Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 38.322 questões

Q2704375 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.


Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.


(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.

O óbvio ululante: primeiras confissões)

É correto afirmar que a circunstância expressa pelo trecho destacado na passagem – Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. – é de

Alternativas
Q2704362 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 05 a 13.


Paz na escola: é possível


A violência é o fator de maior preocupação da população brasileira, de acordo com pesquisas de opinião pública. Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil. As inesperadas ações de violência e suas diversas formas de manifestação reforçam na sociedade a ideia de que ela se tornou incontrolável e, por isso, acabamos nos submetendo à imposição do medo e do terror por não ter o que fazer diante da ineficácia dos poderes públicos.

Ainda que tenhamos muita clareza da proporção e das consequências visíveis e sutis do fenômeno violência, podemos facilmente perceber as modificações que ele vem acarretando na maneira de viver e ser das pessoas, no funcionamento das instituições e nos relacionamentos interpessoais: é como se a epidemia de violência infestasse a teia social, colocando em risco a nossa saúde emocional e física.

Por ser tão aguda no cenário atual, a violência atinge, obviamente, a escola, que é a tradução em si mesma dos processos históricos, culturais e econômicos de uma sociedade. Atitudes violentas acontecem de formas variadas no ambiente escolar: nas manifestações de racismo, nas brincadeiras sobre gênero e religião, nas atitudes de intimidação e isolamento, nas pequenas agressões físicas e, na pior de todas, na morte violenta entre os jovens.

A reversão desse quadro é um árduo caminho a ser percorrido. A sociedade, a escola e os governos precisam, juntos, incluir a Cultura de Paz como política de Estado, estendendo a discussão para a sala de aula e além dela. E sem a participação da maior das instituições, a família, essa reversão é muito mais difícil.

A escola sem violência é possível e muito pode fazer ao incentivar nos alunos valores, livres de qualquer pretensão moralista, capazes de evidenciar razões para não se optar pelo uso da violência e viver em uma sociedade mais humana.

(Simone Cristina Succi. Diário da Região, 21.03.2019. Adaptado)

A alternativa redigida segundo a norma-padrão de concordância verbal é:

Alternativas
Q2704280 Português

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 20.


União, gente


___Nunca se despreze o poder de uma ideia cuja hora chegou. Minha rebelião contra a salsinha ganha adeptos e, a julgar pela correspondência que recebo, esta era uma causa à espera do primeiro grito. Só não conseguimos ainda nos organizar e partir para a mobilização – manifestações de rua, abraços a prédios públicos – porque persiste uma certa indefinição de conceitos. Eu sustento que “salsinha” é nome genérico para tudo que está no prato só para enfeite ou para confundir o paladar, o que incluiria até aqueles galhos de coisa nenhuma espetados no sorvete, o cravo no doce de coco, etc. Outros, com mais rigor, dizem que salsinha é, especificamente, o verdinho picadinho que você não consegue raspar de cima da batata cozida, por exemplo, por mais que tente. Outros, mais abrangentes até do que eu, dizem que salsinha é o nome de tudo que é persistentemente supérfluo em nossas vidas, da retórica ao porta-aviões, passando pelo cheiro-verde. Meu conselho é que evitemos a metáfora e a disputa semântica e, unidos pela mesma implicância, passemos à ação.

___Mas, como se esperava, começou a reação dos pró-salsinhas. Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária, mas tem importância gastronômica reconhecida, tanto que na cozinha francesa faz parte do nome de um prato – isto é, eles não só usam a salsinha como a anunciam! E não podia faltar: um salsófilo renitente, o jornalista Reali Jr., alega que a salsinha é, inclusive, afrodisíaca. Agora só falta dizerem que o verde intrometido tem vitamina V.


(Luis Fernando Verissimo. A mesa voadora. Rio de Janeiro,

Objetiva, 2010, Adaptado)

Considere a passagem do 2o parágrafo:


Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária, mas tem importância gastronômica reconhecida, tanto que na cozinha francesa faz parte do nome de um prato – isto é, eles não só usam a salsinha como a anunciam!


Com relação às afirmações que as antecedem, as expressões destacadas introduzem, respectivamente, ideias de

Alternativas
Q2704272 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.


Vida de clichê


___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.

___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.

___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...

___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.


(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.

Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)

Respeitando-se a concordância da norma-padrão da língua, o trecho destacado em – Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. (4o parágrafo) – pode ser substituído por

Alternativas
Q2704270 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.


Vida de clichê


___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.

___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.

___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...

___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.


(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.

Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)

O termo “então”, em “Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim” (3o parágrafo), exprime noção de

Alternativas
Q2703940 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10

O que acontece com o corpo humano durante uma greve de fome?

Essa forma radical de manifestação pode causar problemas nos rins, fígado e coração e até levar à morte


A greve de fome como forma de protesto é usada há séculos pelo mundo. É um tipo de manifestação arriscado, já que as consequências possíveis para o organismo de quem suspende a alimentação são várias e incluem a morte.

Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, explica que existem três tipos de greve de fome: a absoluta, em que a pessoa não consome nem alimentos, nem água; a total, em que a pessoa não se alimenta, mas consome água; e a parcial, quando a pessoa não come alimentos, mas consome água e suplementos de sais minerais e vitaminas.

Problemas de saúde anteriores e idade influenciam em como o organismo vai reagir ao jejum prolongado. Por exemplo, quem já sofre de problemas renais e os mais velhos terão mais complicações.

Na greve de fome absoluta, a mais radical de todas, a pessoa começa a ter problemas sérios entre 25 e 30 dias, causados pela falta de alimentos, de líquidos e de reposição de sais minerais. “O indivíduo começa a ter problemas renais graves e desequilíbrio na quantidade de sais minerais no sangue”, diz Velloso. Com a grande desidratação, a quantidade de sódio e potássio no sangue diminui muito, causando arritmia do coração e falência dos rins. “O risco de morrer por volta do 40 dia é muito grande”, afirma o médico.

Já os manifestantes que aderem à greve de fome parcial, recebendo água e sais minerais, não vão sofrer desidratação e nem desequilíbrio de sais minerais. “Esses vão mais longe. Eles vão começar a ter problemas mais sérios por volta de 40 ou 50 dias. Eles terão que usar muito da reserva de músculo e de tecido adiposo para produzir energia. Assim, o fígado começa a ser muito danificado”, explica Velloso.

Enquanto os grevistas absolutos sentem os primeiros danos nos rins e no coração, após 25 dias, aqueles que fazem greve de fome parcial sofrerão primeiro complicações no fígado, após 40 ou 50 dias. Ao usar a gordura do corpo para produzir energia, o fígado produz agentes que são tóxicos para ele mesmo e acaba sendo danificado. Quem não está tomando líquidos não chega a esse ponto, porque as chances de morrer antes por problemas renais ou cardíacos são grandes.

A recuperação após uma greve de fome exige cuidados e acompanhamento médico. “É importante que a fase de recuperação seja feita com assistência médica, para que seja provida para o paciente a quantidade certa de líquidos, de sais minerais e vitaminas para que ele não corra o risco de ter uma intoxicação hídrica”, alerta Velloso.

O médico explica os riscos de tomar muito líquido com o coração fragilizado pode levar a hiper-hidratação e falência cardíaca. “O coração não vai estar forte o suficiente para bombear todo o sangue novo, que será gerado com a ingestão de muito líquido. A pessoa pode ter uma falência cardíaca e até morrer”.


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-uma-greve-de-fome-5s6e4q22c4mi9q65roy5me8s1

Na oração “a pessoa não consome nem alimentos, nem água”, as conjunções destacadas exercem, respectivamente, ideia de:

Alternativas
Q2703939 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10

O que acontece com o corpo humano durante uma greve de fome?

Essa forma radical de manifestação pode causar problemas nos rins, fígado e coração e até levar à morte


A greve de fome como forma de protesto é usada há séculos pelo mundo. É um tipo de manifestação arriscado, já que as consequências possíveis para o organismo de quem suspende a alimentação são várias e incluem a morte.

Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, explica que existem três tipos de greve de fome: a absoluta, em que a pessoa não consome nem alimentos, nem água; a total, em que a pessoa não se alimenta, mas consome água; e a parcial, quando a pessoa não come alimentos, mas consome água e suplementos de sais minerais e vitaminas.

Problemas de saúde anteriores e idade influenciam em como o organismo vai reagir ao jejum prolongado. Por exemplo, quem já sofre de problemas renais e os mais velhos terão mais complicações.

Na greve de fome absoluta, a mais radical de todas, a pessoa começa a ter problemas sérios entre 25 e 30 dias, causados pela falta de alimentos, de líquidos e de reposição de sais minerais. “O indivíduo começa a ter problemas renais graves e desequilíbrio na quantidade de sais minerais no sangue”, diz Velloso. Com a grande desidratação, a quantidade de sódio e potássio no sangue diminui muito, causando arritmia do coração e falência dos rins. “O risco de morrer por volta do 40 dia é muito grande”, afirma o médico.

Já os manifestantes que aderem à greve de fome parcial, recebendo água e sais minerais, não vão sofrer desidratação e nem desequilíbrio de sais minerais. “Esses vão mais longe. Eles vão começar a ter problemas mais sérios por volta de 40 ou 50 dias. Eles terão que usar muito da reserva de músculo e de tecido adiposo para produzir energia. Assim, o fígado começa a ser muito danificado”, explica Velloso.

Enquanto os grevistas absolutos sentem os primeiros danos nos rins e no coração, após 25 dias, aqueles que fazem greve de fome parcial sofrerão primeiro complicações no fígado, após 40 ou 50 dias. Ao usar a gordura do corpo para produzir energia, o fígado produz agentes que são tóxicos para ele mesmo e acaba sendo danificado. Quem não está tomando líquidos não chega a esse ponto, porque as chances de morrer antes por problemas renais ou cardíacos são grandes.

A recuperação após uma greve de fome exige cuidados e acompanhamento médico. “É importante que a fase de recuperação seja feita com assistência médica, para que seja provida para o paciente a quantidade certa de líquidos, de sais minerais e vitaminas para que ele não corra o risco de ter uma intoxicação hídrica”, alerta Velloso.

O médico explica os riscos de tomar muito líquido com o coração fragilizado pode levar a hiper-hidratação e falência cardíaca. “O coração não vai estar forte o suficiente para bombear todo o sangue novo, que será gerado com a ingestão de muito líquido. A pessoa pode ter uma falência cardíaca e até morrer”.


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-uma-greve-de-fome-5s6e4q22c4mi9q65roy5me8s1

Em “Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, explica que existem três tipos de greve de fome”, o aposto é do tipo:

Alternativas
Q2703937 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10

O que acontece com o corpo humano durante uma greve de fome?

Essa forma radical de manifestação pode causar problemas nos rins, fígado e coração e até levar à morte


A greve de fome como forma de protesto é usada há séculos pelo mundo. É um tipo de manifestação arriscado, já que as consequências possíveis para o organismo de quem suspende a alimentação são várias e incluem a morte.

Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, explica que existem três tipos de greve de fome: a absoluta, em que a pessoa não consome nem alimentos, nem água; a total, em que a pessoa não se alimenta, mas consome água; e a parcial, quando a pessoa não come alimentos, mas consome água e suplementos de sais minerais e vitaminas.

Problemas de saúde anteriores e idade influenciam em como o organismo vai reagir ao jejum prolongado. Por exemplo, quem já sofre de problemas renais e os mais velhos terão mais complicações.

Na greve de fome absoluta, a mais radical de todas, a pessoa começa a ter problemas sérios entre 25 e 30 dias, causados pela falta de alimentos, de líquidos e de reposição de sais minerais. “O indivíduo começa a ter problemas renais graves e desequilíbrio na quantidade de sais minerais no sangue”, diz Velloso. Com a grande desidratação, a quantidade de sódio e potássio no sangue diminui muito, causando arritmia do coração e falência dos rins. “O risco de morrer por volta do 40 dia é muito grande”, afirma o médico.

Já os manifestantes que aderem à greve de fome parcial, recebendo água e sais minerais, não vão sofrer desidratação e nem desequilíbrio de sais minerais. “Esses vão mais longe. Eles vão começar a ter problemas mais sérios por volta de 40 ou 50 dias. Eles terão que usar muito da reserva de músculo e de tecido adiposo para produzir energia. Assim, o fígado começa a ser muito danificado”, explica Velloso.

Enquanto os grevistas absolutos sentem os primeiros danos nos rins e no coração, após 25 dias, aqueles que fazem greve de fome parcial sofrerão primeiro complicações no fígado, após 40 ou 50 dias. Ao usar a gordura do corpo para produzir energia, o fígado produz agentes que são tóxicos para ele mesmo e acaba sendo danificado. Quem não está tomando líquidos não chega a esse ponto, porque as chances de morrer antes por problemas renais ou cardíacos são grandes.

A recuperação após uma greve de fome exige cuidados e acompanhamento médico. “É importante que a fase de recuperação seja feita com assistência médica, para que seja provida para o paciente a quantidade certa de líquidos, de sais minerais e vitaminas para que ele não corra o risco de ter uma intoxicação hídrica”, alerta Velloso.

O médico explica os riscos de tomar muito líquido com o coração fragilizado pode levar a hiper-hidratação e falência cardíaca. “O coração não vai estar forte o suficiente para bombear todo o sangue novo, que será gerado com a ingestão de muito líquido. A pessoa pode ter uma falência cardíaca e até morrer”.


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-uma-greve-de-fome-5s6e4q22c4mi9q65roy5me8s1

Na frase “A pessoa pode ter uma falência cardíaca e até morrer”, os termos destacados são, respectivamente:

Alternativas
Q2703738 Português

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa quanto à concordância nominal, assinale a alternativa INCORRETA.


Alternativas
Q2703644 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.


Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi: “Feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida (John Lennon).

Observe: [...] minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do enunciado em destaque.

Alternativas
Q2703467 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


EUA jogam fora mais da metade da comida que compram


  1. Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
  2. é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
  3. americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
  4. está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
  5. devido __ confusões na leitura da embalagem.
  6. Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
  7. mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
  8. consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
  9. com frutas e laticínios.
  10. O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
  11. semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
  12. a jogar comida fora.
  13. Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
  14. Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
  15. motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
  16. estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
  17. As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
  18. antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
  19. produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
  20. um indicador de segurança.
  21. Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
  22. mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
  23. dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
  24. efetiva data de validade do produto).
  25. O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
  26. nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
  27. especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
  28. diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
  29. enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
  30. Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
  31. para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
  32. estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
  33. desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
  34. bilhões.


Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.

Considere o seguinte trecho do texto: “No entanto(1), muitos americanos(2) interpretam(3) essa instrução(4) como um indicador de segurança(5).” Assinale o número referente ao termo cuja função seja a de objeto direto na oração.

Alternativas
Q2703456 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


EUA jogam fora mais da metade da comida que compram


  1. Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
  2. é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
  3. americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
  4. está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
  5. devido __ confusões na leitura da embalagem.
  6. Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
  7. mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
  8. consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
  9. com frutas e laticínios.
  10. O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
  11. semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
  12. a jogar comida fora.
  13. Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
  14. Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
  15. motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
  16. estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
  17. As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
  18. antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
  19. produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
  20. um indicador de segurança.
  21. Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
  22. mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
  23. dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
  24. efetiva data de validade do produto).
  25. O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
  26. nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
  27. especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
  28. diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
  29. enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
  30. Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
  31. para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
  32. estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
  33. desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
  34. bilhões.


Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.

Em relação à regência e à concordância, analise as afirmações abaixo e assinale C, se corretas, ou I, se incorretas.


( ) A lacuna tracejada da linha 05 deveria ser preenchida por ‘à’, pois a palavra ‘devido’ exige preposição, e, logo em seguida, há uma palavra feminina.

( ) Se na linha 07 substituíssemos ‘vegetais’ por ‘saladas’, haveria a necessidade de usar crase, pois o artigo definido seria feminino.

( ) Na linha 25, preenche-se a lacuna com o verbo ‘têm’, pois o sujeito é ‘pessoas’.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2703331 Português

Leia a oração a seguir e assinale a alternativa correta:


Que sejas ainda mais vivo

No som do meu estribilho

Tempo Tempo Tempo Tempo

Ouve bem o que te digo

Tempo Tempo Tempo Tempo


(Oração ao tempo, composição de Caetano Veloso, 1979)


A oração sublinhada é:

Alternativas
Q2703328 Português

No trecho musical a seguir:


Temos que consertar o despertador

E separar todas as ferramentas

Porque a mudança grande chegou

Com o fogão e a geladeira e a televisão

Não precisamos dormir no chão

Até que é bom, mas a cama chegou na terça

E na quinta chegou o som


(O mundo anda tão complicado, composição musical de Dado Villa Lobos e Renato Russo. Legião Urbana, 1991)


I. “e separar todas as ferramentas” é oração coordenada sindética aditiva.

II. “porque a mudança grande chegou” é oração subordinada substantiva subjetiva.

III. “com o fogão e a geladeira e a televisão” é adjunto adverbial.

IV. “mas a cama chegou na terça” é oração coordenada sindética adversativa.


Assinale a alternativa correta em relação às assertivas acima:

Alternativas
Q2703058 Português

Em se tratando da regência dos verbos, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) Assisto os pacientes de fisioterapia.

( ) A garota assistiu o show surpresa.

Alternativas
Q2703017 Português

Quanto à concordância nominal, assinalar a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q2702929 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?

01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de

02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o

03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do

04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da

05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma

06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas

07 que realmente entregam a educação (professores)

08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de

09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos

10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na

11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,

12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza

13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as

14 políticas educacionais oficiais.

15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a

16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.

17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas

18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o

19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.

20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para

21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,

22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os

23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É

24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem

25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que

26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a

27 vontade de ensinar.

28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?

29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de

30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu

31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na

32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.

33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles

34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos

35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que

36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro

37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e

38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que

39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde

40 seu dinheiro estava indo.

41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala

42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os

43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o

44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os

45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos

16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi

47 utilizado.

48 Como se tornar um professor empreendedor?

49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de

50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem

51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram

52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o

53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de

54 aprendizado mais engajado e simplificado.

55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é

56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias

57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se

58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança

59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora

60 desta, vai?

(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)

Na linha 49, caso substituíssemos a palavra “professores” por sua forma singular, quantas outras alterações seriam necessárias a fim de que mantivéssemos as corretas relações de concordância no período?

Alternativas
Q2702603 Português

Quanto à regência, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2702125 Português

Assinale a alternativa em que o sujeito seja oculto:

Alternativas
Q2702002 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?


  1. O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
  2. tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
  3. mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
  4. próspera, digna e saudável?
  5. Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
  6. chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
  7. será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
  8. Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
  9. Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
  10. artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
  11. da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
  12. e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
  13. Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
  14. afirmação tão positiva:
  15. -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
  16. pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
  17. -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
  18. internet pela primeira vez;
  19. -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
  20. -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
  21. comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
  22. Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
  23. sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
  24. como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
  25. Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
  26. ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
  27. dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
  28. fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
  29. noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
  30. nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
  31. globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
  32. otimismo.
  33. Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
  34. situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
  35. apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
  36. direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
  37. grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
  38. Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
  39. estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
  40. ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
  41. diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
  42. tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
  43. desse mundo.
  44. Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
  45. mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
  46. Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
  47. história da humanidade!
  48. Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
  49. por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
  50. fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
  51. de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
  52. compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.


Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)

Nas linhas 44-45, temos o seguinte trecho: “Meu desejo este ano (1) é que a gente consiga manter o otimismo vivo (2), para realizar ainda mais sonhos individuais e coletivos (3), permanecendo atentos (4) à realidade (5) e não ao sensacionalismo”. Assinale a alternativa que apresenta o número do termo sublinhado que exerce a função de complemento nominal no período.

Alternativas
Respostas
22181: E
22182: A
22183: A
22184: B
22185: A
22186: A
22187: A
22188: D
22189: B
22190: A
22191: D
22192: E
22193: B
22194: B
22195: C
22196: D
22197: C
22198: C
22199: B
22200: E