Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Quanto ao predicado, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta:
( ) Os anatomistas do Século XVII já pesquisavam os mistérios do cérebro.(Predicado verbal).
( ) Os anatomistas do Século XVII ficavam fascinados com os mistérios do cérebro. (Predicado nominal).
( ) Os anatomistas do Século XVII já pesquisavam, fascinados, os mistérios do cérebro.(Predicado verbo-nominal).
( ) A prefeitura reconstruirá a velha ponte. (Predicado verbal).
( ) A cidade ficava mais alegre aos domingos. (Predicado verbo-nominal).
( ) Você considerou fácil o concurso? (Predicado nominal).
Considerando regência verbal, coloque (C) certo ou (E) errado nas frases e marque a alternativa correta.
( ) Devemos obedecer às leis!
( ) Mariana aspirava a uma viagem fantástica.
( ) Lembrei o ocorrido ao meu pai.
( ) Aspirei a um perfume muito gostoso.
( ) Lembrei-me as aventuras da mocidade.

Considere as seguintes afirmativas sobre a tira de
Fernando Gonsales:
I - A conjunção se estabelece uma relação de
condição entre a guerra nuclear e a piora de
vida para as baratas.
II - Difícil é objeto direto de vai ficar e indica o
estado de vida das baratas após a guerra.
III - A conjunção mas introduz uma consequência
que a falta de lixo trará à vida das baratas.
IV - No último quadro, quem é sujeito da oração
que tem o lixo como objeto direto.
É correto apenas o que se afirma em:
Leia o Texto VII para responder à questão.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
— Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinhos e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinha Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre peito, moles, finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 37ª, São Paulo: Record, 1977, p. 10-11)
Para que a descrição morfossintática dessa frase fique correta, as lacunas I, II e III, devem ser preenchidas, respectivamente, com
NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI. (Cecília Meireles).
Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.
Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,
de palavras adormecidas, em altas prateleiras,
até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,
que um dia, pode ser, parece tão terrível.
A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.
Resplandecem os azulejos e tudo quanto posso ver.
O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário
cismar. Talvez se as pálpebras pudessem
inventar outros sonhos, não de vida...
Ah! rompem-se na noite ardentes violas,
pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.
Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,
nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...
Não só de amor a noite transborda mas de terríveis
crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.
Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,
e os homens da lei sonolentos movem letras
sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...
Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?
Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos
da álgebra e da geometria.

A fala “Combateremos a sombra. Com crase e sem crase”, indica, nesse contexto, que
I- Quando o predicado expressa uma ação, o verbo é a palavra mais importante desse predicado. Quando o predicado expressa um atributo do sujeito, a palavra ou expressão com valor adjetivo que expressa esse atributo, é a mais importante do predicado. Nesse caso, o verbo tem como função ligar o sujeito ao seu atributo, por isso, dizemos que se trata de um verbo de ligação.
II- Em “O professor está qualificado para orientar os alunos”, a palavra qualificado é o termo mais importante do predicado. Por isso, dizemos que ela é o núcleo do predicado. E, por se tratar de um atributo do sujeito, esse núcleo do predicado é conhecido como predicativo do sujeito.
III- Quando o predicado apresenta como núcleo um predicativo do sujeito, que se liga ao sujeito por meio de um verbo de ligação, damos a ele o nome de predicado nominal.
IV- “Muitas pessoas trabalham em outra cidade”, a palavra trabalham é o termo mais importante do predicado, pois expressa uma ação do sujeito e é, portanto, o núcleo do predicado. Quando o predicado apresenta como núcleo um verbo ou uma locução verbal, damos a ele o nome de predicado verbal.
V- “O professor trabalhava incansável”, as palavras trabalhava e incansável são igualmente importantes, pois expressam uma ação e um atributo do sujeito (predicativo do sujeito). Quando o predicado apresenta dois núcleos, (um verbo e um predicativo), damos a ele o nome de predicado nominal.
I. Os pronomes podem apresentar-se como adjuntos do núcleo - capazes de funcionar como núcleo de sintagma nominal, à maneira dos substantivos - ou como absolutos, à maneira dos adjetivos, dos artigos e dos numerais.
II. Verbos são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo, entre eles, uma relação de dependência. Assim, verbo é uma classe de palavras variável com que se designam ou se nomeiam os seres em geral ou são as palavras variáveis com que se designam os seres.
Marque a alternativa CORRETA:
I. As formas eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas, que funcionam como sujeito, se dizem retas. A cada um desses pronomes pessoais retos corresponde um pronome pessoal oblíquo que funciona como complemento e pode apresentar-se em forma átona ou forma tônica.
II. O adjetivo pertence a um inventário restrito, limitando as suas possibilidades de ser aumentado. Ou seja, essa classe gramatical indica as circunstâncias em que um processo se desenvolve.
Marque a alternativa CORRETA
I. Na oração “as irmãs caminhavam juntas, mas, em determinada rua, separaram-se”, a conjunção “mas” apresenta uma função coordenativa.
II. Verbos impessoais são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais) são verbos impessoais.
Marque a alternativa CORRETA: