível ser feliz sozinho, diz estudo

Pessoas que evitam conflitos são mais felizes fora de relacionamentos

Ao contrário do que cantou Tom Jobim, aparentemente é possível, sim, ser feliz sozinho – e isso quem diz é um estudo da Universidade deAuckland, não algum sucesso qualquer de funk ou pagode. Feita com neozelandeses de 18 a 94 anos, a pesquisa revelou que, diferentemente das pessoas que buscam intimidade, aquelas que preferem evitar conflitos são mais felizes solteiras, independentemente do gênero ou do período da vida em que se encontram.

Até agora, estudos sobre relacionamentos costumavam indicar que os comprometidos são ligeiramente mais felizes e saudáveis que os solteiros. A lógica parece simples: o apoio de um parceiro ajudaria a lidar com o estresse cotidiano, o que provocaria maior sensação de bem-estar. “Mas mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções”, explica a autora do estudo, a psicóloga Yuthika Girme. Em alguns casos, são motivo inclusive de ansiedade e depressão. E, para certas pessoas, passar por isso simplesmente não vale a pena.

Segundo a psicóloga, existem duas maneiras de construir relacionamentos: buscando intimidade ou evitando conflitos. Enquanto pessoas do primeiro grupo buscam oportunidades de tornar os vínculos mais intensos e se sentem mais satisfeitas quando estão comprometidas, aquelas que preferem evitar desentendimentos ou brigas costumam ser mais felizes solteiras.

Em contrapartida, explica a autora, estar solteiro aumenta a possibilidade de melhorar a relação com parentes e amigos e de dedicar-se a hobbies, à carreira e a outras atividades que podem proporcionar bem-estar. “Embora ainda exista pressão para você namorar ou casar, a solteirice está se tornando cada vez mais comum e nem sempre é sinônimo de insatisfação ou tristeza”, diz Girme.

Disponível em: www.revistagalileu.globo.com. Acesso em: 27 out. 2021. 

Releia o seguinte trecho, observando a expressão destacada.

Em contrapartida, explica a autora, estar solteiro aumenta a possibilidade de melhorar a relação com parentes e amigos e de dedicar-se a hobbies, à carreira e a outras atividades que podem proporcionar bem-estar.”

Essa expressão poderia ser corretamente substituída, sem prejuízo para a coerência e a coesão do texto, po
Alternativas
Q1868584 Português

Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.


Entre a rua, este quarto e o ser

(Camila de Oliveira Silva)


Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte. 

E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...] 

(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração

de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:

Bazar do Tempo: Flup, 2021)

As estratégias de coesão são recursos diferenciados que contribuem para a relação entre as partes de um texto. Considere a passagem “Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje”. (1º§) e assinale a alternativa em que se indicam dois recursos coesivos presentes em sua construção.
Alternativas
Q1868583 Português

Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.


Entre a rua, este quarto e o ser

(Camila de Oliveira Silva)


Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte. 

E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...] 

(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração

de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:

Bazar do Tempo: Flup, 2021)

Na oração “Algo me vem em cheio nessas horas” (1º§), ao observar as relações sintáticas estabelecidas entre os termos que a constituem, é possível afirmar que seu sujeito classifica-se como:
Alternativas
Q1868517 Português
Texto 13A2-II

    Por mais que se discuta e que se critique o jornalismo, seus procedimentos e seus produtos, não se pode negar a importância da atividade no processo de constituição do atual. A prática jornalística procura, de alguma forma, dar conta das experiências do mundo e torná-las disponíveis para todos. Isso significa que, mesmo sendo objeto de muitos questionamentos, o jornalismo é uma importante via de acesso à realidade e um lugar fundamental em que as sociedades contemporâneas partilham e reverberam seus valores e saberes.

    O procedimento jornalístico não é igual ao método científico e — até mesmo pela dinâmica da atividade — nem poderia ser, mas isso não quer dizer que o conhecimento produzido pelo jornalismo seja necessariamente de menor valor. Não é porque não segue os mesmos procedimentos da ciência que a atividade não tenha contribuição a dar na apropriação e na produção do real. Como outras formas de conhecimento, o jornalismo revela o mundo de maneira particular e, desse modo, pode até mesmo identificar aspectos da realidade que nenhuma outra forma de conhecimento seria capaz de desvelar.


Rafael Paes Henriques. Linguagem, verdade e conhecimento. Vitória: EdUFES, 2014, p. 131-132 (com adaptações). 
Seria mantida a coerência do texto 13A2-II, caso a expressão “até mesmo”, no último período do texto, fosse substituída por
Alternativas
Q1868515 Português
Texto 13A2-II

    Por mais que se discuta e que se critique o jornalismo, seus procedimentos e seus produtos, não se pode negar a importância da atividade no processo de constituição do atual. A prática jornalística procura, de alguma forma, dar conta das experiências do mundo e torná-las disponíveis para todos. Isso significa que, mesmo sendo objeto de muitos questionamentos, o jornalismo é uma importante via de acesso à realidade e um lugar fundamental em que as sociedades contemporâneas partilham e reverberam seus valores e saberes.

    O procedimento jornalístico não é igual ao método científico e — até mesmo pela dinâmica da atividade — nem poderia ser, mas isso não quer dizer que o conhecimento produzido pelo jornalismo seja necessariamente de menor valor. Não é porque não segue os mesmos procedimentos da ciência que a atividade não tenha contribuição a dar na apropriação e na produção do real. Como outras formas de conhecimento, o jornalismo revela o mundo de maneira particular e, desse modo, pode até mesmo identificar aspectos da realidade que nenhuma outra forma de conhecimento seria capaz de desvelar.


Rafael Paes Henriques. Linguagem, verdade e conhecimento. Vitória: EdUFES, 2014, p. 131-132 (com adaptações). 
Na retórica do texto 13A2-II, a organização sintática do primeiro período tem o papel de
Alternativas
Q1868262 Português
Texto 13A2-IV

Estamos acostumados à ideia de que os dados são quase um sinônimo de precisão e certeza, mas, na era digital, quanto mais dados chegam ao nosso conhecimento, maiores são as nossas incertezas e dúvidas. Em plena era dos dados, lidar com essa constatação passa a ser um desafio que vai definir o futuro do jornalismo e, especialmente, a sua inserção na, cada vez mais complexa, arena da informação pública.


Internet: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/> (com alterações).
A construção sintática do segundo período do texto 13A2-IV é caracterizada pela presença de orações
Alternativas
Q1867188 Português

Leia a tirinha apresentada a seguir: 


Imagem associada para resolução da questão


Com base na leitura da tirinha, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q1867178 Português

Leia o texto apresentado a seguir:


Conheça a história do Cristo Redentor, da idealização à sua construção


Inaugurada em 12 de outubro de 1931, a estátua foi erguida com auxílio da população. Neste "Quer Que Eu Desenhe?", conheça o passado de um dos maiores símbolos do país.


Bernardo França e Tiemi Osato

12 out. 2021


Há 90 anos, era inaugurada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Em 12 de outubro de 1931, peregrinos do mundo inteiro se dirigiram para onde hoje é o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, e viram, pela primeira vez, o monumento do Cristo Redentor.

A estátua começou a ser idealizada em meados do século 19, quando o padre francês Pierre Marie Boss exercia suas atividades em uma igreja com vista para o Monte Corcovado. A ideia de erguer um monumento religioso foi resgatada em 1888 pela princesa Isabel.

Após a assinatura da Lei Áurea, abolicionistas sugeriram homenagear a princesa com uma escultura no alto do Corcovado. Paroquiana do padre Boss e apelidada de “redentora”, ela negou a proposta e sugeriu uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, para ela o verdadeiro redentor.

Embora tenha sido promulgado um decreto para viabilizar o monumento, a proclamação da República e a separação entre Igreja e Estado, em 1889, interromperam os planos. O projeto só saiu do papel em 1921, com os preparativos para a comemoração do centenário da Independência.

Com altura de um prédio de 13 andares, a maior parte da estátua foi construída no Brasil, no estilo art déco. As 50 peças da face e as oito das mãos foram moldadas em Paris e vieram para cá como um quebra-cabeça, com cada parte numerada para ser montada em solo brasileiro.

O Cristo é feito de concreto armado, revestido com pedra-sabão. Sua construção engajou a população tanto na arrecadação de fundos quanto no processo de montagem dos mosaicos que o constituem. E assim nasceu um dos maiores símbolos do país.


Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2021.

Considere o excerto: “O Cristo é feito de concreto armado, revestido com pedra-sabão. Sua construção engajou a população tanto na arrecadação de fundos quanto no processo de montagem dos mosaicos que o constituem.” e assinale a alternativa que o analisa corretamente quanto à concordância verbal e nominal.
Alternativas
Q1867177 Português

Leia o texto apresentado a seguir:


Conheça a história do Cristo Redentor, da idealização à sua construção


Inaugurada em 12 de outubro de 1931, a estátua foi erguida com auxílio da população. Neste "Quer Que Eu Desenhe?", conheça o passado de um dos maiores símbolos do país.


Bernardo França e Tiemi Osato

12 out. 2021


Há 90 anos, era inaugurada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Em 12 de outubro de 1931, peregrinos do mundo inteiro se dirigiram para onde hoje é o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, e viram, pela primeira vez, o monumento do Cristo Redentor.

A estátua começou a ser idealizada em meados do século 19, quando o padre francês Pierre Marie Boss exercia suas atividades em uma igreja com vista para o Monte Corcovado. A ideia de erguer um monumento religioso foi resgatada em 1888 pela princesa Isabel.

Após a assinatura da Lei Áurea, abolicionistas sugeriram homenagear a princesa com uma escultura no alto do Corcovado. Paroquiana do padre Boss e apelidada de “redentora”, ela negou a proposta e sugeriu uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, para ela o verdadeiro redentor.

Embora tenha sido promulgado um decreto para viabilizar o monumento, a proclamação da República e a separação entre Igreja e Estado, em 1889, interromperam os planos. O projeto só saiu do papel em 1921, com os preparativos para a comemoração do centenário da Independência.

Com altura de um prédio de 13 andares, a maior parte da estátua foi construída no Brasil, no estilo art déco. As 50 peças da face e as oito das mãos foram moldadas em Paris e vieram para cá como um quebra-cabeça, com cada parte numerada para ser montada em solo brasileiro.

O Cristo é feito de concreto armado, revestido com pedra-sabão. Sua construção engajou a população tanto na arrecadação de fundos quanto no processo de montagem dos mosaicos que o constituem. E assim nasceu um dos maiores símbolos do país.


Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2021.

Analise a oração destacada no trecho: “As 50 peças da face e as oito das mãos foram moldadas em Paris e vieram para cá como um quebra-cabeça”. A sentença destacada classifica-se como
Alternativas
Q1866840 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


Quarentena de afeto 

            O Brasil tem passado por uma recessão, reflexo do quadro social e sanitário. Ainda assim, segundo Nelo Marraccini, do IPB, mesmo com as dificuldades impostas pela crise que veio junto da pandemia, muitas famílias não deixam de cuidar de seu pet.

             O abandono aumentou, mas as buscas por adoção subiram 400% de acordo com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

             Entre os que assumiram as “alegrias e agruras” de um animalzinho no período da pandemia, está o casal Marina e Renan Malta do Rio de Janeiro. “Em março do ano passado, quatro meses depois de casados, nós nos vimos trabalhando em home office, sem poder sair de casa. Então resolvemos realizar um sonho e adotar a Lily, um filhote vira-lata de 32 dias. Todo mundo nos dizia que cuidar de um animal dá muito trabalho, mas que compensa, o que é verdade. A gente só não contava que ela apresentasse problemas comportamentais”, conta Marina.

             “Além de roer quase todos os móveis com seus dentinhos afiados, Lily passou a se sentir a dona da casa entre três e quatro meses, mostrando-se reativa e agressiva. Nesse momento, eu precisei pesquisar tudo sobre o mercado pet e descobri vários serviços e produtos. Contratamos, então, o primeiro adestrador e a colocamos na creche para ajustar a rotina e a socialização. Também conheci os mordedores naturais, que estimulam o instinto do cão e são importantes na preservação do meio ambiente. Assim, ela extravasa toda energia e não rói mais os móveis.”

(Revista Proteste)

No trecho “Todo mundo nos dizia que cuidar de um animal dá muito trabalho, mas que compensa, o que é verdade.”, identifica-se o período:
Alternativas
Q1866838 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


Quarentena de afeto 

            O Brasil tem passado por uma recessão, reflexo do quadro social e sanitário. Ainda assim, segundo Nelo Marraccini, do IPB, mesmo com as dificuldades impostas pela crise que veio junto da pandemia, muitas famílias não deixam de cuidar de seu pet.

             O abandono aumentou, mas as buscas por adoção subiram 400% de acordo com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

             Entre os que assumiram as “alegrias e agruras” de um animalzinho no período da pandemia, está o casal Marina e Renan Malta do Rio de Janeiro. “Em março do ano passado, quatro meses depois de casados, nós nos vimos trabalhando em home office, sem poder sair de casa. Então resolvemos realizar um sonho e adotar a Lily, um filhote vira-lata de 32 dias. Todo mundo nos dizia que cuidar de um animal dá muito trabalho, mas que compensa, o que é verdade. A gente só não contava que ela apresentasse problemas comportamentais”, conta Marina.

             “Além de roer quase todos os móveis com seus dentinhos afiados, Lily passou a se sentir a dona da casa entre três e quatro meses, mostrando-se reativa e agressiva. Nesse momento, eu precisei pesquisar tudo sobre o mercado pet e descobri vários serviços e produtos. Contratamos, então, o primeiro adestrador e a colocamos na creche para ajustar a rotina e a socialização. Também conheci os mordedores naturais, que estimulam o instinto do cão e são importantes na preservação do meio ambiente. Assim, ela extravasa toda energia e não rói mais os móveis.”

(Revista Proteste)

Em “Em março do ano passado, quatro meses...” (Linhas 11/12), a vírgula serviu para isolar: 
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Q1866837 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


Quarentena de afeto 

            O Brasil tem passado por uma recessão, reflexo do quadro social e sanitário. Ainda assim, segundo Nelo Marraccini, do IPB, mesmo com as dificuldades impostas pela crise que veio junto da pandemia, muitas famílias não deixam de cuidar de seu pet.

             O abandono aumentou, mas as buscas por adoção subiram 400% de acordo com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

             Entre os que assumiram as “alegrias e agruras” de um animalzinho no período da pandemia, está o casal Marina e Renan Malta do Rio de Janeiro. “Em março do ano passado, quatro meses depois de casados, nós nos vimos trabalhando em home office, sem poder sair de casa. Então resolvemos realizar um sonho e adotar a Lily, um filhote vira-lata de 32 dias. Todo mundo nos dizia que cuidar de um animal dá muito trabalho, mas que compensa, o que é verdade. A gente só não contava que ela apresentasse problemas comportamentais”, conta Marina.

             “Além de roer quase todos os móveis com seus dentinhos afiados, Lily passou a se sentir a dona da casa entre três e quatro meses, mostrando-se reativa e agressiva. Nesse momento, eu precisei pesquisar tudo sobre o mercado pet e descobri vários serviços e produtos. Contratamos, então, o primeiro adestrador e a colocamos na creche para ajustar a rotina e a socialização. Também conheci os mordedores naturais, que estimulam o instinto do cão e são importantes na preservação do meio ambiente. Assim, ela extravasa toda energia e não rói mais os móveis.”

(Revista Proteste)

Em “Ainda assim, segundo Nelo Marraccini...” (L 2), o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo do sentido por: 
Alternativas
Respostas
22461: A
22462: A
22463: D
22464: B
22465: C
22466: B
22467: A
22468: D
22469: A
22470: D
22471: C
22472: B
22473: D
22474: D
22475: C
22476: E
22477: A
22478: E
22479: E
22480: B