Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1031243 Português

A cômodo ele começou, nesse dia, nessa hora; não esbarrou mais. Achou de ir ver o lugar da cova, e as armas e trens que Medeiros Vaz (1), essas determinou que, o morto não tendo parentes, então para os melhores mais chegados como lembrança ficassem: as carabinas e revólveres, a automática de rompida e ronco, punhal, facão, o capote, o cantil revestido, as capangas e (2), as (3) de trespassar. Alguém disse que o cavalo grande, murzelo-mancho, devia de ficar sendo dele mesmo. Não quis. Chamou Marcelino Pampa, a ele fez donativo grave: - Este animal é vosso, Marcelino, merecido. Porque eu ainda estou para ver outro com igual (4) e caráter!” Apertou a mão dele, num toques. Marcelino Pampa dobrou de ar, (5). Desse fato em diante, era capaz de se morrer, por Zé Bebelo. Mas, para si mesmo, Zé Bebelo guardou somente o pelego berbezim, de forrar sela, e um bentinho milagroso, em três baetas confeccionado.

(Rosa, J.G. Grande Sertão: Veredas (vol. II). Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 [1956], p. 121-122)

Leia novamente o texto da questão 13 e assinale a alternativa que contenha a significação das seguintes palavras no contexto: cova – trem – capanga – cantil – pelego
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Q1031055 Português

      Ao se referir às pessoas com limitações física, intelectual, auditiva, visual ou sensorial, é necessário utilizar termos adequados e atuais, para não corrermos o risco da escolha de expressões que, mesmo involuntariamente, possam denotar algum tipo de discriminação.

      Até o início da década de 1980, quando se falava de diferenças físicas, se utilizavam os termos: “aleijado”, “incapacitado”, “inválido”. Desde o Ano internacional da Pessoa com Deficiência, em 1981, passamos a adotar a expressão “pessoa deficiente”, enfatizando-se, com isso, a pessoa com uma limitação. Passou-se então para “pessoa portadora de deficiência”, que logo caiu em desuso, por se entender que só se porta aquilo que se pode deixar de portar, fato que não costuma ocorrer com uma deficiência. Na década de 1990, a expressão “pessoa com deficiência” foi estabelecida como a mais adequada e permanece até hoje.

      Formas de falar como “ceguinho”, “doente mental”, “ele sofre de paraplegia”, “doente de lepra” embutem sentido discriminatório, tornam a pessoa com deficiência uma vítima ou transformam a deficiência em doença. O mais apropriado é: “pessoa cega” ou “pessoa com deficiência visual”, “pessoa com deficiência mental”, “pessoa com deficiência física”. Deve-se dizer: “pessoa com hanseníase” – a Lei Federal n° 9.010, de 23.03.1995, proíbe a utilização do termo “lepra” e seus derivados.

(Renato D’Ávila. “Expressões não adequadas para tratar das pessoas com deficiência”. http://observatoriodaimprensa.com.br. 18.07.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta um substituto adequadado para o termo mesmo, destacado no primeiro parágrafo, e que identifica, nos colchetes, a relação de sentido que ele estabelece no contexto.
Alternativas
Q1030869 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


No último período do texto, justifica‐se a substituição da expressão “ao encontro das” (linha 26) por de encontro às, em razão da identidade de significados.

Alternativas
Q1030868 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


A supressão de “para” (linha 23) mantém a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q1030867 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


A expressão “as quais” (linha 18) pode ser substituída pelo termo que, sem prejuízo gramatical e para os sentidos originais do texto.

Alternativas
Q1030862 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


Mantém a correção gramatical e os sentidos originais do texto a substituição de “opostas” (linha 13) por inversas.

Alternativas
Q1030739 Português

Julgue o item quanto à estruturação gramatical do texto.


Na linha 2, o termo “concursos” tem o mesmo sentido de certame.

Alternativas
Q1030482 Português

Julgue o item quanto à estruturação gramatical do  texto. 


Sem  prejuízo  para  a  correção  gramatical,  a  expressão “há mister”, presente  no  trecho “há mister luz, há mister espelho  e  há  mister  olhos”  (linhas  9  e  10),  pode  ser substituída por é necessário

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Q1030422 Português

“Sem instrução, as melhores leis tornam-se inúteis”.


Esse pensamento deve ser entendido do seguinte modo:

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Q1030407 Português

“Excesso de direito, excesso de injustiça”.


A forma adequada de indicar-se de modo mais explícito a relação lógica desse pensamento é:

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Q1030406 Português

Abaixo estão cinco frases com a negativa não; todas essas frases foram reescritas, eliminando-se essa negativa, mas mantendo-se o sentido original.

A frase em que houve alteração do sentido original é:

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Q1030404 Português

O jurista romano Ulpiano formulou o seguinte pensamento: “Tais são os preceitos do direito: viver honestamente, não ofender ninguém, dar a cada um o que lhe pertence”.


Abaixo aparecem cinco diferentes maneiras de reescrever essa mesma frase; a reescritura que mostra uma forma inadequada é:

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Q1030172 Português

O Antigo Testamento traz na frase “Olho por olho, dente por dente” uma indicação de como a justiça deve ser feita.

Essa recomendação defende que:

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Q1030171 Português

“Quanto mais a pena for rápida e próxima do delito, tanto mais justa e útil ela será”.


Nesse pensamento, há uma correlação entre dois termos precedidos por “Quanto mais” e “tanto mais”, que são:

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Q1030166 Português

“Todos aqueles que devem deliberar sobre questões dúbias devem também manter-se imunes ao ódio e à simpatia, à ira e ao sentimentalismo”.


A única substituição inadequada entre as propostas nas opções abaixo é:

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Q1030097 Português

Sociedade escrava das aparências


        A mistura de indelicadeza e discriminação social foi tema de uma reportagem feita pela jornalista Helenice Laguardia. Durante dois dias, ela visitou 27 lojas de shoppings sofisticados de Belo Horizonte: no primeiro, vestida com uma calça de moletom, uma camisa masculina e chinelos; no segundo dia, “fantasiada” de madame, com vestido de tecido fino e usando joias.


        No primeiro dia, Helenice ia ao banheiro várias vezes para chorar e se acalmar. Foi ignorada, humilhada e muito observada por seguranças. Alguns vendedores riram dela, outros fizeram perguntas agressivas ou até mesmo ofensivas, e muitos simplesmente fingiram que ela não estava ali. Em nenhuma das 27 lojas ela encontrou uma demonstração de gentileza.


        No segundo dia, porém, com roupas de madame e sem ser reconhecida pelos vendedores, Helenice recebeu tratamento excelente, não teve que esperar para ser atendida, viu produtos que na véspera estavam “em falta”, ouviu elogios, tomou café e saiu dos shoppings morrendo de raiva, sentindo-se pior do que no dia anterior. Ela não sabia que as pessoas eram capazes dessa crueldade. Por mais que tivesse consciência de tudo o que acontece no mundo, ela não enxergava essa maldade. Viu que as pessoas valem pelo que vestem, que é tudo um grande teatro, uma grande ilusão. Ela não culpa os vendedores, o que Helenice questiona são os valores de uma sociedade escrava das aparências, em que as pessoas tratam bem apenas quem interessa a elas.


(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado) 

No trecho – Durante dois dias, ela visitou 27 lojas de shoppings sofisticados… – a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q1030057 Português

                                            Dormindo com o inimigo

    Qualquer imóvel fica pequeno quando se mora com alguém mal-humorado. Esse alguém pode sermarido, mulher, filho, filha, sogra – não importa. O mau humor atravessa paredes, fica impregnado nas cortinas, embaça os vidros da casa. A sensação é de que o mal-humorado está em todos os cômodos. Só com muita paciência – e uma reserva considerável de bom humor – é possível dividir uma casa (e a vida) com alguém assim.

    Josélia sabe disso melhor que ninguém. Primeiro enfrentou a mãe. Passou a infância e a adolescência ouvindo a mãe reclamar. Tudo para ela estava ruim.

     Há pouco tempo, Josélia estava voltando de uma fazenda quando passou por uma situação difícil: o carro atolou. O irmão dela, que dirigia, fez de tudo para desatolar o carro, mas a mãe deles, num de seus ataques de mau humor, tirou o sapato e jogou no filho.

    Josélia saiu de casa aos dezoito anos para se casar, mas descobriu logo que havia arrumado um marido pior que a mãe dela. Não sabe se é destino, mas sua vida é se exercitar para acompanhar gente mal-humorada.

(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)

No trecho – … mas descobriu logo que havia arrumado um marido pior que a mãe dela. – a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q1029553 Português

      Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.

      Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

      Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.

      Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.

      Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.

      Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.

    Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

      Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

      Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.

      Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.

(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)

O vocábulo eventual, em destaque no 3° parágrafo, apresenta como sinônimo no contexto em que se encontra:
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Q1029489 Português

Leia o texto de Hélio Schwartsman para responder à questão.


                                                Por quê?

      “Correlação não é causa” é um mantra que todos aqueles que já entraram numa aula de estatística ou de metodologia científica ouviram. E de fato não é. O canto do galo e o nascer do sol estão fortemente correlacionados, mas ninguém deve achar que é o som emitido pelo galináceo que provoca o surgimento do astro todas as manhãs.

      O problema é que, durante muito tempo, estatísticos e cientistas se deixaram cegar pelo mantra e renunciaram a investigar melhor a causalidade e desenvolver ferramentas matemáticas para lidar com ela, o que é perfeitamente possível. Essa pelo menos é a visão do cientista da computação Judea Pearl, exposta em “The Book of Why” (O livro do porquê), obra que escreveu com o matemático e jornalista científico Dana Mackenzie.

      Os prejuízos foram grandes. Muitas vidas se perderam porque, por várias décadas, a ciência julgou não ter meios para estabelecer com segurança se o cigarro causava ou não câncer, incerteza que a indústria do tabaco foi hábil em explorar.

      Em “The Book of Why”, Pearl e Mackenzie explicam de forma razoavelmente didática quais são as novas técnicas que permitem responder a perguntas causais como “qual a probabilidade de esta onda de calor ter sido provocada pelo efeito estufa?” ou “foi a droga X que curou a doença Y?”. Mais até, os autores falam em usar a estatística para destrinchar o obscuro mundo dos contrafactuais1 .

      Uma advertência importante que os autores fazem a entusiastas do “big data”2 é que não podemos nos furtar a entender as questões estudadas e formular teorias. Não se chega a lugar nenhum só com dados e sem hipóteses.

      Minha sensação, pela retórica empregada (não tenho competência para avaliar tecnicamente), é que Pearl exagera um pouco. Ele faz um uso pouco comedido de termos como “revolução” e “milagre”. Mas é um cientista de primeira linha e, mesmo que ele esteja aumentando as coisas em até 30%, ainda sobram muitas ideias fascinantes no livro.

                            (Hélio Schwartsman. 19.08.2018. www.folha.uol.com.br. Adaptado)

1contrafactual: simulação (sentido aproximado)

2big data: grande banco de dados

Está empregada com sentido figurado a palavra destacada na seguinte passagem do texto:
Alternativas
Respostas
15121: B
15122: E
15123: E
15124: C
15125: E
15126: C
15127: E
15128: D
15129: E
15130: A
15131: A
15132: B
15133: C
15134: B
15135: D
15136: C
15137: C
15138: D
15139: E
15140: B