Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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“O Ministério da Economia divulgou em dezembro de 2021 a lista com os 14 feriados nacionais, sendo que cinco deles são pontos facultativos. Como, desde o início da pandemia, alguns empregadores e órgãos oficiais vêm optando por não dar emendas para evitar aglomerações, oficialmente 2022 terá apenas um feriado prolongado, na sexta-feira do 15 de abril.”
CARVALHO, Daniel Trefilio Pereira de. Confira todos os feriados nacionais de 2022 no Brasil. Tecmundo, 24 de janeiro de 2022. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/232542-confira-feriados-nacionais-2022-brasil.htm. Acesso em: 29 mar. 2022.
Assinale a alternativa que apresenta uma explicação correta sobre a concordância verbal nesse fragmento.
Leia o trecho abaixo, observando a oração em destaque.
“Paleontólogos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) fizeram uma descoberta inédita na ciência brasileira. Enquanto trabalhavam no bairro de Ponte Alta, na cidade de Uberaba (MG), os pesquisadores encontraram o primeiro sítio de nidificação já descoberto no Brasil.”
PESQUISADORES descobrem o primeiro conjunto de ninhos de dinossauros do Brasil em MG. Planeta, 28 de março de 2022. Ciência. Disponível em: https://www.revistaplaneta.com.br/pesquisadores-descobrem-o-primeiro-conjunto-de-ninhos-de-dinossauros-do-brasilem-mg/. Acesso em: 28 mar. 2022.
A julgar por suas características, pode-se afirmar que a
oração grifada é
Texto para o item.

Carlos Drummond de Andrade. Assalto. In: 70 historinhas.
Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.
Na linha 31, o termo “notícias diversas” funciona como
complemento do verbo “circularam”.
Texto para o item.

Carlos Drummond de Andrade. Assalto. In: 70 historinhas.
Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.
Na linha 20, para evitar a repetição do verbo “desceu” e,
consequentemente, tornar o texto mais conciso, seria
gramaticalmente correto reduzir o período “O motorista
desceu, desceu o trocador.” a uma só oração, da
seguinte forma: Desceu o motorista e o trocador.
Texto CG2A1-II
Nas últimas décadas, os sentimentos de medo e de insegurança diante da violência e do crime, no Brasil, agravaram-se durante a transição para o regime democrático, com o aumento da violência urbana. A escalada dessa violência não se limitou às metrópoles brasileiras, verificando-se também nas pequenas e médias cidades do interior do país. Nesse período, houve uma rápida expansão da riqueza, pública e privada, o que provocou uma série de mudanças. Alterou-se profundamente a infraestrutura urbana, com a dinamização do comércio local, a expansão dos serviços ligados às novas tecnologias da informação e da comunicação e a construção de novas rotas ligando os diferentes estados e facilitando o trânsito entre os países. Ocorreram, ainda, mudanças importantes na composição da população, provocadas pela oferta de trabalho em outras cidades e(ou) estados e pela rápida diversificação da estrutura social, com a expansão da escolarização média e superior e da profissionalização.
Essas tendências da urbanização produziram inumeráveis consequências que agravaram o ciclo de crescimento da violência. Ao lado da diversificação das estruturas sociais e das mudanças na composição social da população, houve aumento da mobilidade social, transformaram-se os estilos de vida, assim como se diversificaram os contatos interpessoais. Paralelamente a esses avanços e essas conquistas, foram desenvolvidos os “bolsões” de pobreza urbana, enclaves no seio dos centros urbanos ou na periferia das cidades, constituídos onde a precariedade dos serviços urbanos avançou pari passu a uma baixa oferta de trabalho, à escolarização deficiente e à precarização do suporte social e institucional às famílias.
Sérgio Adorno e Camila Dias. Monopólio estatal da violência.
In: Renato S. de Lima, José L. Ratton e Rodrigo G. Azevedo (Org.).
Crime, polícia e justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014 (com adaptações).
Texto CG2A1-I
Na cabeça do público, ciência forense significa tecnologia de última geração, profissionais bem equipados realizando experiências complexas em laboratórios impecáveis. Na verdade, a história real da ciência forense está repleta de pioneiros excêntricos e pesquisas perigosas.
Por séculos, cultivou-se a suspeita de que havia muito mais em um crime do que apenas depoimentos: que a cena do crime, a arma de um homicídio ou, ainda, algumas gotas de sangue poderiam ser testemunhas da verdade. O primeiro registro do uso da ciência forense na solução de um crime vem de um manual chinês para legistas escrito em 1247. Um dos diversos estudos de caso aí contidos acompanha a investigação de um esfaqueamento. O legista examinou os cortes no corpo da vítima, e então testou uma variedade de lâminas no cadáver de uma vaca. Ele concluiu que a arma do crime era uma foice. Apesar de descobrir o que havia causado os ferimentos, ainda havia um longo caminho até identificar a mão que empunhara a arma, então ele se voltou para os possíveis motivos. De acordo com a viúva, ele não tinha inimigos. A melhor pista veio da revelação de que a vítima fora incapaz de satisfazer o pagamento de uma dívida.
O legista acusou o agiota, que negou o crime. Mas,
persistente como qualquer detetive de TV, ele ordenou que
todos os adultos da vizinhança se alinhassem, com suas foices
a seus pés. Embora não houvesse sinais visíveis de sangue em
nenhuma das foices, em questão de segundos uma mosca
pousou na foice do agiota. Uma segunda mosca pousou, e
então outra. Quando confrontado novamente pelo legista, o
agiota confessou. Ele havia tentado limpar sua lâmina, mas os
insetos delatores, zumbindo silenciosamente a seus pés,
frustraram sua tentativa.
Daniel Cruz. A macabra história do crime.
Internet: <https://oavcrime.com.br>
Texto CG2A1-I
Na cabeça do público, ciência forense significa tecnologia de última geração, profissionais bem equipados realizando experiências complexas em laboratórios impecáveis. Na verdade, a história real da ciência forense está repleta de pioneiros excêntricos e pesquisas perigosas.
Por séculos, cultivou-se a suspeita de que havia muito mais em um crime do que apenas depoimentos: que a cena do crime, a arma de um homicídio ou, ainda, algumas gotas de sangue poderiam ser testemunhas da verdade. O primeiro registro do uso da ciência forense na solução de um crime vem de um manual chinês para legistas escrito em 1247. Um dos diversos estudos de caso aí contidos acompanha a investigação de um esfaqueamento. O legista examinou os cortes no corpo da vítima, e então testou uma variedade de lâminas no cadáver de uma vaca. Ele concluiu que a arma do crime era uma foice. Apesar de descobrir o que havia causado os ferimentos, ainda havia um longo caminho até identificar a mão que empunhara a arma, então ele se voltou para os possíveis motivos. De acordo com a viúva, ele não tinha inimigos. A melhor pista veio da revelação de que a vítima fora incapaz de satisfazer o pagamento de uma dívida.
O legista acusou o agiota, que negou o crime. Mas,
persistente como qualquer detetive de TV, ele ordenou que
todos os adultos da vizinhança se alinhassem, com suas foices
a seus pés. Embora não houvesse sinais visíveis de sangue em
nenhuma das foices, em questão de segundos uma mosca
pousou na foice do agiota. Uma segunda mosca pousou, e
então outra. Quando confrontado novamente pelo legista, o
agiota confessou. Ele havia tentado limpar sua lâmina, mas os
insetos delatores, zumbindo silenciosamente a seus pés,
frustraram sua tentativa.
Daniel Cruz. A macabra história do crime.
Internet: <https://oavcrime.com.br>
Leia o artigo a seguir, extraído do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.)
“Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/estatuto-da-crianca-e-doadolescente.
O acento indicativo de crase empregado em diversas passagens desse trecho se deve à exigência da preposição A por parte da:
Leia o trecho a seguir.
“O avanço das tecnologias se torna cada vez mais importante, ao passo que os desafios enfrentados pela humanidade crescem em escopo e complexidade. Não é à toa que a Organização das Nações Unidas tenha definido ‘Parcerias e meios de implementação’ como seu 17º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. [...]”
10 tecnologias de 2021 para enfrentar os desafios mais urgentes do
planeta. Scientific American Brasil, 23 de fevereiro de 2022. Disponível
em: https://sciam.com.br/10-tecnologias-de-2021-para-enfrentar-osdesafios-mais-urgentes-do-planeta/.
A expressão em destaque nesse trecho veicula um sentido de:
Leia o meme a seguir.

Qual é a função sintática da palavra “lascada” nesse
meme?
Leia o poema abaixo.
“Eu procurei entender
qual a receita da fome,
quais são seus ingredientes,
a origem do seu nome.
Entender também por que
falta tanto o “de comê”,
se todo mundo é igual,
chega a dar um calafrio
saber que o prato vazio
é o prato principal.”
BESSA, Bráulio. Fome (trecho). Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemas-braulio-bessa/. Acesso em: 28 mar. 2022.
Nas quatro primeiras estrofes, as vírgulas foram empregadas para
Leia o excerto a seguir, observando as estruturas entre colchetes.
Produtores ocidentais [de petróleo] concordam com nova liberação de emergência
Anúncio marca apenas a quinta vez na história que a agência coordenou a liberação [de estoques] de forma emergencial
EGAN, Matt. Produtores ocidentais de petróleo concordam com nova liberação de emergência. CNN Brasil, 01 de abril de 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/produtores-ocidentais-de-petroleo-concordam-com-nova-liberacao-de-emergencia/. Acesso em: 01 abr. 2022.
As funções sintáticas dos elementos destacados, na ordem em que eles aparecem, são
Leia o título e o subtítulo de uma notícia apresentados a seguir.
Will Smith renuncia à Academia do Oscar
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (1º), o ator se desculpou por suas ações "chocantes, dolorosas e imperdoáveis"
(STELTER, Brian. Will Smith renuncia à Academia do Oscar. CNN Brasil, 01 de abril de 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/will-smith-renuncia-a-academia-do-oscar/. Acesso em: 02 abr. 2022.)
Das opções abaixo, assinale aquela em que o verbo destacado possui a mesma regência do verbo utilizado no título dessa notícia.
Leia o texto, para responder a questão.
A perda da privacidade
Um dos problemas do nosso tempo, uma obsessão mais ou menos generalizada, é a privacidade. Para dizer de maneira muito, mas muito simples, significa que cada um tem o direito de tratar da própria vida sem que todos fiquem sabendo. Por isso, é preocupante que, através dos nossos cartões de crédito, alguém possa ficar sabendo o que compramos, em que hotel ficamos e onde jantamos.
Parece, portanto, que a privacidade é um bem que todos querem defender a qualquer custo.
Mas a pergunta é: as pessoas realmente se importam tanto com a privacidade? Antes, a ameaça à privacidade era a fofoca, e o que temíamos na fofoca era o atentado à nossa reputação pública. No entanto, talvez por causa da chamada sociedade líquida, na qual todos estão em crise de identidade e de valores e não sabem onde buscar os pontos de referência para definir-se, o único modo de adquirir reconhecimento social é “mostrar-se” – a qualquer custo.
E assim, os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas divergências participam de programas de gosto duvidoso para interpretar tanto o papel do adúltero quanto o do traído, para delírio do público.
Foi publicado recentemente um artigo de Zygmunt Bauman revelando que as redes sociais, que representam um instrumento de vigilância de pensamentos e emoções alheios, são realmente usadas pelos vários poderes com funções de controle, graças também à contribuição entusiástica de seus usuários. Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social”. Em outras palavras, pela primeira vez na história da humanidade, os espionados colaboram com os espiões, facilitando o trabalho destes últimos, e esta rendição é para eles um motivo de satisfação porque afinal são vistos por alguém enquanto levam a vida – e não importa se às vezes vivam como criminosos ou como imbecis.
A verdade também é que, já que todos podem saber tudo de todos, o excesso de informação não pode produzir nada além de confusão, rumor e silêncio. Mas, para os espionados, parece ótimo que eles mesmos e seus segredos mais íntimos sejam conhecidos pelo menos pelos amigos, vizinhos, e possivelmente até pelos inimigos, pois este é o único modo de sentirem-se vivos, parte ativa do corpo social.
(Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida.
Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado)
