Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q1933822 Português
Leia o texto para responder à questão.

    A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, do ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972), construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil.
  Na década de 1920, no campo cultural, a cidade de São Paulo testemunhava manifestações artísticas de ruptura e diálogo com a tradição, sendo a Semana de Arte Moderna de 1922 o evento mais emblemático do movimento. Tal efervescência cultural teve correspondência na área da arquitetura em 1925, quando foi publicado o primeiro manifesto voltado a uma nova postura, “Acerca da Arquitetura Moderna”, de autoria de Warchavchik. O primeiro exemplar arquitetônico só se concretizou três anos mais tarde, com a construção da casa da Rua Santa Cruz.
  Projetada para ser a residência do arquiteto, recém-casado com Mina Klabin (1896-1969), a casa gerou forte impacto na opinião pública, com a publicação de artigos favoráveis ou contrários à estética proposta. Além da edificação (destituída de ornamentações e com volumes prismáticos brancos), merece destaque o jardim, projetado por Mina, devido ao uso pioneiro de espécies tropicais.
  A casa passou por algumas reformas, pois o arquiteto procurou adequá-la à família que crescia, mas, de modo geral, o conjunto manteve-se com as mesmas feições até os dias de hoje.
   A família residiu ali até meados dos anos 1970, quando vendeu a propriedade. Em 1983, uma construtora pretendia implantar na área um condomínio residencial, combatido imediatamente pela população local, que criou a “Associação Pró-Parque Modernista”, em defesa da casa e de sua área verde, hoje tombadas pelos órgãos públicos.
Assinale a alternativa que segue a norma-padrão relativa à concordância verbal e nominal.
Alternativas
Q1933818 Português
Leia o texto de Rubem Braga, escrito em novembro de 1944, quando o autor era correspondente de guerra, para responder à questão.

A procissão de guerra

   Corremos pela estrada, mas o jipe tem de ir lentamente.
   Em sentido contrário, um pesado e lento comboio de enormes caminhões avança – e em nossa frente, na mesma direção em que vamos, se arrasta outro.
   É impossível passar. As estradas da Itália são boas, mas são estreitas. É preciso ter paciência.
    A esta hora, em milhares de outras estradas do mundo os caminhões estão assim, em comboios, rodando para a guerra ou para a retaguarda.
    É a procissão da guerra.
   Tu segues com uma caneta-tinteiro e um pedaço de chocolate no bolso. Aquele leva caixas de comida, o outro caixas de munição, óculos para ver o inimigo, armas para matá-lo, botinas, braços e pernas, mapas, cérebros, cartas de mulheres distantes, saudosas ou não, com retratos de crianças, capotes – uma guerra se faz com tudo, exige tudo, engole tudo.
    Entramos em uma cidade e durante 20 minutos avançamos por ruas onde não há uma só casa em pé.
    Da primeira vez, confrangem essas ruas de casas estripadas que mostram as vísceras de suas paredes íntimas, num despudor de ruína completa.
    Nesses montes de escombros estão soterrados os reinos íntimos, as antigas ternuras, as inúteis e longas discussões domésticas – e, às vezes, num pedaço de parede que se equilibra entre ruínas, aparece, num ridículo macabro, a legenda da última fanfarronada fascista: Vincere!*
     Avançamos entre os montões de tijolos, pó e traves quebradas.
    Agora isso já não interessa aos nossos olhos: essa desgraça é monótona. Entretanto, nessa cidade devastada pela maldição da guerra, onde nem os ratos se arriscam mais, há alguma coisa que chama a atenção e comove.
     É um arbusto que tombou entre os escombros – mas em meio à montoeira de entulho ainda tenta sobreviver, e permanece verde, sugando, por escassos canais, debaixo da terra calcinada, alguma seiva rara.
    E essa pequena árvore que se recusa a morrer, essa pequena árvore patética, é a única nota de humanidade do quarteirão arrasado.
      Prossegue a nossa procissão e, afinal, nosso jipe se liberta e corre entre as campinas.


(Coleção melhores crônicas: Rubem Braga.
Seleção de Carlos Ribeiro. Global, 2013. Adaptado)

*“Vencer”, frase dita por Benito Mussolini.
Considere as frases elaboradas com base no texto.

•  Munido de uma caneta-tinteiro e de um pedaço de chocolate no bolso, o autor observa as ruas desertas __________ o jipe segue.
•  Num pedaço de parede, ___________ equilíbrio se faz entre ruínas, vê-se uma das legendas da fanfarronada fascista.
•  Perdida entre as ruínas, há alguma coisa ___________ o autor se atém e que o enternece: uma pequena árvore.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas dessas frases devem ser preenchidas, respectivamente, por: 
Alternativas
Q1933718 Português
A frase abaixo que mostra paralelismo sintático em sua estruturação, é:
Alternativas
Q1933715 Português
Todas as opções abaixo mostram conectores ligando duas orações; a opção em que o valor semântico desse conector está identificado corretamente, é:
Alternativas
Q1933714 Português
Em todas as opções abaixo, foi feita a substituição de uma oração por um termo nominal; a opção em que essa substituição NÃO foi feita de forma adequada, é: 
Alternativas
Q1933459 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Nos dias atuais, qual o real motivo de se discutir temas como a forma da Terra ou a eficácia das vacinas?

Do ponto de vista prático, para a maior parte das pessoas, a questão sobre o formato do planeta é irrelevante. A vida segue seu fluxo, independentemente de se entender __________ a Terra não é plana. No fundo, isso é verdade sobre quase tudo; temos a impressão __________ podemos seguir adiante com nossas vidas sem entrar em detalhe sobre como funciona o mundo.
Mas essa não é apenas uma questão sobre a forma do nosso planeta, e sim sobre a nossa crença e confiança em um sistema lógico e coerente capaz de explicar o mundo: a ciência.
No momento __________ conhecimentos consolidados como a esfericidade da Terra passam a ser questionados de maneira simplória, abrem-se as portas para um mundo ilógico, __________ toda sorte de ideia pseudocientífica tem lugar. Perde-se a crença na eficácia das vacinas, na utilidade da energia nuclear, na ecologia planetária, para citar alguns de seus perigos. Procurar entender o formato de nosso planeta é procurar entender o mundo. E esse é o método mais eficiente _______ conhecemos para melhorá-lo.

(Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/pequenas-perguntas-grandes-questoes-383/.) 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, de acordo com a ordem em que aparecem no texto. 
Alternativas
Q1932870 Português

Texto para o item.




Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“a desencadear a” (linha 30) por desencadeadores da 

Alternativas
Q1932859 Português

Texto para o item.




Julgue o item, referente a aspectos linguísticos do texto. 


No segmento “a que todos estão sujeitos e com o qual aprendem a lidar” (linhas 13 e 14), o emprego das preposições “a”, em “a que todos”, e “com”, em “com o qual”, justifica-se, respectivamente, pela regência do termo “sujeitos” e pela regência do verbo “lidar”.

Alternativas
Q1932858 Português

Texto para o item.




Julgue o item, referente a aspectos linguísticos do texto. 


O vocábulo “doença” é o núcleo do sujeito da primeira oração do terceiro parágrafo do texto, por isso o verbo “tratar” está flexionado na terceira pessoa do singular.  

Alternativas
Q1932780 Português
Texto CG2A1

    A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação. Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre essa vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição, e não a cooperação; por isso, gera guerras econômicas e políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos. A essa cultura da violência há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa. É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização. O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de reengenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. Há muito que filósofos veem no cuidado a essência do ser humano. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud.

Leonardo Boff. Cultura da paz. Internet: <edisciplinas.usp.br> (com adaptações)
No trecho “Cada um estabelece como projeto pessoal e coletivo a paz enquanto método e enquanto meta”, do texto CG2A1, o termo “enquanto”, em suas duas ocorrências, foi empregado no sentido de  
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Q1932779 Português
Texto CG2A1

    A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação. Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre essa vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição, e não a cooperação; por isso, gera guerras econômicas e políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos. A essa cultura da violência há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa. É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização. O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de reengenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. Há muito que filósofos veem no cuidado a essência do ser humano. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud.

Leonardo Boff. Cultura da paz. Internet: <edisciplinas.usp.br> (com adaptações)
No trecho “Viemos de uma imensa explosão, o big bang”, do texto CG2A1, na expressão “big bang” a vírgula foi empregada com a finalidade de
Alternativas
Q1932602 Português

Texto para o item.






Internet:<http://www.drauziovarella.uol.com.br/>  (com adaptações).

Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


O uso do acento indicativo de crase em “à falta de força de vontade” (linha 14) justifica-se pela regência do verbo associar — “associa” (linha 13) — e pela anteposição de artigo definido ao termo “falta” (linha 14), cuja função é substantiva. 

Alternativas
Q1932598 Português

Texto para o item.






Internet:<http://www.drauziovarella.uol.com.br/>  (com adaptações).

Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “está” (linha 2) estivesse flexionada na terceira pessoa do plural, dada a possibilidade prevista na gramática normativa de concordância do verbo com o elemento mais próximo, no caso, o substantivo “capitais” (linha 2).

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Q1932558 Português
A ciência explica: por que choramos?

     Choramos todos os dias para manter a córnea lubrificada. Mas as lágrimas emocionais são as que têm levado a mais investigações: são uma forma de libertar as __________ internas e não devem ser suprimidas por vergonha.
    Em 1872, Charles Darwin escreveu que o choro é um "incidente, tão sem propósito quanto a __________ de lágrimas provocadas por um golpe exterior ao olho". O naturalista britânico desvalorizava a capacidade emocional deste processo fisiológico, ignorando que envolve o sistema límbico (localizado no cérebro e responsável pelas __________).
    É este que estimula o processamento de substâncias como a noradrenalina e a serotonina que levam o sistema nervoso autônomo (responsável por ações motoras, como o piscar de olhos) a contrair a glândula lacrimal que verte a lágrima. A emoção é essencial, Mister Darwin. Até um ator, quando tem de forçar o choro, recorre mentalmente a imagens que geram em si essa comoção em vez de ordenar aos olhos para mecanicamente o fazerem. São as chamadas lágrimas emocionais.
      Além destas, diariamente libertamos lágrimas basais em pequenas quantidades (uma média de 0,75 a 1,1 gramas durante 24 horas) que mantêm a córnea lubrificada e, ocasionalmente, lágrimas reflexivas (quando o olho reage a uma partícula estranha – como os vapores de uma cebola cortada – ou a uma luz forte). Estas são semelhantes na sua composição química (água, sais minerais, gordura).
   Contudo, as lágrimas emocionais (seremos, segundo o psicólogo holandês Ad Vingerhoets, os únicos animais a produzi-las) contêm mais proteínas, por isso que são mais viscosas: isso reduz a velocidade a que correm pela face, ajudando-as a cumprir a missão de serem vistas pelos outros para com eles criar laços.

(Fonte: Lusiadas.com – adaptado.)

Na frase “Choramos todos os dias para manter a córnea lubrificada”, o sujeito é:
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Q1932555 Português
A ciência explica: por que choramos?

     Choramos todos os dias para manter a córnea lubrificada. Mas as lágrimas emocionais são as que têm levado a mais investigações: são uma forma de libertar as __________ internas e não devem ser suprimidas por vergonha.
    Em 1872, Charles Darwin escreveu que o choro é um "incidente, tão sem propósito quanto a __________ de lágrimas provocadas por um golpe exterior ao olho". O naturalista britânico desvalorizava a capacidade emocional deste processo fisiológico, ignorando que envolve o sistema límbico (localizado no cérebro e responsável pelas __________).
    É este que estimula o processamento de substâncias como a noradrenalina e a serotonina que levam o sistema nervoso autônomo (responsável por ações motoras, como o piscar de olhos) a contrair a glândula lacrimal que verte a lágrima. A emoção é essencial, Mister Darwin. Até um ator, quando tem de forçar o choro, recorre mentalmente a imagens que geram em si essa comoção em vez de ordenar aos olhos para mecanicamente o fazerem. São as chamadas lágrimas emocionais.
      Além destas, diariamente libertamos lágrimas basais em pequenas quantidades (uma média de 0,75 a 1,1 gramas durante 24 horas) que mantêm a córnea lubrificada e, ocasionalmente, lágrimas reflexivas (quando o olho reage a uma partícula estranha – como os vapores de uma cebola cortada – ou a uma luz forte). Estas são semelhantes na sua composição química (água, sais minerais, gordura).
   Contudo, as lágrimas emocionais (seremos, segundo o psicólogo holandês Ad Vingerhoets, os únicos animais a produzi-las) contêm mais proteínas, por isso que são mais viscosas: isso reduz a velocidade a que correm pela face, ajudando-as a cumprir a missão de serem vistas pelos outros para com eles criar laços.

(Fonte: Lusiadas.com – adaptado.)

Se a expressão “lágrimas emocionais”, no primeiro parágrafo, fosse substituída por “lágrima emocional”, quantas outras palavras deveriam sofrer alterações para fins de concordância nesse período:
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Q1932340 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica



(POLLO, Luiza. Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica. TAB Uol, 13 jun. 2020. Com adaptações. Disponível em: <
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/13/como-neurociencia-e-psiquiatria-explicam-nossa-dificuldade-em-admitir-erros.htm>)

Considere o período "A neurocientista pesquisa, há quase 20 anos, como o nosso cérebro reage à chegada de novas informações e descobriu que ele não grava tão bem aquelas que vão contra o que acreditamos — principalmente quando são negativas" (linhas 14 a 16). Julgue as seguintes afirmações sobre sua construção sintática:
I. Uma das posições que "há quase 20 anos" pode ocupar no período é após a conjunção 'e''.
II. Há duas orações conectadas por "e" que compartilham o mesmo sujeito.
III. As duas ocorrências do pronome relativo "que" marcam a introdução de oração com valor adjetivo.
IV. A oração subordinada "como o nosso cérebro reage à chegada de novas informações" exerce função de objeto direto e possui, em sua composição, um objeto indireto. 
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Q1932295 Português
Por que rimos quando sentimos cócegas?

    A pele inteira possui _________ nervosas, mas algumas regiões possuem mais delas: é o caso das plantas dos pés e das axilas. Por isso, ao serem estimuladas, essas áreas causam muitas cócegas.
  Quando recebemos cócegas, sensores do nosso corpo enviam aos neurônios a mensagem de que há um perigo - afinal, a ação é inesperada. Então, os neurônios responsáveis pela sensação de cócegas formam uma conexão com os neurônios que levam ao riso. Aí, tudo se transforma em uma mistura de coceira e gargalhada.
   Diante dessa situação encarada como perigosa, nosso corpo fica tenso e alerta e a risada também é uma forma de relaxar e descarregar essa tensão. Essa reação é involuntária, por isso, mesmo que você não goste de receber cócegas e tente se _________ delas, acaba dando risada.
   Você já deve ter percebido que, se tentarmos fazer cócegas em nós mesmos, não damos risada. Os cientistas acreditam que isso acontece porque, para fazer isso, precisamos mexer os braços, por exemplo. Esse tipo de movimento, ligado a outros circuitos nervosos, desliga a área responsável pelas cócegas.

(Fonte: Abril - adaptado.)
Se a expressão “neurônios responsáveis”, no segundo parágrafo, fosse substituída por “neurônio responsável”, quantas outras palavras deveriam sofrer alteração, para fins de concordância, nesse período:
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Q1931480 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Zé Alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados.

Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.

Todos que viviam ali trabalhavam na roça do Sinhozinho João, um homem rico e poderoso. Esse, sendo dono de muitas terras, exigia que todos trabalhassem duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria.

Era um jovem agricultor em busca de trabalho.

Recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem vendo aquela casa suja e largada, resolveu dar-lhe vida nova.

Pegou uma parte de suas economias, foi até a cidade e comprou algumas latas de tinta.

Chegando em casa, cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de colocar flores nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada chamava a atenção de todos que passavam.

O jovem sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, era por isso que tinha esse apelido.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam:

- Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou bem para os amigos e disse:

- Bem, esse trabalho, hoje é tudo que eu tenho.

Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele.

Quando aceitei este trabalho, sabia de suas limitações.

Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando.

Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros olharam admirados. "Como ele podia pensar assim?"

Afinal, acreditavam ser vítimas das circunstâncias abandonados pelo destino...

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção de Sinhozinho, que passou a observar à distância os passos dele.

Um dia Sinhozinho pensou:

Alguém que cuida com tanto cuidado e carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.

Ele é o único aqui que pensa como eu.

Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.

Sinhozinho foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem um emprego de administrador da fazenda.

O rapaz prontamente aceitou.

Seus amigos agricultores novamente foram perguntar-lhe:

- O que faz algumas pessoas serem bem-sucedidas e outras não?

E ouviram, com atenção, a resposta:

- Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que:

A vida é como um navio, e nós é que somos o capitão, não somos vítimas do destino. Existe em nós o livre-arbítrio, e com ele a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um" 
Qual a classificação do sujeito da primeira oração do período: "Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados"?
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Q1931459 Português
Texto I

Perguntar é preciso?

Gustavo Bernardo

   Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso acontece?
  Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”. Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
   Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. 
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar –por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de perguntas.
   Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas, escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê, sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.

Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
Em “A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas”, o trecho em destaque expressa uma relação:
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Ano: 2022 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2022 - CEMIG - MG - Eletricista |
Q1931417 Português
FIO DA REDE ELÉTRICA PARTIDO: CEMIG PEDE MÁXIMA ATENÇÃO PARA EVITAR ACIDENTES

Companhia orienta que não se deve aproximar e nem permitir que outros se aproximem de fios rompidos

   No período chuvoso, as ocorrências com fio partido tendem a aumentar em função de situações típicas dessa época – geralmente provocadas por ventanias e tempestades fortes – como a queda de árvores sobre cabos, lançamento de objetos na rede de energia, colisões de veículos em postes ou até mesmo a incidência de descargas atmosféricas, que podem provocar danos à fiação elétrica. Dessa forma, a Cemig vem, mais uma vez, orientar a população sobre os cuidados que todos devem ter em relação a ocorrências na rede elétrica que envolvam situações de fios partidos.
 
   De acordo com o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares, as pessoas nunca devem se aproximar de fios no chão ou tentar retirar restos de árvores sobre veículos ou até mesmo do solo, caso estejam obstruindo a passagem de uma via ou da garagem. Nesses casos, é essencial que se tenha paciência e espere a chegada do Corpo de Bombeiros e da Cemig.

  “Caso as pessoas se deparem com um fio partido, elas não podem se aproximar ou tocar no cabeamento e, se possível, não devem permitir que outras pessoas se aproximem também. Nos casos em que condutores rompidos caiam sobre veículos, é muito provável que, ao sair do automóvel, a pessoa sofra um choque elétrico, que pode ser de até 13.800 volts, caso seja uma rede de média tensão”, orienta o gerente.

   Em um acidente de carro em que haja a derrubada de cabos de energia na lataria ou no entorno, as pessoas podem se desesperar e querer deixar o automóvel o mais rápido possível. Contudo, o mais seguro é permanecer no interior do veículo.

   “Os veículos são projetados de tal forma para não conduzirem energia elétrica para o seu interior. Assim, o mais seguro para as pessoas é permanecerem dentro do automóvel até a chegada da Cemig para providenciar o desligamento da rede elétrica e permitir que o Corpo de Bombeiros faça o resgate com segurança”, explica. 

  Entretanto, há uma situação em que as pessoas devem sair do veículo imediatamente: quando o acidente provoca incêndio. Dessa forma, o especialista em segurança explica a única forma de deixar o automóvel em segurança. 

   “O único caso em que a pessoa deve deixar o veículo imediatamente é em situações de incêndio. Nessas ocasiões, se for necessário sair do veículo, a pessoa nunca deve tocar na estrutura do automóvel e no solo ao mesmo tempo, porque a pessoa se tornará o caminho da corrente elétrica entre ela e o solo. Isso pode ser fatal ou causar queimaduras gravíssimas. O correto é que a pessoa abra a porta e salte de forma a não tocar no veículo e no solo ao mesmo tempo e sempre longe do cabo partido. Ao cair no solo, a pessoa deve andar em passos curtos até se afastar do veículo ou do cabo partido. Apesar da dificuldade, esta é a única forma de evitar o choque elétrico”, completa.


Disponível em: https://www.cemig.com.br/noticia/fio-da-rede-eletrica-partido-cemig-pedemaxima-atencao-para-evitar-acidentes/ Acesso em: 28 mar. 2022 
Em: “Ao cair no solo, a pessoa deve andar em passos curtos até se afastar do veículo ou do cabo partido.”, a ideia expressa pelo trecho destacado é de
Alternativas
Respostas
21481: C
21482: B
21483: A
21484: D
21485: E
21486: B
21487: C
21488: C
21489: E
21490: C
21491: E
21492: C
21493: E
21494: D
21495: B
21496: D
21497: B
21498: C
21499: A
21500: A